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Embriologia É o nome dado a produção de gametas nas gônadas (órgãos onde são produzidas as células sexuais). Gametogênese Gameta Gônadas Feminino Oogênese Oócito Ovários Masculino Espermatogênese Espermatozoide Testículos As gônadas masculinas, são os testículos. que se localizam na parte externa do corpo, já que a espermatogênese é otimizada em uma temperatura que é ligeiramente mais baixa que a temperatura corporal central (36°C). Cada testículo é incorporado dentro de uma cápsula espessa chamada túnica albugínea e é dividido por septos em lóbulos, que contêm túbulos seminíferos e tecido conjuntivo intersticial. Entre os túbulos, há o tecido intersticial, um tecido conjuntivo frouxo, com as células de Leydig (secretoras de testosterona), fibroblastos (células que produzem fibras), macrófagos, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos. Células de Leydig: sob a influência do LH, produzem 95% testosterona masculina Consistem principalmente em células germinativas primordiais (ou gonócitos), células de Sertolli (também denominadas células de sustentação por realizarem essa função) e células miódes. Células miódes: Localizadas na membrana basal, são fibroblastos ricos em filamentos de actina e em moléculas de miosina. Por serem contráteis, comprimem os túbulos, contribuindo para o transporte do fluido testicular e dos espermatozoides. Colaboram com as células de Sertolli na síntese da membrana basal e no estabelecimento da barreira hematotesticular, já que impedem a passagem de grandes partículas para os túbulos seminíferos. Células de Sertolli: Se apoiam na lâmina basal dos túbulos, unindo-se a ela por hemidesmossomos. dentro dos túbulos (células triangulares) fornecem o apoio estrutural, metabólico e suporte nutricional, também fagocitam corpos residuais. • Pela união por junções de adesão e desmossomos, elas sustentam e translocam as células germinativas da base para o ápice do epitélio de onde serão liberadas. • Através de junções gap, nutrem as células germinativas e regulam a espermatogênese. • Secretam o hormônio antimulleriano (AMH), que inibe o desenvolvimento dos ductos de Müller, precursores do trato reprodutor feminino. • além de ajudar na barreira hematotesticular (previne respostas imunes do sistema linfático em relação às células germinativas) * • As células de Sertolli fagocitam e digerem, através dos lisossomos, os restos citoplasmáticos * Como as células presentes no compartimento adluminal surgem após a puberdade, são estranhas ao sistema imunológico. O rompimento da barreira hematotesticular, causado, por exemplo, por um trauma ou por uma biópsia, resulta em uma resposta autoimune com destruição das células germinativas, levando a problemas de fertilidade. Células germinativas primordiais: As células germinativas dispõem-se no túbulo seminífero conforme a progressão da espermatogênese. Na base do túbulo seminífero, há 3 populações de espermatogônias, • (Tipo Ad “dark”): são consideradas células troncos testiculares, raramente dividem-se. • Tipo Ap (clara): sofrem mitose gerando 1 Ap e outra B. • Tipo B: geram os espermatócitos primário • Espermatogônias: Células-tronco, que formam a camada basal (exterior) do epitélio germinativo dos túbulos seminíferos sofrem divisão mitótica para produzir os espermatócitos primários • Espermatócitos primários: grandes células germinativas que possuem 46 cromossomos e sofrem meiose para produzir espermatócitos secundários. • Espermatócitos secundários: essas células são menores que os espermatócitos primários; são submetidas a uma segunda divisão meiótica muito rapidamente para produzir espermátides (contêm somente 23 cromossomos; sendo 22 autossomos e ainda 1 cromossomo X ou 1 cromossomo Y) • Espermátides: essas células sofrem um processo de maturação (denominado espermiogênese) ainda comandado pela célula de Sertolli para formar cabeça e cauda e tornarem-se espermatozoides. Espermiogênese: Processo de transformação das espermátides em espermatozoides. Incluem: 1) A formação do acrossomo: Complexos de Golgi formam vesículas (preenchida com enzimas que ajudam o espermatozoide a penetrar no oócito) e se espalham numa região supra nuclear, formando o acrossomo 2) A condensação do material genético: Ao invés de histonas, tem-se protaminas condensando o material genético de forma bem mais intensa. 3) Mitocôndrias são espiralizadas no “pescoço” e fornecem energia (ATP) para a locomoção e metabolismo do espermatozoide. 4) Eliminação do citoplasma: O citoplasma torna-se corpos residuais e são digeridos pelos macrófagos presentes no tecido intersticial 5) Já a cauda ou flagelo desenvolve-se a partir do centríolo. • Espermiação: Ação de liberação do espermatozoide pela célula de Sertolli. O espermatozoide não possui capacidade de locomoção ainda. O líquido secretado pelas células de Sertolli “empurra” os espermatozoides ao longo de seu caminho em direção aos ductos dos testículos. Controle hormonal da espermatogênese: A espermatogênese é promovida pela testosterona, secretada pelas células de Leydig (estimulada pelo hormônio LH), e regulada pela inibina, produzida pelas células de Sertolli (estimulada pelo hormônio FSH). FSH; atuam sobre as Espermatogônia e o LH sobre as células de Leydig Resumo da espermatogênese: Espermatogônia ⟶(mitose)⟶ Espermatócito I⟶ (meiose 1) ⟶ Espermatócito II ⟶ (meiose II) ⟶ Espermátide ⟶ (espermatogênese) ⟶ Espermatozoide ⟶ (Espermiação)⟶ Liberado no Lúmen. No ser humano, a espermatogênese demora 64 dias aproximadamente. O ovário é dividido nas zonas cortical e medular. A zona cortical tem um estroma de tecido conjuntivo frouxo, com abundância de fibroblastos. Nessa região, situam-se os folículos ovarianos, formados pelas células germinativas e pelas células foliculares. Zona medular: A zona medular é constituída de tecido conjuntivo frouxo ricamente vascularizado AS CÉLULAS GERMINATIVAS: As oogônias (2n) surgem na vida intrauterina, sendo que no primeiro trimestre, elas proliferam por mitose. Em torno do quinto mês, todas as oogônias iniciarão a primeira divisão meiótica e se tornarão oócitos primários Os folículos ovarianos podem ser classificados em: primordiais, em crescimento (unilaminares, multilaminares e antrais), maduros e atrésicos. Nesses oócitos entram na primeira divisão meiótica, mas a interrompem logo no início, no diplóteno da prófase. Depois da puberdade, em cada ciclo menstrual, um oócito primário retoma a meiose Este folículo começa a surgir na puberdade, Surgimento da zona pelúcida: camada de glicoproteínas (ZP1, ZP2, ZP3 E ZP4) e glicosaminoglicanos. A proliferação das células foliculares resulta em várias camadas celulares. Conjunto de camadas de células foliculares é a camada granulosa. • Surgimento da teca interna: estimula a produção de estrogênio. O estrógeno e a progesterona secretados pelos folículos ovarianos entram na corrente sanguínea e atuam sobre o organismo, promovendo as características sexuais secundárias e preparando