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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS-UAG
RESUMO HISTOLOGIA 2019.2
Aluno: Manoel Pereira Cavalcante Neto 
Profª: Daiane Felberg Antunes Galvão
Tema: Ciclo Celular e Divisão Celular
A capacidade de crescer e de se reproduzir é atributo fundamental de todas as células. No caso das células eucariontes, o processo básico de gênese de novas células obedece a um padrão cíclico que começa com o crescimento celular, determinado por um aumento quantitativo coordenado dos milhares de tipos diferentes de moléculas que a célula tem, inclusive de seu material genético, e culmina com a partição de seu núcleo e citoplasma em duas células-filhas. As células originadas repetem o ciclo, e o número de células aumenta exponencialmente. Este processo é denominado ciclo de divisão celular ou, simplesmente, ciclo celular, e serve tanto para manter a vida, em organismos pluricelulares, como para gerar a vida, no caso dos organismos eucariontes unicelulares. Por meio dele, o corpo humano, por exemplo, inicia sua existência a partir de uma única célula, o zigoto, a qual passa por duplicações celulares sucessivas, tanto ao longo do período embrionário como ao longo do desenvolvimento do organismo. Assim, pode-se afirmar que o processo de crescimento de um tecido, de um órgão ou de todo um organismo pluricelular se dá basicamente pela multiplicação do número de suas células, e não pelo crescimento destas, já que uma das propriedades celulares é manter um volume caracteristicamente constante.
Ciclo celular
O ciclo celular compreende os processos que ocorrem desde a formação de uma célula até sua própria divisão em duas células-filhas, todas iguais entre si. O ciclo pode ser dividido em duas grandes etapas: 
• aquela compreendida entre duas divisões sucessivas, em que a célula cresce e se prepara para nova divisão, denominada interfase 
• a etapa da divisão propriamente dita, pela qual se originam duas células-filhas. Esta etapa se caracteriza pela divisão do núcleo, chamada cariocinese ou mitose, seguida pela divisão do citoplasma, ou citocinese. O crescimento e a divisão celulares devem ser regulados e coordenados de tal modo que o ciclo transcorra em um equilíbrio que assegura manutenção das características celulares essenciais na progênie; por exemplo, para que se conserve constante o tamanho celular nas células-filhas, o crescimento deve ser compensado com a divisão celular. Isso significa que a duração do ciclo tem de se ajustar perfeitamente ao tempo de que a célula necessita para dobrar seu tamanho. Assim, evita-se que a célula seja cada vez menor, ou maior, dependendo do tempo de duração do ciclo em relação à massa celular. Nas células eucariontes, o controle do processo de reprodução celular é feito por diversos produtos gênicos, que são, por sua vez, regulados por fatores extracelulares, sejam eles nutrientes ou fatores de crescimento, que fazem com que a divisão celular ocorra coordenadamente com as necessidades do organismo como um todo.
Fases do ciclo celular
Período G1
O período G1 caracteriza-se pelo reinício da síntese de RNA e proteínas, que estava interrompida durante a mitose (período M). Com essas sínteses, a célula cresce continuamente durante essa etapa, como continua fazendo durante S e G2• Cerca de 80% do RNA sintetizado em G1 é RNA.
Período S 
O início da síntese do DNA marca o início do período S e. na grande maioria dos casos, é um ponto de não retorno é o ciclo, que leva necessariamente à divisão celular. Durante o período S, a célula duplica seu conteúdo de DNA, elaborando réplicas perfeitas das moléculas de DNA que contém. Esse processo denomina-se replicação. Toda célula eucarionte diploide inicia seu ciclo em G1 com uma quantidade de DNA igual a 2C. Durante o período S, essa quantidade duplica, passando de 2C para 4C, e assim permanece até a fase do ciclo em que é igualmente repartida para as duas células-filhas, as quais voltam a ter, novamente em G1, a quantidade 2C idêntica à da célula de origem.
