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1 UNIVERSIDADE PAULISTA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CAMPUS PARAISO Um estudo sobre a aplicação de conceitos da escola clássica de administração na empresa/organização “JM Comércio e Lapidação de Pedras Preciosas Ltda.” EDERSON FERNANDO - N804EE-1 RAFAELA FERREIRA - D0786F-5 SUELLEN CONDE - C81827-5 SÃO PAULO 2016 2 EDERSON FERNANDO - N804EE-1 RAFAELA FERREIRA - D0786F-5 SUELLEN CONDE - C81827-5 CAMPUS PARAÍSO Um estudo sobre a aplicação de conceitos da escola clássica de administração na empresa/organização “JM Comércio e Lapidação de Pedras Preciosas Ltda.” Atividades Práticas Supervisionadas (APS) apresentada como exigência para a avaliação dos 2º. e 1º semestres, dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Paulista, sob orientação dos professores do semestre. Orientador: Prof. Ms. José Benedito Regina SÃO PAULO 2016 3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 4 1 Revisão Conceitual ................................................................................................ 5 1.1 Organização e administração ....................................................................... 5 O que é uma de organização .......................................................................... 5 O que é administrar (definições) ................................................................................. 5 Como se realiza o processo de administração (P-O-D-C) .......................................... 5 1.2 A Escola Clássica de Administração .......................................................... 13 1.2.1 Administração Científica ................................................................................. 15 1.2.2 Gestão Administrativa e as áreas funcionais da administração ..................... 16 2 Estudo de Caso ...................................................................................................... 23 2.1 Perfil da Organização .................................................................................... 23 Denominação e forma de constituição, dados e fatos relevantes da origem da organização, natureza e ramo de atuação............................................................. 23 Tipo......................................................................................................................... 23 Atividade principal ................................................................................................. 24 Porte...................................................................................................................... 24 Composição da força de trabalho –TABELAS....................................................... 25 Principais produtos e Clientes-alvo................................. ...................................... 26 Principais concorrentes da organização................................................................. 26 Principais insumos (principais produtos e matérias-primas adquiridos) ................ 26 2.2 Descrição e Identificação de Práticas na Empresa/Organização 27 2.2.1 Como a organização estrutura-se em níveis organizacionais e áreas funcionais = ORGANOGRAMA.................................................................... 27 2.2.2 Desafios da administração em relação à implantação das áreas funcionais 28 2.2.3 Como a organização racionaliza o trabalho de seu processo produtivo (Princípios da Administração Científica) ........................................................ 28 2.2.4 Desafios em relação à racionalização do trabalho em seu processo produtivo visando à eficiência e produtividade............................................... 28 2.3 Análise e Interpretação dos Dados .............................................................. 29 2.4 Sugestões de melhoria ................................................................................. 29 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 30 Referências .................................................................................................................... 31 Apêndice - Questões da pesquisa ............................................................................... 31 Anexo 1 - Fichas individuais ....................................................................................... 32 Anexo 2 - Declaração da empresa............................................................................... 35 4 INTRODUÇÃO As Atividades Práticas Supervisionadas constituem-se em um meio ou instrumento pedagógico para o aprimoramento da aprendizagem via interdisciplinaridade: integração e relacionamento dos conteúdos de disciplinas que compõem os semestres do curso e práxis: integração teoria e prática por meio da aplicação do conhecimento adquirido em sala de aula à realidade. O presente trabalho, elaborado com base nas premissas acima, tem como objetivo apresentar o tema Evidências de aplicação das teorias da Administração Científica e da Gestão Administrativa Clássica: um estudo sobre as práticas administrativas em uma organização de pequeno porte. 5 1 Revisão Conceitual 1.1 Organização e administração O que é uma de organização O que é administrar (definições). Como se realiza o processo de administração (P-O-D-C). As organizações são uma realidade do mundo contemporâneo, e quase tudo o que acontece no mundo depende delas. Para alcançarem seus objetivos, as organizações devem ser capazes de utilizar corretamente seus recursos e, para isso, precisam de administração. Em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo, o sucesso ou o insucesso das organizações depende da qualidade de sua administração. São os administradores que estabelecem objetivos e guiam a organização de forma a alcançá-los Para uma organização ser bem-sucedida, ela depende de seus administradores. As organizações são grupos estruturados de pessoas que se juntam para alcançar objetivos comuns. Podem ser organizações formais, como no caso de um exército ou de uma empresa, ou informais, como um grupo de amigos que se junta para jogar vôlei na praia. Todas as organizações têm um propósito ou uma finalidade. Os objetivos são inúmeros, desde produzir um produto a defender um país. Todas as organizações são compostas por pessoas. Além disso, as organizações possuem uma estrutura que define e delimita qual é o comportamento e quais são as responsabilidades de cada um dos seus membros. Assim, uma organização é uma entidade que possui um propósito, é composta por pessoas ou membros, e tem uma estrutura organizacional. As empresas distinguem-se das demais organizações, uma vez que atuam na lógica das leis do mercado e são condicionadas por variáveis ambientais que interagem com seu desenvolvimento. Além disso, as empresas não procuram apenas a satisfação das necessidades de seus clientes, mas também a de seus trabalhadores, administradores, Estado e fornecedores, necessitando gerar excedente ou lucro que permita remunerar os seus proprietários ou acionistas, bem como investir na sua auto sustentação. Com o aparecimento das organizações, surge a necessidade de administrá-las. A administração foi definida por Mary Parket Follet como a arte de produzir bens ou serviços por intermédio das pessoas. Apesar de realçarque o termo significa que os objetivos da organização por meio de outros que executam tarefas específicas, a administração é muito mais do que isso. “A administração é um processo que consiste na coordenação do trabalho dos membros da organização e na alocação dos recursos organizacionais para alcançar os objetivos estabelecidos de uma forma eficaz e eficiente”. Quatro elementos podem ser destacados nessa definição são eles: processo, coordenação, eficiência e eficácia. Primeiro: processo é um modo sistemático de fazer algo. A administração é um processo na medida em que consiste em um conjunto de atividades e tarefas relacionadas a fim de atingir 6 um objetivo em comum. O segundo: consiste na coordenação do trabalho e dos recursos organizacionais para garantir que partes interdependentes funcionem como um todo. Por último, administração significa realizar as tarefas e os objetivos organizacionais de forma eficaz e eficiente. A eficiência é a capacidade de realização das atividades da organização, é a capacidade de desempenhar corretamente as tarefas. Quanto maior a produtividade da organização, mais eficiente ela será. Uma vez que os recursos são escassos (tempo, capital, pessoas, equipamentos, etc.), a administração tem como função a utilização desses recursos. A eficácia é a capacidade de realizar as atividades da organização de modo a alcançar os objetivos estabelecidos. Sua principal preocupação é com os fins. A eficácia é a chave para o sucesso de uma organização. Apesar das diferenças entre os conceitos de eficiência e eficácia, eles estão correlacionados. Sem eficácia, a eficiência é inútil, pois a organização não consegue realizar o seu propósito. Por outro lado, é fácil ser eficaz quando se é ineficiente, visto que muitos recursos são desperdiçados. Uma administração de sucesso consiste em obter simultaneamente eficácia e eficiência na utilização dos recursos organizacionais. São os administradores que decidem onde e como aplicar os recursos da organização de forma a assegurar que esta atinja seus objetivos. As atividades de administração ou gestão não estão circunscritas ao presidente ou aos diretores da organização. Muitas outras pessoas na estrutura hierárquica têm igualmente funções da administração. O administrador é também responsável pela execução de algumas tarefas, não limitando sua atuação ao planejamento, organização, direção e controle do trabalho dos outros. Os administradores podem ser classificados pelo nível que ocupam na organização e pelo âmbito das atividades pelas quais são responsáveis – administradores gerais ou funcionais. É possível distinguir três níveis hierárquicos: os níveis estratégico, tático e operacional. O nível estratégico é o mais elevado da hierarquia organizacional e é composto pelos administradores de topo, são eles: o presidente, os vice-presidentes, os membros do Conselho de Administração, o diretor executivo, bem como outros executivos que pertençam à alta administração. O nível tático é constituído por um conjunto de executivos que é responsável pela articulação interna entre o nível estratégico e o operacional, são eles: gerentes ou diretores de unidade de negócio, de departamento, de área ou de divisão. O nível operacional é constituído pelos administradores de primeira linha. Os administradores, nesse nível organizacional, têm atuação operacional e de curto prazo. Os administradores de primeira linha são os supervisores, os líderes de equipe, os coordenadores de projeto, entre outros gestores responsáveis apenas por pequenos grupos de trabalhadores ou de tarefas. Existem administradores em todos os níveis organizacionais. No entanto, é a coordenação entre estes que garante o sucesso da organização como um todo. A administração foi definida por Henri Fayol, administrador francês do início do século XX, como um processo dinâmico que compreenderia cinco funções interligadas: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. As funções comandar e coordenar foram agregadas para formar uma nova função: dirigir. O planejamento consiste na especificação dos objetivos a serem atingidos. A