outros órgãos do aparelho reprodutor para a fertilização e para a implantação do embrião. As células foliculares produzem ainda glicosaminoglicanos, que atraem íons de Na+ e, junto com eles, água do plasma sanguíneo. O fluido que se acumula entre as células foliculares coalesce em uma cavidade, o antro folicular. • Surgimento da teca externa • Surgimento dos Antros (espaços com fluídos) • Os núcleos da teca interna ficam arredondados. O oócito primário conclui a primeirameiose, originando o oócito secundário. O acúmulo do fluido e o consequente aumento do antro dividem a camada granulosa. Essa denominação se mantém para as camadas de células foliculares adjacentes à teca, enquanto as células que se projetam no antro como um pedúnculo são o cumulus oophorus, e aquelas que circundam o oócito, a corona radiata. Esse é o folículo maduro ou de De Graaf. Com a conclusão da primeira meiose são formados o oócito secundário e o primeiro corpúsculo polar. O folículo secundário entra em meiose 2 e para na metáfase (oocitação), passa a ter 23 cromossomos Geralmente só há liberação do ovário de um oócito secundário. Se mais oócitos forem liberados, quando fecundados, resultarão em gêmeos não idênticos. Em animais com múltiplos filhotes, vários oócitos são ovulados. A ovulação ocorre de 28 a 36h após o pico de LH. 1) Secreção de colagenase (enzima que digere colágeno, como o da túnica albugínea) e prostaglandina (estimulante da musculatura da tuba uterina) 2) Em consequência da elevação do estrógeno, as fímbrias captam o oócito 2 para a tuba uterina. Após a transferência, o oócito tem a viabilidade de 24 horas para a fecundação Células que sobram no ovário (camada granulosa e teca interna): logo após a ovulação, colapsam e se tornam pregueadas. Sob a influência do LH, elas formam uma estrutura glandular, o corpo lúteo, que secreta progesterona e alguma quantidade de estrogênio, o que leva as glândulas endometriais a secretarem e, assim, o endométrio se prepara para a implantação do blastocisto. Se o oócito é fecundado, o corpo lúteo cresce e forma o corpo lúteo gestacional e aumenta a produção de hormônios. Não ocorrendo fecundação ao 28 dia → o corpo lúteo sofre degeneração, se atrofia, virando corpo albicans (não estimulando mais a produção de estrogênio e progesterona, logo início da menstruação) Pílula anticoncepcional: Altas doses de estrógeno e progesterona da pílula promovem um feedback negativo sobre o FSH e o LH, não estimulando o crescimento dos folículos e a ovulação. As tubas possuem um epitélio simples colunar ciliado, que inclui células endócrinas e células secretoras. As células secretoras são células colunares, com microvilos. Produzem um fluido aquoso que fornece nutrientes para os gametas e o embrião inicial A fertilização geralmente ocorre na ampola. Ela é o segmento mais longo, compreendendo dois terços da tuba Os gametas produzidos nos testículos e nos ovários devem se encontrar para a formação de um novo ser. Os espermatozoides são expelidos do sistema reprodutor masculino e entram no trato reprodutor feminino, onde ocorre a fertilização. Após a oocitação o oócito tem viabilidade de +/- 24 horas, já o espermatozoide de 6 dias. Nos testículos, os espermatozoides não possuem motilidade ou exibem um fraco movimento vibratório da cauda. Eles são conduzidos pelas contrações peritubulares e pela correnteza do fluido testicular. • Rede testicular • Ductos eferentes • Ductos do epidídimo: Onde ficam armazenados de 4 a 16 dias • Canal deferente • Ducto ejaculatório A secreção das vesículas seminais é viscosa, devido à riqueza de açúcares, como a frutose, que é a principal fonte de energia para o batimento do flagelo dos espermatozoides. É amarelada pela presença do pigmento lipocromo. Tem também proteínas, prostaglandinas, ácido cítrico e ácido ascórbico • Uretra • Canal vaginal • Colo do útero Durante o orgasmo, há a ejaculação do sêmen (esperma ou ejaculado), que, na verdade, são frações expelidas em sequência: a secreção da próstata, os espermatozoides e a secreção das vesículas seminais. Os espermatozoides perfazem 5% do sêmen. O fluido seminal coagula logo após a ejaculação e liquefaz dentro de 15 a 30 min. As prostaglandinas (substâncias fisiologicamente ativas) no sêmen parecem estimular a motilidade uterina no momento da relação sexual e auxiliam na movimentação dos espermatozoides até o local da fecundação na ampola da tuba uterina. A frutose, secretada pelas glândulas seminais, é uma fonte de energia para os espermatozoides no sêmen. Os espermatozoides recém-ejaculados são incapazes de fecundar um oócito. Os espermatozoides devem passar por um período de condicionamento, ou capacitação, que dura aproximadamente 7 horas. • Hiperatividade espermática: A membrana plasmática do espermatozoide reconhece a progesterona e abre os canais, permitindo a entrada de Ca+ para dentro do espermatozoide, aumento o PH interno → levando a um aumento de amplitude do movimento da cauda. • Capacitação Espermática: Ocorre na tuba uterina, durante esse período, uma cobertura glicoproteica e de proteínas seminais é removida da superfície do acrossomo do espermatozoide. Essa capacitação ocorre no sistema reprodutor feminino aumentando a fluidez de membrana e alteração da permeabilidade iônica. Sequência da fecundação Normalmente, o local da fecundação é a ampola da tuba uterina, para atrair o espermatozoide para o lado correto da tuba, há a termotaxia; a temperatura da tuba uterina na qual o oócito 2 está aumenta cerca de 2º e quimiotaxia: sinais químicos (atrativos) secretados pelos oócitos e pelas células foliculares circundantes guiam os espermatozoides capacitados para o oócito. 1º etapa: Encontro do espermatozoide com a corona radiata A ação da enzima hialuronidase (separa as células da corona radiata) liberada da vesícula acrossômica e a hiperatividade espermática atuam na penetração da corona radiata 2º Etapa: Zona pelúcida (reação acromossômica) O acrossomo possui receptores ZP3, que reconhecem o ZP3 da zona pelúcida, desencadeando a reação acromossômica (. O espermatozoide se adere a zona pelúcida via ZP2. 