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Estudos pratica civil

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Estudos pratica civil
 Naraiane Nunes
há 2 anos
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O cabimento do instrumento recursal pertinente é sempre uma premissa que deve ser observada pelo advogado, pois, um erro ao interpor o recurso poderá custar-lhe o provimento ou não da ação.
Nota-se que ao interpor um recurso, o advogado (buscando o interesse da parte que assiste) estará buscando manter ou reformar uma decisão ou sentença.
O ordenamento jurídico brasileiro apresentar diversos recursos em todas as searas de estudo, seja penal, civil, trabalhista, entre outras, havendo uma série de diferenças em cada uma delas.
Neste artigo pretendemos somente demonstrar os recursos que estão previstos no Código de Processo Civil e sua aplicação em cada caso e, deste modo, o referido diploma nos apresenta os seguintes recursos: Agravo de Instrumento, Agravo Interno, Agravo em Recurso Especial, Agravo em Recurso Extraordinário, Embargos de Declaração, Apelação, Recurso Ordinário Constitucional, Recurso Especial, Recurso Extraordinário e Embargos de Divergência.
Do Cabimento dos Recursos
Agravo de Instrumento – Art. 1.015 do CPC: Caberá agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre as matérias delineadas nos incisos e no parágrafo único do artigo 1.015 do Código de Processo Civil.
Agravo Interno –Art. 1.021 do CPC: Será utilizado contra decisão proferida pelo relator destinada ao órgão colegiado.
Agravo em Recurso Especial e Agravo em Recurso Extraordinário – Art. 1.042 do CPC: Cabe agravo em recurso especial e agravo em recurso extraordinário contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal que inadmitir o recurso especial ou o recurso extraordinário.
Embargos de Declaração – Art. 1.022 do CPC: Os Embargos de Declaração poderão ser utilizados contra qualquer decisão judicial, exceto despachos, para esclarecer ou eliminar contradição, suprir omissão ou corrigir erro material, conforme prescreve os incisos do artigo 1.022 do CPC.
Apelação – Art. 1009 do CPC: Será utilizada para a impugnação de sentenças, podendo ser sentenças com resolução do mérito (sentenças definitivas, art. 487 CPC) ou sentença proferida sem a resolução do mérito (sentenças meramente terminativas, art. 485 CPC).
Recurso Ordinário Constitucional – Art. 1.027 do CPC:É cabível contra decisão denegatória de Habeas Corpus ou Mandado de Segurança, que foi proferida em segunda instância ou por Tribunal Superior. Deste modo, pode ser interposto perante o Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça.
Recurso Especial e Recurso Extraordinário – Art. 1.029 do CPC: Estes são destinados à revisão de acórdãos. Não se prestam para a revisão de fatos, mas tão somente, de matéria de direito. Assim, somente quando houver violação à lei federal ou à Constituição da República. Em apertada síntese, o Recurso Especial tem cabimento quando for violado o artigo 105, inciso III da Constituição Federal. Já o Recurso Extraordinário, será utilizado quando violar o artigo 102, inciso III da Carta Magna.
Embargos de Divergência – Art. 1.043 do CPC: Sua finalidade é uniformizar a jurisprudência dos Tribunais Superiores (STJ e STF), entretanto, a uniformização será sempre interna, nos termos do artigo 1.043 do CPC.
Cabe salientar que não existe mais em nosso ordenamento a figura dos Embargos Infringentes, pois o NCPC traz é uma técnica de julgamento de acórdão não unânime, conforme prevê o artigo 942 do CPC.
Dos Prazos Recursais
Com o advento do Novo Código de Processo Civil, os prazos foram unificados, assim nos termos do artigo 1.003 § 5º do CPC, os prazos para interpor e responder os recursos serão de 15 (quinze) dias.
Mas atenção, somente os Embargos de Declaração é que não seguem a regra desse artigo. Assim, os Embargos serão opostos em 5 (cinco) dias, verificando o que determina o Artigo 1.023, do CPC.
Art. 1.003, § 5o CPC - Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
Art. 1.023 do CPC - Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a preparo.
Por fim, cabe relembrar que, nos termos do artigo 219 do CPC a contagem dos prazos computar-se-ão somente em dias úteis. Sendo assim, em observância ao artigo acima, os dias em que não houver expediente forense, estes não serão considerados como úteis. Logo tais dias não serão computados na contagem dos prazos processuais.