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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO 
SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DA QUALIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial 
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM VI 
 
 
 
 
 
ALUNOS: Maria Aparecida Basilio R. A. 1864597 
 Maria Regina de Araújo R. A. 1864600 
 
 
 
 
 
 
 
MINAS GERAIS 
2019 
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO 
SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DA QUALIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial 
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM VI 
 
 
ALUNOS: Maria Aparecida Basilio R. A. 1864597 
 Maria Regina de Araújo R. A. 1864600 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MINAS GERAIS 
2019 
Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM VI, apresentado como um dos pré-
requisitos para aprovação do bimestre vigente, no Curso Superior de Tecnologia 
em Gestão da Qualidade. 
 
 Orientador: Viviane dos Santos Felizola 
 
RESUMO 
 
Este projeto tem a finalidade de apresentar o modelo de plano de negócio utilizado na 
implementação de uma cantina na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem 
Comercial – SENAC, na cidade de Uberaba/MG. 
Também, serão abordados outros aspectos sobre o SENAC, considerando sua política de 
responsabilidade social, seu código de ética e o seu modelo de gestão, levando em 
consideração os conteúdos abordados nas disciplinas Plano de Negócios, Integração de 
Sistemas de Gestão e Ética e Legislação: Trabalhista e Empresarial. 
 
 
Palavras-Chaves: Plano de Negócio, Código de Ética, Responsabilidade Social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
This project has the purpose of presenting the business plan model used in the 
implementation of a canteen in the unit of the National Service of Commercial Learning 
SENAC, in the city of Uberaba / MG. 
Other aspects of SENAC will also be addressed, considering its social responsibility 
policy, its code of ethics and its management model, taking into account the contents 
addressed in the subjects Business Plan, Integration of Management Systems and Ethics 
and Legislation: Labor and Business. 
 
 
Key Words: Business Plan, Code of Ethics, Social Responsibility. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1.INTRODUÇÃO..............................................................................................................7 
2. A HISTÓRIA DO TRABALHO E O SURGIMENTO DO SENAC ........................... 8 
2.1 O SENAC no Brasil ............................................................................................... 11 
2.2 O SENAC Minas Gerais ........................................................................................ 12 
2.3 Principais Concorrentes do SENAC Minas Gerais ............................................... 13 
2.4 Organograma do SENAC Minas ........................................................................... 14 
3. PLANO DE NEGÓCIO .............................................................................................. 15 
3.1 Denominação do Empreendimento ....................................................................... 15 
3.2 Localização ............................................................................................................ 15 
3.3 Equipe de Gestão ................................................................................................... 15 
3.4 O Mercado ............................................................................................................. 16 
3.5 Cenário Futuro para o Negócio ............................................................................. 16 
4. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO EMPREENDIMENTO ............................ 16 
4.1 Visão ...................................................................................................................... 16 
4.2 Missão .................................................................................................................... 17 
4.3 Objetivo Geral ....................................................................................................... 17 
4.4 Objetivos Específicos ............................................................................................ 17 
4.5 Estratégias de Negócio .......................................................................................... 17 
4.5.1 Estratégia de Promoção de Eventos................................................................ 17 
4.5.2. Estratégia de Marketing ................................................................................. 18 
4.5.3. Estratégia de fidelização do Cliente .............................................................. 18 
4.5.4 Estratégia de Responsabilidade Social e Ambiental....................................... 18 
5. CONCORRÊNCIA ..................................................................................................... 18 
6. DIFERENCIAL COMPETITIVO .............................................................................. 18 
7. SISTEMA DE QUALIDADE DO PRODUTO .......................................................... 19 
7.1 Política de Preços .................................................................................................. 19 
7.2. Plano de Vendas ................................................................................................... 19 
7.3 Produtos e Serviços ............................................................................................... 19 
8. A ANÁLISE DE S.W.O.T. ......................................................................................... 20 
8.1 Análise Interna ....................................................................................................... 20 
8.2 Análise Externa...................................................................................................... 20 
9. O ESTUDO DOS CUSTOS ....................................................................................... 21 
9.1 Custo dos Produtos ................................................................................................ 21 
9.2 Investimento de Implantação ................................................................................. 24 
10. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO ....................................................................... 25 
11. PROJEÇÃO DE VENDAS .................................................................................. 26 
12. PONTO DE EQUILÍBRIO ................................................................................... 26 
13. TAXA INTERNA DE RETORNO ...................................................................... 27 
14. CONSIDERAÇÕES ............................................................................................. 29 
15. INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO ...................................................... 31 
15.1 Ações de Responsabilidade Social: ..................................................................... 31 
15.1.1 Programa SENAC de Gratuidade - Cursos Profissionalizantes ................... 31 
15.1.2 Programa Portal do Futuro ........................................................................... 32 
15.1.3 SENAC na Comunidade ............................................................................... 32 
15.1.4 Unidades Móveis ..........................................................................................32 
15.1.5 Programa Jovem Aprendiz ........................................................................... 33 
15.2 Norma PAS 99 no SENAC Minas Gerais ........................................................... 33 
15.3 Programa de Excelência - SENAC Minas Gerais ............................................... 33 
16. ÉTICA E LEGISLAÇÃO: TRABALHISTA E EMPRESARIAL ....................... 34 
17. CONCLUSÃO ...................................................................................................... 40 
REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Diante das constantes transformações ocorridas na sociedade e do avanço nas áreas 
científicas e tecnológicas, a educação de qualidade passa a ser entendida como a principal 
ferramenta de transformar a capacidade do aluno, levando-o a adquirir os saberes 
historicamente construídos, sabendo como usá-los nos âmbitos social e profissional ao 
qual serão submetidos. 
 
O termo “qualidade” pode ser interpretado de diferentes formas, pois uma vez que o 
conceito de qualidade está associado a satisfação de uma necessidade, indivíduos 
diferentes terão necessidades diferentes e, consequentemente, diferentes percepções de 
qualidade. 
 
A Gestão da Qualidade Total - GQT é uma necessidade de opção para a revisão e 
reconsideração dos conceitos gerenciais das empresas, e ela tem como propósito o foco 
no cliente, o trabalho em equipe permeando toda a empresa, as decisões baseadas em 
dados e fatos, e a busca incessante da solução de problemas e da diminuição de erros. A 
GQT valoriza o ser humano, reconhecendo sua capacidade de solucionar os problemas 
no tempo exato em que acontecem, e busca constantemente a perfeição. Precisa ser 
compreendida como uma maneira nova de se pensar, antes de produzir e agir. 
 
