Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

PROCESSO DE CONHECIMENTO 
05/08 
Conceito: O processo de conhecimento é a fase em que ocorre toda a produção de provas, a 
oitiva das partes e testemunhas, dando conhecimento dos fatos ao juiz responsável, a fim de que 
este possa aplicar corretamente o direito ao caso concreto, com o proferimento da sentença. 
PROCESSO CIVIL BRASILEIRO 
AÇÃO REAÇÃO DECISÃO 
Alguém pede algo Alguém se defende Estado decide em favor de 
uma das partes 
 
 
PROCEDIMENTO 
É o lado visível do processo em sua forma. Tomando-se a sistemática adotada pelo Código de 
Processo Civil, o procedimento pode ser classificado em procedimento comum e procedimentos 
especiais. O procedimento comum é aquele aplicado a todas as causas para as quais a lei não 
previu forma especial (art. 271, CPC). 
PROCEDIMENTO COMUM 
Identificado por exclusão. 
- Art. 318 CPC: Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposição em 
contrário deste Código ou de lei. 
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos 
especiais e ao processo de execução. 
FASES 
A) Postulatória: diálogo das partes 
B) Saneadora: momento em que o juiz corrige eventuais vícios dentro do processo, para que ele 
possa no final decidir de modo a atacar o mérito, extinguindo o conflito. 
C) Instrutória: o juiz determina que as partes informem quais são as provas que elas pretendem 
produzir. 
*não somente as partes podem produzir ou solicitar provas. Se as partes não solicitarem uma 
prova pericial contábil, e o juiz perceber que é fundamental para a decisão ele de ofício precisará 
solicitar que seja feito. 
 
D) Decisória: juiz decide com base na manifestação das partes (sentença). 
PETIÇÃO INICIAL 
- Requisitos - Art.319 CPC: 
I - o juízo a que é dirigida; 
II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de 
inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o 
endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; 
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; 
IV - o pedido com as suas especificações; 
V - o valor da causa; 
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; 
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. 
EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL 
Emendar à inicial​ – significa corrigir, consertar e expurgar defeitos e irregularidades da petição 
inicial caso não atenda essas exigências, acarretará o indeferimento da exordial. 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de 
mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial. 
DIFERENTE DE: 
Aditamento da inicial​ – aditar é adicionar, aumentar, acrescentar ou ampliar. 
Art. 329. O autor poderá: 
I – até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II – até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de 
manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova 
suplementar. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de 
pedir". 
 
Como acontece? 
AUTOR: materializa a demanda com a petição inicial. 
JUIZ: providência a citação do réu. 
RÉU: após sua citação, defende-se. 
 
OBS:Não existe relação direta entre autor e réu. Sempre existirá a presença do juiz. 
 
*MÉRITO: sinônimo de segurança jurídica. 
 
4 ATIVIDADES DO JUIZ: PROVIDÊNCIAS 
O juiz pode ou não adotar tais providências. 
1. Determinar citação “despacho positivo” 
 
2. Saneamento da petição: lacunas, defeitos, irregularidades, desde que sanáveis - Art.203 
parágrafo 1 e 2 CPC. 
 
3. Indeferir a inicial: se os vícios forem insanáveis, não são passíveis de correção, a decisão 
terá natureza de sentença, sendo recorrível por apelação, tal apelação poderá conter 
pedido de reconsideração e o juiz terá 5 dias para se manifestar. 
 
4. Improcedência liminar do pedido: ​Significa que a sentença deu ganho de causa para o réu, 
ou seja o pedido do autor foi improcedente. Isto não quer dizer que o processo acabou, 
pois existem recursos para mudar a sentença. 
*Na petição inicial o autor não pode fazer pedido genérico, apenas certo e determinado. 
 
ESPÉCIES DE PEDIDO 
ALTERNATIVO SUBSIDIÁRIO CUMULATIVO 
Pedidos alternativos se 
aplicam quando há 
possibilidade de cumprimento 
da prestação de mais de uma 
forma. “OU” 
Há um pedido principal e 
outros subsidiários, que só 
serão examinados caso seja 
rejeitado o primeiro 
Quando há soma de várias 
prestações a serem 
satisfeitas. 
 
