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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA 
DEPARTAMENTO DE SAÚDE 
CURSO: ODONTOLOGIA 
 
 
MANUELA LÔBO LOPES DA SILVA 
RAMILLY SANTOS SILVA 
 
 
 
 
 
PORTFÓLIO ILUSTRADO DE HISTOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
FEIRA DE SANTANA 
2018 
 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA 
DEPARTAMENTO DE SAÚDE 
CURSO: ODONTOLOGIA 
 
 
MANUELA LÔBO LOPES DA SILVA 
RAMILLY SANTOS SILVA 
 
 
PORTFÓLIO ILUSTRADO DE HISTOLOGIA 
 
 
 
Trabalho apresentado ao curso de Odontologia 
como requisito de avaliação na componente 
curricular BIO256 Anatomia, Histologia e 
Embriologia. 
 
 
Orientadora: Prof.ª Lídia Pereira 
 
 
Feira de Santana 
2018 
Sumário 
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 3 
 2. PREPARAÇÃO DOS TECIDOS ................................................................. 4 
3. PARTES DO MICROSCÓPIO ..................................................................... 5 
4. TECIDO EPITELIAL .................................................................................... 6 
5. TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................... 7 
 5.1 LÂMINAS DO TECIDO EPITELIAL E CONJUNTIVO ............................... 8 
6. TECIDO ÓSSEO ..........................................................................................13 
7. TECIDO SANGUÍNEO .................................................................................18 
8. TECIDO MUSCULAR ...................................................................................20 
9. TECIDO NERVOSO .....................................................................................23 
10. TECIDOS E ÓRGÃOS ...............................................................................25 
11. REFERÊNCIAS ..........................................................................................29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Introdução 
 O uso do portfólio vem sendo apontado como uma das mais recentes contribuições 
facilitadoras para uma avaliação formativa e somativa eficaz, sendo considerado pela 
Association for Supervision and Curriculum como um dos três melhores métodos de 
ensino-aprendizagem (ALVES, 2003; CENTRA, 1994). 
 O portfólio baseia-se no detalhamento documentado dos conhecimentos adquiridos 
pelos envolvidos e, além de selecionar e ordenar evidências de aprendizagem do 
aluno, possibilita identificar questões relacionadas ao modo como os estudantes e os 
educadores refletem sobre os reais objetivos de sua aprendizagem, quais foram 
cumpridos e quais não foram alcançados (SELDIN, 1997) 
 
Baseando-se no conteúdo programático abordado na componente curricular BIO256 - 
Estudos Integrados II do Curso de Odontologia da UEFS e com o avanço das aulas 
práticas e teóricas de Histologia, ministradas pela professora Lídia Ribeiro, foi solicitado 
pela docente a confecção de um portfólio histológico para facilitar o aprendizado e aplicá-
lo como requisito de avaliação da componente curricular, tendo como temática “Portfólio 
Ilustrado de Histologia” 
Referenciando a tema abordado, a Histologia Animal é a ciência que estuda os tecidos 
biológicos dos animais, desde a sua formação (origem), estrutura (tipos diferenciados de 
células) e funcionamento. 
 
Apesar da sua grande complexidade, o organismo animal é constituído por apenas 
quatro tipos básicos de tecidos: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Essa 
classificação leva em conta principalmente critérios da estrutura, das funções e da 
origem embriológica desses tecidos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). 
Os tecidos são constituídos por células e por matriz extracelular (MEC). Cada um dos 
tecidos é formado por vários tipos de células características e por arranjos 
característicos da matriz extracelular. Essas associações entre células e MEC são, 
geralmente, muito peculiares e facilitam que os estudantes reconheçam os muitos 
subtipos de tecidos. (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Preparação dos tecidos 
 
Várias técnicas foram desenvolvidas para preparar os tecidos a serem estudados para 
manterem um aspecto muito próximo de seu estado natural vivo. As etapas envolvidas 
são fixação, desidratação e diafanização, inclusão em um meio apropriado, 
microtomia, corte em fatias finas que permita a visualização por transiluminação, 
montagem em uma superfície que facilite o seu manuseio, e coloração de modo a 
possibilitar a diferenciação dos vários componentes teciduais e celulares. 
 