Período G2 
No período G2 ocorrem os preparativos necessários para a próxima mitose, mas nem todos são conhecidos. Sabe-se, porém, que, antes de a célula passar pelo ponto de transição G2/M, é criticamente fundamental que a replicação tenha sido completada e que possíveis danos do DNA tenham sido completamente reparados.
Mitose 
Esse período inclui essencialmente dois processos: a partilha exata do material nuclear, chamada, no sentido estrito, de mitose, e a divisão citoplasmática ou citocinese. Em sentido amplo, no entanto, costuma-se identificar a mitose como a própria divisão celular. Para facilitar seu estudo, a mitose é subdividida em quatro etapas: prófase, metáfase, anáfase e telófase.
Prófase 
A prófase caracteriza-se pela condensação gradual das fibras de cromatina, inicialmente com 30 nm de diâmetro e muito alongadas no núcleo, que vão progressivamente tornando-se mais curtas e espessas, até formar cromossomos. Estes chegam a alcançar um nível de condensação aproximadamente 1.000 vezes superior ao estado em que a fibra cromatínica se apresenta na interfase.
Metáfase 
Na metáfase, os cromossomos atingem um avançado estado de condensação e, portanto, é o momento em que as duas cromátides se tomam realmente visíveis ao microscópio óptico. O início desta fase é definido pela complementação do alinhamento dos cromossomos na região equatorial da célula, formando a denominada placa metafásica. 
Anáfase
 Na anáfase começam os eventos finais da mitose, quando ocorre a ruptura do equilíbrio metafásico, com a separação e a migração das cromátides-irmãs, que passam a ser chamadas de cromossomos filhos. Essa liberação das cromátides-irmãs, que permite sua segregação, decorre da degradação da coesina centromérica por uma protease chamada separase. Durante a migração, os microtúbulos das fibras cinetocóricas encurtam, por perda de dímeros de tubulinas nas extremidades polares, e assim aproximam os cromossomos-filhos dos polos.
Telófase 
A telófase inicia-se quando os cromossomos filhos alcançam os respectivos polos, o que se caracteriza pelo total desaparecimento dos microtúbulos cinetocóricos. Ocorrem, então, a reconstituição dos núcleos e a divisão citoplasmática, levando à formação das células-filhas. A descondensação da cromatina, acompanhada da reaquisição da capacidade de transcrição, a reorganização dos nucléolos e a reconstituição do envoltório nuclear são os principais eventos da reconstrução nuclear, que se processam em sentido essencialmente inverso ao ocorrido na prófase.
Meiose 
O ciclo de divisão de células somáticas, discutido até agora neste capítulo, resulta na produção de duas células-filhas geneticamente idênticas e que apresentam o mesmo número de cromossomos que a célula que lhes deu origem. Estas são células diploides (2n), considerando-se que o número básico de cromossomos de uma espécie (ploidia) seja igual a n. Entretanto, não é isso que ocorre com as células germinativas, localizadas nas gônadas de organismos animais ou vegetais que se reproduzem sexualmente e que dão origem às células sexuais ou gametas/esporos. O processo de formação dos gametas, denominado gametogênese, resulta da divisão de uma célula germinativa diploide em células haploides (n), ou seja, células que recebem apenas um cromossomo de cada par de homólogos e que apresentam, então, só a metade do número de cromossomos encontrado nas células somáticas da espécie. Além disso, por características próprias, o processo resulta na formação de quatro células geneticamente diferentes entre si e diferentes da célula-mãe. Esse tipo especial de divisão que reduz à metade o número de cromossomos recebeu o nome de meiose. Posteriormente, com o auxílio da citofotometria, observou-se, como era de supor, que os gametas contêm também a metade do teor de DNA, característico e constante de cada espécie. Esta redução de número cromossômico e teor de DNA é compensada pelo posterior processo de fertilização dos gametas. Para que ocorra a redução do número cromossômico,é necessário que aconteçam duas divisões celulares sucessivas (as quais são chamadas de meiose I e meiose II) após uma única duplicação do DNA, que deve ocorrer durante o período S anterior à primeira divisão.

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