A Gestão da Qualidade Total deve contribuir significativamente na melhoria do ensino 
no Brasil. As mudanças reais ocorrem sempre que os conceitos, princípios e fundamentos 
da Gestão da Qualidade Total integrarem-se à cultura organizacional das pessoas, as 
tarefas diárias das pessoas e dos processos organizacionais. Os benefícios oriundos da 
Gestão da Qualidade Total fazem parte da implantação de um programa de melhoria 
contínua e consistente, que ajuda a desenvolver o potencial e as qualidades dos 
profissionais da educação e do trabalho que elas realizam. 
 
Nesse conceito, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, em razão das 
transformações do mundo do trabalho busca continuamente garantir a satisfação de seus 
clientes, atendendo as normas da qualidade, controle financeiro e sustentabilidade. 
 
 
2. A HISTÓRIA DO TRABALHO E O SURGIMENTO DO SENAC 
 
 
A história do trabalho inicia a partir do momento em que o homem pré-histórico começou 
a buscar na natureza os meios para satisfazer as suas necessidades de alimentação, abrigo 
e vestuário. Tinha uma vida nômade, pois precisava vagar em busca de frutas, raízes, caça 
e pesca para se alimentar, e de árvores ou cavernas para se abrigar. Organizava-se em 
pequenos grupos e dividia os frutos encontrados e os animais abatidos entre todos. 
 
Gonçalves (2000, p.28), coloca que o trabalho é a ação do homem sobre a natureza, para 
produzir bens materiais. É por meio dele, que são estabelecidas relações com a natureza 
e com outros homens, a fim de produzir o que necessitam para satisfazer as suas 
necessidades. Assim, o homem se modifica, modifica as condições de vida da sociedade 
e se realiza, tanto pessoal como socialmente. 
 
No momento em que o homem começou a trabalhar para outro em troca de dinheiro, 
ocorreu um fato importante para a humanidade: surgiu a classe trabalhadora, com as 
primeiras ideias de capitalismo, embora o feudalismo ainda fosse predominante. No 
Brasil, o capitalismo se desenvolveu mais plenamente na segunda metade do século XIX, 
depois que a mão-de-obra escrava foi substituída pelo trabalho assalariado. 
Com o dinheiro que os capitalistas iam acumulando, eles produziam mais mercadorias, 
que lentamente deixaram de ser feitas de modo mais artesanal, nas manufaturas, e 
passavam a ser produzidas nas grandes fábricas que surgiam dia após dia. 
 
Essas mudanças alteraram o modo de viver e de pensar dos homens da época e passaram 
a ser conhecidas como Revolução Industrial. A Revolução Industrial teve início na 
Inglaterra no século XVIII, e aos poucos foi se espalhando por todo o mundo. No século 
seguinte já atingia vários países, embora só chegasse ao Brasil no século XX. 
 
A Revolução Industrial e o capitalismo trouxeram novas condições de trabalho. Nas 
fábricas havia uma rígida disciplina, e os trabalhadores eram submetidos a muitas normas 
de regulamentos. 
Capitalismo é o sistema socioeconômico centrado na propriedade privada dos 
meios de produção, matéria prima e instrumentos de trabalho. Nesse sistema, 
a produção está organizada entre aqueles que detêm o capital, ou seja, a matéria 
prima e os instrumentos de trabalho, e os que, em troca de salário, empregam 
sua força de trabalho para impulsionar a produção. (GONÇALVES, 1997, 
p.23) 
 
 
As fábricas adotavam a prática de manter um trabalhador na mesma função até que ele se 
tornasse um especialista naquilo, de modo que a tarefa pudesse ser feita com mais 
perfeição e menos tempo. O objetivo desse procedimento, tão defendido na época, era o 
de aumentar a produtividade, embora isso também trouxesse uma total alienação dos 
trabalhadores em relação ao que eles produziam e aos métodos empregados nessa 
produção. Cada operário tinha, portanto, uma especialização, o que marcou uma intensa 
divisão do trabalho. 
 
A divisão do trabalho visando à produtividade foi bem definida por Adam 
Smith, economista do século XVIII, ao observar o trabalho em uma fábrica de 
alfinetes: Um homem puxa o fio, outro o acerta, um terceiro corta, um quarto 
faz-lhe a ponta, um quinto prepara a extremidade para receber a cabeça, cujo 
preparo exige duas ou três operações diferentes. Colocá-la é uma operação 
peculiar; prateá-la é outro trabalho. Arrumar os alfinetes no papel chega a ser 
uma tarefa especial Essas pessoas, portanto, podiam fazer mais de 48000 
alfinetes num dia (...) Mas se tivessem trabalhado isolada e independentemente 
(...) Certamente cada um não poderia fazer 20, talvez nem um alfinete por dia. 
(GONÇALVES, 2000, p.30) 
 
 
 
O método de Frederick Taylor, conhecido por Taylorismo ou método taylorista, foi 
introduzido na indústria automobilística pelo empresário Henry Ford, no início do século 
XX. Nas fábricas de automóveis Ford, os operários realizavam os trabalhos de modo tão 
mecânico, repetitivo e programado que um dos seus modelos conseguiu atingir a marca 
de um carro produzido a cada vinte e quatro segundos. 
Nesse sistema, o trabalhador tornava-se cada vez mais desqualificado e não tinha qualquer 
chance de intervir no que fazia, apesar de ser um homem livre. A diferença entre os que 
realizavam o trabalho e os que concebiam, planejavam e fiscalizavam esse trabalho era 
cada vez mais acentuada. Havia, portanto, uma rigorosa separação entre o fazer e o 
pensar, acentuando a distância entre o trabalho e a satisfação pessoal. 
 
Na primeira metade do século XX, as indústrias começaram a buscar uma renovação de 
seus produtos para ampliar as vendas e aumentar seus lucros. Muitas dessas empresas 
passaram a ter suas próprias equipes de pesquisa, favorecendo descobertas científicas e a 
aplicação tecnológica. 
 
Em 1946, o Brasil atravessava um período de grandes mudançase dava um passo 
importante no caminho da redemocratização. A longa ditadura de Vargas ficava para trás, 
e o Marechal Dutra assumia o poder como o primeiro presidente brasileiro eleito pelo 
voto direto e secreto do povo. 
 
