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Nutrição no Envelhecimento Cutâneo Profª Drª Luciana Toscano Envelhecimento • Processo biológico complexo e contínuo que se caracteriza: • Diminuição progressiva da capacidade de manter a homeostasia; • Alterações fisiológicas e metabólicas; • Redução da habilidade do organismo em responder ao estresse; • Morte celular. Envelhecimento Fisiologia do Envelhecimento cutâneo • Fatores: • Intrínsecos: cronológico e genético • Extrínsecos: exposição solar excessiva, tabagismo, alimentação, poluição, fatores ambientais. Fisiologia do Envelhecimento Cutâneo • Aspectos histológicos do envelhecimento Perda de melanócitos e células de Langerhans Mecanismos do Envelhecimento • Teoria dos radicais livres →Aumento do estresse oxidativo • Teoria da glicação →Acúmulo de AGEs (produtos finais de glicação avançada) Mecanismos do Envelhecimento • Teoria dos radicais livres ↑ EROs Processo inflamatório Mecanismos do Envelhecimento Mecanismos do Envelhecimento • Pró-oxidantes x Antioxidantes Mecanismos do Envelhecimento Teoria da glicação (AGEs) Mecanismos do Envelhecimento Teoria da glicação (AGEs) Glicose da pele adere ao colágeno e elastina Pontes rígidas entre proteínas produzindo AGE Perda da função do colágeno e processos inflamatórios Mecanismos do Envelhecimento Teoria da glicação (AGEs) ❑ A produção de AGEs ocorre de forma mais acentuada nas seguintes situações: ✓ Estados hiperglicêmicos (Diabetes, obesidade, SM, alterações no metabolismo da glicose); ✓ Estados inflamatórios e oxidativos. Mecanismos do Envelhecimento ✓ Formação de crosslinks irreversíveis (glicose + amino da proteína) Teoria da glicação (AGEs) Mecanismos do Envelhecimento Hiperglicemia induz ↑EROs e formação de AGEs Glicação de proteínas + ↑ estresse oxidativo e inflamação = envelhecimento biológico Prevenção da glicação • Dieta ↓IG e ↑ antioxidantes • Carcinina: derivado da carnosina, resistente a degradação enzimática e ação anti-glicante. Teoria da glicação (AGEs) AGEs e envelhecimento cutâneo Como minimizar o estresse oxidativo e a glicação? • Uso de antioxidantes orais e tópicos; • Uso de anti-glicantes orais e tópicos; • Alimentação adequada; • Ingestão de fibras; • Anti-inflamatórios (W-3); • Sono adequado Nutrição no Envelhecimento Cutâneo Nutricosméticos/ nutracêuticos com ação anti-glicante Antioxidantes Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ ANTIOXIDANTES NA DIETA - Retinol e Carotenoides ▪ Vitamina A: antioxidante e proteção UV ▪ Carotenoides: licopeno, betacaroteno, luteína e zeaxantina. ▪ Betacaroteno→ atividade pró-vitamina A (origem vegetal). Forma ATIVA Nutrição no Envelhecimento Cutâneo Nutricosméticos Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ ANTIOXIDANTES NA DIETA – Vitaminas E e C Vitamina E – compõe as membranas celulares, impede a degradação lipídica e estimula a proliferação de fibroblastos. Vitamina C – antioxidante + abundante do organismo, cofator enzimático na síntese de colágeno e regenera o α- tocoferol Atuam de forma sinérgica. Nutrição no Envelhecimento Cutâneo Nutricosméticos e Nutracêuticos Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ ANTIOXIDANTES NA DIETA – Minerais Zn e Se Zinco - sistema antioxidante (SOD) e cofator de inúmeras enzimas Recomendação: 8 mg/dia M e 11 mg/dia H (DRIs , 2002) Selênio – participa no sistema antioxidante (GPx); Recomendação: 55 µg/dia H e M (DRIs , 2002) Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ ANTIOXIDANTES NA DIETA - Polifenóis Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ ANTIOXIDANTES NA DIETA - Polifenóis Antioxidantes mais abundantes na dieta