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Motivação e Emoção aula1

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Motivação e Emoção
Aula 1 e 2
Gláucia Braga
Plano de Ensino
Unidade I - Motivação
Conceito de motivação
Teorias da motivação (Instinto, Impulso, Revolução Cognitiva, Pirâmide das Necessidades)
Necessidades Fisiológicas (Fome, sede, sono, sexo)
Necessidades Psicológicas (Competência, autonomia e relacionamento)
Unidade II – Fontes de Motivação
Motivação Intrínseca e Extrínseca
Influência dos aspectos cognitivos na motivação e na emoção: Auto-eficácia, Desamparo Aprendido e Teoria da Reatância
Unidade III – Emoção
O cérebro motivacional e emocional
Emoções básicas: Darwin e as pesquisas contemporâneas
Teorias das emoções (James-Lange, Cannon-Bard, Teorias Cognitivas, Feeddback Facial e Teoria dos Dois Fatores)
Emoções e os Transtornos de ansiedade e de estresse, e a síndrome de burnout.
Unidade I - Motivação
Conceito de motivação
A motivação (do latim, “mover-se”) é a área da ciência psicológica que estuda os fatores que energizam, ou estimulam, o comportamento.
 Especificamente, diz respeito a como o comportamento é iniciado, dirigido e sustentado. Questões de motivação estão disseminadas pelos muitos níveis de análise da ciência psicológica.
 Por exemplo, os conceitos de recompensa e reforço (...) e os mecanismos fisiológicos(...)”(GAZZANIGA; HEATHERTON: 2007).
Emoções são impulsos direcionados para a ação.
Uma emoção é um “conjunto de reações corporais (algumas muito complexas) em face de certos estímulos”. António Damásio
Entender o que causa o comportamento de uma pessoa, é procurar atingir tanto os mecanismos biológicos que colocam o organismo em prontidão para uma determinada ação, sua história de vida; é verificar como as
aprendizagens contribuem para a construção dos autoconceitos, metas e expectativas e, também, como os fatores sociais, os incentivos e os valores transmitidos em cada cultura iniciam, perpetuam e finalizam as condutas humanas. 
Cérebro Emocional 
Cérebro Emocional
A ANÁLISE MOTIVACIONAL permite e tem como objetivo compreender de que modo a
motivação participa, influencia e ajuda a explicar o fluxo comportamental de uma pessoa.
Para o profissional de a Psicologia este processo é de extrema relevância porque viabiliza o
planejamento da técnica de intervenção.
Emoções primárias
Cabe ressaltar que a motivação é um processo. E que, apesar de todas as pessoas possuírem os mesmos processos motivacionais básicos, aquilo que motiva cada uma delas é que vai influenciar a especificidade e a intensidade de seu comportamento.
O estudo da motivação refere-se à compreensão dos processos que energizam e direcionam o comportamento. 
As necessidades são condições internas ao corpo e indispensáveis à manutenção da vida, do equilíbrio homeostático, bem estar e pleno desenvolvimento. Como exemplo, pode-se citar a fome, a sede e o sono.
As necessidades podem ser divididas em fisiológicas, psicológicas, sociais. 
As fisiológicas são fundamentais para a manutenção da vida do organismo. Caso não sejam saciadas, os tecidos do corpo começam a danificar-se e o organismo pode ir a óbito.
As cognições fazem referência aos nossos estados mentais, como pensamentos, crenças expectativas, opiniões, autoconceito, representações, metas.
São construídas ao longo da nossa vida e implica na conjunção de outros processos cognitivos atuando concomitantemente, como a atenção, sensação, percepção, memória, resolução de problemas, consciência, tomada de decisão etc.
Cognição significa o processo de construção de conhecimento, base para
o nosso entendimento sobre o mundo e a realidade, para o relacionamento e
a comunicação com as pessoas e, desta forma, determina o posicionamento
diante das situações e os comportamentos realizados. 
 