1. Pedido alternativo: é aquele que se busca, de modo alternado e via de regra é marcado 
pelo emprego de “ou” 
2. Pedido subsidiário: Art. 326 CPC 
3. Cumulativo: Art. 327 CPC 
 
ESPÉCIE DE CUMULAÇÃO DE PEDIDO 
1. Simples: o acolhimento ou a rejeição de um não afeta o outro. 
2. Cumulação sucessiva: o acolhimento de um pedido, pressupõe o do pedido anterior 
3. Cumulação superveniente: ocorre quando se da a denunciação da lide, ou o chamamento 
ao processo no curso do processo principal - Art. 125/130 CPC. 
 
IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO 
12/08 
1)O que significa a palavra liminar? 
R: A medida liminar é a decisão que analisa um ​pedido urgente​ (no ​CPC​ atual é compreendido 
pelas chamadas tutelas que podem ser antecipadas ou de urgência). É uma decisão precária, 
uma vez que a medida pode ser revogada e o direito sob análise pode ou não ser reconhecido no 
julgamento de mérito da causa. 
REQUISITOS 
Desnecessidade de instrução probatória 
Art. 332 CPC: Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente 
da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: 
I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; 
II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; 
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; 
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. 
AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO 
O processo civil contemporâneo tem como um de seus pilares a ênfase nas formas alternativas de 
resolução dos conflitos em contraposição ao tradicional modelo de contencioso jurisdicional. 
Devido à eficiência e rapidez na redução da litigiosidade e na efetiva distribuição da Justiça, tais 
mecanismos são elementos essenciais de um Poder Judiciário que vise concretizar os princípios 
constitucionais da razoável duração do processo e do acesso à Justiça. 
 
Atento à essa realidade, o Código de Processo Civil previu no artigo 334, caput a realização da 
audiência de conciliação e mediação como etapa necessária do procedimento comum no 
processo civil: 
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de 
improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de 
mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com 
pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. 
A audiência apenas não ocorrerá nas hipótesesexpressamente previstas no dispositivo (§ 4º): se 
ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição processual, ou, 
quando não se admitir a autocomposição. No primeiro caso, o autor deverá indicar, na petição 
inicial, seu desinteresse na autocomposição, e o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 
10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência(§ 5º). Se houver litisconsortes, 
todos devem manifestar o desinteresse na realização da audiência em respeito ao tratamento 
paritário das partes. 
RESPOSTAS DO RÉU 
19/08 
A partir do momento que o autor tem o direito de ingressar na justiça para defender um direito 
surge para o réu uma reação, ou seja a resposta do réu. 
 
● Ato de comunicação: citação válida tem o condão de comunicar o réu de que está sendo 
processado, onde ocorre a integração de modo forçado do sujeito réu na relação 
processual. Qual é a consequência do ato de não se defender? No processo civil temos o 
instituto chamado REVELIA, onde o réu deixa de agir, ato de omissão. 
 
PRINCÍPIOS 
● Ampla defesa 
● Contraditório 
● Acesso à justiça 
 
ESPÉCIES DE RESPOSTA 
A)Contestação 
 
B)Reconvenção 
 
*Outras espécies de resposta 
1. Chamamento ao processo 
2. Denunciação da lide 
3. Reconhecimento jurídico do pedido 
4. Impugnação ao valor da causa 
5. Impugnação à concessão dos benefícios da assistência judiciária, abrange despesas de 
perícia, custas processuais, sendo muito mais amplo. 
6. Alegação de litisconsórcio multitudinário 
 
CONTESTAÇÃO 
Art. 335: Somente a contestação possui natureza defensiva. 
● Verbo: oferecer 
● Prazo: 15 dias (úteis), pelo CPC de 73 eram dias corridos, sendo isso alterado no novo 
CPC. 
● Termo inicial - Art. 335 CPC: DEPENDE de quando começa a contar o prazo? O prazo 
começa a contar no dia útil seguinte à audiência. 
 
