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Slide - Influenza

Folheto informativo sobre a gripe: descreve o vírus Influenza, sua estrutura (hemaglutinina, neuraminidase), classificação A/B/C e hospedeiros, entrada pelo nariz e disseminação respiratória, incubação, sintomas, complicações e métodos de diagnóstico.

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Influenza
Alexsander Albuquerque
Gabriela Dazzi de Almeida
Júlia Cruzeiro de Souza Costa
Maria Luisa Rocha de Marchi
Matheus Tavares
Samuel Moyses
A gripe é uma infeção respiratória aguda de curta duração. É causada pelo vírus Influenza, que ao entrar no nosso organismo pelo nariz, multiplica-se, disseminando-se para a garganta e restantes vias respiratórias, incluindo os pulmões.
Ao detectar o vírus da Gripe, o nosso sistema imunitário inicia um processo de defesa que vai sendo apurado enquanto atua. Este processo de defesa está associado aos sintomas da doença e, de um modo geral, resulta na eliminação do vírus em cerca de uma semana.
A gripe apresenta-se, na maior parte das vezes, sob a forma epidémica afetando milhões de pessoas por ano, das quais cerca de um milhão desenvolvem pneumonias que podem levar à hospitalização e morte
ESTRUTURA DO VÍRUS INFLUENZA
O vírus Influenza é uma partícula esférica que tem um diâmetro interno de aproximadamente 110 mm e um núcleo central de 70 mm. 
A superfície é coberta por proteínas de aproximadamente 10 mm de comprimento com funções essenciais ao vírus: a hemaglutinina, responsável pela entrada do vírus nas nossas células onde este se irá multiplicar; e a neuraminidase permite a libertação dos novos vírus que irão à conquista de novas células. O vírus da gripe apresenta um genoma constituído por segmentos de ácido ribonucleico (ARN), o qual codifica, entre uma grande variedade de proteínas virais, as proteínas acima mencionadas.
TIPOS
Os vírus da gripe são classificados no grupo dos vírus ARN e correspondem a três dos cinco gêneros da família dos ortomixovírus: 
Influenzavirus A
Influenzavirus B
Influenzavírus C
 
