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APOL 1 LIDERANÇA E COACHING

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é uma atividade da alma que é construída por uma vida de virtudes.
A partir do que foi exposto acima e do que aprendemos na Aula 1- Tema 4, responda, desenvolvendo um texto, como para o filósofo chegamos à felicidade, ou seja, como chegamos a construir uma vida de virtudes?
Nota: 0.0
	A ética aristotélica é do tipo teleológica, pois defende que a ação humana tende sempre a um fim, e este fim é o bem. Segundo Aristóteles (1994, p. 50), pessoas diferentes compreendem o bem de forma diversa. Contudo, há um Bem Supremo, que é almejado por todos, compreendido do mesmo modo e está acima de todos os outros bens. Assim, por exemplo, alguém se torna administrador para atuar com esta ou aquela função, construir uma carreira ou mudar o mundo (bens menores, subordinados), mas todos querem, ao final, o Bem Supremo, de acordo com este filósofo, a felicidade (1994, p. 53).
Felicidade é uma atividade da alma que é construída por uma vida de virtudes. E como viver as virtudes? A instrução de Aristóteles define como sendo a vivência do meio termo, pois quem vive para os extremos tende a perecer. E como aprender a esse modo de vida? Dois são os caminhos: a virtude moral, que se assimila pelo hábito, e a virtude intelectual, que pode ser ensinada e exercitada.
A virtude intelectual é adquirida por meio do ensino e tem necessidade de experiência e tempo. A virtude moral é adquirida, por sua vez, como resultado do hábito. O hábito determina nosso comportamento como bom ou ruim e assim compreendemos como agir pela justa-medida com relação à nós.
A virtude moral é a disposição para agir de forma deliberada e a disposição está de acordo com a reta razão. Não pode ser, contudo, nem faculdade nem paixões. Assim, a virtude moral encontra o meio termo agindo sobre as emoções e não a partir delas. O meio termo é imposto pela razão com relação às emoções e é relativo às circunstâncias nas quais a ação se produz. Por este motivo, o ser humano nunca age de maneira virtuosa por natureza, pois ela depende da razão.
E como saberemos qual o meio termo de nossas atitudes? Quando um pai precisa agir sobre um ato indisciplinado de seu filho, qual a justa medida para bem educar, sem traumatizar e, ao mesmo tempo, ensinando para que não repita o ato? No entendimento de Aristóteles, em cada ato devemos agir tendo em vista a “pessoa que convém, na medida, na ocasião, pelo motivo e da maneira que convêm” (1994, p. 74). E por que este caminho parece difícil? Pois nas ações existem a carência, o excesso e o meio-termo. Conforme nossas paixões (tendências impulsivas) tomam conta, a ação tende aos extremos. Somente pelo domínio da razão podemos agir pelo justo meio. Desse modo, tanto o excesso quanto a carência são vícios. O meio termo ou mediania é a virtude. Assim, quando o homem vive com a razão no controle de suas ações, quando trilha o caminho das virtudes em todas as suas responsabilidades e afazeres, tem aí a realização do Bem Supremo, isto é, a felicidade. Assim, em Aristóteles todas as ações do homem tendem a felicidade. O justo-meio como virtude (aretê) é a condição do indivíduo pautar seu agir. (Rota 1 – Tema 4)
Questão 5/5 - Ética nas Relações Étnico Raciais
Sophia Silva, queria candidatar-se à vaga de estagiária em uma empresa, para agendar a entrevista precisava entregar a documentação exigida no setor de recrutamento e seleção. Junto com seu extenso currículo, apresentou um laudo médico com seu nome social (feminino) e seus documentos civis (com o nome masculino). Pela diferença das nomenclaturas, o funcionário responsável pelo recrutamento e seleção de estagiário para o setor de marketing da empresa negou-se a receber o currículo, os documentos, bem como se negou agendar entrevista.
A partir dos ensinamentos e discussões proporcionados na Aula 1- Tema 5 e como estudante de administração de empresas, de que modo analisa ou valora o fato acima descrito?
Nota: 0.0
	Na Aula 1 tema 5, vimos que o tema da diversidade é considerado como problema ético. Duas situações específicas foram abordadas: gênero e raça/cor. Nos processos decisórios, considerando estas situações de gênero e raça/cor, é possível influenciar sobre resultados que refletem a vida em sociedade. Diferenças salariais e de qualidade de vida entre homens e mulheres, brancos, negros, por exemplo, podem ser ocasionados por culturas de decisões discriminatórias, como o caso descrito. O fato descrito acima nos remete a uma situação discriminatória. A empresa pode ser punida pela decisão tomada pelo funcionário, a de não receber os documentos e currículo de pessoa trasngênero.  Hoje por determinação legal e de tribunais superiores o nome social deve ser respeitado pelas empresas e por todos os espaços sociais que frequente a pessoa trans. Assim, o caso acima descrito, trata de um caso de discriminação de gênero. O desafio para os gestores, na atualidade, é estabelecer políticas de contratação, relacionamento e resolução de conflitos que eliminem ou amenizem as diferenças de raça/cor, gênero. Como a Constituição Federal garante direitos iguais entre homens, mulheres, independente de raça, religião etc., cada vez mais a busca por decisões que levem a equidade e respeito às diferenças e à diversidade será valorizada, no sentido de aproveitar o potencial de criatividade, diversificação e ampliação de potencial que deriva do convívio da multiplicidade de raça/cor e gênero e, consequentemente, de culturas no ambiente de trabalho. (Rota 1 – Tema 5)
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