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TRABALHO SOBRE:
FÉRIAS, AVISO PRÉVIO E GRATIFICAÇÃO NATALINA 
Professora: Ana Cláudia Petrini
Leilane Lodi De Mello Passagem 
RA: N195FJ-3
Turma: DR6A18
RIBEIRÃO PRETO, DE NOVEMBRO DE 2019.
Férias
Conceito 
As férias constituem um direito do empregado de deixar de trabalhar e de estar à disposição do empregador durante um determinado número de dias consecutivos por ano, sem prejuízo da remuneração, desde que preenchidos alguns requisitos exigidos por lei.
A concessão de férias também tem por objetivo a preservação da saúde e da integridade física do empregado, à medida que o repouso a ser usufruído nesse período visa recuperar as energias gastas e permitir que o trabalhador retorne ao serviço em melhores condições físicas e psíquicas.
Natureza jurídica
A natureza jurídica das férias é dúplice: 
Constitui um direito do empregado de gozá-las nos prazos e pelo período previstos em lei e um dever de não trabalhar para outro empregador nesse período, a menos que esteja obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele (art. 138, CLT). 
De outro lado, constitui um dever do empregador de conceder as férias ao empregado e um direito de exigir que o empregado não trabalhe durante o curso das férias, salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de outro contrato de trabalho.
Irrenunciabilidade
A natureza imperativa das normas sobre férias faz com que o direito a elas seja irrenunciável pelo empregado. A indisponibilidade do direito tem como objetivo garantir o repouso do empregado durante o período respectivo.
Assim, o descanso deve obrigatoriamente ser observado pelo empregado, que não poderá, durante as férias, prestar serviços a outro empregador, salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido com aquele (art. 138, CLT).
Além disso, não pode o empregado substituir o período de descanso por parcela em dinheiro, sendo inválida a chamada “venda de férias”.
No entanto, o legislador amenizou esta imperatividade ao permitir a conversão parcial do período de férias em pecúnia. Trata-se do abono de férias, que é caracterizado pela faculdade concedida ao empregado de converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em trabalho, recebendo, como consequência, abono pecuniário no valor da remuneração correspondente aos dias trabalhados (art. 143, CLT).
Aquisição do direito de férias
O direito a férias depende da implementação de um período aquisitivo, que corresponde a 12 meses de vigência do contrato de trabalho, ou seja, a cada 12 meses de vigência do contrato o empregado adquire o direito a férias, enquanto durar o referido contrato (art. 130, CLT).
Importante ressaltar que o período aquisitivo corresponde a doze meses de vigência do contrato de trabalho, e não a doze meses de trabalho. Assim, como o período de férias é tempo de serviço para todos os efeitos legais, deve necessariamente ser incluído na contagem dos períodos aquisitivos.
Duração das férias
A duração das férias é fixada de forma objetiva pelo legislador a partir do critério assiduidade do empregado no emprego. A regra geral, inclusive para os empregados contratados sob o regime de tempo parcial, é que sua duração é de 30 dias corridos. No entanto, a duração do período de férias poderá ser menor em razão do número de faltas injustificadas ao trabalho que o empregado tiver durante o período aquisitivo, conforme a proporção prevista no art. 130 da CLT:
	Número de faltas
	Número de dias de férias
	Até 5 faltas
	30 dias
	De 6 a 14 faltas
	24 dias
	De 15 a 23 faltas
	19 dias
	De 24 a 32 faltas
	12 dias
Remuneração das férias
A remuneração das férias equivale à remuneração normal do empregado, ou seja, o mesmo valor que o empregado receberia caso trabalhasse no respectivo período, acrescida de 1/3 (art. 142, CLT, e art. 7º, XVII, CF).
O abono de férias deverá ser requerido pelo empregado até 15 dias antes do término do período aquisitivo (art. 143, § 1º, CLT). O pagamento do abono será feito no mesmo prazo e da mesma forma que o pagamento da remuneração das férias, ou seja, até dois dias antes do empregado sair de férias (art. 145, CLT).
Com a revogação do art. 143, § 3º, CLT, pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), o abono de férias também pode ser requerido pelos empregados contratados sob regime de tempo parcial.
Em se tratando de férias coletivas, o abono de férias deve ser objeto de acordo coletivo e, ainda, ser requerido individualmente pelo empregado que tenha interesse na conversão (art. 143, § 2º, CLT).
O abono de férias tem natureza indenizatória, não integrando a remuneração do empregado para os efeitos da legislação trabalhista (art. 144, CLT).
A parte do salário paga em utilidades e os adicionais de hora extra, noturno, de insalubridade e de periculosidade integram o salário do empregado para fins de cálculo das férias, ou seja, devem ser somados ao salário -base para o cálculo das férias (art. 142, §§ 4º e 5º, CLT). Caso o valor adicional na época da concessão das férias não seja o mesmo que o valor recebido durante o período aquisitivo, ou caso tenha havido variações de valores ao longo do período aquisitivo, deve ser calculada a média daquele período, com incidência dos eventuais reajustes salariais supervenientes (art. 142, § 6º, CLT).
O pagamento da remuneração das férias deve ser feito até 2 dias antes do empregado iniciar o período respectivo, mediante recibo, do qual deve constar indicação do início e do término das férias (art. 145, CLT).
