Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Aula 03
Medicina Legal p/ Polícia Civil - MG (Investigador)
Professor: Fatima Albuquerque Taufick
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Profª Fatima Albuquerque Taufi
AULA 03: 
Tanatognose e crono
necroscopia. Exumaç
 
Oi, pessoal! 
Hoje estudaremos o tem
Preparados? 
Então vamos em frente!
 
Ciência e Caridade (1897). Pa
 BEZERRA, Armando J C.
Noções de Medicina Legal para I
Teoria e E
Profª. Fatima Albuquerq
 
fick www.estrategiaconcursos.com.br P
: Tanatologia Médico-Leg
otanatognose. Fenômenos cadavéricos. 
ação. Causa mortis. Morte natural e mort
ma Tanatologia Médico-Legal. 
e!!! 
Pablo Picasso (1881-1973). Óleo sobre tela. Museu Picass
C. As belas artes da medicina, 2003. 
Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
 e Exercícios comentados 
erque Taufick – Aula 03 
Página 1 de 57 
egal 
. Necropsia, 
rte violenta. 
 
sso (Barcelona). 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 57 
TANATOLOGIA MÉDICO-LEGAL 
É a parte da Medicina Legal que estuda a morte e o morto, e suas 
repercussões na esfera jurídico-social. 
CRITÉRIOS ATUAIS PARA UM DIAGNÓSTICO DE MORTE 
De uma maneira simples, pode-se definir a morte como a cessação total e 
permanente das funções vitais. Hoje, há um novo conceito, que é o de 
morte encefálica, caracterizada por coma irreversível, ausência de 
reflexos, cessação da respiração natural, falta de estímulos e respostas 
intensas e eletroencefalograma (EEG) isoelétrico por mais de 6 horas 
(Genival Veloso de França propõe um intervalo de tempo de mais de 24 
horas). Privilegia-se a avaliação da atividade cerebral e o estado de 
descerebração como um indicativo de morte real. 
Porém, sendo a morte um conjunto de etapas sucessivas, faz-se 
imperioso não se admitir um único enfoque para definir a morte. 
• Critérios para o conceito de morte da Escola de Medicina de Harvard 
Os critérios baseiam-se na presença de coma irreversível, mas também 
consideram a avaliação das funções vitais: 
1. Ausência absoluta de resposta a estímulos externos; 
2. Ausência de respiração espontânea ou de movimentos 
respiratórios por um período nunca inferior a uma hora; 
3. Ausência de reflexos, com abolição de toda a atividade do 
sistema nervoso central, pupilas dilatadas, fixas e sem resposta a 
fortes estímulos luminosos, ausência de movimentos oculares ou 
estímulo auditivo com água gelada, ausência de reflexos corneais, 
faríngeo e osteotendinosos; 
4. Eletroencefalograma isoelétrico, com o uso de todos os canais do 
aparelho (adotar as devidas precauções nas hipotermias e 
depressões do sistema nervoso central por barbitúricos). 
 
• Critérios para o conceito de morte propostos por França 
 
Referem-se a um único padrão, para qualquer finalidade: 
1. Ausência total de resposta cerebral, com perda da consciência 
(verificada por meio do EEG plano com intervalo de no mínimo 24 
horas nos casos de coma irreversível); 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 57 
Atenção: Não se aplica aos seguintes casos: menores de 2 (dois) 
anos, hipotermia, drogas depressoras do sistema nervoso central, 
encefalites e distúrbios metabólicos ou endócrinos. 
2. Abolição dos reflexos cefálicos, com hipotonia muscular e pupilas 
fixas e indiferentes ao estímulo luminoso; 
3. Ausência de respiração espontânea por 5 (cinco) minutos, após 
hiperventilação com oxigênio 100%, seguida da introdução de um 
cateter na traqueia, com fluxo de 6 (seis) litros de O2 por minuto; 
4. Causa do coma conhecida; 
5. Estruturas vitais do encéfalo lesadas irreversivelmente. 
 
Exames Complementares 
1. Eletroencefalograma: ausência de atividade elétrica cerebral. 
2. Potencial evocado: exame de eleição, por ser prático, para a 
confirmação de morte encefálica quando houver pendências legais ou 
necessidade de diagnóstico precoce. 
3. Angiografia de quatro vasos encefálicos: ausência de fluxo sanguíneo 
cerebral. 
4. Ultrassonografia: ausência de circulação sanguínea das artérias 
carótidas. 
O diagnóstico de morte encefálica é estabelecido pela observação clínica, 
pela documentac ̧ão da cessação da função cerebral por um período 
mínimo de 6 horas e pela ausência de atividade elétrica cerebral ou de 
perfusão sanguínea cerebral. Esses critérios dispensam a necessidade de 
reavaliações clínicas. 
Os exames complementares não são pré-requisito para o diagnóstico de 
morte encefálica, mas uma opção para a antecipação deste diagnóstico 
com segurança. Caso não estejam disponíveis, a observação clínica deve 
ser de, no mínimo, 24 horas. 
A Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1.480/97 dispôs 
sobre novos critérios para o diagnóstico de morte encefálica, com base na 
verificação de coma aperceptivo com ausência de atividade motora 
supraespinhal e apneia, confirmados por exames complementares que 
evidenciem ausência de atividade elétrica, atividade metabólica ou 
perfusão sanguínea cerebral. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 57 
Devem ser observados os seguintes intervalos mínimos entre as duas 
avaliações clínicas e eletroencefalográficas (definidos por faixa 
etária): 
� de 7 dias a 2 meses incompletos — 48 horas; 
� de 2 meses a 1 ano incompleto — 24 horas; 
� de 1 ano a 2 anos incompletos — 12 horas; 
� acima de 2 anos — 6 horas. 
Diferenças entre morte encefálica e morte cortical: 
A morte encefálica compromete de forma irreversível a vida de relação e 
a coordenação da vida vegetativa. Só há morte quando existe lesão 
irreversível de todo encéfalo. 
Na morte cortical cerebral, há o comprometimento apenas da vida de 
relação; o tronco cerebral, porém, continua a regular naturalmente os 
outros processos vitais (como respiração e circulação). 
 
DESTINOS DO CADÁVER 
Inumação simples: é o sepultamento do cadáver, realizado após as 
formalidades legais e a apresentação do atestado de óbito no cartório 
para a emissão da certidão de óbito. 
Não é possível ser realizada sem a certidão do oficial de registro, extraída 
após a lavratura do assento de óbito em vista do atestado de um 
profissional médico (ou de duas pessoas que verificaram a morte, se não 
houver médico no local). 
Inumação com necropsia: A necropsia é obrigatória em casos de morte 
violenta. Em mortes naturais, não há essa obrigatoriedade, sendo 
necessária a permissão da família ou de representante legal para a sua 
realização. Após a realização da necropsia, a inumação do cadáver segue 
o rito comum. 
Cremação: o cadáver é transformado em cinzas, em fornos elétricos 
especiais com temperatura de 800 a 1.000°C, constituídos de uma grelha 
rotatória e um coletor de cinzas. O procedimento costuma durar de 1 a 2 
horas e, após, as cinzas são depositadas em uma caixa de metal com 
tampa lacrada. 
É considerada um processo higiênico, econômico, prático e, ainda, mais 
humano que a inumação, apesar de se deparar com objeções de ordens 
técnico-legal, afetiva e religiosa. 
Para a medicina legal, possui o inconveniente de não poder ser realizada 
em mortes violentas, devido à possibilidade de haver especulaçõese 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 57 
dúvidas sobre a morte e por não deixar possibilidade para uma eventual 
exumação. 
 
ATESTADO DE ÓBITO 
Sua finalidade é confirmar e definir a causa da morte, atendendo aos 
interesses de ordem médico-sanitária. Juridicamente, estabelece o fim da 
personalidade civil. 
É vedado ao médico atestar o óbito de pessoa a quem não tenha dado 
assistência. 
Os Serviços de Verificação de Óbito (SVO) são os encarregados de atestar 
o falecimento dos que não contaram com assistência médica ou quando a 
morte é do interesse da saúde pública. São também responsáveis por 
registrar e estimar a estatística dos tipos de morte natural (ou "morte 
com antecedente patológico"). 
O Ministério da Saúde instituiu, por meio da Portaria nº 1.405/2006, a 
Rede Nacional de Serviços de Verificação de Óbito e Esclarecimento da 
Causa Mortis (SVO). 
Nas mortes violentas, a responsabilidade é dos Institutos Médico-Legais 
(pode ser atestada, excepcionalmente, por médicos substitutos). 
O Ministério da Saúde instituiu um novo modelo de atestado com a 
denominação "Declaração de Óbito", mais apropriada àquelas localidades 
em que o óbito é constatado por leigos. A Declaração de Óbito é a simples 
afirmação do estado de morte, sem a especificação de suas causas e 
consequências; já o Atestado de Óbito é documento firmado por médico, 
pois contém dados que só este profissional pode fornecer. 
Só podem atestar o óbito o médico que assistiu o paciente durante a 
doença que ocasionou a morte, o médico-substituto e os médicos dos 
Serviços de Medicina Legal e de Verificação de Óbito. 
TIPO DE MORTE QUEM FORNECE A DECLARAÇÃO DE ÓBITO 
Morte natural sem assistência médica 
em localidades com SVO 
os médicos do SVO 
Morte natural sem assistência médica 
em localidades sem SVO 
os médicos do serviço público de saúde mais 
próximo do local onde ocorreu o evento 
Morte com assistência médica 
o médico que prestava assistência ao paciente (em 
alguns casos, pelo SVO) 
Morte fetal 
(gestação ≥ 20 semanas / feto peso ≥ 
500 g / estatura ≥ 25 cm). 
os médicos que prestaram assistência à mãe 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 57 
 
CAUSAS JURÍDICAS DE MORTE 
Causa mortis é a causa determinante da morte. Um dos objetivos 
primordiais do estudo da tanatologia é estabelecer o diagnóstico da causa 
jurídica da morte em busca de se determinar hipóteses de homicídio, 
suicídio ou acidente. Não se limita ao exame do corpo: deve ser realizada 
a inspeção acurada do local de morte pela perícia criminal. 
O exame do local onde foi encontrado o corpo também se reveste de 
muita importância para a criminalística moderna, uma vez que contribui 
com provas materiais e auxilia o esclarecimento da causa jurídica da 
morte. A perícia criminal efetuará o exame dos objetos e das vestes do 
morto, o próprio exame do cadáver no local em que foi encontrado e as 
pesquisas feitas em laboratório. Tudo aquilo que é encontrado em torno 
do cadáver ou que possa se relacionar com o fato é considerado 
relevante. 
Hoje, cada vez mais, revela-se desnecessária a presença do médico 
legista nesses locais, sendo estas atividades típicas da criminalística. 
 
DIAGNÓSTICO DA REALIDADE DA MORTE 
A morte é uma realidade complexa. Tradicionalmente, conceitua-se como 
a cessação dos fenômenos vitais, verificada pela parada das funções 
cerebral, respiratória e circulatória. Como estas funções não cessam 
necessariamente no mesmo momento, podem ocorrer certas dificuldades 
em se determinar o momento exato da morte. 
O surgimento dos fenômenos transformativos no cadáver é o sinal de 
certeza, uma vez que a morte é uma processo gradativo, e quanto mais 
distante for conceituada, mais fácil torna-se o diagnóstico. 
Fases evolutivas da morte: 
a) morte aparente: suspensão aparente de algumas funções vitais, 
caracterizada pela Tríade de Thoinot (imobilidade, ausência aparente de 
respiração e ausência de circulação); 
Mortes violentas ou não naturais em 
localidades com IML 
os serviços médico-legais (obrigatoriamente), 
qualquer que tenha sido o tempo decorrido entre o 
evento violento e a morte 
Mortes violentas ou não naturais em 
localidades sem IML 
qualquer médico ou outro profissional investido pela 
autoridade judicial ou policial na função de perito 
legista eventual (ad hoc) 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 57 
b) morte relativa: abolição efetiva e duradoura de algumas funções vitais, 
mas a recuperação de algumas delas ainda é possível; 
c) morte intermediária: suspensão de algumas atividades vitais, mas a 
recuperação não é mais possível; 
d) morte absoluta: suspensão total e definitiva de todas as atividades 
vitais. 
O diagnóstico de certeza da morte passa pela observação dos 
fenômenos post mortem (mudanças físicas, químicas ou estruturais, 
naturais ou artificiais). São os fenômenos "abióticos, avitais ou vitais 
negativos" e os fenômenos "transformativos": 
 
I. FENÔMENOS ABIÓTICOS, AVITAIS OU VITAIS NEGATIVOS 
(imediatos e consecutivos) 
A. Fenômenos abióticos 
imediatos: 
 
A.1) Perda da consciência 
A.2) Perda da sensibilidade 
A.3) Abolição da motilidade e do 
tônus muscular 
A.4) Cessação da respiração 
A.5) Cessação da circulação 
A.6) Cessação de atividade cerebral 
B. Fenômenos abióticos consecutivos ou 
mediatos: 
 
