Prévia do material em texto
Abril 2016 FUNDAMENTOS DE MARKETING 2 CONCEITOS DE MARKETING Na essência, Marketing é “atingir os objetivos organizacionais através do atendimento das necessidades do seu cliente”. Sustenta-se na premissa de que “o sucesso no empreendimento depende da identificação e satisfação das necessidades e desejos do cliente, de maneira mais efetiva e eficiente do que os concorrentes”. 3 CONCEITOS DE MARKETING Para isso, desenvolve um planejamento que inclui • ações de pesquisas (estudo do mercado, da concorrência, do consumidor etc.); • planejamento do produto; • definição do preço; • estratégias de produção, distribuição e vendas; • estudo do ponto do venda apropriado, e • formas de divulgação (publicidade, promoção etc.). 4 CONCEITOS DE MARKETING "Sistema de atividades e técnicas inter-relacionadas, organizado para criar e desenvolver, atribuir preços, comunicar e promover, distribuir e vender produtos destinados a satisfazer as necessidades de determinados consumidores". (AMA – American Marketing Association) "Técnica de administração que sustenta que os objetivos organizacionais dependem da determinação das necessidades e desejos do mercado-alvo e da satisfação destes de maneira mais efetiva e eficiente do que os concorrentes". (Dicionário de Termos de Marketing - ed. Atlas) 5 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 1. “Marketing é o conjunto de estudos e medidas que preveem estrategicamente o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor, garantindo o bom êxito comercial da iniciativa.” Dicionário Aurélio da língua Portuguesa: 1996 Estratégia Tática Produto Serviço 6 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 2. Marketing é a execução de atividades comerciais que dirigem o fluxo de mercadorias e serviços do produtor ao consumidor ou usuário. American Marketing Association – AMA: 1960 Quem escolhe Quem decide Quem compra Quem usa Quem influencia 7 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 3. Marketing é o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoções e distribuições de ideias, produtos e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais. American Marketing Association – AMA: 1960 Planejamento Troca Preço Valor Promoção Distribuição Objetivo Meta 8 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 4. Marketing é o conjunto de atividades humanas que tem por objetivo facilitar e consumar relações de troca. KOTLER: 1978 5. Marketing é o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e desejam por meio da criação e troca de produtos e valores. KOTLER: 1993 Necessidade Desejo 9 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 6. Marketing é um processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos e valor com outros. KOTLER: 1998 7. Atender as necessidades de maneira lucrativa. KOTLER: 2000 8. Marketing é um processo social por meio de qual pessoas e grupos obtêm aquilo de que necessitam e que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com os outros. KOTLER: 2000 10 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 9. Marketing é um sistema total de atividades desenvolvida para planejar, dar preço, promover e distribuir produtos que satisfaçam os desejos do mercado-alvo e atingir objetivos organizacionais. ETZEL, WALKER, STANTON: 2001 10. Marketing é a execução por uma empresa, de todas as atividades necessárias para criar, promover e distribuir produtos que estejam de acordo com a demanda atual e potencial e com a sua capacidade de produção. SANTANA: 1977 Procura Demanda Gerenciamento da procura e demanda 11 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 11. Marketing é definido como sendo as atividades sistemáticas de uma organização humana, voltada á busca de realização de trocas para com o seu meio ambiente, visando benefícios específicos. RICHERS: 1981 12. definimos marketing simplesmente com a intenção de entender e atender o mercado. RICHERS: 1991 13. Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, visando alcançar determinados objetivos de empresas ou indivíduos e considerando sempre o meio ambiente de atuação e o impacto que essas relações causam no bem-estar da sociedade. LAS CASAS: 1993 12 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 14. Marketing é o conjunto de métodos e meios de que uma organização dispõe para promover, nos públicos pelos quais se interessa, os comportamentos favoráveis à realização dos seus próprios objetivos. LENDREVIE: 1993 15. Marketing está voltado para a conquista e retenção de clientes. LEVITT: 1981 16. Marketing é o processo de conceber, produzir, fixar o preço, promover e distribuir ideias, bens e serviços que satisfaçam as necessidades de indivíduos e organizações. Incorpora a miríade de processos de mudança para distribuir produtos e serviços. Requer também previsão para antecipar as mudanças ambientais e modificar as ofertas para competir em m mercado mutante com maior eficácia. VAVRA: 1993 13 A HISTÓRIA DO MARKETING 14 CONCEITOS DE MARKETING Outras definições: 17. Marketing é o conjunto de atividades desenvolvidas pelas organizações visando conquistar, manter, encantar e fidelizar clientes CONQUISTAR CLIENTES � Conhecer o cliente � Descobrir necessidades e desejos � Qualidade produtos e serviços � Preço competitivo � Diferencial � Qualidade no atendimento � Credibilidade e confiabilidade � Surpreender É mais fácil conquistar ou manter clientes? 15 CONCEITOS DE MARKETING MANTER CLIENTES � Oferecer vantagens � Atendimento qualificado � Saber ouvir / Abrir canais de comunicação � Diferencial competitivo � Informações (banco de dados) – Business Inteligence � Pós-venda � Pesquisar satisfação � Identificar problemas É mais fácil conquistar ou manter clientes? 16 CONCEITOS DE MARKETING ENCANTAR CLIENTES �Manter informado � Superar expectativas � Interação cliente, produto, serviço � Relações amistosas, afetivas � Surpreender � Inovar � Agregar valor � Respeitar � Compreender motivações É mais fácil encantar ou fidelizar clientes? 17 CONCEITOS DE MARKETING FIDELIZAR CLIENTES � Recompensa � Programas de pontuação � Serviços adicionais � Canais de comunicação � Surpreender sempre É mais fácil encantar ou fidelizar clientes? 18 O PROFISSIONAL DE MARKETING Qualquer pessoa que decida se envolver na área de Marketing deve estar preparado para desenvolver sensibilidade aos mercados e setores identificando necessidades e desejos nos consumidores e sabendo envolver e relacionar seus produtos e serviços ao mercado. Para Kotler (2000, p. 33) um profissional de marketing é “alguém que busca uma resposta (atenção, compra, voto, doação) de outra parte, denominada cliente potencial (prospect)”. 