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Anamnese e propedêutica obstétrica:
A divisão didática deve incluir:
Identificação: nome, idade, etnia, nacionalidade, naturalidade, procedência, estado
civil, número de parceiros, ocupação (intoxicações, esforço físico, ortostáticos, insa-
lubres).
Dados sócio-econômicos: escolaridade, profissão, condições de moradia, ocupação do
cônjuge.
Antecedentes pessoais e familiares: antecedente de HAS, DM, TB, cânceres, doenças
mentais, malformações congênitas, transfusões sanguíneas, cirurgias anteriores, rea-
ções a medicamentos, vacinação.
Antecedentes ginecológicos: menarca, ciclos menstruais, métodos anticoncepcionais,
esterilidade, ISTs, número de parceiros sexuais, patologias mamárias, cirurgias obs-
tétricas/ginecológicas (cesáreas, miomectomias, cirurgias no colo uterino, dilatações
cervicais, abortos com curetagem uterina), procedimentos em mama (mamoplastias
redutoras e próteses mamárias).
Antecedentes obstétricos: gestações, partos, cesáreas, nascidos vivos e mortos, com-
prometimento fetal (prematuros, macrossomia fetal, aborto, gravidez ectópica, qual-
quer outro desfecho obstétrico desfavorável), puerpério, aleitamento, DUM, DPP.
Condições e hábitos de vida: uso de medicamentos, hábitos alimentares, atividades e
exercícios físicos, fumo, álcool, drogas, trabalho, viagens aéreas e terrestres, ativida-
de sexuais, lazer, atualização vacinal, imunizações.
Exame físico geral:
Geral: avaliação de dados vitais (peso, pulso, FC, temperatura, mucosas, PA, ingurgitamento
jugular, varizes, pele, tireoide, ausculta cardiopulmonar, abdome e membros inferiores), estatura e
condições de nutrição.
Exame físico das mamas: examinar mensalmente as mamas da gestante.
Inspeção:
Aspecto geral
Estática
Deambulação: marcha anserina.
Cabeça e pescoço: sinal de Halban (formação de lanugem junto ao limite do couro
cabeludo), cloasma, epúlide gravídica (edema/tumor gengival).
Tórax: hiperpigmentação da aréola, sinal de Hunter (aréola secundária), tubérculos
de Montgomery, colostro, rede venosa superficial de Haller (mama), estrias, presen-
ça ou não de nódulos.
Abdome: estrias violáceas, linha nigra, forma e volume (peduncular, globoso, ovoi-
de), presença ou não de diástese dos músculos retoabdominais.
Genitais externos: sinal de Jacquemier Kluge (coloração violácea da vulva e vagina).
Membros inferiores: edema e varizes.
Palpação:
Altura uterina (medida realizada a partir da borda superior da sínfise púbica até o
fundo uterino delimitado pela compressão cubital da mão).
Semanas Onde o útero se encontra
12 Sínfise púbica
16 Entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical
20 Cicatriz umbilical
18-32 X semanas = X cm
40 Apêndice xifoide (mais ou menos 34 cm)
Percepção dos movimentos fetais:
Com 18-20 semanas de gestação, já é possível palpar partes identificáveis do
corpo fetal e seus movimentos.
Dinâmica uterina: frequência, tônus, intensidade e duração das contrações.
Palpação do fundo uterino e flancos: define localização, situação e posição fetal –
manobras de Leopold (a partir de 28 semanas):
Ausculta:
Pode ser com pinard (20-22 sem) ou com sonar Doppler (10-12 sem).
Sempre ouvir antes, durante e depois da contração.
Normal: 110 a 160 bpm.
Localização do dorso fetal: infraumbilical (cefálicas), supraumbilical (pélvicas), cica-
triz umbilical (transversas).
Exame ginecológico:
Exame genital externo:
Identificar lesões, tumores ou anormalidades que possam atrapalhar o parto vaginal.
Integridade ou rotura perineal, cistocele, retocele.
Exame especular:
Paredes vaginais, fundo de saco, colo uterino (ectrópio, pólipos).
Muco: abundante e fluido (quando desidratado: folhas de samambaia – fala contra
gravidez).
Toque vaginal:
Resistência e elasticidade da cavidade vaginal.
Colo uterino – posição, consistência, comprimento e permeabilidade.
Pelvimetria uterina.
Sinal de Hegar: 6-8 semanas. Útero adquire con-
sistência elástica e amolecida principalmente na re-
gião do istmo, o que permite que seja fletido sobre
o colo uterino quando examinado simultaneamente
pela palpação abdominal e toque vaginal.
Sinal de Piskacek: a implantação ovular faz com
que o útero cresça de força assimétrica e adquira,
nessa região, consistência amolecida e forma abau-
lada, se comparada com o restante do órgão.
Sinal de Nobile-Budin: quando o toque bidigital examina os fundos de saco vaginais,
pode-se perceber que estão preenchidos pelo útero gravídico que assumiu forma
globosa.
