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MÉTODOS E TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO Prof. Katherinne Ferro Moura Franco Especialista em Fisioterapia Musculoesquelética (ISCM-SP) Especialista em Fisioterapia Esportiva (SONAFE) e Traumato-ortopédica (ABRAFITO) Mestre e Doutora em Fisioterapia (UNICID) Fisioterapeuta da CBF e GERF • Bibliografia Básica • DUTTON, M. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. • COOK, C. E.; HEGEDUS, E. J. Testes ortopédicos em fisioterapia. 2. ed. São Paulo: Manole, 2015. MÉTODOS E TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO MÉTODOS E TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO • Bibliografia Complementar • CIPRIANO, J. J. Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. • SISTO, I. R. Semiologia Fisioterapêutica. Soluções educacionais integrada (Material de apoio do assunto 1). • KENDALL, F. P. Músculos - Provas e Funções - Com Postura e Dor. 5. ed. São Paulo: Manole, 2007. • MAGEE, D. J. Avaliação Musculoesquelética. 5. ed. São Paulo: Manole, 2010. • APPs • iOrtho+ • Goniometer • Phast • HUDL Technique ANAMNESE E QUESTIONÁRIOS Prof. Katherinne Ferro Moura Franco Especialista em Fisioterapia Musculoesquelética (ISCM-SP) Especialista em Fisioterapia Esportiva (SONAFE) e Traumato-ortopédica (ABRAFITO) Mestre e Doutorando em Fisioterapia (UNICID) Fisioterapeuta da CBF e GERF PROCESSO DIAGNÓSTICO Fisioterapeutas examinam, avaliam, diagnosticam e intervêm em disfunção, limitação funcional e incapacidade • Diagnóstico é um aspecto importante da prática fisioterapêutica • História (Exame Subjetivo) e Testes e Medidas (Exame Físico) • Serve como um link entre os achados de exame e as intervenções PONTOS IMPORTANTES EM UMA AVALIAÇÃO • Ouvir realmente o paciente • Direcionamento • Empatia • Habilidade de comunicação do terapeuta • Não usar termos técnicos • Tirar as dúvidas do paciente • É um processo contínuo • Coleta de dados padronizada • Conforto do paciente ANAMNESE • Identificação do paciente e história clínica • Pesquisa dos sintomas • Relato livre e espontâneo do paciente • Terapeuta pode orientar • Segue uma ordem cronológica 1. Identificação do paciente 2. Queixa principal 3. História da doença atual (HDA) 4. História da doença pregressa (HDP) 5. História familiar 6. História psicossocial 1. Identificação do paciente • Pode ser realizada pelo recepcionista ou pelo próprio paciente • Contém dados como: • Nome • Idade • Gênero • Etnia • Estado civil • Nacionalidade/ procedência • Profissão • Endereço/ telefone de contato Completo e sem abreviações Existem doenças mais prevalentes em determinadas faixas etárias Existem doenças mais prevalentes em determinadas gêneros’ Existem doenças mais prevalentes em determinadas grupos étnicos Solteiro, casado, divorciado ou viúvo Existem doenças mais prevalentes em determinadas regiões Existem doenças relacionadas ao trabalho Entrar em contato com o paciente 2. Queixa principal • É a referência ao sintoma mais importante • Uma frase, não um texto • Cuidado com pacientes prolixos • Escrito exatamente como o paciente falou Diga-me porque você está aqui hoje? Qual é sua principal queixa? DOR NA PERNA DIREITA DIFICULDADE DE ANDAR SINAIS E SINTOMAS • Sinais • Manifestações clínicas visíveis e perceptíveis pelo profissional por meio dos seus sentidos naturais • Sintomas • Manifestações subjetivas percebidas pelos pacientes e relatadas ao profissional SINAIS E SINTOMAS • Sinais • Manifestações clínicas visíveis e perceptíveis pelo profissional por meio dos seus sentidos naturais • Sintomas • Manifestações subjetivas percebidas pelos pacientes e relatadas ao profissional DOR 3. História da doença atual • Detalhar a queixa principal • Quando começou? • Como começou? • Está associada com algum evento? • Já aconteceu antes? • Tempo entre os episódios • Existe diferenças entre os episódios? • Fatores de alívio ou piora • Relatar exames • Medicamentos • Cirurgias • Outras intervenções Aguda, subaguda ou crônica Insidiosa ou repentina Trauma, trabalho, movimento Alguma posição/ movimento piora ou melhora a dor? BANDEIRAS VERMELHAS •A história recente de trauma • Dor constante progressiva (sem alívio com o repouso) •História pregressa de tumor maligno • Uso prolongado de corticosteróides • Abuso de drogas/ imunossupressão/ HIV • Febre/Perda de peso BANDEIRAS AMARELAS • Atitudes e crenças inapropriadas sobre dor • Comportamento da dor inapropriado • Problemas ou questões de compensação relacionados ao trabalho • Problemas emocionais 4. História da doença pregressa • Antecedentes gerais • Doenças que acometeram o paciente • Distúrbios sistêmicos • Cirurgias realizadas • Internações prévias Hipotireoidismo e dor generalizada 5. Histórico familiar • Aspectos genéticos Espondilite anquilosante/ fibromialgia 6. Histórico psicossocial • Condições de vida • Atividades diárias do paciente • Presença de algum componente psicológico Moradia, saneamento, locomoção em casa Abatido, triste, ansioso? USO DE QUESTIONÁRIOS • Quantificar aspectos qualitativos da avaliação • Gerar dados comparativos pré e pós tratamento • Precisam ser traduzidos e validados para a população estudada DOR • Escala Numérica de Dor (END) • Varia de 0 a 10 pontos • Valores mais altos indicam maior dor • MCID - 2 pontos ou 30% • Escala Visual Analógica (EVA) • Varia de 0 a 100 mm • Valores mais altos indicam maior dor • MCID - 2 mm ou 30% • Mapas corporais de dor FUNÇÃO • Escala Funcional Específica do Paciente (EFEP) • Varia de 0 a 10 pontos; • Valores mais baixos indicam maior incapacidade. APP ASPECTOS PSICOLÓGICOS • Depressão (Inventário de Depressão de Beck) • Ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado) • Cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia) • Catastrofização (Escala de pensamentos catastróficos sobre a dor) • Auto-eficácia (Escala de Auto-Eficácia para Dor Crônica) O que veremos na próxima aula? • Exame físico e introdução a goniometria • Material necessário para a aula: • Estetoscópio e esfigmomanômetro • Goniômetro • Baixar o APP: Goniometer