19 O PROFISSIONAL DE MARKETING O profissional de marketing deve estar sempre atento a quatro conceitos fundamentais: Necessidade, desejos, procura e demanda. Necessidades são as exigências humanas básicas (comida, bebida, roupa, abrigo, educação, entretenimento, etc.). Desejos Para atender essas necessidades básicas, as pessoas escolhem produtos segundo seu desejo, uma pessoa tem a necessidade de se vestir, para isso ela deseja uma camisa de algodão de uma marca famosa satisfazendo sua vontade de conforto e status. 20 O PROFISSIONAL DE MARKETING Procura e Demandasão os desejos que os clientes estão dispostos a pagar. Procura se traduz no desejo por “algo”. Demanda adiciona à procura a possibilidade de se adquirir este “algo”. Usando do exemplo anterior: São procura todos que tem o desejo de comprar a camisa de algodão de uma marca famosa, porém não são todos que terão dinheiro para comprá-la A demanda é composta apenas por pessoas capazes de realizar por seus desejos. 21 O PROFISSIONAL DE MARKETING Após identificar as necessidades, desejos e demanda de seu mercado consumidor, o profissional de marketing deverá pensar no valor para entregar sua oferta e na satisfação para controlar o sucesso de suas ações. Kotler (2000, p. 33) diz que: “O produto ou oferta alcançará êxito se proporcionar valor e satisfação ao comprador-alvo”. O valor é a razão entre o que o cliente recebe e o que ele dá. Kotler (2000) cria a seguinte equação que define o valor: Valor = Benefícios/Custos ou (Benefícios funcionais e emocionais) (Custos monetários, de tempo, de energia e psicológicos) 22 ESTÁGIOS DO MARKETING “O objetivo do marketing é o tornar a venda supérflua” Peter Drucker O Marketing procura a lucratividade da empresa através da criação e entrega acertada de bens e serviços. Para Drucker (apud Kotler, 2000, p. 30) a meta do marketing é “conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e se venda por si só”. Em outras palavras o marketing é o grupo de ferramentas que uma empresa utiliza para desenvolver a oferta de seus bens e serviços objetivando o retorno necessário para o crescimento sustentado da organização. X 23 ESTÁGIOS DO MARKETING Kotler (2000) organiza o conceito de marketing segundo sua função social e gerencial. No âmbito social Kotler (2000, p. 30) define o marketing como “um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”. No âmbito gerencial a American Marketing Association (apud KOTLER, 2000, p. 30) define a administração de marketing como “o processo de planejar e executar a concepção, a determinação do preço (pricing), a promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais”. X 24 ESTÁGIOS DO MARKETING O marketing está intimamente ligado à evolução da indústria, da cultura, do entretenimento, do comércio... enfim à evolução da sociedade. X 25 O Marketing se desenvolve dentro das empresas conforme seu porte financeiro e seu tamanho. Grandes empresas podem ter uma grande verba reservada para o marketing, orçamentos extensos significam maior investimento em marketing, mas apenas o investimento não garante o retorno esperado, é necessário associar um bom investimento com uma boa equipe de marketing e ferramentas mais eficazes. Pequenas empresas não possuem recursos financeiros suficientes para investir pesado em marketing, mas isso não significa que elas não usam as ferramentas do marketing, ao contrário, as pequenas empresas podem desenvolver meios menos onerosos que podem lhe trazer ótimos resultados. Nesses casos é fundamental o uso de criatividade, inovação e foco para que não haja desperdícios. ESTÁGIOS DO MARKETING X 26 Kotler (2000) divide em três estágios pelos quais a atividade de marketing pode passar. Marketing empreendedor que é aplicado nas pequenas empresas e nas organizações que estão começando a desenvolver seus negócios. Marketing profissionalizado mais presente nas médias e grandes empresas, caracterizado por um alto investimento em pesquisas e ações de marketing. Marketing burocrático ocorre quando grandes empresas abusam do marketing profissionalizado gerando um nível de informações demasiado complexo e pesado. Esse fluxo de informações pode causar confusão e poucos resultados. ESTÁGIOS DO MARKETING X 27 Apesar de várias definições afirmarem que o profissional de marketing trabalha apenas com bens e serviços, Kotler (2000) cita dez categorias básicas de produtos que o profissional de marketing pode ofertar: bens serviços experiências eventos pessoas lugares propriedades organizações informações ideias ESCOPO DO MARKETING X 28 Definido o escopo do marketing, a empresa deve decidir sobre sua orientação (estratégica) para o mercado. Kotler (2000) define cinco orientações concorrentes que marcam a maneira com que organizações conduzem suas atividades: • orientação para a produção; • orientação para o produto; • orientação para as vendas; • orientação para o marketing, e • orientação para o marketing social. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 29 ORIENTAÇÃO PARA A PRODUÇÃO Revolução industrial (séc. XVIII) até década de 1920 Essa orientação vigorou a partir da Revolução Industrial, quando apareceram as primeiras indústrias. Nessa fase, os consumidores estavam ávidos por produtos pois não haviam muitas opções no mercado. A demanda era maior que a oferta e, desta forma, os fabricantes preocupavam-se apenas em produzir para esse ávido e inexplorado mercado. O negócio era produzir muito, a baixos custos. A empresa não considerava o consumidor, produzia apenas aquilo a que se propunha. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 30 ORIENTAÇÃO PARA A PRODUÇÃO Assim, acabam por concentrar seus esforços de marketing no trinômio: ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 31 ORIENTAÇÃO PARA O PRODUTO Em meados da década de 20, com a introdução da mecanização do trabalho propiciando o aumento do volume de produção, começaram a surgir os primeiros sinais de excesso de oferta. A contração da demanda foi acelerada também pela Primeira Guerra Mundial e pela crise de 1929, com a quebra da bolsa de valores de NY. Muitos produtos ficaram encalhados, obrigando as empresas a modificarem suas estratégias. Se antes a empresa se organizava em função de sua capacidade produtiva, agora a ênfase passa a ser dirigida às vendas, com a implementação de técnicas bem mais agressivas. Porém, ainda não se pensa em satisfazer às necessidades dos consumidores. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 32 ORIENTAÇÃO PARA O PRODUTO As empresas que têm esse tipo de orientação acreditam muito fortemente que seus consumidores darão preferência a produtos com características únicas e inovadoras. Assim, acabam por concentrar seus esforços de marketing no binômio: As empresas com essa orientação, em geral, apresentam produtos extremamente diferenciados, de altíssima qualidade e desempenho. Podemos exemplificar essa orientação a 3M e a Bang & Olufsen. Esses dois exemplos retratam exatamente o que são empresas orientadas para o produto. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL QUALIDADE + DESEMPENHO 33 ORIENTAÇÃO PARA O PRODUTO Uma empresa com esse tipo de orientação corre o risco de sofrer de um mal, definido em 1960 por Theodore Levitt como Miopia de Marketing. A Miopia de Marketing ocorre quando uma empresa supõe que seus consumidores darão valor a um recurso ou característica no seu produto, mas eles não os reconhecem como diferenciais e acabam por não reconhecê-lo como de valor efetivo. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 34 ORIENTAÇÃO PARA AS VENDAS As empresas que são orientadas para a venda partem do pressuposto de que, se os seus consumidores forem deixados sozinhos à vontade, não comprarão seus produtos em quantidade que os executivos julgam suficiente. Assim, essas empresas utilizam esforços bastante agressivos de vendas para que o consumidor compre na quantidade que os empresários querem. Normalmente os produtos que se enquadram nessa orientação são produtos não procurados, pouco procurados ou de alto valor. Um exemplo típico de empresa que se orienta para avenda num de seus produtos é o Carnê do Baú da Felicidade, do empresário Silvio Santos. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 35 ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO OU ORIENTAÇÃO PARA O MARKETING A partir da década de 50, os empresários passaram a perceber que a empresa, para obter lucro, não deve produzir e vender aquilo que sabe, mas verificar quais as necessidades de consumidores potenciais. O cliente passou a dominar o cenário da comercialização para a obtenção de melhores resultados. Estava então determinado o conceito de Marketing em que o foco é a satisfação da necessidade do cliente como fator-chave para o sucesso empresarial. Atualmente, o Marketing evolui para uma abordagem ainda mais ampla, agregando considerações de cunho social, que procura conciliar, de um lado, os interesses dos consumidores e, de outro, os interesses da sociedade. (Ex.: ovos com baixo colesterol). ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 36 ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO OU ORIENTAÇÃO PARA O MARKETING A Orientação de Marketing sustenta que a chave para alcançar as metas organizacionais está no fato de a empresa ser mais efetiva que a concorrência na criação, entrega e comunicação de valor para o cliente de seus mercados-alvo selecionados. Nessa orientação, as empresas levam em consideração o fato de os produtos serem concebidos com base nas efetivas necessidades dos clientes. Assim, os esforços dessas empresas estão concentrados na identificação das necessidades de seus consumidores, na transformação dessas necessidades em produtos que as supram e na entrega desse produto. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 37 ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO OU ORIENTAÇÃO PARA O MARKETING Um exemplo característico é o fabricante de tênis Nike, que identifica as necessidades dos atletas, desenvolve calçados apropriados e terceiriza todo o resto. Da produção à comercialização. É tida como uma empresa de marketing puro. Além da clara orientação para o mercado. O mesmo ocorre com a Dell Computers. Esses dois exemplos são situações extremas de empresas orientadas ao mercado, mas que refletem exatamente o conceito. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 38 ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO OU ORIENTAÇÃO PARA O MARKETING Esta orientação sustenta que para atingir os objetivos organizacionais, a empresa precisa determinar as necessidades e desejos do mercado em que atua, proporcionando valor e satisfação aos clientes de forma melhor que seus concorrentes. Há algumas frases de empresas orientadas por marketing, confira: “Nós fazemos a coisa acontecer para você” (Marriot); “Voar e servir” (British Airways); “Só ficaremos satisfeitos se você ficar” (GE). Por ser feita baseada no consumidor e suas expectativas, tem como resultado a sua fidelização. Há várias outras empresas de sucesso orientadas para o marketing: McDonald’s, Procter & Gamble, Wal-Mart, Ale Combustíveis, entre outras. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 39 ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO OU ORIENTAÇÃO PARA O MARKETING A diferença da orientação por Marketing das demais, é que esta começa no mercado, mediante um estudo cuidadoso sobre as reais necessidades dos consumidores. Em seguida, vem a estruturação da empresa para atender essas necessidades, com um valor superior ao de seus concorrentes. O objetivo do marketing é fidelizar os consumidores, através da satisfação das suas necessidades, fazendo com isso que a venda torne-se “uma consequência natural”. “Não sou eu que vendo, mas sim você que compra.” “Produza aquilo que se possa vender, em vez de tentar vender o que consegue produzir”. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 40 ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL Orientação para as vendas Orientação para o marketing DIFERENÇAS ENTRE A ORIENTAÇÃO PARA AS VENDAS E A ORIENTAÇÃO PARA O MARKETING 41 ORIENTAÇÃO SOCIAL A Orientação de Marketing Social sustenta que a tarefa da organização é determinar as necessidades, os desejos e os interesses dos mercados-alvo e fornecer as satisfações desejadas com mais eficácia e eficiência do que os concorrentes, de maneira que preserve ou melhore o bem-estar do consumidor e da sociedade. Ultimamente, um novo conceito de orientação se apresenta em mercados nacionais e internacionais. Em países onde o Estado é falho, não suprindo as necessidades das populações, as empresas têm assumido parte das responsabilidades do Estado. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 42 ORIENTAÇÃO SOCIAL A Orientação Social une os preceitos da Orientação para o Mercado com a Responsabilidade Social. As empresas que buscam valorização de sua identidade corporativa investem e/ou patrocinam ações que buscam a melhoria da qualidade de vida de comunidades ou oferecem apoio ou patrocínio a produções culturais das mais diversas ordens. Questiona se o conceito anterior é adequado em época de problemas ambientais, escassez de recursos e rápido crescimento populacional. É mais voltada para os benefícios sociais de longo prazo. A orientação de marketing social (ou societal) exige que as empresas incluam considerações sociais e éticas em suas práticas de marketing. ORIENTAÇÃO EMPRESARIAL 43 A PIRÂMIDE DE MASLOW A Pirâmide de Maslow ou a Hierarquia das Necessidades de Maslow é um conceito criado pelo psicólogo norte-americano Abraham H. Maslow, que determina as condições necessárias para que cada ser humano atinja a sua satisfação pessoal e profissional. De acordo com a ideia de Maslow, os seres humanos vivem para satisfazer as suas necessidades, com o objetivo de conquistar a sonhada autorrealização plena. O esquema descrito na Pirâmide de Maslow trata justamente da hierarquização dessas necessidades ao longo da vida do ser humano. 