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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE SAÚDE CURSO: ODONTOLOGIA MANUELA LÔBO LOPES DA SILVA RAMILLY SANTOS SILVA PORTFÓLIO ILUSTRADO DE HISTOLOGIA FEIRA DE SANTANA 2018 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE SAÚDE CURSO: ODONTOLOGIA MANUELA LÔBO LOPES DA SILVA RAMILLY SANTOS SILVA PORTFÓLIO ILUSTRADO DE HISTOLOGIA Trabalho apresentado ao curso de Odontologia como requisito de avaliação na componente curricular BIO256 Anatomia, Histologia e Embriologia. Orientadora: Prof.ª Lídia Pereira Feira de Santana 2018 Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 3 2. PREPARAÇÃO DOS TECIDOS ................................................................. 4 3. PARTES DO MICROSCÓPIO ..................................................................... 5 4. TECIDO EPITELIAL .................................................................................... 6 5. TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................... 7 5.1 LÂMINAS DO TECIDO EPITELIAL E CONJUNTIVO ............................... 8 6. TECIDO ÓSSEO ..........................................................................................13 7. TECIDO SANGUÍNEO .................................................................................18 8. TECIDO MUSCULAR ...................................................................................20 9. TECIDO NERVOSO .....................................................................................23 10. TECIDOS E ÓRGÃOS ...............................................................................25 11. REFERÊNCIAS ..........................................................................................29 1. Introdução O uso do portfólio vem sendo apontado como uma das mais recentes contribuições facilitadoras para uma avaliação formativa e somativa eficaz, sendo considerado pela Association for Supervision and Curriculum como um dos três melhores métodos de ensino-aprendizagem (ALVES, 2003; CENTRA, 1994). O portfólio baseia-se no detalhamento documentado dos conhecimentos adquiridos pelos envolvidos e, além de selecionar e ordenar evidências de aprendizagem do aluno, possibilita identificar questões relacionadas ao modo como os estudantes e os educadores refletem sobre os reais objetivos de sua aprendizagem, quais foram cumpridos e quais não foram alcançados (SELDIN, 1997) Baseando-se no conteúdo programático abordado na componente curricular BIO256 - Estudos Integrados II do Curso de Odontologia da UEFS e com o avanço das aulas práticas e teóricas de Histologia, ministradas pela professora Lídia Ribeiro, foi solicitado pela docente a confecção de um portfólio histológico para facilitar o aprendizado e aplicá- lo como requisito de avaliação da componente curricular, tendo como temática “Portfólio Ilustrado de Histologia” Referenciando a tema abordado, a Histologia Animal é a ciência que estuda os tecidos biológicos dos animais, desde a sua formação (origem), estrutura (tipos diferenciados de células) e funcionamento. Apesar da sua grande complexidade, o organismo animal é constituído por apenas quatro tipos básicos de tecidos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Essa classificação leva em conta principalmente critérios da estrutura, das funções e da origem embriológica desses tecidos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). Os tecidos são constituídos por células e por matriz extracelular (MEC). Cada um dos tecidos é formado por vários tipos de células características e por arranjos característicos da matriz extracelular. Essas associações entre células e MEC são, geralmente, muito peculiares e facilitam que os estudantes reconheçam os muitos subtipos de tecidos. (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). 