● Inciso I: Se as partes não comparecerem à audiência ainda assim ficam cientes sobre o 
prazo de 15 dias, pois tais informações estão no mandado de citação além do 
conhecimento jurídico do defensor ou advogado. Em caso de ausência tanto do réu ou do 
autor à audiência ficam submetidos a multa pecuniário. 
● Inciso II: O prazo inicial para apresentar contestação fica subentendido em caso de 
rejeição à audiência de conciliação e mediação no dia do protocolarmente. 
Parágrafo 1: Em caso de pluralidade de réus, para cada réu o prazo será diferente, a contar da 
data do protocolarmente da petição de cancelamento da audiência. 
Parágrafo 2: a data do prazo de contestação dos demais réus será contada da data da decisão 
que homologa a desistência. 
 
Art. 340 CPC: para garantir a eficiência da norma. 
 
● Quando a matéria a ser alegada versar sobre incompetência relativa ou absoluta do juízo 
para evitar a oneração daquele que já está em desvantagem. 
 
● Para evitar a apreciação da matéria de defesa por juízo incompetente. 
 
● O protocolo da contestação é causa suspensiva da audiência de mediação ou conciliação. 
 
PRINCÍPIOS 
A) Princípio da impugnação especificada - Art. 341: é dever do réu combater ou rebater cada um 
dos fatos alegados pelo autor na petição inicial. Sendo necessário a impugnação dos direitos 
pretendidos pelo autor rebatidos com os direitos previstos pelo réu. 
 
B) Princípio da eventualidade - Art. 336/342: o réu deve numa mesma oportunidade alegar toda a 
matéria de defesa que existir ao seu dispor. 
 
MATÉRIAS DE DEFESA 
A)Defesas processuais (instrumentais/indiretas) 
● Dilatórias: responsável por ampliar/dilatar o caminho do processo. 
● Peremptórias: encerra a possibilidade de concretização do direito do autor, devido a algum 
defeito. 
● Dilatórias potencialmente peremptórias: existe a possibilidade de dilatar o prazo porém se 
não for aproveitada o juiz encerrará. 
 
*Art. 337: matérias que são dever do réu alegar. 
B)Defesas de mérito (substanciais): ​A ​defesa de mérito​ é aquela em que o réu ataca os fatos que 
constituíram o direito do autor. Não diz respeito às formalidades processuais, mas ao conteúdo do 
direito que o autor afirma ser titular. 
● Direta: ​quando o réu nega a existência do direito do autor por inexistência de fato(s) 
constitutivo(s) de tal direito ou, ainda, pode reconhecer o fato, mas nega as consequências 
atribuídas a esse acontecimento 
● Indiretas: quando o réu, apesar de reconhecer o direito sob o qual se funda o direito do 
autor, alegado fato modificativo, extintivo ou impeditivo deste. 
 
CONTINUAÇÃO: DEFESA INDIRETA 
02/09 
- Impeditiva: são aqueles anteriores ou simultâneos ao fato constitutivo do direito, impedindo 
que gere seus regulares efeitos. 
Ex: um contrato firmado com um incapaz, que impede os efeito regulares, logo o direito não pode 
gerar os efeitos, devido a incapacidade de uma das partes. 
 
Desse modo alega-se uma defesa indireta de natureza impeditiva, quando falamos sobre esse 
assunto estamos dentro da sede de contestação. O vício nesse caso é anterior ao contrato, 
podendo ser simultâneo. 
 
- modificativa: é o fato posterior ao surgimento da relação de direito material. 
Ex: contrato de empréstimo firmado a algum tempo atrás, e o banco está cobrando as parcelas. 
Faz-se a parcela das dívidas, e ainda assim o banco ingressa na justiça sobre o contrato inicial. A 
relação jurídica de direito material se inicia no momento do contrato inicial, e modifica a partir do 
momento que se realiza as parcelas, pois o contrato foi modificado. 
 
- extintiva: são aqueles fatos que colocam fim a um direito e são posteriores a relação de 
direito material. Impede por completo a pretensão do autor, pois desconstitui o próprio 
direito material. 
Ex: o banco executa o réu por alguma dívida, sendo que já estava pago. Qualquer modalidade de 
pagamento extingue a obrigação. 
PRECLUSÃO 
É a perda da oportunidade de praticar um determinado ato processual, podendo ser: 
A)Lógica: exemplo eu estou recorrendo e para isso recolho às custas, e peço gratuidade logo 
depois. Não faz sentido eu recolher o preparo como eu peço a gratuidade, é um ato contraditório. 
 