44 A PIRÂMIDE DE MASLOW A Pirâmide de Maslow é dividida em cinco níveis hierárquicos, cada um formado por um conjunto de necessidades. Na base da pirâmide estão os elementos que são considerados primordiais para a sobrevivência de uma pessoa, como a fome, a sede, o sexo e a respiração. Para progredir na hierarquia é necessária a conquista das condições elementares da Pirâmide, passando para os próximos níveis, um a um, até alcançar o topo. 45 A PIRÂMIDE DE MASLOW 46 A PIRÂMIDE DE MASLOW Etapas da Hierarquia das Necessidades de Maslow Necessidades fisiológicas: esta é a base da Pirâmide, onde estão as necessidades básicas de qualquer ser humano, como a fome, a sede, a respiração, a excreção, o abrigo e o sexo, por exemplo. Necessidades de segurança: é o segundo nível da hierarquia, onde estão os elementos que fazem o indivíduos se sentirem seguros, desde a segurança em casa até meios mais complexos, como a segurança no trabalho, segurança com a saúde (planos de saúde) e etc. As Necessidades fisiológicas e as de segurança compõem as Necessidades Básicas. 47 A PIRÂMIDE DE MASLOW Necessidades sociais: é o terceiro nível da Pirâmide. Neste grupo estão as necessidades de se sentir parte de um grupo social, como ter amigos, constituir família, receber carinho de parceiros sexuais e etc. Necessidades de Status ou Estima: é a quarta etapa da Pirâmide de Maslow, que agrupa duas principais necessidades - a de reconhecer as próprias capacidades e de ser reconhecido por outras pessoas, devido a capacidade de adequação do indivíduo. Ou seja, é a necessidade que uma pessoa tem de se orgulhar de sim própria, sentir a admiração e orgulho de outros indivíduos, ser respeitada por si e pelos outros, entre outras características que envolvam o poder, o reconhecimento e o orgulho, por exemplo. As Necessidades sociais e as de status compõem as Necessidades Psicológicas. 48 A PIRÂMIDE DE MASLOW Necessidades de autorrealização ou de realização pessoal: este é o topo da Pirâmide, quando o indivíduo consegue aproveitar todo o potencial de si próprio, comauto controle de suas ações, independência, a capacidade de fazer aquilo que gosta e que é apto a fazer, com satisfação. 49 A PIRÂMIDE DE MASLOW Existem algumas particularidades em relação as etapas da Pirâmide de Maslow que devem ser levadas em consideração: 1. Uma etapa deve ser saciada (pelo menos em parte) para que o indivíduo passe para o próximo nível da hierarquia; 2. As necessidades da autorrealização nunca são saciadas, sempre que uma necessidade se sacia, surgem novas ânsias e objetivos; 3. As necessidades fisiológicas nascem com os seres humanos e são as mais fáceis de serem saciadas, ao contrário das outras etapas; 4. Quando se conquista determinados elementos de um grupo de necessidades, o indivíduo sempre se motiva em conseguir atingir mais objetivos; 5. As necessidades insatisfeitas, ou seja, que não conseguirem ser cumpridas, implicam reações negativas no comportamento do indivíduo, como frustrações, medos, angústias, inseguranças etc. 50 O Marketing, na prática, realiza-se através de um Planejamento – Planejamento de Marketing – que inclui ações de pesquisas (estudo do mercado, da concorrência, do consumidor etc), planejamento do produto; definição do preço, estratégias de produção, distribuição e vendas, estudo do ponto do venda apropriado, bem como as formas de divulgação (publicidade, promoção etc.). A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 51 O MARKETING MIX Mas afinal de contas: SÃO QUANTOS P’s? 52 Os 8 P’s do Marketing Digital A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 53 Os 8 P’s do Marketing de Serviços. A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 54 Embora seja mais comum o Planejamento Estratégico, o Marketing também deve ser pensado nos outros níveis: tático e operacional. O Planejamento de Marketing envolve diversas decisões, entre elas a determinação do Marketing Mix ou composto de marketing, também chamado de 4 P’s: Produto, Preço, Praça e Promoção. Qualquer produto somente terá sucesso se as variáveis de marketing estiverem em harmonia, equilíbrio e em perfeita interdependência. A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 55 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 56 O MARKETING MIX 57 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 58 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 59 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING O QUINTO “P”: PEOPLE/ PESSOAS 60 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING OS 4 C’S DO MARKETING Em 1990, Robert Lauterborn desenvolveu uma nova visão para o Mix de Marketing. 61 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING QUAL A RELAÇÃO ENTRE OS P’S E OS C’S? 62 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING QUAL A RELAÇÃO ENTRE OS P’S E OS C’S? 63 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING OS 4 A’S DO MARKETING Em complementação aos 4 P’s, Raimar Richards definiu um modelo que abrange as funções básicas da Administração de Marketing. Este modelo definiu a base para a criação do SIM – Sistema Integrado de Marketing. 64 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING OS 4 A’S DO MARKETING OU SIM (SISTEMA INTEGRADO DE MARKETING) 65 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 66 O MARKETING MIX DE VOLTAAO MARKETING MIX 67 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 68 A COMUNICAÇÃO NO CONTEXTO DO MARKETING 69 O MIX DE MARKETING PRODUTO é um conjunto de atributos, tangíveis ou intangíveis, constituído através do processo de produção, para atendimento de necessidades reais ou simbólicas, e que pode ser negociado no mercado, mediante um determinado valor de troca, quando então se converte em mercadoria. 70 O MIX DE MARKETING PRODUTO Portanto, como produtos, consideramos bens físicos (furadeiras, livros etc), serviços (cortes de cabelo, lavagem de carro, etc.), eventos (concertos, desfiles etc.), pessoas (Pelé, George Bush etc.), locais (Havaí, Veneza etc.), organizações, (Greenpeace, Exército da Salvação etc.) ou mesmo idéias (planejamento familiar, direção defensiva etc.) Segundo Kotler e Armstrong, produto é qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para atenção, aquisição, uso ou consumo, e que possa satisfazer um desejo ou necessidade. 71 O MIX DE MARKETING PRODUTO É o primeiro elemento do composto mercadológico: todos os demais componentes dependem do estudo e conhecimento do produto. A propaganda, o preço e a distribuição só podem ser definidas após um estudo do produto e da identificação de seu mercado-alvo. Assim os fatores diretamente relacionados a oferta de marketing são aqui estudados. 