organização é a função da administração que faz a distribuição das 7 tarefas e dos recursos entre os membros da organização. O resultado do processo de organizar é a estrutura organizacional. Dirigir significa liderar, motivar e coordenar os trabalhadores no desenvolvimento de suas tarefas e atividades. Dirigir também significa selecionar o canal de comunicação mais adequado e resolver conflitos entre os subordinados. Controle consiste na monitoração e na avaliação do desempenho na organização. A função de controle envolve: a definição de medidas de desempenho, a verificação sistemática do desempenho efetivo, a comparação entre os padrões e objetivos planejados e o desempenho efetivamente observado, e, finalmente, o estabelecimento de medidas corretivas, no caso de se verificarem desvios significativos. Na pratica, todas as funções da administração são executadas de uma forma inter-relacionada e não sequencial. Na realidade, o que se verifica é uma interação dessas quatro funções, sequência, planejamento, organização, direção e controle é meramente estabelecida em nível teórico para melhor compreensão do processo de administração. Como referido anteriormente, o nível hierárquico influencia o trabalho e as atividades de um administrador. A medida que sobe na hierarquia organizacional, os administradores planejam mais e dirigem menos. Isso porque suas atividades estão mais relacionadas com o estabelecimento de objetivos e estratégias, e menos com a liderança e a motivação dos subordinados na execução de alguma tarefa. Todos os administradores desempenham as quatro funções da administração, porem o tempo que dedicam a cada uma dela é variável. O tipo de organização também influencia o trabalho de um administrador. Existem algumas diferenças entre o trabalho desempenhado por um gestor público e o de um administrador de uma empresa privada com fins lucrativos. A principal diferença é a forma como medem e avaliam o desempenho da organização. Independentemente do tamanho da organização, os administradores realizam as quatro funções da administração, variando o tempo que dedicam a cada uma e o seu conteúdo. As organizações estão normalmente divididas em áreas funcionais. Essas áreas representam atividades e tarefas especializadas que são desempenhadas por unidades ou departamentos da organização. As mais comuns são: a área de produção ou de operações, a área comercial e de marketing, a área de finanças e a área de recursos humanos. A principal razão de ser uma organização é a produção de bens ou a prestação de serviços. Por esse motivo, o sistema de operações de uma organização é o centro ou ‘coração’ de sua atividade. A administração de operações é uma atividade complexa de administração que envolve: planejamento do produto, instalações, processo produtivo, organização do trabalho, planejamento da produção, administração de estoque, controle e compras. A área comercial e de marketing está relacionada com as atividades cujo objetivo é captar e manter os clientes da organização. Seu principal foco é a satisfação do cliente, procurando influenciar seu comportamento e, assim, alcançar o propósito da organização. A área comercial e de marketing é responsável por diversas funções e atividades organizacionais, entre as quais estão: pesquisa de mercado, produto, preço, distribuição, comunicação e vendas. Se a área de produção e operações é o ‘coração’ da organização, a área financeira é o ‘sangue’, e lida com todos os aspectos que envolvem recursos 8 financeiros. Seu principal objetivo consiste em captar e utilizar, de maneira eficaz, os recursos financeiros de forma a alcançar os objetivos organizacionais.A área financeira é responsável pelas seguintes funções: informação de gestão analise, investimento, financiamento e distribuição de dividendos. Um dos recursos mais importantes em todas as organizações são as pessoas. A área de recursos humanos ou de gestão de pessoas tem como objetivo a administração de comportamentos individuais em função dos objetivos coletivos. A área de recursos humanos é responsável pelas seguintes funções: implementação de políticas e procedimentos, planejamento dos recursos humanos, recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, remuneração e compensação, melhoria das condições e gestão administrativa pessoal. As áreas funcionais representam uma forma de estruturação das atividades, permitindo à organização de ganhos com a especialização de seus membros em tarefas e funções especificas. Para compreender a essência do trabalho de um administrador, é necessário conhecer quais papeis desempenha na organização, quais aptidões e habilidades necessita possuir, e quais competências especificas estão relacionadas com a eficácia e a eficiência de seu desempenho. Os administradores desempenham uma variedade de papeis para alcançar os objetivos organizacionais. Uma das pesquisas mais interessantes sobre esse assunto foi desenvolvida por Henry Mintzberg. Ao contrário do que se pensava, os gestores não fazem reflexões metódicas antes de tomar decisões nem obedecem à seqüência teórica das funções da administração. Ele também concluiu que o trabalho dos administradores é muito similar e propôs uma nova categorização para o trabalho gerencial. Mintzber argumenta que os administradores possuem formal pelo cargo que ocupam. De acordo com Mintzberg, todos os administradores desempenham papeis interpessoais, informacionais e decisórios. Os papeis interpessoais envolvem as relações dos administradores com outras pessoas, sejam membros da organização ou indivíduos e grupos externos a esta. Os papeis informacionais envolvem a coleta, o processamento e a comunicação de informações e representam um dos aspectos mais importantes no trabalho de um administrador. Os papeis decisórios envolvem todos os eventos que implicam a tomada de decisão, considerada a essência do trabalho de um administrador. Diversos fatores condicionam a importância que um administrador atribui a cada um desses papeis gerenciais, tais como o nível hierárquico, a área funcional, as habilidades e as competências individuais, o tipo e o tamanho da organização e as características do ambiente organizacional. O nível hierárquico ocupado pelo administrador também influencia os papeis que ele desempenha. À medida que o administrador sobe na hierarquia, a importância do papel de líder, dirigindo e supervisionando o trabalho de seus subordinados, diminui, ao passo que a importância do papel do monitor aumenta, uma vez que o administrador passa a estar mais atento ao ambiente organizacional para detectar tendências, ameaças ou oportunidades para a sua organização. Para desempenharem os diferentes papeis pelos quais são responsáveis, os administradores devem possuir certas habilidades. Robert Katz identificou três tipos básicos de habilidades necessárias para o desempenho de um administrador: habilidades conceituais, humanas e 9 técnicas. As habilidades conceituais estão relacionadas com a capacidade do administrador para coordenar e integrar todos os interesses e atividades de uma organização ou grupo. São as que permitem ao administrador analisar e interpretar situações abstratas e complexas e compreender como as partes influenciam o todo. Desse modo, permitem a definição de uma visão e de uma estratégia de sucesso para a organização e possibilitam a identificação de oportunidades que nem sempre são percebidas pelos outros. As habilidades humanas dizem respeito à capacidade do administrador para se relacionar com outras pessoas ou grupos. Envolvem a capacidade de trabalhar e se comunicar com outras pessoas, entendendo-as, motivando-as e liderando-as. As habilidades técnicas estão relacionadas com a capacidade do administrador para usar ferramentas, procedimentos, técnicas e conhecimentos especializados relativos à sua área de atuação especifica. Quanto maior a facilidade em desempenhar uma tarefa especifica, maiores as habilidades técnicas do administrador. Para Katz, os administradores no nível estratégico, as habilidades conceituais são mais preponderantes, uma vez que os papeis que desempenham dependem de sua capacidade para formular planos e tomar decisões para a organização como um todo. Em contrapartida, as habilidades técnicas são mais importantes nos níveis hierárquicos mais baixos, pois os administradores estão envolvidos com processos e atividades específicos. Por sua vez, as habilidades humanas são igualmente importantes em todos os níveis hierárquicos, já que o trabalho de um administrador envolve, invariavelmente, outras pessoas. Além de habilidades genéricas, os administradores necessitam de certas competências especificas para o desempenho de seus cargos. As competências são definidas como o conjunto de conhecimentos, aptidões e atitudes relacionados com o desempenho eficaz de um administrador. A maior e mais detalhada pesquisa sobre competências gerenciais foi iniciada no Reino Unido pelo Management Charter Initiative (MCI), em 1997, e concluída pelo Management Standards Centre (MSC), em 2004. Como resultado dessa pesquisa, foram identificadas as competências que um administrador deve possuir para desempenhar sua atividade de maneira eficaz. Essas competências variam de acordo com o nível organizacional. Para cada área de competência, são desenvolvidos os elementos que definem o desempenho eficaz do administrador. O interesse pelas competências gerenciais do MSC tem crescido, e cada vez mais as organizações usam esses padrões para definir as qualificações necessárias de um administrador, assim como para avaliar corretamente seu desempenho. A administração é uma pratica universal. Nos Estados Unidos, no Japão, na Europa ou no Brasil, as organizações precisam ser administradas, e o trabalho do administrador é basicamente o mesmo: guiar as organizações de forma a alcançar os objetivos. No entanto, as características distintivas das culturas nacionais condicionam o modelo de gestão adotado. Por exemplo, o individualismo e o pragmatismo norte-americanos fazem com que seu estilo de gestão seja caracterizado pelo empreendedor e pela competitividade. Por outro lado, a cultura japonesa é caracterizada por valores coletivistas que se refletem em métodos de gestão baseados no consenso e na ênfase no planejamento. A cultura brasileira apresenta alguns traços que lhe permitem distinguir- se de outras culturas nacionais. Uma das principais pesquisas sobre o estilo brasileiro de administrar foi realizada por Betânia Barros e Marco Aurélio Prates 10 com 2.500 administradores brasileiros. Esses pesquisadores desenvolveram um modelo de interpretação da cultura brasileira segundo quatro grandes subsistemas: o institucional, o pessoal, o dos líderes e o dos liderados. A interseção dos subsistemas resulta em nove traços culturais característicos dos administradores brasileiros. A concentração de poder representa o lado institucional da relação líder-liderado e reflete a tendência das organizações brasileiras para centralizar o poder e a autoridade no líder. O personalismo representa o lado pessoal da relação entre líder e liderado e reflete a tendência para cultivar a proximidade e o afeto nas relações interpessoais. A postura de espectador reflete a passividade e a conformação dos liderados perante o líder. A aversão ao conflito reflete a tendência para evitar situações de confronto, normalmente