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Teoria do Conhecimento

Apostila de Filosofia sobre Teoria do Conhecimento. Apresenta introdução, objetivos e bases da epistemologia (etimologia, Sócrates, Platão), aborda sujeito‑objeto, representacionismo e realismo, trata Grécia Antiga e Modernidade e inclui exercícios, gabarito e resumo.

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Filosofia 
 
 
 
 
TEORIA DO CONHECIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
Sumário 
 
Introdução .................................................................................................................................... 2 
 
Objetivo......................................................................................................................................... 2 
 
1. As bases da Epistemologia ................................................................................................... 2 
 1.1. Teoria do Conhecimento na Grécia Antiga .................................................................. 2 
 1.2. Teoria do Conhecimento na Modernidade .................................................................. 5 
 
Exercícios ...................................................................................................................................... 7 
 
Gabarito ........................................................................................................................................ 8 
 
Resumo ......................................................................................................................................... 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
Introdução 
 Na apostila “Gnosiologia”, compreendemos que a gnosiologia trata do 
conhecimento na filosofia, do entendimento humano e das coisas que estão a nossa 
volta. Aprendemos que existem teorias do conhecimento que procuram investigar as 
origens ou os fundamentos do conhecimento a partir de processos e possibilidades 
distintas. 
Nesta apostila, por sua vez, veremos o que é a Teoria do conhecimento e o que 
significa conhecer. Entenderemos mais sobre a relação entre sujeito e objeto, o que 
quer dizer representacionismo e o realismo a partir dos filósofos: Platão, Aristóteles, 
Descartes e Kant. 
 
Objetivos 
 
• Estudar as interpretações filosóficas e início das teorias do conhecimento na 
Grécia Antiga. 
• Compreender as possíveis relações entre e sujeito-objeto na era antiga e na 
modernidade e os conceitos de representacionismo e realismo. 
 
1. As bases da Epistemologia 
1.1. Teoria do conhecimento na Grécia Antiga 
Você sabe o que é epistemologia? 
O termo epistemologia tem origem grega e será a junção de duas palavras: 
episteme, que significa verdade, e o termo logia, que significa razão, lógica ou 
raciocinar. Portanto, epistemologia, ou a teoria do conhecimento, busca 
compreender como é possível o ser humano adquirir o conhecimento genuíno e 
necessário, observando assim as diversas formas de se alcançar a verdade. Será, 
portanto, o ramo da filosofia que discute a ciência justificada acerca de todas as 
coisas. 
De forma prática, o conhecimento científico traz o domínio da natureza, mas é 
preciso sempre tomar cuidado ao lidar com a questão do conhecimento. Desde o 
início da filosofia, Sócrates dizia: “Conhecimento é diferente de opinião (doxa)”. Hoje 
em dia, o tema do conhecimento está em evidência. Vemos um crescente número de 
pessoas que apresentam suas opiniões acerca de determinados assuntos sem antes 
verificar a veracidade, disseminado as famosas “Fakenews”, ou reproduzindo 
“Deepfakes” nas redes sociais e outros meios de comunicação. Dessa maneira, será 
importante retornar aos filósofos que levantaram as primeiras hipóteses acerca do 
conhecimento para repassarmos o conhecimento no mundo contemporâneo. 
O primeiro autor a falar sobre a teoria do conhecimento é Platão. Apesar de 
 
3 
 
nunca ter usado o termo epistemologia, Platão já discutia como a busca pela verdade 
se distancia da pura crença. Enquanto a primeira discute o conhecimento justificado, 
a segunda discute pontos de vista subjetivos, permanecendo apenas no âmbito das 
opiniões particulares. Mas isso não quer dizer que a crença é menos importante, pelo 
contrário, ela será o primeiro passo para se chegar a uma verdade justificada. Vamos 
pensar no seguinte exemplo: se me machuco gravemente, ou se necessito de 
tratamento médico para curar uma doença grave, a fé vai me ajudar no tratamento, 
sendo uma motivação para que eu não desista da cura. No entanto, seria difícil dizer 
que cruzar os braços e sentar vai me salvar. Preciso de uma crença justificada, ou uma 
verdade científica de um especialista, bem como de tratamentos voltados para a cura 
do meu problema para encontrar solução. 
 
