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PROCESSO DE CONHECIMENTO 05/08 Conceito: O processo de conhecimento é a fase em que ocorre toda a produção de provas, a oitiva das partes e testemunhas, dando conhecimento dos fatos ao juiz responsável, a fim de que este possa aplicar corretamente o direito ao caso concreto, com o proferimento da sentença. PROCESSO CIVIL BRASILEIRO AÇÃO REAÇÃO DECISÃO Alguém pede algo Alguém se defende Estado decide em favor de uma das partes PROCEDIMENTO É o lado visível do processo em sua forma. Tomando-se a sistemática adotada pelo Código de Processo Civil, o procedimento pode ser classificado em procedimento comum e procedimentos especiais. O procedimento comum é aquele aplicado a todas as causas para as quais a lei não previu forma especial (art. 271, CPC). PROCEDIMENTO COMUM Identificado por exclusão. - Art. 318 CPC: Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em contrário deste Código ou de lei. Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução. FASES A) Postulatória: diálogo das partes B) Saneadora: momento em que o juiz corrige eventuais vícios dentro do processo, para que ele possa no final decidir de modo a atacar o mérito, extinguindo o conflito. C) Instrutória: o juiz determina que as partes informem quais são as provas que elas pretendem produzir. *não somente as partes podem produzir ou solicitar provas. Se as partes não solicitarem uma prova pericial contábil, e o juiz perceber que é fundamental para a decisão ele de ofício precisará solicitar que seja feito. D) Decisória: juiz decide com base na manifestação das partes (sentença). PETIÇÃO INICIAL - Requisitos - Art.319 CPC: I - o juízo a que é dirigida; II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; IV - o pedido com as suas especificações; V - o valor da causa; VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL Emendar à inicial – significa corrigir, consertar e expurgar defeitos e irregularidades da petição inicial caso não atenda essas exigências, acarretará o indeferimento da exordial. Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial. DIFERENTE DE: Aditamento da inicial – aditar é adicionar, aumentar, acrescentar ou ampliar. Art. 329. O autor poderá: I – até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do réu; II – até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar. Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir". Como acontece? AUTOR: materializa a demanda com a petição inicial. JUIZ: providência a citação do réu. RÉU: após sua citação, defende-se. OBS:Não existe relação direta entre autor e réu. Sempre existirá a presença do juiz. *MÉRITO: sinônimo de segurança jurídica. 4 ATIVIDADES DO JUIZ: PROVIDÊNCIAS O juiz pode ou não adotar tais providências. 1. Determinar citação “despacho positivo” 2. Saneamento da petição: lacunas, defeitos, irregularidades, desde que sanáveis - Art.203 parágrafo 1 e 2 CPC. 3. Indeferir a inicial: se os vícios forem insanáveis, não são passíveis de correção, a decisão terá natureza de sentença, sendo recorrível por apelação, tal apelação poderá conter pedido de reconsideração e o juiz terá 5 dias para se manifestar. 4. Improcedência liminar do pedido: Significa que a sentença deu ganho de causa para o réu, ou seja o pedido do autor foi improcedente. Isto não quer dizer que o processo acabou, pois existem recursos para mudar a sentença. *Na petição inicial o autor não pode fazer pedido genérico, apenas certo e determinado. ESPÉCIES DE PEDIDO ALTERNATIVO SUBSIDIÁRIO CUMULATIVO Pedidos alternativos se aplicam quando há possibilidade de cumprimento da prestação de mais de uma forma. “OU” Há um pedido principal e outros subsidiários, que só serão examinados caso seja rejeitado o primeiro Quando há soma de várias prestações a serem satisfeitas. 1. Pedido alternativo: é aquele que se busca, de modo alternado e via de regra é marcado pelo emprego de “ou” 2. Pedido subsidiário: Art. 326 CPC 3. Cumulativo: Art. 327 CPC ESPÉCIE DE CUMULAÇÃO DE PEDIDO 1. Simples: o acolhimento ou a rejeição de um não afeta o outro. 