Sinal de Osiander: através do toque vaginal, pode-se sentir a pulsação arterial no
fundo de saco, achado característico de crescimento uterino rápido.
Episiotomia:
Definição: procedimento cirúrgico vulvoperineal usado em obstetrícia para aumentar a a-
bertura vaginal com uma incisão no períneo. Tem a finalidade de impedir ou diminuir o trauma
dos tecidos do canal de parto.
Indicações: prematuridade (relativo), feto macrossômico, períneo pouco distensível com a
musculatura tensa (rigidez perineal), primiparidade (relativo), parto operatório transpélvico (fór-
cipe ou vácuo-extração), sofrimento fetal agudo, parto vaginal com apresentação pélvica.
Lesão perineal:
Primeiro grau – atinge somente pele e mu-
cosa.
Segundo grau – afeta músculo e fáscia do
períneo.
Terceiro grau – compromete o esfíncter a-
nal.
Quarto grau – compromete o esfíncter anal
e a mucosa retal.
Tipos:
Mediana (ou perineotomia).
Médio-lateral.
Quando realizar:
No final do segundo estágio (expulsão) do parto vaginal, mas antes que a apresenta-
ção distenda acentuadamente o períneo.
Realizada com tesoura ou bisturi (e necessita de sutura).
Quando o polo cefálico puder ser visualizado durante as contrações.
Não deve ser realizada precocemente para evitar o sangramento desnecessário e
nem tardiamente quando já houve dano no assoalho pélvico.
Tipos Mediana Médio-lateral
O que é
Incisão vulvovaginoperineal mediana,
partindo da fúrcula até próximo ao esfínc-
ter externo, seccionando sucessivamente a
mucosa vaginal, a pele e as fáscias super-
ficial e profunda dos músculos levantado-
res do ânus no cruzamento da rafe medi-
ana.
Inicia-se na linha média da fúrcula poste-
rior e direciona-se lateralmente em um
ângulo de aproximadamente 45º em dire-
ção à tuberosidade isquiática.
Vantagens
Mais fácil realização e sutura
Resultado estético favorável
Menor dor pós-operatória
Menor risco de laceração anorretal
Desvantagens
Maior risco de laceração anorretal de ter-
ceiro e quarto graus
Maior sangramento e dor pós-operatória
Características
Deve ser evitada em períneos < 3 cm, na
macrossomia fetal, nas posições e apre-
sentações anômalas e nos partos operató-
rios difíceis.
São seccionadas as seguintes estruturas:
pele e tecido subcutâneo, músculo bulbo-
cavernoso e fáscia, músculo superficial e
transverso do períneo, músculo levanta-
dor do ânus e fáscia.
Como fazer:
Assepsia perineal com clorexidine aquosa
Anestesia local – infiltra-se os tecidos do trajeto onde será feita a incisão com lidoca-
ína a 1%, tanto no plano superficial como profundo.
Anestesia loco-regional (bloqueio do nervo pudendo): infiltração de lidocaína a 2%
na região da espinha isquiática.
As incisões devem ser feitas quando a cabeça fetal solicita o levantador do ânus, ou
seja, quando esta for visível em uma extensão de 2 a 3 cm.
Riscos: extensão da lesão, hemorragia significativa, dor no pós-parto, edema, infecções, dis-
pareunia, endometriose na episiorrafia(rara).
Episiorrafia:
Utilizar fios de sutura absorvíveis.
Revisar o canal de parto à procura de eventuais lacerações que serão suturadas.
A ocorrência de lacerações perineais é frequente, especialmente em primíparas.
Mucosa vaginal – pontos contínuos.
Planos musculares – pontos separados.
Plano do tecido celular subcutâneo – pontos separados.
Pele: pontos contínuos ou separados.
Evolução clínica do parto e mecanismo do parto:
Trajeto ou canal de parto:
Trajeto mole – é constituído pelo segmento inferior do útero, o colo uterino, a vagi-
na e a região vulvoperineal.
Trajeto duro (bacia) – é constituída dos ossos ilíacos, sacro e coccige com suas res-
pectivas articulações (sínfise púbica, sacro-iliacas e sacrococcígea) e promontório.
O objetivo principal é avaliar o promontório, espinhas isquiáticas e ângulo
púbico.
Conjugatas:
Vera anatômica – do promontório à parte externa da sínfise púbica
– 11 cm.
Vera obstétrica – do promontório à parte interna da sínfise púbica –
10,5 cm.
Diagonalis – do promontório à borda inferior do pube – 12 cm.
Tipos fundamentais de bacia: ginecoide (normal), antropoide, platipelóide
(chata), androide.
Pelvimetria:
Externa – por meio de instrumentos, pouco preciso.
Interna – toque vaginal.
Avaliação complementar: RX, TC, RNM, USG.
Estática fetal:
Situação: relação entre os eixos longitudinais fetal e uterino. Pode ser: longitudinal,
transversa ou oblíqua.