B)Consumativa: exemplo possuo 15 dias para oferecer contestação, dentro do prazo eu contesto 
sendo assim o prazo preclui se dá por feito. 
 
C)Temporal: exemplo ao decurso do prazo que eu tinha para contestar, eu não contestei, ou seja, 
perda do prazo. 
RECONVENÇÃO 
É uma espécie de resposta do réu, que possui uma roupagem de contra-ataque do réu. 
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão 
própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. 
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para 
apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. 
§ 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu 
mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. 
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. 
§ 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. 
§ 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em 
face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade 
de substituto processual. 
§ 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. 
NATUREZA JURÍDICA 
O próprio art. 343 nos indica a natureza jurídica da reconvenção quando indica o verbo PROPÕE. 
 
OBS:Somente propomos AÇÕES. 
 
REQUISITOS 
Os mesmos da petição, condições da ação e pressupostos processuais. 
 
A reconvenção no novo cpc é proposta junto com a contestação, em capítulo da contestação, 
dentro. “Agoraque eu já disse tudo para me defender, irei contra-atacar” 
 
OBS: com a reconvenção, haverá uma ​ampliação objetiva​, ulterior do processo que passará a 
contar com duas ações: 
- Originária 
- Reconvencional 
 
Com a reconvenção, dentro de um mesmo processo temos duas ações, não tem pluralidade de 
processo, e sim de ações. Na reconvenção aquele que é autor da originária tem o nome de 
reconvindo (aquele que é autor se vira como réu na reconvenção), e o réu reconvinte (do mesmo 
modo que o autor virou réu, o réu no principal vira autor na reconvenção). 
 
- Verbo da reconvenção PROPÕE. 
 
ANÁLISE DOS PARÁGRAFOS 
 
- A reconvenção com natureza de ação, o autor será INTIMADO e não citado: 
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será ​intimado​, na pessoa de seu advogado, para 
apresentar resposta no ​prazo de 15 (quinze) dias​. 
 
- A reconvenção está na dependência da ação principal? Não, ainda que a ação principal se 
desfaça a reconvenção continuará: 
§ 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu 
mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. 
 
- Ampliação subjetiva: em relação ao contra-ataque com mais algum terceiro 
 
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. 
§ 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. 
 
- Sinal de que a contestação não está subordinada a contestação: 
§ 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. 
 
OBS: Se eu consigo provar o meu direito em sede de reconvenção e o autor não consegue atingir 
objetivo com a petição inicial, ainda que eu não tenha oferecido contestação, eu ganho a ação 
devido ao fundamento que eu utilizei sobre o mesmo direito material. 
 
REVELIA 
Ausência jurídica de contestação. O tempo todo no direito buscamos efetividade, não é somente a 
ausência física da contestação, e sim a ausência de elementos essenciais, a falta de efetividade. 
 
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as 
alegações de fato formuladas pelo autor. 
 
 
EFEITOS 
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no ​art. 344 ​se: 
I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; 
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 
III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato; 
IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em 
contradição com prova constante dos autos. 
 
Não se confunde com o conceito, o que ocorre com essa ausência, o que provoca? 
 
- 1º presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor na petição inicial; 
- 2º desnecessidade de intimação do réu sem advogado constituido; 
 
*Prerrogativa do advogado ser intimado independente de intimação do réu 
 
- 3º julgamento antecipado do mérito; 
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando: 
I - não houver necessidade de produção de outras provas; 
II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no ​art. 344 ​e não houver requerimento de prova, na 
forma do ​art. 349 ​. 
*A contestação sempre irá aproveitar ao outro litisconsorte unitário naquilo que for comum a todos. 
 