Inibição da inflamação Alta absorção dos flavonoides TGI Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ FOTOPROTEÇÃO DIETÉTICA Exposição a radiações UV (câncer de pele e envelhecimento precoce) Fotoproteção (↓rugas, manchas e oxidação da pele) ❑ Estratégias de fotoproteção dietética • Combinação de compostos antioxidantes e anti-inflamatórios • Carotenoides - distribuídos na pele (bronzeamento) e olhos - fotoproteção sistêmica • Complementar a fotoproteção tópica Nutrição no Envelhecimento Cutâneo ❑ NUTRIENTES FOTOPROTETORES NUTRIENTES FONTES RDA Vitamina E Óleos vegetais, grãos de cereais, ovos 15 mg/dia Vitamina C Frutas (acerola) e vegetais (brócolis) H – 90 mg/dia M – 75 mg/dia Licopeno Tomate, morango, melancia 16 a 24 mg/dia Betacaroteno Frutas e vegetais amarelo alaranjado 24 a 30 mg/dia Luteína Espinafre, ovo, pimentão vermelho - Polifenóis Chá verde, uva 55 g/dia Selênio Oleaginosas, grãos de cereais 55 a 70 µg/dia Lipodistrofia ginoide ou Fibro edema geloide Lipodistrofia Ginoide • Desordem estética mais predominante nas mulheres; • Atinge diversas partes do corpo; • Comportamento alimentar Lipodistrofia Ginoide ❑ ETIOLOGIA Multifatorial Genética SexoDesequilíbrio hormonal ❑ Fatores Predisponentes Lipodistrofia Ginoide ❑ ETIOLOGIA Fatores Determinantes Tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, constipação intestinal, disfunção renal Desenvolver ou agravar a celulite Alterações na celulite: ▪ Acúmulo de tecido adiposo; ▪ Dificuldade de reabsorção linfática; ▪ Disfunção circulatória; ▪ ↑ permeabilidade capilar Lipodistrofia Ginoide Caracteriza-se por alteração patológica da hipoderme, com presença de edema e com função linfática alterada. Lipodistrofia Ginoide ❑ ASPECTOS HISTOPATOLÓGICOS ▪ ↑ Líquido no interior dos adipócitos; ▪ Distúrbio circulatório (edema – barreira fibrosa) ▪ Disfunção linfática ▪ Nervos Lipodistrofia Ginoide ❖ CLASSIFICAÇÃO Estágios da celulite Lipodistrofia Ginoide ❖ TRATAMENTO ➢ Redução da lipogênese; ➢ Aumento de massa magra; ➢ Controle do edema (ação drenante); ➢ Atividade de oxigenação e nutrição dos tecidos Lipodistrofia Ginoide ❖ O PAPEL DA NUTRIÇÃO o Efeito tóxico da constipação • Fibras insolúveis (75%) e solúveis (25% do total), probióticos (Lactobacillus e bifidobacterium), prebióticos e simbióticos; • Ingestão hídrica adequada Melhorar o funcionamento TGI e microbiota intestinal; Lipodistrofia Ginoide ❖ O PAPEL DA NUTRIÇÃO o Acúmulo de tecido adiposo • Consumo alimentar adequado quali e quantitativo • Evitar excesso de LIP e CHO, refrigerantes e industrializados • Prática regular de exercício físico Diminuição da gordura corporal total Lipodistrofia Ginoide ❖ O PAPEL DA NUTRIÇÃO o Permeabilidade capilar e insuficiência linfática • Bioflavonoides (saponina e rutina): ↓ permeabilidade capilar, ↓ inflamação • Vitaminas B6, B12 e B9: ↓ permeabilidade capilar e formação da GPx • Limitar consumo de Na Diminuição de edema Lipodistrofia Ginoide ❖ O PAPEL DA NUTRIÇÃO o Desequilíbrio hormonal ✓ Fitoestrógenos (isoflavona): auxiliam na regulação deste hormônio e ação antioxidante; ✓ Uso de fitoterápicos: ative a circulação e drenagem linfática. Lipodistrofia Ginoide ❖ PLANTAS MEDICINAIS E PROPRIEDADES PLANTA PROPRIEDADE COMPOSTO ATIVO PARTE USADA Ginkgo biloba Melhora tônus vascular, antioxidante e anti-inflamatório Flavonoides Folhas Talho de vassoura Auxilia na microcirculação Flavonoides (saponina) Flor e rizoma Mamão e abacaxi Anti-inflamatória e antiedema Papaína e bromelina Frutos e folhas Lipodistrofia Ginoide ❖ Conduta Nutricional ▪ Dieta anti-inflamatória; ▪ Desintoxicante; ▪ Normo ou hipossódica; ▪Baixo Índice Glicêmico