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Aula 19 - 01 11 2017

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DIREITO DO TRABALHO I – AULA 19 – 01.11.2017
CONTINUAÇÃO
Casos de interrupção na CLT
Paralisação promovida pelo empregador: esse exemplo tem relação direta com a greve, que vimos na suspensão do contrato, pois o período em que o trabalhador está participando de greve, ele não trabalha, mas também não recebe. Nesse caso, o movimento de paralisação é do empregador, movimento chamado de lockout, que é uma paralisação produtiva, que impede o trabalhador de trabalhar e a doutrina considera que já uma vontade política do empregador de frustrar os movimentos grevistas. O lockout é proibido no direito trabalhista brasileiro, se o empregador o fizer, ele vai ter que pagar os trabalhadores nos dias em que ficarem parados, por isso é caso de interrupção do contrato de trabalho.
Suspensão disciplinar anulada: quando o poder judiciário anula a suspensão disciplinar, o efeito passa a ser de interrupção do contrato, porque o empregador vai ter que pagar os dias em que o trabalhador ficou suspenso.
Afastamento do empregado por motivo de segurança nacional: interrompe-se o contrato por este motivo até 90 dias. Art. 472, §5º, da CLT.
OBS final: o direito do trabalho autoriza, conforme o art. 444 da CLT, a criação de outros tipos de suspenção e interrupção no âmbito da autonomia privada (a negociação coletiva), desde que não exista impedimento legal. Súmula 269, do TST.
JORNADA DE TRABALHO
Justificativas de limitação da jornada de trabalho: a primeira delas é biológica, tendo em vista que precisamos recompor nossas energias. Além disso, há a justificativa social, pois o trabalho nos tira das convivências social e familiar, então precisamos ter o tempo para usufruir dessas convivências. Ademais, a terceira justificativa é econômica, porque quanto mais limitada é a jornada, mais vagas de emprego são necessárias.
Questão terminológica: 
Duração de trabalho: é o tempo de labor contratado, ou outorgado legalmente. Por exemplo, se eu sou um trabalhador empregado comum, a duração normal é de 08h00 diárias, ou 44h00 semanais. Do bancário, são 06h00 diárias e 36h00 semanais.
Jornada de trabalho: é o tempo que o empregado permanece à disposição ao longo de um dia. Conceitualmente, não existe jornada semanal, seria duração.
Horário de trabalho: é a duração do trabalho ao longo de um dia, com os seus limites especificados.
Diferença técnica:
Horas de serviço efetivo real: art. 4º, da CLT. É o período em que o empregado está à disposição do empregador, dentro do horário de trabalho, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada.
Horas de serviço efetivo ficto: período em que o empregado está à disposição do empregador, fora do horário de trabalho, por conta do deslocamento residência/trabalho/residência, para lugares de difícil acesso ou não servidos de transporte público regular. Horas “in itinere”.
As horas “in itinere” computam ou não na jornada. Computa na jornada quando este trajeto é feito em situações de acesso dificultado, ou não servido de transporte público regular. O art. 58, §2º, da CLT criou mais um requisito para que o empregado faça jus às horas de itinerário, que diz que além daquelas condições, ainda é necessário que o serviço de condução seja fornecido pelo empregador.
Diferença técnica 2:
Horas de serviço efetivo real: mesmo conceito anterior.
Horas de expectativa de convocação: subdividem-se em duas espécies
Prontidão: é uma circunstância em que o empregado permanece, fora do seu horário habitual de trabalho, nas dependências do empregador ou em local por ele determinado, aguardando ordens de serviço. A prontidão tem que ser previamente ajustada entre as partes. Previsão legal no art. 244, §§ 3º e 4º, da CLT. Neste período, o empregado deve ser remunerado, mesmo se ele não for chamado para o efetivo serviço. A remuneração da hora será de 2/3 do salário hora. Se o empregado for chamado a realizar o serviço efetivo, irá receber a hora normal, e não os 2/3, e além disso, terá que pagar hora extra.
Sobreaviso: é uma circunstância em que o empregado permanece, fora do seu horário habitual de trabalho, em sua própria casa, ou onde entenda por bem estar, aguardando, a qualquer momento, um chamado para o serviço. O sobreaviso tem que ser previamente ajustado, e o valor recebido pelo sobreaviso é de 1/3 do salário hora. Se o trabalho for efetivamente realizado, ele está sujeito às considerações que garantem adicionais acima do limite legal. Previsão legal no art. 244, §2º, da CLT.