como uma forma de lidar com a concentração de poder,sem pôr em causa as relações pessoais. O formalismo é um traço cultural que resulta da intolerância à incerteza e é caracterizado pela necessidade de construir e instituir praticas por meio de leis e regulamentos que prevejam e impeçam desvios comportamentais. A lealdade às pessoas representa a contrapartida do subsistema pessoal ao formalismo do subsistema institucional e configura-se como um mecanismo de integração e coesão interna dos grupos sociais e de mediação da relação entre líder e liderados. O paternalismo é o traço cultural que permite a articulação entre a concentração de poder e o personalismo do líder perante os liderados, manifestando-se no patriarcalismo e no patrimonialismo. A flexibilidade é um dos traços mais marcantes da cultura brasileira e caracteriza-se pela facilidade de adaptação a novas situações – o ‘famoso jeitinho brasileiro’. A impunidade é um traço que marca profundamente o comportamento gerencial brasileiro e deve ser considerada no contexto da complexa rede de relações pessoais e institucionais que caracterizam o sistema cultural do Brasil. Alguns desses traços conferem aos administradores brasileiros uma vantagem sobre os administradores de outras nacionalidades, porem a maioria tem um impacto negativo no dia-a-dia das organizações brasileiras. De forma complementar, outros estudos têm procurado identificar quais são os comportamentos e atitudes característicos dos administradores brasileiros. As fragilidades e limitações apontadas no modelo de gestão brasileiro, como a impunidade e o paternalismo, podem induzir à idéia errônea de que a administração brasileira será sempre ‘refém’ desses condicionantes culturais e, portanto, fadada à mera réplica e sustentação do status quo. No entanto, a administração é, por excelência, uma pratica voltada para a mudança e para a transformação. Cabe à administração, na condição de disciplina acadêmica e por meio dessa ação transformadora, forma pessoas que sejam capazes de superar as adversidades culturais, auxiliando os administradores no desenvolvimento de estilos de gestão únicos que incorporem o melhor da cultura brasileira, por exemplo, a flexibilidade e a informalidade, ao mesmo tempo que combatem seus traços negativos. Para entender a atividade empresarial no Brasil, é importante conhecer o contexto no qual as organizações atuam e não apenas as características do sistema cultural. O ambiente organizacional brasileiro é muito peculiar e apresenta diversos obstáculos à criação e sustentação de negócios, dentre os quais se destacam: elevada carga tributária, elevados custos de financiamento, burocracia ineficaz e produtividade reduzida. Todos esses fatores têm como conseqüências uma forte diminuição na competitividade das organizações 11 brasileiras e o crescimento da chamada ‘economia informal’. Atualmente, há mais de 10 milhões de pequenas empresas ou negócios informais no Brasil, que são responsáveis por 13,9 milhões de postos de trabalho. Quanto à dimensão, 99% dessas empresas são de micro e pequeno portes, empregando 15,8 milhões de pessoas. Por essa razão, as empresas de grande porte representam apenas 0,3% do total de empresas formais, mas em contrapartida empregam 9,1 milhões de pessoas. Outro fato característico do tecido empresarial brasileiro é a concentração das maiores empresas na Região Sudeste, principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Estes quatro estados concentram 613 das mil maiores empresas brasileiras. Por ano, são formalmente constituídas em torno de 470 mil empresas, e encerraram sua atividade cerca de 220 mil empresas, o que representa um aumento anual liquido do número de empresas em atividade e dos empregos gerados. Para tentar compreender as causas do sucesso e da mortalidade precoce das empresas brasileiras, o SEBRAE tem conduzido diversos estudos em nível nacional, particularmente com micro e pequenas empresas. Conforme se observa encontram-se, em primeiro lugar, entre as causas de fracasso, falhas gerenciais na condução dos negócios, a saber: falta de capital de giro, problemas financeiros, localização inadequada e falta de conhecimento gerenciais dos empresários. Em segundo lugar, predominam as causas econômicas conjunturais, como falta de clientes, dívida e recessão econômica do país, sendo que o fator ‘falta de clientes’ pressupõe, também, falhas no planejamento inicial da empresa. A falta de credito bancário é mencionada como um fator condicionador do insucesso por 14% dos empresários entrevistados. Quanto aos fatores condicionantes do sucesso das empresas que permaneceram em atividade, eles podem ser agrupados em três categorias: habilidades gerenciais, capacidade empreendedora e logística operacional. As constantes mudanças no ambiente organizacional alteraram profundamente o trabalho dos administradores. A globalização ampliou os mercados, mas também aumentou a concorrência. Os clientes tornaram-se mais exigentes. Novas tecnologias surgem e tornam-se obsoletas a um ritmo cada vez maior. As sociedades passaram a exigir um comprometimento das organizações com a responsabilidade social e a ética. O novo ambiente organizacional coloca grandes desafios aos administradores. As organizações sevem à sociedade, permitem a realização de objetivos que, individualmente, não poderiam ser alcançados e proporcionam carreiras e a possibilidade de realização para os membros organizacionais. No entanto, para que as organizações atinjam esses propósitos, é necessária uma administração correta de seus recursos. Como referido anteriormente, no Brasil, 50% dos novos negócios falham nos dois primeiros anos de atividade, e as principais razões apontadas para essa elevada mortalidade empresarial são falhas gerenciais. Os custos de uma administração ruim não se limitam a um desperdício de recursos financeiros e de materiais, mas também acarretam elevados custos para a sociedade. Uma vez que quase todas as pessoas trabalham em organizações, em algum momento de sua vida elas serão administradas ou administrarão o trabalho de outros. Mesmo aqueles que não tem o objetivo de se tornar administradores, em algum momento de suas 12 carreiras assumirão algumas responsabilidades de administração, nem que seja de pequenos projetos, equipes ou grupos. O sucesso e a eficácia de um administrador dependem do desempenho de outros, o que pode ser estressante e, por vezes, ingrato. Os bons administradores são uma ‘mercadoria rara’, e os pacotes de remuneração refletem o valor que o mercado lhe atribui. É claro que nenhum administrador começa com um salário de seus dígitos, mas, à medida que sobe na hierarquia e, por conseguinte, sua autoridade e responsabilidade aumentam, também sua remuneração se eleva. Os benefícios da carreira de administrador não se limitam a recompensas materiais. A administração é uma atividade que oferece outros incentivos, uma vez que os administradores desempenham o papel mais importante para a organização. Os administradores têm a chance de inovar, de encontrar formas criativas de aproveitar oportunidades ou resolver problemas. Igualmente, têm a oportunidade de lidar com uma diversidade de pessoas e experiências, enriquecendo assim sua visão do mundo, além dessas recompensas, há o reconhecimento e o status social, conferidos à profissão tanto na organização como na comunidade onde ela está inserida, decorrentes do poder atribuído ao papel do administrador para a sociedade. Uma das mudanças que mais tem afetado a forma como as organizações fazem negócios está relacionada com a globalização. Os administradores precisam desenvolver uma visão global do mundo de negócios, que leve em consideração essa nova realidade e não se limite ao mercado em que tradicionalmente os produtos ou serviços são consumidos. Osclientes, os trabalhadores, os fornecedores e os competidores de hoje são globais e esperam que as organizações atuem globalmente. No entanto, apesar de a globalização proporcionar diversas oportunidades às organizações, como o acesso a novas tecnologias ou capital, ou o alargamento dos mercados onde possam escoar seus produtos ou serviços, ela também apresenta algumas ameaças. A diversidade cultural é outra realidade do futuro da administração com que os administradores têm de aprender a lidar. Eles necessitam entender diferentes modelos culturais, de modo a não ferir os princípios e a respeitar os costumes e tradições das pessoas e grupos com quem interagem. No que diz respeito às mudanças estruturais nas organizações, o foco principal de uma organização passou a ser conhecimento e a capacidade de se adaptar a novas situações, ou seja, a flexibilidade de sua estrutura organizacional e a rapidez de suas decisões. As estruturas tendem a ser cada vez mais enxutas e flexíveis, e o relacionamento interfuncional se torna mais relevante. As redes e o trabalho em equipe tendem a substituir a tradicional hierarquia rígida que separava aqueles que decidiam daqueles que executavam. As principais fontes de diferenciação e de sustentação da estratégia de uma organização também mudaram. E uma economia globalizada, todas as organizações tem acesso aos mesmos meios tecnológicos, aos mesmos processos industriais e às mesmas informações. O que torna as organizações mais competitivas e diferenciadas são seu processo de gestão e as pessoas que dele fazem parte. Assiste-se a uma valorização cada vez maior do capital humano das organizações a fim de aproveitar sua criatividade, propondo-se novas formas de trabalho, mais flexíveis e enriquecedoras. A mão-de-obra barata já não é uma fonte de vantagem competitiva. O exemplo da indústria alemã é elucidativo: possui uma das mãos-de-obra mais caras do mundo e, no entanto, 13 tem algumas das indústrias mais competitivas do planeta. Verifica-se também o reconhecimento da importância da satisfação e da construção de relacionamentos com os clientes como o principal objetivo das organizações. Em vez de enfatizar os lucros, os administradores precisam estabelecer conexões com seus clientes, respondendo com rapidez e flexibilidade às suas demandas. Evidentemente, os lucros são uma prioridade, mas não devem ser superestimados, uma vez que são a conseqüência natural da satisfação dos clientes. Para satisfazer consumidores cada vez mais exigentes e com características especificas e diversificadas, a organização deve estar apta a oferecer produtos ou serviços diferenciados, quase por medida, devendo, para isso, investir em sistemas de produção flexíveis. A cooperação é outra tendência que tem sido acentuada. As organizações necessitam desenvolver redes de relacionamento com clientes e fornecedores, mas também formas mais sofisticadas de colaboração com a sociedade e até com os concorrentes. A ética nos negócios assume papel determinante no sucesso da relação entre as organizações e o ambiente. Cada vez mais, a questão relacionada com a ética e o moralmente aceitável das práticas empresariais tem ganhado importância como elementos determinantes na tomada de decisão dos administradores. As organizações contemporâneas vivem em um ambiente de grande turbulência e dinamismo. As transformações tecnológicas e as exigências ambientais obrigam os administradores a desenvolver uma visão para as organizações. O aumento da concorrência levou à procura de novos métodos e processos de produção, a fim de possibilitar melhorias de produtividade. As estruturas organizacionais adotaram modelos mais orgânicos e flexíveis, capazes de responder com eficácia e rapidez às exigências dos clientes e dos concorrentes. A necessidade de treinamento dos recursos humanos, a satisfação dos clientes e a flexibilização do processo de fabricação passaram a ser uma condição necessária para a sobrevivência da organização. 