B.1) Desidratação cadavérica 
B.2) Esfriamento cadavérico (algor mortis) 
B.3) Manchas de hipóstase cutâneas 
(livor mortis) 
B.4) Rigidez cadavérica (rigor mortis) 
B.5) Espasmo cadavérico (ou rigidez 
cadavérica cataléptica, estatuária ou 
plástica) 
 
II. FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS 
1. Fenômenos transformativos 
destrutivos: 
 
1a) Autólise 
1b) Putrefação 
- período cromático ou de coloração 
- período gasoso ou enfisematoso 
- período coliquativo ou de 
liquefação 
- período de esqueletização 
1c) Maceração 
 
2. Fenômenos transformativos 
conservadores: 
 
2a) Mumificação 
2b) Saponificação ou adipocera 
2c) Calcificação 
2d) Corificação 
2e) Congelação 
2f) Fossilização 
 
I. FENÔMENOS ABIÓTICOS, AVITAIS OU VITAIS NEGATIVOS: 
Podem ser: 
� imediatos - decorrentes da cessação das funções vitais; 
 
� consecutivos - ocorrem com a instalação dos fenômenos cadavéricos 
(de ordem química, física e estrutural). 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 57 
A. Fenômenos abióticos imediatos: devem ser analisados em 
conjunto. 
A.1) Perda da consciência: não atendimento das solicitações do meio 
ambiente. Também pode ocorrer em doenças, por isso é importante que 
seja interpretada em conjunto com outros sinais, em especial com o EEG 
isoelétrico. 
A.2) Perda da sensibilidade: cessação da sensibilidade geral e especial, 
com ausência de sensações táteis, térmicas e dolorosas. 
A.3) Aboliçãoda motilidade e do tônus muscular: verificado por meio da 
injeção de éter ou aplicação de choques elétricos no músculo. Essa 
abolição leva o cadáver à imobilidade e também ocasiona a chamada 
"face hipocrática" (ou "máscara da morte"). 
O relaxamento muscular acarreta dilatação pupilar, abertura da boca e 
das pálpebras, dilatação do esfíncter anal, contratura das vesículas 
seminais e presença de esperma no canal uretral. 
A.4) Cessação da respiração: evidenciada pela ausculta pulmonar com 
ausência de murmúrios vesiculares e pela realização dos exames de 
radioscopia e eletromiografia (com registro gráfico das incursões 
respiratórias). 
A.5) Cessação da circulação: sinal fácil e de grande valor, verificado pela 
ausculta cardíaca, radioscopia, eletrocardiografia, fonocardiografia e 
ecocardiografia. 
A.6) Cessação de atividade cerebral: importante no conceito de morte 
encefálica, detectada pelo registro da atividade do diencéfalo por meio 
do encefalograma ou do "teste de xenon" (ausência de radioatividade do 
córtex do cérebro após injeção intravascular de xenônio, devido à falta 
de circulação cerebral). 
 
B. Fenômenos abióticos consecutivos ou mediatos: 
B.1) Desidratação cadavérica: o cadáver sofre evaporação tegumentar, 
que varia com a temperatura ambiente, a circulação do ar, a umidade 
local e a causa da morte. 
Pode ser visualizada pelos seguintes sinais: 
� decréscimo de peso (pela evaporação da água dos tecidos 
orgânicos); 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 57 
� apergaminhamento da pele (pele dessecada e endurecida, com 
tonalidade pardo-amarelada, sonoridade à percussão e aspecto de 
pergaminho, devido à evaporação tegumentar); 
 
� dessecamento das mucosas dos lábios (desidratação da mucosa 
labial, que adquire tonalidade pardacenta e consistência 
endurecida); 
 
� modificação dos globos oculares (com a 
desidratação, ocorre a formação da tela 
viscosa, a perda da tensão do globo ocular, a 
turvação e o enrugamento da córnea e a 
mancha negra da esclera (Sinal de 
Sommer e Larcher), que traduz-se por 
uma mancha enegrecida com formato 
circular, oval ou triangular no quadrante 
externo ou interno do olho. 
 
B.2) Esfriamento cadavérico (algor mortis): o corpo tende, 
progressivamente, a equilibrar sua temperatura com a do meio 
ambiente. Não acontece necessariamente de maneira uniforme, mas 
costuma iniciar pelas extremidades (mãos e pés) e face, terminando 
pelos órgãos internos. Fatores como umidade e renovação do ar 
roubam calor e influenciam na marcha do esfriamento do cadáver. A 
verificação da temperatura é feita preferencialmente no reto, a uma 
profundidade de 10 cm, com termômetros especiais de hastes longas. 
O estudo do esfriamento cadavérico assume relevância na 
determinação do tempo aproximado de morte, ainda que não seja 
muito preciso. 
B.3) Manchas de hipóstase cutâneas (livor mortis): são as manchas de 
posição, manchas de hipóstase ou livores cadavéricos, que se 
localizam na superfície corporal e possuem certa intensidade e 
tonalidade violácea ou vinhosa. Mais encontradas na parte de declive 
dos cadáveres, variam de acordo com a posição do corpo nas primeiras 
12 horas de morte, para, depois, se fixarem definitivamente. 
Apresentam-se em forma de placas, ou, mais raramente, em forma de 
púrpuras. Permanecem até o surgimento dos fenômenos putrefativos. 
Possuem grande valor médico-legal por serem um dos sinais 
diagnósticos de morte, além de terem importância na 
cronotanatognose e na determinação da posição do cadáver no 
momento da morte (e em possíveis mudanças dessa posição). 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 57 
 
 
 
 
 Fonte: www.malthus.com.br 
O sangue se acumula, devido à gravidade, mas partes em declive, não 
ocorrendo este fenômeno nos locais em que há compressão do 
cadáver sobre a superfície. Inicia-se como pequenas manchas que se 
confluem e formam placas em grandes áreas. 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 57 
Em geral, apresentam tonalidade violácea ou vinhosa, mas podem 
adquirir, ainda, tonalidade vermelho-rósea ou carminada nas asfixias 
por CO e escurecida em alguns tipos de envenenamento. 
 
Em regra, aparecem dentro de 2 a 3 horas após a morte. Sua 
intensidade varia de acordo com a fluidez do sangue, por isso são 
mais destacadas nos casos de asfixia. 
 
O diagnóstico da mancha de hipóstase é realizado pressionando-se o 
dedo na zona do livor, o que faz desaparecer a tonalidade própria 
dessa mancha por alguns instantes (não ocorre após a fixação 
definitiva dos livores). 
 
Em órgãos internos (mais comum em fígado, pulmões, rins e baço), 
denominam-se hipostases viscerais e possuem a mesma importância, 
origens e características do livor cadavérico cutâneo. 
 
B.4) Rigidez cadavérica (rigor mortis): trata-se de um fenômeno físico-
químico que acarreta um estado de contratura muscular, devido à ação 
dos produtos catabólicos do metabolismo. Resulta de vários fatores 
decorrentes da supressão de oxigênio celular e varia de acordo com a 
idade, a constituição individual e a causa da morte. 
 
 Fonte: http://wwwmorgue.blogspot.com.br/ 
O cadáver adota uma posição "atlética", com discreta flexão do 
antebraço, da perna e dos polegares, e pés ligeiramente para fora. 
 
Lei de Nysten: a rigidez cadavérica se inicia em face, mandíbula e 
pescoço, depois membros superiores e tronco, e, finalmente, 
membros inferiores. Desaparecem na mesma ordem, quando se inicia 
a fase de putrefação. Pode variar de acordo com a idade, a 
constituição individual e a causa da morte, além de sofrer influência 
de elementos extrínsecos e intrínsecos, como temperatura e umidade. 
 
Segundo Genival Veloso de França, a rigidez cadavérica pode ser um 
fenômeno tardio ou extremamente precoce. Em geral, surge na 
mandíbula e nuca da 1ª a 2ª h depois do óbito; da 2ª a 4ª h nos 
membros superiores; da 4ª a 6ª h nos músculos torácicos e 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 57 
abdominais e, finalmente, entre a 6ª e a 8ª h post mortem nos 
membros inferiores. Possui, portanto, três fases: período de 
instalação, período de estabilização e período de dissolução. Sua 
importância médico-legal repousa no diagnóstico da morte e na 
determinação do tempo aproximado de morte. 
 
Ainda segundo FRANÇA, a flacidez muscular, devido ao 
desaparecimento do rigor mortis, aparece progressivamente na 
mesma sequência da rigidez, iniciando-se, conforme a Lei de Nysten, 
na face, mandíbula e pescoço (nuca), surgindo em torno de 36 a 48 
horas depois da morte. 
 
Entretanto, o autor também faz referência, com base em observação 
própria, ao desaparecimento da rigidez depois de 24 horas, com o 
início da putrefação, seguindo a mesma ordem como se propagou. 
 
Como o nosso autor referência é Genival Veloso de França,seria 
prudente termos em mente as duas possibilidades: a padrão, adotada 
por ele e também por outros autores (entre 36 e 48h), e a observada 
pela experiência própria do autor (depois de 24h). 
 
B.5) Espasmo cadavérico (ou rigidez cadavérica cataléptica, estatuária 
ou plástica): rigidez abrupta, generalizada e violenta, sem o 
relaxamento muscular que precede a rigidez comum. O que diferencia 
o espasmo da rigidez cadavérica comum é que esta tem instalação 
progressiva. 
 
II. FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS: 
Tafonomia é estudo de todas as fases por que passa o ser humano após a 
morte (fenômenos de destruição ou de conservação), no interesse judicial 
ou forense. 
São fatores que contribuem para a decomposição cadavérica: 
temperatura, aeração, higroscopia do ar, peso do corpo, condições físicas, 
idade do morto, causa da morte e ação de bactérias e insetos necrófagos. 
Uma ferida ou lesão na pele pode contribuir para a aceleração dessa 
decomposição, por se tornar porta de entrada às larvas. 
Os fenômenos transformativos podem ser destrutivos (autólise, 
putrefação e maceração) ou conservadores (mumificação, saponificação, 
calcificação e corificação). 
 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 57 
1. Fenômenos transformativos destrutivos 
1.a) Autólise: fenômeno de destruição celular rápida e intensa, 
caracterizada por processos fermentativos anaeróbicos celulares que 
levam à destruição do corpo humano logo após a morte. É o mais precoce 
dos fenômenos cadavéricos e não há interferência bacteriana nesse 
processo. 
Possui duas fases: a 1ª, latente, em que as alterações ocorrem apenas no 
citoplasma da célula, e a 2ª, necrótica, em que há o desaparecimento do 
núcleo celular. 
O pH do sangue, no vivo, varia de 6,95 a 7,8; no cadáver, ocorre a 
acidificação do meio, sendo a variac ̧ão do pH dos tecidos um sinal 
evidente de morte. 
1.b) Putrefação: decomposição fermentativa da matéria orgânica por ação 
de germes e fenômenos decorrentes. Ocorre após a autólise, com a 
desorganização dos tecidos provocada por germes dos mais variados tipos 
e por fenômenos físicos e bioquímicos, que decompõem a matéria em 
substâncias mais simples. Sua importância reside no estudo da estimativa 
do tempo de morte. 
A putrefação tem início no intestino e é visualizada externamente pela 
mancha verde abdominal, um dos primeiros sinais da putrefação (salvo 
nos recém-nascidos e nos fetos, em que é mais rápida e se inicia pelas 
cavidades externas, principalmente vias respiratórias). 
Influenciam na marcha da putrefação a causa mortis (infecções e 
mutilações causam putrefação mais rápida; arsênicos e antibióticos, mais 
lenta), a temperatura (temperaturas extremas - frio e calor - retardam a 
putrefação), qualidade do ar (ar seco conserva o cadáver pela 
mumificação; ar úmido leva à saponificação ou à maceração), ventilação 
(fortes ventos também podem levar à mumificação) e condições do solo 
(pode ocorrer destruição rápida ou haver conservação por mumificação ou 
saponificação). 
A ação dos germes do meio exterior, que penetram pela boca e vias 
aéreas superiores, e aqueles provenientes da flora intestinal permanente 
também influenciam no processo de putrefação. Os cadáveres situados 
em ambientes de ar confinado (jazigos) contam apenas com os agentes 
internos para a decomposição. 
MARCHA DA PUTREFAÇÃO: as fases não são precisas, mas distinguem-se 
em quatro períodos: 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 57 
• período cromático ou de coloração: inicia-se pela mancha verde 
abdominal, que, com o tempo, escurece e se espalha por abdome, 
tórax, cabeça e membros. 
O autor Genival França refere-se ao surgimento desta mancha, em 
média, entre 24 e 36 horas depois da morte; contudo, relata 
também o surgimento da mancha, em nosso meio, entre 20 e 24 
horas após a morte, salientando experiência própria de aparecimento 
em até 18 horas depois do óbito. 
Outros autores mencionam, ainda, o surgimento da mancha verde 
entre 18 a 24 horas após a morte. Contudo, nosso foco deve ser 
sempre o FRANÇA, haja vista a menção expressa a ele no edital. 
Nos afogados, a mancha verde tem localização distinta: começa pela 
cabeça e parte superior do tórax; nos fetos, pela parte superior do 
tórax, pescoço e face (bactérias penetram pelas vias aéreas). 
 