• Fixação: Tratamento do tecido com agentes químicos que retardam as alterações 
do tecido subsequentes à morte (ou após sua remoção do corpo) e também 
mantêm sua arquitetura normal. Os agentes fixadores mais comuns usados em 
microscopia óptica são o formol e o líquido de Bouin. 
• Desidratação e diafanização: Como uma grande fração dos tecidos é composta 
por água, é usada uma série de banhos de álcool em concentrações crescentes, 
começando com álcool 50% e subindo gradualmente até chegar a 100%, a fim de 
remover a água (desidratação). Os tecidos são, então, tratados com xilol, um 
produto químico miscível com parafina fundida. Este processo é denominado 
diafanização, pois os tecidos tornam-se transparentes no xilol. 
• Inclusão: A fim de distinguir as células de um tecido da matriz extracelular, o 
histologista precisa incluir os tecidos em um meio apropriado e cortá-los em cortes 
finos. Para a microscopia óptica, o meio de inclusão usual é a parafina. 
• Microtomia: Essa etapa tem a finalidade de cortar tecidos induídos em parafina 
ou resina. Esta tarefa é efetuada usando um micrótomo, uma máquina equipada 
com uma lâmina e um braço que avança o bloco de tecido em incrementos 
específicos. Além disso, também pode ser efetuada em espécimes congelados, 
seja em nitrogênio líquido seja por congelamento rápido no braço de um criostato. 
• Montagem e coloração: Os cortes de parafina são montados (colocados) em 
lâminas de vidro e corados com corantes, possibilitando a diferenciação dos 
vários componentes celulares. Para a microscopia óptica convencional, os cortes 
são cortados com uma lâmina de aço inoxidável e montados em lâminas de vidro 
revestidas com um adesivo, por isso, a parafina precisa primeiro ser removida do 
corte, depois o tecido é reidratado e corado. Após a coloração, o corte é 
novamente desidratado para possibilitar que uma lamínula seja afixada de modo 
permanente usando um meio de montagem adequado. A lamínula não somente 
protege o tecido de danos como é necessária para a observação do corte ao 
microscópio. 
 
 
 
 
 
 
3. Partes do microscópio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Tecido Epitelial 
 
 
 O tecido epitelial é composto por células 
justapostas, que estão unidas por junções 
intercelulares. Suas células são poliédricas, 
assumindo algumas formas. No tecido 
epitelial a uma pequena presença de matriz 
extracelular e, além disso, ele é dividido em 
epitélio de revestimento (que reveste todo o 
corpo) e epitélio glandular (que produz as 
glândulas secretoras, glândula endócrina e 
exócrina). 
O tecido epitelial não possui vasos, sendo 
considerado avascular, e possui a presença 
de especializações de membrana. 
 
 As funções do epitélio de revestimento são a proteção, filtração, absorção, secreção, 
excreção e recepção sensorial. Além disso, próximo a parte basal do epitélio existe uma 
fina lâmina de sustentação que é a lâmina basal, formada por glicoproteínas,que servem 
como filtro seletivo que permite quais tipos de moléculas podem passar do tecido 
conjuntivo para o epitelial. 
 
 As células do tecido epitelial glandular produzem substâncias que são as secreções 
e podem ser utilizadas por outras partes do corpo ou eliminadas do organismo. 
 
 As glândulas formadas por agrupamentos 
celulares podem ser classificadas em três 
tipos segundo o mecanismo pelo qual liberam 
suas secreções, sendo: endócrinas, exócrinas 
ou mistas, sendo que a última desempenha 
tanto função endócrina quanto exócrina, 
liberando suas secreções no sangue ou em 
cavidades). 
 
 
 
 
 
 
5. Tecido Conjuntivo 
 Os tecidos conjuntivos são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção da 
forma do corpo. Este papel mecânico é determinado por um conjunto de moléculas 
(matriz extracelular) que conecta as células e os órgãos, dando, desta maneira, suporte 
ao corpo. (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013). 
 