Atitude: relação das diversas partes fetais entre si. Pode ser fletido (convexo) ou es-
tendido (côncavo).
Apresentação: região fetal que se loca na área do estreito superior da bacia, ocupan-
do-a em seu todo. Pode ser cefálica, pélvica, de espáduas ou córmica.
Altura da apresentação: planos de De Lee (plano zero – espinhas ciáticas).
Posição: relação entre o dorso fetal e o lado da mãe. Pode ser direita ou esquerda.
Variedade de posição: relação entre o ponto de referência da apresentação e o ponto
de referência da pelve materna.
Nomenclatura: as variedade de posição nomeiam-se pelo emprego de letras. A pri-
meira refere-se ao feto e as outras à mãe.
Exame físico para diagnosticar a apresentação e posição fetal: palpação abdominal
(técnica alemã), exame vaginal, ausculta.
Divisão didática do trabalho de parto:
Período premunitório (pré parto):
Início: 30-36 sem.
Preparo do útero para o parto.
Descida do fundo uterino (“queda do ventre”).
Acomodação da apresentação ao canal de parto.
Formação e adelgaçamento do segmento uterino inferior.
Orientação do colo uterino que passa a se alinhar ao eixo vaginal.
Amolecimento, apagamento e centralização do colo uterino.
Aumento das secreções cervicais, com muco e raias de sangue.
Duração: 14 – 20 h.
Contrações de Braxton Hicks.
Fases clínicas do parto:
Período de dilatação:
Contrações uterinas rítmicas, coordenadas e dolorosas (2 em 10 min
– duração: 50 a 60 s).
Colo uterino – apagamento e dilatação.
Projeção de membranas ovulares – “formação da bolsa das águas”.
Perda do tampão mucoso.
Rotura espontânea ou não da bolsa.
Duração: 10 a 12h (primíparas) e 6 a 8h (multíparas).
Período expulsivo:
Início: dilatação total do colo uterino (10 cm).
Término: expulsão total do concepto.
Apresentação comprimindo o períneo durante as contrações.
Contrações: 5 em 10 min – durando 60 a 70 s.
Presença de puxos e desejo de defecar.
Insinuação da apresentação.
Duração: 50 min (primíparas) ou 20 min (multíparas) – é considera-
do prolongado acima de 2h.
Dequitação/secundamento:
Descolamento e expulsão da placenta e membranas ovulares.
Baudelocque-Shultze (75%) –
desprendendo-se pela face fe-
tal (forma de guarda chuva),
sangramento se exteriorizan-
do após saída da placenta.
Baudelocque-Duncan – des-
prendendo-se pela borda infe-
rior, sangramento precede a saída da placenta.
Duração: 10 a 20 min após período expulsivo. Prolongado > 30 min.
Quarto período do parto:
Início após secundamento até 1h após o parto.
Risco de hemorragia.
Mecanismo de hemostasia – miotamponagem (contração uterina),
trombotamponagem (coagulação do sangue), indiferença miouterina
e contração uterina fixa.
Mecanismo de parto:
Insinuação ou encaixe (flexão): é a passagem do maior diâmetro transverso da apre-
sentação (plano biparietal) pelos limites do estreito superior da bacia materna.
Palpação abdominal.
Toque vaginal.
Altura da apresentação.
Inclinação lateral da apresentação (as-
sinclitismo): anterior (sutura sagital mais
próxima do sacro) ou posterior (sutura sagital mais próxima da pube).
Descida ou progressão (rotação interna):
Rotação interna da cabeça – levará a sutura sagital a se orientar no sentido
antero-posterior da saída do canal (lambda em relação à sínfise púbica e
bregma se dirige para o sacro).
Insinuação das espáduas – penetração das espáduas através do estreito su-
perior da bacia.
Desprendimento (deflexão):
Desprendimento do polo cefálico (hipomóclio e movimento de deflexão).
Rotação externa da cabeça (movimento de restituição).
Rotação interna das espáduas.
Desprendimento das espáduas (hipomóclio).
Ultimação do parto.
Laqueadura do cordão umbilical.
Partograma:
Definição: ferramenta de avaliação e interpretação da progressão do trabalho de parto. Sua
característica central é a anotação gráfica da dilatação cervical, mas a descida da cabeça fetal e a
atividade uterina são também indicadores da progressão do trabalho de parto.
Objetivo: acompanhar sua evolução, documentar, diagnosticar alterações e indicar a tomada
de condutas apropriadas para a correção de desvios, evitando intervenções desnecessárias e com-
plicações decorrentes destas indicações.
Identificar as fases latente e ativa no trabalho de parto.
Preenchimento:
O primeiro registro do partograma deve ser feito no início da fase ativa.
Após o primeiro registro de dilatação, traça-se a linha de alerta e a linha de ação.
A dilatação cervical é representada por triângulos.
A dilatação está representada À esquerda em centímetros e a altura da apresenta-
ção, à direita, segundo o plano de De Lee.