1.2 A Escola Clássica de Administração 1.2.1 Administração Científica 1.2.2 Gestão Administrativa e as áreas funcionais da administração No final dos anos 90, a Lucent Technologies – fornecedora de equipamentos de telecomunicações – reorganizou suas três divisões operativas em 11 unidades ‘quentes’ de negócio. No entanto, quando a empresa seguiu a estratégia de descentralização (altamente em moda naquele momento) em unidades ‘quentes’ de negócios visando tornar-se mais enxuta, flexível e ágil, alguns problemas surgiram: os custos aumentaram, os serviços pioraram e os consumidores reclamaram. A estratégia de descentralização recomendada à Lucent foi um dos modismos gerenciais da década de 1990. Muitas empresas apresentaram resultados positivos adotando essa estratégia em seus negócios. Todavia, esse sucesso não se replicou na Lucent; ao contrário, a adoção dessa estratégia levantou uma série de problemas para a empresa. Em termos práticos, o ‘consumo’ de teorias administrativas e organizacionais justifica-se pela necessidade de adotar as melhores práticas que possam contribuir para a melhoria do desempenho de dada organização, considerando-se as 14 características únicas de sua inserção no mercado. As teorias podem ser vistas como um conjunto coerente de suposições elaboradas para explicar a relação entre dois ou mais fatos observáveis e prover uma base sólida para prever eventos futuros. São afirmações que predizem quais ações vão levar a quais resultados e por quê. As teorias nos permitem fazer previsões acerca do futuro, assim como interpretar o presente. É objetivo das teorias administrativas e organizacionais compreender as organizações como um fenômeno social, mas também, como toda teoria, o caráter normativo e prescritivo está presente na idealização ou proposta de modelos que sugerem o melhor modo de se organizar, traduzindo em instrumentos úteis para a pratica organizacional. Atualmente, é cada vez mais aceito o fato de que a concretização da administração como ciência com capacidade de previsão e de controle está longe de ser alcançada. Vários fatores, como instabilidade e complexidade do contexto onde a organização se insere, bem como das características internas dessa última, impossibilitam o alcance da tão desejada previsibilidade. Mesmo que o pensamento sistemático acerca da administração possa ser considerado um empreendimento histórico recente, organizar e administrar são práticas humanas seculares. É por meio da organização dos indivíduos em grupos e da adoção de práticas administrativas que os seres humanos superam os limites de uma ação isolada, na busca de maior sinergia para o alcance de objetivos mais complexos. A própria palavra ‘administração’ vem do latim ad (direção, tendência para) e minister (subordinação ou obediência) e designa o desempenho de tarefas de direção dos assuntos de um grupo. É pela aplicação cotidiana, no decorrer dessa longa trajetória histórica, que práticas administrativas se institucionalizaram, isto é, ganharam durabilidade e persistência, servindo como modelos a serem adotados por novas gerações. O pensamento administrativo surge como conseqüência da consolidação do capitalismo e, ao mesmo tempo, do processo de modernização das sociedades ocidentais. É com a Revolução Industrial, no decorrer do século XVIII, que se consolidam as condições para o estudo da administração como uma nova disciplina, com fronteiras distintas de outras disciplinas. De fato, o surgimento da administração está estreitamente relacionado com o processo de consolidação do capitalismo – um novo modo de produção e organização do trabalho. Podem-se distinguir diversas etapas no decorrer desse processo de consolidação do capitalismo. As mudanças marcavam a consolidação de novos princípios relativos à forma deorganização e racionalização do trabalho. Adam Smith (1723-1790), na obra A riqueza das nações, destaca o princípio de divisão do trabalho e sua importância para o desenvolvimento eficiente do capitalismo. Ele é conhecido como um dos principais expoentes da escola clássica de economia, na defesa dos princípios do liberalismo econômico. Henri de Saint-Simon (1760-1825) e Proudhon (1809-1865) são alguns representantes entre as quais podemos destacar a escola de relações humanas e o movimento da democracia participativa. Esses autores acreditavam que o capitalismo constituía um sistema irracional, gerador de desigualdades, advogando medidas que variavam desde a intervenção do Estado na economia até a própria extinção desse último e das relações capitalistas baseadas na propriedade privada. Entre os pensadores que mais marcaram o pensamento crítico ao capitalismo destaca-se Karl Marx (1818- 15 1883), que baseava sua análise da sociedade capitalista em uma abordagem conhecida como materialismo dialético. As modificações estruturais das formas de autoridade que serviam de alicerce às sociedades – em um claro movimento de modernização – também influenciaram o surgimento do pensamento administrativo, porque criaram as bases para o fortalecimento e a consolidação de uma forma de organização do trabalho humano – a burocracia. De modo geral pode-se afirmar que a consolidação do capitalismo coincidiu com o movimento de modernização das sociedades ocidentais. Quem mais contribuiu para a elucidação desse processo de modernização da sociedade e das formas de autoridade que lhes servem de base foi Max Weber (1864-1920). O autor tem como principal objetivo descrever as mudanças nos tipos de autoridade que caracterizam as sociedades modernas – considerando a burocracia como expressão da autoridade racional-legal. Weber diferenciava os vários tipos de sociedade que existiam com base nos tipos de autoridade que lhe serviam de alicerce. Mesmo que os tipos de autoridade possam coexistir em dada sociedade, eles são essencialmente diferentes entre si. O primeiro período que marcou o estabelecimento do capitalismo foi caracterizado pela resposta não sistemática aos desafios colocados pelos novos espaços e relações de trabalho, presentes, principalmente, na fábrica. Uma das razões de adoção das contribuições da escola clássica de administração é a entrada do capitalismo na fase monopolista, com a conseqüente adoção de um padrão tecnológico que levava à concentração técnica e financeira e à necessidade de desenvolver novas formas de gestão de trabalho. Em países como os Estados Unidos, a produção em massa, a redução de custos de transporte e a falta de regulação governamental propiciaram o desenvolvimento de grandes organizações monopolistas. Em termos intelectuais, os principais representantes dessa escola foram fortemente influenciados pela concepção mecanicista e empirista da natureza que caracterizava o estágio de desenvolvimento das ciências naturais e físicas, bem como pela filosofia individualista e liberal representada por autores como Hobbes, Locke e Bentham. Max Weber demonstra também a influência que a ética protestante tem sobre a consolidação do capitalismo. As principais contribuições da escola clássica de administração foram desenvolvidas por um grupo de autores diretamente envolvidos com a prática gerencial, os quais buscaram desenvolver princípios racionais que tornariam a administração mais eficiente. No entanto, também se inclui nessa escola a contribuição de Max Weber relativa ao conceito de burocracia, considerada pelo autor como a forma organizacional predominante da sociedade industrial. A escola clássica de administração pede ser dividida em três correntes: administração cientifica, gestão administrativa e teoria da burocracia. A aplicação dos princípios da administração cientifica é condicionada pela existência de uma nova força de trabalho, desqualificada e barata. Nos Estados Unidos, essa força é representada pelos emigrantes que ocupam um número cada vez maior de vagas na indústria desde o final do século XIX. Na França e em outros países europeus, a mobilização dos homens na guerra faz com que se abram frentes de trabalho para mulheres e mão-de-obra desqualificada. O principal representante do movimento de administração científica foi o norte-americano Frederick Winslow Taylor (1856-1915). Sua principal obra, Princípios de administração científica, de 1911, sintetiza um 16 conjunto de princípios em busca da gestão eficiente do trabalho, direcionado ao chamado ‘homem comum’, que por meio de um treinamento rápido e adequado, poderia executar a tarefa ‘taylorista’, na qual “é especificado o que deve ser feito e também como deve ser feito, além do tempo exato concebido para a execução”. Para ele, há uma única maneira certa de desempenhar cada tarefa, visando maximizar sua eficiência, assegurando o máximo rendimento ou produtividade. Taylor é também um dos primeiros a reconhecer a importância de um processo de seleção cientifica do trabalhador, que adapte suas capacidades e aptidões às características de cada função a ser desempenhada. Taylor chega a propor uma definição operacional da ciência da administração sob a designação de elementos essenciais da administração cientifica. E ele vai adiante, destacando outros aspectos que a administração cientifica objetivava: eficiência nacional e cientificidade da administração. Enquanto a administração cientifica procurava leis universalmente válidas para a administrar de forma eficiente os processos operacionais de trabalho, a gestão administrativa abordou os princípios gerais de administração. Henri Fayol (1841-1925) foi o principal representante dessa corrente. O livro Administração industrial e geral resume suas principais ideias acerca da administração, e que, segundo o autor, foram a base de seu sucesso gerencial. Fayol também acreditava em princípios gerais e únicos de uma boa administração e no papel que a previsão cientifica e os métodos adequados de administração desempenhariam na melhoria dos resultados empresariais. Com base em sua experiência, divide as operações empresariais em seis grupos inter-relacionados: 1) operações técnicas; 2) operações comerciais; 3) operações financeiras; 4) operações de segurança; 5) operações de contabilidade; 6) operações de administração. Fayol define as funções de administração da seguinte maneira: prever é perscrutar o futuro e traçar o programa de ação; organizar é constituir o duplo organismo, material e social, da empresa; comandar é dirigir o pessoal; coordenar é ligar, unir e harmonizar todos os atos e todos os esforços; controlar é velar para que tudo corra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. Fayol elaborou o que ele cuidadosamente denominou princípios de administração. Eles são: 1) Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumenta a eficiência; 2) Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência, responsabilidade é uma consequência natural da autoridade. Ambos devem estar equilibrados entre si; 3) Disciplina: depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos; 4) Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única; 