 O tecido conjuntivo é constituído de células e abundante matriz extracelular 
(substância fundamental amorfa e fibras proteicas). 
 Funções: conectar tecidos, sustentação, preenchimento, absorção de impactos, 
resistência à tração, elasticidade, armazenamento de energia, defesa, coagulação 
sanguíneo, a cicatrização, transporte de gases e nutrientes. 
 O tecido conjuntivo é dividido em tecido conjuntivo propriamente dito e tecido 
conjuntivo especial (adiposo, cartilaginoso, ósseo, hematopoiético e sanguíneo). 
 O tecido conjuntivo propriamente dito é dividido entre frouxo e denso e o denso entre 
modelado e não modelado. 
 A priori, para melhor didática, os tecidos ósseo e sanguíneo serão abordados 
separadamente, mas são tipos especializados do tecido conjuntivo. 
 
 
 
 
 
5.1 Lâminas histológicas do tecido epitelial e conjuntivo 
 
 
 
 
Assunto: Tecido epitelial e conjuntivo 
Lâmina: Pele 
Objetiva: 10x / Coloração: HE 
Data: 26/09/2018 
 
Assunto: Tecido epitelial e conjuntivo 
Lâmina: Pele 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 26/09/2018 
 
Queratina 
Glândulas sebáceas – Ficam 
junto ao folículo piloso 
 
Tecido conjuntivo denso não 
modelado – Nesta região há 
presença de colágeno 
 
Folículo piloso 
 
Queratina 
Epiderme 
Tecido conjuntivo denso 
não modelado 
Queratinócitos 
Derme 
 
 
Epitélio de Transição: As células possuem um formato diferente, pois mudam seu 
formato e o epitélio muda de altura a depender do estado fisiológico do órgão. É 
estratificado, ou seja, formado por várias camadas de células. 
 
 
 
Luz da bexiga onde cai urina 
 
Epitélio de transição 
Tecido conjuntivo 
 
Assunto: Tecido epitelial de transição 
Lâmina: Bexiga 
Objetiva: 40x 
Data: 26/09/2018 
 
Assunto: Tecido Conjuntivo 
Lâmina: Cartilagem hialina da traqueia 
Objetiva: 40x 
Data: 26/09/2018 
 
Pericôndrio – Tecido 
conjuntivo denso fibroso, 
rico em colágeno. 
 
Condroblastos – Células mais 
achatadas que ficam mais 
próximas do pericôndrio. 
 
Condrócitos – Células 
inseridas nas lacunas 
(parte branca ao redor). 
 
Matriz extracelular 
cartilaginosa formada 
por cartilagem hialina 
 
 
 
 
 
Condrócitos – Os espaços 
em branco são as lacunas. 
Condroblastos – Células 
mais achatadas próximas 
ao pericôndrio. 
Pericôndrio 
Matriz elástica, pois é 
formada por fibras elásticas. 
Assunto: Tecido conjuntivo 
Lâmina: Orelha 
Objetiva: 10x / Coloração: HE 
Data: 26/09/2018 
Assunto: Tecido conjuntivo 
Lâmina: Cartilagem elástica da orelha 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 26/09/2018 
 
 
Fibras elásticas 
Pericôndrio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Células caliciformes são originalmente colunares que assumem a morfologia 
permanente de um cálice, pela continua produção e acúmulo temporário de vesículas 
com secreção na região supra nuclear de seu citoplasma. 
Facilmente identificadas pelo seu núcleo basal e restante volume celular ocupado por 
grandes e redondos grânulos de muco. 
Parte do músculo 
Vilosidades (projeções de 
membrana). 
 As vilosidades são as dobras dos intestinos 
e servem para poder ampliar a superfície de 
contato, aumentando sua eficiência para as 
trocas com a cavidade ou o meio extracelular. 
E também para poder ajudar em uma melhor 
absorção dos nutrientes. 
Vilosidades – Por dentro, 
presença de conjuntivo frouxo 
e por fora, o epitélio. 
Células caliciformes 
Lâmina: Intestino delgado 
Objetiva: 10x / Coloração: HE 
Data: 26/09/2018 
 