2. Cumulação sucessiva: o acolhimento de um pedido, pressupõe o do pedido anterior 3. Cumulação superveniente: ocorre quando se da a denunciação da lide, ou o chamamento ao processo no curso do processo principal - Art. 125/130 CPC. IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO 12/08 1)O que significa a palavra liminar? R: A medida liminar é a decisão que analisa um pedido urgente (no CPC atual é compreendido pelas chamadas tutelas que podem ser antecipadas ou de urgência). É uma decisão precária, uma vez que a medida pode ser revogada e o direito sob análise pode ou não ser reconhecido no julgamento de mérito da causa. REQUISITOS Desnecessidade de instrução probatória Art. 332 CPC: Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO O processo civil contemporâneo tem como um de seus pilares a ênfase nas formas alternativas de resolução dos conflitos em contraposição ao tradicional modelo de contencioso jurisdicional. Devido à eficiência e rapidez na redução da litigiosidade e na efetiva distribuição da Justiça, tais mecanismos são elementos essenciais de um Poder Judiciário que vise concretizar os princípios constitucionais da razoável duração do processo e do acesso à Justiça. Atento à essa realidade, o Código de Processo Civil previu no artigo 334, caput a realização da audiência de conciliação e mediação como etapa necessária do procedimento comum no processo civil: Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. A audiência apenas não ocorrerá nas hipótesesexpressamente previstas no dispositivo (§ 4º): se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição processual, ou, quando não se admitir a autocomposição. No primeiro caso, o autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência(§ 5º). Se houver litisconsortes, todos devem manifestar o desinteresse na realização da audiência em respeito ao tratamento paritário das partes. RESPOSTAS DO RÉU 19/08 A partir do momento que o autor tem o direito de ingressar na justiça para defender um direito surge para o réu uma reação, ou seja a resposta do réu. ● Ato de comunicação: citação válida tem o condão de comunicar o réu de que está sendo processado, onde ocorre a integração de modo forçado do sujeito réu na relação processual. Qual é a consequência do ato de não se defender? No processo civil temos o instituto chamado REVELIA, onde o réu deixa de agir, ato de omissão. PRINCÍPIOS ● Ampla defesa ● Contraditório ● Acesso à justiça ESPÉCIES DE RESPOSTA A)Contestação B)Reconvenção *Outras espécies de resposta 1. Chamamento ao processo 2. Denunciação da lide 3. Reconhecimento jurídico do pedido 4. Impugnação ao valor da causa 5. Impugnação à concessão dos benefícios da assistência judiciária, abrange despesas de perícia, custas processuais, sendo muito mais amplo. 6. Alegação de litisconsórcio multitudinário CONTESTAÇÃO Art. 335: Somente a contestação possui natureza defensiva. ● Verbo: oferecer ● Prazo: 15 dias (úteis), pelo CPC de 73 eram dias corridos, sendo isso alterado no novo CPC. ● Termo inicial - Art. 335 CPC: DEPENDE de quando começa a contar o prazo? O prazo começa a contar no dia útil seguinte à audiência. ● Inciso I: Se as partes não comparecerem à audiência ainda assim ficam cientes sobre o prazo de 15 dias, pois tais informações estão no mandado de citação além do conhecimento jurídico do defensor ou advogado. Em caso de ausência tanto do réu ou do autor à audiência ficam submetidos a multa pecuniário. ● Inciso II: O prazo inicial para apresentar contestação fica subentendido em caso de rejeição à audiência de conciliação e mediação no dia do protocolarmente. Parágrafo 1: Em caso de pluralidade de réus, para cada réu o prazo será diferente, a contar da data do protocolarmente da petição de cancelamento da audiência. Parágrafo 2: a data do prazo de contestação dos demais réus será contada da data da decisão que homologa a desistência. Art. 340 CPC: para garantir a eficiência da norma. ● Quando a matéria a ser alegada versar sobre incompetência relativa ou absoluta do juízo para evitar a oneração daquele que já está em desvantagem. ● Para evitar a apreciação da matéria de defesa por juízo incompetente. ● O protocolo da contestação é causa suspensiva da audiência de mediação ou conciliação. PRINCÍPIOS A) Princípio da impugnação especificada - Art. 341: é dever do réu combater ou rebater cada um dos fatos alegados pelo autor na petição inicial. Sendo necessário a impugnação dos direitos pretendidos pelo autor rebatidos com os direitos previstos pelo réu. B) Princípio da eventualidade - Art. 336/342: o réu deve numa mesma oportunidade alegar toda a matéria de defesa que existir ao seu