 
 
O filósofo irá elaborar um método para que o homem se safe do erro e do que 
é falso. E como será esse procedimento? A partir do diálogo entre opiniões contrárias, 
ou seja, da maiêutica, que consiste em um diálogo não autoritário e dialético onde 
surgirão novas verdades. Maiêutica vem do termo grego mãe, àquela que dá à luz 
através de um parto. Para Platão, as verdades já existem em um mundo ideal, porém, 
o que podemos ter acesso é apenas as impressões ou representação da essência do 
que é verdadeiro, nunca ao conhecimento em sua forma perfeita e completa. Assim, 
a essência da justiça, do bem, do belo e da verdade não serão alcançados pelo homem 
em vida, apenas a ideia, ou a representação desses conhecimentos. Ele defende então 
um conhecimento representacionistas, pois só temos acesso às representações do 
que é real, jamais a essência das coisas. Para explicar sua teoria ela vai elaborar o 
famoso mito da caverna em que prisioneiros, acorrentados ao fundo de uma caverna, 
 
4 
 
tinham acesso apenas às sobras da realidade que ficavam do lado de fora da caverna. 
Só que um dia o prisioneiro mais espero conseguiu se desacorrentar. Ele percebeu que 
a caverna não era o mundo real e que durante toda a sua vida só tinha conhecido a 
representação da realidade. Ele retorna a caverna para contar aos amigos e libertá-
los. Porém, ninguém acredita nele. 
Na visão de Platão, todos nós estamos na caverna enxergando apenas a 
representação do real, ou as impressões do que é verdadeiro. Precisamos de coragem 
para sair do comodismo e encontrar algo mais real do que as informações que estão 
sendo disseminadas, muitas vezes sem a mínima veracidade. Sua teoria do 
conhecimento fica conhecida tanto como representacionista, quanto de idealista. 
 
FIQUE ATENTO! 
 
 
 
 
 
 
Em Aristóteles (384 a.C – 322 a.C), que foi discípulo de Platão, é possível 
adquirir conhecimento na prática diária, ou seja, a partir das nossas experiências na 
Terra. Quando se busca conhecimento, se busca adquirir e acumular experiências, e 
isso envolve cometer erros e descobrir por si qual é a resposta mais razoável acerca 
das coisas. Esse processo irá envolver tanto os sentidos e as formas de percepção, 
quanto a racionalidade. Para Aristóteles, existem duas formas de obter 
conhecimento, a forma dedutiva e a indutiva. A dedução, também chamada de 
silogismo, consiste em observar um objeto dentro da natureza, partindo do universal 
ao particular. Por exemplo, se desejamos conhecer a espécie de uma planta, 
primeiramente, partimos do âmbito geral perguntando do que ela necessita para se 
desenvolver, de que tipo de solo, qual ambiente, clima, etc. O tipo de conhecimento 
indutivo consiste em fazer o movimento contrário, ou seja, observar as suas 
particularidades, se tem pétalas, qual é a sua cor, se tem frutos, se são comestíveis, 
ou de que forma a suas sementes são disseminadas, pelo vento ou através de animais. 
Dessa maneira, Aristóteles defende que é possível conhecer os objetos da natureza de 
maneira real, portanto ele será um realista. 
 
 
Platão é um dualista, isso quer dizerque ele entende o 
mundo dividido em duas partes: o mundo das ideias, ou 
inteligível, e o mundo sensível, o mundo que estamos. Para 
ele, a verdade e o conhecimento pertencem ao mundo das 
ideias. Esse mundo das ideias só é acessível através da pura 
razão, a alma, e nunca com o corpo e através das 
experiências sensíveis. Ele defende então um conhecimento 
representacionista. 
 
 
5 
 
IMPORTANTE! 
 