Estes vírus são apenas vagamente aparentados com os vírus paragripais, os quais são vírus ARN pertencentes à família dos paramoxivírus e uma das causas mais comuns de infeções respiratórias em crianças, embora possam também provocar doenças semelhantes à gripe em adultos. 
INFLUENZA VÍRUS A 
E INFLUENZA VÍRUS B
Este gênero tem apenas uma espécie, o Influenzavirus A. As aves aquáticas selvagens são o hospedeiro natural de uma grande diversidade de vírus de gripe A. Ocasionalmente, estes vírus são transmitidos para outras espécies e podem dar origem a surtos devastadores em aves de criação ou desencadear pandemias de gripe humana.
o Influenza vírus B, o qual infeta quase exclusivamente seres humanos e é menos comum do que o vírus da gripe A .Os outros únicos animais que se sabe serem suscetíveis à infeção de gripe B são as focas e os furões. Este tipo de vírus sofre mutação a um ritmo duas a três vezes mais lento do que a gripe A, pelo que é menos diversificado em termos genéticos, existindo apenas um sorotipo de gripe B. Como consequência desta falta de diversidade antigénica, é possível adquirir um determinado grau de imunidade à gripe B durante os primeiros anos de vida. No entanto, o vírus da gripe B ainda sofre mutação suficiente para que não seja possível adquirir imunidade vitalícia. Devido ao reduzido ritmo de alterações antigénicas e à sua limitada gama de hospedeiros, não ocorrem pandemias de gripe B.
INFLUENZA VIRUS C
Este gênero tem também apenas uma espécie, o Influenza vírus C, o qual infeta seres humanos, cães e porcos, provocando por vezes formas graves da doença e epidemias locais. No entanto, a gripe C é menos comum do que os outros tipos e geralmente provoca apenas casos moderados em crianças
SINTOMAS DA GRIPE
Os primeiros sintomas da doença surgem entre 1 a 4 dias após a infeção pelo vírus– é o chamado período de incubação – e a sua severidade varia de acordo com a pessoa infetada.  De facto, o vírus Influenza pode afetar qualquer pessoa; no entanto, as pessoas com idade avançada ou doenças crónicas são mais vulneráveis, apresentando sintomas mais severos e maior mortalidade.
Nem toda a gente infetada com o vírus da Gripe fica doente mas aqueles em que isso acontece, os sintomas mais comuns incluem:
 febre,
dores de cabeça,
tosse seca,
garganta irritada,
congestão nasal, e
dores musculares.
As crianças podem ter também náuseas, vómitos e diarreia, sintomas estes que são raros em adultos. Determinadas complicações podem surgir aliadas a sintomas mais graves, como o desenvolvimento de bronquite e pneumonia. 
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico definitivo de gripe baseia-se no isolamento do vírus e na identificação do genoma viral. Contudo, estes exames são apenas usados em situações especiais como em casos que levaram a hospitalização, e em grávidas e crianças com sintomas severos. Nos restantes casos, o diagnóstico é feito com base nos sintomas do paciente. Daí falar-se, quando detectado, de síndrome gripal em vez de gripe. Os testes de diagnóstico de gripe podem ser realizados através da análise de secreções respiratórias da garganta ou nariz, ou do sangue. As amostras devem ser recolhidas nos primeiros 4-5 dias da doença após o aparecimento dos primeiros sintomas. Os mais recentes testes de diagnóstico rápido podem confirmar a doença em pouco mais de 30 minutos. No entanto, a sua capacidade para detectar a gripe varia significativamente.
TRATAMENTO
Para a maior parte das pessoas, a gripe dura apenas alguns dias e requer somente terapêutica sintomática – para a febre, dor e congestão nasal. O doente deverá repousar, procurar alimentar-se bem e tomar bastantes líquidos. Em poucos dias, o organismo de uma pessoa saudável consegue dominar a infeção e eliminar o vírus.
Os antibióticos, como a penicilina, não atacam os vírus apenas as bactérias. Estes não devem portanto ser administrados a não ser que surjam complicações como super-infeções bacterianas.
Já os antivirais são um importante coadjuvante à vacina contra a gripe para o tratamento e prevenção da doença. Mas não substituem a vacinação. Já há alguns anos que existem nos mercados antivirais que atuam impedindo a replicação do vírus dentro do hospedeiro. 
Quando tomados antes da infeção, ou até aproximadamente dois dias após o início dos sintomas, os antivirais podem ajudar a evitar a infeção. Se a infeção já estiver estabelecida, um tratamento antiviral efetuado cedo no percurso da doença pode mesmo assim reduzir a duração dos sintomas em 1 ou 2 dias. Durante muitos anos a amantadina e a rimantadina foram os únicos antivirais contra a gripe conhecidos. Embora fossem relativamente baratos, estes medicamentos só atuavam eficazmente contra o tipo A do vírus Influenza e estavam algumas vezes associados a efeitos adversos. Mais recentemente, foi desenvolvido uma nova classe de antivirais inibidores de neuraminidase (proteína à superfície do vírus responsável pela sua propagação no organismo) – o zanamivir e o oseltamivir (o conhecido Tamiflu) – que tem a vantagem de, para além de combater o vírus A, tratar a doença causada pelo tipo B do vírus Influenza.
PREVENÇÃO 
A vacinação anual é a principal forma de prevenção contra a gripe sazonal. É também a melhor forma de reduzir o impacto de uma epidemia. As vacinas contra a gripe estão disponíveis e já são usadas há mais de 60 anos. São vacinas seguras e eficazes, reduzindo não só a incidência como também a gravidade e a mortalidade entre os idosos e doentes crónicos.
Para quem sai de casa, trabalha ou estuda em ambiente fechado, toma o transporte público e anda pelas ruas, a recomendação é:
■ Usar máscara (para quem é mais suscetível);
■ Lavar sempre muito bem as mãos com sabão;
■ Usar álcool em gel;
■ Ao chegar em casa, fazer gargarejo;
■ Tomar iogurte com probiótico R-1;
■ Agasalhar-se bem para sair;
■ Manter hábitos saudáveis: dormir bem, alimentar-se bem, ingerir bastante água e praticar exercícios físicos regularmente;
■ Tomar vacina;
TRANSMISSÃO
O vírus Influenza é facilmente transmitido de pessoa para pessoa. Quando uma pessoa engripada espirra, tosse ou fala expele pequenas gotículas que contêm o vírus e que podem ser inaladas por outras pessoas.
O vírus entra no nosso organismo pelo nariz, onde se multiplica, disseminando-separa a garganta e para o restante das vias respiratórias, incluindo os pulmões. Depois são necessários entre 1 a 4 dias até ao aparecimento dos sintomas – é o chamado período de incubação.
Ao detectar o vírus, o nosso sistema imunitário inicia um processo de defesa que vai sendo apurado enquanto atua. Este processo de defesa está associado aos sintomas da doença e, de um modo geral, resulta na eliminação do vírus em cerca de uma semana.
A gripe dissemina-se rapidamente em comunidades, em particular em condições de grande aglomeração como é o caso das escolas. Por outro lado, o tempo frio e seco permite que o vírus sobreviva mais tempo fora do nosso organismo e, como consequência, as epidemias sazonais nas zonas temperadas, como é o caso de Portugal, aparecem no final do outono, inverno e início da primavera.

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