3º Etapa: Barreira do oócito 2 O espermatozoide se funde a membrana plasmática do oócito e o pró-núcleo (pacotinho condensado de material genético) é liberado no oócito 2. Como a polispermia é evitada? É uma reação cortical (alteração da estrutura da zona pelúcida). O oócito tem vesículas com grânulos corticais, quando o espermatozoide se funde, libera esses grânulos que modificam ZP2 e a ZP3, logo não há receptor, e por consequência não há adesão de outros espermatozoides. Quando ocorre a fusão entre o oócito 2 e o espermatozoide, a Meiose 2 torna-se completa, formando um oócito maduro e um segundo corpo polar (1º acontece na meiose 1 da oocitogênese). Em seguida, os cromossomos maternos se descondensam e o núcleo do oócito maduro se torna o pronúcleo feminino. A fecundação se completa quando os pronúcleos masculino e feminino se unem (formando o zigoto) Dentro do óvulo: o e os cromossomos maternos e paternos se misturam durante a metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto. O sexo cromossômico do embrião é determinado na fecundação dependendo do tipo de espermatozoide. O zigoto é geneticamente único porque metade dos cromossomos é materna e a outra metade é paterna. Esse mecanismo é a base da herança biparental e da variação da espécie humana º A primeira semana de desenvolvimento humano começa com a fertilização do óvulo pelos espermatozoides que formam a primeira célula, o zigoto. O zigoto, durante o seu transporte pela tuba uterina em direção ao útero, sofre a clivagem, que consiste em mitoses sucessivas, sem aumento de volume. Durante a clivagem, o zigoto continua dentro da zona pelúcida. A divisão do zigoto em blastômeros se inicia aproximadamente 30 horas após a fecundação, levando praticamente um dia para cada divisão mitótica. Tem-se um embrião de duas células no primeiro dia após a fertilização, de quatro células no segundo dia, de seis a 12 células no terceiro, de 16 células no quarto e de 32 célulasno quinto dia. Após o estágio de 8 células, os blastômeros mudam sua forma e se agrupam firmemente uns com os outros para formar uma bola compacta de células., esse fenômeno denominado compactação. O embrião de 16 células é parecido com uma amora e é designado mórula. No embrião com 32 células, os blastômeros secretam fluido para os espaços dentro do embrião. O líquido concentra-se em uma cavidade, a blastocele (ou cavidade blastocística), e o embrião é chamado de blastocisto. O blastocisto consiste em uma camada superficial, o trofoblasto e em um pequeno grupo interno de células, o embrioblasto (ou massa celular interna). O trofoblasto deriva parte da placenta (throfe, em grego, significa nutrição), e o embrioblasto origina o embrião propriamente dito e alguns anexos embrionários. A próxima etapa consiste no hatching (eclosão), que consiste na saída do blastocisto pela ruptura da zona pelúcida. º O útero durante a implantação: Com a implantação, o endométrio sofre a reação decidual. Os fibroblastos diferenciam-se nas células deciduais. Tornam-se poliploides, com grande capacidade de síntese e acumulam glicogênio e lipídios. A reação decidual restringe a invasão do trofoblasto e cria uma barreira inicial à passagem de macromoléculas, inclusive IgG, e de células, como micro-organismos, macrófagos e vários tipos de linfócitos, protegendo o embrião de infecções e contra a rejeição pelo organismo materno. Durante a gravidez, o endométrio é designado como decídua, porque é a camada do útero que irá descamar no parto. Conforme a sua localização, a decídua pode ser subdividida em: decídua basal, que está entre o embrião e o miométrio; decídua capsular, que está entre o embrião e a luz do útero, e decídua parietal, que é o restante da decídua Quando a implantação se dá fora do útero, como na tuba uterina ou na cavidade abdominal, tem-se uma gravidez ectópica. Nidação é o processo de implantação do óvulo fecundado na parede do endométrio. É um dos estágios do início da gravidez e pode resultar em um sangramento fora do período menstrual. As fases da implantação são aposição, adesão e invasão. Aposição: O blastocisto encosta no epitélio uterino pelo polo embrionário (aquele com o embrioblasto). O contato com o endométrio uterino induz a proliferação do trofoblasto, que se diferencia em citotrofoblasto. Algumas destas células em proliferação perdem suas membranas celulares e fundem‑se para formar um sincício (uma massa de citoplasma que contém numerosos núcleos dispersos, essa massa secreta várias enzimas digestivas que digerem a matriz extracelular do tecido conjuntivo, a qual nutrem o embrião) denominado sinciciotrofoblasto, o qual se insinua entre as células do endométrio e começa a empurrar o blastocisto para dentro da parede uterina O sinciciotrofoblasto e o citotrofoblasto secretam hCG, que, além de manter a atividade do corpo lúteo, contribui para o sucesso da implantação e da diferenciação do trofoblasto. No fim da segunda semana, os níveis desse hormônio são suficientes para o teste de gravidez ser positivo. Adesão é promovida pelas interdigitações dos microvilos do trofoblasto e do epitélio uterino. Na invasão, o sinciciotrofoblasto penetra o endométrio com suas projeções e enzimas que degradam a matriz extracelular. O trofoblasto humano é extremamente invasivo: atravessa o endométrio, atingindo glândulas e vasos sanguíneos, e alcança o terço interno do miométrio. O sangue materno extravasa para dentro de lacunas do sinciciotrofoblasto. O endométrio está na fase secretora, e o embrião capta as substâncias produzidas pelas glândulas, como o glicogênio. A fagocitose de células endometriais e de eritrócitos também contribui para a sua nutrição. A formação do embrião didérmico: No sétimo dia de desenvolvimento, por delaminação do embrioblasto, forma-se uma fina camada celular voltada para a cavidade blastocística: é o hipoblasto. No dia seguinte, entre as células do embrioblasto, acumula-se fluido e cria-se a cavidade amniótica. Sob ela, as células do embrioblasto arranjam-se em uma camada de células colunares: o epiblasto. Então o embrião, na segunda semana, é didérmico, ou seja, composto por duas camadas: o hipoblasto e o epiblasto. • Epiblasto Também forma uma camada epitelial que reveste a cavidade amniótica. O âmnio (membrana amniótica). A camada epiblástica formará todo o embrião. • Hipoblasto O hipoblasto (ou endoderme primitivo) é uma camada epitelial transitória voltada para a cavidade blastocística. As células migram e revestindo a cavidade, originando a membrana de Heuser, que formará o saco vitelino. O saco vitelino é formado pela membrana de Heuser e pelo mesoderma extraembrionário esplâncnico. As lacunas trofoblásticas começam a se anastomosar com capilares maternos e se tornam repletas de sangue A presença de vasos sanguíneos no mesoderma extraembrionário sustenta troficamente esse anexo embrionário. *Com cerca de 8 dias da oocitação a parede do epitélio ainda não está completa e o rompimento dos vasos pode gerar pequenos fluxos sanguíneo (que pode ser confundido com a menstruação) Após o estabelecimento do saco vitelínico, matriz extracelular (repleto de células mesenquimais extraembrionárias dispersas) é depositada entre a membrana de Heuser e o citotrofoblasto: o reticulo extraembrionário. Se organiza em duas camadas: o mesoderma extraembrionário somático, vizinho ao citotrofoblasto e ao âmnio, e o mesoderma extraembrionário esplâncnico, que está adjacente à membrana de Heuser. O retículo extraembrionário entre as duas camadas é substituído por fluido, tendo-se o celoma extraembrionário. A região do mesoderma extraembrionário somático acima do âmnio que liga o embrião ao citotrofoblasto é o pedúnculo do embrião e será o cordão umbilical. O sinciciotrofoblasto, o citotrofoblasto e o mesoderma extraembrionário somático compõem o córion. O saco coriônico (ou gestacional) consiste no córion e no celoma extraembrionário º Durante a terceira