 
 
1.2. A teoria do conhecimento na modernidade 
Nas apostilas anteriores, vimos que um dos grandes problemas da filosofia 
moderna, mais precisamente a partir do século XVII, será o conhecimento e como o 
sujeito chega a conhecer as coisas que estão a sua volta. A modernidade começa a 
questionar: como o sujeito se relaciona com os objetos da natureza? Quais são as 
categorias que os homens possuem para conhecer? O indivíduo obtém conhecimento 
através dos sentidos ou pela alma? Os homens nascem com o conhecimento ou 
adquirem através das experiências e percepções? Um dos primeiros autores a criar 
uma teoria do conhecimento será o racionalista René Descartes. Para o filósofo, 
devemos duvidar de tudo, até mesmo da nossa existência. 
Para concluir se um objeto, uma sensação, um pensamento são verdadeiros, é 
necessário antes de tudo fazer uma triagem e observar o problema a partir de quatro 
etapas: a evidência, que consiste em análise se o objeto tem correspondência com o 
mundo real e se é passível de ser verificado. A análise, que significa observar o objeto 
a partir de vários pontos de vista, separando questões fundamentais a respeito dele, 
por exemplo, de que material é feito, qual cor, se sólido, líquido ou gasoso. A terceira 
etapa é a síntese, que será resolver as questões propostas na etapa a partir das 
sentenças mais simples, como observar a cor, sentir o cheiro, em direção às mais 
complexas, como o peso, a altura, massa, tamanho, etc. Por fim, a enumeração será 
última etapa. Ela corresponde a revisar tudo que foi observado, reunindo e 
registrando as respostas para se chegar a uma conclusão, ou seja, conhecer um objeto 
e usar os dados anteriores nas próximas análises de objetos semelhantes. 
Dessa forma, Descartes conclui que é possível apreender o conhecimento de 
maneira real, inserindo-se em uma tradição que considera a verdade como algo que 
pode será encontrado no próprio objeto. No entanto, Descartes assume também que 
existem conhecimentos que não são adquirirmos, ou seja, que nascemos com eles, 
como ideia de espaço e tempo, assim como a certeza de que Deus existe. Ele constrói 
uma teoria do conhecimento tanto realista, quanto idealista, afinal, Deus será uma 
verdade que não pode ser vista e representada, uma ideia, apesar de sabermos que 
ele existe. 
Outro filósofo importante para a teoria do conhecimento é Immanuel Kant. Na 
obra “Crítica da Razão Pura”, Kant analisa o ato de conhecer a partir de dois juízos: “a 
Em Aristóteles, existem duas formas de conhecer: a indutiva 
e dedutiva, também chamado de silogismo. O conhecimento 
dedutivo é aquele em que se parte do universal para o 
particular. O indutivo será o contrário, é quando se parte do 
objeto de forma específica para o universal. 
 
6 
 
priori” e o “a posterior”. A priori é aquilo que vem antes de nascermos, “a posteriori” 
é tudo aquilo que vem depois de nosso nascimento. Ele junta as teorias empiristas, 
que defende que todo conhecimento advém das experiências, com o racionalismo de 
Descartes, concluindo que não era necessário optar por nem uma e nem outras 
teorias, afinal, ambas estavam corretas. Por exemplo, os “juízos a priores”, são 
conhecimentos que independe de nossas experiências, como a capacidade espaço 
temporal, como entender que estamos dentro de um espaço e de um tempo limitado, 
sendo impossível atravessar paredes, ou sair voando pela janela. Esses são 
conhecimentos que, segundo Kant, todos nós nascemos com eles. Já os “juízos a 
posteriores” serão aqueles que adquirimos a partir de nossa cognição, isto é, dos 
nossos sentidos, tato, olfato, visão, paladar, etc. Desta maneira, Kant defende que 
existem conhecimentos que são apreendidos de maneira real, e outros que nunca 
teremos acesso pleno, apenas às suas impressões, semelhantes ao que Platão 
compreende acerca da verdade. Em Kant, a verdade em si (noúmeno) e sua essência 
não podem ser capitadas, apenas o fenômeno, ou a representação. Ao mesmo tempo, 
é bastante conhecida a ética kantiana, onde o filósofo explica que podemos 
compreender acerca dos nossos deveres enquanto cidadãos a partir das leis morais 
que estabelecemos às nossas condutas para o bem viver, exatamente, por possuir 
racionalidade. Sua ética, dessa maneira, o insere em uma tradição realista e sua 
epistemologia o torna um representacionista. 
 