As emoções possuem quatro aspectos básicos que devem funcionar de forma harmoniosa, são eles:
1. Sentimento – é a experiência subjetiva da emoção; como as pessoas relatam que estão se sentido, como elas conseguem verbalizar conscientemente e fenomenologicamente o que percebem que se passa com elas;
2. Prontidão fisiológica – toda emoção possui uma alteração fisiológica
subjacente, como batimento cardíaco, arrepio, embrulho no estômago entre
outros; se o que a pessoa sente não vem com uma alteração fisiológica, não é
emoção, mas somente um sentimento;
3. Expressividade – as emoções vêm carregadas de expressividade corporal e facial. Este é um dos aspectos que viabilizam a comunicação e empatia (ou
não) entre os seres humanos. Ao longo da vida, os seres humanos aprendem a
fazer esta leitura emocional através da educação familiar, escolar, social e a lidar
com as pessoas em cada situação. Caso esta leitura emocional não seja aprendida de forma adequada o processo de socialização pode ficar prejudicado;
4. Funcionalidade – a função das emoções pode ser considerada de uma
forma mais abrangente, relacionada à adaptação do organismo ao ambiente,
e de uma forma mais específica, relacionada à emoção em si. Um exemplo é
o medo: esta emoção possui a função de nos deixar em estado de alerta para
a defesa diante da possibilidade de um estímulo que gere risco à integridade
do organismo. 
Eventos externos
Além dos motivos internos, há os eventos externos que também energizam e direcionam o comportamento. Estes eventos são incentivos ambientais que antecedem o comportamento e geram tendências de aproximação ou afastamento, dependendo das circunstâncias e do efeito que seu resultado provocará na pessoa.
De uma forma geral, podemos dizer que os seres humanos possuem uma disposição de aproximação de situações e objetos que lhes tragam prazer, pois são interpretados como benéficos para o organismo de alguma forma, e de afastamento de situações e objetos que lhes tragam desprazer, entendendo que podem ser tóxicos ao organismo.
ENTRETANTO, HÁ RELAÇÕES QUE SÃO TÓXICAS, POR EXEMPLO.
Na realização de uma Análise Motivacional é importante identificar a intensidade e a qualidade da motivação nos comportamentos das pessoas. Existem
quatro possibilidades de identificar a expressão motivacional das pessoas: pela
fisiologia, pelo comportamento manifesto, pelo autorrelato e pela história dos
antecedentes do comportamento.
A Análise Motivacional permite ao profissional da Psicologia compreender, explicar e intervir
no fluxo comportamental de uma pessoa. 
 
Análise da fisiologia
O autorrelato e a história dos antecedentes do comportamento:
Verificação da motivação através do autorrelato:
A técnica do autorrelato geralmente é realizada através da aplicação de questionários e entrevistas e estudos indicam que a interpretação das pessoas sobre o que elas sentem, dizem e a correspondência psicofisiológica verificada através de exames realizados, não equivale. Por exemplo, uma pessoa pode dizer que não está ansiosa, mas exames laboratoriais mostram que ela está extremamente ansiosa. (REEVE, 2005: p.7) 
 A observação comportamental
Podem-se verificar sete aspectos no comportamento das pessoas que ajudam a identificar a intensidade, a qualidade e a presença da motivação. São eles: (REEVE, 2005: p.6)
1. O esforço – quantidade de energia empregada na tentativa de execução de uma tarefa; 
2. A latência – tempo durante o qual uma pessoa adia sua resposta após ter sido exposta a um estímulo; 
3. Persistência – tempo decorrido entre o início e o fim da resposta; 
4. Escolha – Quando se está diante de duas ou mais possibilidades de ação, mostra-se preferência por uma delas, em detrimento das demais; 
5. Probabilidade de resposta – número (ou porcentagem) de ocasiões em que se verifica uma resposta orientada para um determinado objetivo, quando ocorrem diversas oportunidades diferentes para o comportamento ocorrer; 
6. Expressões faciais – movimentos faciais (torcer o nariz, levantar o lábio superior, baixar as sobrancelhas etc.) 
7. Sinais corporais – postura, mudança no apoio do peso, movimentos das pernas ou dos pés, braços e mãos etc. 
A relação entre motivação,