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18/09/2019
1
INSTRUMENTA-
LIDADE EM 
SERVIÇO SOCIAL
Instrumentos utilizados no 
cotidiano profissional I
Amanda Boza Gonçalves
• Unidade de Ensino: 03
• Competência da Unidade: Aprendizado sobre 
instrumentais do Assistente Social
• Resumo: Apresentar alguns instrumentos diretos e 
indiretos utilizados no cotidiano profissional
• Palavras-chave: instrumentos, diretos, indiretos
• Título da Teleaula: Instrumentos utilizados no cotidiano 
profissional I
• Teleaula nº: 03
Contextualização
 Instrumentos diretos e indiretos:
 Orientação, observação participante e entrevista.
 Visita domiciliar e institucional.
 Relatório.
 Estudo Social.
Conceitos
Orientação, 
observação 
participante e 
entrevista
ORIENTAÇÃO
Orientação e acompanhamento social de indivíduos,
grupos e famílias – ações socioeducativas.
Segundo CRESS SC (1999): encaminhar providências
e prestar orientação social a indivíduos, grupos e a
população, [e] orientar indivíduos e grupos de
diferentes segmentos sociais no sentido de
identificar recursos e fazer uso dos mesmos no
atendimento e na defesa de seus direitos.
OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE / ATIVA
Técnica científica na medida em que:
 Serve a um objetivo de investigação já
formulado;
 É planejado e controlado sistematicamente;
 Está sujeito a comprovações e controles de
validade e confiabilidade.
 Não pode ser neutra, ou seja, sem nenhum
envolvimento com a situação analisada, mas sim
efetivamente participante, por tomar parte
desse processo.
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OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE / ATIVA
Temos duas modalidades de observação: a não
estruturada e a estruturada ou sistemática.
Dizemos que a observação não está estruturada
quando há o reconhecimento e anotação dos fatos
sem recorrer a ajuda de meios técnicos especiais.
A observação sistemática recorre a instrumentos
para a coleta de dados ou fenômenos observados,
estabelecendo de antemão quais aspectos serão
estudados.
OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE / ATIVA
ENTREVISTA
“A entrevista nada mais é do que um diálogo, um
processo de comunicação direta entre os
Assistente Social e um usuário (entrevista
individual), ou mais de um (entrevista grupal)”
(SOUSA, 2008).
ENTREVISTA
“O papel do profissional entrevistador é dado pela
instituição que o contrata - no momento da
interação com o usuário, o Assistente Social fala
em nome da instituição. Ambos os sujeitos
(Assistente Social e usuário) possuem objetivos
com a realização da entrevista. (…) cabe ao
Assistente Social conduzir o diálogo, de direcionar
para os objetivos que se pretendem alcançar”
(SOUSA, 2008).
ENTREVISTA
- Nem sempre o entrevistador consegue conciliar
seus objetivos com os do entrevistado. Chegar a
conciliação não é algo obrigatório para todas as
entrevistas.
- É desenvolvida em articulação com o processo de
Observação Sensível.
ENTREVISTA ESTRUTURADA
Quando o entrevistador segue um roteiro
estabelecido, com perguntas já formuladas. Muito
utilizada na pesquisa quantitativa.
ENTREVISTA NÃO ESTRUTURADA
 Quando o entrevistador tem a liberdade de
formular perguntas abertas. Independente da
modalidade, o profissional deve se organizar para
conduzir uma entrevista.
 Isso significa não somente compreender o que
questionar e se é necessário questionar, mas sim
ter um domínio teórico-metodológico e ético-
político que possa dar sustentação a prática
profissional. É preciso esclarecer aos usuários o
motivo pelo qual faremos os questionamentos.
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Resolução da SP
(ENADE 2004) O trabalho do assistente social exige
permanente aprimoramento intelectual para
garantir fundamentação teórico-prática à prestação
de serviços aos usuários. A adoção de uma postura
investigativa permite identificar as necessidades
sociais concretas dos usuários, subjacentes àquelas
demandas espontâneas. Para o conhecimento de
tais necessidades podem ser utilizados os seguintes
instrumentos e técnicas:
Resolução da SP
(A) o saber institucional, a aplicação de dinâmicas
de grupo e a entrevista.
(B) o trabalho comunitário, os pareceres sociais e a
lingua- gem institucional.