 
Figura representando Immanuel Kant 
 
 
 
 
7 
 
IMPORTANTE! 
 
 
 
 
Exercícios 
1) (Unioeste, 2013) “À medida que Descartes vai desenvolvendo sua ideia de 
um sistema reconstruído de conhecimento, vemos surgir dois componentes 
específicos da visão cartesiana. O primeiro é um individualismo radical: a ciência 
tradicional, ‘composta e acumulada a partir das opiniões de inúmeras e variadas 
pessoas, jamais logra acercar-se tanto da verdade quanto os raciocínios simples de 
um indivíduo de bom senso’. O segundo componente é uma ênfase na unidade e no 
sistema: ‘Todas as coisas que se incluem no alcance do conhecimento humano são 
interligadas’”. 
Cottingham 
Considerando os textos acima, que tratam da teoria cartesiana do 
conhecimento, é INCORRETO afirmar que 
a) a teoria cartesiana do conhecimento implica um sistema em que todos os 
conteúdos encontram-se intimamente relacionados. 
b) a teoria do conhecimento cartesiana pretende, a partir da elaboração de um 
método preciso, reconstruir o conhecimento em bases sólidas. 
c) a teoria do conhecimento cartesiana, que tem como objetivo a elaboração de uma 
ciência universal, serve-se, em certa medida, do modelo indutivista para alcançar seu 
objetivo. 
d) o conhecimento que se tem de cada coisa deriva de um processo no qual cada etapa 
pode ser conhecida sem o concurso de etapas posteriores, mas não o inverso. 
e) quando determinada noção se apresenta com clareza e com distinção, o sujeito 
pensante entende que se encontra frente a um conhecimento verdadeiro pela própria 
natureza da concepção cartesiana do conhecimento. 
 
2) (Uem, 2011 - Adaptada) Entre os problemas principais da Filosofia, destaca-
se a teoria do conhecimento, que tem por objetivo investigar as fontes do 
conhecimento, as formas de juízos verdadeiros e as regras para a obtenção do 
conhecimento seguro. Sobre a teoria do conhecimento, assinale o que for correto. 
a) O problema do conhecimento, em suas diferentes formas de 
fundamentação, seja racional (através da razão) ou empírica (através da experiência), 
não diz respeito ao nascimento da Filosofia, na Grécia antiga, nem à filosofia da Idade 
Os juízos “a priores” são os conhecimentos que nascemos 
com eles. Os juízos “a posteriores” são os conhecimentos 
que adquirimos de maneira posterior ao nosso 
nascimento, ou seja, através de nossas experiências. 
 
8 
 
Média. Ele se deve apenas à filosofia moderna. 
b) Para Aristóteles, existem dois tipos de conhecimento: dedutivo e indutivo. O 
dedutivo parte da observação do objeto de forma universal para o particular. O 
indutivo será o movimento inverso. 
c) O que diferencia, segundo Platão, opinião e conhecimento, é que a opinião (Doxa) 
oferece o conhecimento justificado, imutável e permanente. 
d) Para René Descartes, o desejo de verdade é suficiente para fundar o conhecimento, 
sendo desnecessário regras paraa direção do espírito, estabelecidas pelo rigor de um 
método lógico. 
e) Em se tratando das formas do conhecimento, para Platão, o conhecimento sensível 
é idêntico ao conhecimento inteligível. 
 
3) (Ueg, 2008) Um dos pontos altos da filosofia grega é a teoria do 
conhecimento. Entre seus pensadores encontra-se Sócrates. Ao dialogar com seus 
interlocutores, Sócrates assumia humildemente a atitude de quem aprende e, 
multiplicando as perguntas, levava seu adversário à contradição, obrigando-o a 
reconhecer sua ignorância. Esse método socrático denomina-se: 
 
a) Alegoria, metodologia de conhecimento segundo a qual se desenvolve o 
conhecimento a partir do senso comum. 
b) Maiêutica, metodologia segundo a qual a ideia é gerada ou acordada. 
c) Ironia, método dialético segundo o qual é demonstrada a necessidade de conhecer 
profundamente as ideias. 
d) Criticismo, metodologia de conhecimento que parte da crítica da razão. 
 