Os toques vaginais devem ser feitos de acordo com a progressão do parto (a cada
4h) e, neles, devem ser avaliadas as condições do colo uterino (dilatação e esvae-
cimento), altura e variedade da apresentação e integridade ou não da bolsa.
Deve-se atentar para a avaliação das contrações e dos BCF.
Parto distócico: a identificação das distócias é feita pela observação da dilatação cervical e
da descida da apresentação.
Fase ativa prolongada: manifesta-se com dilatação progressiva, porém muito
lenta, com velocidade inferior a 1 cm/h. Percebe-se que a dilatação ultrapassa fa-
cilmente a linha de alerta, podendo chegar à linha de ação. Na maioria das vezes,
a causa decorre de contrações ineficazes do útero e pode ser corrigida com ocito-
cina e amniotomia.
Parada secundária da dilatação: caracteriza-se pela persistência da mesma dila-
tação evidenciada por dois toques vaginais sucessivos com intervalo de 2h ou
mais estando a parturiente em trabalho de parto ativo. Pode atingir as linhas de
alerta e ação e tem como principal causa a desproporção cefalopélvica. É frequen-
temente associada à sofrimento fetal.
Período pélvico prolongado: distingue-se pela descida lenta da apresentação. Re-
sulta principalmente da ineficácia das contrações uterinas. Pode ser corrigida pela
administração de ocitocina,realização de amniotomia ou utilização do fórcipe.
Parada secundária da descida: caracteriza-se pela parada da descida da apresen-
tação mesmo o colo estando com 100% de dilatação no intervalo mínimo de 1h. A
principal causa é a desproporção cefalopélvica.
Parto taquitócico/precipitado: é o trabalho de parto no qual a dilatação cervical e
descida/expulsão do feto ocorrem em um período de 4h ou menos. Neste caso, o
útero é hipercinético e pode ocorrer sofrimento fetal, visto que no momento da
contração o nível de oxigênio é diminuído para o feto. Pode ocorrer de forma es-
pontânea ou pelo uso indiscriminado de ocitocina.
Anticoncepcional:
Critérios de elegibilidade de um método anticoncepcional: são definidos pelo conjunto de
características apresentadas pelo/a candidato/a ao uso de um determinado método e que indicam
se aquela pessoa pode ou não utilizá-lo.
Categoria 1: o método pode ser utilizado sem qualquer restrição.
Categoria 2: o uso do método em apreço pode apresentar algum risco, habitual-
mente menor do que os benefícios decorrentes de seu uso. Em outras palavras, o
método pode ser usado com cautela e precauções maiores, especialmente acom-
panhamento clínico mais rigoroso.
Categoria 3: o uso do método pode estar associado a um risco, habitualmente
considerado superior aos benefícios decorrentes de seu uso. O método não é o
mais apropriado para aquela pessoa, podendo ser usado, contudo, no caso de não
haver outra opção disponível ou em que a pessoa não aceita qualquer outra alter-
nativa, mas desde que seja bem alertada desse fato e que se submeta a uma vigi-
lância média muito rigorosa. Aqui estão enquadradas aquelas condições que anti-
gamente se chamavam de contraindicações relativas para o uso do contraceptivo.
Categoria 4: o uso do método em apreço determina um risco à saúde, inaceitável.
O método está contraindicado. Compreende todas aquelas situações clínicas que
antigamente se chamava de contraindicações absolutas ou formais.
Acolhimento:
Reforçar a confidencialidade e privacidade.
Reconhecer a individualidade da adolescente.
Informar que não há necessidade de exame ginecológica inicial.
Criar ambiente aberto e empático.
O que perguntar?:
Histórico sexual, uso prévio de contraceptivos.
História médica.
Relacionamento atual e preocupações.
Expectativa do método contraceptivo.
Habilidade e motivação para o uso correto.
Opinião sobre métodos injetáveis e LARC.
Apoio em casa, apoio do parceiro.
Há necessidade de esconder o método?
Checar:
Conhecimento do método e preferência.
Qualidade do conhecimento, incluindo medo e preocupação.
Se o método é adequado para as necessidades e expectativas.
Identificar opções aceitáveis.
Se há necessidade de screening para DST.
Ajudar na escolha do método.
Falar:
Sobre mecanismos de ação, eficácia, uso correto e como iniciar o método.
Sobre o impacto do método sobre o ciclo menstrual.
Potenciais eventos adversos.
Benefícios não contraceptivos.
Sobre consultas de seguimento.
Tranquilizar (reforço positivo):
Reforçar que os benefícios dos contraceptivos superam os riscos.
Uso consistente. Não é necessário interromper o método sem o contato com o
médico.
Reforçar que a anticoncepção é a primeira etapa da vida sexual segura.
Verificar medos e preocupações que podem não ter sido esclarecidos.
Anticoncepção na adolescência:
Adolescência: entre o início da puberdade e a idade adulta (12-18 anos).
Métodos contraceptivos mais utilizados são os preservativos, o coito interrompido
e as pílulas, respectivamente.