semana de desenvolvimento, a implantação do concepto na parede do útero está completa e as células trofoblásticas continuam a invadir a parede uterina no processo de placentação precoce (formação de vilosidades) O principal evento da terceira semana é a A gastrulação começa com a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto. *A linha primitiva é o controlador do processo de gastrulação. A gastrulação começa com a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto. A concentração de células do epiblasto estabelece uma linha mediana e caudal, a linha primitiva. Na sua extremidade cranial, há um maior acúmulo de células, o nó primitivo *Com o aparecimento da linha primitiva, são identificados o eixo anteroposterior (craniocaudal) e o eixo direito-esquerdo do embrião. A linha primitiva surge no eixo caudal e tem seu nó no sentido cranial. Formação do disco embrionário trilaminar: Pouco tempo depois do aparecimento da linha primitiva (no 16 o dia), os epiblastos nas laterais da linha primitiva começam a se mover para dentro dela. As células do epiblasto apresentam características de células epiteliais: são justapostas graças às moléculas de adesão celular E-caderinas, sintetizam citoqueratina e possuem lâmina basal e polaridade (superfícies apical e basal definidas). Depois de deixar a linha primitiva, tornam- se estreladas devido aos pseudópodes e são denominadas células mesenquimais. As primeiras células a migrarem originam o mesoderma extraembrionário. Outras células substituem as células do hipoblasto que revestiram a blastocele e constituem o endoderma. As células da linha primitiva que se espalham lateral e cranialmenteentre o epiblasto e o endoderma estabelecem o mesoderma. O epiblasto é agora chamado de ectoderma. Assim, na terceira semana, o embrião é um disco tridérmico, isto é, com três camadas germinativas: o ectoderma, o mesoderma e o endoderma. O movimento de células através da linha primitiva produz um sulco, o sulco primitivo, e a saída de células do nó primitivo forma a fosseta primitiva. Há duas regiões onde o ectoderma se mantém aderido ao endoderma: a membrana bucofaríngea e a membrana cloacal. Como não há mesoderma interposto, a falta de irrigação sanguínea levará à degeneração dessas membranas, resultando na boca e no ânus, respectivamente. No fim da terceira semana, a linha primitiva começa a regredir caudalmente até desaparecer. Restos da linha primitiva podem gerar grandes tumores, denominados teratomas, na região sacrococcígeo. • Notocorda: Células do nó primitivo migram ao nível do mesoderma, em sentido cranial (via fosseta primitiva) e formam uma massa compacta de células mesodérmicas, a placa precordal. Formato da notocorda: tubo oco (processo notocordal) → placa achatada (placa notocordal) → cordão sólido (notocorda) A presença da notocorda reuniu várias espécies em um mesmo filo, o Chordata. Ela serve como eixo de sustentação no embrião inferiores, também no adulto. Nos vertebrados superiores, o seu principal papel é o de induzir o desenvolvimento do sistema nervoso no ectoderma. • Neurulação (o dobramento da placa neural em tubo neural): A notocorda e o mesênquima paraxial induzem o ectoderma subjacente a se diferenciar na placa neural. As células do ectoderma suprajacente à placa precordal e à notocorda tornam- se mais altas. Essa região é a placa neural. A placa neural sofre um alongamento e um estreitamento por extensão convergente e dobra-se por invaginação. A elevação das bordas laterais (pregas neurais) ao longo do seu eixo longitudinal e mediano. As pregas neurais encontram-se e fundem-se no tubo neural. O ectoderma de revestimento é refeito sobre o tubo neural, internalizando-o Ocorre do meio para as extremidades, como se houvesse dois zíperes fechando em sentidos opostos. O tubo neural originará o sistema nervoso central: o encéfalo e a medula espinhal. Das pregas neurais, no momento em que elas se fundem, saem células que formam as cristas neurais. Essas células migram para vários pontos do corpo, originando estruturas diferentes, como os gânglios e os nervos raquidianos do sistema nervoso periférico; as meninges do sistema nervoso central; os músculos e os ossos da cabeça; a medula da adrenal, e os melanócitos * As células da crista neural destacam-se da placa neural na região cranial e do tubo neural no tronco. • O mesoderma diferencia-se em: paraxial (ao lado do tubo neural e da notocorda), intermediário e lateral. O mesoderma paraxial parece uma faixa homogênea de células, mas o exame de eletromicrografias de varredura com técnicas estereoscópicas 3-D revelou uma série de pares regulares de segmentos, os somitômeros. Quando 20 somitômeros estão estabelecidos, o aumento da adesão entre as células do oitavo par em diante gera blocos denominados somitos. Em embriões humanos, os somitos são formados do 20º ao 30º dia de gestação, cerca de três por dia. Por possuírem propriedades celulares e moleculares diferentes do restante do mesoderma paraxial, os sete primeiros pares de somitômeros não se segmentam e derivarão os músculos da face e da mastigação. No mesoderma intermediário, são encontrados os túbulos nefrogênicos, precursores do sistema urinário e do sistema reprodutor O mesoderma lateral divide-se em somático (ou parietal) e esplâncnico (ou visceral). O mesoderma lateral somático é adjacente ao ectoderma e é contínuo com o mesoderma extraembrionário somático. Originará o tecido conjuntivo (inclusive os tipos especiais, como cartilagem, osso e sangue) dos membros e das paredes laterais e ventral do corpo. A união da ectoderme com o mesoderma intraembrionário somático forma a somatopleura. O mesoderma lateral esplâncnico é vizinho ao endoderma e continua-se com o mesoderma extraembrionário esplâncnico. Derivará o conjuntivo e os músculos do sistema cardiovascular, do sistema respiratório e do sistema digestório. A união da endoderme com o mesoderme intraembrionário esplâncnico fora a esplancnopleura. O espaço entre o mesoderma lateral somático e o esplâncnico é o celoma, que, neste momento, é contínuo com o celoma extraembrionário. Com o posterior fechamento do embrião em disco para uma forma tubular, o celoma intraembrionário dará as futuras cavidades corporais: a cavidade pericárdica, a cavidade pleural e a cavidade peritoneal. O termo somitogênese é usado para descrever o processo de segmentação do mesoderma paraxial dentro do corpo do embrião trilaminar para formar pares de somitos. Nos seres humanos, o primeiro par de somitos aparece no dia 20 e adiciona- se caudalmente até que, em média, 44 pares se formem. O processo é sequencial e, portanto, usado para encenar a idade de muitos embriões de espécies diferentes com base no número de pares visíveis de somitos. Regionalizam-se em: esclerótomo (ventral) e dermomiótomo (dorsal) As células do esclerótomo diferenciam-se pela indução da notocorda e do tubo neural. Secretam proteoglicanas com sulfato de condroitina e outros componentes da matriz cartilaginosa. Migram e envolvem a notocorda