Microvilovisades do Intestino Delgado 
Aumento: 40x 
 
 
 
 
 
 A tireoide é uma glândula localizada na base do pescoço, logo abaixo da laringe. A principal função é 
produzir hormônios que controlam o metabolismo do organismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assunto: Epitélio glandular 
Lâmina: Tireoide 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 26/09/2018 
 
Colóide 
6. Tecido Ósseo 
 
 O tecido ósseo é o componente principal do esqueleto, serve de suporte para os 
tecidos moles e protege órgãos vitais, como os contidos nas caixas craniana e torácica, 
bem como no canal raquidiano. Aloja e protege a medula óssea, formadora das células 
do sangue, proporciona apoio aos músculos esqueléticos, transformando suas 
contrações em movimentos úteis, e constitui um sistema de alavancas que amplia as 
forças geradas na contração muscular. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). 
 É um tipo especializado de tecido conjuntivo formado por células e material 
extracelular calcificado, a matriz óssea. As células são: os osteócitos, que se situam 
em cavidades ou lacunas no interior da matriz; os osteoblastos, que sintetizam a parte 
orgânica da matriz e localizam-se na sua periferia; e os osteoclastos, células gigantes, 
móveis e multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo, participando dos processos 
de remodelação dos ossos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). 
 
 
 
 
 
 
 O tecido ósseo pode ser classificado em compacto 
e esponjoso; é do tipo compacto quando não apresenta 
lacunas visíveis a olho nu e esponjoso quando é possível 
a observação de cavidades. Tecidos ósseos imaturos ou 
também conhecidos como primários, possuem suas fibras 
colágenas dispostas de forma irregular sem orientação 
definida, nos adultos é encontrado próximo a sutura dos 
ósseos do crânio, alvéolos dentários e pontos de inserção 
dos tendões. Já o tecido ósseo secundário, ou lamelar, 
possui suas fibras colágenas organizadas em lamelas 
concêntricas. 
 
 
 
 
 
 
 
 O Sistema de Havers é um cilindro longo, às vezes bifurcado, formado por 4 a 20 
lamelas ósseas concêntricas. No centro desse cilindro ósseo existe um canal revestido 
de endósteo, o canal de Havers, que contém vasos e nervos. Os canais de Havers 
comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa de osso 
por meio de canais transversais ou oblíquos, os canais de Volkman. (JUNQUEIRA & 
CARNEIRO). 
Lâmina: Osso compacto por desgaste 
Objetiva: 10x / Coloração desconhecida 
Data: 10/10/2018 
Canal de Volkmann 
Canal de Havers 
Sistema de Havers 
Prolongamentos 
citoplasmáticos 
Osteócitos 
Lamelas 
Zoom no Sistema de 
Havers 
 
 
 
 
 Os osteoblastos sintetizam as trabéculas ósseas, englobando alguns osteoblastos 
que se transformam em osteócitos. Como vários osteoblastos transformam-se quase 
simultaneamente, há confluência das traves ósseas formadas, conferindo ao osso um 
aspecto esponjoso. Entre as traves formam-se cavidades que são penetradas por 
vasos sanguíneos e células mesenquimatosas indiferenciadas, que darão origem à 
medulaóssea. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). 
 
 Os osteócitos capturados dentro de lacunas estão começando a formar-se Canais de Havers 
primitivos. (GARTNER, Leslie.) 
 
 
Lâmina: Osso esponjoso 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 10/10/2018 
Trabécula óssea 
Megacariócito 
Capilar sanguíneo 
Medula óssea 
Osteócito 
Osteoblastos 
Zoom nos osteócitos e osteoblastos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lâmina: Osso esponjoso 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 10/10/2018 
 
Medula óssea 
Osteócitos 
Osteoclastos 
Células do tecido ósseo 
 
 Osteoblastos: Células que sintetizam a parte orgânica (colágeno tipo 
1, proteoglicanos e glicoproteínas) da matriz óssea. Dispõem-se 
sempre nas superfícies ósseas, lado a lado. 
São capazes de concentrar fosfato de cálcio, participando da 
mineralização da matriz. Uma vez aprisionado pela matriz recém-
sintetizada, o osteoblasto passa a ser chamado de osteócito. 
 