5) Unidade de direção: uma cabeça é um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo objetivo; 6) Subordinação dos interesses individuais gerais: os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares; 7) Remuneração pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição; 8) Centralização: refere-se a concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização;9) Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais auto ao mais baixo. É o princípio de comando; 10) Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana; 11) Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal; 12) Estabilidade do 17 pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo tanto melhor; 13) Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso; 14) Espírito de equipe: harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização. A atualidade desses princípios de administração, formulados há quase um século, é ainda surpreendente. Fayol foi também um dos primeiros a propor o ensino formal da administração. Outros autores que contribuíram para a escola de gestão administrativa são Gulick, Urwick e Mooney. Eles conceberam a estrutura organizacional como uma rede interna de relacionamentos entre órgãos e pessoas. O termo ‘burocracia’ é uma conjunção do termo francês bureau, que significa ‘escritório’ ou ‘espaço de trabalho’, com o sufixo grego kratia, que se refere ao poder, à regra. Logo, burocracia significa ‘ poder do escritório’. Max Weber considera que um dos traços distintivos das modernas sociedades é seu caráter burocrático. Mesmo reconhecendo que a burocracia não é uma nova forma organizacional, uma vez que já existiram estruturas burocráticas no antigo Egito, na China e no Império Romano, Weber encontra no capitalismo (naquele estágio de desenvolvimento) fatores fomentadores do desenvolvimento da burocracia. Para Weber, a burocracia busca organizar, de forma estável e douradora, a cooperação de grande número de indivíduos, cada qual detendo uma função especializada. Weber considerava que, em uma perspectiva puramente técnica, a burocracia é capaz de atingir o mais alto grau de eficiência e é, nesse sentido, o mais racional e conhecido meio de exercer dominação sobre os seres humanos. Talvez a maior vantagem da burocracia resida em sua componente democrática, uma vez que, por causa da impessoalidade e da imposição de regras legais, possibilita condições iguais de acesso e manutenção ao cargo. No entanto, em vez de ser reconhecido pela sua vertente democrática, o uso da palavra ‘burocracia’ na atualidade é sinônimo de ineficiência, lentidão e rigidez. Entre as limitações do modelo burocrático, tal como é adotado na pratica, é possível destacar: incapacidade de resposta e adaptação organizacional, perda da visão do conjunto dos objetivos organizacionais, processo decisório lento, limites de formalização e manutenção do status quo. Um conjunto de autores que coexistiu com os principais pensadores da escola clássica de administração apresentou várias ideias e conceitos que precederam muitas das escolas de administração desenvolvidas posteriormente. Entre estes destacam-se principalmente Mary Parker Follet (1868-1933) e Chester Barnard (1886-1961). Mary Parker Follet partia do pressuposto de que ninguém poderia se realizar como pessoa se não fizesse parte de um grupo. Focou, especialmente, o conflito, que não percebia como algo negativo em si, mas um simples reflexo das diferenças entre os indivíduos. Distingue três métodos de resolução de conflitos: 1) o método da força; 2) o método da barganha; 3) o método da integração. A visão do poder, para Follet, não se limitava à autoridade hierárquica, mas era também uma capacidade que podia ser desenvolvida e incentivada pelos gestores, por meio da delegação. Assim, ela antecipa as práticas contemporâneas de empowerment. Para Chester Barnard, a relação entre as limitações humanas e a necessidade de recorrer à cooperação organizada é enfatizada em seu livro As funções do executivo, publicado em 1938. Barnard é um dos primeiros a ser influenciado 18 pelo progressivo declínio do individualismo utilitarístico (darwinismo social), a favor de uma filosofia que considera a sociedade como uma entidade cooperativa regulada por princípios morais. A ação cooperativa de membros (sejam eles funcionários, gerentes ou proprietários) está na base da análise de Barnard. Ele concluiu que uma empresa só pode operar com eficiência e sobreviver quando os objetivos da organização forem mantidos em equilíbrio com os objetivos e as necessidades dos indivíduos que trabalham para ela. É pela comunicação que o executivo pode reconciliar forças, instintos, interesses, condições, posições e ideias conflitantes que se fazem presentes em uma organização. Barnard é um dos primeiros a reconhecer a relação de cooperação com elementos externos da organização (investidores, fornecedores, clientes e outros stakeholders), antecipando, assim, a valorização do ambiente externo, bem como algumas das ideias do que atualmente é reconhecido como responsabilidade social. Incorporando as características do período no qual surge, a principal característica da escola é a busca contínua de métodos e técnicas cientificas e racionais, de caráter universal, isto é, passíveis de serem aplicados em todas as situações com dado rigor. Não é de se estranhar, então, que o resultado imediato dessa escola seja a busca contínua da melhor forma de administrar e organizar, uma busca que o posterior desenvolvimento das teorias administrativas mostrou ser inviável. No entanto, as teorias incluídas sob a denominação ‘escola clássica de administração’ também apresentam importantes diferenças entre si. Mesmo encontrando expressão nas idéias de alguns dos autores citados, a incorporação das dimensões humanas no estudo da administração não foi algo imediato. Apenas nos anos 30, os estudiosos organizacionais reconheceram o papel que o ser humano desempenha nas organizações. Desde essa época, várias correntes e teorias abordaram diversos aspectos de comportamento humano nas organizações. O enfoque comportamental é uma denominação que se refere ao conjunto das contribuições teóricas e empíricas que buscam analisar o comportamento humano nas organizações. Dentro do enfoque comportamental, é possível identificar várias escolas e correntes de pensamento, assim como pesquisas empíricas, desenvolvidas no decorrer do tempo e abrangendo desde a escola de relações humanas nos anos 30, a dinâmica de grupos e relações industriais nos anos 40 e 50, o humanismo organizacional representado por autores como McGregor, Herzberg e Argyris que marcaram os anos 60 e 70, até as preocupações com o empreendedorismo presente nos anos 90. O que vai diferenciar uma escola da outra é o crescimento da complexidade nas abordagens acerca do ser humano e que vão orientar as pesquisas. A abordagem clássica, voltada para estruturas e processos de trabalho, negligenciava o fator humano ou considerava-o totalmente controlável ou previsível. A prática da administração, contudo, estava mostrando, cada vez mais, que há sempre um considerável grau de incerteza associado à gestão de pessoas e que deveria se lidar de modo mais eficaz com o ‘lado humano’ nas organizações. De fato, o enfoque comportamental nasce a partir de dados de pesquisas inseridos no quadro da administração cientifica e implementados no decorrer dos anos 30. Vários dos pesquisadores envolvidos com pesquisas na área de administração eram cientistas sociais, influenciados pelos desenvolvimentos nas disciplinas de sociologia e psicologia. Mesmo que os 19 cientistas inicialmente envolvidos no movimento de relações humanas privilegiassem o grupo primário (e não o indivíduo) como unidade básica da sociedade, a preocupação com o indivíduo aguça-se com a consolidação e crescente aceitação das contribuições da área da psicologia. Os períodos de grande expansão econômica, típicos das primeiras fases monopolistas de consolidação do capitalismo, foram seguidospor crises que colocaram em dúvida os preceitos do capitalismo liberal. Os conflitos das idéias socialistas contrapostas ao utilitarismo e darwinismo social no campo das ciências sociais, influenciam o surgimento da escola de relações humanas. A escola de relações humanas encontra sua fundamentação nas pesquisas de campo desenvolvidas no decorrer dos experimentos de Hawthorne. Elton Mayo (1880-1949), professor da Universidade de Harvard, percebeu o impacto que a atitude do pesquisador tinha nos resultados da pesquisa e reorientou essa última forma a seguir uma abordagem mais cooperativa: os supervisores deveriam mostrar uma atitude aberta e amigável perante os trabalhadores, e os pesquisadores deveriam ser não diretivos em suas entrevistas. Os resultados foram imediatos: o moral dos trabalhadores aumentou e a produtividade também. Com o tempo, Mayo muda as interpretações, retirando e eficiência da equação. Para ele, os gerentes pensavam que as respostas aos problemas industriais eram decorrentes da eficiência, técnica, quando, na verdade, os problemas eram de ordem humana e social. Abraham Maslow (1908-1970) foi um dos primeiros representantes das teorias motivacionais. Em um artigo publicado em 1943, ele sugere que os seres humanos têm cinco níveis de necessidades: fisiológicas, de segurança, de pertencimento ao grupo social, de auto-estima e de auto realização. Segundo o autor, as necessidades seguem uma hierarquia, não sendo possível satisfazer as necessidades de escalas mais altas, tais como de auto--estima e de auto realização, sem antes satisfazer as necessidades mais básicas, como as de ordem fisiológica e de segurança. Mais tarde, surgiram outros autores que contribuíram para consolidar as teorias motivacionais. Entre eles, destacam-se McGregor, Herzberg e Argyris. A visão acerca da liderança passa por várias modificações, partindo de mera questão de responsabilidade e caráter de quem seria responsável para a administração (teoria dos traços) para uma questão de atitudes e comportamentos que definiria os estilos de liderança. As teorias mais recentes privilegiam a necessidade de considerar variáveis contingenciais, como as características da tarefa ou a maturidade dos subordinados e sua relação com os estilos de liderança adequados. O campo de estudos administrativos e organizacionais não é alheio nem fechado a desenvolvimentos de outras disciplinas. A abordagem comportamental ilustra bem esse fato, uma vez que surge principalmente como influência de disciplinas como psicologia e sociologia, marcando, assim, a primeira abordagem multidisciplinar da administração. Entre as variáveis contextuais que influenciaram o surgimento da abordagem quantitativa, é possível destacar o impacto da Segunda Guerra Mundial e o das associações de disseminação da informação para gerentes. Investimentos governamentais em pesquisas voltadas para soluções matemáticas e quantitativas dos problemas militares serviram de base para esse desenvolvimento. Nas organizações foram criadas com objetivo de 20 disseminar informações sobre as técnicas quantitativas desenvolvidas no campo de administração. A abordagem quantitativa, também chamada pesquisa operacional, refere-se ao uso das técnicas matemáticas e quantitativas para a criação e a análise de modelos complexos, que possam facilitar a solução de problemas