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Pneumotórax Pneumotórax Definição • É a presença de ar no espaço pleural Classificação •Espontâneo • Primário • Secundário •Traumático • Propriamente dito • Iatrogênico Pneumotórax espontâneo primário • Indivíduos sem doença pulmonar prévia - maioria apresenta bolhas sub-pleurais • Mais comum no sexo masculino (5 a 8:1) • Idade: adultos jovens • Biotipo: longilíneo • Fator de risco: tabagismo Pneumotórax espontâneo primário • Dor torácica súbita, pleurítica • Dispnéia – depende da extensão do pneumotórax • Pode haver tosse, às vezes com hemoptise • Inicia-se comumente com o paciente em repouso Exame físico • Taquipnéia – depende da extensão • Timpanismo à percussão • FTV diminuído • MV diminuído a abolido • Obs – alterações tendem a se localizar nas porções superiores Magnitude • Distância entre a margem pulmonar e a parede torácica: • Grande: ≥ 2 cm • Pequeno: < 2 cm Magnitude • Distância do ápice do pulmão ao ápice da cavidade pleural: • Grande: ≥ 3 cm • Pequeno: < 3 cm Tratamento Pneumotórax primário pequeno estável • Conduta conservadora • Observação 3 a 6 horas no SPA • Observação domiciliar cuidadosa 12 a 48 h • Considerar internação conforme condição social Tratamento Pneumotórax primário grande estável • Internação • Drenagem pleura fechada • Dreno fino ou intermediário • Acoplar à válvula de Heimlich ou selo d’água. Tratamento Pneumotórax primário grande estável Tratamento Pneumotórax primário grande estável • lnternação hospitalar • Drenagem pleural fechada selo d’água • Aspiração contínua inicial opcional • Paciente em VM utilizar dreno maior • Expansão e controle imediato: válvula de Heimlich Tratamento Pneumotórax primário grande instável Tratamento Pneumotórax grande instável • Persistência da fístula após 4 dias: • Toracoscopia • Toracotomia • Pleurodese Tratamento Profilaxia de recorrência • Persistência da fístula após 4 dias; • Fatores de risco (mergulhos ou viagens aéreas) • Segundo episódio • Toracoscopia • Toracotomia • Pleurodese Pneumotórax espontâneo secundário Doenças subjacentes • Vias aéreas: DPOC, asma • Infecções: tuberculose, pneumatoceles, abscessos • Neoplasia • Doenças intersticiais pulmonares Pneumotórax espontâneo secundário • Quadro clínico • Dor torácica pleurítica • Dispnéia é mais comum • Clínica da doença de base • Diagnóstico • Radiografia de tórax Tratamento Pneumotórax secundário • Internação • Drenagem pleura fechada • Persistência da fístula após 5 dias: • Toracoscopia • Toracotomia • Pleurodese Tratamento Peumotórax secundário Pneumotórax traumático • Propriamente dito • Trauma aberto – arma branca ou de fogo • Trauma fechado – fratura de costelas • Iatrogênico • Punção venosa • Toracocentese ou biópsia pleural • Barotrauma Pneumotórax hipertensivo Derrame Pleural • Presença de líquido no espaço pleural sangue – hemotórax pus – piotórax linfa – quilotórax soro - hidrotórax DEFINIÇÃO Espaço pleural Pressão hidrostática Pressão oncótica + 30 (PH) Pleura parietal Pleura visceral + 24 (PH) - 5 + 35 + 29 + 5 (POLP)+ 34(PO) + 34(PO) + 29 + 29 + 6 FISIOPATOLOGIA • Maior afluxo de líquido para o espaço pleural • Aumento da pressão hidrostática • Redução da pressão oncótica • Aumento da permeabilidade FISIOPATOLOGIA • Menor absorção de líquido do espaço pleural • Compressão extrínseca dos linfáticos • Oclusão dos orifícios linfáticos • Aumento da pressão venosa • Redução da pressão negativa intra-pleural Estomas Linfáticos FISIOPATOLOGIA • Sintomas e sinais do derrame pleural • Sintomas e sinais da doença de base • Freqüentemente predominam no quadro APRESENTAÇÃO CLÍNICA • Dor torácica • Sintoma mais comum, sobretudo nas causas inflamatórias • Localizada na região afetada – pode ser referida no abdome ou ombro • Características pleuríticas • Pode melhorar com o decúbito do mesmo lado SINTOMAS • Tosse seca • Dispnéia • Extensão do derrame, tempo de formação • Limitação pela dor • Doença pulmonar subjacente • Sintomas da doença de base SINTOMAS • Inspeção – abaulamento nos grandes derrames, desvio do ictus • Palpação – FTV abolido • Percussão – macicez • Ausculta – MV abolido EXAME FÍSICO • Radiografia de tórax em PA e perfil • Radiografia de tórax em decúbito lateral com raios horizontais (Hjelm-Laurell) • Ultra-som • TC de tórax CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA RX TÓRAX RX TÓRAX RX TÓRAX Velamento dos seios costofrênicos: 170 a 500ml de líquido RX TÓRAX Coluna líquida de mais de 1 cm indica que o líquido é passível de punção RX TÓRAX Parábola com concavidade para cima RX TÓRAX RX TÓRAX Pequeno Moderado - Grande Maciço RX TÓRAX Desvio de Mediastino RX TÓRAX RX TÓRAX • Ultra-som • Alta sensibilidade na detecção • Identifica septações, espessamentos da pleura, presença de grumos de fibrina. • Diferenciação lesões líquidas de sólidas • Indicar local para toracocentese CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA TC COM CONTRASTE Derrame Pleural Livre TC COM CONTRASTE Derrame Loculado / Encistado TC Doença sistêmica sem comprometimento primário pleural? • pressão hidrostática • pressão oncótica • Derrames pequenos (<1cm no decúbito) • Diagnóstico conhecido; Ex: ICC • NÃO REALIZAR TORACOCENTESE Doença sistêmica com comprometimento primário pleural? • Alteração da permeabilidade pleural • Extravasamento de proteínas para o líquido pleural • Provável transudato com evolução não satisfatória. • REALIZAR TORACOCENTESE TORACOCENTESE Aspecto macroscópico TORACOCENTESE Aspecto Amarelo límpido Transudato ICC, síndrome nefrótica, hipoproteinemia Hemorrágico Exsudato Neoplasia, TEP, trauma, pancreatite Amarelo citríno /turvo/pús Parapneumônico, empiema, neoplasia Branco leitoso Carcinoma, linfoma, ou etiologia traumática Aspecto macroscópico TORACOCENTESE Transudato • Não há doença primária da pleura • ICC, cirrose hepática, síndrome nefrótica, glomerulonefrite Exsudato • Doença primária da pleura • Tuberculose, pneumonias, colagenoses, TEP INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA Tipos: critérios de Light Critérios de Light para diferenciação de transudatos e exsudatos Parâmetros Transudatos Exsudatos Relação entre proteína do líquido pleural e sérica < 0,5 > 0,5 Relação entre DHL do líquido pleural e sérica < 0,6 > 0,6 DHL no líquido pleural >2/3 do limite superior no soro não sim Obs: DHL : níveis de desidrogenase lática correlaciona-se com o grau de inflamação pleural INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA • Citometria e citologia: • Total: • Transudatos < 1000/mm3 • Exsudatos: acima de 10.000/mm3: • Parapneumônicos, empiema, TBC, pancreatite, TEP, lúpus • Diferencial: • Pesquisa de células neoplásicas AVALIAÇÃO LABORATORIAL • Citometria e citologia: • Total: • Diferencial: • Neutrófilos: parapneumônicos, empiema, fases iniciais TBC e das colagenoses, pancreatite; • Mononucleares: TBC, neoplasias e colagenoses, no TEP e acometimento crônico da pleura • Pesquisa de células neoplásicas AVALIAÇÃO LABORATORIAL • Citometriae citologia: • Total: • Diferencial: • Pesquisa de células neoplásicas • Sensibilidade diagnóstica 40 a 90% • Especificidade de 97% AVALIAÇÃO LABORATORIAL • Bioquímica • Proteína e DHL • Glicose <60 mg/dl : AR, TBC, parapneumônico, neoplásicos; • Amilase: pancreatite, ruptura de esôfago, neoplasia; • pH <7,2 : Parapneumônico, ruptura de esôfago, AR, TBC, neoplasia, hemotórax e lúpus AVALIAÇÃO LABORATORIAL • Microbiologia • Pesquisa direta – Gram, BAAR, fungos • Cultura • Testes específicos: FR, FAN, Células LE, complementos • Biópsia pleural: • Tuberculose, neoplasia • Pleuroscopia AVALIAÇÃO LABORATORIAL TORACOCENTESE + BIÓPSIA • Técnica: - Paciente sentado - Localização: Ex. físico - Linha axilar posterior - Assepsia + anestesia + punção (líquido para estudo) - Introdução da agulha de Cope para biópsia - Desvantagem da agulha de Cope. - Indicação de videotoracoscopia assistida para doença da pleura VIDEOTORACOSCOPIA Obrigado