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AD1 Linguística II

Atividade AD1 de Linguística II com questões sobre definição de "língua" segundo Chomsky (Língua I e Língua E), distinção competência vs. desempenho usando o papagaio Alex, justificativa da hipótese inatista e apresentação da Gramática Universal.

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AD1 – Linguística II
OBSERVAÇÃO: ao apresentar suas respostas, atenda explicitamente ao conteúdo que é abordado na questão; cada pergunta tem o objetivo verificar sua maneira de pensar sobre o problema apresentado e não pode ser respondida com a mera transcrição de conceitos presentes em seu material didático ou em qualquer outra fonte.
Questão 1
Defina os conceitos do termo “língua” e explique a proposta de Chomsky para dar conta desses significados.
De acordo com o estudo do livro e dos materiais didáticos disponibilizados, entende-se que o conceito do termo língua se refere tanto a habilidade presente na mente humana, isto é, a faculdade cognitiva que permite que o indivíduo compreenda, produza e crie de acordo com a língua falada em seu meio; tanto como código linguístico. 
Para Chomsky, o objeto da linguística é a língua e para dar conta destes significados expostos acima, Chomsky subdivide a língua em Língua I e Língua E. 
A Língua E é um fenômeno sociocultural e histórico, pois se constitui ao longo do tempo em diversas sociedades, sejam elas pequenas ou grandes. É uma instituição composta por símbolos arbitrários, organizados pela coletividade, para a comunicação e interação dos indivíduos. 
A Língua I é o conhecimento linguístico, cognitivo, de uma pessoa que permite o uso natural da Língua E. A Língua I é a habilidade cognitiva de utilizar, compreender e produzir o código linguístico (Língua E).
Questão 2
Um papagaio pode conseguir produzir sons idênticos aos de uma língua oral, mas não conseguirá expressar seus sentimentos e produzir sentenças complexas, utilizando-se da criatividade da fala humana. Diferencie competência de desempenho linguístico, fazendo uso exemplo acima.
O papagaio pode produzir sons semelhantes e idênticos aos de uma língua oral, pois possui um aparelho fonador que permite emitir estes sons, por meio de um treinamento intensivo. Entretanto, este animalzinho, assim como todos outros, não consegue produzir e utilizar a fala para expressar seus sentimentos, criar novas expressões, iniciar um diálogo.
O Alex, citado na página 71 do livro didático e na Aula 3 da plataforma, por meio do vídeo, é um exemplo de papagaio que foi treinado exaustivamente e aprendeu várias palavras e “respostas decoradas”, porém falta a ele, a criatividade que é uma das principais características da língua humana. A competência linguística é a habilidade de criar, compreender e produzir expressões e é uma habilidade dos seres humanos. O papagaio apresenta sons relativamente adequados para o desempenho linguístico, pois consegue, de alguma forma, uma performance com as palavras do código. Entretanto, não é capaz de utilizar estas palavras para expressar sentimentos e criar sentenças, pois não possui competência linguística para tal.
Resumindo, competência linguística é o módulo da mente humana onde os conhecimentos estão armazenados, também conhecidos como a Língua I. Desempenho linguístico é a manifestação e uso da linguagem numa situação de comunicação.
Questão 3
O pensamento de que “não existia uma “natureza humana” e todos os tipos de conhecimentos possíveis são instanciados no cérebro humano através da experiência sensitiva do indivíduo em seu mundo empírico” não corrobora a hipótese inatista. Justifique essa afirmativa, explicando a hipótese inatista.
Segundo o pensamento acima, acredita-se que os estímulos e a experiência sensitiva sejam os responsáveis pela aquisição da linguagem humana. Entretanto, a hipótese inatista discorda que estas vivências apontadas sejam as únicas responsáveis. Para o inatismo, a capacidade linguística humana decorre de nossas bases genéticas. De acordo com a hipótese, o Homo Sapiens possui uma capacidade biológica inata para o desenvolvimento das línguas naturais, a faculdade da linguagem, a qual permite que os estímulos do ambiente sejam transformados em conhecimento linguístico. Desta forma, a integração entre a faculdade da linguagem e os estímulos do ambiente é que possibilitará o conhecimento linguístico.
A hipótese inatista vem, portanto, demonstrar que os estímulos, sem a faculdade da linguagem, não são capazes de construir a competência linguística.
Questão 4
Qual hipótese Chomsky apresenta como uma solução para a questão da universalidade da linguagem?
A hipótese que Chowsky apresenta para a solução da universalidade da linguagem é a Gramática Universal (GU), que é a predisposição genética humana para a aquisição da língua do ambiente – Língua E. 
A GU não é a Língua I, mas sim o estágio inicial da aquisição linguística, sendo assim, o indivíduo necessitará de experiências sociolinguísticas para transformar a gramática universal na gramática de uma língua específica.
A hipótese da GU articula as preocupações filosófica dos séculos anteriores com a pesquisa genética moderna. Seus Princípios são o conjunto de regularidades gramaticais universal, comuns a todas as línguas. Já os Parâmetros abrandem as diferenças existentes nas línguas, o conjunto limitado de variações linguísticas possíveis.
Questão 5
De acordo com a Teoria dos Princípios e Parâmetros, explique o Parâmetro do Sujeito Nulo para os exemplos abaixo:
(I) Português: Eu gosto de chocolate.
Ø gosto de chocolate.
(II) Inglês: I like chocolate.
*Ø like chocolate.
Os Parâmetros da Gramática Universal são determinados a partir dos dados do ambiente linguístico da criança. Eles podem ser acionados como positivo ou negativo, isto é, de maneira binária. 
De acordo com o exemplo (I) acima o sujeito foi omitido na segunda frase, o que é algo permitido na nossa língua (o Português), sem interferir no entendimento e estrutura da mesma. Neste caso, temos o que a linguística gerativa chama de Parâmetro do Sujeito Nulo, pois este parâmetro é marcado como positivo numa língua, assim, dizemos que ela é [+ sujeito nulo].
O mesmo não acontece com o Inglês, tornando a segunda frase agramatical, ou seja, este exemplo acima viola o código, tornando-a inaceitável de acordo com as regras da língua. Neste caso, chamamos de [- sujeito nulo], pois o seu Parâmetro de Sujeito Nulo é negativo. 
Assim, dependendo da Língua E do indivíduo, o parâmetro em sua GU será variável para o positivo ou negativo, sempre de acordo com as possibilidades e regularidades da língua falada no ambiente da criança.

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