Gabarito 
1)B 
Descartes é um racionalista, por isso ele acredita que o homem é capaz de 
encontrar o conhecimento verdadeiro através da razão e da ciência 
 
2) B 
A teoria do conhecimento diz respeito a todas as fases da história da filosofia. 
Em Platão a opinião é insegura e oriunda do mundo sensível, enquanto o 
conhecimento é seguro e característico do mundo das ideias. Descartes acreditava 
que as regras eram capazes de conduzir o homem ao conhecimento seguro. O 
conhecimento inteligível é superior à opinião do mundo sensível. A resposta correta é 
B, pois em Aristóteles existem duas maneiras de se conhecer o objeto, indutivo e 
dedutiva, ou o por silogismo. A primeira parte da análise das especificidades do objeto 
para compreendê-lo dentro de um todo universal, a segunda será analisar o objeto e 
 
9 
 
obter conhecimento partindo do universal às características particularidades. 
 
3) B 
Alegoria, ou mito da caverna é um termo consagrado por Platão, mas ela não 
ocupa lugar de destaque em Sócrates. A Maiêutica é que corresponde a teoria do 
conhecimento e ao método socrático, onde as ideias vêm à luz. 
 
Resumo 
Nesta apostila, vimos como alguns filósofos desenvolvem suas teorias do 
conhecimento. O primeiro filósofo a discutir acerca do conhecimento foram Sócrates 
e Platão. Para Platão, não é possível alcançar a essência do conhecimento, pois ela 
pertence ao mundo das ideias. Através da racionalidade e do diálogo não autoritário, 
podemos alcançar uma parte do conhecimento, ou seja, ter acesso às impressões e 
representações da verdade. Seu pensamento é considerado, portanto, de 
representacionista ou idealista. Para Aristóteles, seria possível obter conhecimento 
através das experiências. Para ele, devemos alcançar sempre e o meio termo, a 
mediania para exercer o bem viver. Ele dividirá o conhecimento em dois tipos: o 
indutivo e dedutivo. Conhecer de maneira dedutiva é observar os objetos de maneira 
universal para o particular. Conhecer de maneira indutiva será fazer o caminho 
inverso, observar as especificidades do objeto para então perceber seu todo. 
Na modernidade, grandes filósofos se empenharam a responder questões 
acerca do conhecimento. Para Descartes, só é possível confirmar se um objeto, 
pensamento, sentença ou impressão são corretos se analisamos a partir de quatro 
etapas: evidência, análise, síntese e a enumeração. No entanto, existem 
conhecimentos que só temos acesso através das ideias, como a concepção de Deus e 
a noções de espaço e tempo. Dessa maneira, Descartes será tanto um realista quanto 
um idealista. Por fim, aprendemos um pouco mais sobre Immanuel Kant e sua 
epistemologia. Segundo Kant, os conhecimentos são aprendidos de maneira “a 
priori” e “a posteriori”. Assim, como Descartes, Kant acredita que os seres humanos 
nascem com racionalidade e com noções espaço-temporais, porém, podemos 
conhecer os objetos de maneira concreta e a partir das experiências empíricas, “a 
posteriores”, usando a nossa cognição: tato, visão, paladar, olfato, etc. Mas o homem 
não deve perder tempo para alcançar a verdade em si, pois nunca terá acesso ao 
noúmeno, apenas ao fenômeno. Seu pensamento será semelhante ao de Platão. 
Desse modo, Kant compreende o conhecimento de maneira representacionista e 
realista. 
 
 
 
10 
 
Referências bibliográficas 
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1995 
KANT, I. Crítica da razão pura. Trad. Manuela P. dos Santos, Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1997. 
 
Referências imagética 
Visualhunt -https://visualhunt.com/f2/photo/2329456344/a5de1de0c3/ Acessado em: 04/09/2019 às 17h30.

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