dispor. MATÉRIAS DE DEFESA A)Defesas processuais (instrumentais/indiretas) ● Dilatórias: responsável por ampliar/dilatar o caminho do processo. ● Peremptórias: encerra a possibilidade de concretização do direito do autor, devido a algum defeito. ● Dilatórias potencialmente peremptórias: existe a possibilidade de dilatar o prazo porém se não for aproveitada o juiz encerrará. *Art. 337: matérias que são dever do réu alegar. B)Defesas de mérito (substanciais): A defesa de mérito é aquela em que o réu ataca os fatos que constituíram o direito do autor. Não diz respeito às formalidades processuais, mas ao conteúdo do direito que o autor afirma ser titular. ● Direta: quando o réu nega a existência do direito do autor por inexistência de fato(s) constitutivo(s) de tal direito ou, ainda, pode reconhecer o fato, mas nega as consequências atribuídas a esse acontecimento ● Indiretas: quando o réu, apesar de reconhecer o direito sob o qual se funda o direito do autor, alegado fato modificativo, extintivo ou impeditivo deste. CONTINUAÇÃO: DEFESA INDIRETA 02/09 - Impeditiva: são aqueles anteriores ou simultâneos ao fato constitutivo do direito, impedindo que gere seus regulares efeitos. Ex: um contrato firmado com um incapaz, que impede os efeito regulares, logo o direito não pode gerar os efeitos, devido a incapacidade de uma das partes. Desse modo alega-se uma defesa indireta de natureza impeditiva, quando falamos sobre esse assunto estamos dentro da sede de contestação. O vício nesse caso é anterior ao contrato, podendo ser simultâneo. - modificativa: é o fato posterior ao surgimento da relação de direito material. Ex: contrato de empréstimo firmado a algum tempo atrás, e o banco está cobrando as parcelas. Faz-se a parcela das dívidas, e ainda assim o banco ingressa na justiça sobre o contrato inicial. A relação jurídica de direito material se inicia no momento do contrato inicial, e modifica a partir do momento que se realiza as parcelas, pois o contrato foi modificado. - extintiva: são aqueles fatos que colocam fim a um direito e são posteriores a relação de direito material. Impede por completo a pretensão do autor, pois desconstitui o próprio direito material. Ex: o banco executa o réu por alguma dívida, sendo que já estava pago. Qualquer modalidade de pagamento extingue a obrigação. PRECLUSÃO É a perda da oportunidade de praticar um determinado ato processual, podendo ser: A)Lógica: exemplo eu estou recorrendo e para isso recolho às custas, e peço gratuidade logo depois. Não faz sentido eu recolher o preparo como eu peço a gratuidade, é um ato contraditório. B)Consumativa: exemplo possuo 15 dias para oferecer contestação, dentro do prazo eu contesto sendo assim o prazo preclui se dá por feito. C)Temporal: exemplo ao decurso do prazo que eu tinha para contestar, eu não contestei, ou seja, perda do prazo. RECONVENÇÃO É uma espécie de resposta do réu, que possui uma roupagem de contra-ataque do réu. Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. § 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. § 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. § 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. § 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. § 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. § 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. NATUREZA JURÍDICA O próprio art. 343 nos indica a natureza jurídica da reconvenção quando indica o verbo PROPÕE. OBS:Somente propomos AÇÕES. REQUISITOS Os mesmos da petição, condições da ação e pressupostos processuais. A reconvenção no novo cpc é proposta junto com a contestação, em capítulo da contestação, dentro. “Agoraque eu já disse tudo para me defender, irei contra-atacar” OBS: com a reconvenção, haverá uma ampliação objetiva, ulterior do processo que passará a contar com duas ações: - Originária - Reconvencional Com a reconvenção, dentro de um mesmo processo temos duas ações, não tem pluralidade de processo, e sim de ações. Na reconvenção aquele que é autor da originária tem o nome de reconvindo (aquele que é autor se vira como réu na reconvenção), e o réu reconvinte (do mesmo modo que o autor virou réu, o réu no principal vira autor na reconvenção). - Verbo da reconvenção PROPÕE. ANÁLISE DOS PARÁGRAFOS - A reconvenção com natureza de ação, o autor será INTIMADO e não citado: § 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. - A