MODIFICAÇÃO OBJETIVA DA DEMANDA 
Tem relação íntima a causa de pedir anterior. O réu revel responderá sobre a demanda por 
completo se não houver modificação. Caso ocorra a modificação o prazo reabrirá para o réu sobre 
a parte modificada e não a anterior que permaneceu. ​Se o réu provar que não deve o pedido 
inicial nem ao pedido modificado o juiz não poderá presumir a veracidade daquele fato. 
 
- A modificação poderá ser feita por total ou parcialmente. 
 
Em caso de modificação total da demanda e apresentação da contestação o réu deixa de ser 
reve. 
 
Os pedidos podem ser alterados após a citação do réu? 
- antes da citação do réu; 
- após a citação com a anuência do réu; 
- antes da estabilização da demanda; 
 
INGRESSO DO RÉU REVEL NO PROCESSO 
Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de 
publicação do ato decisório no órgão oficial. 
Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, ​recebendo-o no 
estado em que se encontrar. 
Na fase instrotŕia é dividida em duas espécies de prova 
 
 
PARTICIPAÇÃO DO RÉU REVEL NA FASE INSTRUTÓRIA 
A)1º Provas pré-constituídas: é aquela que já estava estava em posse do autor ou réu; 
Fases: 
- propositura (+ produção): quando autor e o réu, indicam as provas que querem produzir e 
já produzem, geralmente documental ou pericial. 
- admissibilidade: quando o juiz admite a prova 
- valoração: quando o juiz analisa o potencial da prova 
 
Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: 
I - relativas a direito ou a fato superveniente; 
II - competir ao juiz conhecer delas de ofício; 
III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de 
jurisdição. 
 
 
Ainda que não tenha contestado o réu revel poderá apresentar prova, afirmando que teve ciência 
da prova no momento desde que seja relativa ao fato superveniente. 
 
B)2º Provas causais: é aquele produzida no curso do processo em sede de contraditório e ampla 
defesa; 
Fases: 
- propositura 
- admissibilidade 
- produção: a produção possui fase própria chamada de instrução dívida em ​preparação e 
realização. 
- valoração 
 
O réu revel poderá participar da fase de instrução? Sim, desde que ele ingresse no processo no 
momento da propositura. 
 
Em tese, na petição inicial e a contestação são os momentos essenciais para apresentação das 
provas que irão produzir, porém o juiz poderá pedir de ofício a produção de provas. 
 
- na admissibilidade o réu poderá pedir ao juiz a produção de provas 
- na produção poderá produzir provas 
- na valoração para apelar 
 
PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES - JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO 
09/09 
 
As providências preliminares são medidas tomadas pelo juiz logo após a resposta do réu, 
encerrando a fase postulatória e preparando para a fase saneadora. Com o objetivo de assegurar 
o contraditório, estas providências permitem que as partes tenham a mesma chance de defesa. 
 
Em que momento o juiz poderá tomar providências preliminares? Não sendo uma etapa 
obrigatória, assim que se dá o fim do prazo para contestação conforme o caso. (Art.347) 
 
Art. 347. Findo o prazo para a contestação, o juiz tomará, conforme o caso, as providências 
preliminares constantes das seções deste Capítulo. 
 
- Não é fase obrigatória do procedimento​. Só ocorrerá diante de algumas circunstâncias 
do caso concreto. 
 
ATENÇÃO: se o réu for revel a adoção das providências dependerá de ter ocorrido ou não a 
presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. (Art. 345) 
 
A) Com presunção: julgamento antecipado do mérito, também se intitula como julgamento 
conforme o estado do processo. 
 
B) Sem presunção: o juízo intima o autor para especificar as provas, se já não tiver. (Art.348) 
 
Em que prazo o autor deve se manifestar em provas justificadamente? Por uma interpretação 
sistemática de acordo com o capítulo 9 tomamos como base o prazo de 15 dias úteis a partir da 
intimação. Sob pena de perda da prova o autor ou o réu precisa JUSTIFICAR a prova que se 
pede. 
 
Art. 348. Se o réu não contestar a ação, o juiz, verificando a inocorrência do efeito da revelia 
previsto no ​art. 344 ​, ordenará que o autor especifique as provas que pretenda produzir, se ainda 
não as tiver indicado.- Ausência jurídica de contestação não significa que os fatos da petição inicial do autor 
serão presumidos verdadeiros. 
 
