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Introdução O presente trabalho tem a proposta de abordar a adolescência , fase caracterizada entre os 11 a 16 anos de idade a partir de teorias abordadas por Henri Wallon, filósofo, médico, psicólogo e político francês, nascido na França em 1879 e falecido em 1962. Tornou-se conhecido no meio científico pelo conceituado trabalho realizado pela “Psicologia do desenvolvimento”, concentrando seu trabalho principalmente na infância. A teoria de Wallon também propõe uma série de estágios do desenvolvimento mas, diferentemente daquele, não se limitando ao aspecto cognitivo. O desenvolvimento não seria, na obra walloniana, um fenômeno suave e contínuo; pelo contrário, seria permeado de conflitos,internos e externos. Ele deixa claro que é natural que, no desenvolvimento, ocorram rupturas, retrocessos e reviravoltas . Desenvolvimento O adolescente tem o desejo de oposição as leis e controles e conformismo,vaidade e timidez. O estágio da puberdade e da adolescência é apresentado pela teoria Walloniana como última e movimentada etapa que separa a criança do adulto que ela tende a ser. Nessa fase ocorrem modificações fisiológicas impostas pelo amadurecimento sexual, provocando profundas transformações corporais acompanhada por desenvolvimento psíquico, marcado pela vinda de um fenômeno muito importante: o jovem adquire a posse da função reprodutora e a capacidade de exercitar a função sexual que vai efetivando-se ao longo do estágio da adolescência. Na adolescência uma das características mais marcantes é a ambivalência de atitudes e sentimentos, resultante da riqueza da vida afetiva e imaginativa que traduz o desequilíbrio interior: alternam-se o desejo de oposição e conformismo, posse e sacrifício, renúncia e aventura. Existe uma busca incessante, pelos amigos. Começa a formular hipóteses no plano das idéias e há questionamentos . O jovem experimenta necessidades novas, ainda confusas; desejos poderosos e vagos o impelem a sair de si. O desejo de posse, de ter para si e de absorver em si o outro, convive com o desejo de se sacrificar totalmente por esse outro, e ambos representam o prelúdio de atração pelo sexo oposto. Wallon destaca essas leis pela afetividade, acha que pode resolver tudo. O estágio do personalismo e marcado por três grandes momentos distintos: oposição,seduçãoe imitação. Oposição, a criança sente o prazer de confrontar e contradizer. “ É para afirmar o eu e tornar seu ponto de vista pessoal dominante e exclusivo que o movimento de oposição do outro assume características de confronto e de negatividade”. Sedução, a criança quer ser admirada, sentir que agrada o outro. “ A criança tem a necessidade de ser prestigiada, de mostrar que tem qualidades a ser admiradas, ou melhor, de se mostrar no que ela acredita poder agradar aos outros para obter exclusividade de atenção”. ( Bastos; Dér, 2005, p.42) Imitação, a criança começa a querer ter as qualidades dos outros. “Personagens são criados a partir das pessoas que a criança admira e deseja suplantar, apoderando-se de suas qualidades e méritos, uma necessidade de autossubstituir os outros”. Esse processo ocorre por meio da imitação.