 
 Mancha verde abdominal. Óbito há 48 horas. 
 Fonte: www.malthus.com.br 
• período gasoso ou enfisematoso: surgem gases de putrefação 
internos (enfisema putrefativo) e bolhas na epiderme. O cadáver 
assume a posição de lutador, uma vez que aumenta de volume, 
principalmente em regiões como face, abdome e genitais masculinos. 
Há, ainda, distensão do abdome e projeção dos olhos e da língua. 
Esses gases da putrefação pressionam o sangue a se deslocar para a 
periferia e, com o destacamento da epiderme, ocorre o desenho, na 
derme, do caminho vascular conhecido por Circulação póstuma de 
Brouardel). 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 57 
 
Circulação póstuma de Brouardel Fase gasosa da putrefação 
Fonte: www.malthus.com.br 
 
 
 
 Circulação póstuma em cadáver com cerca de 72 horas do óbito. 
 Fonte: www.malthus.com.br 
 
• período coliquativo ou de liquefação: dissolução pútrida do 
cadáver, com a redução de volume das partes moles devido à 
progressiva desintegração tecidual. Tem duração de um a vários 
meses, variando de acordo com as condições do corpo e do terreno. 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 57 
 
 
 
 Período coliquativo da putrefação 
 Fonte: www.malthus.com.br 
 
• período de esqueletização: o cadáver apresenta-se com os ossos 
praticamente soltos, presos apenas por alguns ligamentos articulares, 
devido à atuação do meio ambiente e dos elementos decorrentes da 
desintegração do corpo. Este período ocorre entre 3 e 5 anos, e varia 
muito de acordo com o meio e o clima. 
 
Putrilagem: são como se denominam os restos viscerais do cadáver 
nessa fase de esqueletização, que consiste em uma massa pardacenta 
e disforme junto à goteira vertebral. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 57 
1.c) Maceração: trata-se de um processo especial de transformação 
própria do cadáver do feto no útero materno, do 6º ao 9º mês de 
gravidez. Pode ser séptica (cadáveres mantidos em meio líquido sob a 
ação de germes, como os afogados) ou asséptica (fetos retirados do útero 
post mortem). Ocorre o destacamento de amplos retalhos cutâneos 
semelhante a luvas. As mãos conservam, por determinado tempo, as 
impressões digitaise as unhas. 
 
Maceração fetal intra-uterina. 
Fonte: www.malthus.com.br 
 
2. Fenômenos transformativos conservadores 
2.a) Mumificação: pode ser produzida por meio natural, artificial ou misto. 
As mumificações artificiais datam de épocas remotas, em que processos 
especiais de conservação eram (e ainda são) utilizados. Temos, como 
exemplo, os métodos de embalsamamento provisório e as conservações 
de cadáveres para fins didáticos. 
Na mumificação por processo natural, são necessárias condições 
ambientais (clima quente e seco) que garantam uma rápida desidratação 
que impeça a ação microbiana. Há também fatores individuais que 
auxiliam o processo: idade (recém-nascidos é mais frequente), sexo 
(feminino é mais frequente) e causa da morte (grandes hemorragias, 
desidratação). 
O cadáver mumificado tem peso diminuído, pele dura, seca, enegrecida e 
enrugada, cabeça diminuída de volume, traços da fisionomia apagados, 
músculos, tendões e vísceras destruídas e transformadas em pó. 
Conservam-se melhor os dentes e as unhas. 
A mumificação mista resulta da influência tanto do meio ambiente como 
do tratamento conservador do cadáver (exemplos: uso de formol e 
predisposição mesológica à mumificação natural). 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 57 
Sua relevância médico-legal reside na possibilidade de diagnóstico da 
causa mortis e na identificação do cadáver (não tem relevância para a 
determinação da data da morte). 
2.b) Saponificação ou adipocera: ocorre a transformação do cadáver em 
uma substância amarelo-escura de consistência untuosa, mole e 
quebradiça, com aspecto de cera ou sabão. Surge depois da putrefação, 
porém não é comum a transformação total em adipocera, sendo mais 
frequente encontrar o fenômeno em apenas alguns segmentos, em geral 
as partes do corpo com mais gordura. 
 
 Fonte: http://wwwmorgue.blogspot.com.br/ 
Pode surgir espontaneamente (após a 6ª semana de morte) ou ter a água 
estagnada e o solo argiloso e úmido como facilitadores do processo de 
embebição do cadáver. Contribuem, ainda, algumas condições 
individuais: idade (mais frequente em crianças), sexo (feminino), 
obesidade e algumas doenças. 
O interesse médico-legal da saponificação é o de permitir a realização de 
vários exames mesmo após decorrido algum tempo da morte (ao 
contrário dos demais fenômenos transformativos). 
2.c) Calcificação: ocorre a petrificação ou calcificação do corpo, mais 
frequente em fetos mortos e retidos na cavidade uterina (litopédio ou 
"criança de pedra"). É bem mais rara em adultos: surge quando as partes 
moles se desintegram pela putrefação rápida e o esqueleto assimila uma 
quantidade significativa de sais calcários, concedendo-lhe uma aparência 
pétrea. 
2.d) Corificação: bastante rara, encontrada em cadáveres cuja 
decomposição foi preservada por urnas metálicas hermeticamente 
fechadas, principalmente as de zinco. A pele apresenta-se com cor e 
aspecto de couro, o abdome é achatado e deprimido, a musculatura e a 
tela subcutânea estão preservadas e os órgãos em geral, amolecidos e 
conservados. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 57 
Os fenômenos a seguir são menos importantes. Iremos abordá-los de 
maneira bem sucinta, apenas para sabermos de que se trata: 
2.e) Congelação: Quando o cadáver se mantém em uma temperatura 
muito baixa e por tempo prolongado, pode, por muito tempo, conservar-
se integralmente. 
2.f) Fossilização: É extremamente rara. Caracteriza-se pelo fato de o 
corpo apenas manter sua forma, mas não conservar qualquer 
componente de sua estrutura orgânica. Exige períodos muito longos para 
que ocorra. 
 
ESTIMATIVA DO TEMPO DE MORTE (Cronotanatognose ou 
diagnóstico cronológico da morte): 
Estuda o intervalo de tempo constatado nas diversas fases do cadáver e o 
momento em o óbito se verificou. Quanto maior é esse espaço, mais 
dificultosa será a perícia. 
Há certa dificuldade em se determinar o momento exato da morte por ser 
ela um processo gradativo e por haver vários fatores internos e externos 
que influenciam na marcha da morte. 
A cronotanatognose possui relevância em questões civis sucessórias e em 
responsabilizações criminais. 
Devem ser considerados os seguintes fenômenos, em conjunto: 
Esfriamento do cadáver: nas primeiras horas, este é o fator mais 
importante na determinação do tempo aproximado de morte. 
Em um clima temperado de 20 a 30°C, nas três primeiras horas, a 
temperatura do corpo diminui em 0,5°C/hora; a partir da 4ª hora, a 
temperatura diminui em 1,0°C/hora, até que se completem as 12 horas 
iniciais post mortem. 
Livores de hipóstase: surgem, em geral, 2 a 3 horas após a morte e 
fixam-se definitivamente em torno de 12 horas. Durante esse período, se 
o cadáver tiver sua posição alterada, os livores também mudarão de 
posição. Ocorrem devido ao acúmulo de sangue nas partes em declive do 
cadáver pela ação da gravidade. 
Rigidez cadavérica: pode aparecer tardia ou precocemente. Na maioria 
das vezes, inicia-se na mandíbula e na nuca (1ª e 2ª horas); passando 
aos membros superiores (2ª a 4ª horas); músculos do tórax e abdome 
(4ª a 6ª horas) e, por fim, nos membros inferiores (6ª a 8ª horas). 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 57 
O desaparecimento do rigor mortis (flacidez muscular) surge, em regra, 
por volta de 36 a 48 horas após a morte e se desencadeia na mesma 
ordem, progressivamente, acometendo primeiramente a mandíbula e a 
nuca (Lei de Nysten). O autor Genival França também faz referência, com 
base em observação própria, ao desaparecimento da rigidez depois de 24 
horas, com o início da putrefação, seguindo a mesma ordem como se 
propagou. 
Perda de peso: por sofrer muitas variações, tem valor bastante relativo. 
Nas crianças e recém-nascidos, a perda de peso diária é de 
aproximadamente 8 g por cada kg de peso, nas primeiras 24 h após a 
morte. 
Mancha verde abdominal: é mais frequente na fossa ilíaca direita 
(localização do ceco, que se encontra mais distendido por gases e mais 
próximo à parede abdominal) e mais precoce em climas quentes. 
Segundo Genival França, a mancha verde surge, em média, entre 24 e 36 
horas depois da morte, mas este autor relata também o surgimento, em 
nosso meio, entre 20 e 24 horas após a morte. Outros autores 
mencionam, ainda, entre 18 a 24 horas após a morte. 
A mancha estende-se por toda a superfície corporal e adquire tonalidade 
verde-enegrecida por volta do 3º-5º dia, quando começa a aparecer a 
"circulação póstuma de Brouardel". 
Cristais no sangue putrefeito: surgem depois do 3º dia de morte e 
podem permanecer no sangue putrefeito até 35 dias depois da morte 
(cristais de Westenhöffer-Rocha-Valverde). 
Crioscopia do sangue: o ponto crioscópico (de congelação) do sangue 
afasta-se à medida que evolui o tempo de morte. A crioscopia normal do 
sangue é de −0,57°C. 
Crescimento dos pelos da barba: de pouca contribuição porque 
depende do conhecimento prévio do momento em que o indivíduo se 
barbeou pela última vez. Multiplica-se o comprimentodos pelos por 0,021 
mm/h (tamanho de crescimento dos pelos). 
Conteúdo estomacal: também de pouca contribuição se tomado 
isoladamente, relaciona o conteúdo encontrado no estômago do cadáver 
com a hora aproximada da morte. 
Conteúdo vesical: relaciona o volume da urina encontrada na bexiga do 
cadáver com a hora aproximada da morte. 
Fundo de olho: alterações decorrentes da paralisação da circulação dos 
vasos da retina. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 57 
Líquido cefalorraquidiano: relaciona a temperatura corporal e alguns 
elementos do líquido cefalorraquidiano (líquor) do cadáver. 
Fenômenos da sobrevivência: auxiliam no diagnóstico do tempo de 
morte, devido à perda gradual das propriedades vitais. 
Após instalada a morte: 
• o epitélio respiratório mantém os movimentos fibrilares por 13 
horas; 
• os espermatozoides das vesículas seminais apresentam mobilidade 
por até 36 horas; 
• a musculatura reage à excitação elétrica ou mecânica por até 6 
horas; 
• a atropina dilata a pupila até 4 horas depois; 
• as glândulas sudoríparas reagem à excitação elétrica por até 30 
horas; 
• os leucócitos falecem gradualmente dentro de 5 até 70 horas; 
• a córnea tem vitalidade integral até 6 horas depois da morte. 
 