e o tubo neural para constituir as vértebras, as costelas, o esterno e a base do crânio, o osso occipital. O dermomiótomo separa-se em duas camadas: a dorsal é o dermátomo, responsável pela derme do dorso do corpo, e a ventral é o miótomo, cujas células originam a musculatura do dorso do tronco e dos membros. • o esclerótomo forma o corpo vertebral e o disco intervertebral • dermomiotomo forma derme e músculo esquelético Por volta do 16º dia, o alantoide (do grego allas, salsicha) nasce como uma evaginação ventral do intestino posterior revestida por endoderma e por mesoderma extraembrionário esplâncnico. Mais tarde no desenvolvimento, a parte proximal do alantoide (úraco) será contínua com a bexiga em formação. Após o nascimento, ela se transformará em um denso cordão fibroso, o ligamento umbilical médio, que ligará a bexiga à região umbilical. º O principal evento da 4º semana é a Inflexão embrionária: o embrião dobra-se nos planos longitudinal e transversal, tornando-se curvado e tubular. Durante a 4ª semana, as camadas de tecido estabelecidas na 3ª semana diferenciam-se para formar o primórdio da maioria dos grandes sistemas de órgãos do corpo, um processo chamado de organogênese. O crescimento rápido da medula espinhal e dos somitos, formando as pregas laterais direita e esquerda, cujo crescimento desloca o disco embrionário ventralmente, formando um embrião praticamente cilíndrico. Conforme as paredes abdominais se formam, parte do endoderma é incorporada como intestino médio, que antes do dobramento tinha conexão com o Saco Vitelino. Após o dobramento, essa conexão fica reduzida a um canal vitelino ou ducto vitelino. Quando as pregas do embrião se fundem ao longo da linha média ventral, forma-se o celoma intraembrionário. O embrião formado será “um tubo dentro de um tubo” no qual o tubo ectodérmico externo forma a pele, e o tudo endodérmico interno formam o intestino. Preenchendo o espaço entre esses dois tubos está a mesoderme. O prosencéfalo projeta-se cefalicamente, e ultrapassa a membrana bucofaríngea (ou orofaríngea), recobrindo o coração em desenvolvimento. Concomitantemente, o septo transverso, Coração Primitivo, celoma pericárdico e membrana bucofaríngea se deslocam para a superfície ventral do embrião. Assim, o encéfaloserá a estrutura mais cranial do embrião, e as áreas que originarão a boca e o coração são trazidas ventralmente, passando a ocupar a posição que possuem no adulto Durante o dobramento longitudinal, a parte dorsal do endoderma do saco vitelínico é incorporada ao embrião com o intestino anterior (primórdio do segmento inicial do sistema digestório). O crescimento da parte distal do tubo neural – primórdio da medula espinhal, leva ao dobramento da extremidade caudal. A medida que o embrião cresce, a região caudal projeta- se sobre a membrana cloacal. Durante esse dobramento, parte do Endoderma é incorporado como intestino posterior, cuja porção terminal dilata-se para formar a cloaca. Após o dobramento, o pedículo de fixação (ou pedículo de conexão), primórdio do cordão umbilical, fica preso à superfície ventral do embrião, enquanto a Alantoide é parcialmente incorporada. Alguns derivados dos folhetos germinativos são: Ectoderma: sistema nervoso central e periférico; epitélios sensoriais do olho, da orelha e do nariz; epiderme e anexos (unhas e pelos); glândulas mamárias; hipófise; glândulas subcutâneas; esmalte dos dentes; gânglios espinhais, autônomos e cranianos ( V, VII, IX, X ); bainha dos nervos do sistema nervoso periférico; meninges do encéfalo e da medula espinhal. Mesoderma: tecido conjuntivo; cartilagem; ossos; músculos; vasos sanguíneos e linfáticos; rins; ovários, testículos; ductos genitais; membranas pericárdica, pleural e peritoneal; baço e córtex das adrenais. Endoderma: revestimento epitelial dos tratos respiratório e gastrointestinal; tonsilas; tireoide e paratireoides; timo, fígado e pâncreas; revestimento epitelial da bexiga e maior parte da uretra; revestimento epitelial da cavidade do tímpano, antro timpânico e da tuba auditiva. Os somitos geram o esqueleto axial, o mesoderma da placa lateral gera o esqueleto do membro, e a crista neural craniana dá origem ao arco branquial e ossos e cartilagem craniofaciais Durante a quarta semana de gestação 42 pares de somitos são formados. Cada somito se diferencia em duas partes. • Parte ventromedial: que é denominada de esclerótomo; suas células formam as vértebras e as costelas. • Parte dorsolateral (dermomiótomo), formam os mioblastos (células musculares) e a derme (fibroblastos). Ao final da 4ª semana, as células do esclerótomo formam um tecido frouxo – o MESÊNQUIMA (tecido conjuntivo embrionário), que tem a capacidade de formar ossos. Modelos mesenquimais são transformados em modelos cartilaginosos, que posteriormente tornam-se ossificados pelo processo de ossificação endocondral Esclerótomo: Os esclerótomo encontram-se em torno do tubo neural, são divididos em porções craniana e caudal com base em diferenças tanto de expressão gênica quanto de densidade celular. A divisão entre as porções caudal e craniana de cada esclerótomo é caracterizada por células dispostas transversalmente denominadas limite intersegmentar ou fissura de von Ebner (que têm origem do tubo neural). O surgimento da fissura de Von Ebner faz com que o segmento caudal de cada esclerótomo funda-se com o segmento craniano seguinte, a fusão de cada 2 esclerótomos contribui para a formação de uma vértebra. Este processo é denominado ressegmentação dos esclerótomos As células do esclerótomo vão se tornar células mesenquimais (tecido conjuntivo) → tecido cartilaginoso (que vai sofrer ossificação endocondral) → osso. *Notocorda contribui para a formação do disco intervertebral. O miótomo que estava inicialmente associado a um esclerótomo associa-se a duas vértebras adjacentes e cruza o espaço intervertebral. No limite intersegmentar desenvolvem-se os discos intervertebrais fibrosos. A estrutura central original de cada disco é constituída de células originadas da notocorda que produzem uma matriz gelatinosa e rica em proteoglicanos denominada núcleo pulposo Se separa em dermátomo (mais dorsal) e miótomo (mais ventral). O dermátomo origina a derme (o tecido conjuntivo) da pele do pescoço e do tronco, e o miótomo, a musculatura do tronco e dos membros. Logo após a formação do somito, o miótomo divide‑se em epímero dorsal (Epiaxial) e hipômero ventral (Hipoaxial). Epixial: músculos dorsais Hipoaxial: músculos ventrolaterais e dos membros. Os nervos espinhais (fissura de Von Ebner) brotam do tubo neural no mesmo nível dos miótomos que inervam. Os nervos dividem-se em um ramo dorsal para o epímero e um ramo ventral para o hipômero. Assim como a coluna vertebral, a base do crânio (ossos esfenoide e etmoide, porções petrosa e mastoide dos temporais e a maior parte do occipital) origina-se dos somitos e sofre ossificação endocondral. Os demais ossos do crânio (o maxilar, os ossos zigomáticos, a mandíbula, o anel timpânico, a parte