reconvenção está na dependência da ação principal? Não, ainda que a ação principal se desfaça a reconvenção continuará: § 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. - Ampliação subjetiva: em relação ao contra-ataque com mais algum terceiro § 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. § 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. - Sinal de que a contestação não está subordinada a contestação: § 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. OBS: Se eu consigo provar o meu direito em sede de reconvenção e o autor não consegue atingir objetivo com a petição inicial, ainda que eu não tenha oferecido contestação, eu ganho a ação devido ao fundamento que eu utilizei sobre o mesmo direito material. REVELIA Ausência jurídica de contestação. O tempo todo no direito buscamos efetividade, não é somente a ausência física da contestação, e sim a ausência de elementos essenciais, a falta de efetividade. Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor. EFEITOS Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável à prova do ato; IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em contradição com prova constante dos autos. Não se confunde com o conceito, o que ocorre com essa ausência, o que provoca? - 1º presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor na petição inicial; - 2º desnecessidade de intimação do réu sem advogado constituido; *Prerrogativa do advogado ser intimado independente de intimação do réu - 3º julgamento antecipado do mérito; Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349 . *A contestação sempre irá aproveitar ao outro litisconsorte unitário naquilo que for comum a todos. MODIFICAÇÃO OBJETIVA DA DEMANDA Tem relação íntima a causa de pedir anterior. O réu revel responderá sobre a demanda por completo se não houver modificação. Caso ocorra a modificação o prazo reabrirá para o réu sobre a parte modificada e não a anterior que permaneceu. Se o réu provar que não deve o pedido inicial nem ao pedido modificado o juiz não poderá presumir a veracidade daquele fato. - A modificação poderá ser feita por total ou parcialmente. Em caso de modificação total da demanda e apresentação da contestação o réu deixa de ser reve. Os pedidos podem ser alterados após a citação do réu? - antes da citação do réu; - após a citação com a anuência do réu; - antes da estabilização da demanda; INGRESSO DO RÉU REVEL NO PROCESSO Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial. Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar. Na fase instrotŕia é dividida em duas espécies de prova PARTICIPAÇÃO DO RÉU REVEL NA FASE INSTRUTÓRIA A)1º Provas pré-constituídas: é aquela que já estava estava em posse do autor ou réu; Fases: - propositura (+ produção): quando autor e o réu, indicam as provas que querem produzir e já produzem, geralmente documental ou pericial. - admissibilidade: quando o juiz admite a prova - valoração: quando o juiz analisa o potencial da prova Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: I - relativas a direito ou a fato superveniente; II - competir ao juiz conhecer delas de ofício; III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição. Ainda que não tenha contestado o réu revel poderá apresentar prova, afirmando que teve ciência da prova no momento desde que seja relativa ao fato superveniente. B)2º Provas causais: é aquele produzida no curso do processo em sede de contraditório e ampla defesa; Fases: - propositura - admissibilidade - produção: a produção possui fase própria chamada de instrução dívida em preparação e realização. - valoração O réu revel poderá participar da fase de instrução? Sim, desde que ele ingresse no processo no momento da propositura. Em tese, na petição inicial e a contestação são os momentos essenciais para apresentação das provas que irão produzir, porém o juiz poderá pedir de ofício a produção de provas. - na admissibilidade o réu poderá pedir ao juiz a produção de provas - na produção poderá produzir provas - na valoração para apelar PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES - JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO 09/09 As providências preliminares são medidas tomadas pelo juiz logo após a resposta do réu, encerrando a fase postulatória e preparando para a fase saneadora. Com o objetivo de assegurar o