 Osteócitos: Células encontradas no interior da matriz óssea, 
ocupando as lacunas. Cada lacuna contém apenas um osteócito, que 
estabelece, através de prolongamentos, contatos com outros 
osteócitos, podendo passar pequenas moléculas e íons. Sua morte é 
seguida por reabsorção da matriz. 
 
 Osteoclastos: Células móveis, gigantes, multinucleadas e 
extensamente ramificadas. Frequentemente, nas áreas de reabsorção 
de tecido ósseo encontram-se porções depressões da matriz 
escavadas pela atividade dos osteoclastos. 
 
 
 
A ossificação endocondral forma ossos curtos e longos. É uma modificação da cartilagem 
hialina que termina com a morte dos condrócitos e a invasão das células osteogênicas 
(células que atuam na formação óssea) e a diferenciação destas em osteoblastos nas 
cavidades que antes eram ocupadas pelos condrócitos, para deposição de matriz óssea 
e formação de tecido ósseo onde inicialmente havia tecido cartilaginoso. 
 
 
Lâmina: Ossificação endocondral 
Objetiva: 4x / Coloração: HE 
Data: 10/10/2018 
 
7. Tecido Sanguíneo 
 
 O sangue é um tecido conjuntivo especializado, formado pelos glóbulos sanguíneos 
e pelo plasma, parte líquida, na qual os primeiros estão suspensos. Os glóbulos 
sanguíneos são os eritrócitos, hemácias ou glóbulos vermelhos, as plaquetas 
(fragmentos do citoplasma dos megacariócitos da medula óssea) e diversos tipos de 
leucócitos ou glóbulos brancos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). 
 O exame ao microscópio óptico das células do sangue circulante é realizado fazendo 
um esfregaço de uma gota de sangue sobre uma lâmina histológica, secando esta 
preparação ao ar e corando-a com misturas de corantes destinadas especificamente 
para demonstrar características típicas destas células. GARTNNER, Leslie P.) 
 
 
 
 
Acervo disponível em Histologia Básica, 12ªed.; São Paulo, 2013. Acesso em 20/10/2018 
 
 
 
 
 
 
 Os eritrócitos ou hemácias são anucleados e contêm grande quantidade de 
hemoglobina, una proteína transportadora de O2 e CO2. Durante a maturação na 
medula óssea, o eritrócito perde o núcleo e as outras organelas, não podendo renovar 
suas moléculas. Ao fim de 120 dias (em média) as enzimas já estão em nível crítico e 
o corpúsculo é digerido pelos macrófagos, principalmente no baço. (JUNQUEIRA & 
CARNEIRO). 
 Os neutrófilos, ou leucócitos polimorfonucleares, são células arredondadas com 
núcleos formados por dois a cinco lóbulos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). 
 Os linfócitos são responsáveis pela defesa imunológica do organismo. Essas células 
reconhecem moléculas estranhas existentes em diferentes agentes infecciosos, 
combatendo-as por meio de resposta humoral (produção de imunoglobulinas) e 
resposta citotóxica mediada por células. (JUNQUEIRA & CARNEIRO). 
 Os monócitos são os maiores leucócitos circulantes, com o núcleo ovoide, geralmente 
excêntrico. 
 As plaquetas são corpúsculos anucleados, derivados dos megacariócitos. Promovem 
a coagulação do sangue e auxiliam a reparação da parede dos vasos sanguíneos, 
evitando a perda de sangue. (JUNQUEIRA E CARNEIRO). 
 
Lâmina: Esfregaço sanguíneo 
Objetiva: 10x / Coloração: Giemsa 
Data: 17/10/2018 
 
Linfócito 
Neutrófilo 
Hemácias 
Plaquetas 
Monócito 
Neutrófilo 
8. Tecido Muscular 
 
 O tecido muscular é constituído por células alongadas, que contêm grande quantidade 
de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis, as quais, por sua vez, geram as 
forças necessárias para a contração desse tecido, utilizando a energia contida nas 
moléculas de ATP. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). 
 