Fauna cadavérica (biotanatologia): a entomologia médico-legal é a 
parte da biotanatologia que trata do estudo e da aplicação de insetos e 
outros artrópodes de interesse da Medicina Legal no diagnóstico da 
estimativa do tempo de morte. 
Pode ser feito com cadáveres inumados e com cadáveres expostos ao ar 
livre (estes são os que possuem importância na cronotanatognose). A 
colonização por insetos é influenciada por condições de temperatura, 
umidade, efeitos de drogas, etc. Os chamados "trabalhadores ou 
legionários da morte" são divididos em oito turmas ou legiões, que se 
sucedem nos trabalhos de decomposição do cadáver e preparam terreno 
para a atuação do grupo seguinte. 
CALENDÁRIO DA MORTE: 
Corpo flácido, quente e sem livores menos de 2 h 
Rigidez da nuca e mandíbula, esboço de livores e esvaziamento 
das papilas oculares no fundo de olho 
de 2 a 4 h 
Rigidez dos membros superiores, da nuca e da mandíbula, livores 
relativamente acentuados e anel isquêmico de 1/2 do diâmetro 
papilar no fundo de olho 
de 4 a 6 h 
 
Rigidez generalizada, manchas de hipóstase, não surgimento da 
mancha verde abdominal e desaparecimento das artérias do 
fundo de olho 
mais de 8 e 
menos de 16 h 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 57 
Rigidez generalizada, manchas de hipóstase, esboço de mancha 
verde abdominal e reforço da fragmentação venosa e 
desaparecimento das artérias do fundo de olho 
mais de 16 e 
menos de 24 h 
Presença de mancha verde abdominal, início de flacidez e papilas 
e máculas não localizáveis no fundo de olho 
de 24 a 48 h 
Extensão da mancha verde abdominal e fundo de olho 
reconhecível só na periferia 
de 48 a 72 h 
 
Fundo de olho irreconhecível de 72 a 96 h 
Desaparecimento das partes moles do corpo e presença de 
insetos 
de 2 a 3 anos 
Esqueletização completa mais de 3 anos 
 
CONCEITOS RELACIONADOS AOS "TIPOS DE MORTE": 
Morte natural (ou "morte por antecedentes patológicos"): é aquela 
oriunda de um estado mórbido adquirido ou congênito. 
Morte violenta: decorre de ação externa ou, mais raramente, interna 
(homicídio, suicídio, acidente). 
Morte de causa suspeita: quando ocorre de forma duvidosa, em que 
não há evidência de ter sido por causa natural ou violenta. 
Sobrevivência: é o período de tempo que vai desde o evento danoso até 
a morte efetiva (os últimos momentos de vida, ou o estado que precede a 
morte). 
Quanto à sobrevivência, a morte pode ser súbita ou instantânea, 
mediata ou agônica. 
� Morte súbita ou instantânea: tem efeito imediato e instantâneo, 
com apenas alguns minutos entre seu início e fim. Acontece muito 
rapidamente, de forma inesperada e imediata, em um indivíduo com 
bom estado de saúde aparente, devido a causas internas ou 
patológicas. Não há influência externa ou violenta. É praticamente 
sinônimo de morte natural imediata. Em média, 90% das mortes 
súbitas em adultos são de origem cardíaca e ocorrem na primeira 
hora dos sintomas. Tem um grande interesse médico-legal pelo seu 
caráter imprevisível. 
 
� Morte mediata: é a que possibilita à vítima sobrevivência de 
algumas horas. De acordo com o Código Internacional de Doenças 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 57 
(CID-10), esta modalidade “ocorre em menos de vinte e quatro horas 
do início dos sintomas, não explicada de outra forma”. 
 
� Morte agônica ou tardia: se arrasta por dias ou semanas após a 
eclosão do fator desencadeante básico. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS LESÕES PRODUZIDAS EM VIDA OU 
POST MORTEM 
Baseia-se nas alterações fisiopatológicas que ocorrem no vivo, pela 
participação dos mecanismos de defesa do organismo humano. 
As lesões produzidas em vida apresentam as chamadas "reações vitais", 
que são: infiltração hemorrágica dos tecidos moles, coagulação do 
sangue, retratibilidade dos tecidos, presença e tonalidade das equimoses, 
etc. 
As lesões produzidas após a morte são chamadas de "lesões brancas", 
porque a hemorragia é, em regra, um sinal característico de lesão 
produzida em vida. 
A coagulação do sangue é um fenômeno vital. Já a incoagulabilidade do 
sangue é um sinal (não absoluto) de morte: Sinal de Donné. 
Um ferimento provocado em vida possui bordas afastadas, pela retração 
dos tecidos. A presença de uma equimose também é típica de lesão em 
vida. 
Na escoriação em vida, observa-se o arrancamento da epiderme, o 
desnudamento da derme, a coagulação da linfa e a formação de crosta (a 
presença de crosta é sinal indiscutível de reação vital). 
As embolias e a evolução dos calos de fratura também se referem a 
lesões in vitam. 
As queimaduras produzidas em vida apresentam reações vitais, como 
eritema, bolhas com conteúdo rico em albumina e leucócitos, com orla 
vermelha ao redor e pequenas hemorragias cutâneas. Já as queimaduras 
provocadas após a morte não apresentam nenhuma reação vital (as 
bolhas contêm ar ou líquido sem leucócitos ou albumina). 
Vamos ver alguns meios clássicos complementares para o diagnóstico 
diferencial entre lesões in vitam e post mortem: 
• Prova de Verderau: comparação da relação entre hemácias e 
leucócitos no sangue da lesão suspeita. Adota-se, como parâmetro, 
os mesmos elementos do sangue obtido de outra região qualquer 
do cadáver. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 57 
Se a relação for equivalente nas duas contagens, a lesão é post 
mortem. Se a primeira contagem for superior à segunda, a lesão é 
in vitam. 
 
Não possui valor para análise de lesão produzida nos minutos finais 
da vida, muito próxima da morte(o resultado é similar ao de lesão 
post mortem). 
 
• Prova histológica: importante mesmo em casos de lesões 
produzidas muito próximo ou logo após a morte. Quanto maior o 
espaço de tempo entre a ocorrência da lesão e o momento da 
morte, maiores são os subsídios para o diagnóstico. A agressão dos 
tecidos em vida passa por três fases: inflamatória (1 a 3 dias), 
proliferativa (10 a 14 dias) e de reorganização (vários meses). 
 
• Microscopia eletrônica: as diferenças específicas entre os 
coágulos in vitam e post mortem encontram-se nas fibras de fibrina 
e na estrutura das plaquetas. 
 
• Prova histoquímica: baseia-se em técnicas enzimo-histoquímicas, 
considerando-se as diferenças ocorridas nos tecidos cutâneos da 
periferia das lesões em vida que não ocorrem após a morte. 
 
• Métodos bioquímicos (agonoquimia): meio extraordinário para 
se diagnosticar precocemente a vitalidade de uma ferida, por meio 
da análise dos mediadores da resposta inflamatória. É possível 
mesmo nas lesões produzidas poucos minutos antes da morte. 
 
COMORIÊNCIA E PREMORIÊNCIA 
Comoriência: presunção que o Código Civil faz de que, se duas ou mais 
pessoas morrem na mesma ocasião, não se podendo provar quem faleceu 
primeiro, presume-se que tiveram mortes simultâneas. 
Premoriência: quando há condições de se provar que um indivíduo 
morreu antes do outro. Nosso ordenamento admite a premoriência 
provada. 
Ambos os institutos são de grande relevância para o direito sucessório, 
em que a herança pode adquirir destinos totalmente diferentes em 
virtude da prova ou não de premoriência, quando esta se verifica 
possível. 
 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 57 
NECROPSIA MÉDICO-LEGAL 
Nomenclatura: necropsia, exame necroscópico, autópsia, necroscopia, 
tanatoscopia, necropsia e necrotomopsia, esta mais correta ("estudar o 
morto por cortes"). 
Refere-se a um conjunto de procedimentos com vistas a evidenciar uma 
causa mortis (médica ou jurídica). Além da causa da morte (violenta ou 
suspeita), a necropsia médico-legal subsidia a administração da Justiça 
ao evidenciar a causa jurídica da morte (homicídio, suicídio, acidente), o 
tempo estimado de morte (cronotanatodiagnose), a identificação do 
morto, etc. Podem, ainda, ter finalidade puramente médico-sanitária, 
clínica ou anatomopatológica. 
A necropsia médico-legal é exame obrigatório em todos os casos 
de morte violenta ou de causa suspeita. Alguns autores a intitulam "a 
perícia das perícias", devido ao fato de ser considerada a maior de todas 
as perícias médico-legais. 
O Código de Processo Penal discorre sobre a finalidade e a 
obrigatoriedade das necropsias médico-legais: A autópsia será feita pelo 
menos 6 (seis) horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência 
dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o 
que declararão no auto. 
Embalsamamento: técnica que visa à conservação temporária do 
cadáver, realizada por médico por meio da introdução de líquidos 
conservadores nos vasos do cadáver, com o intuito de impedir o avanço 
dos fenômenos cadavéricos transformadores e de preparar o corpo para 
transporte além das fronteiras do local do óbito. 
 
EXUMAÇÃO 
A exumação é considerada a mais árdua e repulsiva das perícias médico-
legais, devendo, portanto, ser realizada sempre em caráter excepcional e 
por imperiosos motivos. Trata-se do desenterramento do cadáver a fim de 
atender a uma solicitação da Justiça na averiguação de uma causa de 
morte despercebida, no esclarecimento de um detalhe, em prol de uma 
identificação, em casos de contradição, dentre outros. Pode, ainda, 
atender às necessidades sanitárias ou ser necessária para transladação do 
corpo. 
Após a solicitação do exame, a administração do cemitério deve ser 
cientificada da hora e data da realização do exame. O reconhecimento da 
sepultura é realizado com a presença da autoridade policial, de familiares 
do morto e de testemunhas que se fizeram presentes no sepultamento. 
Após lavrado o auto de identificação da cova, é aberto o ataúde e 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 57 
procede-se ao exame necropsial detalhado, adotando-se a mesma técnica 
do exame cadavérico, com a descrição detalhada da sepultura, do ataúde, 
das vestes e do aspecto do cadáver, bem como do grau de putrefação 
encontrado. São utilizados recursos fotográficos e, se necessário, 
radiografias. 
É aconselhável recolher um pouco da terra localizada sob o caixão, de 
fragmentos dos forros e de retalhos de roupa do cadáver, principalmente 
quando há suspeita de morte por envenenamento. 
A qualquer tempo de morte, sempre há condições de se obter dados de 
interesse policial ou judiciário em uma perícia pós-exumática. Por mais 
avançado que esteja o estado de decomposição do corpo, um exame 
criterioso pode levar ao achado de evidências significativas. 
O estado de conservação do corpo pode variar bastante, mesmo tendo 
sido inumado há bastante tempo: pode se apresentar bem conservado ou 
já na fase de esqueletização. 
O exame interno deve ser completo, distinguindo-se com clareza os 
achados patológicos e traumáticos das modificações post mortem. O 
exame histopatológico e as pesquisas toxicológica e bacteriológica podem 
ser necessários em alguns casos. 
Genival França desaconselha a aplicação de substâncias desinfetantes ou 
desodorantes sobre o cadáver ou sobre a mesa de necropsia, pois 
considera que o odor é perfeitamente suportável, em especial quando a 
perícia é realizada a céu aberto ou em locais bem arejados. 
As modificações produzidas pelos fenômenos transformativos podem 
ocasionar erros quando da interpretação das alterações encontradas no 
cadáver. Muitos dos sinais de origem traumática desaparecem 
rapidamente, e surgem outros que podem simular efeitos de violência, 
mas que são meras alterações do processo de decomposição. 
Terminada a perícia, o corpo deve voltar à sepultura, e os peritos devem 
proceder à elaboração do relatório da mesma forma indicada para o 
exame de necropsia, ressaltando as maiores ou menores alterações 
ocorridas no cadáver, decorrentes do processo transformativo da morte. 
Como dito, ainda que a inumação tenha ocorrido há algum tempo, é 
possível se encontrar vestígios de toda ordem nesse tipo de perícia: as 
hemorragias deixam uma mancha parda por muito tempo; a gravidez 
pode ser detectada pelo volume do útero ou pelos fragmentos do 
esqueleto fetal; os tecidos cicatriciais resistem mais e os ferimentos 
resistem pouco; os processos infecciosos permanecem por algum tempo; 
e as fraturas ou lesões ósseas são praticamente inalteráveis. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 57 
Por fim, algumas disposições do Código de Processo Penal sobre o 
assunto: 
Art. 163. Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade 
providenciará para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a 
diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado. 
Parágrafo único. O administrador de cemitério público ou particular indicará 
o lugar da sepultura, sob pena de desobediência.No caso de recusa ou de 
falta de quem indique a sepultura, ou de encontrar-se o cadáver em lugar 
não destinado a inumações, a autoridade procederá às pesquisas 
necessárias, o que tudo constará do auto. 
Art. 164. Os cadáveres serão sempre fotografados na posição em que 
forem encontrados, bem como, na medida do possível, todas as lesões 
externas e vestígios deixados no local do crime. 
Art. 165. Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, 
quando possível, juntarão ao laudo do exame provas fotográficas, 
esquemas ou desenhos, devidamente rubricados. 
Art. 166. Havendo dúvida sobre a identidade do cadáver exumado, 
proceder-se-á ao reconhecimento pelo Instituto de Identificação e 
Estatística ou repartição congênere ou pela inquirição de testemunhas, 
lavrando-se auto de reconhecimento e de identidade, no qual se descreverá 
o cadáver, com todos os sinais e indicações. 
Parágrafo único. Em qualquer caso, serão arrecadados e autenticados 
todos os objetos encontrados, que possam ser úteis para a identificação do 
cadáver. 
 