contraditório, estas providências permitem que as partes tenham a mesma chance de defesa. Em que momento o juiz poderá tomar providências preliminares? Não sendo uma etapa obrigatória, assim que se dá o fim do prazo para contestação conforme o caso. (Art.347) Art. 347. Findo o prazo para a contestação, o juiz tomará, conforme o caso, as providências preliminares constantes das seções deste Capítulo. - Não é fase obrigatória do procedimento. Só ocorrerá diante de algumas circunstâncias do caso concreto. ATENÇÃO: se o réu for revel a adoção das providências dependerá de ter ocorrido ou não a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. (Art. 345) A) Com presunção: julgamento antecipado do mérito, também se intitula como julgamento conforme o estado do processo. B) Sem presunção: o juízo intima o autor para especificar as provas, se já não tiver. (Art.348) Em que prazo o autor deve se manifestar em provas justificadamente? Por uma interpretação sistemática de acordo com o capítulo 9 tomamos como base o prazo de 15 dias úteis a partir da intimação. Sob pena de perda da prova o autor ou o réu precisa JUSTIFICAR a prova que se pede. Art. 348. Se o réu não contestar a ação, o juiz, verificando a inocorrência do efeito da revelia previsto no art. 344 , ordenará que o autor especifique as provas que pretenda produzir, se ainda não as tiver indicado.- Ausência jurídica de contestação não significa que os fatos da petição inicial do autor serão presumidos verdadeiros. Geralmente a especificação das provas se dá de forma genérica, com o resguardo de não esquecer de alguma prova e perder a oportunidade. Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa produção. Não só o autor/réu revel deve ser intimado para manifestar em provas justificadamente, também o réu não revel. Quais são as duas providências preliminares? - Autor - Réu revel - Réu não revel em provas - Autor em réplica RÉPLICA É a oitiva do autor quando o réu apresentar em sede de contestação defesas processuais e ou defesas de mérito indireta. O juízo precisa intimar o autor para se manifestar em réplica. Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova. A oportunidade de se manifestar em réplica é aberta para o autor sempre que o réu: 1º Alegar defesas processuais 2º Alegar defesas de mérito INDIRETAS Isolada e cumulativamente Por quê existe a réplica? Ao alegar as defesas processuais/de mérito indireta o réu inova o cenário processual, vem o dever de cooperação previsto no art. 6 do cpc, para evitar a decisão surpresa. - A réplica é a materialização do princípio do contraditório A tréplica é obrigatória? não tem previsão expressa no CPC. É a construção do primeiro capítulo do CPC da paridade de armas das parte. Manifestação do réu. Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337 , o juiz determinará a oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova. Art. 352. Verificando a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, o juiz determinará sua correção em prazo nunca superior a 30 (trinta) dias. Art. 353. Cumpridas as providências preliminares ou não havendo necessidade delas, o juiz proferirá julgamento conforme o estado do processo, observando o que dispõe o Capítulo X. 3) Julgamento conforme o estado do processo: fase do procedimento ocorre após a fase das providências preliminares independente de ter ou não alguma providência a ser tomada. - É o passo seguinte à fase das providências preliminares, AINDA QUE NENHUMA PROVIDÊNCIA SEJA TOMADA! O juízo poderá toma uma decisão de natureza: 1) Interlocutória 2) Sentencial Decisão interlocutória Sentença Agravo de instrumento, a sustentação é feito oralmente. Apelação, cabe um recurso adesivo (é uma forma de recorrer). Execução provisória Não ocorre a execução provisória Efeito: não tem efeito suspensivo (via de regra). Essa parte do processo fica direcionada ao tribunal. Rol taxativo art. 1015 CPC. Efeito: suspensivo (via de regra). Essa parte do processo fica com o juiz que julgou desde o início o processo. Art. 354. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. 485 e 487, incisos II e III , o juiz proferirá sentença. Aonde está escrito SENTENÇA deve ser lido como decisão. Porque se essa decisão diz respeito a uma parte do processo não é sentença e sim decisão interlocutória. Tanto é que o parágrafo único indica que só será impugnável por agravo porém se fosse sentença seria por apelação. Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput pode dizer respeito a apenas parcela do processo, caso em que será impugnável por agravo de instrumento. - é regra que materializa o princípio da economia processual, direcionada ao juízo. São 5 caminhos que poderão ser seguidos pelo juízo (juiz): 1º Extinção do processo sem julgamento do mérito, art. 485 2º Extinção do processo com resolução do mérito desde que a sentença se funde no artigo 487 II e III do CPC, art. 487 3º Julgamento antecipado do mérito, art. 355 Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349 ; Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor. Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa produção. No inciso II deste artigo os elementos são cumulativos: - réu revel - presunção de veracidade - não haver requerimento de prova PERTINENTE O mero requerimento da prova sem pertinência viola a economia processual, ou seja se a prova for impertinente e o processo estiver maduro o juízo PRECISA julgar o processo. Só acontecerá o julgamento antecipado quando houver a desnecessidade de produção de provas, o inciso I é um requisito “si ne qua nom”. 1) Na análise da pertinência da prova o juiz não deverá se fazer como destinatário final da prova, pode ser que um órgão jurisdicional possa ser destinado a apreciar e se dar como não convencido. 2) Deixar de deferir o pedido de prova por achar que não irá favorecer a parte que requereu a tal, porque essa análise não compete a ele, se ele fizer esse juízo de valor estará advogando para a parte e isso vai contra ao princípio da imparcialidade. 4º Julgamento antecipado parcial do mérito, art. 356 Ocorre a quebra da unicidade da decisão, trazido pelo Chiovenda, o juiz pode pôr fim ao processo por decisão única, ou pode também repartir as decisões de acordo com a decisão do processo. Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I - mostrar-se incontroverso; II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355 . A decisão dos moldes do 356 faz coisa julgada material. Uma vez transitada em julgada o juiz não pode rever a decisão de ofício, ou seja aqui temos uma preclusão pro judicato. § 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação líquida ou ilíquida. § 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão que julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra essa interposto. A decisão que julga parcialmente o mérito é passível de execução provisória independentemente de caução, ainda que haja recurso. se houver recurso será AGRAVO DE INSTRUMENTO. Qual é o efeito da do julgamento parcial do mérito? § 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será definitiva. § 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz. § 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento. OBS 1: O réu revel pode requerer a produção de provas e o participar efetivamente de sua produção. Via de regra as custas das provas é de quem pede. OBS 2: A fase de instrução se destina, a provar fatos e não direito. 5º Prolação de decisão saneadora, art. 357 Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipótesesdeste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organização do processo: I - resolver as questões processuais pendentes, se houver; II - delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os meios de prova admitidos; III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o art. 373 ; IV - delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito; V - designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento. Em síntese, nas providências preliminares ocorre: ● Especificação de provas (art. 348): Quanto ao réu revel, há possibilidade de produzir provas e não incidir sobre ele os efeitos da revelia (art. 344 e 349); ● Réplica do autor (prazo de 15 dias), quando: - O réu alegar defesa indireta de mérito com fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. - O réu alegar preliminares processuais (art. 351 c/c 337) ● O juiz verificando a existência de irregularidade ou de vícios sanáveis, determinará a correção no prazo não superior a 30 dias (art. 352). Não sendo sanável, acarretará a extinção sem resolução de mérito (art. 485); ● Cumpridas tais providências preliminares ou não sendo necessário, o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo (art. 353);