da administração. A aplicabilidade da pesquisa operacional na indústria tornou-se mais evidente, visto que esse tipo de pesquisa era voltado à busca de soluções complexas. Em termos práticos, a abordagem quantitativa consiste na criação de equipes mistas, formadas por especialistas de diferentes disciplinas para analisar determinados problemas e propor estratégias de ação à administração. As técnicas da pesquisa operacional não são rescritas às aplicações no campo da administração, mas podem ser aplicada nas administrações pública, militar, médica, de grupos políticos etc. Em geral, é possível afirmar que existe uma distância ainda considerável entre a teoria dos modelos e a complexidade dos problemas de fato enfrentados pelos administradores. A Segunda Guerra Mundial influenciou o desenvolvimento da área de administração em vários sentidos, sendo a abordagem quantitativa um resultado imediato da transposição de técnicas de pesquisa operacional, muito usadas no decorrer desse período, para o campo da administração. Entre as variáveis do contexto histórico que influenciaram o surgimento do pensamento sistêmico, podem-se destacar três: conscientização acerca de interdependência global pós-Segunda Guerra Mundial, contra movimento relacionado com a excessiva especialização das disciplinas e influência da obra de Von Bertalanfy. Paralelamente, todas as teorias analisadas consideram a organização a partir de uma visão simplificada que não consegue perceber a complexidade e o pluralismo que podem existir dentro da mesma organização. A teoria dos sistemas fornece um meio para interpretar as organizações e vai contribuir para uma abertura das visões interna e externa. Essa abordagem vê a organização como um sistema unificado e direcionado de partes inter-relacionadas. Assim, os administradores podem perceber a organização como um todo, composto por partes cuja atividade afeta, de forma inter-relacionada, a atividade de toda a organização e, paralelamente, como parte de um sistema maior que é o ambiente externo. Destacam-se alguns conceitos-chave utilizados no âmbito da teoria dos sistemas que vão influenciar os avanços teóricos e empíricos na administração. Os termos mais utilizados na teoria dos sistemas são: subsistemas, fronteiras, fluxos, feedback, sinergia, holismo e homeostase. Na teoria organizacional estudada, os subsistemas organizacionais eram analisados separadamente: a administração cientifica enfocava os processos de trabalho, enquanto as teorias de motivação e liderança lidavam com o subsistema psicossocial. Na verdade, cada uma dessas teorias trouxe importantes contribuições em termos de ‘partes’ da organização, perdendo de vista seu funcionamento como um todo. Para a teoria dos sistemas, a organização é um sistema composto por diversos subsistemas em contínua interação. Subsistemas de natureza técnica, estrutural, psicossocial, de valores etc. interagem e compõem a organização. Essa perspectiva ajuda a integrar as diversas abordagens de administração estudadas. Paralelamente, a teoria dos sistemas ajuda a compreender a organização em uma contínua relação com o ambiente em que está inserida. Outra importante implicação conceitual da teoria dos sistemas tem a ver com o conceito de equifinalidade, uma 21 propriedade dos sistemas abertos que se refere às diversas formas possíveis de alcance do mesmo objetivo, contrariando, assim, ‘a única melhor forma de administrar’ da administração científica. O enfoque contingencial consolida-se a partir dos principais conceitos da teoria dos sistemas. Baseados na concepção da organização como um sistema aberto, em contínua interação com o ambiente onde está inserida, refutam os princípios universais de administração e defendem que uma variedade de fatores, tanto internos quanto externos à empresa, pode influenciar seus resultados. Autores como Taylor e Fayol especificaram princípios de administração baseados no pressuposto de que estes seriam universalmente aplicáveis. Até os teóricos da escola de relações humanas privilegiaram a universidade de seus achados empíricos, supervalorizando algumas características de gestão de pessoas que não influenciaram positivamente os resultados organizacionais em todas as condições. A teoria dos sistemas e o enfoque contingencial mudaram substancialmente a forma de ver as organizações e a administração. O conceito-chave para a compreensão dessa mudança é o de abertura; afinal,trata-se da abertura das fronteiras da organização no ambiente em que atua, assim como de sua abertura interna, enfocando o impacto que os diversos subsistemas técnicos, sociais, culturais etc. que compõem a organização desempenham em termos de alcance de seus objetivos. Com base nessa nova perspectiva, a busca da melhor forma de administrar perde sua razão de ser. O gestor encontra-se diante de uma pluralidade de caminhos que podem ser utilizados para alcançar os desejados objetivos organizacionais. Nenhum desses caminhos é o melhor. A otimização encontra seu substituto em um conjunto de alternativas satisfatórias de administração, e cada uma delas podem levar ao encontro dos mesmos objetivos. Cabe ao administrador tomar uma decisão, considerando as características da organização e seu contexto. Pela primeira vez, a área administrativa e organizacional encontra-se perante o relativismo que lhe é inerente, recorrendo cada vez mais à frase ‘tudo depende’. O que pode parecer o fim da ciência de administração, na verdade, abre caminho para a retomada do papel do administrador e de sua formação. Em 1961, Harold Koontz publicou um artigo no qual analisava a diversidade de perspectivas utilizadas para estudar a administração e as organizações, e concluiu que existia uma ‘selva’ de teoria administrativa. Para o autor, cada uma das perspectivas tinha algo a oferecer para a teoria administrativa, mas ele chega à conclusão de que uma perspectiva de processo (segundo qual a administração desempenha as funções de planejamento, organização, comando, coordenação e controle), tal como definida por Fayol, era a mais abrangente e adequada para o estudo da administração. Entre os fatores que vão influenciar o estágio atual de desenvolvimentos teóricos em administração é possível destacar a influência do pós-modernismo e o pluralismo paradigmático no campo das idéias. A teoria do custo das transações origina-se na economia. Com base no pressuposto do homem racional, que se age em função de seus próprios interesses, o principal representante dessa teoria, Oliver Williamson, desenvolve um corpo teórico que aproxima os campos de economia e sociologia, focando nos custos das transações. A transação refere-se ao intercâmbio de bens e serviços. O custo de transação ocorre no decorrer de um 22 intercâmbio econômico. Por exemplo, a maioria das pessoas que compra ações deve pagar também o custo do agente que vai intermediar o processo (broker). As transações podem ocorrer sob a égide do mercado ou da hierarquia (isto é, da organização). A teoria levanta uma hipótese interessante acerca das origens das organizações (hierarquias), vendo-as como resposta aos ambientes incertos, como uma evolução natural das transações que ocorrem livremente no mercado para transações que se realizam sob a hierarquia das organizações. A ecologia populacional (ou teoria da seleção natural) é a utilização mais extrema do ponto de vista ambiental para explicar o fenômeno organizacional. O foco da analise dessa teoria na área de administração são as populações organizacionais, não as unidades organizacionais especificas. Os fatores ambientais selecionam aquelas características organizacionais que melhor se adaptam ao ambiente. O processo de seleção natural segue três fases: 1) ocorrência de variações (planejadas ou não) nas formas organizacionais; 2) a seleção (ou não-seleção) das formas organizacionais mais adaptadas com o ambiente; 3) a retenção, que tem a ver com preservação, difusão ou reprodução das formas organizacionais mais adaptadas ao ambiente. As pesquisas empíricas construídas com base nesse modelo oferecem estudos históricos que têm como objetivo analisar o processo de aparecimento até o desaparecimento (ou mortalidade) organizacional. Atualmente, a teoria institucional representa uma das correntes mais dominantes na área de estudos organizacionais. Trata-se de um conjunto de teorias e pesquisas empíricas que busca explicar por que as organizações assumem determinadas formas, que representam relativa semelhança entre si. A principal unidade de análise dessas pesquisas são os chamados ‘campos organizacionais’, compostos por organizações que, em sua totalidade, constituem uma área reconhecida da vida institucional. Outra contribuição da teoria institucional é a importância atribuída a uma análise simbólica do ambiente onde a organização se insere. Atualmente, é possível dizer que a teoria institucional ‘se institucionalizou’, na medida em que absorveu essencialmente a teoria organizacional durante a década de 1990. O movimento de estudo crítico é uma corrente pouco articulada, mas cada vez mais presente no campo da administração. A perspectiva crítica se consolida no movimento anglo-saxão, nos anos 90, com a criação e o desenvolvimento do movimento denominado ‘Critical management studies’, uma rearticulação original entre os termos ‘crítica’ e ‘administração’. Expondo as fases ocultas, as estruturas de controle e de dominação e as desigualdades nas organizações, a abordagem crítica busca questionar a racionalidade das teorias tradicionais e mostrar que as coisas não são necessariamente aquilo que aparentam no âmbito da administração. Ironicamente, um dos desenvolvimentos mais importantes que impulsionou os estudos críticos em administração tem a ver com a expansão de escolas de administração, de inspiração norte-americana, no contexto europeu. De qualquer forma, é importante não levar em conta o movimento de estudos críticos apenas como um movimento de exclusiva inspiração de esquerda, na busca de consideração de outros autores ‘negligenciados’ pelas teorias administrativas tradicionais. Uma importante contribuição desse movimento é a abertura intelectual e paradigmática que proporciona, uma vez que representam uma abordagem multidisciplinar da problemática da administração e das organizações. 23 O que caracteriza as novas teorias administrativas e organizacionais analisadas, é um processo reverso daquele que se deu nos primeiros anos de desenvolvimento do campo da administração: em vez de buscar a delimitação de fronteiras que os separem de outras disciplinas, os estudos administrativos e organizacionais abrem-se para a influência dessas últimas, contando com as contribuições advindas da economia, sociologia, psicologia, biologia e assim por diante. A administração nasceu como uma ciência social voltada para a prática, porém os recentes desenvolvimentos teóricos do campo a separam, cada vez mais, disso. 