Nenhum método deve ser contraindicado baseando-se unicamente na idade da
paciente.
3,6% das mulheres entre 15 e 19 anos utilizam métodos intrauterinos.
Importante – a associação do preservativo com outros métodos contraceptivos é
recomendada pela proteção contra ISTs, porque seu uso isolado apresenta alta ta-
xa de falha.
Anticoncepção oral:
Supressão das gonadotrofinas, alterações no muco cervical (dificulta a entrada de
esperma) e no endométrio (diminui a possibilidade de implantação).
Dose: 30 a 40 mcg etinilestradiol + 150 mcg levonorgestrel (combinação e dose
com menor taxa de tromboembolismo).
Contraindicações relativas – lactantes entre 5 sem e 6 meses pós-parto, menos de
21 d pós-parto (não-lactantes), idade maior ou igual a 35 anos e fumante, história
de HAS, DM com mais de 20 anos de duração ou doença vascular; sangramento
vaginal inexplicado, ca de mama no passado ou sem evidência de doença nos úl-
timos cinco anos, doença da vesícula biliar atual ou tratada com medicamentos,
história de colestase relacionada ao uso de anticoncepcional oral combinado, cir-
rose compensada, uso de rifampicina, griseofulvica e anticonvulsivantes.
Contraindicações absolutas – gravidez, lactantes com menos de 6 semanas após o
parto, HAS, idade mais ou igual a 35 anos e fumantes (> 20 cigarros/dia), cardio-
patia isquêmica, doença tromboembólica em atividade no momento ou no passa-
do, cirurgia de grande porte com imobilização prolongada, antecendente de AVC,
doença cardíaca valvular complicada, ca de mama atual.
Critério 1 de elegibilidade da OMS.
Progestágenos:
Indicações: todos as condições em que se deve evitar o uso de estrógeno.
Uso ininterrupto.
Alteração do muco cervical, tornando-o impermeável ao espermatozoide.
Age sobre o endométrio, causando hipotrofia ou até atrofia (depende do grau de
sensibilidade da usuária).
Promove bloqueio ovulatório, mas em grau menor do que o dos combinados.
Falhas ao redor de 2,5%.
Critério 1 de elegibilidade da OMS.
DIU:
Provocam uma reação inflamatória no endométrio, com alterações histológicas e
bioquímicas importantes (aumento de citocinas citotóxicas), que interferem na fi-
siologia normal da espermomigração, fertilização do óvulo e implantação do blas-
tocisto.
Cobre (interfere na motilidade e vitalidade espermática, aumenta a produção de
prostaglandinas e inibição de enzimas endometriais).
Mirena.
Contraindicações absolutas: gravidez, infecção pós-parto ou pós-aborto, DIP atual
ou recente, cervicite purulenta, sangramento de origem desconhecida, tuberculo-
se pélvica, episódios de DIP repetidos, ca genital ou pélvicos, alterações anatômi-
cas do útero.
Contraindicações relativas: sangramento menstrual aumentado, puerpério imedi-
ato e até o 28º dia de pós-parto, comportamento de risco para IST, AIDs, doença
trofoblástica benigna.
Critério 2 de elegibilidade da OMS.
Anticoncepção no menacme:
Método de barreia: consistem na utilização de aparelhos que impedem a ascenção
do espermatozoide no trato genital feminino. Obstáculo mecânico. São condom,
espermicidas, diafragma, capuz cervical, DIU. Critério 1 de elegibilidade da OMS.
Contraceptivos injetáveis: qualidade principal – não tem primeira passagem pelo
fígado. Podem ser mensais (combinados) ou trimestrais (progestágeno). Critério 1
de elegibilidade da OMS.
Medicamentos Doses
Acetato de medroxiprogesterona de deposito 50 ou 150 mg
Enantato de estradiol + acetofenido de algestona (dihidroxiprogesterona) 10 mg + 150 mg
Valerato de estradiol + enantato de noretisterona 5 mg + 50 mg
Cipionato de estradiol + acetato de medroxiprogesterona 5 mg + 25 mh
Implantes: pequenas cápsulas ou bastões de material plástico, permeável, que
contêm um hormônio liberado gradualmente. Implanon = bastão único com 68
mg de desogestrel. Duração: três anos. Inibição da ovulação e modificação do mu-
co cervical.
Pílula vaginal: do tipo monofásico para serusado na vaginal. Seguem o mesmo
regime da oral.
Anel vaginal: libera hormônios diariamente com o objetivo de inibir a ovulação.
Desvantagens: sensação de corpo estranho e desconforto vaginal, associados a
problemas no coito e à expulsão do anel. Critério 1 de elegibilidade da OMS.
Anticoncepção no puerpério e lactação:
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de pós-parto garante o es-
paçamento das gravidezes.
Ação fisiológica da amamentação: a hiperprolactinemia da gestação diminui os
níveis de FSH e LH.