interparietal do osso occipital, a parte escamosa dos ossos temporais, os ossos parietais e o osso frontal) formam-se por ossificação intramembranosa, o que tem início no terceiro mês: Região anterior do crânio: Na região cefálica, as células da crista neural, diferenciam em ECTOMESENQUIMA, que formam cartilagem hialina, após sofrem ossificação intramembranosa se tornando osso. Os membros começam a se desenvolver na quarta semana, sendo que os superiores iniciam a sua formação antes dos inferiores. Inicialmente os primórdios dos membros são brotos de mesoderma lateral somático, revestidos pelo ectoderma. À medida que o broto se forma, o ectoderma ao longo da extremidade distal do broto é induzido pelo mesoderma somático subjacente a formar um espessamento denominado prega ectodérmica apical (PEA) uma interação epitélio-mesenquimal. Esta estrutura forma-se no limite dorsoventral do broto do membro e desempenha um papel essencial no crescimento dos membros. Uma vez estabelecida a PEA, os membros continuam a crescer, e o desenvolvimento ocorre. A PEA morre para de estimular o crescimento e inicia-se a diferenciação. O mesoderma lateral somático origina os ossos (por ossificação endocondral), ligamentos, tendões e a derme dos membros. O mesênquima dos brotos dos membros começa a se condensar na 5 a semana. Durante a 6ª semana, os moldes mesenquimais nos membros sofrem condrificação e formam os moldes ósseos da cartilagem hialina. A diferenciação começa na parte proximal do membro. Os brotos dos membros superiores e inferiores rotacionam a partir de sua orientação original: O sistema respiratório começa a ser formado na quarta semana do desenvolvimento. No 22º dia, o endoderma do intestino anterior se diferencia e produz uma evaginação do endoderma (posterior ao quarto par de arcos branquiais) para o mesoderma lateral esplâncnico subjacente, formando o sulco laringotraqueal (ou divertículo respiratório). Ele se aprofunda caudalmente, em posição ventral ao intestino primitivo, o endoderma deste sulco laringotraqueal dá origem ao epitélio pulmonar e às glândulas da laringe, da traqueia e dos brônquios. O mesoderma esplâncnico, que envolve o intestino anterior, e portanto, participa da formação do sulco laringotraqueal, dará origem ao tecido conjuntivo, cartilagem e músculo liso dessas estruturas. Até o final da quarta semana, o sulco laringotraqueal (endoderma e o mesoderma) numa região mais caudal do intestino anterior começam a crescer em formato de tubo. No início de sua formação, o divertículo laringotraqueal possui uma comunicação aberta com o intestino anterior. Entretanto, quando o divertículo se alonga caudalmente, duas pregas longitudinais, as pregas esofagotraqueiais são formadas na sua parede. Essas pregas aumentam de tamanho,se aproximam uma da outra e se fundem formando o septo esofagotraqueal, que dividirá o intestino anterior em uma parte ventral – o tubo laringotraqueal, e uma parte dorsal. O tubo anterior dá origem ao sistema respiratório o posterior ao digestório. *Devido à proximidade do tubo laringotraqueal e do intestino primitivo, erroneamente pode ocorrer uma comunicação entre a traqueia e o esôfago: fístula traqueoesofágica. Sua incidência é de 1/2.500 nascimentos, sendo mais comum no sexo masculino. Entre o 26º e o 28º dia, sofre uma primeira bifurcação, dividindo-se em brotos pulmonares primários direito e esquerdo. Esses brotamentos são os primórdios dos dois pulmões e dos brônquios primários direito e esquerdo, enquanto a extremidade proximal (tronco) do divertículo forma a traqueia e a laringe. Por volta do 32º dia, os brotos pulmonares se ramificam e produzem três brotamentos bronquiais secundários no lado direito e dois no lado esquerdo. →A cada ramificação epitélio se torna mais delgado, facilitando a troca gasosa. Com frequência, o desenvolvimento/ maturação do pulmão durante a vida fetal e pós-natal é subdividido em quatro fases. Durante a fase embrionária só há brônquios primário. Fase pseudoglandular (5º a 17º semana): • Sua denominação deve-se à aparência de glândula do pulmão nesse período. • Tem-se o desenvolvimento dos brônquios primários e até a 17º semana o surgimento dos bronquíolos terminais • Nessa fase, a sobrevivência feto/embrião é inviável, pois o epitélio dos brônquios é colunar (o que já complica a troca gasosa) e não há vasos sanguíneos para a troca no mesênquima subjacente. Fase Canicular (17º a 26º semana) • Bronquíolos terminais se ramificam em bronquíolos respiratórios. • 1 ou 2 dicotomizações dos bronquíolos respiratórios - Brônquio direito 3 ramificações e esquerdo 2 e se dividirá em três a seis passagens, os ductos alveolares primitivos. • Migração de vasos sanguíneos (ainda longe) • O Epitélio é colunar durante a maior parte da fase. • Formação de pneumócito 2º, fonte do surfactante pulmonar Pneumócito tipo I: células pavimentosas que formam uma camada de revestimento quase contínuo na parede alveolar; Pneumócito tipo II: células arredondadas ou cuboides encontradas entre os pneumócitos tipo I. Produzem o surfactante alveolar. Essa substância é responsável por reduzir a tensão superficial da água no interior do alvéolo, facilitando as trocas gasosas e impedir a colabação dos bronquíolos e alvéolos. * A deficiência de surfactante pulmonar está associada à síndrome do desconforto respiratório. O tratamento com glicocorticoides pode ser administrado durante a gestação para acelerar o desenvolvimento do pulmão fetal e a produção de surfactante. Em uma morte por afogamento o surfactante pulmonar é perdido, o que impede a troca gasosa • Sobrevivência inviável. Fase sacular (26 a 36º semana): Desenvolvimento dos sacos terminais (epitélio pavimentoso) com pneumatócitos aderidos aos vasos sanguíneos, formando a barreira hematoaérea que permite a troca gasosa sem a entrada de líquido. Vida é viável, devido ao surgimento da barreira hematosaria. Fase Alveolar (36º semana até o 8º ano): Desenvolvimento de alvéolos → arvore brônquica. *Indivíduos com problemas respiratórios devem fazer natação. Quanto menor a pressão ambiente em torno do indivíduo, mas desenvolvido seu sistema respiratório → Logo pessoas de países com altas atitudes tem um SR mais desenvolvido. *Agenesia pulmonar: ausência do desenvolvimento do broto pulmonar *Atresia= morte de células *Fistula= comunicação esôfago -SR persistente. A fístula traqueoesofágica resulta da divisão incompleta do intestino anterior pelo septo traqueoesofágico para a separação do esôfago e da traqueia. Um exame radiográfico ou ultrassonográfico demonstrar esses defeitos, que poderiam ser confirmados pela imagem da sonda nasogástrica presa na bolsa esofágica proximal. Com a inflexão embrionário, o tubo digestório primitivo (ou intestino primitivo), de natureza endodérmica surge e se estende da membrana bucofaringe até a membrana cloacal como um tubo simples que é dividido em • Intestino anterior: origina a cavidade oral, faringe, o esôfago, o estômago, a primeira porção do