Senadores e deputados eleitos com Dutra promulgavam uma nova Constituição, 
razoavelmente mais democrática e liberal que a anterior. Ainda assim, os sindicatos 
continuavam atrelados ao Estado, garantindo um controle da elite sobre a classe 
trabalhadora. 
 
A população, até então essencialmente rural, começava a se deslocar para as cidades, em 
busca de melhores condições de vida e de novas oportunidades de emprego, 
principalmente na indústria, que começava a se expandir. Grandes empresas estrangeiras 
eram convidadas a se instalar em nosso país, onde podiam contar com muitas facilidades 
oferecidas pelo governo e com uma mão-de-obra barata. 
 
Assim, de uma economia agrária, o Brasil começava a se industrializar e a se urbanizar, 
levando à implantação dos mercados e ao crescimento das atividades do comércio e da 
prestação de serviços em hospitais, escolas, restaurantes, bancos e escritórios, entre 
outros. 
 
Esse processo de industrialização e urbanização pelo qual o país passava também levava 
a transformações sociais que, aliadas à democratização da sociedade e à competência 
atribuída ao governo para legislar sobre a educação, concorriam para mudanças nos rumos 
da educação do nosso país. 
 
Como frutos das estratégias do governo de envolver as empresas na criação e na 
manutenção do ensino técnico-profissional, começaram a surgir várias instituições de 
ensino profissionalizante, como o Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, 
mantido pelos empresários do comércio, depois da bem sucedida criação do Senai – 
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em 1942, mantido pelos empresários da 
indústria. 
 
Com as intensas mudanças tecnológicas ocorridas no mundo, particularmente no Brasil, 
passa a existir a necessidade de se colocar a educação como uma questão fundamental na 
formação e qualificação de pessoas. Cabe reforçar o papel do ensino profissionalizante, 
pois os conhecimentos técnicos-específicos possibilitam a adaptação do trabalhador aos 
avanços tecnológicos. 
 
O indivíduo precisa também se conscientizar que exerce um papel muito importante no 
sistema produtivo e competitivo, uma vez que é do sucesso da empresa que dependerá 
sua estabilidade e consequentemente a sua remuneração. 
De acordo com o Decreto Federal Nº 2.208/1997 apud Saviani (2000), o ensino 
profissionalizante tem o papel de promover a transição entre a escola e o contexto de 
trabalho, capacitando o indivíduo com conhecimentos e habilidades gerais e específicas 
para a execução de atividades, visando seu melhor desempenho. Este por sua vez, poderá 
ser realizado em escolas de ensino regular, em instituições especializadas ou nos 
ambientes de trabalho. 
 
Bergamini (1980, p.30) explica que o termo treinamento é empregado, na maioria das 
vezes, como o preparo específico para se desempenhar bem as atividades e tarefas que 
compõem os diferentes cargos. 
Treinamento é o processo educacional aplicado de maneira sistemática e 
organizada, pelo qual as pessoas aprendem conhecimentos, atitudes e 
habilidades em função de objetivos definidos. (CHIAVENATO,1999 p.23) 
 
 
 
2.1 O SENAC no Brasil 
 
“Educar para o trabalho em atividades de comércio de bens, serviços e turismo”. Com 
esta missão o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC desde 1946 
oferece educação profissional a milhões de brasileiros. O Senac é uma instituição 
educacional privada sem fins lucrativos. 
 
No período do pós-guerra, buscando promover o desenvolvimento da sociedade 
brasileira, a Confederação Nacional do Comércio - CNC – fundou o SENAC. A 
instituição foi criada pelo Governo Federal, através do decreto lei 8621 com o conceito 
de proporcionar em larga escala a formação profissional e a preparação de trabalhadores 
para atuar no comércio e promover o desenvolvimento do país. 
 
Na mesma data da fundação do SENAC, também foi instaurado o decreto lei 8622 que 
atribui a essa instituição o compromisso de ofertar a aprendizagem comercial, uma ação 
destinada a jovens que buscam seu ingresso no mercado de trabalho. Ainda na década de 
1940, o SENAC buscou inovar suas ações iniciando a prática do ensino à distância e a 
criação de empresas pedagógicas, onde os alunos podiam vivenciar situações reais de 
trabalho em um ambiente educacional. Com o objetivo de disseminar a educação 
profissional por todo o Brasil, o SENAC inicia ações móveis, levando cursos diversos a 
cidades mais distantes dos grandes centros. Na década de 1990 a instituição passa a 
produzir de forma mais ampla livros, vídeos e softwares, criando ainda a TV SENAC, um 
canal próprio, especializado com programação educacional. Desde a sua fundação, o 
SENAC prestou mais de quarenta e nove milhões de atendimentos. Merecem destaque os 
números da instituição em 2009 quando o SENAC registrou mais de dois milhões de 
atendimentos em cerca de três mil municípios do país. Tal efetivo pode ser dividido em 
mais de cinquenta e três mil turmas resultando na inserção direta de mais de dezessete 
mil pessoas no mercado de trabalho. 
 
O SENAC está presente no Distrito Federal e em todos os estados do país, entre eles, 
Minas Gerais, alvo deste estudo. 
 
2.2 O SENAC Minas Gerais 
 
O Estado de Minas Gerais recebe a instituição no mesmo ano de sua fundação. No estado, 
ela é integrante do sistema FECOMÉRCIO Minas, SESC, SENAC e sindicatos. 
Atualmente o SENAC Minas está presente de forma fixa em estruturas prediais em trinta 
e dois municípios do estado, oferecendo cursos presenciais e à distância nas modalidades 
de capacitação profissional, ensino de nível técnico, graduação, extensão universitária e 
pós-graduação. Mais de seis milhões de mineiros já passaram pelas salas de aula do 
SENAC Minas, adquirindo conhecimentos nas áreas de artes, comércio, comunicação, 
conservação e zeladoria, gestão, imagem pessoal, informática, lazer e desenvolvimento 
social, meio ambiente, saúde, tecnologia educacional, turismo e hospitalidade. 
Além das unidades fixas, completam o sistema didático da instituição outros ambientes 
pedagógicos destinados exclusivamente para a prática profissional, como hotel-escola, 
restaurantes-escola, salões de beleza-escola e oito carretas-escola (SENAC Móvel), sendo 
estas últimas responsáveis por levar educação a municípios sem estrutura educacional. 
Seu principal setor de atividade é a prestação de serviços. 
Missão: 
Educar para o trabalho em atividades do comércio de bens, serviços e turismo. 
 