72 O MIX DE MARKETING PRODUTO Quais produtos produzir e vender, quais novos produtos acrescentar, quais abandonar, em que estágio do ciclo de vida o produto se encontra, quantos produtos o portfólio deve ter, são apenas algumas das preocupações encontradas na Gestão de Produto O produto é composto por um complexo de atributos tangíveis (cor, embalagem, desenho industrial etc) e intangíveis (marca, imagem, prestação de serviços, pós-vendas) que o consumidor analisa ao decidir satisfazer suas necessidades e desejos. 73 O MIX DE MARKETING PRODUTO Com a concorrência do mercado, produtos cada vez mais próximos de uma igualdade, tanto física quanto tecnológica, deixa nas mãos do profissional de Marketing a busca pela diferenciação, por dar atributos, satisfazer os desejos e necessidades do consumidor com muito mais criatividade e funcionalidade, aproximando a realidade do sonho do consumidor. 74 O MIX DE MARKETING PRODUTO Por inúmeras razões o profissional de Marketing deve estar atento ao seu produto, sem perder de vista o que a concorrência está fazendo, logicamente todos os estudos necessários foram devidamente realizados, os dados foram transformados em Informações e dão uma linha a seguir ao desenvolver um novo produto para um consumidor específico. 75 O MIX DE MARKETING PRODUTO Para que tudo seja realmente valorizado pelo consumidor, deve-se ter em mente que o produto é constituído de 5 níveis, cada um correspondendo a um grau de satisfação do consumidor e trazendo características próprias, em nível crescente e com expectativas diferentes. 76 O MIX DE MARKETING PRODUTO Os 5 níveis de produto são: Benefício central: este é o ponto em que o consumidor está comprando o benefício fundamental do produto, como exemplo pode-se citar um consumidor que procura um quarto de hotel, onde ele compra descanso e pernoite; Produto básico: neste ponto o benefício central é transformado em um produto básico, como exemplo o quarto de hotel inclui uma cama, banheiro, toalhas, escrivaninha, penteadeira e armário; 77 O MIX DE MARKETING PRODUTO Produto esperado: aqui uma série de atributos e condições são normalmente esperados pelo consumidor, então o quarto de hotel deve ter cama arrumada, toalhas limpas, lâmpadas que funcionem e um relativo grau de tranqüilidade; Produto ampliado: este é o nível onde o profissional de Marketing excede as expectativas do consumidor, dessa forma o hotel pode incluir um aparelho de tv com controle remoto, flores frescas, registro rápido, checkout expresso, boas refeições e serviço de quarto; 78 O MIX DE MARKETING PRODUTO Produto potencial: neste nível o produto têm todas as transformações a que um produto deve ser submetido num futuro, é onde as empresas procuram novas maneiras de satisfazer os consumidores e diferenciar sua oferta, logo, pode ser um hotel exclusivamente com suítes, onde os hóspedes ocupam uma série de quartos, representam uma transformação inovadora do produto hotel tradicional. 79 O MIX DE MARKETING TIPOS DE PRODUTO • produtos ao consumidor (ou bens de consumo) - usados por usuários-finais •produtos industriais - usados na produção de outros bens • bens de conveniência - adquiridos frequentemente e com um esforço mínimo • bens de impulso - compra por estímulo sensorial imediato • bens de emergência - bens necessários imediatamente • bens de compra comparada - alguma comparação com outros bens como carros e TVs. Ou seja, são produtos que exigem um alto esforço do consumidor para comparar os requisitos e fazer uma escolha que atenda às suas necessidades. • bens de especialidade - comparação extensiva com outros bens e uma longa busca por informações 80 O MIX DE MARKETING TIPOS DE PRODUTO • bens não procurados - ex. vagas em cemitérios, seguros • bens perecíveis - bens que se deteriorarão rapidamente mesmo sem uso • bens duráveis - bens que sobrevivem à ocasiões de múltiplo uso • bens não-duráveis - bens que serão consumidos em um única oportunidade • bens de capital - instalações, equipamentos e construções • partes e materiais - bens que são agregados a um produto final • abastecimento e serviços - bens que facilitam a produção • commodities - bens indiferenciáveis (ex. trigo, ouro, açúcar, etc) • produtos intermediários - resulta da fabricação de outro produto 81 O MIX DE MARKETING PRODUTO: PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO O Planejamento envolve todas as atividades que permitem ao fabricante ou intermediário determinar o que vai ser produzido em termos de características técnicas e de seu composto de viabilidade, desenvolvimento técnico e o acompanhamento da vida do produto no mercado. 82 O MIX DE MARKETING PRODUTO: PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO Planejamento: Produto + Mercado + Marketing Mix Engenharia Industrial: Produto inédito, inovação, reprojeto, melhoria ou avanço tecnológico; Testes em laboratórios ou de mercado; Treinamento de equipes de vendas; Definições de marketing mix: onde, como e quando lançar e vender o produto 83 O MIX DE MARKETING PRODUTO: ETAPAS PARA O DESENVOLVIMENTO • Identificação de oportunidade • Análise do problema (levantamento de informações) • Geração de idéias • Triagem • Desenvolvimento e teste do conceito • Desenvolvimento da estratégia de marketing • Análise financeira/ comercial • Desenvolvimento do produto • Teste de mercado • Comercialização 84 O MIX DE MARKETING PRODUTO: ELEMENTOS Diversos são os elementos que compõem um produto e que lhe dão características, diferenciais e identidade. Podem ser classificados de duas formas: • Aspectos físicos (tangíveis); • Aspectos complementares (intangíveis) 85 O MIX DE MARKETING PRODUTO: ASPECTOS TANGÍVEIS • Aspectos tangíveis (físicos) São os atributos do produto que podem ser percebidos sensorialmente (tato, olfato, visão, paladar e audição). Por exemplo: Tamanho, Durabilidade, Cor, Modelo, Peso, Gastos Indiretos, Embalagem, Rotulagem, Limpeza, Variedade, Personalização e Design. 86 O MIX DE MARKETING PRODUTO: ASPECTOS INTANGÍVEIS • Aspectos intangíveis (complementares ) Os atributos intangíveis são benefícios emocionais e a satisfação abstrata. Aspectos como marca e atendimento, por exemplo, que podem, inclusive, aumentar o valor do produto físico. Pense, por exemplo, na norte-americana Starbucks. Ela cresceu porque agregou um novo significado ao hábito de tomar café e transformou-o em uma experiência. Para muitas crianças, comer um sanduíche no McDonald’s é muito mais gostoso do que em qualquer outra lanchonete. E isso não se deve apenas aos ingredientes e modo de preparo dos lanches. É o valor do intangível, presente no McDonald’s, na Starbucks e em diversos outros produtos e marcas. 