Geralmente a especificação das provas se dá de forma genérica, com o resguardo de não 
esquecer de alguma prova e perder a oportunidade. 
 
Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, desde 
que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a essa 
produção. 
 
Não só o autor/réu revel deve ser intimado para manifestar em provas justificadamente, também o 
réu não revel. 
 
Quais são as duas providências preliminares? 
- Autor - Réu revel - Réu não revel em provas 
- Autor em réplica 
 
RÉPLICA 
É a oitiva do autor quando o réu apresentar em sede de contestação defesas processuais e ou 
defesas de mérito indireta. O juízo precisa intimar o autor para se manifestar em réplica. 
 
Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será 
ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova. 
 
A oportunidade de se manifestar em réplica é aberta para o autor sempre que o réu: 
 
1º Alegar defesas processuais 
2º Alegar defesas de mérito INDIRETAS 
Isolada e cumulativamente 
 
Por quê existe a réplica? Ao alegar as defesas processuais/de mérito indireta o réu inova o 
cenário processual, vem o dever de cooperação previsto no art. 6 do cpc, ​para evitar a decisão 
surpresa​. 
 
- A réplica é a materialização do princípio do contraditório 
 
A tréplica é obrigatória? não tem previsão expressa no CPC. É a construção do primeiro capítulo 
do CPC da paridade de armas das parte. Manifestação do réu. 
 
Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no ​art. 337 ​, o juiz determinará a 
oitiva do autor no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe a produção de prova. 
 
Art. 352. Verificando a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, o juiz determinará sua 
correção em prazo nunca superior a 30 (trinta) dias. 
 
Art. 353. Cumpridas as providências preliminares ou não havendo necessidade delas, o juiz 
proferirá julgamento conforme o estado do processo, observando o que dispõe o Capítulo X. 
 
3) Julgamento conforme o estado do processo: fase do procedimento ocorre após a fase das 
providências preliminares independente de ter ou não alguma providência a ser tomada. 
 
- É o passo seguinte à fase das providências preliminares, AINDA QUE NENHUMA 
PROVIDÊNCIA SEJA TOMADA! 
 
O juízo poderá toma uma decisão de natureza: 
1) Interlocutória 
2) Sentencial 
 
Decisão interlocutória Sentença 
Agravo de instrumento, a sustentação é feito 
oralmente. 
Apelação, cabe um recurso adesivo (é uma 
forma de recorrer). 
Execução provisória Não ocorre a execução provisória 
Efeito: não tem efeito suspensivo (via de 
regra). Essa parte do processo fica 
direcionada ao tribunal. Rol taxativo art. 1015 
CPC. 
Efeito: suspensivo (via de regra). Essa parte 
do processo fica com o juiz que julgou desde o 
início o processo. 
 
Art. 354. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos ​arts. 485 ​e ​487, incisos II e III ​, o 
juiz proferirá sentença. 
Aonde está escrito SENTENÇA deve ser lido como decisão. Porque se essa decisão diz respeito a 
uma parte do processo não é sentença e sim decisão interlocutória. Tanto é que o parágrafo único 
indica que só será impugnável por agravo porém se fosse sentença seria por apelação. 
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput pode dizer respeito a apenas ​parcela do 
processo​, caso em que será impugnável por agravo de instrumento. 
- é regra que materializa o princípio da economia processual, direcionada ao juízo. 
 
São 5 caminhos que poderão ser seguidos pelo juízo (juiz): 
 
1º Extinção do processo sem julgamento do mérito, art. 485 
 
2º Extinção do processo com resolução do mérito desde que a sentença se funde no artigo 
487 II e III do CPC, art. 487 
 