duodeno, o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar. • Intestino médio: deriva o resto do intestino delgado (o jejuno e o íleo) e parte do grosso (ceco, apêndice, cólon ascendente e metade do cólon transverso). • Intestino posterior forma a última porção do intestino grosso (metade do cólon transverso, cólon descendente, sigmoide, reto e a porção superior do canal anal). Cavidade oral; A cavidade oral (boca) é formada após a ruptura da membrana bucofaríngea. A perda da membrana bucofaríngea abre o trato para o líquido amniótico durante o restante do desenvolvimento e, durante o período fetal, é ativamente engolido. Estômago: O estômago é resultado de uma dilatação da região caudal do intestino anterior. Inicialmente a dilatação é uniforme, e o órgão, na quinta semana, tem um aspecto fusiforme. Entretanto um crescimento mais rápido da parede dorsal provoca a grande curvatura, essa região do intestino anterior sofre rotação de 90º no sentido horário e uma inclinação, ficando com a parede convexa dorsal posicionada no lado esquerdo do corpo e a parede côncava ventral no lado direito. Com a progressão do desenvolvimento, o estômago gira ao redor do eixo anteroposterior, fazendo com que a sua região cefálica (cranial ou cardíaca) se mova para a esquerda e ligeiramente para baixo, e sua região caudal (pilórica), consequentemente, se mova para a direita e para cima. Inicialmente o nervo valgo (que estimula o intestino se localiza a direita e esquerda do tubo, após a rotação passa a ser anterior e posterior. Com a rotação do estômago, no mesogástrio dorsal (mesoderma intraembrionário esplâncnica em volta do trato), forma uma estrutura em saco, a bolsa omental, à medida que o mesogástrio dorsal do pequeno saco peritoneal começa seu expansivo crescimento, uma condensação mesenquimal se desenvolve próximo à parede do corpo. Esta condensação se diferencia durante a 5 a semana para formar o baço. Duodeno proximal: O duodeno não acompanha a rotação do estômago e acaba ficando curvado em formato de C para a direita e vai se localizar retroperitonealmente (atrás do peritônio). Por se originar dos intestinos anterior e médio, o duodeno é suprido por ramos das artérias celíaca e mesentérica superior. *A ausência completa de lúmen (atresia duodenal) pode envolver a segunda (descendente) e terceira (horizontal) partes do duodeno. A obstrução resulta geralmente da vacuolização incompleta do lúmen do duodeno durante a oitava semana. A obstrução provoca a distensão do estômago e do duodeno proximal, pois o feto engole líquido amniótico Fígado: Por volta do 22 o dia, um pequeno espessamento endodérmico (apenas endoderma) se prolifera, a placa hepática, se forma na face ventral do duodeno e se encontra com MIE próximo ao coração. As células endodérmicas formam cordões ramificados de hepatoblastos (as células primordiais do fígado) que se tornam hepatócitos. O MIE (mesênquima) acaba formando os vasos sanguíneos. A proliferação do endoderma também gera a vesícula biliar (através do ducto cístico que se gera do ducto biliar). O fígado produz a bile e a vesícula vai armazenar. Pâncreas: Surge a partir do proliferamento para 2 lados distintos: • Um brotamento duodenal começa a crescer em direção ao mesentério dorsal em posição imediatamente oposta ao divertículo hepático.Este divertículo endodérmico é o brotamento pancreático dorsal e formará o pâncreas dorsal • O outro divertículo endodérmico, o brotamento pancreático ventral, se projeta para dentro do mesentério ventral em posição imediatamente caudal à vesícula biliar em desenvolvimento. Este brotamento formará o pâncreas ventral e o ducto biliar principal Por volta do início da 6 a semana, enquanto o brotamento pancreático ventral está se ramificando, proliferando e se diferenciando, (com a rotação do estomago e a formação da alça em C do duodeno) a desembocadura do ducto biliar comum e o brotamento pancreático ventral migram posteriormente em torno do duodeno em direção ao mesentério dorsal. Quando o duodeno rota para a direita e forma uma alça, o broto ventral fusiona-se com o broto dorsal. Quando os brotamentos pancreáticos ventral e o dorsal se fundem, seus sistemas de ductos também se tornam interconectados. Os derivados do intestino médio são: • O intestino delgado, incluindo o duodeno distal até a abertura do ducto biliar, o ceco, o apêndice, o colo ascendente e a metade do colo transverso. Todos esses derivados do intestino médio são supridos pela artéria mesentérica superior Como a cavidade abdominal ainda é pequena e é ocupada pelo fígado aumentado, à medida que a alça intestinal se expande, ela é projetada para dentro do cordão umbilical, semelhante a um grampo de cabelo, denominada alça intestinal primária. Em seu ápice, a alça intestinal primária se encontra fixada ao umbigo por meio do ducto vitelínico Ainda no interior do cordão umbilical, a alça sofre rotação de 90º no sentido anti-horário (a rotação tem como eixo a artéria mesentérica superior). O intestino delgado se alonga para formar as alças jejunoileais, o ceco e o apêndice vermiforme crescem. Enquanto isso, o intestino médio continua a se diferenciar. O jejuno e o íleo em alongamento são projetados em uma série de pregas denominadas alças jejunoileais, e o ceco em expansão emite um brotamento que dará origem a um apêndice vermiforme. Essa rotação é terminada ao início da 8 a semana. Durante a 10 a semana, o intestino médio se retrai e retorna para a cavidade abdominal. À medida que a alça intestinal entra novamente no abdome, ela sofre uma rotação em sentido anti-horário por meio de 180 graus adicionais, de modo que, agora, o colo (intestino grosso) em retração tenha percorrido um circuito de 270 graus em relação à parede posterior da cavidade abdominal. *Gastrosquise: as vísceras ficam expostas pela não formação apropriada da parede abdominal, devido a um fechamento incompleto das pregas laterais do embrião na quarta semana. Ocorre em 1/10.000 nascimentos. Os derivados do intestino posterior são: O colo transverso; o colo descendente e o colo sigmoide; o reto e a parte superior do canal anal. Todos os derivados do intestino posterior são supridos pela artéria mesentérica inferior, a artéria do intestino posterior. A junção entre o segmento do colo transverso derivado do intestino médio e aquele que se origina do intestino posterior é indicada pela mudança na circulação sangüínea de um ramo da artéria mesentérica superior (artéria do intestino médio) para um ramo da artéria mesentérica inferior (artéria do intestino posterior). O colo descendente torna-se retroperitoneal quando o seu mesentério se funde com o peritônio da parede abdominal posterior esquerda e, então, desaparece. O mesentério do colo sigmóide é mantido, porém ele é mais curto do que no embrião. As membranas bucofaríngea e cloacal consistem somente de ectoderma e endoderma. A ausência de vascularização, por não haver mesoderma interposto, leva à degeneração dessas membranas e, por conseguinte, à comunicação do tubo digestório com o exterior. A