Retirada do ataúde no procedimento de exumação. 
Fonte: FRANÇA, Medicina Legal. 9ª Ed., 2011. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 57 
Pessoal, 
Por hoje é só. A seguir, as questões comentadas e, ao final da aula, a 
lista "seca". 
Abraços e até a próxima aula! 
Fátima. 
____________________________________________________ 
QUESTÕES COMENTADAS: 
 
1. (FUNCAB - Médico Legista - PC/ES 2013) O estudo dos processos 
geológicos e biológicos que alteram os materiais orgânicos após a morte, 
como despojos humanos esqueletizados, denomina-se: 
a) taxonomia. 
b) paleontologia. 
c) taxidermia. 
d) tafonomia. 
e) estereotaxia. 
LETRA D. Tafonomia é estudo de todas as fases por que passa o ser 
humano após a morte (fenômenos de destruição ou de conservação), no 
interesse judicial ou forense. 
Segundo FRANÇA, 2011, tafonomia também é um termo usado entre 
arqueólogos e paleontólogos para designar o estudo da transição dos 
restos biológicos a partir da morte até a fossilização. Agora é usado entre 
paleontologistas e antropologistas forenses para tratar da evoluc ̧ão dos 
restos humanos depois da morte. Assim, a tafonomia forense seria o 
estudo de todas as fases por que passa o ser humano após sua morte até 
a fossilização, no interesse forense ou médico-legal. 
 
2. (FGV - Delegado de Polícia - PC/MA 2012) A morte encefálica é 
definida como a parada total e irreversível das atividades encefálicas e 
equivale, para fins de remoção de órgãos para transplante, à morte 
clínica. Assinale a alternativa que indica a condição que permite o 
diagnóstico de morte encefálica. 
a) Lesão axonal difusa pós traumática. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 57 
b) Intoxicação por barbitúricos. 
c) Intoxicação por benzodiazepínicos. 
d) Intoxicação por neurolépticos. 
e) Hipotermia. 
LETRA A. O critério para o conceito de morte encefálica que, dentre 
outros, refere-se à ausência total de resposta cerebral com perda da 
consciência (verificada por meio do EEG plano com intervalo de no 
mínimo 24 horas nos casos de coma irreversível) NÃO se aplica aos 
seguintes casos: menores de 2 anos, hipotermia (alternativa E), drogas 
depressoras do sistema nervoso central (presentes nas alternativas B, C e 
D), encefalites e distúrbios metabólicos ou endócrinos. 
 
 
3. (PC/MG - ESCRIVÃO 2011) Estudando a evolução temporal da 
putrefação cadavérica, denominamos o seu primeiro sinal externo visível 
de 
 
A) circulação cutânea póstuma. 
 
B) mancha verde abdominal. 
 
C) combustão espontânea. 
 
D) enfisema putrefativo. 
 
LETRA B. A mancha verde abdominal é o primeiro sinal visível da 
putrefação. Com o tempo, ela escurece e se espalha por abdome, tórax, 
cabeça e membros. Em nosso meio, surge dentro de 20 a 24 h após a 
morte. Nos afogados, começa pela cabeça e parte superior do tórax; nos 
fetos, pela parte superior do tórax, pescoço e face (bactérias que 
penetram pelas vias aéreas). 
 
 
4. (FUMARC - PERITO CRIMINAL - PC/MG 2013) O esboço vascular 
na derme, denominado de circulação póstuma de Brouardel, caracteriza o 
período 
 
A) coliquativo da putrefação. 
 
B) cromático da putrefação. 
 
C) gasoso da putrefação. 
 
D) liquefativo da putrefação. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 57 
 
LETRA C. A circulação póstuma de Brouardel ocorre no período gasoso, 
em que os gases da putrefação pressionam o sangue a se deslocar para a 
periferia e, com o destacamento da epiderme, ocorre o desenho, na 
derme, do caminho vascular típico desta entidade. 
 
 
5. (CESPE - Escrivão de Polícia - PC/AL 2012) A certeza da morte 
pode ser constatada pela observação dos fenômenos que surgem no 
corpo a partir do óbito. Tais fenômenos são divididos, didaticamente, em 
vitais negativos (ou abióticos), e transformativos, podendo ser 
exemplificados, respectivamente, pelos livores cadavéricos e pela 
autólise. 
CERTA. O diagnóstico de certeza da morte passa pela observação dos 
fenômenos post mortem (mudanças físicas, químicas ou estruturais, 
naturais ou artificiais), que são os fenômenos abióticos, avitais ou vitais 
negativos (imediatos e consecutivos) e os fenômenos transformativos. 
Os livores são um tipo de fenômeno vital negativo ou abiótico e a autólise 
é um exemplo de fenômeno transformativo. 
Para recordar: 
I. FENÔMENOS ABIÓTICOS, AVITAIS OU VITAIS NEGATIVOS 
(imediatos e consecutivos) 
A. Fenômenos abióticos imediatos: 
A.1) Perda da consciência 
A.2) Perda da sensibilidade 
A.3) Abolição da motilidade e do tônus 
muscular 
A.4) Cessação da respiração 
A.5) Cessação da circulação 
A.6) Cessação de atividade cerebral 
B. Fenômenos abióticos consecutivos 
ou mediatos: 
B.1) Desidratação cadavérica 
B.2) Esfriamento cadavérico (algor mortis) 
B.3) Manchas de hipóstase cutâneas (livor 
mortis) 
B.4) Rigidez cadavérica (rigor mortis) 
B.5) Espasmo cadavérico (ou rigidez 
cadavérica cataléptica, estatuária ou 
plástica) 
II. FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS 
1. Fenômenos transformativos 
destrutivos: 
1a) Autólise 
1b) Putrefação 
- período cromático ou de coloração 
- período gasoso ou enfisematoso 
- período coliquativo ou de liquefação 
- período de esqueletização 
1c) Maceração 
2. Fenômenos transformativos 
conservadores: 
2a) Mumificação 
2b) Saponificação ou adipocera 
2c) Calcificação 
2d) Corificação 
2e) Congelação 
2f) Fossilização 
 
 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 57 
6. (FGV - Perito Legista - Clínica Médica - 2011) Assinale a 
alternativa que completa corretamente o fragmento a seguir: Com relação 
à rigidez muscular, considera-se espasmo cadavérico _____ 
 
A) a contração de alguns segmentos da musculatura logo após a morte. 
 
B) a inversão na ordem de instalação da rigidez(lei de Nysten). 
 
C) o encurtamento das fibras musculares quando a rigidez é muito rápida. 
 
D) a ficção criada por relato dos autores antigos. 
 
E) a manutenção da última contração muscular em vida até a instalação 
da rigidez. 
 
LETRA E. O espasmo cadavérico (ou rigidez cadavérica cataléptica, 
estatuária ou plástica) é uma rigidez abrupta, generalizada e violenta, 
sem o relaxamento muscular que precede a rigidez comum. O que 
diferencia o espasmo da rigidez cadavérica comum é que esta tem 
instalação progressiva. 
 
FRANÇA, 2011, assevera que, no espasmo cadavérico, os cadáveres 
guardam a posição com que foram surpreendidos pela morte numa 
atitude especial fixada da vida para a morte (sinal de Kossu). Há também 
o espasmo localizado, que atua em apenas certos feixes musculares 
isolados. Além de raro, não é um fenômeno bem explicado, tampouco 
aceito por muitos autores. (...) Sua importância médico-legal residiria na 
fixação da última atitude da vítima. 
 
 
7. (CESPE - Perito Criminal Federal - Medicina - PF/2013) Em 
abordagem interdisciplinar com a área tafonômica, o legista pode servir-
se do auxílio de entomologista para o estudo da ação de artrópodes e 
insetos necrófagos, visando estabelecer a cronologia dos eventos 
relacionados à morte (cronotanatognose). 
 
CERTA. A entomologia forense é a aplicação do estudo da biologia de 
insetos e outros artrópodes em processos criminais, contribuindo para a 
investigação de mortes e auxiliando na determinação de local e tempo 
dos incidentes, de acordo com a fauna encontrada no cadáver. 
 
A questão foi comentada pela banca: em abordagem interdisciplinar com 
a área tafonômica, o legista pode servir-se do auxílio de entomologista 
para o estudo da ação de artrópodes e insetos necrófagos, visando 
estabelecer a cronologia dos eventos relacionados à morte 
(cronotanatognose). A tafonomia estuda o registro da vida no passado 
biológico, através a prospecção e identificação através de fósseis, mas 
tem serventia na medicina legal e na criminalística, pois estuda, também, 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 57 
os processos biológicos e geológicos que influenciam e contaminam 
materiais orgânicos e os entomologistas também possuem grande 
importância no estudo de insetos e suas correlações com a 
cronotanatognose. 
 
 
8. (NCE/UFRJ - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2001) Com 
relação aos livores hipostáticos, assinale a opção INCORRETA: 
 
A) constituem sinal tardio da realidade da morte; 
 
CERTA. Os livores fazem parte dos fenômenos abióticos consecutivos ou 
mediatos. 
 
B) sua coloração ajuda a esclarecer a causa da morte; 
 
CERTA. Os livores são comumente violáceos ou vinhosos, mas podem se 
apresentar, por exemplo, com tonalidade vermelho-rósea ou carminada 
nas asfixias por monóxido de carbono e escurecidas em certos tipos de 
envenenamento. Sua intensidade varia de acordo com a fluidez do 
sangue, por isso são mais destacados nos casos de asfixia. 
 
C) sua fixação permite afirmar que um corpo foi mudado de posição, se já 
se tiverem fixado na posição primitiva; 
 
CERTA. Se os livores já tiverem se fixado (em geral após 12 horas de 
morte), a mudança na posição do cadáver será evidenciada por sua 
incompatibilidade com as zonas de livores relativas à posição original do 
cadáver. 
 
D) são retardados pelo frio, anemias, morte lenta, diarreias, vômitos e 
outras causas de desidratação; 
 
CERTA. A temperatura e algumas condições patológicas influenciam no 
surgimento e na dissipação dos livores: em regra, o frio, a desidratação 
(diarreias e vômitos), as anemias e a morte agônica (lenta) tendem a 
retardar o aparecimento dos livores. Ao contrário, o calor, a morte rápida, 
as asfixias e alguns tipos de intoxicação tendem a antecipá-los. 
 
E) fornecem elementos de certeza, no que tange à cronologia da morte. 
 
LETRA E está errada. 
A cronologia da morte não é certa, indica apenas uma probabilidade de se 
estabelecer a hora aproximada da morte, além de ser influenciada por 
muitos outros fatores, como já vimos. 
 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 57 
9. (FUNCAB - Médico Legista - PC/RO 2012) Após quanto tempo do 
óbito um cadáver começa a apresentar a "circulação póstuma de 
Brouardel"? 
a) Uma semana após o óbito. 
b) Entre 3 e 5 dias após o óbito. 
c) Doze horas após o óbito. 
d) Entre 24 e 36 horas após o óbito. 
e) Após 1 hora do óbito. 
LETRA B. A mancha verde abdominal surge, em regra, dentro de 24 a 36 
horas depois da morte e estende-se por toda a superfície corporal, 
adquirindo uma tonalidade verde-enegrecida por volta do 3º-5º dia, 
quando começa a aparecer a "circulação póstuma de Brouardel". 
 
10. (FUNCAB - Médico Legista - PC/RO 2012) São considerados 
fenômenos abióticos consecutivos da morte: 
a) cessão da respiração, abolição da motilidade, esfriamento cadavérico. 
b) autólise, espasmo cadavérico, mancha verde abdominal. 
c) desidratação, esfriamento cadavérico, livores de hipóstase. 
d) arreflexia, cessão da respiração, espasmo cadavérico. 
e) parada circulatória, perda da consciência, abolição da motilidade. 
LETRA C. Vamos relembrar, mais uma vez, os fenômenos abióticos 
consecutivos ou mediatos: 
� Desidratação cadavérica; 
� Esfriamento cadavérico (algor mortis); 
� Manchas de hipóstase cutâneas (livor mortis); 
� Rigidez cadavérica (rigor mortis); 
� Espasmo cadavérico (ou rigidez cadavérica cataléptica, estatuária ou 
plástica). 
 
 
11. (FUMARC - Escrivão de Polícia - PC/MG 2011) Constitui um 
fenômeno transformativo destrutivo observado nos cadáveres: 
a) Calcificação. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 57 
b) Corificação. 
c) Adipocera. 
d) Autólise. 
LETRA D. A autólise é um fenômeno transformativo destrutivo. Todos os 
demais são conservadores. 
 
12. (FUMARC - Escrivão de Polícia - PC/MG 2011) Estudando a 
evolução temporal da putrefação cadavérica, denominamos o seu 
primeiro sinal externo visível de 
a) circulação cutânea póstuma. 
b) mancha verde abdominal. 
c) combustão espontânea. 
d) enfisema putrefativo. 
LETRA B. Como já vimos na questão nº 3, a mancha verde abdominal é o 
primeiro sinal visível da putrefação. Com o tempo, ela escurece e se 
espalha por abdome, tórax, cabeça e membros. Em nosso meio, surge 
dentro de 20 a 24 h após a morte. Nos afogados, começa pela cabeça e 
parte superior do tórax; nos fetos, pela parte superior do tórax, pescoço e 
face (bactérias que penetram pelas vias aéreas). 
 