87 O MIX DE MARKETING PRODUTO: ELEMENTOS INTANGÍVEIS Por exemplo: Qualidade, Reputação, Capricho, Posicionamento (marketing), Marca, Instalação, Pós-Venda, Informações/Instruções, Manutenção, Garantias, Devoluções, Imagem e Status. 88 O MIX DE MARKETING PRODUTO: CARACTERÍSTICAS BÁSICAS Existem três pontos chaves que são de inegável importância em qualquer oferta: Qualidade: Tem a ver com o quão perfeitamente seu produto satisfaz um desejo ou necessidade do cliente. Pesquisa e Desenvolvimento podem colaborar com a crescente qualidade de um produto. Eliminação de deficiências e fortalecimento de pontos fortes influênciam a qualidade percebida de seu produto favorecendo sua aceitação. 89 O MIX DE MARKETING PRODUTO: CARACTERÍSTICAS BÁSICAS Apresentação: A apresentação pode ser o diferencial numa escolha entre concorrentes. Um produto não só deve ter qualidade como deve também aparentar ter qualidade. Cores, embalagem, exposição, sem dúvida alguma influenciam na decisão de compra. A apresentação não deve apenas ser esteticamente agradável, mas deve também ser coerente com seu público- alvo. 90 O MIX DE MARKETING PRODUTO: CARACTERÍSTICAS BÁSICAS Marca: A construção de uma marca forte para seu produto é consequência de um relacionamento satisfatório com seu mercado-alvo. Quando esta identificação positiva se torna forte o bastante, sua marca passa a valer mais do que o próprio produto oferecido. Branding é como é chamado o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca. 91 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) O modelo de ciclo de vida do produto (CVP) é a linha de produção de um produto ou marca. É a sua história completa através de suas fases de vendas: introdução, crescimento, maturidade e declínio. O ciclo de vida de um produto pode ser entendido como a história completa do produto através de suas fases de vendas: introdução, crescimento, maturidade e declínio. É o conceito de obsolescência planejada, ou seja, os produtos já nascem com data prevista para serem retirados do mercado. Quando se fala do ciclo de vida de um produto fala-se do sucesso ou fracasso de uma versão específica de um produto. 92 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) O ciclo de vida de um produto visa a olhar além das fronteiras da empresa, não se preocupando, necessariamente, com as competências da empresa avaliada. A questão seria (com um exemplo actual): quanto vale a pena investir (em pesquisas tecnológicas e em esforços de mercado) em fitas VHS? Através da análise do ciclo de vida do produto pode-se ter um forte auxílio para esta resposta. Os produtos têm ciclos de vida cada vez mais curtos e muitos produtos em indústrias maduras são revitalizados através da diferenciação e da segmentação do mercado. 93 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) As quatro fases do ciclo de vida do produto: Introdução: é a fase inicial da vida do produto ou o período em que o produto é lançado no mercado, esta fase tem como característica: baixo volume de produção e de vendas. Crescimento: o produto começa a firmar-se no mercado ou período de aceitação pelo mercado. Nesse estágio surgem os concorrentes. 94 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) Maturidade: período de baixo crescimento nas vendas. Os níveis de lucro tornam-se estáveis ou diminuem, em função dos gastos que a empresa tem para defender o produto da concorrência. Quando o produto atinge a saturação às características de competição se tornam mais acirradas. Declínio: o produto passa a perder participação no mercado, ou seja, é quando as vendas e os lucros começam a cair. 95 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) 96 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) 97 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) 98 O MIX DE MARKETING PRODUTO: MATRIZ BCG A Matriz BCG é uma análise gráfica desenvolvidapor Bruce Henderson para a empresa de consultoria empresarial americana Boston Consulting Group em 1970. Seu objetivo é suportar a análise de portfólio de produtos ou de unidades de negócio baseado no conceito de ciclo de vida do produto. Ela é utilizada para alocar recursos em atividades de gestão de marcas e produtos (marketing), planejamento estratégico e análise de portfólio. Esta matriz é uma das formas mais usuais de representação do posicionamento de produtos ou unidades estratégicas de negócio da empresa em relação a variáveis externas e internas. 99 O MIX DE MARKETING PRODUTO: MATRIZ BCG Os produtos devem ser posicionados na matriz e classificados de acordo com cada quadrante: Ponto de interrogação (também conhecido como "criança-problema" ou "dilema" ou "oportunidade"): Tem a pior característica quanto a fluxo de caixa, pois exige altos investimentos e apresenta baixo retorno sobre ativos e tem baixa participação de mercado. Se nada é feito para mudar a participação de mercado, pode absorver diversos investimentos e depois se tornar um "abacaxi". Por outro lado, por estar em um mercado de alto crescimento pode-se tornar um produto "estrela". 100 O MIX DE MARKETING PRODUTO: MATRIZ BCG Estrela: Exige grandes investimentos e é referência no mercado, gerando receitas e desfrutando de taxas de crescimento potencialmente elevadas. Fica frequentemente em equilíbrio quanto ao fluxo de caixa. Entretanto, a participação de mercado deve ser mantida, pois pode-se tornar numa "vaca leiteira" se não houver perda de mercado. 101 O MIX DE MARKETING PRODUTO: MATRIZ BCG Vaca leiteira: Os lucros e a geração de caixa são altos. Como o crescimento do mercado é baixo, não são necessários grandes investimentos. Pode ser a base de uma empresa, já que a empresa detém uma quota de mercado considerável. 102 O MIX DE MARKETING PRODUTO: MATRIZ BCG Abacaxi (também conhecido como "cão" ou "vira-lata", expressões que não traduzem bem o conceito em português): Os "abacaxis" devem ser evitados e minimizados numa empresa. A baixa participação de mercado gera poucos lucros, mas estes estão associados a um baixo investimento devido ao crescimento do mercado praticamente nulo. A avaliação destes produtos deve ser feita de maneira a conseguir posicioná-los de maneira mais atrativa e rentável para a empresa, ou mesmo abandoná-los, quando a rentabilidade não seja de todo possível. 103 O MIX DE MARKETING PRODUTO: MATRIZ BCG 104 O MIX DE MARKETING PRODUTO: O CICLO DE VIDA DO PRODUTO (CVP) X MATRIZ BCG 105 O MIX DE MARKETING PROMOÇÃO A promoção ou comunicação é utilizada para “informar, persuadir e lembrar os potenciais compradores de um produto, com o propósito de influenciar a sua opinião ou fomentar uma resposta” resultando na coordenação dos esforços de comunicação no sentido de influenciar atitudes e comportamentos. 