2. Preparação dos tecidos Várias técnicas foram desenvolvidas para preparar os tecidos a serem estudados para manterem um aspecto muito próximo de seu estado natural vivo. As etapas envolvidas são fixação, desidratação e diafanização, inclusão em um meio apropriado, microtomia, corte em fatias finas que permita a visualização por transiluminação, montagem em uma superfície que facilite o seu manuseio, e coloração de modo a possibilitar a diferenciação dos vários componentes teciduais e celulares. • Fixação: Tratamento do tecido com agentes químicos que retardam as alterações do tecido subsequentes à morte (ou após sua remoção do corpo) e também mantêm sua arquitetura normal. Os agentes fixadores mais comuns usados em microscopia óptica são o formol e o líquido de Bouin. • Desidratação e diafanização: Como uma grande fração dos tecidos é composta por água, é usada uma série de banhos de álcool em concentrações crescentes, começando com álcool 50% e subindo gradualmente até chegar a 100%, a fim de remover a água (desidratação). Os tecidos são, então, tratados com xilol, um produto químico miscível com parafina fundida. Este processo é denominado diafanização, pois os tecidos tornam-se transparentes no xilol. • Inclusão: A fim de distinguir as células de um tecido da matriz extracelular, o histologista precisa incluir os tecidos em um meio apropriado e cortá-los em cortes finos. Para a microscopia óptica, o meio de inclusão usual é a parafina. • Microtomia: Essa etapa tem a finalidade de cortar tecidos induídos em parafina ou resina. Esta tarefa é efetuada usando um micrótomo, uma máquina equipada com uma lâmina e um braço que avança o bloco de tecido em incrementos específicos. Além disso, também pode ser efetuada em espécimes congelados, seja em nitrogênio líquido seja por congelamento rápido no braço de um criostato. • Montagem e coloração: Os cortes de parafina são montados (colocados) em lâminas de vidro e corados com corantes, possibilitando a diferenciação dos vários componentes celulares. Para a microscopia óptica convencional, os cortes são cortados com uma lâmina de aço inoxidável e montados em lâminas de vidro revestidas com um adesivo, por isso, a parafina precisa primeiro ser removida do corte, depois o tecido é reidratado e corado. Após a coloração, o corte é novamente desidratado para possibilitar que uma lamínula seja afixada de modo permanente usando um meio de montagem adequado. A lamínula não somente protege o tecido de danos como é necessária para a observação do corte ao microscópio. 3. Partes do microscópio 4. Tecido Epitelial O tecido epitelial é composto por células justapostas, que estão unidas por junções intercelulares. Suas células são poliédricas, assumindo algumas formas. No tecido epitelial a uma pequena presença de matriz extracelular e, além disso, ele é dividido em epitélio de revestimento (que reveste todo o corpo) e epitélio glandular (que produz as glândulas secretoras, glândula endócrina e exócrina). O tecido epitelial não possui vasos, sendo considerado avascular, e possui a presença de especializações de membrana. As funções do epitélio de revestimento são a proteção, filtração, absorção, secreção, excreção e recepção sensorial. Além disso, próximo a parte basal do epitélio existe uma fina lâmina de sustentação que é a lâmina basal, formada por glicoproteínas,que servem como filtro seletivo que permite quais tipos de moléculas podem passar do tecido conjuntivo para o epitelial. As células do tecido epitelial glandular produzem substâncias que são as secreções e podem ser utilizadas por outras partes do corpo ou eliminadas do organismo. As glândulas formadas por agrupamentos celulares podem ser classificadas em três tipos segundo o mecanismo pelo qual liberam suas secreções, sendo: endócrinas, exócrinas ou mistas, sendo que a última desempenha tanto função endócrina quanto exócrina, liberando suas secreções no sangue ou em cavidades). 5. Tecido Conjuntivo Os tecidos conjuntivos são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção da forma do corpo. Este papel mecânico é determinado por um conjunto de moléculas (matriz extracelular) que conecta as células e os órgãos, dando, desta maneira, suporte ao corpo. (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). O tecido conjuntivo é constituído de células e abundante matriz extracelular (substância fundamental amorfa e fibras proteicas). Funções: conectar tecidos, sustentação, preenchimento, absorção de impactos, resistência à tração, elasticidade, armazenamento de energia, defesa, coagulação sanguíneo, a cicatrização, transporte de gases e nutrientes. O tecido conjuntivo é dividido em tecido conjuntivo propriamente dito e tecido conjuntivo especial (adiposo, cartilaginoso, ósseo, hematopoiético e sanguíneo). O tecido conjuntivo propriamente dito é dividido entre frouxo e denso e o denso entre modelado e não modelado. A priori, para melhor didática, os tecidos ósseo e sanguíneo serão abordados separadamente, mas são tipos especializados do tecido conjuntivo. 