 
13. (PC/MG - Delegado de Polícia 2011) Denomina-se o processo 
especial de transformação, que ocorre no cadáver do feto retido no útero 
materno, do sexto ao nono mês de gravidez: 
a) Maceração. 
b) Corificação. 
c) Mumificação. 
d) Saponificação. 
LETRA A. A maceração é um processo especial de transformação própria 
do cadáver do feto no útero materno, do 6º ao 9º mês de gravidez. Pode 
ser séptica (cadáveres mantidos em meio líquido sob a ação de germes, 
como os afogados) ou asséptica (fetos retirados do útero post mortem). 
Ocorre o destacamento de amplos retalhoscutâneos semelhante a luvas. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 57 
As mãos conservam, por determinado tempo, as impressões digitais e as 
unhas. 
 
14. (FUNIVERSA - Perito Criminal - Odontologia - PC/DF 2012) 
Na imagem de cadáver apresentada, qual fenômeno cadavérico pode ser 
observado de forma mais evidente (regiões mais escuras)? 
 
A) adipocera 
 
B) maceração 
 
C) corificação 
 
D) coliquação 
 
E) livores de hipóstase 
 
 
LETRA E. A imagem apresentada na prova foi retirada do site do Malthus 
(www.malthus.com.br), que contém inúmeras imagens de ótima 
qualidade e também outras informações excelentes para o estudo e 
aprofundamento da medicina legal. 
 
A fotografia mostrada, aliás, é extremamente parecida com a que inseri 
na nossa aula! Trata-se do livor mortis, ou livor cadavérico, ou ainda 
manchas de hipóstase ou de posição. 
 
 
15. (PC/SP - Delegado de Polícia 2011) No processo de putrefação 
do cadáver se sucedem as seguintes fases, pela ordem: 
a) gasosa, cromática, coliquativa e de esqueletização. 
b) cromática, gasosa, coliquativa e de esqueletização. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 57 
c) cromática, coliquativa, gasosa e de esqueletização. 
d) gasosa, coliquativa, cromática e de esqueletização. 
e) coliquativa, cromática, gasosa e de esqueletização. 
LETRA B. A ordem das fases do processo de putrefação cadavérica são, 
nessa ordem: o período cromático ou de coloração; o período gasoso ou 
enfisematoso; o período coliquativo ou de liquefação e o período de 
esqueletização. 
 
 
16. (MPE/PB - Promotor de Justiça 2010) Para se constatar a 
certeza da morte, urge a observação de fenômenos que surgem no corpo 
humano, representados por mudanças física, química ou estrutural, de 
origem natural ou artificial. Assim, considere as proposições abaixo e, em 
seguida, indique a alternativa que contenha o julgamento devido sobre 
elas: 
I - Perda da consciência e cessação da respiração são considerados 
fenômenos abióticos (avitais) consecutivos. 
II - Rigidez cadavérica e espasmo cadavérico são considerados 
fenômenos abióticos (avitais) imediatos. 
III - Autólise e putrefação são fenômenos transformativos destrutivos. 
a) Apenas a proposição I está correta. 
b) Apenas a proposição II está correta. 
c) Todas as proposições estão corretas. 
d) Apenas a proposição III está correta. 
e) Todas as proposições estão incorretas. 
LETRA D. Revisem bastante a tabela dos fenômenos post mortem! 
I - Perda da consciência e cessação da respiração são fenômenos 
abióticos imediatos (e não consecutivos); 
II - Rigidez cadavérica e espasmo cadavérico são considerados 
fenômenos abióticos consecutivos ou mediatos (e não imediatos); 
III - Autólise e putrefação foram corretamente considerados fenômenos 
transformativos destrutivos. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 57 
 
17. (MPE/PB - Promotor de Justiça 2010) Não é considerado como 
fenômeno transformativo conservador do cadáver a: 
a) Mumificação. 
b) Saponificação. 
c) Calcificação. 
d) Corificação. 
e) Maceração. 
LETRA E. A maceração é fenômeno transformativo destrutivo. As demais 
alternativas são fenômenos transformativos conservadores. 
 
18. (FGV - Odontolegista - PC/MA 2012) A morte aparente pode ser 
definida como um estado transitório em que as funções vitais 
"aparentemente" estão abolidas, em consequência de uma doença ou 
entidade mórbida que simula a morte. A tríade de Thoinot, que define 
clinicamente o estado de morte aparente, é composta por 
 
A) imobilidade, ausência real da respiração e ausência de circulação. 
 
B) rigidez articular, ausência aparente da respiração e ausência aparente 
de circulação. 
 
C) imobilidade, ausência aparente da respiração e ausência de circulação. 
 
D) rigidez cadavérica, ausência aparente da respiração e ausência de 
circulação. 
 
E) rigidez articular, ausência real da respiração e ausência de circulação. 
 
LETRA C. Na "morte aparente", ocorre a suspensão aparente de algumas 
funções vitais, caracterizada pela Tríade de Thoinot (imobilidade, 
ausência aparente de respiração e ausência de circulação). 
 
 
19. (NCE/UFRJ - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2001) A 
rigidez cadavérica, ou rigor mortis, deve-se à perda do tono, elasticidade 
e flexibilidade dos músculos, que não entram todos em estado de rigidez 
ao mesmo tempo. De acordo com Nysten-Sommer, a ordem de 
aparecimento, com cadáver em decúbito dorsal, é a seguinte: 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 57 
 
A) (1) pálpebras, mandíbula e nuca; (2) tronco; (3) membros superiores; 
(4) membros inferiores. Desaparecimento na mesma ordem; 
 
B) (1) pálpebras, mandíbula e nuca; (2) tronco; (3) membros superiores; 
(4) membros inferiores. Desaparecimento na ordem inversa ao 
aparecimento; 
 
C) (1) membros superiores; (2) pálpebras, mandíbula e nuca; (3) tronco; 
(4) membros inferiores. Desaparecimento na mesma ordem; 
 
D) (1) membros inferiores; (2) Membros superiores; (3) tronco; (4) 
pálpebras, mandíbula e nuca. Desaparecimento na mesma ordem; 
 
E) (1) membros inferiores; (2) tronco; (3) Membros superiores; (4) 
pálpebras, mandíbula e nuca. Desaparecimento na mesma ordem. 
 
LETRA A. A Lei de Nysten refere-se à ordem de aparecimento do rigor 
mortis: a rigidez se inicia em face, mandíbula e pescoço, depois 
membros superiores e tronco, e, finalmente, membros inferiores. 
Desaparecem na mesma ordem, quando se inicia a fase de putrefação. 
 
 
20. (FUNIVERSA - Perito Criminal - Odontologia - PC/DF 2012) 
No contexto da tanatologia forense, existe uma tríade amplamente citada 
que define, clinicamente, o estado de morte aparente levando-se em 
consideração os seguintes parâmetros: imobilidade, ausência aparente da 
respiração e ausência de circulação. Assim, na morte aparente, esses três 
elementos, em conjunto, têm a denominação da tríade de: 
 
A) Thoinot 
 
B) Nysten 
 
C) Docimasias 
 
D) Etiene Rollet 
 
E) Sommer e Larcher 
 
LETRA A. Mesma explicação da questão nº 18. 
 
 
21. (UEG - Delegado de Polícia - PC/GO 2008) Verificou-se em um 
cadáver os seguintes fenômenos: rigidez generalizada, esboço de mancha 
verde abdominal, reforço da fragmentação venosa e desaparecimento das 
artérias do fundo de olho. Com base apenas nessas observações e 
desconsiderando outros fatores ambientais, a morte teria ocorrido 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 57 
a) de 2 a 4 horas. 
b) mais de 8 e menos de 16 horas. 
c) mais de 16 e menos de 24 horas. 
d) de 48 a 72 horas. 
LETRA C. Estaquestão foi retirada do livro do França. Vamos relembrar a 
tabela do calendário da morte: 
Corpo flácido, quente e sem livores menos de 2 h 
Rigidez da nuca e mandíbula, esboço de livores e esvaziamento 
das papilas oculares no fundo de olho 
de 2 a 4 h 
Rigidez dos membros superiores, da nuca e da mandíbula, livores 
relativamente acentuados e anel isquêmico de 1/2 do diâmetro 
papilar no fundo de olho 
de 4 a 6 h 
Rigidez generalizada, manchas de hipóstase, não surgimento da 
mancha verde abdominal e desaparecimento das artérias do 
fundo de olho 
mais de 8 e 
menos de 16 h 
Rigidez generalizada, manchas de hipóstase, esboço de mancha 
verde abdominal e reforço da fragmentação venosa e 
desaparecimento das artérias do fundo de olho 
mais de 16 e 
menos de 24 h 
Presença de mancha verde abdominal, início de flacidez e papilas 
e máculas não localizáveis no fundo de olho 
de 24 a 48 h 
Extensão da mancha verde abdominal e fundo de olho 
reconhecível só na periferia 
de 48 a 72 h 
Fundo de olho irreconhecível de 72 a 96 h 
Desaparecimento das partes moles do corpo e presença de 
insetos 
de 2 a 3 anos 
Esqueletização completa mais de 3 anos 
 
 
22. (FUMARC - Delegado - PC/MG 2011) Denomina-se o processo 
especial de transformação, que ocorre no cadáver do feto retido no útero 
materno, do sexto ao nono mês de gravidez: 
 
A) Maceração. 
 
B) Corificação. 
 
C) Mumificação. 
 
D) Saponificação. 
 
LETRA A. Para fixar: a maceração é um processo especial de 
transformação própria do cadáver do feto no útero materno, do 6º ao 9º 
mês de gravidez. Pode ser séptica (cadáveres mantidos em meio líquido 
sob a ação de germes, como os afogados) ou asséptica (fetos retirados do 
útero post mortem). Ocorre o destacamento de amplos retalhos cutâneos 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 57 
semelhante a luvas. As mãos conservam, por determinado tempo, as 
impressões digitais e as unhas. 
 
23. (UEG - Delegado de Polícia - PC/GO 2008) São sinais 
macroscópicos observados em um cadáver sugestivos de que as lesões 
foram produzidas depois da morte: 
a) ausência de infiltrações hemorrágicas nos tecidos moles. 
b) escoriações com desnudamento de derme e formação de crosta. 
c) ferimentos com bordas afastadas. 
d) presença de tonalidades das equimoses. 
LETRA A. A ausência de infiltrações hemorrágicas nos tecidos moles fala a 
favor de lesão post mortem (em regra, a hemorragia é sinal característico 
de lesão produzida em vida). As lesões produzidas após a morte são 
chamadas de "lesões brancas", pois não apresentam hemorragias (sinal 
de lesão produzida em vida, em especial se o sangue foi projetado a 
distância). 
As lesões produzidas em vida (principalmente as contusões) apresentam 
infiltração hemorrágica (em volume proporcional à sobrevivência do 
indivíduo) e as chamadas "reações vitais", que são, além de infiltração 
hemorrágica, coagulação do sangue, retratibilidade dos tecidos, presença 
e tonalidade das equimoses, etc. 
Na escoriação em vida, observa-se o arrancamento da epiderme, o 
desnudamento da derme, a coagulação da linfa e a formação de crosta (a 
presença de crosta é sinal indiscutível de reação vital). Um ferimento 
provocado em vida possui bordas afastadas devido à retratilidade dos 
tecidos. A presença de uma equimose também é típica de lesão em vida. 
 
 
24. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) A presença de mancha 
verde abdominal na parte inferior do pescoço, e não na fossa ilíaca 
direita, como classicamente observamos em outras situações, é 
compatível com 
a) afogamento. 
b) esgorjamento. 
c) soterramento. 
d) sufocação. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 57 
LETRA A. A mancha verde abdominal, em regra, inicia-se no abdome, 
mais precisamente na fossa ilíaca direita. Nos afogados, porém, ela 
começa pela cabeça e parte superior do tórax (a questão mencionou 
"parte inferior do pescoço" - ok!). 
 