(C) o atendimento no plantão, a observação
participan- te e o perfil do próprio assistente social.
(D) as visitas domiciliares, os laudos e perícias e os
organogramas das insƟtuições.
(E) as estaơsticas de triagem, os relatórios das
insƟtuições e as entrevistas com usuários.
Conceitos
Visita domiciliar e 
visita institucional
VISITA DOMICILIAR
 A visita domiciliar é um processo educativo. Por
meio da entrevista e da observação, em uma
visita domiciliar temos uma aproximação maior
entre a realidade do usuário com a Instituição que
o atende.
 Proporciona ao profissional o conhecimento de
vida, o conhecimento sobre o sujeito, o contexto
de vida, caracteriza as condições habitacionais, a
relação afetivo-social entre os membros da
família, caracteriza fatores importantes a serem
identificados.
VISITA DOMICILIAR
“(…) identificar que as condições de moradia não
estão descoladas das condições de vida de uma
comunidade onde a casa se localiza e que, por sua
vez, não estão separadas do contexto social e
histórico. Assim, o profissional consegue romper
com uma mera constatação da singularidade, mas
situá-la no campo da universalidade, ou seja, no
contexto socioeconômico vigente” (SOUSA, 2008).
VISITA DOMICILIAR
“Há profissionais que usam a visita domiciliar para
realizar uma busca de ‘coisas’, como provas que
atestem alguma situação. A impressão que fica é a
de a visita domiciliar terminará no momento em
que se encontrar a “coisa” procurada.
Imagine que situação desagradável: você é visitado
e o profissional nem olha para você, pergunta
coisas sem dialogar com você! Infelizmente há
quem faça isso nas visitas(...)” (AMARO, 2000).
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VISITA DOMICILIAR
“[…] para que serve? Qual o propósito? Para
instituir? Para vigiar? Para punir? Para adestrar?
Para rotular? Para perseguir? Ou para criar
práticas capazes de acolher a diferença? Práticas
que instiguem processos autônomos? (…)
(CONTINUA)
VISITA DOMICILIAR
“Prática que produzem um sentido sobre a
categoria ética, que é o de denunciar a moral
homogeneizante que impõe modos de conduta,
de bom comportamento, de controle sobre a
sexualidade dos corpos envolvidos,isto é, práticas
que denunciem um controle punitivo sobre a
vida? (…)
Práticas que escancarem o saber existente em
lugares onde, muitas vezes, é negligenciado?”
(RIBEIRO, 2010).
PLANO DE VISITA DOMICILIAR
I – Identificação: Pessoal, endereço (localização da
residência).
II – Antecedentes: breve histórico da situação
apresentada.
III – Objetivo: Finalidade da ação a ser realizada.
IV - Assuntos: As questões a serem tratadas devem
ser previamente estabelecidas.
V – Avaliação: Qualidade das informações
prestadas. Receptividade com a proposta de ação.
Nível de interesse manifestado.
VISITA INSTITUCIONAL
Segundo Sousa (2008), em síntese, os motivos
pelos quais o Assistente Social tenha que fazer
uma visita institucional são assim elencados:
a) Quando o Assistente Social precisa visitar uma
instituição, que também mantém algum
vínculo com o usuário atendido, para que
possam conhecer profundamente o caso,
buscando assim intervir da forma mais
assertiva possível.
VISITA INSTITUCIONAL
b) Em alguns momentos o Assistente Social
precisa conhecer, in loco, o trabalho de alguma
instituição.
c) Por fim, quando o profissional é destinado a
avaliar determinada prestação de serviço ofertada
pela Instituição.
Resolução da SP
Para melhor orientar o usuário, o assistente
social deve conhecer as múltiplas mediações que
permeiam a sua atuação profissional. Para isso,
deve embasar a sua intervenção em processos
investigativos que assegurem e qualifiquem a
formulação de estratégias e táticas de ação.
Entre outras formas, tal embasamento se tornapossível através
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5
Resolução da SP
(A) da administração de beneİcios.
(B) da visita domiciliar.
(C) da formação de grupos de discussão
teórica.
(D) do levantamento/idenƟficação dos
recursos disponíveis.
(E) dos projetos de extensão.
Interação
Por que o 
Assistente Social 
deve realizar a 
visita domiciliar? 
Qual o objetivo?