106 O MIX DE MARKETING Concretiza-se através de um conjunto de ferramentas que mistura publicidade, promoção de vendas, relações públicas, venda pessoal, marketing directo e online marketing, que a empresa utiliza, no sentido de comunicar a sua proposta de valor, desenvolver e manter relações favoráveis com o cliente, informando e persuadindo, de forma a melhor aceitar o produto da empresa, fomentando, assim, a procura e/ou a demanda. PROMOÇÃO 107 O MIX DE MARKETING PROMOÇÃO 108 O MIX DE MARKETING PROMOÇÃO 109 O MIX DE MARKETING PROMOÇÃO 110 O MIX DE MARKETING 111 O MIX DE MARKETING 112 O MIX DE MARKETING 113 O MIX DE MARKETING 114 O MIX DE MARKETING 115 O MIX DE MARKETING 116 O MIX DE MARKETING MERCHANDISING TELEVISIVO: As inserções de produtos ou serviços em programas de TV são chamadas de exibitécnica eletrônica, merchandising eletrônico ou televisivo, também conhecido em outros países como , in-scipt advertising, product placement ou tie-in. MERCHANDISING SOCIAL: Chama-se merchandising social a inserção – intencional e com propósitos educativos bem definidos – de temáticas sociais e mensagens educativas nas tramas e enredos das telenovelas e/ou minisséries, visando a mudança de atitudes e adoção de novos comportamentos por parte da audiência. As questões sociais abordadas mostram-se, aos telespectadores, como parte integrante do enredo das telenovelas e minisséries. Elas aparecem associadas, de forma positiva e educativa, aos diversos personagens e conflitos presentes na(s) história(s) que se desenvolve(m). Deste modo, esses personagens (e os atores que os encarnam) passam a atuar como eficientes porta-vozes dos conceitos, atitudes e comportamentos que, por seu intermédio, são promovidos. 117 O MIX DE MARKETING 118 O MIX DE MARKETING 119 O MIX DE MARKETING V E N D A P E S S O A L (Personal selling): ocorre quando é a própria força de vendas da empresa a comunicar os seus produtos, numa relação diática entre o vendedor e comprador, que tentam fazer valer os seus objectivos (o vendedor procura maximizar receitas e lucros, enquanto o comprador pretende minimizar custos). Apesar de ser mais cara do que a propaganda, é, geralmente, mais eficaz no sentido de fomentar a compra; 120 O MIX DE MARKETING E S T R A T É G I A S D E C O M U N I C A Ç Ã O Estratégia push (Push strategy): consiste em empurrar o produto, através de vários canais de marketing, pelos vendedores e distribuidores para os clientes, convencendo os canais a aliciar os seus clientes a comprarem o produto da empresa. Assim, o produtor promove a sua oferta ao canal de distribuição imediatamente abaixo na cabeia de distribuição (e.g., atacadista) e assim, sucessivamente, até ao cliente final; Estratégia pull (Pull strategy): a empresa dirige as suas ações diretamente ao consumidor final com o objetivo de fomentar a procura pelo produto, motivados, por exemplo, por uma forte pressão publicitária ou promocional. Assim, são os clientes que exigem o produto nos canais de distribuição varejista que, por sua vez, o procuram nos varejistas e estes aos produtores/ fabricantes. 121 O MIX DE MARKETING PREÇO Preço é o valor exigido pelo vendedor para a transferência de posse de um produto ou serviço ao consumidor. O preço é a variável do marketing-mix mais sujeita as alterações do ambiente do marketing (economia, política, legislação etc) e também é a única variável capaz de gerar receitas para a empresa, já que as demais geram custos (investimentos). “Preço é a soma dos valores que os consumidores troca, pelo benefício de possuir ou fazer uso de um produto ou serviço.” (Kotler, 1993) 122 DECISÕES SOBRE O PREÇO 123 MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇOS Método de Custos São chamadas de preços administrados. Consiste no acréscimo de uma margem percentual a um custo-base. Esta margem deve cobrir os custos e propiciar o lucro desejado. Preço é igual a: Custos fixos + Custos variáveis + Mark-up Mark-up é igual a:Preço de venda – custo de venda Vantagens: � Simples operação; � Fácil atendimento. Desvantagens: � Simplista; � Não leva em conta concorrência e mercado; � Falta de informações sobre os custos; � Ignora variações de custo. 124 MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇOS Método de Preços Baseados na Concorrência Baseia-se na observação dos preços da concorrência. É a forma mais utilizada por mercados em alta competitividade e com produtos semelhantes (margarina, leite, sabão em pó etc.) É pouco utilizado, geralmente quando produtos apresentam poucas diferenças, marcas similares, sendo assim o preço é eliminado como diferencial competitivo (commodities). Método de Preços Concorrentes 125 MÉTODOSDE FIXAÇÃO DE PREÇOS Método de imitação É a cópia dos preços dos produtos concorrentes. Geralmente utilizado pelas pequenas empresas que não detém controle total sobre os seus custos de produção. O líder de mercado determina o preço da concorrência. Uma ferramenta agressiva, capaz de desestabilizar os menores concorrentes, além de forçar o aumento da demanda. Muitas vezes o preço é inferior ao custo do produto podendo esta diferença ser considerada como um “investimento” de marketing. A redução repetida de preços é utilizada com a intenção de arruinar a concorrência é conhecida como “dumping” prática essa proibida na maior parte dos mercados. Método de Preços Agressivos 126 MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇOS Método Experimental Consiste em pesquisas com alterações de preços em mercados/ segmentos selecionados para verificar a influência do preço sobre a demanda. É o método baseado na demanda do mercado (oferta X procura). Quanto maior a demanda, ou a escassez do produto maior o preço (ampliação da produção visando normalizar o mercado – demanda excessiva). Ao contrário, quanto maior a oferta menor o custo (redução da produção para eliminar excedentes – demanda declinante). Método Análise de Mercados 127 MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇOS Método de Promoção Este método encontra as condições favoráveis a sua utilização quando o mercado é sensível às alterações de preços e a demanda aumenta na relação da redução dos preços e quando a empresa alcança economia de escalas, seus custos caem e as vendas podem ser estimuladas com preços mais baixos (cadeia de mercado). Razões da utilização de Preços Promocionais: • Custos altos de estocagem; • Limitação de espaço para estocagem; • Custos de capital. 128 MÉTODOS DE FIXAÇÃO DE PREÇOS Método de Análise da Demanda O preço é determinado em função do público a que o produto se destina. É um método complementar envolvendo em grande parte os aspectos referentes às marcas e seus públicos, envolvendo mais a percepção do público que os custos de produção (valor agregado). 129 O MIX DE MARKETING PLACE Desde o fabricante até o consumidor final o produto percorre diversos caminhos, são os canais de distribuição. Estes canais envolvem as atividades de troca de propriedades, prestação de serviços e agregação de margens de comercialização. O composto de distribuição (geralmente envolve mais de um canal) consiste na forma de colocar estes produtos nos pontos de vendas adequados. 