Visão Senac: 
 
Ser a instituição mineira que oferece as melhores soluções em educação profissional, 
reconhecida pelas empresas. 
Valores: 
Transparência, Inclusão social, Excelência, Inovação e Desenvolvimento sustentável. 
 
Propósito 
Contribuir para uma sociedade melhor através da educação profissional. 
 
Política Organizacional 
Desenvolver ações educacionais inovadoras, visando a satisfação dos clientes, dentro de 
um processo contínuo de melhoria da organização. 
 
2.3 Principais Concorrentes do SENAC Minas Gerais 
 
- Universidades públicas e privadas nas modalidades presenciais e a distância; 
- Escolas de ensino profissionalizante privadas; 
- Institutos Federais – IF’s 
 
 
2.4 Organograma do SENAC Minas 
 
 
 Fonte: PAAR – Plano Anual da Administração Regional 
 
3 PLANO DE NEGÓCIO 
 
 
O plano de negócio apresentado refere-se a implementação de uma cantina na unidade do 
Serviço Nacionalde Aprendizagem Comercial – SENAC em Uberaba/MG, com o objetivo de 
produzir e vender produtos alimentícios como bolo, tortas, salgados, pizzas, vitaminas e, vende 
produtos como sorvetes, refrigerantes e sucos em geral. 
A empresa estará centrada em satisfazer os desejos dos alunos do SENAC, através de uma 
excelente qualidade dos produtos oferecidos, com preços acessíveis à demanda, com o objetivo 
de proporcionar serviços satisfaçam a necessidade específica dos clientes, valorizando e 
incentivando o consumo de uma alimentação de qualidade. 
No entanto, espera-se atuar com uma equipe de profissionais capacitados, a fim de garantir a 
sustentabilidade do negócio, alcançando lucratividade e credibilidade. 
 
3.1 Denominação do Empreendimento 
Razão social: Serviço nacional de Aprendizagem Comercial 
Nome de fantasia: Cantina SENAC. 
CNPJ: 01.010.010/0001-00 
Endereço: Avenida Doutor Odilon Fernandes, 333 – Bairro Estados Unidos 
Fone: (34) 3334-3400 
E--Mail: cantinasenac@senac.br 
 
3.2 Localização 
A empresa estará localizada dentro da unidade do Senac em Uberaba/MG., localizada na 
Avenida Doutor Odilon Fernandes, 333 – Bairro Estados Unidos – Uberaba/MG. 
 
3.3 Equipe de Gestão 
A equipe de gestão do empreendimento será composta pelo Diretor do Senac em Uberaba, Sra. 
Maria Aparecida da Silva, bacharel em Ciências Contábeis, que terá a função de controlar de 
gerir o negócio. A Analista financeiro Meire de Jesus, bacharel em Administração será 
responsável pelo controle de estoque, contas a pagar, contas a receber e pelas análises das 
demonstrações financeiras e negociações com os credores em geral, organização de métodos 
de compras viáveis economicamente para que a cantina obtenha um bom resultado operacional. 
 
 
3.4 O Mercado 
 
O mercado alimentício é bastante amplo dado à diversidade de tipos de lanchonete (fast--food, 
natural, étnicos, etc.). Atualmente, o setor de alimentação fora do lar (incluindo bares, 
restaurantes e lanchonetes) representa 2,4% do PIB brasileiro, 
O hábito de alimentação fora de casa é cada vez mais crescente e já corresponde a 26% dos 
gastos dos brasileiros com alimentos, sendo ainda responsável pela geração de 6 milhões de 
empregos em todo o Brasil. 
Este empreendimento tem como público alvo exclusivamente professores e alunos do SENAC 
em Uberaba, que em sua maioria vem para o SENAC diretamente do trabalho. 
Após a constatação da necessidade de uma cantina, obtida por meio de uma pesquisa interna, 
foi constatado a necessidade da oferta de alimentação de excelente qualidade e preço justo para 
atender as necessidades os alunos e professores, com a concepção de que a implementação da 
“Cantina Senac” terá um mercado consumidor garantido e será um empreendimento 
sustentável. 
 
3.5 Cenário Futuro para o Negócio 
 
A implantação da “Cantina SENAC” visa a médio e longo prazo a sustentabilidade do negócio, 
considerando que é um tipo de negócio que está inteiramente ligado a permanência do aluno 
aos estudos. 
A “Cantina Senac” também promoverá eventos culturais para promover maior interação entre 
a comunidade acadêmica. 
 
4 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO EMPREENDIMENTO 
 
4.1 Visão 
Consolidar-se no mercado da gastronomia, como uma empresa de elevado grau de qualidade e 
atendimento ao cliente, ofertando preço justo para o mercado consumidor na unidade do 
SENAC de Uberaba/MG. 
Preservar os aspectos positivos da nutrição, estimulando cultura de novos valores sobre a 
preservação e sustentabilidade da natureza. 
 
 
4.2 Missão 
A missão da “Cantina SENAC” será fornecer alimentação balanceada de acordo com as normas 
de saúde, produtos e serviços de excelente qualidade e preço justo, num ambiente amplo e 
confortável, com entretenimentos culturais. 
 
4.2 Objetivo Geral 
Fazer com que a “Cantina SENAC” seja um referencial entre as cantinas das demais unidades 
do SENAC no estado de Minas Gerais, comprometida com a qualidade e a capacitação contínua 
de seus colaboradores. 
 
4.4 Objetivos Específicos 
 Proporcionar um ambiente interativo, além da alimentação, ser também um espaço 
cultural; 
 Conquistar, em dois, 90% de adesão dos alunos e professor do SENAC Uberaba; 
 Fornecer serviços e produtos de qualidade, fidelizando os clientes com o bom 
atendimento e cardápio variado; 
 Oferecer preço competitivo com mercado; 
 Incentivar a comunidade acadêmica a adotar uma alimentação saudável afim de ter 
melhor qualidade de vida. 
 Preservar o meio ambiente, realizando projetos de responsabilidade ambiental por meio 
da coleta seletiva do lixo gerado na cantina. 
 Ter uma equipe qualificada e motivada, disposta a apresentar aos consumidores, a 
cultura inserida nos pratos e apresentações culturais oferecidos. 
 