 
 Distinguem-se três tipos de tecido muscular: o músculo estriado esquelético, o músculo 
estriado cardíaco e o músculo liso, sendo que: 
 
• O músculo estriado esquelético é formado por feixes de células cilíndricas muito longas 
e multinucleadas, que apresentam estrias transversais. Essas células, ou fibras, têm 
contração rápida e vigorosa e estão sujeitas ao controle voluntário. 
 
• O músculo estriado cardíaco, cujas células também apresentam estrias transversais, é 
formado por células alongadas e ramificadas, que se unem por meio dos discos 
intercalares, estruturas encontradas exclusivamente no músculo cardíaco. A contração 
das células musculares cardíacas é involuntária, vigorosa e rítmica. 
 
• O músculo liso é formado por aglomerados de células fusiformes que não têm estrias 
transversais. No músculo liso, o processo de contração é lento e não está sujeito ao 
controle voluntário. 
 
 
 
Acervo disponível em Histologia Básica, 12ªed.; São Paulo, 2013. Acesso em 21/11/2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Zoom nas papilas 
 
 
 
Lâmina: Visão geral das papilas da língua 
Objetiva: 4x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Papilas filiformes – são 
pontudas. 
Papilas fungiformes – 
lembram cogumelos. 
 
Músculo 
Lâmina: Papilas Filiformes 
Objetiva: 10x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Lâmina: Papilas Fungiformes 
Objetiva: 10x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
 
 
 
 
 
Assunto: Músculo estriado esquelético 
Lâmina: Musculatura da língua (corte transversal e longitudinal) 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Assunto: Musculatura lisa dos vasos 
Lâmina: Pata de um animal 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
9. Tecido Nervoso 
 
 O tecido nervoso é distribuído pelo organismo, interligando-se e formando uma rede 
de comunicações, que constitui o sistema nervoso. Anatomicamente, este sistema é 
dividido em: Sistema Nervoso Central (SNC), formado pelo encéfalo, constituintes 
neurais do sistema fotorreceptor e medula espinal, e Sistema Nervoso Periférico (SNP), 
formado pelos nervos e por pequenos agregados de células nervosas denominados 
gânglios nervosos. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). 
 
 O tecido nervoso apresenta dois componentes principais: os neurônios, células 
geralmente com longos prolongamentos, e vários tipos de células da glia ou neuróglia, 
que sustentam os neurônios e participam de outras funções importantes. No SNC há 
uma segregação entre os corpos celulares dos neurônios e os seus prolongamentos. 
Isso faz com que sejam reconhecidas no encéfalo e na medula espinal duas porções 
distintas, denominadas substância branca e substância cinzenta. 
 A substância cinzenta é formada principalmente por corpos celulares dos neurônios e 
células da glia. A substância branca não contém corpos celulares de neurônios, sendo 
constituída por prolongamentos de neurônios e por células da glia. Seu nome origina-se 
da grande quantidade de um material esbranquiçado denominado mielina, que envolve 
determinados prolongamentosdos neurônios (axônios). 
 
 
 
 
Imagem: Identificação da substância cinzenta e 
 substância branca na medula espinhal. 
 
 
 
 
 
 
 
As três coberturas de tecido conjuntivo do encéfalo e da medula espinhal constituem 
as meninges. Elas são formadas por uma camada mais externa denominada dura-
máter, a camada intermediária é a aracnóide, e a camada mais interna das meninges 
é a pia-máter. (GARTNER, Leslie.). 
 