2 Estudo de Caso 2.1 Perfil da Organização Denominação e forma de constituição, dados e fatos relevantes da origem da organização, natureza e ramo de atuação. Tipo (empresa privada, empresa pública, órgão governamental, instituição de fins lucrativos etc.) Atividade principal Porte (pequeno ou médio) – segundo os critérios do BNDES. Composição da força de trabalho, incluindo: gênero, a quantidade de pessoas, percentuais por nível de escolaridade, de chefia ou gerenciais, e regime jurídico de vínculo. Produtos e Clientes (principais produtos e clientes-alvo). Principais concorrentes da organização. Principais insumos (citar os principais produtos e matérias-primas adquiridos de fornecedores). A JM Comércio e Lapidações de Pedras Preciosas Ltda., é uma empresa de médio porte que atua no seguimento de pedras preciosas (gemas) naturais, sintéticas e pérolas. Em 1981 os irmãos Jurandir Gomes Pêgo e Sebastião Maurílio Gomes Pêgo se uniram para fundar a JM. Com tradição no seguimento de gemas e estando presente no mercado há mais de três décadas, a marca é reconhecida por seu público devido à alta qualidade e variedade de produtos que oferece. A empresa tem sua sede administrativa e comercial localizada na cidade de São Paulo, emuma vizinhança com tradição no comércio de pedras preciosas naturais. A JM oferece em seus catálogos uma variedade de mais de dez mil produtos, que são segmentados em três áreas de atuação: Pedras Naturais, Pedras Sintéticas e Pérolas. Para manter seus processos operantes, a empresa conta com a ajuda de cerca de 42 colaboradores, estruturados da seguinte forma hierárquica: diretoria, cobrança, departamento pessoal, departamento fiscal, departamento financeiro, oficina, recepção, vendas e caixa. Aliando a expressividade que apresenta no mercado que atua com seus mais de trinta anos de experiência e seu reconhecido padrão de qualidade nos produtos vendidos, a marca foi capaz de realizar prosperas parcerias com 24 refinadas grifes joalheiras e conceituados designers de pedras e jóias. Seu catálogo de clientes conta com renomados nomes, tais como H.Stern, Vivara, Carla Amorim, Romanel, entre outras, para as quais a JM customiza a lapidação das pedras de acordo com as necessidades específicas de cada cliente. Devido à sua maturidade no mercado, a gestão da JM foi capaz de identificar com clareza e com certa facilidade seu público-alvo. Feito isso, a marca estudou quais seriam as necessidades e desejos de seus clientes e trabalhou de forma a supri-los. Com um portfólio completo como o da JM, é possível atingir quase todos os tipos de público. Abaixo estão os principais produtos oferecidos pela empresa: De acordo com a empresa “confiança e credibilidade são artigos tão preciosos quanto suas gemas” e é em virtude desse slogan que a empresa trabalha com os mais altos padrões de qualidade, seriedade, honestidade e dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente. No que se refere à estrutura administrativa, a gestão da empresa optou por um quadro enxuto de colaboradores, estrategicamente distribuídos em três setores principais: Diretoria, Administrativo e Comercial. A diretoria é composta pelos dois sócios fundadores da JM. Cabe a eles esquadrinhar as estratégias financeiras e comerciais da empresa, tais como, estabelecer metas de venda, negociações de valores com os fornecedores externos entre outras. O setor administrativo está compartimentado em quatro áreas: Cobrança, que assegura a entrada de dinheiro em caixas; Financeiro, 25 que controla as despesas e receitas de maneira a garantir um bom lucro; Oficina, que lapida e personaliza as gemas de acordo com as necessidades dos clientes. As funções de RH, contabilidade e fiscal foram englobadas em um só departamento, cabendo a ele fazer o planejamento tributário, manter os livros contábeis atualizados, e gerir o resultado das equipes. Para poder manter todos os departamentos em pleno funcionamento e garantir a agilidade na gestão da empresa, funções e metas foram delegadas a cada setor. Ao departamento comercial foi delegada a missão de vender, vender, vender e vender. Como a empresa não vincula nenhuma campanha publicitária na mídia tampouco possui uma estratégia de marketing e levando em consideração que o modela de vendas adotado é o passivo, cabe aos vendedores assegurarem o maior número de vendas possíveis. Para ampliar seus resultados e manter a satisfação de seus clientes, a JM procura manter em seu quadro de colaboradores, pessoas altamente capacitadas e eficazes na função para que foram contratados. Visando garantir o padrão de atendimento ao cliente e também o ritmo dos processos internos, a JM possui uma forte política de retenção de mão de obra. Escolaridade por departamento Departamento Escolaridade Funcionários Diretoria Fundamental 2 Cobrança Superior 1 Financeiro Superior 1 Caixa Médio 1 Caixa Superior 1 Estoque Médio 1 Contabilidade Superior 1 Recepção Médio 1 Limpeza Fundamental 2 Office Boy Fundamental 2 Vendas Médio 7 Vendas Superior 6 Oficina Fundamental 10 Oficina Médio 6 Embora ainda atenda no mercado varejista, fazendo pequenas vendas para consumidores finais, seus principais clientes são, em sua maioria, designers de jóias. Ao comercializar pedras preciosas, sejam naturais ou sintéticas, a JM atrai clientes intermediários que atuam no mercado de jóias e adereços. Esse grupo de seletos consumidores procura a marca sempre que precisam de insumos para seus respectivos negócios. Antes de iniciar qualquer negociação, todos os potenciais clientes submetem-se ao cadastro obrigatório da loja (uma medida de segurança imposta pelos sócios). Por se tratar de produtos de alto valor comercial, o acesso à loja é altamente restrito, assim como a possibilidade de integração à carteira de clientes. Para se tornar um cliente da JM, é preciso passar por um rigoroso procedimento de aprovação de cadastro além de, como pré-requisito, ser indicado por outros clientes e ter hora marcada. Se, no momento do cadastro, esse possível cliente declarar que recebeu indicação da loja por 26 intermédio de algum site ou blog, esse passará por uma avaliação mais rigorosa de seu perfil financeiro para garantir que não se trata de algum tipo de golpe. Ao adotarem essa conduta, os diretores da marca acreditam estar protegendo seus interesses, clientes e patrimônio de eventuais tentativas de assalto. A JM possui 11.880 clientes cadastrados em seu diretório local. Desses 11.880 clientes cadastrados, apenas 1,6% permanecem ativos e com uma considerável freqüência de compras. A JM orgulha-se em afirmar que todo seu quadro de funcionários está apto a atender às demandas de seu público. Para que esse atendimento personalizado, seja possível, além de uma forte política de retenção de funcionários, a empresa oferece, periodicamente, treinamentos ministrados por especialistas no ramo. Além dos treinamentos, esses especialistas contribuem com a modernização da marca e aprimora o conhecimento dos sócios, administração e dos funcionários. Embora atuem em um segmento sujeito à riscos de falsificação, fraudes, contrabando, tráfico e comercio ilegal de pedras, o alto padrão de integridade e seriedade adotado na condução de seus negócios garante à empresa uma boa reputação em seu nicho. A JM até hoje nunca sofreu nenhum tipo de processo, seja de clientes ou autoridades regulamentadoras do mercado de gemas. A empresa preza pela lealdade e respeito com seus clientes, tratando suas negociações sempre de maneira transparente, buscando estabelecer uma relação de confiança plena com seus clientes. Os grandes concorrentes da JM são: JenStone, que possui basicamente tudo que a JM tem, porém não tem oficina de lapidação.A diferenciação está na lapidação onde a JM consegue desenvolver a pedra conforme a necessidade do cliente. Preço e produtos são bem similares. E a Get Stones, que possui a matriz aqui em São Paulo na região do Jardins e uma filial em Curitiba. Eles só não vendem as pedras ‘gemas’ mas também oferecem mão de obra de ourives abrindo assim ao cliente a possibilidade de ja sair da loja com a joia pronta, uma vez que é muito difícil encontrar um bom ourives de confiança nesse nicho de mercado. A JM não executa nem indica aos seus clientes esse serviço de ourivesaria, justamente por conta desse tipo de risco, afinal trata-se de mercadorias de valores. A JM importa grande quantidade de Zircônias sintéticas. Por questões estratégicas, recentemente os sócios optaram por abrir facture na China. Nesse ambiente os principais insumos sintéticos são produzidos seguindo os mais elevados critérios de fabricação e qualidade. Ao optarem pelas vantagens de custo que a fabricação própria traria, os sócios tiveram que lidar com um outro GAP, a importação dessa matéria para o Brasil. São vários desafios a serem transpostos nesse processo. O lead time é o primeiro deles, visto a distância e a burocracia no processo são consideravelmente grandes. Paraevitar a falta de mercadorias na loja, um rigoroso controle de estoque deve ser observado. Outro grande problema observado é o controle de mercadoria recebida. Visando facilitar essa tarefa, um minucioso trabalho de catalogação do conteúdo das embalagens é feito para que seja possível identificar com exatidão o conteúdo de cada invólucro. Ainda buscando agilidade e praticidade no processo de exportação, o fornecedor, que nesse caso trata-se da própria 27 subsidiária chinesa da JM, tem por critério, manter toda a mercadoria embalada em material transparente. Semelhante processo é aplicado na exportação do Cristal colorido (vidro) que o contrário das Zircônias, são pedras de calibres grandes também embaladas a vácuo, porém em menor quantidade devido ao seu tamanho. Antes de serem remetidas ao Brasil, essa mercadoria passa por um processo de separação e são reagrupadas de acordo com o seu tamanho, cor e formato e em encaminhadas para a área de exportação. Embora boa parte do processo de produção dos insumos tenha sido transferida para a facture chinesa, ainda existem alguns materiais sendo desenvolvidos no Brasil. Esses produtos são comercializados por peso – quilate. Não existe uma embalagem diferenciada, apenas um recipiente plástico com os campos destinados as especificações técnicas da pedra, tais como tipo de pedra, peso, tamanho, formato, lapidação e código da mercadoria. 