4.5 Estratégias de Negócio 
Desenvolvimento de 04 (quatro) ações com a finalidade de atrair cada vez mais clientes e 
aumentar a quantidade de vendas. 
 
4.5.1 Estratégia de Promoção de Eventos 
A forma de atração do público será por meio de aula inaugural feita pelo SENAC Uberaba a 
todos os alunos iniciantes, com apresentações artísticas e culturais realizadas por alunos 
veteranos no “hall” da cantina. 
 
 
4.5.2. Estratégia de Marketing 
A estratégia será realizada através da distribuição de panfletos em sala de aula. Também, pela 
qualidade dos produtos e serviços oferecidos, fazendo com que nossos alunos tenham suas 
expectativas superadas em relação aos serviços prestados. 
 
4.5.3. Estratégia de fidelização do Cliente 
Será criado o cartão fidelidade “Viva Feliz” onde o aluno ou professor terá direito a um lanche 
no dia do seu aniversário. 
 
4.5.4 Estratégia de Responsabilidade Social e Ambiental 
A “Cantina SENAC” será uma empresa ética, que terá a preocupação com a preservação do 
Meio Ambiente e com a qualidade de vida das pessoas. E esta preocupação, antes mesmo de 
ser demonstrada através de Programas de Responsabilidade Social e Ambiental, tem que ser 
vista dentro da própria empresa. 
Por isso, as ações de responsabilidade social e ambiental serão pautadas na conscientização de 
nossos funcionários, fornecedores e clientes da importância desses aspectos, evitando o 
desperdício de papel, plásticos, descartáveis em geral e de alimentos, 
 
5 CONCORRÊNCIA 
Não há cantina concorrentes nas mediações do SENAC Uberaba, porém há redes 
supermercadistas e padarias num raio de 01 quilômetro de distância: 
- Supermercado Bretas; 
- Padaria Max Pão. 
 
6 DIFERENCIAL COMPETITIVO 
A “Cantina SENAC” será especializada em sucos naturais, vitamina de frutas, bolos e tortas. 
Todavia, o principal diferencial cantina será a segurança alimentar e o atendimento com 
excelência. 
Com base na análise da concorrência de mercado, o SENAC adotará estratégias de marketing, 
priorizando de maneira positiva, eficiente e eficaz a qualidade de seus produtos e atendimento 
ao cliente, com preço acessível e justo. 
 
7 SISTEMA DE QUALIDADE DO PRODUTO 
Os alimentos produzidos pela “Cantina SENAC”, terão excelente grau de qualidade, de acordo 
com as normas e padrões exigidos vigilância sanitária e RDC 216 que norteia as Boas Práticas 
na Manipulação de Alimentos. 
 
7.1 Política de Preços 
 
A “Cantina SENAC” adotará a política do preço justo e excelente grau de qualidade de suas 
alimentações, como forma de consolidação do mercado consumidor, e consequentemente, 
aumento das vendas e lucratividade operacional positiva. 
 
7.2. Plano de Vendas 
Um eficaz plano de vendas faz com que os produtos e serviços se tornem conhecidos e 
apreciados pelo público alvo. Para atingir os objetivos de vendas, a “Cantina SENAC” vai 
oferecerfacilidades no pagamento com cartão de crédito/débito ou ticket alimentação/refeição. 
 
7.3 Produtos e Serviços 
A “Cantina SENAC” oferece produtos e serviços no setor de alimentos. Os produtos ofertados 
são de qualidade, acompanhados de excelentes serviços de atendimento e entretenimento, 
trazendo conforto e segurança para os clientes. 
A “Cantina SENAC” oferece diversas opções de lanches. Entretanto, sua especialidade consiste 
em vitaminas, bolos, torta e hambúrguer e pizza. 
 
Quadro resumo dos produtos: 
Produto Preço Final 
Torta Alemã R$36,44 
Bolo de Chocolate R$50,44 
Vitamina leite com abacate R$6,18 
Hambúrguer artesanal R$4,98 
Pizza de Mussarela R$27,78 
 
 
A cantina funcionará de segunda a sábado, das 07h30 às 22h., a fim de atender a demanda de 
alunos nos três turnos. Os serviços de entretenimento têm como objetivo divulgar e valorizar o 
talento dos alunos, seja através da música, teatro, entre outros. 
O empreendimento terá o seguinte quadro de pessoal apresentado no quadro abaixo: 
Cargo Qtde Salário 
Diretor financeiro 01 R$4000,00 
Analista financeiro/contábil 01 R$2800,00 
Confeiteiro 01 R$2000,00 
Auxiliar de Cozinha 02 R$1200,00 
Garçom 02 R$1200,00 
Auxiliar de Limpeza 02 R$1200,00 
Nutricionista (RPA) 01 R$2.800,00 
 
8 A ANÁLISE DE S.W.O.T. 
 
A análise SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário (ou análise de 
ambiente), sendo usado como base para gestão e planejamento estratégico de uma empresa. 
A análise estratégica de SWOT (Forças, Fraquezas, Ameaças e Oportunidades) possibilita aos 
empreendedores do negócio visualizar a empresa em relação às oportunidades e ameaças 
existentes no mercado, assim como identificar suas forças e fraquezas. 
 
8.1 Análise Interna 
 
Pontos Fortes 
• Qualidade na prestação de serviços; 
• Ambiente amplo e aconchegante; 
• Localização; 
• Baixa concorrência; 
• Qualidade dos produtos. 
 
Pontos Fracos 
• Inexperiência no mercado; 
• concorrência dos aplicativos de entrega; 
• Mão de obra qualificada. 
 
8.2 Análise Externa 
 
Oportunidades 
• Possibilidade de proporcionar ao público alvo uma melhoria na qualidade de vida através de 
uma alimentação saudável; 
• Satisfação da clientela com relação ao produto e ambiente físico gerando aumento 
considerável das vendas. 
• Mudança nos padrões de consumo. 
Ameaças 
• Cenário Econômico: Diminuição do número de alunos nos cursos do SENAC Uberaba; 
• Concorrentes com serviço de entrega; 
• Mudança de hábito do consumidor. 
 