3º Julgamento antecipado do mérito, art. 355 
 
Art. 355. O juiz julgará antecipadamente ​o pedido​, proferindo sentença com resolução de 
mérito, quando: 
I - não houver necessidade de produção de outras provas; 
II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no ​art. 344 ​e não houver requerimento de prova, 
na forma do ​art. 349 ​; 
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras 
as alegações de fato formuladas pelo autor. 
Art. 349. Ao réu revel será lícita a produção de provas, contrapostas às alegações do autor, 
desde que se faça representar nos autos a tempo de praticar os atos processuais indispensáveis a 
essa produção. 
No inciso II deste artigo os elementos são cumulativos: 
- réu revel 
- presunção de veracidade 
- não haver requerimento de prova PERTINENTE 
O mero requerimento da prova sem pertinência viola a economia processual, ou seja se a prova 
for impertinente e o processo estiver maduro o juízo PRECISA julgar o processo. 
Só acontecerá o julgamento antecipado quando houver a desnecessidade de produção de provas, 
o inciso I é um requisito “​si ne qua nom”. 
1) Na análise da pertinência da prova o juiz não deverá se fazer como destinatário final da 
prova, pode ser que um órgão jurisdicional possa ser destinado a apreciar e se dar como 
não convencido. 
2) Deixar de deferir o pedido de prova por achar que não irá favorecer a parte que requereu a 
tal, porque essa análise não compete a ele, se ele fizer esse juízo de valor estará 
advogando para a parte e isso vai contra ao princípio da imparcialidade. 
 
4º Julgamento antecipado parcial do mérito, art. 356 
 
Ocorre a quebra da unicidade da decisão, trazido pelo Chiovenda, o juiz pode pôr fim ao processo 
por decisão única, ou pode também repartir as decisões de acordo com a decisão do processo. 
 
Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados 
ou parcela deles: 
I - mostrar-se incontroverso; 
II - estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do ​art. 355 ​. 
A decisão dos moldes do 356 faz coisa julgada material. Uma vez transitada em julgada o juiz não 
pode rever a decisão de ofício, ou seja aqui temos uma preclusão pro judicato. 
§ 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito poderá reconhecer a existência de obrigação 
líquida ou ilíquida. 
§ 2º A parte poderá liquidar ou executar, desde logo, a obrigação reconhecida na decisão 
que julgar parcialmente o mérito, independentemente de caução, ainda que haja recurso contra 
essa interposto. 
A decisão que julga parcialmente o mérito é passível de execução provisória 
independentemente de caução, ainda que haja recurso. se houver recurso será AGRAVO DE 
INSTRUMENTO. Qual é o efeito da do julgamento parcial do mérito? 
§ 3º Na hipótese do § 2º, se houver trânsito em julgado da decisão, a execução será 
definitiva. 
§ 4º A liquidação e o cumprimento da decisão que julgar parcialmente o mérito poderão ser 
processados em autos suplementares, a requerimento da parte ou a critério do juiz. 
§ 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento. 
 
OBS 1: O réu revel pode requerer a produção de provas e o participar efetivamente de sua 
produção. Via de regra as custas das provas é de quem pede. 
 
OBS 2: A fase de instrução se destina, a provar fatos e não direito. 
 
5º Prolação de decisão saneadora, art. 357 
 
Art. 357. Não ocorrendo nenhuma das hipótesesdeste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de 
saneamento e de organização do processo: 
I - resolver as questões processuais pendentes, se houver; 
II - delimitar as questões de fato sobre as quais recairá a atividade probatória, especificando os 
meios de prova admitidos; 
III - definir a distribuição do ônus da prova, observado o ​art. 373 ​; 
IV - delimitar as questões de direito relevantes para a decisão do mérito; 
V - designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento. 
 
Em síntese, nas providências preliminares ocorre: 
 
● Especificação de provas (art. 348): Quanto ao réu revel, há possibilidade de produzir 
provas e não incidir sobre ele os efeitos da revelia (art. 344 e 349); 
 
● Réplica do autor (prazo de 15 dias), quando: 
- O réu alegar defesa indireta de mérito com fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do 
direito do autor. 
- O réu alegar preliminares processuais (art. 351 c/c 337) 
 
● O juiz verificando a existência de irregularidade ou de vícios sanáveis, determinará a 
correção no prazo não superior a 30 dias (art. 352). Não sendo sanável, acarretará a 
extinção sem resolução de mérito (art. 485); 
 
● Cumpridas tais providências preliminares ou não sendo necessário, o juiz proferirá o 
julgamento conforme o estado do processo (art. 353);

Mais conteúdos dessa disciplina