 
 
 
Os neurônios são formados pelo corpo celular, que contém o núcleo e do qual partem 
prolongamentos (axônios e dendritos). Em geral, o volume total dos prolongamentos 
de um neurônio é maior do que o volume do corpo celular. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 
2013). 
Lâmina: Medula espinhal (Visão geral) 
Objetiva: 4x / Coloração: Prata 
Data: 21/11/2018 
 
Substância cinzenta 
Substância branca 
Meninges 
Canal Ependimário 
Lâmina: Substância cinzenta da medula espinhal 
Objetiva: 40x / Coloração: Prata 
Data: 21/11/2018 
 
Corpo celular do neurônio 
Núcleo do neurônio 
Prolongamento do neurônio 
10. Tecidos e órgãos 
 Designa-se por tecido um conjunto de células relacionadas entre si. Embora as células 
de um tecido não sejam idênticas, trabalham em conjunto para desenvolver funções 
específicas. Quando se analisa ao microscópio uma amostra de tecido (biópsia), podem 
se observar diversos tipos de células, ainda que o objetivo da observação seja de um 
tipo específico. 
 Os órgãos desempenham as funções do corpo humano. Cada órgão é provido de uma 
estrutura diferente capaz de desenvolver funções específicas, como o coração, os 
pulmões, o fígado, os olhos e o estômago. Um órgão é constituído por diversos tipos de 
tecidos e, por conseguinte, diversos tipos de células. Por exemplo, o coração é formado 
por tecido muscular que, ao contrair-se, desencadeia a circulação do sangue; da mesma 
forma, é constituído por tecido fibroso que forma as válvulas e por células especiais que 
controlam a frequência e o ritmo cardíacos. Outro exemplo é o olho que contém células 
musculares que abrem e contraem a pupila, células transparentes que constituem o 
cristalino e a córnea, células que produzem o líquido dentro do olho, células 
fotossensíveis, e células nervosas que conduzem os impulsos ao cérebro. 
 
 
 
 
 
 
 
 Folículo ovariano é o conjunto do ovócito e das células que o envolvem. Os folículos 
se localizam no tecido conjuntivo (e stroma) da região cortical. A parte mais interna 
do ovário é a região medular, que contém tecido conjuntivo frouxo com um rico leito 
vascular. (JUNQUEIRA & CARNEIRO, 2013). 
 
 
 
O ovócito do folículo primordial é uma célula esférica com aproximadamente 25 µ.m 
de diâmetro, com um grande núcleo esférico e um nucléolo bastante evidente. O 
folículo primário compreende ás modificações do ovócito, das células foliculares e 
dos fibroblastos do estroma conjuntivo que envolve os folículos na maturação. 
Assunto: Sistema Reprodutor 
Lâmina: Ovário 
Objetiva: 4x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Região medular 
Vaso sanguíneo 
Folículos 
Região cortical 
Assunto: Sistema Reprodutor 
Lâmina: Ovário 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Folículos primordiais 
Folículo primário 
Ovócito primário 
 
 
 
 Á medida que os folículos crescem, ocupam as áreas mais profundas da região 
cortical. O líquido chamado líquido folicular começa a se acumular entre as células 
foliculares. Os pequenos espaços que contêm esse fluido se unem e as células da 
granulosa gradativamente se reorganizam, formando uma grande cavidade, o antro 
folicular. Esses folículos são chamados folículos secundários. (JUNQUEIRA & 
CARNEIRO, 2013) 
 
Assunto: Sistema Reprodutor 
Lâmina: Ovário 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Antro folicular 
Folículo secundário 
Ovócito 
Assunto: Germe dentário 
Lâmina: Face de um embrião 
Objetiva: 4x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Músculo 
Germe dentário 
Polpa dentária – Formada por 
Tecido conjuntivo frouxo e 
odontoblastos na sua 
periferia. 
Dentina 
Ligamento periodontal 
Osso alveolar 
 
 
 
Assunto: Sistema Respiratório 
Lâmina: Pulmão 
Objetiva: 10x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
Assunto: Sistema Digestório 
Lâmina: Fígado 
Objetiva: 40x / Coloração: HE 
Data: 21/11/2018 
 
11. Referências 
 
 
JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa; CARNEIRO, Jose. Histologia Básica. 12ª ed.; São 
Paulo; Editora Guanabara Koogan, 2013. 
GARTNER, Leslie. Tratado de Histologia em Cores. 3ª ed.; São Paulo; Editora 
Guanabara Koogan, 2007.

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