9. O ESTUDO DOS CUSTOS 
9.1 Custo dos Produtos 
 
Os gastos mensais são de R$1.028,50 com materiais diretos para a produção hambúrguer de 
carne. 
Custo Fixo: Salários com mão--de--obra, Aluguéis de equipamentos e instalações. 
Custo Variável: energia elétrica, gás, luz, água, carne para hambúrguer, cebola, ovo, sal, óleo, 
alface, tomate, pão hambúrguer. 
Custo Direto: carne para hambúrguer, cebola, ovo, sal, óleo, água, alface, tomate, pão 
hambúrguer. 
Custo Indireto: mesa, chapa, copos, maionese, ketchup, mostarda, luz, água, energia elétrica, 
gás, salários etc. 
 
Os gastos mensais para produção do bolo são de R$ 2.107,59 com materiais diretos. 
Custo Fixo: salários com mão--dobra, aluguéis de equipamentos e instalações, limpeza e 
conservação. 
Custo Variável: energia elétrica, gás, luz, água, ovo, açúcar, farinha de trigo, óleo, chocolate 
em pó, fermento, leite condensado, leite em pó. 
Custo Direto: ovo, açúcar, farinha de trigo, óleo, água, chocolate em pó, fermento, leito 
condensado, leite em pó. 
Custo Indireto: mesa, talheres, copos, lenços de papel, liquidificador, batedeira, panela, fogão, 
gás, energia elétrica, água, salários etc. 
 
Os gastos mensalmente R$1.843,80 com materiais diretos para a produção vitamina. 
Custo Fixo: salários com mão--de--obra, aluguéis de equipamentos e instalações, limpeza e 
conservação. 
Custo Variável: energia elétrica, gás, luz, água, abacate, açúcar, limão, leite em pó. 
Custo Direto: abacate, açúcar, limão, água, leite em pó. 
Custo Indireto: liquidificador, copos, canudinhos, mesas, talheres, água, luz, energia elétrica, 
salários etc. 
 
 
Os gastos mensalmente são de R$6.420,15 com materiais diretos para a produção da torta 
alemã. 
Custo Fixo: salários com mão--dobra, aluguéis de equipamentos e instalações, limpeza e 
conservação. 
Custo Variável: energia elétrica, gás, água, luz, margarina, açúcar, creme de leite, bolacha 
maisena, leite m pó, cobertura de sorvete. 
Custo Direto: margarina, açúcar, creme de leite, bolacha maisena, leite em pó, cobertura de 
sorvete. 
Custo Indireto: mesa, talheres, copos, lenços de papel, liquidificador, batedeira;; panela, 
fogão, gás, energia elétrica, água, salários etc. 
 
 
Os gastos mensais são de R$8.777,70 com materiais diretos para a produção da pizza de 
mussarela. 
Custo Fixo: salários com mão--de--obra, aluguéis de equipamentos e instalações, limpeza e 
conservação. 
Custo Variável: energia elétrica, gás, luz, água, farinha de trigo, fermento, óleo, azeite, açúcar, 
sal, queijo mussarela, extrato de tomate, tomate, azeitona, orégano, amido de milho, cebola, 
margarina, leite líquido. 
Custo Direto: farinha de trigo, fermento, óleo, água, azeite, açúcar, sal, queijo, mussarela, 
extrato de tomate, tomate, azeitona, orégano, amido de milho, cebola, margarina, leite líquido. 
Custo Indireto: fogão industrial, talheres, pratos, mesa, copos, maionese, ketchup, luz, água, 
lenhas, energia elétrica, salários etc. 
 
9.2 Investimento de Implantação 
INVESTIMENTO 
 
Item Qtde Valor UM (R$) Valor Total (R$) 
Aluguel Ponto Comercial 0 Prédio Próprio 
Geladeira 01 1.800,00 1.800,00 
Chapa 01 400,00 400,00 
Jogo de panela 01 300,00 300,00 
Batedeira 01 200,00 200,00 
Liquidificador 01 200,00 5.000,00 
Freezer 01 2.000,00 2.000,00 
Jogo de Mesa com Cadeira 10 300,00 3.000,00 
Pratos 50 7,00 350,00 
Talheres 50 15,00 750,00 
Kit Lixeira seletiva 04 800,00 3.200,00 
Notebook com Impressora 01 4.000,00 4.000,00 
Ar condicionado 02 2.500,00 5.000,00 
Veículo Fiorino 01 48.000,00 48.000,00 
TOTAL 74.000,00 
 
DESPESAS PRÉ-OPERACIONAIS 
Legalização da empresa 01 1.200,00 1.200,00 
Estudo do projeto 01 1.500,00 1.500,00 
Consultoria Nutricionista 01 1.000,00 1.000,00 
TOTAL 3.700,00 
 
 
DESPESAS OPERACIONAIS 
 
Salário + Encargos 15.200,00 
TOTAL 20.333.04 
 
10. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 
Margem de Contribuição significa quanto, em valor, um determinado produto contribui para o 
resultado operacional e seu conhecimento possibilita decisões focadas à obtenção do lucro 
esperado. Ou seja, é a diferença entre o preço de venda e a soma das despesas de vendas e os 
custos variáveis de um produto. O resultado obtido é a Margem de Contribuição que será 
utilizada para pagamento das Despesas Fixas da Empresa. 
 
BOLO DE CHOCOLATE R$ 100% 
Preço de venda (15 pedaços) 50,44 100 
( - ) Custos Variáveis 6.71 13,30 
Margem de Contribuição 43,73 78,11 
( - ) Despesas Gerais – Custos fixos 38,09 75,51 
Lucro 0,24 0,48 
 
HAMBÚRGUER DE CARNE R$ 100% 
Preço de venda 4,98 100 
( - ) Custos Variáveis 0,81 16,35 
Margem de Contribuição 4,17 81,79 
( - ) Despesas Gerais – Custos fixos 3,95 79,21 
Lucro 0,22 4,44 
 
 PIZZA DE MUSSARELA R$ 100% 
Preço de venda (06 pedaços) 27,78 100 
( - ) Custos Variáveis 13,31 47,92 
Margem de Contribuição 14,47 55,13 
( - ) Despesas Gerais – Custos fixos 7,80 28,09 
Lucro 0,16 0,59 
 
VITAMINA DE ABACATE R$ 100% 
Preço de venda (03 copos) 6,18 100 
( - ) Custos Variáveis 1,90 30,81 
Margemde Contribuição 4,27 61,07 
( - ) Despesas Gerais – Custos fixos 2,94 47,55 
Lucro 1,34 21,65 
 
TORTA ALEMÃ R$ 100% 
Preço de venda (08 pedaços) 36,44 100 
( - ) Custos Variáveis 10,38 28,48 
Margem de Contribuição 26,06 71,26 
( - ) Despesas Gerais – Custos fixos 13,14 36,05 
Lucro 12,93 35,48 
 
 
11. PROJEÇÃO DE VENDAS 
A “Cantina SENAC” projeta a venda média mensal conforme tabela abaixo: 
- 300 (trezentos) bolos de chocolate; 
- 1000 (um mil) hambúrgueres de carne; 
- 600 (seiscentos) pizzas de mussarela; 
- 1050 (Um mil e cinquenta) vitaminas de abacate (500 ml); 
- 600 (seiscentos) tortas alemãs. 
 