membrana bucofaríngea rompe-se na quarta semana, e a membrana cloacal, na oitava semana Ânus imperfurado ocorre em 1/4.000 a 5.000 nascimentos. O orifício anal pode ser ausente devido a não perfuração da membrana cloacal pela invasão de mesoderma e, em consequência, pela presença de vascularização. Pode ainda resultar de um desenvolvimento anormal do septo urorretal que ocasionaria a separação incorreta da cloaca em suas regiões urogenital e anorretal. Algum mecônio (fezes fetais) é formado a partir do epitélio fetal esfoliado e muco no lúmen intestinal. Às vezes, uma alça do intestino delgado torna-se torcida, interrompendo seu fornecimento de sangue e causando necrose do segmento afetado. O segmento atrésico do intestino geralmente torna-se um cordão fibroso conectando os segmentos proximal e distal do intestino O desenvolvimento do sistema urinário se dá partir do mesoderma intermediário da região cervical, que se estende ao longo da parede dorsal do corpo do embrião. No período de dobramento do embrião no plano horizontal esse mesoderma é deslocado ventralmente perdendo sua conexão com os somitos e inicia um longo processo de acúmulos de células, dispostas em segmentos denominados nefróstomos. O mesoderma intermediário forma os cordões nefrogênicos localizados ventralmente aos somitos. Estes cordões dão origem a túbulos nefrogênicos e produzem cristas longitudinais bilaterais, as cristas urogenitais na parede dorsal da cavidade celomática Surgem três sistemas renais sucessivos, com sobreposição cronológica: o pronefro (no início da quarta semana), o mesonefro (no fim da quarta semana) e o metanefro (na quinta semana). O pronefro está situado na região cervical, é o responsável por induzir o desenvolvimento do mesonefro, e ele, por sua vez, estabelecem as bases para a indução dos metanefros. Assim, a formação de um pronefro é realmente o início de um desenvolvimento em cascata que conduz à formação do rim definitivo. No início da 4ª semana, o mesoderma intermediário ao longo do 5 o ao 7 o nível do eixo cervical dá origem a um pequeno ducto denominado ducto mesonéfrico (ducto de Wolff). O ducto mesonéfrico aparece primeiro como uma haste longitudinal maciça que se condensa dentro do mesoderma intermediário, e se desenvolvem na direção caudal. Enquanto isso, o mesoderma intermediário ventrolateral e adjacente ao ducto mesonéfrico condensa e se reorganiza em uma série de brotos epiteliais. Esses brotos, que rapidamente tornam-se ocos, passando a se chamar túbulos pronefricos e constituem junto ao ducto pronéfrico o pronefro. Do 24º ao 25º dia de gestação desaparece. No início da 4ª semana, túbulos mesonéfricos começam a se desenvolver nos brotos mesonéfricos adjacentes ao ducto mesonéfrico em ambos os lados da coluna vertebral. Cerca de 40 túbulos mesonéfricos são produzidos sucessivamente no sentido craniocaudal no interior desse mesênquima mesonéfrico. Funcional em um período entre 6 e 10 semanas; degenera no fim do 1º trimestre. No sexo feminino, o mesonefro regride totalmente, enquanto no feto masculino, dá origem ao epidídimo e ducto deferente. Conforme os ductos crescem para a região lombar inferior, eles divergem e crescem na direção da parede ventrolateral da cloaca, fundindo-se a ela no 26º dia. Essa região da fusão se tornará uma parte da parede posterior da futura bexiga. Quando o bastão de células se funde com a cloaca, eles começam a cavitação em sua extremidade caudal, formando um lúmen, e esta canalização progride cranialmente. O final caudal de cada ducto mesonéfrico induz a evaginação de um broto uretérico. Os túbulos conseguem se comunicar com uma ramificação da aorta: Esquema da formação do mesonefro: a aorta dorsal ramifica-se e origina o glomérulo; os túbulos mesonéfricos alongam-se, a extremidade proximal envolve o glomérulo, formando a cápsula de Bowman, e a extremidade distal desemboca no ducto mesonéfrico, que se abre para a cloacaOs rins definitivos ou metanefros são compostos por dois componentes funcionais: a porção excretora (broto uretérico) e a porção coletora (blastema metanéfrico). Estas duas porções são derivadas de diferentes sítios do mesoderma intermediário. A formação dos metanefros inicia com a indução e formação de um par de novas estruturas, os brotos uretéricos, no mesoderma intermediário da região sacral. Um broto uretérico brota da porção caudal de cada ducto mesonéfrico por volta do 28º dia. No 32º dia, cada broto uretérico penetra a porção sacral do mesoderma intermediário, chamado de Blastema ou mesênquima metanéfrico (blastema metanéfrico é a massa de mesoderma intermediário que se diferencia a partir do cordão nefrogênico ao redor da extremidade distal do broto uretérico, onde se diferenciam os néfrons). As células do broto vão perdendo seu caráter mesenquimal e passam a ter caráter epitelial. O blastema e o broto realizam interação epitélio-mesenquimal, que resulta na proliferação do blastema metanéfrico e ramificação do broto O pedículo do broto uretérico se torna o ureter sofre ramificação repetitiva, resultando na diferenciação do broto nos túbulos coletores. As quatro primeiras gerações de túbulos aumentam e se tornam confluentes para formar os cálices maiores. As segundas quatro gerações coalescem para formar os cálices menores. A extremidade de cada túbulo coletor arqueado induz uma coleção de células mesenquimais no blastema metanefrogênico a formarem pequenas vesículas metanéfricas. Conforme o broto uretérico se bifurca, cada nova ponta uretérica (ampola uretérica) em crescimento adquire um agregado de células mesenquimais em forma de capuz. Inicialmente são pequenas vesículas e posteriormente em túbulos em forma de S, denominando-se túbulos metanéfricos. A diferenciação dos túbulos metanéfricos dependem de sinais indutivos entre o broto uretérico e o mesênquima em capuz adjacente. A extremidade proximal desses túbulos envolve o glomérulo, ramificação da aorta provenientes de capilares em desenvolvimento no estroma adjacente, originando a cápsula de Bowman, enquanto a extremidade distal conflui no tubo coletor. A partir desse primórdio, diferencia-se o néfron, constituído por: corpúsculo renal, túbulo contorcido proximal, alça néfrica e túbulo distal. Entre a 6ª e a 9ª semana, os rins se deslocam da região caudal e posterior para a região lombar e lateral. Anomalias renais: • Ocasionalmente, uma ou mais das artérias renais inferiores transientes não regridem, resultando na presença de artérias renais acessórias • Raramente, um rim falha completamente para realocar, permanecendo como um rim pélvico • Os polos inferiores dos dois metanefros podem se fundir durante o deslocamento, formando uma ferradura de rim em forma de U Até que o metanefro, ou rim definitivo, torne-se funcional a urina é lançada na cavidade amniótica e mistura-se com o fluído amniótico. Este fluído é deglutido pelo feto e vai para o trato gastrointestinal, onde é absorvido pela corrente sanguínea e passa pelos rins, onde novamente é excretado para o fluído amniótico.