130 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Distribuição Direta ao Consumidor É a abordagem direta ao consumidor e está inserida no contexto do chamado marketing direto. Vantagens: • Ação direta sobre o consumidor; • Vendas especializadas; • Controle dos preços; • Controle da prestação de serviços; • Facilidade de obter informações do cliente; • Flexibilidade no marketing. Desvantagens: • Elevado esforço de vendas; • Investimentos em estoques, armazenamento e transportes. 131 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Direta Venda a domicílio Abordagem direta ao consumidor; Formação de redes; Residências e empresas; Exemplos: Avon, Natura, Stanley, Forever Living. Vantagens: • Demonstração do produto; • Facilidade em remover obstáculos à compra; • Estimula a compra por impulso. Desvantagens: • Não permite a comparação ao consumidor; • Dificuldade de acesso a diversos nichos de mercado. 132 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Direta Venda por correio Utilização de catálogos; Encarte em jornais, revistas .... Vantagens: • Baixo custo de mão-de-obra e operacional; • Facilidades ao consumidor; • Abertura de mercados. Desvantagens: • Falta de contato com o produto; • Desconfiança do consumidor; • Despesas elevadas em catálogos; • Dependência dos correios. 133 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Direta Loja de Fábrica Venda direta dos produtos da empresa, primeira linha ou ponto de estoque. Largamente utilizada no ramo têxtil. Exemplo: Shopping de pronta entrega (outlet-centers). Vantagens: • Menores preços para o consumidor; • Escoamento rápido da produção e encalhe. Desvantagens: • Custos de montagem e manutenção. 134 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Direta Venda Automática/ Automatizada É a comercialização de produtos por meio de máquinas; Utilização de moedas e fichas; Exemplos: Refrigerantes, jornais, Bancos, cigarros... Vantagens: • Induz à compra por impulso; • Conveniência/conforto para consumidor. Desvantagens: • Custos de abastecimento e manutenção; • Vandalismo, roubo e fraude; • Logística, e • Sujeito a informações prestadas pelos consumidores. 135 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Direta Telemarketing Sentido mais amplo do que apenas a televenda (ativa ou passiva); É uma forma de marketing: a utilização das telecomunicações como estratégia de marketing e de vendas. Venda ativa, venda Passiva, Serviço ao Cliente, Canal direto, Apoio às vendas, pesquisa de Mercado, Cobrança... Vantagens: • Utilizada em qualquer produto; • Baixos custos; • Tempo e comodidade para o consumidor Desvantagens: • Agressividade demasiada em algumas empresas; • Falta de treinamento adequado; • Linhas ocupadas e atendimento moroso. 136 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Direta Venda online É a mais recente das alternativas de venda e ganha força a cada dia pois permite uma agilidade e contato imediato do cliente com a empresa, além de ser uma forte aliada na compra por impulso. Apresenta todas as vantagens dos métodos anteriores e poucas desvantagens comparativas. Vantagens: • Utilizada em qualquer produto; • Baixos custos; • Tempo e comodidade para o consumidor • Induz à compra por impulso; • Conveniência/conforto para consumidor. 137 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Distribuição Indireta ao Consumidor Utiliza intermediários para fazer com que o produto chegue as mãos do consumidor final. Vantagens: • Maior cobertura de mercado; • Menor esforço de vendas; • Menores custos de distribuição; • Pulverização de riscos de não venda. Desvantagens: • Cobertura mais lenta de mercado; • Aumento do preço de venda ao consumidor final; • Distanciamento do mercado por parte do produtor; • Enfraquecimento dos sistemas de controle e fiscalização. 138 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Indireta ATACADO x VAREJO Características Atacado Varejo Mercados Atendidos Basicamente atende ao varejo Consumidor final Tamanho das compras Grandes quantidades Compram dos atacadistas em pequenas quantidades Métodos de operação Ponto de concentração de mercadorias; Grandes armazéns. Venda de balcão; Auto-serviço. 139 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Indireta ATACADO x VAREJO Características Atacado Varejo Cobertura Abrange grandes áreas geográficas Geralmente pequenas áreas Preços Preços menores devido ao volume de compras Preços maiores devido a adição da margem de lucro. Serviços Pronta entrega; crédito Mix de produtos; Exposição atrativa; Crédito 140 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Distribuição Exclusiva A empresa determina e limita o número de intermediários, distribuidores, concentrando os direitos de exclusividade e proibindo a comercialização de produtos concorrentes. Vantagens: • Esforço de vendas mais agressivo; • Controle de preço; • Formação de imagem positiva – marca. Desvantagens: • Necessidade do fabricante investir no intermediário; • Riscos da exclusividade em um determinado território. 141 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Exclusiva Franchising Franquia, franchising ou franchise é uma estratégia utilizada em administração que tem,como propósito, um sistema de venda de licença na qual o franqueador (o detentor da marca) cede, ao franqueado (o autorizado a explorar a marca), o direito de uso da sua marca, patente, infraestrutura, know-how e direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços. O franqueado, por sua vez, investe e trabalha na franquia e paga parte do faturamento ao franqueador sob a forma de royalties. Eventualmente, o franqueador também cede ao franqueado o direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistemas desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem ficar caracterizado vínculo empregatício. 142 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Exclusiva Franchising Vantagens para o franqueador: • Ampliação da rede de distribuição mais fácil que a rede própria; • Expansão rápida; • Consolidação de imagem da marca, • Divisão das responsabilidades e dos riscos. Vantagens para o franqueado: • Benefícios oriundos da publicidade; • Assessoria especializada; • Treinamento; • Independência jurídica e administrativa. 143 TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO Subtipos de Distribuição Exclusiva Franchising Desvantagens para o franqueador: • Perda do controle de distribuição, atendimento; • Dependendo do franqueado pode ter sua imagem abalada, e • Perda de sigilo Desvantagens para o franqueado: • Sujeito às decisões do franqueador; • Autonomia parcial; • Cumprimento de cotas; • Elevado custo das franquias.