Com 30% de margem do valor investido e 15% de crescimento ao ano. 
 
 
12. PONTO DE EQUILÍBRIO 
 
No ponto de equilíbrio não há lucro nem prejuízo. É o ponto no qual a receita proveniente das 
vendas equivale à soma dos custos fixos e variáveis. É de grande utilidade, pois possibilita a 
empresa saber em que momento seu empreendimento começa a obter lucro e, assim, torna--se 
uma importante ferramenta gerencial. 
O ponto de equilíbrio representa a quantidade de atividade necessária para cobrir os gastos 
desembolsáveis no período. Ou seja, todas as despesas a prazo, depreciação, etc., são 
diminuídos (excluídos) do montante de despesas e custos variáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13. TAXA INTERNA DE RETORNO 
 
A Taxa Interna de Retorno (TIR), é a taxa de juros que torna o valor presente das entradas de 
caixa igual ao valor presente das saídas de caixa do investimento. Assim, quanto maior a TIR, 
maior a probabilidade de um investimento ser considerado viável. 
 
Considerando a tabela abaixo concluímos que a taxa interna de retorno do bolo de chocolate 
corresponde a 84%. Por possuir uma taxa elevada isso significa que o investimento para a 
produção do bolo de chocolate do ponto de vista econômico economicamente é bastante 
atrativa. 
 
 
 
 
 
A taxa interna de retorno do hambúrguer de carne corresponde a 24%. Comparado a outros 
produtos, o hambúrguer possui uma taxa de retorno inferior, no entanto ainda apresenta um 
retorno considerável, pois é um produto do SENAC.de grande demanda. 
 
A tabela abaixo mostra que podemos que a taxa interna de retorno da pizza de mussarela 
corresponde a 166%. Por possuir uma taxa elevada isso significa que o investimento para a 
produção da pizza de mussarela é economicamente atrativa. 
 
 
A taxa interna de retorno da vitamina de abacate corresponde a 21%. Apesar de outros produtos 
possuírem uma taxa de retorno bem superior quando comparadas com a vitamina, a mesma 
apresenta um retorno considerável, pois o produto apresenta grande procura pelos clientes. 
 
A tabela abaixo mostra que a taxa interna de retorno da torta alemã corresponde a 207%. Por 
possuir uma taxa elevada isso significa que o investimento para a produção da torta alemã é 
positiva 
 
 
14. CONSIDERAÇÕES 
 
Diante do plano de negócios apresentado, percebe-se que o negócio possui alto índice de 
viabilidade, considerando que o SENAC em Uberaba possui uma excelente estrutura física e o 
local para instalação da cantina foi projetado antecipadamente, porém, com proposta de uma 
gestão terceirizada. 
Com uma boa administração financeira do próprio SENAC e credibilidade junto aos clientes, a 
sustentabilidade da cantina está praticamente garantida. Sabe-se que, outros projetos serão 
desenvolvidos paralelos à gestão da cantina, a interdisciplinaridade dos cursos Técnico em 
Nutrição, Técnico em Meio Ambiente e Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em 
Enfermagem e Técnico em Administração garantirão o sucesso das ações propostas nesse 
projeto. A “Cantina Senac”, além da oferta de uma alimentação diferenciada, tem seus valores 
pautados em Transparência, Inclusão social, Excelência, Inovação e Desenvolvimento 
sustentável, portanto deve ser um agente de transformação social, estimulado seus alunos a 
ontribuir para a redução dos impactos ambientais, valorização da cultura e na construção de um 
mundo melhor para si e para as gerações futuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15. INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO 
Dentro da sua política de Responsabilidade Social, o Senac tem o propósito de atuar de forma 
socialmente responsável e sustentável. 
Responsabilidade Social - Para o Senac mais do que um conceito, é uma prática. Por meio da 
Educação Profissional e da capacitação, a instituição se compromete com o fomento ao 
desenvolvimento comunitário e com a inserção social de populações de baixa renda, 
contribuindo decisivamente para o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais. 
Nosso modelo de atuação está pautado nos seguintes eixos: 
1) mobilizar as comunidades; 
2) educar e capacitar e 
3) possibilitar o acesso ao emprego formal e à descoberta de novos talentos e oportunidades de 
empreendedorismo social. 
 
Para alcançar esses objetivos, a instituição desenvolve os programas Jovem Aprendiz, que 
qualifica jovens para o mercado de trabalho em atendimento a Lei de aprendizagem; Portal do 
Futuro, que proporciona aos jovens experiências construtivas de formação pessoal e 
preparação profissional para toda a vida; Senac na Comunidade, que atua no desenvolvimento 
das comunidades, nas áreas de empreendedorismo social e profissional; Base S, ação social 
comunitária que oferece atividades, tais como: cursos profissionalizantes, esporte, lazer, saúde, 
educação e cultura; Unidades Móveis Senac, carretas-escola que promovem formação 
profissional nas áreas de gastronomia, beleza e informática e possibilitam aumento da renda 
familiar e o desenvolvimento econômico e socioambiental de comunidades em todo o Estado 
do Minas Gerais. 
 