Como garantir a eficácia do método – o bebê deve ter até seis meses, aleitamento
exclusivo (ou quase), a nutriz deve estar em amenorreia.
Métodos contraceptivos nesta fase: método de barreira, métodos hormonais.
Anticoncepção na perimenopausa:
Menor taxa de fertilidade + riscos inerentes de uma gravidez nesta idade + menor
atividade sexual + desequilíbrios hormonais.
Mais indicado: DIU. Além disso, contraceptivos orais e métodos de barreira.
Anticoncepção de emergência:
Visa prevenir a gestação após a relação sexual – “pílula do dia seguinte” – utiliza
compostos hormonais concentrados e atua por curto período de tempo nos dias
seguintes da relação sexual.
Sua ação pode se dar pela inibição ou retardo da ovulação; por dificultar o ingres-
so do espermatozoide no útero; por alterar a passagem do óvulo ou espermato-
zoide pela tuba uterina. No entanto, se a fecundação já ocorreu, o método não é
mais eficaz.
Contraindicação: gravidez confirmada, hipersensibilidade, sangramento vaginal
anormal e de origem ainda não esclarecida.
Modo de uso: o primeiro comprimido deve ser tomado o mais breve possível (não
ultrapassando 72h) e o segundo 12h depois. Se houver vomito até 2h após a inges-
tão, deve-se repetir a dose.
Pode passar para o leite humano (porém não interfere em sua quantidade e quali-
dade).
A menstruação pode se alterar após seu uso. Se atrasar mais de 7 dias da data
prevista, é necessário considerar possibilidade de gravidez.
Métodos anticoncepcionais e risco de trombose:
O etinilestradiol induz alterações significativas no sistema de coagulação, culmi-
nando com aumento da geração de trombina. Ocorre também aumento dos fato-
res de coagulação (fibrinogênio, VII, VIII, IX, X, XII e XIII) e redução dos inibi-
dores naturais da coagulação (proteína S e antitrombina), produzindo um efeito
pró-coagulante leve. Esses efeitos são claramente observados em testes que avali-
am globalmente a hemostasia, que mostram resistência adquirida à proteína C e
aumento de geração de trombina. O risco de trombose é dependente da dosagem
de etinilestradiol.
Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996:
Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações:
I – em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de
idade ou, pelo menos, com 2 filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a
manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada
acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisci-
plinar, visando desencorajar a esterilização precoce;
II – risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em
relatório.
Tipos de estrógenos e progestágenos em anticoncepcionais:
Os hormônios usados para anticoncepção são os esteroides sexuais sintéticos: es-
trógenos e progestágenos. O estrógeno que aparece nos contraceptivos hormonais
orais (CHO) é o etinilestradiol.
Os progestágenos usados nas formulações contraceptivas são vários e classificam-
se do seguinte modo:
Os derivados da 17-OH-progesterona - pregnanos são: medroxiprogesterona;
clormadinona; ciproterona; dienogest; nestorona (Elcometrin); nomegestrol; tri-
megestona.
Os derivados da 19-nortestosterona são: estranos - norestisterona; acetato de no-
retisterona; etinodiol; noretinodrel; linestrenol; gonanos - norgestrel; LNG; ges-
todene; desogestrel; norgestimato.
O derivado da espironolactona é drospirenona.
Esses progestágenos possuem propriedades características, que os diferenciam
entre si, fazendo com que produzam efeitos metabólicos diferentes.
Contraceptivos orais combinados podem ser classificados em:
Monofásicos – que são apresentados em comprimidos, em número de 21, 24 ou
28, todos com a mesma composição, o etinilestradiol e um progestágeno, nas
mesmas doses, em todos.
Bifásicos – assim chamados aqueles que são apresentados em pílulas com a mes-
ma composição hormonal, mas cujos componentes apresentam-se em dois blocos
com doses diferentes.
Trifásicos – embora todos tenham os mesmos constituintes, são formulações em
que as pílulas (21) são divididas em três blocos, cada um com doses diferenciadas
dos hormônios.
Índice de Pearl:
Eficácia de um método contraceptivo – capacidade desse método de proteger con-
tra a gravidez não desejada e não programada.
Expressão pela taxa de falhas própria do método, em um período de tempo.
DIU pós-parto:
A inserção pós-parto não se associa a um maior risco de complicações, mas a uma
maior taxa de expulsão na inserção tardia (em comparação com a imediata).
O momento mais indicado para a colocação é logo após a expulsão da placenta.
Depois, em qualquer momento dentro de 48 h pós-parto. Se não, só depois de pe-
lo menos 4 sem.
Profilaxia Pós-Exposição (PEP):
Medicação antirretroviral para prevenir infecção pelo HIV após situação de risco.
Disponível em mais de 50 unidades de saúde na cidade de São Paulo.
A profilaxia tem duração de 28 dias e deve ser iniciada em até 72h após a exposição.
Semelhante ao coquetel.
Pessoas acima de 12 anos: tenofovir/lamivudina + dolutegravir.