 
25. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) Um cadáver de homem 
adulto apresenta rigidez generalizada, manchas de hipóstase fixas no 
dorso, ausência de mancha verde abdominal e desaparecimento das 
artérias do fundo de olho. 
Qual o provável tempo de morte em horas? 
a) Menos de duas. 
b) Mais de duas e menos de quatro. 
c) Mais de quatro e menos de seis. 
d) Mais de oito e menos de dezesseis. 
LETRA D. Mais uma vez, a tabela do calendário da morte: 
Corpo flácido, quente e sem livores menos de 2 h 
Rigidez da nuca e mandíbula, esboço de livores e esvaziamento das 
papilas oculares no fundo de olho 
de 2 a 4 h 
Rigidez dos membros superiores, da nuca e da mandíbula, livores 
relativamente acentuados e anel isquêmico de 1/2 do diâmetro 
papilar no fundo de olho 
de 4 a 6 h 
Rigidez generalizada, manchas de hipóstase, não surgimento da 
mancha verde abdominal e desaparecimento das artérias do fundo 
de olho 
mais de 8 e 
menos de 16 h 
Rigidez generalizada, manchas de hipóstase, esboço de mancha 
verde abdominal e reforço da fragmentação venosa e 
desaparecimento das artérias do fundo de olho 
mais de 16 e 
menos de 24 h 
Presença de mancha verde abdominal, início de flacidez e papilas e 
máculas não localizáveis no fundo de olho 
de 24 a 48 h 
Extensão da mancha verde abdominal e fundo de olho reconhecível 
só na periferia 
de 48 a 72 h 
Fundo de olho irreconhecível de 72 a 96 h 
Desaparecimento das partes moles do corpo e presença de insetos de 2 a 3 anos 
Esqueletização completa mais de 3 anos 
 
 
26. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) A "circulação póstuma de 
Brouardel" caracteriza o período 
a) cromático da putrefação. 
b) enfisematoso da putrefação. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 57 
c) coliquativo da putrefação. 
d) liquefativo da putrefação. 
 
LETRA B. No período enfisematoso ou gasoso da marcha da 
putrefação, surgem gases de putrefação internos (enfisema putrefativo) e 
bolhas na epiderme. O cadáver assume a posição de lutador, uma vez 
que aumenta de volume, principalmente em regiões como face, abdome e 
genitais masculinos. Há, ainda, distensão do abdome e projeção dos olhos 
e da língua. Esses gases da putrefação pressionam o sangue a se deslocar 
para a periferia e, com o destacamento da epiderme, ocorre o desenho, 
na derme, do caminho vascular conhecido por Circulação póstuma de 
Brouardel). 
 
 
27. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) O estudo de todas as fases 
percorridas pelo corpo humano após a morte até a fossilização, no 
interesse forense, é denominado 
a) esqueletização. 
b) tafonomia. 
c) tanatocronodiagnose. 
d) saponificação. 
LETRA B. Já vimos que a tafonomia é estudo de todas as fases por que 
passa o ser humano após a morte (fenômenos de destruição ou de 
conservação), no interesse judicial ou forense. 
Segundo FRANÇA, 2011, a tafonomia forense seria o estudo de todas as 
fases por que passa o ser humano após sua morte até a fossilização, no 
interesse forense ou médico-legal. 
 
 
28. (CEFET-BA - Delegado de Polícia - PC/BA 2008) O sinal mais 
precoce de putrefação do cadáveré uma mancha verde que aparece, 
primeiramente, 
a) na cabeça. 
b) no abdômen. 
c) no tórax. 
d) nas costas. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 57 
e) nos pés. 
LETRA B. Essa é muito fácil, já que o nome do fenômeno é "mancha verde 
abdominal". 
 
 
29. (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE 2002) Foi encontrado um 
cadáver de um adulto do sexo masculino, sem identificação, já com 
mancha verde abdominal e flacidez generalizada. Apenas por essas 
características, pode-se concluir que a morte se deu 
a) entre 8 e 12 horas. 
b) entre 12 e 24 horas. 
c) entre 18 e 36 horas. 
d) entre 36 e 48 horas. 
e) há mais de 48 horas. 
 
LETRA E. O desaparecimento do rigor mortis (flacidez muscular) surge por 
volta de 36 a 48 horas após a morte e se desencadeia na mesma ordem, 
progressivamente, acometendo primeiramente a mandíbula e a nuca (Lei 
de Nysten). A questão mencionou "flacidez generalizada", ou seja, não se 
trata da fase inicial do desaparecimento do rigor, então a morte se deu 
em um tempo maior, ou seja, há mais de 48 horas. 
 
 
30. (CESPE - Perito Criminal Federal - Medicina - PF/2013) Para 
uma pessoa ser considerada clinicamente morta, todas as células de seu 
organismo devem estar mortas. 
 
ERRADA. 
Na morte encefálica, por exemplo, considera-se o comprometimento 
irreversível da vida de relação e da coordenação da vida vegetativa, cujos 
critérios são coma aperceptivo com ausência de atividade motora 
supraespinhal e apneia. Vários outros órgãos e sistemas podem estar 
funcionando neste momento. Vimos alguns na aula. A córnea, por 
exemplo, mantém-se viável até 6 horas após a morte. 
 
Como ensina FRANÇA, 2011, a morte, como elemento definidor do fim da 
pessoa, não pode ser explicada pela parada ou falência de um único 
órgão, por mais hierarquizado e indispensável que seja. É na extinção do 
complexo pessoal, representado por um conjunto, que não era constituído 
só de estruturas e funções, mas de uma representação inteira. O que 
morre é o conjunto que se associava para a integração de uma 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 57 
personalidade. Daí a necessidade de não se admitir em um único enfoque 
o plano definidor da morte. 
 
31. (CESPE - Perito Criminal Federal - Medicina - PF/2013) Entre 
os sinais de morte cerebral está incluída a imobilidade, representada pela 
ausência de contração das fibras musculares cadavéricas. Em pessoas 
mortas, a contratilidade muscular pode ocorrer mediante resposta a 
alguns estímulos especiais, entre eles o elétrico. 
 
CERTA. A questão ficou um pouco confusa, mas quis afirmar que a 
imobilidade é um dos sinais de morte cerebral (ou encefálica), e também 
afirmou que pode haver contração muscular nos cadáveres submetidos a 
estímulos especiais, como o estímulo elétrico. 
 
A banca, nas justificativas para a alteração de gabarito, fez o seguinte 
comentário: Segundo literatura especializada, pode ocorrer contração 
muscular mesmo após diagnóstico da morte. O estímulo elétrico é um 
exemplo. A afirmação não visa traçar parâmetros para diagnóstico de 
morte encefálica, apenas refere um dos sinais precoces de morte, a 
imobilidade. Também não entra na questão de especificidade ou 
sensibilidade que o sinal de morte - imobilidade representa. Correlaciona 
a imobilidade com a ausência de contração das fibras musculares. O corpo 
não se movimenta, pois não existe contração dos músculos. O enunciado 
ainda afirma que as fibras musculares, mesmo na morte cerebral, podem 
contrair-se e cita, como exemplo, a contração muscular mediante o 
estímulo elétrico. 
 
 
32. (FGV - Perito Legista - Clínica Médica - 2011) Os fatores que 
dificultam a instalação dos livores hipostáticos estão relacionados a 
seguir, à exceção de um. Assinale-o. 
 
A) Ambiente frio. 
 
B) Umidade do ar elevada. 
 
C) Desidratação. 
 
D) Policitemia. 
 
E) Compressão da pele. 
 
 
LETRA B é a errada. 
A umidade do ar corrobora com o início da fase de putrefação. Como 
vimos, o frio, a desidratação, as anemias e a morte agônica (lenta) 
tendem a retardar o aparecimento dos livores. O calor, a morte rápida, as 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 57 
asfixias e alguns tipos de intoxicação tendem a antecipá-los. Dependendo 
do grau de compressão da pele, os livores podem não se instalar. 
 
A intensidade dos livores varia de acordo com a fluidez do sangue. As 
anemias e policitemias são alterações eritrocitárias quantitativas (na 
policitemia ocorre o aumento do número de hemácias e a diminuição do 
fluxo sanguíneo pelo aumento da viscosidade). 
 
 
33. (NCE/UFRJ - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2001) São 
considerados fenômenos abióticos mediatos: 
 
A) parada cardiorespiratória, desidratação cadavérica e palidez. 
 
B) abolição do tônus muscular, esfriamento do cadáver e livores 
hipostáticos. 
 
C) midríase, abolição do tônus muscular e palidez. 
 
D) desidratação cadavérica, livores hipostáticos e rigidez cadavérica. 
 
E) desidratação cadavérica, esfriamento do cadáver e midríase. 
 
LETRA D. Os fenômenos abióticos consecutivos ou mediatos são a 
desidratação cadavérica, o esfriamento cadavérico (ou algor mortis), as 
manchas de hipóstase (ou livor mortis), a rigidez cadavérica (ou rigor 
mortis) e o espasmo cadavérico. 
 
 
34. (FGV - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2011) Um 
processo de grande importância na cronotanatognose desenvolve-se em 
quatro fases: período cromático, período enfisematoso, período 
coliquativo e período de esqueletização. Esse processo é denominado: 
 
A) autólise. 
 
B) putrefação. 
 
C) maceração. 
 
D) corificação. 
 
E) mumificação. 
 
LETRA B. A questão abordou a marcha da putrefação: são fases 
imprecisas, mas que se distinguem em quatro períodos: período 
cromático ou de coloração; período gasoso ou enfisematoso; período 
coliquativo ou de liquefação; período de esqueletização. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 57 
 
35. (FGV - Odontolegista - PC/MA 2012) O processo de putrefação 
se desenvolve em 4 fases. O reconhecimento destas fases pode ser uma 
importante ferramenta na cronotanatognose. Analise as alternativas a 
seguir e assinale aquela que não corresponde a uma etapa do processo de 
putrefação. 
 
A) Período de autólise. 
 
B) Período cromático. 
 
C) Período enfisematoso. 
 
D) Período coliquativo. 
 
E) Período de esqueletização. 
 
LETRA A é errada. 
A explicação é a mesma da questão anterior. 
 
____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 47 de 57 
 
LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 
 
1. (FUNCAB - Médico Legista - PC/ES 2013) O estudo dos processos 
geológicos e biológicos que alteram os materiais orgânicos após a morte, 
como despojos humanos esqueletizados, denomina-se: 
a) taxonomia. 
b) paleontologia. 
c) taxidermia. 
d) tafonomia. 
e) estereotaxia. 
 
2. (FGV - Delegado de Polícia - PC/MA 2012) A morte encefálica é 
definida como a parada total e irreversível das atividades encefálicas e 
equivale, para fins de remoção de órgãos para transplante, à morte 
clínica. Assinale a alternativa que indica a condição que permite o 
diagnóstico de morte encefálica. 
a) Lesão axonal difusa pós traumática. 
b) Intoxicação por barbitúricos. 
c) Intoxicação por benzodiazepínicos. 
d) Intoxicação por neurolépticos. 
e) Hipotermia. 
 
3. (PC/MG - ESCRIVÃO 2011) Estudando a evolução temporal da 
putrefação cadavérica, denominamos o seu primeiro sinal externo visível 
de 
 
A) circulação cutânea póstuma. 
 
B) mancha verde abdominal. 
 
C) combustão espontânea. 
 
D) enfisema putrefativo. 
 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 57 
4. (FUMARC - PERITO CRIMINAL - PC/MG 2013) O esboço vascular 
na derme, denominado de circulação póstuma de Brouardel, caracteriza o 
período 
 
A) coliquativo da putrefação. 
 
B) cromático da putrefação. 
 
C) gasoso da putrefação. 
 
D) liquefativo da putrefação. 
 
 
5. (CESPE - Escrivão de Polícia - PC/AL 2012) A certeza da morte 
pode ser constatada pela observação dos fenômenos que surgem no 
corpo a partir do óbito. Tais fenômenos são divididos, didaticamente, em 
vitais negativos (ou abióticos), e transformativos, podendo ser 
exemplificados, respectivamente, pelos livores cadavéricos e pela 
autólise. 
 
 
6. (FGV - Perito Legista - Clínica Médica - 2011) Assinale a 
alternativa que completa corretamente o fragmento a seguir: Com relação 
à rigidez muscular, considera-se espasmo cadavérico _____ 
 
A) a contração de alguns segmentos da musculatura logo após a morte. 
 
B) a inversão na ordem de instalação da rigidez (lei de Nysten). 
 
C) o encurtamento das fibras musculares quando a rigidez é muito rápida. 
 
D) a ficção criada por relato dos autores antigos. 
 
E) a manutenção da última contração muscular em vida até a instalação 
da rigidez. 
 
 
7. (CESPE - Perito Criminal Federal - Medicina - PF/2013) Em 
abordagem interdisciplinar com a área tafonômica, o legista pode servir-
se do auxílio de entomologista para o estudo da ação de artrópodes e 
insetos necrófagos, visando estabelecer a cronologia dos eventos 
relacionados à morte (cronotanatognose). 
 