15.1 Ações de Responsabilidade Social: 
 
15.1.1 Programa SENAC de Gratuidade - Cursos Profissionalizantes 
A modalidade Cursos Profissionalizantes englobada pelo Programa Senac de Gratuidade tem o 
objetivo de conceder qualificação profissional gratuita e de qualidade para quem quer 
conquistar um lugar no mercado de trabalho. São vários cursos destinados a pessoas de baixa 
renda (até 02 salários mínimos por pessoa na família) em diferentes áreas do conhecimento. 
O candidato deve estar atento às exigências mínimas para o ingresso no curso desejado visto 
que a falta de comprovação dos pré-requisitos impossibilitará a matrícula do mesmo conforme 
as regras descritas no regulamento vigente. 
15.1.2 Programa Portal do Futuro 
O programa Portal do Futuro tem como foco preparar jovens, de 16 a 21 anos, de baixa renda, 
para a experiência profissional e para serem agentes de transformação social. Desenvolvendo 
competências humanas, de cidadania e profissionais, que possibilitem a inserção no mercado 
de trabalho. Três projetos pedagógicos compõem o Programa: 
Ser Pessoa: atividades de autoconhecimento que auxiliam os jovens a traçar perspectivas 
concretas de futuro; 
Ser Cidadão: direitos, deveres e o papel do indivíduo nas comunidades em que vivem; 
Ser Profissional: competências voltadas para preparação para o ingresso no mercado de 
trabalho. 
Mais de 1000 jovens são formados anualmente pelo programa 
15.1.3 SENAC na Comunidade 
 
Há 18 anos o projeto Senac na Comunidade promove gratuitamente capacitação e qualificação 
profissional básica à população de baixa renda. Implementado em parceria com instituições do 
terceiro setor, nas áreas empresarial, profissional e social. O projeto é a porta de entrada para o 
empreendedorismo, a educação profissional e o desenvolvimento socioambiental de 
comunidades menos favorecidasem todo o estado. As instituições interessadas na parceria com 
o Senac na Comunidade podem participar do Edital anual de Seleção de novos parceiros. 
 
15.1.4 Unidades Móveis 
As Unidades Móveis Senac são carretas-escola que levam cursos profissionalizantes a 
comunidades em todo o Estado, ampliando a cobertura regional de nossas ações. 
Em um moderno ambiente de aprendizagem, equipado com materiais de excelência específicos 
das áreas de formação, as Unidades Móveis Senac proporcionam capacitação básica em cursos 
nas áreas de Gestão & Informática, Gastronomia e Beleza para a população, prioritariamente, 
em áreas menos favorecidas de Minas Gerais. 
15.1.5 Programa Jovem Aprendiz 
O Senac, sempre preocupado em transformar vidas e formar profissionais para o mercado, 
disponibiliza um programa que realiza atendimento às empresas para a qualificação profissional 
dos jovens aprendizes. A Lei de Aprendizagem promove a inclusão social e profissional de 
jovens com idade entre 14 e 24 anos. O programa beneficia as empresas com mão de obra 
qualificada e contribui para a formação de cidadãos responsáveis e conscientes. No Senac, os 
jovens aprendizes se prepararam para o mercado para trabalhar em equipe, com ética e 
responsabilidade 
 
15.2 Norma PAS 99 no SENAC Minas Gerais 
 
 A norma PAS 99 ainda não foi implementada no Senac, uma vez que o Programa de 
Excelência foi implementado recentemente, apresentando bons resultados, a intenção é partir 
para a implementação do PAS 99. 
 
15.3 Programa de Excelência - SENAC Minas Gerais 
 
O Programa de Excelência do SENAC Minas é uma ferramenta que gerencia os principais fatores 
da organização que impactam diretamente no resultado do negócio. Consiste em definir os itens de 
gestão fundamentais de cada área, quais são as prioridades da gestão e potencializando o foco das 
ações. Após definir os itens de gestão, estes são pontuados. Dessa forma, é atribuído um peso para 
cada item de gestão, o que torna o PEX mensurável. Para fazer as verificações, os itens de gestão 
são regularmente auditados. Após é elaborado um Plano de Ação Corretiva, visando corrigir 
eventuais desvios e assim criar um modelo de Melhoria Continua. 
 
 
 
 
 
 
 
 
16. ÉTICA E LEGISLAÇÃO: TRABALHISTA E EMPRESARIAL 
 
O SENAC Nacional possui Código de Ética e Conduta que norteia todas as ações do Senac no 
país. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17. CONCLUSÃO 
 
Diante do plano de negócios apresentado, percebe-se que o negócio possui alto índice de 
viabilidade, considerando que o SENAC em Uberaba possui uma excelente estrutura física e o 
local para instalação da cantina foi projetado antecipadamente, porém, com proposta de uma 
gestão terceirizada. 
Com uma boa administração financeira do próprio SENAC e credibilidade junto aos clientes, a 
sustentabilidade da cantina está praticamente garantida. 
Sabe-se que, outros projetos serão desenvolvidos paralelos à gestão da cantina, a 
interdisciplinaridade dos cursos Técnico em Nutrição, Técnico em Meio Ambiente e Técnico 
em Segurança do Trabalho, Técnico em Enfermagem e Técnico em Administração garantirão 
o sucesso das ações propostas nesse projeto. 
A “Cantina Senac”, além da oferta de uma alimentação diferenciada, tem seus valores pautados 
em Transparência, Inclusão social, Excelência, Inovação e Desenvolvimento sustentável, 
portanto deve ser um agente de transformação social, estimulado seus alunos a contribuir para 
a redução dos impactos ambientais, valorização da cultura e na construção de um mundo melhor 
para si e para as gerações futuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ENGELS, Friedrich. Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem. In: 
Karl Marx & F. Engles, Obras escolhidas. São Paulo, Alfa-Omega, vol.2, 1986. 
 
GONÇALVES, Maria Helena Barreto. Ética e trabalho. Rio de janeiro: Senac Nacional, 1997. 
 
GONÇALVES, Maria Helena Barreto (0rg); Competências básicas. Rio de janeiro: Senac 
Nacional, 2000. 
 
LUCENA, Maria Diva da Salete. Planejamento de recursos humanos. São Paulo: Atlas, 
1990. 
 
MINTZBERG, Henry. Ascensão e queda do planejamento estratégico. Tradução de Maria 
Adelaide Carpegiani. Porto alegre: Bookman, 2007. 
 
SENAC Minas Gerais. PAAR – Plano Anual da Administração Regional, Belo Horizonte, 
2018. 
 
http://www.dn.senac.br/transparenciadn/files/codigo_de_etica.pdf; acesso em 21/04/2019.

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