Gestante: tenofovir/lamivudina + raltegravir.
Acompanhamento por 6 meses.
Profilaxia Pré-Exposição (PrEP):
Indicada para grupos de risco – trans, profissionais do sexo, gays e outros HSH e casais so-
rodiferentes.
Só tem efeito se tomados corretamente.
Efeito: 7 dias para relação anal e 20 dias para relação vaginal.
Efeitos adversos esperados: náuseas, cefaleia, flatulência e edema.
Pode ser usado durante gravidez e aleitamento.
Aspecto do líquido amniótico:
Transparente – prematuridade.
Opalescente – pós-data.
Achocolatado – morte fetal.
Sanguinolento – hemoâmnio.
Esverdeado/mecônio – sofrimento fetal.
Claro – boa vitalidade.
Claro com grumos – boa vitalidade e boa maturidade.
Ruptura da bolsa das águas:
Prematura – sem trabalho de parto.
Precoce – início do trabalho de parto.
Oportuna – final do trabalho de parto.
Tardia – concomitante à expulsão do feto.
Amniotomia:
Ruptura artificial e intencional das membranas amnióticas através de um instrumento este-
rilizado inserido na cérvice por meio do toque vaginal.
Utilizado quando o atraso no progresso do trabalho de parto estiver associado à falta de
contrações uterinas regulares e efetivas – tem o objetivo primário de aumentar as contrações ute-
rinas e, com isso, diminuir a duração do trabalho de parto.
Alimentação na gestação:
Durante a gravidez, as necessidades nutricionais aumentam para apoiar o crescimento e
desenvolvimento do bebê bem como o metabolismo materno.
Dieta proteica – laticínios, leguminosas verdes e secas, cereais. Ingestão moderada de fontes
proteicas de origem animal.
Carboidratos – cereais, tubérculos, leguminosas secas, frutas.
Gordura – origem animal e vegetal.
Funções: grande fornecedora de energia, transporte de algumas vitaminas (A, D, E,
K), proteção contrao frio, desenvolvimento do cérebro e visão.
Ferro – prevenção de anemia.
Melhorar a absorção: fonte de vitamina C, evitar ingestão de chá/café durante as re-
feições, misturar diferentes fontes de ferro.
Iodo – peixes, crustáceos, algas, sal iodado.
Cálcio – tentar escolher leite, queijo e iogurte com menos gordura.
Vitamina D
Hidratação – 3 L/dia.
Deambulação:
Vantagens:
O útero se contrai com mais eficácia.
Fluxo sanguíneo mais abundante para o neném.
Trabalho de parto mais curto e menos doloroso.
Melhora a evolução da dilatação
Vitalidade fetal:
Clínica:
Mobilograma:
Avalia os movimentos fetais na gravidez entre a 26-32 sem.
Avaliar 3 vezes ao dia no período pós-prandial.
Normal > 3 mov em 1 h.
Sensibilidade: 85-95%.
Especificidade: 40-70%.
Caso anormal: cardiotocografia e perfil biofísico fetal.
Ausculta.
Altura uterina.
Amnioscopia:
Método endoscópico de observação da câmara amniótica, permitindo obser-
vá-la pelo canal cervical e através das membranas do polo inferior do ovo.
É necessária uma cervicodilatação de 1,5 cm ou mais.
Apresenta riscos: ruptura das membranas ovulares, pequenas hemorragias,
traumas e infecção.
Avaliam-se a cor, transparência e presença de grumos no líquido amniótico.
Amniocentese – introdução de uma agulha grossa através da parede abdo-
minal da mãe para a retirada do líquido amniótico, sendo que o volume do
líquido retirado depende da idade do feto e do motivo do exame.
Bioquímico:
Microanálise de sangue:
Capilar fetal.
Medição do pH, pCO2, níveis de bicarbonato, mas pode-se avaliar glicose,
eletrólitos, tipo sanguíneo e dosagem de anticorpos.
Técnica:
As membranas devem estar rompidas.
Apresentação fixa na pelve.
Dilatação maior que 3 cm.
Paciente em decúbito lateral esquerdo.
Realizada amnioscopia.
Após retirada, introduzir lanceta para coleta.
Incisão em cruz de no máximo 3 mm.
Biofísico:
Cardiotocografia:
Avaliação da integridade dos mecanismos do SNC envolvidos no controle da
FC e da cinética fetal.
Ocorrendo movimentação, o feto exibe aceleração transitória de amplitude
igual ou superior a 15 bpm e duração superior a 15 s.
Alteração do padrão fisiológico – hipóxia fetal, prematuridade, sono fetal,
uso de drogas sedativas, tranquilizantes e anti-hipertensivos, febre, hipogli-
cemia e tabagismo.
Registro simultâneo da FC e dos movimentos fetais espontâneos, pelo me-
nos por 20 min.
Perfil biofísico fetal:
As variáveis biofísicas fetais (movimentos respiratórios, movimentos corpó-
reos, tônus fetal e resultados da cardiotocografia) refletem a integridade
funcional do SNC.