5.1 Lâminas histológicas do tecido epitelial e conjuntivo Assunto: Tecido epitelial e conjuntivo Lâmina: Pele Objetiva: 10x / Coloração: HE Data: 26/09/2018 Assunto: Tecido epitelial e conjuntivo Lâmina: Pele Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 26/09/2018 Queratina Glândulas sebáceas – Ficam junto ao folículo piloso Tecido conjuntivo denso não modelado – Nesta região há presença de colágeno Folículo piloso Queratina Epiderme Tecido conjuntivo denso não modelado Queratinócitos Derme Epitélio de Transição: As células possuem um formato diferente, pois mudam seu formato e o epitélio muda de altura a depender do estado fisiológico do órgão. É estratificado, ou seja, formado por várias camadas de células. Luz da bexiga onde cai urina Epitélio de transição Tecido conjuntivo Assunto: Tecido epitelial de transição Lâmina: Bexiga Objetiva: 40x Data: 26/09/2018 Assunto: Tecido Conjuntivo Lâmina: Cartilagem hialina da traqueia Objetiva: 40x Data: 26/09/2018 Pericôndrio – Tecido conjuntivo denso fibroso, rico em colágeno. Condroblastos – Células mais achatadas que ficam mais próximas do pericôndrio. Condrócitos – Células inseridas nas lacunas (parte branca ao redor). Matriz extracelular cartilaginosa formada por cartilagem hialina Condrócitos – Os espaços em branco são as lacunas. Condroblastos – Células mais achatadas próximas ao pericôndrio. Pericôndrio Matriz elástica, pois é formada por fibras elásticas. Assunto: Tecido conjuntivo Lâmina: Orelha Objetiva: 10x / Coloração: HE Data: 26/09/2018 Assunto: Tecido conjuntivo Lâmina: Cartilagem elástica da orelha Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 26/09/2018 Fibras elásticas Pericôndrio Células caliciformes são originalmente colunares que assumem a morfologia permanente de um cálice, pela continua produção e acúmulo temporário de vesículas com secreção na região supra nuclear de seu citoplasma. Facilmente identificadas pelo seu núcleo basal e restante volume celular ocupado por grandes e redondos grânulos de muco. Parte do músculo Vilosidades (projeções de membrana). As vilosidades são as dobras dos intestinos e servem para poder ampliar a superfície de contato, aumentando sua eficiência para as trocas com a cavidade ou o meio extracelular. E também para poder ajudar em uma melhor absorção dos nutrientes. Vilosidades – Por dentro, presença de conjuntivo frouxo e por fora, o epitélio. Células caliciformes Lâmina: Intestino delgado Objetiva: 10x / Coloração: HE Data: 26/09/2018 Microvilovisades do Intestino Delgado Aumento: 40x A tireoide é uma glândula localizada na base do pescoço, logo abaixo da laringe. A principal função é produzir hormônios que controlam o metabolismo do organismo. Assunto: Epitélio glandular Lâmina: Tireoide Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 26/09/2018 Colóide 6. Tecido Ósseo O tecido ósseo é o componente principal do esqueleto, serve de suporte para os tecidos moles e protege órgãos vitais, como os contidos nas caixas craniana e torácica, bem como no canal raquidiano. Aloja e protege a medula óssea, formadora das células do sangue, proporciona apoio aos músculos esqueléticos, transformando suas contrações em movimentos úteis, e constitui um sistema de alavancas que amplia as forças geradas na contração muscular. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). É um tipo especializado de tecido conjuntivo formado por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea. As células são: os osteócitos, que se situam em cavidades ou lacunas no interior da matriz; os osteoblastos, que sintetizam a parte orgânica da matriz e localizam-se na sua periferia; e os osteoclastos, células gigantes, móveis e multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo, participando dos processos de remodelação dos ossos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). O tecido ósseo pode ser classificado em compacto e esponjoso; é do tipo compacto quando não apresenta lacunas visíveis a olho nu e esponjoso quando é possível a observação de cavidades. Tecidos ósseos imaturos ou também conhecidos como primários, possuem suas fibras colágenas dispostas de forma irregular sem orientação definida, nos adultos é encontrado próximo a sutura dos ósseos do crânio, alvéolos dentários e pontos de inserção dos tendões. Já o tecido ósseo secundário, ou lamelar, possui suas fibras colágenas organizadas em lamelas concêntricas. O Sistema de Havers é um cilindro longo, às vezes bifurcado, formado por 4 a 20 lamelas ósseas concêntricas. No centro desse cilindro ósseo existe um canal revestido de endósteo, o canal de Havers, que contém vasos e nervos. Os canais de Havers comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa de osso por meio de canais transversais ou oblíquos, os canais de Volkman. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). Lâmina: Osso compacto por desgaste Objetiva: 10x / Coloração desconhecida Data: 10/10/2018 Canal de Volkmann Canal de Havers Sistema de Havers Prolongamentos citoplasmáticos Osteócitos Lamelas Zoom no Sistema de Havers Os osteoblastos sintetizam as trabéculas ósseas, englobando alguns osteoblastos que se transformam em osteócitos. Como vários osteoblastos transformam-se quase simultaneamente, há confluência das traves ósseas formadas, conferindo ao osso um aspecto esponjoso. Entre as traves formam-se cavidades que são penetradas por vasos sanguíneos e células mesenquimatosas indiferenciadas, que darão origem à medulaóssea. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). Os osteócitos capturados dentro de lacunas estão começando a formar-se Canais de Havers primitivos. (GARTNER, Leslie.) Lâmina: Osso esponjoso Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 10/10/2018 Trabécula óssea Megacariócito Capilar sanguíneo Medula óssea Osteócito Osteoblastos Zoom nos osteócitos e osteoblastos Lâmina: Osso esponjoso Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 10/10/2018 Medula óssea Osteócitos Osteoclastos Células do tecido ósseo Osteoblastos: Células que sintetizam a parte orgânica (colágeno tipo 1, proteoglicanos e glicoproteínas) da matriz óssea. Dispõem-se sempre nas superfícies ósseas, lado a lado. São capazes de concentrar fosfato de cálcio, participando da mineralização da matriz. Uma vez aprisionado pela matriz recém- sintetizada, o osteoblasto passa a ser chamado de osteócito. Osteócitos: Células encontradas no interior da matriz óssea, ocupando as lacunas. Cada lacuna contém apenas um osteócito, que estabelece, através de prolongamentos, contatos com outros osteócitos, podendo passar pequenas moléculas e íons. Sua morte é seguida por reabsorção da matriz. Osteoclastos: Células móveis, gigantes, multinucleadas e extensamente ramificadas. Frequentemente, nas áreas de reabsorção de tecido ósseo encontram-se porções depressões da matriz escavadas pela atividade dos osteoclastos. A ossificação endocondral forma ossos curtos e longos. É uma modificação da cartilagem hialina que termina com a morte dos condrócitos e a invasão das células osteogênicas (células que atuam na formação óssea) e a diferenciação destas em osteoblastos nas cavidades que antes eram ocupadas pelos condrócitos, para deposição de matriz óssea e formação de tecido ósseo onde inicialmente havia tecido cartilaginoso. Lâmina: Ossificação endocondral Objetiva: 4x / Coloração: HE Data: 10/10/2018 7. Tecido Sanguíneo O sangue é um tecido conjuntivo especializado, formado pelos glóbulos sanguíneos e pelo plasma, parte líquida, na qual os primeiros estão suspensos. Os glóbulos sanguíneos são os eritrócitos, hemácias ou glóbulos vermelhos, as plaquetas (fragmentos do citoplasma dos megacariócitos da medula óssea) e diversos tipos de leucócitos ou glóbulos brancos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). O exame ao microscópio óptico das células do sangue circulante é realizado fazendo um esfregaço de uma gota de sangue sobre uma lâmina histológica, secando esta preparação ao ar e corando-a com misturas de corantes destinadas especificamente para demonstrar características típicas destas células. GARTNNER, Leslie P.) Acervo disponível em Histologia Básica, 12ªed.; São Paulo, 2013. Acesso em 20/10/2018 Os eritrócitos ou hemácias são anucleados e contêm grande quantidade de hemoglobina, una proteína transportadora de O2 e CO2. Durante a maturação na medula óssea, o eritrócito perde o núcleo e as outras organelas, não podendo renovar suas moléculas. Ao fim de 120 dias (em média) as enzimas já estão em nível crítico e o corpúsculo é digerido pelos macrófagos, principalmente no baço. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). Os neutrófilos, ou leucócitos polimorfonucleares, são células arredondadas com núcleos formados por dois a cinco lóbulos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). Os linfócitos são responsáveis pela defesa imunológica do organismo. Essas células reconhecem moléculas estranhas existentes em diferentes agentes infecciosos, combatendo-as por meio de resposta humoral (produção de imunoglobulinas) e resposta citotóxica mediada por células. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). Os monócitos são os maiores leucócitos circulantes, com o núcleo ovoide, geralmente excêntrico. As plaquetas são corpúsculos anucleados, derivados dos megacariócitos. Promovem a coagulação do sangue e auxiliam a reparação da parede dos vasos sanguíneos, evitando a perda de sangue. (JUNQUEIRA E CARNEIRO). Lâmina: Esfregaço sanguíneo Objetiva: 10x / Coloração: Giemsa Data: 17/10/2018 Linfócito Neutrófilo Hemácias Plaquetas Monócito Neutrófilo 8. Tecido Muscular O tecido muscular é constituído por células alongadas, que contêm grande quantidade de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis, as quais, por sua vez, geram as forças necessárias para a contração desse tecido, utilizando a energia contida nas moléculas de ATP. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). Distinguem-se três tipos de tecido muscular: o músculo estriado esquelético, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso, sendo que: • O músculo estriado esquelético é formado por feixes de células cilíndricas muito longas e multinucleadas, que apresentam estrias transversais. Essas células, ou fibras, têm contração rápida e vigorosa e estão sujeitas ao controle voluntário. • O músculo estriado cardíaco, cujas células também apresentam estrias transversais, é formado por células alongadas e ramificadas, que se unem por meio dos discos intercalares, estruturas encontradas exclusivamente no músculo cardíaco. A contração das células musculares cardíacas é involuntária, vigorosa e rítmica. • O músculo liso é formado por aglomerados de células fusiformes que não têm estrias transversais. No músculo liso, o processo de contração é lento e não está sujeito ao controle voluntário. Acervo disponível em Histologia Básica, 12ªed.; São Paulo, 2013. Acesso em 21/11/2018 Zoom nas papilas Lâmina: Visão geral das papilas da língua Objetiva: 4x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Papilas filiformes – são pontudas. Papilas fungiformes – lembram cogumelos. Músculo Lâmina: Papilas Filiformes Objetiva: 10x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Lâmina: Papilas Fungiformes Objetiva: 10x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Assunto: Músculo estriado esquelético Lâmina: Musculatura da língua (corte transversal e longitudinal) Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Assunto: Musculatura lisa dos vasos Lâmina: Pata de um animal Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 9. Tecido Nervoso O tecido nervoso é distribuído pelo organismo, interligando-se e formando uma rede de comunicações, que constitui o sistema nervoso. Anatomicamente, este sistema é dividido em: Sistema Nervoso Central (SNC), formado pelo encéfalo, constituintes neurais do sistema fotorreceptor e medula espinal, e Sistema Nervoso Periférico (SNP), formado pelos nervos e por pequenos agregados de células nervosas denominados gânglios nervosos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). O tecido nervoso apresenta dois componentes principais: os neurônios, células geralmente com longos prolongamentos, e vários tipos de células da glia ou neuróglia, que sustentam os neurônios e participam de outras funções importantes. No SNC há uma segregação entre os corpos celulares dos neurônios e os seus prolongamentos. Isso faz com que sejam reconhecidas no encéfalo e na medula espinal duas porções distintas, denominadas substância branca e substância cinzenta. A substância cinzenta é formada principalmente por corpos celulares dos neurônios e células da glia. A substância branca não contém corpos celulares de neurônios, sendo constituída por prolongamentos de neurônios e por células da glia. Seu nome origina-se da grande quantidade de um material esbranquiçado denominado mielina, que envolve determinados prolongamentosdos neurônios (axônios). Imagem: Identificação da substância cinzenta e substância branca na medula espinhal. As três coberturas de tecido conjuntivo do encéfalo e da medula espinhal constituem as meninges. Elas são formadas por uma camada mais externa denominada dura- máter, a camada intermediária é a aracnóide, e a camada mais interna das meninges é a pia-máter. (GARTNER, Leslie.). Os neurônios são formados pelo corpo celular, que contém o núcleo e do qual partem prolongamentos (axônios e dendritos). Em geral, o volume total dos prolongamentos de um neurônio é maior do que o volume do corpo celular. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). Lâmina: Medula espinhal (Visão geral) Objetiva: 4x / Coloração: Prata Data: 21/11/2018 Substância cinzenta Substância branca Meninges Canal Ependimário Lâmina: Substância cinzenta da medula espinhal Objetiva: 40x / Coloração: Prata Data: 21/11/2018 Corpo celular do neurônio Núcleo do neurônio Prolongamento do neurônio 10. Tecidos e órgãos Designa-se por tecido um conjunto de células relacionadas entre si. Embora as células de um tecido não sejam idênticas, trabalham em conjunto para desenvolver funções específicas. Quando se analisa ao microscópio uma amostra de tecido (biópsia), podem se observar diversos tipos de células, ainda que o objetivo da observação seja de um tipo específico. Os órgãos desempenham as funções do corpo humano. Cada órgão é provido de uma estrutura diferente capaz de desenvolver funções específicas, como o coração, os pulmões, o fígado, os olhos e o estômago. Um órgão é constituído por diversos tipos de tecidos e, por conseguinte, diversos tipos de células. Por exemplo, o coração é formado por tecido muscular que, ao contrair-se, desencadeia a circulação do sangue; da mesma forma, é constituído por tecido fibroso que forma as válvulas e por células especiais que controlam a frequência e o ritmo cardíacos. Outro exemplo é o olho que contém células musculares que abrem e contraem a pupila, células transparentes que constituem o cristalino e a córnea, células que produzem o líquido dentro do olho, células fotossensíveis, e células nervosas que conduzem os impulsos ao cérebro. Folículo ovariano é o conjunto do ovócito e das células que o envolvem. Os folículos se localizam no tecido conjuntivo (e stroma) da região cortical. A parte mais interna do ovário é a região medular, que contém tecido conjuntivo frouxo com um rico leito vascular. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). O ovócito do folículo primordial é uma célula esférica com aproximadamente 25 µ.m de diâmetro, com um grande núcleo esférico e um nucléolo bastante evidente. O folículo primário compreende ás modificações do ovócito, das células foliculares e dos fibroblastos do estroma conjuntivo que envolve os folículos na maturação. Assunto: Sistema Reprodutor Lâmina: Ovário Objetiva: 4x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Região medular Vaso sanguíneo Folículos Região cortical Assunto: Sistema Reprodutor Lâmina: Ovário Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Folículos primordiais Folículo primário Ovócito primário Á medida que os folículos crescem, ocupam as áreas mais profundas da região cortical. O líquido chamado líquido folicular começa a se acumular entre as células foliculares. Os pequenos espaços que contêm esse fluido se unem e as células da granulosa gradativamente se reorganizam, formando uma grande cavidade, o antro folicular. Esses folículos são chamados folículos secundários. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013) Assunto: Sistema Reprodutor Lâmina: Ovário Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Antro folicular Folículo secundário Ovócito Assunto: Germe dentário Lâmina: Face de um embrião Objetiva: 4x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Músculo Germe dentário Polpa dentária – Formada por Tecido conjuntivo frouxo e odontoblastos na sua periferia. Dentina Ligamento periodontal Osso alveolar Assunto: Sistema Respiratório Lâmina: Pulmão Objetiva: 10x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 Assunto: Sistema Digestório Lâmina: Fígado Objetiva: 40x / Coloração: HE Data: 21/11/2018 11. Referências JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa; CARNEIRO, Jose. Histologia Básica. 12ª ed.; São Paulo; Editora Guanabara Koogan, 2013. GARTNER, Leslie. Tratado de Histologia em Cores. 3ª ed.; São Paulo; Editora Guanabara Koogan, 2007.