O pagamento do abono de férias previsto no art. 143 da CLT será feito no mesmo prazo e da mesma forma que o pagamento da remuneração das férias, ou seja, até dois dias antes de o empregado sair de férias (art. 145, CLT).
Férias coletivas
São aquelas concedidas, por interesse do empregador ou em virtude de negociação coletiva, a todos os empregados da empresa ou de determinado estabelecimento ou setor da empresa. Trata -se de situação excepcional, tendo em vista que o normal é a concessão de férias individuais a cada empregado, respeitados os respectivos períodos aquisitivos e concessivos.
Aviso prévio
Conceito
É a notificação dada por uma das partes do contrato de trabalho à outra parte, comunicando sua intenção de rescindir o contrato, sem justa causa. Trata-se de instituto típico dos contratos por prazo indeterminado e tem por finalidade evitar a surpresa da ruptura abrupta do contrato de trabalho.
O aviso prévio é um direito irrenunciável por parte do empregado, não ficando o empregador isento de seu pagamento caso aceite pedido do empregado de dispensa de seu cumprimento. Somente a comprovação de que o empregado obteve um novo emprego exime o empregador deste pagamento.
Duração
De acordo com a previsão constitucional, a duração do aviso prévio deve ser proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 (trinta) dias.
Em relação a proporcionalidade a lei diz que: 
1 - o aviso prévio será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa; 
2 - ao aviso prévio de 30 (trinta) dias, serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. 
A proporcionalidade do aviso prévio refere -se apenas ao aviso prévio concedido pelo empregador em caso de dispensa sem justa causa ou em caso de rescisão indireta do contrato de trabalho e, no caso de rescisão por comum acordo, caso em que, sendo o aviso prévio indenizado, a referida proporcionalidade será considerada pela metade. 
Cálculo
O cálculo para saber a quantos dias de aviso prévio o empregado tem direito 
por ocasião de sua dispensa, deve ser feito em duas etapas:
1 - aplica-se a regra-base = 30 dias (pouco importa se o contrato foi de 1 mês ou de 10 anos, a regra -base não muda);
2 - aplica-se a regra adicional, segundo a qual para cada ano de serviço em favor do empregador serão acrescidos3 dias.
Gratificação de natal (Décimo terceiro salário)
Conceito 
A gratificação de Natal é um direito recebido com periodicidade anual, com valor equivalente à remuneração que o empregado receber em dezembro de cada ano, compreendendo o salário e todos os seus componentes, inclusive salário in natura (art. 5º, Decreto n. 57.155/65) e gorjetas (Súmula 354, TST).
Os demais valores pagos pelo empregador ao empregado que tenham natureza salarial, tais como adicional de horas extras e adicional noturno pagos habitualmente, adicionais de insalubridade, de periculosidade e de transferência, integram o cálculo da gratificação natalina.
Cálculo 
Para os empregados que recebem salário variável, o cálculo da gratificação natalina será feito na base de 1/11 (um onze avos) da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até novembro de cada ano. A essa gratificação será somado o valor que corresponder ao salário contratual fixo, se houver. Até o dia 10 de janeiro do ano seguinte, computada a parcela variável recebida pelo empregado no mês de dezembro, o cálculo da gratificação de Natal será revisto para 1/12 (um doze avos), processando -se a correção do valor da respectiva gratificação com o pagamento do valor faltante ou com a compensação das possíveis diferenças (art. 2º, Decreto n. 57.155/65).
Caso o contrato de trabalho não tenha vigorado durante todo o ano, a gratificação natalina será devida de forma proporcional, calculada à base de 1/12 (um doze avos) da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço, sendo que a fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral (art. 1º, §§ 1º e 2º, Lei n. 4.090/62, e art. 1º, caput e parágrafo único, Decreto n. 57.155/65).
Pagamento 
O pagamento do décimo terceiro salário será efetuado pelo empregador em duas parcelas: 
A primeira, a título de adiantamento, será paga de uma só vez ao empregado entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, sendo o seu valor calculado à base de cinquenta por cento do salário do mês anterior ao seu pagamento (art. 2º, Lei n. 4.749/65, e art. 3º, Decreto n. 57.155/65); a
A segunda será paga até o dia 20 de dezembro de cada ano, tomando -se por base a remuneração de dezembro e compensando-se o valor do adiantamento (art. 
1º, Lei n. 4.749/65, e art. 1º, caput, e art. 3º, § 3º, Decreto n. 57.155/65).
O empregador não está obrigado a pagar o adiantamento do décimo terceiro salário no mesmo mês para todos os empregados (art. 2º, § 1º, Lei n. 4.749/65, e art. 3º, § 2º, Decreto n. 57.155/65). No entanto, para o empregado que requeira expressamente no mês de janeiro do respectivo ano, o adiantamento será pago por ocasião de suas férias (art. 2º, § 2º, Lei n. 4.749/65, e art. 4º, Decreto n. 57.155/65).
A gratificação natalina também será paga de forma proporcional na extinção dos contratos a prazo, incluídos os de safra, e na cessação da relação de emprego resultante da aposentadoria (art. 1º, § 3º, Lei n. 4.090/62), não sendo devida, porém, em caso de dispensa por justa causa (art. 3º, Lei n. 4.090/62, e art. 7º, Decreto n. 57.155/65). No entanto, em caso de rescisão contratual por culpa recíproca, o empregado receberá 50% do valor da gratificação natalina que seria devida.

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