2.2 Descrição e Identificação de Práticas na Empresa/Organização 2.2.1 Como a organização estrutura-se em níveis organizacionais e áreas funcionais = ORGANOGRAMA 2.2.2 Desafios da administração em relação à implantação das áreas funcionais 2.2.3 Como a organização racionaliza o trabalho de seu processo produtivo (Princípios da Administração Científica) 2.2.4 Desafios em relação à racionalização do trabalho em seu processo produtivo visando à eficiência e produtividade Presidente Financeiro Gerente de Produçao Lapidadores Gerente Comercial Vendas Caixa Dpto Pessoal/Fiscal/Contabil Compras 28 Os irmãos e sócios Jurandir e Maurílio, fundadores da empresa, não seguiram nenhuma referência teórica na forma de administrar a empresa. Mesmo sem estudos, foram moldando de acordo com sua visão o que hoje é denominada a JM. O financeiro cobra os clientes que tem conta corrente, onde o fechamento é mensal. O setor do RH/Contábil é responsável por fazer os pagamentos dos colaboradores e gerar as notas fiscais da empresa. As compras são realizadas tanto pessoalmente como por e-mail, uma vez que as mercadorias são na maioria importadas. No setor de produção, o gerente tem a função de supervisionar e dividir as tarefas entre os lapidários. Uma vez que são demandadas pela área comercial, onde o gerente comercial controla as tarefas dos vendedores que são atender clientes por: telefone, whatsapp, e-mail e pessoalmente. O caixa exerce o papel de conferir e receber os pedidos enviados por sedex e quando o atendimento é no showroom ele recebe. Para cada setor existe um gestor responsável. Sim, na área de vendas existe uma gerente onde cabe a ela identificar os pontos de melhorias e controlar os vendedores para que sejam cumpridas as metas mensais, exigida pelos diretores. No setor de produção existe um gestor especializado onde planeja e distribui as tarefas dentro da oficina de acordo com as etapas da lapidação. Na empresa não existe ao certo um critério rígido de contratação. Geralmente, a seleção é feita pelo setor de recursos humanos e a entrevista é realizada diretamente com um dos sócios. A empresa não tem uma política rígida sobre experiência na área especifica para o trabalho, pois dão cursos de treinamento para os funcionários de período em período. Os funcionários que trabalham na venda recebem salário fixo + comissão sobre vendas. Os demais funcionários recebem apenas o salário fixo. Embora cada funcionário já saiba suas responsabilidades, é necessário um primeiro comando a ser seguido e é por isso que se tem um gestor para cada área. Existem regras de conduto para o cumprimento dos horários e premiação por cumprimento de metas. Nos departamentos internos existe uma política de interação de funcionários pois cada área depende da outra. A empresa tem como política o tratamento igual a todos os funcionários. Os gerentes têm total responsabilidade por seus subordinados na rotina do dia a dia. Para decisões mais radicais, tais como, desligamento ou quebras de regras de conduta, é colegiado com os sócios. A turn-over da empresa, atualmente é baixa, o que faz com que a empresa mantenha seus funcionários satisfeitos e altamente produtivos. Os subordinados do setor de produção têm liberdade para planejar e executar seus planos, desde que cumpram com o prazo determinado de cada serviço. Na lapidação existe um controle de prazo para a conclusão das tarefas. O gestor controla o prazo dividindo as tarefas, tais como o corte de gema, lapidação e polimento, desde o momento em que o pedido tem entrada no 29 sistema pelos vendedores. Não existe um cargo específico para cada um, todos sabem fazer de tudo um pouco. 2.3 - Análise e Interpretação dos Dados De acordo com a análise feita na empresa JM Comércio e Lapidações de Pedras Preciosas Ltda., a empresa focada em lapidação de pedras preciosas está localizada no centro de São Paulo, e conta com mais de dez mil produtos diversos com foco no segmento de pérolas, pedras preciosas e sintéticas. A empresa preza pelo respeito, lealdade e busca atender com êxito os seus clientes para que desta forma a relação do cliente com a JM, seja transparente e tenha estabilidade na confiança de seus clientes. Os funcionários são instruídos para que de forma clara informe seus clientes e os oriente sobre os produtos que estarão comprando, desta forma, obtendo a credibilidade e transmitindo confiança. Com essas informações poderemos verificar se a forma de administrar da empresa se encaixa nos princípios da administração de Henri Fayol, Frederick Winslow Taylor e Abraham Maslow. 2.4 - Sugestões de Melhoria Analisando a forma de adminitração da JM Comércio e Lapidações de Pedras Preciosas Ltda., podemos dizer que a mesma acompanha alguns dos princípios da administração de Fayol, Taylor e Maslow mas que ainda deixa a desejar quanto a isto pois há um longo espaço a ser preenchido pela falta da administração cientifica e da teoria clássica. Uma das sugestões de melhorias a serem feitas é a de que não há um critério de contratação fixo e segundo Taylor é de extrema importância o processo de seleção científica do trabalhador para que o mesmo possa se adaptar, adaptar suas aptidões e capacidades às características da função que a ele será designado para ser desempenhado de forma eficiente e eficaz. Em questão a avaliação do candidato para o cargo, como podemos perceber a JM não dá devida importância para essa tomada de decisão e dependendo do cargo disponível, é necessário que a pessoa a ser contratada para designar tal função tenha um nível considerável tanto prático como teórico do que será feito. Pois na administração científica de Taylor mostra que o principal foco era o de dividir corretamente o trabalho, as tarefas e cargos dando ênfase na tarefa. A JM deve ter um segmento melhor para o treinamento de seus funcionários e recém contratados para que haja uma forma mais efetiva da adaptação e conhecimento de regras, produtos e serviços da empresa pois as habilidades de um administrador consistem em conceitos relacionados com a capacidade do mesmo para integrar, coordenar e melhorar o desempenho e interesse nas atividades do grupo e da organização. Conforme pesquisado na empresa é 30 preciso sempre que o gestor de um primeirocomando para que os funcionários possam cumprir seus deveres, mesmo eles já sabendo suas funções, de acordo com a pesquisa isto não é necessário em todo caso, pois um comando só deve ser seguido antes de suas funções caso os mesmos não sejam de rotina. Isso envolve a capacidade do gestor/administrador de se comunicar com os funcionários sabendo motivá-los e liderá-los somente quando necessário pois desse modo terá uma visão estratégica de sucesso para a JM. De acordo com Fayol é a única maneira correta de cada um desempenhar suas tarefas é a de maximizar sua eficiência e o rendimento da produtividade. Este é o clássico processo, coordenação, eficiência e eficácia. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a teoria da administração clássica de Fayol e da administração científica de Taylor surgiram soluções para diversos problemas administrativos nas organizações. A empresa JM segue muitos dos princípios tayloristas e de Fayol em determinados ambientes e situações, como por exemplo a divisão correta de setores para cada área da empresa tendo em cada uma um gestor gerenciando tarefas, produtos e serviços para seus funcionários; a política de remuneração e teorias/práticas motivacionais; integração de setores pois como se sabe a administração e a organização é como um corpo humano, pois cada órgão é responsável por determinada tarefa mas interligado e dependendo da função de outro órgão, e na administração não é diferente. É preciso ter uma visão mais humana em relação a interação com os subordinados e não virar completamente para o lado mecanicista. A administração cientifica e clássica nos mostra que até nos dias de hoje há uma deficiência quanto a ideologia e ao empirismo apesar das inovadoras e diferentes abordagens contemporâneas da administração, a administração de Fayol e Taylor deixa claro que os princípios da mesma como estrutura, departamentalização e racionalização do trabalho não foram substituídas. Ainda é possível identificar os princípios da teoria de Fayol e de Taylor inserida nas empresas, mesmo com o avanço e crescimento de empresas e suas práticas contemporâneas. Com a pesquisa feita na empresa JM podemos perceber os relatos citados a cima e que mesmo talvez sem o conhecimento dos administradores da empresa sobre as teorias da administração clássica e científica, a mesma segue muitos dos princípios, técnicas e teorias abordadas. Seguindo essa linha e construindo uma parte mais abrangente e diversa das duas técnicas da administração, a empresa pode crescer e desenvolver ainda mais seus produtos e serviços dentro do mercado de trabalho. 31 Referências 1- SOBRAL, Felipe. PECI, Alketa. Administração – Teoria e Prática no Contexto Brasileiro. 1. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008 2- Funcionária da empresa JM Flávia Pego, filha do Jurandir Pego um dos sócios 3- http://admsrcj.blogspot.com.br/2011/05/diferenca-das-adms-de-taylor-e- fayol.html?m=1–visitado em 09/11/2016 4- http://academiamarketing.blogspot.com.br/2011/11/historia-da- administracao-de-taylor-e.html?m=1 – visitado em 09/11/2016 5- http://admsrcj.blogspot.com.br/2011/05/os-14-principios-de-fayol.html - visitado em 24/11/2016 6- https://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/40112/henri-fayol- e-os-14-principiosgerais-da-administracao - visitado em 24/11/2016 Apêndice Questões sobre a Administração científica 1 Como é feita a divisão das tarefas na empresa? 2 Existe um gestor para cada setor? Questões sobre a Gestão administrativa 1 Qual o critério de contratação? 2 Existe alguma avaliação para identificar o nível de conhecimento prático que o candidato melhor se enquadra para ocupar o quadro? 3 Após ser contratado, o funcionário passa por um treinamento para a adaptação das regras e produtos da empresa? 4 Qual a política de remuneração da empresa? 5 É necessário o gestor dar ordem para que o trabalho seja executado? 6 Cada um sabe da sua responsabilidade? 7 Existe alguma regra de conduta onde os funcionários estão sujeitos a sanções por infrações, ou por premiar ou desempenho superior 8 Nos departamentos internos da JM existe uma política de integração dos funcionários? 9 Existe um tratamento diferenciado do gestor com cada subordinado? 10 Até que nível o gerente pode assumir responsabilidade sem consultar os superiores 11 Qual é a taxa de turn-over da empresa? 12 Os subordinados do setor de produção têm liberdade para planejar e executar seus planos? 13 Na lapidação, existe um controle de tempo ou prazo para a conclusão das tarefas? Anexo 1 - Fichas individuais 32 ALUNO 1 FICHA DAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS - APS NOME: ÉDERSON FERNANDO LOPES BARBOSA TURMA: 02/AD2Q68 RA: N804EE-1 CURSO: ADMINISTRAÇÃO CAMPUS: PARAÍSO SEMESTRE de curso 1o. sem. TURNO noturno X 2o. sem. CÓDIGO DA ATIVIDADE: 91A2 / 91A3 SEMESTRE: 2016/2 ANO GRADE: 2o. semestre 2016/1 1o. semestre 2016/2 DATA DA ATIVIDADE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE TOTAL DE HORAS ASSINATURA DO ALUNO HORAS ATRIBUÍDAS (1) ASSINATURA DO PROFESSOR 2o. SEM/2016 APS de EPA - Evolução do Pensamento Administrativo 50 50 José Benedito Regina (1) Horas atribuídas de acordo com o regulamento das Atividades Práticas Supervisionadas do curso. 33 ALUNO 2 FICHA DAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS - APS NOME: RAFAELA APARECIDA FERREIRA TURMA: 02/AD2P68 RA: D0786F-5 CURSO: ADMINISTRAÇÃO CAMPUS: PARAÍSO SEMESTRE de curso 1o. sem. TURNO noturno X 2o. sem. CÓDIGO DA ATIVIDADE: 91A2 / 91A3 SEMESTRE: 2016/2 ANO GRADE: 2o. semestre 2016/1 1o. semestre 2016/2 DATA DA ATIVIDADE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE TOTAL DE HORAS ASSINATURA DO ALUNO HORAS ATRIBUÍDAS (1) ASSINATURA DO PROFESSOR 2o. SEM/2016 APS de EPA - Evolução do Pensamento Administrativo 50 50 José Benedito Regina (1) Horas atribuídas de acordo com o regulamento das Atividades Práticas Supervisionadas do curso. 34 ALUNO 3 FICHA DAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS - APS NOME: SUELLEN CONDE DE OLIVEIRA TURMA: 02/AD2Q68 RA: C81827-5 CURSO: ADMINISTRAÇÃO CAMPUS: PARAÍSO SEMESTRE de curso 1o. sem. TURNO noturno X 2o. sem. CÓDIGO DA ATIVIDADE: 91A2 / 91A3 SEMESTRE: 2016/2 ANO GRADE: 2o. semestre 2016/1 1o. semestre 2016/2 DATA DA ATIVIDADE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE TOTAL DE HORAS ASSINATURA DO ALUNO HORAS ATRIBUÍDAS (1) ASSINATURA DO PROFESSOR 2o. SEM/2016 APS de EPA - Evolução do Pensamento Administrativo 50 50 José Benedito Regina (1) Horas atribuídas de acordo com o regulamento das Atividades Práticas Supervisionadas do curso. 35 Anexo 2 - Declaração da empresa