Cada parâmetro recebe pontuação 2: resultado da cardiotocografia demons-
trando acelerações transitórias; um ou mais episódios de movimentos respi-
ratórios rítmicos com 30 s de duração; três ou mais movimentos corpóreos
discretos ou um amplo, tônus fetal presente com extensão de extremidade
ou da coluna com retorno à posição de flexão; bolsão de líquido amniótico
com diâmetro vertical superior ou igual a 2 cm.
Dopplervelocimetria:
Usado no estudo da função placentária e resposta fetal à hipóxia, sendo im-
portante avaliar: circulação uteroplacentária (artérias uterinas), circulação
fetoplacentária (artéria umbilical), circulação fetal (artéria cerebral, média,
aorta, ducto venoso, VCI, VCU).
Realizada por índices que relacionam a sístole, a diástole e a média de um
ciclo cardíaco, ou pela forma de onda.
Calendário vacinal da gestante:
A vacinação na gestação não protege só a mãe, mas também o RN pela passagem de AC
pela via transplacentária e pela amamentação.
Recomentadas: tríplice bacteriana (dTpa ou dTpa VIP {difteria, tétano e coquelu-
che}/dupla adulto – dT {difteria e tétano}), hepatite B, influenza.
Recomendações em situações especiais: hepatite A, hepatite A e B, pneumocócica, me-
ningocócicas conjugadas ACWY/C, meningocócica B, febre amarela.
Posicionamento da parturiente durante expulsão fetal:
Posição litotômica.
Posição lateral.
Posição quatro apoios.
Posição em pé.
Posição sentada em banqueta.
Posição semisentada.
Posição de cócoras.
Colocação do RN no ventre materno:
Aumento vínculo materno-fetal.
Contato pele a pele = estímulo a liberação de ocitocina (responsável pela ejeção do leite).
Anestesia e anagelsia do parto:
Analgesia: epidural, espinhal, combinada espinhal-epidural.
Técnicas alternativas:
Farmacológicas – opioide.
Não farmacológicas – massagem, hidroterapia, posicionamento adequado.
Puerpério:
Inicio após a dequitação e se estendem de 6 a 8 semanas completas após o parto.
Imediato – até o termino da segunda hora após o parto.
Mediato – até o final do décimo dia.
Tardia – até o retorno das menstruações.
Característica do miométrio:
Permite ao órgão manter-se em tamanho reduzido após várias contrações.
Aparência isquêmica (útero contraído comprime os vasos sanguíneos).
Fundo uterino:
24h após – cicatriz umbilical.
2 s – não é mais palpável.
6-8 s – retorno ao tamanho inicial.
Peso: 1000 g – 60 g.
Células musculares lisas: reduzem de tamanho.
Eliminação de lóquios (rubra, fusca, flava e Alba).
Reparo total do colo uterino – entre 6 e 12 semanas pós-parto.
Tubas uterinas – diminuição do estrógeno e da progesterona.
Vagina e vulva: redução de suas dimensões, retorno da rugosidade. A frouxidão da muscula-
tura pélvica pode não regredir.
Plasma: aumento dos níveis de hemoglobina e de hematócrito, leucocitose, plaquetocitose,
linfocitopenia relativa e eosinopenia absolutada.
Endócrino: valores de hCG voltam ao normal em 2-4 s após o parto.
Perda de peso: metade nas primeiras 6 s após (perda imediada de 4,5 – 6 kg – feto, placen-
ta, líquido amniótico e sangue) e outra metade até 6 m.
Dermato – desaparecimento do cloasma, queda de cabelo entre 1 – 5 m.
Urinária – compressão dos ureteres.
Atentar no exame físico:
Mamas – presença de ingurgitamento, sinais inflamatórios ou infecciosos ou cica-
trizes que dificultem a amamentação.
Perdas vaginais – duração dos lóquios e dor.
Alterações emocionais, HAS, febre, dor, corrimento, sangramento.
Amamentação:
Pode ser: exclusivo, predominante, complementado ou misto/parcial.
Posicionamento adequado: rosto do bebê de frente para a mama, com nariz na altura do
mamilo; corpo do bebê próximo ao da mãe; bebê com cabeça e tronco alinhados; bebê bem apoia-
do.
Pega adequada: mais aréola visível acima da boca do bebê; boca bem aberta; lábio inferior
virado para fora; queixo tocando a mama.
Sinais indicativos de técnica inadequada: bochechas do bebê encovadas a cada sucção; ruí-
dos da língua; mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada; mamilos com
estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achadas quando o bebê solta a mama; dor na ama-
mentação.
Amamentação em livre demanada.
Contra-indicações:
Absolutas – mãe infectada pelo HIV, HTLV1 ou HTLV2; uso de medicamento incom-
patíveis; criança com galactosemia.
Temporária – infecção herpética, doença de Chagas, varicela, abscesso mamário,
consumo de drogas de abuso, contraceptivos orais.