Conceitos
Relatórios
RELATÓRIO
Relatórios internos: que serão de uso e manuseio
do Assistente Social ou da equipe que ele compõe.
Relatórios externos: que serão de uso e manuseio
de agentes exteriores a equipe.
RELATÓRIO
Informativos: informar dados ou fatos
importantes.
Circunstanciados: alguns profissionais que atuam
em fóruns o fazem em situação de emergência,
como em caso de situações de risco.
RELATÓRIO
De visita domiciliar ou institucional: elaborados
apósa visita, com dados significativos somente.
De acompanhamento (fichas de evolução): trazem
informações que envolvem a intervenção
profissional direta e o contato mais regular e
assíduo com o usuário.
De inspeção: exposição daquilo que
foi inspecionado
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RESOLUÇÃO CFESS 557/2009 
Art. 4°. Ao atuar em equipes multiprofissionais, o
assistente social deverá garantir a especificidade
de sua área de atuação.
RESOLUÇÃO CFESS 557/2009 
Parágrafo primeiro - O entendimento ou opinião
técnica do assistente social sobre o objeto da
intervenção conjunta com outra categoria
profissional e/ ou equipe multiprofissional,
deve destacar a sua área de conhecimento
separadamente, delimitar o âmbito de sua
atuação, seu objeto, instrumentos utilizados,
análise social e outros componentes
que devem estar contemplados na opinião
técnica.
RESOLUÇÃO CFESS 557/2009 
Parágrafo segundo - O assistente social deverá
emitir sua opinião técnica somente sobre o que é
de sua área de atuação e de sua atribuição legal,
para qual está habilitado e autorizado a exercer,
assinando e identificando seu número de inscrição
no Conselho Regional de Serviço Social.
Resolução da SP
(ENADE 2007 - adaptada) O SUAS requer, no campo
da gestão, uma atividade permanente de
monitoramento e avaliação. (...) Os itens abaixo
indicam essas atividades de gestão?
III − Elaboração de relatórios sistemáticos de 
avaliação dos serviços, programas e projetos sociais. 
IV − Construção de indicadores capazes de expressar 
as desigualdades de classes. 
V − ArƟculação da rede socioassistencial, ampliando 
a cobertura dos serviços. 
Conceitos
Estudo Social
ESTUDO SOCIAL
“É um processo metodológico específico do
Serviço Social, que tem por finalidade conhecer
com profundidade, e de forma crítica, uma
determinada situação ou expressão da questão
social, objeto da intervenção profissional –
especialmente nos seus aspectos sócio-
econômicos e culturais”(CFESS, 2004).
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ESTUDO SOCIAL
“Por meio de observações, entrevistas, pesquisas
documentais e bibliográficas, ele constrói o estudo
social, ou seja, constrói um saber a respeito da
população usuária”
“O conteúdo significativo do estudo social,
expresso em relatórios ou no laudo social, reporta-
se as expressões da questão social”(CFESS, 2004).
ESTUDO SOCIAL
Realizado nos mais diversos campos.
“Vinculados ao acesso a determinados benefícios
sociais de ordem material e financeira (…). Ou
ainda, são realizados para servir como subsídio
para o arbítrio desituações conflituosas comono
campo sociojurídico” (MIOTO, 2009).
ESTUDO SOCIAL
Alguns passos:
1 - o quê conhecer: conhecer por meio dele.
2 - por quê e para que realizar o estudo: quais os
objetivos a alcançar.
3 - como fazer: metodologia que será utilizada
(instrumentos e técnicas de intervenção).
Resolução da SP
(ENADE 2010) A Lei 8.662/93 enfatiza como
atribuição privativa do assistente social realizar
estudos sociais, perícia e laudos (...), na perspectiva
da atuação do Serviço Social na área jurídica, o
estudo social é uma das principais ferramentas que
fundamentam decisões sobre outrem. É função do
estudo social, nessa perspectiva:
A) Emitir parecer à autoridade solicitante.
Interação
Kahoot
Acesse:
https://kahoot.it/
Recapitulando
Instrumentos diretos e indiretos
Diretos: orientação, observação, entrevista, 
visita domiciliar, visita institucional. 
Indiretos: relatório, estudo social
OBS.: a relação das bibliografias utilizadas foi 
disponibilizada como texto complementar.

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