 
8. (NCE/UFRJ - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2001) Com 
relação aos livores hipostáticos, assinale a opção INCORRETA: 
 
A) constituem sinal tardio da realidade da morte; 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 57 
 
B) sua coloração ajuda a esclarecer a causa da morte; 
 
C) sua fixação permite afirmar que um corpo foi mudado de posição, se já 
se tiverem fixado na posição primitiva; 
 
D) são retardados pelo frio, anemias, morte lenta, diarreias, vômitos e 
outras causas de desidratação; 
 
E) fornecem elementos de certeza, no que tange à cronologia da morte. 
 
 
9. (FUNCAB - Médico Legista - PC/RO 2012) Após quanto tempo do 
óbito um cadáver começa a apresentar a "circulação póstuma de 
Brouardel"? 
a) Uma semana após o óbito. 
b) Entre 3 e 5 dias após o óbito. 
c) Doze horas após o óbito. 
d) Entre 24 e 36 horas após o óbito. 
e) Após 1 hora do óbito. 
 
10. (FUNCAB - Médico Legista - PC/RO 2012) São considerados 
fenômenos abióticos consecutivos da morte: 
a) cessão da respiração, abolição da motilidade, esfriamento cadavérico. 
b) autólise, espasmo cadavérico, mancha verde abdominal. 
c) desidratação, esfriamento cadavérico, livores de hipóstase. 
d) arreflexia, cessão da respiração, espasmo cadavérico. 
e) parada circulatória, perda da consciência, abolição da motilidade. 
 
11. (FUMARC - Escrivão de Polícia - PC/MG 2011) Constitui um 
fenômeno transformativo destrutivo observado nos cadáveres: 
a) Calcificação. 
b) Corificação. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 57 
c) Adipocera. 
d) Autólise. 
 
12. (FUMARC - Escrivão de Polícia - PC/MG 2011) Estudando a 
evolução temporal da putrefação cadavérica, denominamos o seu 
primeiro sinal externo visível de 
a) circulação cutânea póstuma. 
b) mancha verde abdominal. 
c) combustão espontânea. 
d) enfisema putrefativo. 
 
13. (PC/MG - Delegado de Polícia 2011) Denomina-se o processo 
especial de transformação, que ocorre no cadáver do feto retido no útero 
materno, do sexto ao nono mês de gravidez: 
a) Maceração. 
b) Corificação. 
c) Mumificação. 
d) Saponificação. 
 
14. (FUNIVERSA - Perito Criminal - Odontologia - PC/DF 2012) 
Na imagem de cadáver apresentada, qual fenômeno cadavérico pode ser 
observado de forma mais evidente (regiões mais escuras)? 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 57 
A) adipocera 
 
B) maceração 
 
C) corificação 
 
D) coliquação 
 
E) livores de hipóstase 
 
 
15. (PC/SP - Delegado de Polícia 2011) No processo de putrefação 
do cadáver se sucedem as seguintes fases, pela ordem: 
a) gasosa, cromática, coliquativa e de esqueletização. 
b) cromática, gasosa, coliquativa e de esqueletização. 
c) cromática, coliquativa, gasosa e de esqueletização. 
d) gasosa, coliquativa, cromática e de esqueletização. 
e) coliquativa, cromática, gasosa e de esqueletização. 
 
16. (MPE/PB - Promotor de Justiça 2010) Para se constatar a 
certeza da morte, urge a observação de fenômenos que surgem no corpo 
humano, representados por mudanças física, química ou estrutural, de 
origem natural ou artificial. Assim, considere as proposições abaixo e, em 
seguida, indique a alternativa que contenha o julgamento devido sobre 
elas: 
I - Perda da consciência e cessação da respiração são considerados 
fenômenos abióticos (avitais) consecutivos. 
II - Rigidez cadavérica e espasmo cadavérico são considerados 
fenômenos abióticos (avitais) imediatos. 
III - Autólise e putrefação são fenômenos transformativos destrutivos. 
a) Apenas a proposição I está correta. 
b) Apenas a proposição II está correta. 
c) Todas as proposições estão corretas. 
d) Apenas a proposição III está correta. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 52 de 57 
e) Todas as proposições estão incorretas. 
 
17. (MPE/PB - Promotor de Justiça2010) Não é considerado como 
fenômeno transformativo conservador do cadáver a: 
a) Mumificação. 
b) Saponificação. 
c) Calcificação. 
d) Corificação. 
e) Maceração. 
 
18. (FGV - Odontolegista - PC/MA 2012) A morte aparente pode ser 
definida como um estado transitório em que as funções vitais 
"aparentemente" estão abolidas, em consequência de uma doença ou 
entidade mórbida que simula a morte. A tríade de Thoinot, que define 
clinicamente o estado de morte aparente, é composta por 
 
A) imobilidade, ausência real da respiração e ausência de circulação. 
 
B) rigidez articular, ausência aparente da respiração e ausência aparente 
de circulação. 
 
C) imobilidade, ausência aparente da respiração e ausência de circulação. 
 
D) rigidez cadavérica, ausência aparente da respiração e ausência de 
circulação. 
 
E) rigidez articular, ausência real da respiração e ausência de circulação. 
 
 
19. (NCE/UFRJ - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2001) A 
rigidez cadavérica, ou rigor mortis, deve-se à perda do tono, elasticidade 
e flexibilidade dos músculos, que não entram todos em estado de rigidez 
ao mesmo tempo. De acordo com Nysten-Sommer, a ordem de 
aparecimento, com cadáver em decúbito dorsal, é a seguinte: 
 
A) (1) pálpebras, mandíbula e nuca; (2) tronco; (3) membros superiores; 
(4) membros inferiores. Desaparecimento na mesma ordem; 
 
B) (1) pálpebras, mandíbula e nuca; (2) tronco; (3) membros superiores; 
(4) membros inferiores. Desaparecimento na ordem inversa ao 
aparecimento; 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 57 
 
C) (1) membros superiores; (2) pálpebras, mandíbula e nuca; (3) tronco; 
(4) membros inferiores. Desaparecimento na mesma ordem; 
 
D) (1) membros inferiores; (2) Membros superiores; (3) tronco; (4) 
pálpebras, mandíbula e nuca. Desaparecimento na mesma ordem; 
 
E) (1) membros inferiores; (2) tronco; (3) Membros superiores; (4) 
pálpebras, mandíbula e nuca. Desaparecimento na mesma ordem. 
 
 
20. (FUNIVERSA - Perito Criminal - Odontologia - PC/DF 2012) 
No contexto da tanatologia forense, existe uma tríade amplamente citada 
que define, clinicamente, o estado de morte aparente levando-se em 
consideração os seguintes parâmetros: imobilidade, ausência aparente da 
respiração e ausência de circulação. Assim, na morte aparente, esses três 
elementos, em conjunto, têm a denominação da tríade de: 
 
A) Thoinot 
 
B) Nysten 
 
C) Docimasias 
 
D) Etiene Rollet 
 
E) Sommer e Larcher 
 
 
21. (UEG - Delegado de Polícia - PC/GO 2008) Verificou-se em um 
cadáver os seguintes fenômenos: rigidez generalizada, esboço de mancha 
verde abdominal, reforço da fragmentação venosa e desaparecimento das 
artérias do fundo de olho. Com base apenas nessas observações e 
desconsiderando outros fatores ambientais, a morte teria ocorrido 
a) de 2 a 4 horas. 
b) mais de 8 e menos de 16 horas. 
c) mais de 16 e menos de 24 horas. 
d) de 48 a 72 horas. 
 
22. (FUMARC - Delegado - PC/MG 2011) Denomina-se o processo 
especial de transformação, que ocorre no cadáver do feto retido no útero 
materno, do sexto ao nono mês de gravidez: 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 57 
 
A) Maceração. 
 
B) Corificação. 
 
C) Mumificação. 
 
D) Saponificação. 
 
 
23. (UEG - Delegado de Polícia - PC/GO 2008) São sinais 
macroscópicos observados em um cadáver sugestivos de que as lesões 
foram produzidas depois da morte: 
a) ausência de infiltrações hemorrágicas nos tecidos moles. 
b) escoriações com desnudamento de derme e formação de crosta. 
c) ferimentos com bordas afastadas. 
d) presença de tonalidades das equimoses. 
 
24. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) A presença de mancha 
verde abdominal na parte inferior do pescoço, e não na fossa ilíaca 
direita, como classicamente observamos em outras situações, é 
compatível com 
a) afogamento. 
b) esgorjamento. 
c) soterramento. 
d) sufocação. 
 
25. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) Um cadáver de homem 
adulto apresenta rigidez generalizada, manchas de hipóstase fixas no 
dorso, ausência de mancha verde abdominal e desaparecimento das 
artérias do fundo de olho. 
Qual o provável tempo de morte em horas? 
a) Menos de duas. 
b) Mais de duas e menos de quatro. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 57 
c) Mais de quatro e menos de seis. 
d) Mais de oito e menos de dezesseis. 
 
26. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) A "circulação póstuma de 
Brouardel" caracteriza o período 
a) cromático da putrefação. 
b) enfisematoso da putrefação. 
c) coliquativo da putrefação. 
d) liquefativo da putrefação. 
 
27. (PC/MG - Delegado de Polícia 2008) O estudo de todas as fases 
percorridas pelo corpo humano após a morte até a fossilização, no 
interesse forense, é denominado 
a) esqueletização. 
b) tafonomia. 
c) tanatocronodiagnose. 
d) saponificação. 
 
28. (CEFET-BA - Delegado de Polícia - PC/BA 2008) O sinal mais 
precoce de putrefação do cadáver é uma mancha verde que aparece, 
primeiramente, 
a) na cabeça. 
b) no abdômen. 
c) no tórax. 
d) nas costas. 
e) nos pés. 
 
29. (FCC - Promotor de Justiça - MPE/PE 2002) Foi encontrado um 
cadáver de um adulto do sexo masculino, sem identificação, já com 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícios comentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 57 
mancha verde abdominal e flacidez generalizada. Apenas por essas 
características, pode-se concluir que a morte se deu 
a) entre 8 e 12 horas. 
b) entre 12 e 24 horas. 
c) entre 18 e 36 horas. 
d) entre 36 e 48 horas. 
e) há mais de 48 horas. 
 
30. (CESPE - Perito Criminal Federal - Medicina - PF/2013) Para 
uma pessoa ser considerada clinicamente morta, todas as células de seu 
organismo devem estar mortas. 
 
 
31. (CESPE - Perito Criminal Federal - Medicina - PF/2013) Entre 
os sinais de morte cerebral está incluída a imobilidade, representada pela 
ausência de contração das fibras musculares cadavéricas. Em pessoas 
mortas, a contratilidade muscular pode ocorrer mediante resposta a 
alguns estímulos especiais, entre eles o elétrico. 
 
 
32. (FGV - Perito Legista - Clínica Médica - 2011) Os fatores que 
dificultam a instalação dos livores hipostáticos estão relacionados a 
seguir, à exceção de um. Assinale-o. 
A) Ambiente frio. 
B) Umidade do ar elevada. 
C) Desidratação. 
D) Policitemia. 
E) Compressão da pele. 
 
33. (NCE/UFRJ - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2001) São 
considerados fenômenos abióticos mediatos: 
 
A) parada cardiorespiratória, desidratação cadavérica e palidez. 
 
B) abolição do tônus muscular, esfriamento do cadáver e livores 
hipostáticos. 
 
C) midríase, abolição do tônus muscular e palidez. 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa
Noções de Medicina Legal para Investigador de Polícia 
Polícia Civil/MG 
Teoria e Exercícioscomentados 
Profª. Fatima Albuquerque Taufick – Aula 03 
 
Profª Fatima Albuquerque Taufick www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 57 
 
D) desidratação cadavérica, livores hipostáticos e rigidez cadavérica. 
 
E) desidratação cadavérica, esfriamento do cadáver e midríase. 
 
 
34. (FGV - Perito Legista - Odontologia - PC/RJ 2011) Um 
processo de grande importância na cronotanatognose desenvolve-se em 
quatro fases: período cromático, período enfisematoso, período 
coliquativo e período de esqueletização. Esse processo é denominado: 
A) autólise. 
B) putrefação. 
C) maceração. 
D) corificação. 
E) mumificação. 
 
35. (FGV - Odontolegista - PC/MA 2012) O processo de putrefação 
se desenvolve em 4 fases. O reconhecimento destas fases pode ser uma 
importante ferramenta na cronotanatognose. Analise as alternativas a 
seguir e assinale aquela que não corresponde a uma etapa do processo de 
putrefação. 
A) Período de autólise. 
B) Período cromático. 
C) Período enfisematoso. 
D) Período coliquativo. 
E) Período de esqueletização. 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
 
1D 2A 3B 4C 5C 6E 7C 8E 9B 10C 
11D 12B 13A 14E 15B 16D 17E 18C 19A 20A 
21C 22A 23A 24A 25D 26B 27B 28B 29E 30E 
31C 32B 33D 34B 35A 
 
05608175760
05608175760 - Maria Rita Catonio Barbosa

Mais conteúdos dessa disciplina