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M I S S Õ E S M U N D I A I S 2 0 1 6 www.jami.com.br | jami@jami.com.br | facebook.com/jami. juntademissoes 2 INFORMATIVO DA JUNTA ADMINISTRATIVA DE MISSÕES - JAMI Presidente da CBN Pr. Edmilson Vila Nova Presidente da JAMI Pr. Jesus Aparecido dos Santos Silva Secretário Executivo da JAMI Pr. Ronald S. Carval- ho Redação e Revisão Miss. Cecília Carvalho | Pr. Ronald S. Carvalho Designer Bruno Vasconcelos Imagens JAMI | sxc.hu | pexels.com | visualhunt.com | pixabay.com Redação R. Alecrim, 12 - B. Jaqueline, CEP 31.748-445 - Belo Horizonte/MG Telefone (31) 3454-6106 Fax (31) 3454-6908 E-mail jami@jami.com.br Site www.jami.com.br | Artigos Publicados reprodução permitida, citando a fonte. PRESIDENTE Cláudio Ely Dietrich Espíndola (12) 3916-3600 / 99718-3600 claudioely@uol.com.br 1º VICE-PRESIDENTE Nereu Walter Gomes nereuwalter@yahoo.com.br (73) 3925-0788 / 99929-1702 2º VICE-PRESIDENTE Pr. Robson Alves dos Santos (27) 996251113 prrobson_cbn@hotmail.com 1º SECRETÁRIO Paulo Marcos Alves de Moura (31) 3457-0753 / 98804-8364 prspauloegiselle@oi.com.br 2º SECRETÁRIA Miss. Solange Vieira de Moura Araújo (31) 3101-3900 / 97926-0607 solangemaraujo@gmail.com SECRETÁRIO EXECUTIVO Pr. Ronald Silva Carvalho (31) 3454-6106 / 99970-3107 pr.carvalho56@gmail.com CONSELHO FISCAL DA JAMI Pr. Loren Reno Xavier Pr. Elton do Espírio Santo Pr. Felício Magalhães DIRETORIA DA JAMI P A R A O B I Ê N I O 2 0 1 4 • 2 0 1 6 ÍNDICE 04 06 09 13 18 20 30 Palavra do Secretário Executivo Campanha de Missões Mundiais 2016 Como mobilizar a igreja local em Missões Seja nosso parceiro Planos e Metas 2016 - 2017 Cartas Missionárias Endereço dos Missionários Com o tema “Envia-me para Abençoar as Nações”, o Informativo JAMI 2015 teve grande alcance e repercusão. EDIÇÃO ANTERIOR A JAMI é a agência missionária transcultural da Convenção Batista Nacional. Sua finalidade é facilitar e apoiar as igrejas batistas nacionais no cumprimento da missão. Para alcançar seus objetivos, a JAMI desenvol- verá as seguintes estratégias: - Assessorar a igreja no envio de missionários ao campo; - Administrar e coordenar projetos missioná- rios transculturais; - Oferecer cursos de treinamento missionário: especialização em missiologia e formação mis- sionária; - Desenvolver projetos de plantação de igrejas; - Desenvolver projetos sociais: educação, saú- de e desenvolvimento comunitário; - Trabalhar com a tradução da Bíblia e produ- ção de material de educação bi-lingue; Seja nosso Parceiro na missão de Deus no mundo. QUEM É A JAMI? Indo até aos confins da terra, pregando o evangelho de Cristo. Lema Conscientizar, promover, apoiar e coordenar a visão missionária transcultural das igrejas batistas nacio- nais: recrutando, treinando, orientando e enviando missionários para fazer discípulos de Jesus. Missão Ser uma agência missionária parceira da igreja no cumprimento da missão transcultural. Visão Glorificar o nome do Deus Eterno e fazer discípulos entre os povos que ainda não conhecem Jesus. Propósito 3 4 É Tempo de Missões no Poder do Espírito: A Campanha de Missões Mundiais dos Batistas Nacionais vem desafiá-lo a realizar mis- sões firmado num dos pilares da nossa fé... “ o poder do Espírito Santo.” O Espírito Santo enche o crente com sua virtude para que viva testemunhando da fé salvadora. “Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas...” Poder para ser... poder para servir... poder para anunciar as virtu- des Daquele que nos chamou...poder para ultrapassar as fronteiras geográficas, sociais, culturais, religiosas e espirituais e anunciar aos que vivem distantes de Deus que Ele é amor, liberta, perdoa e salva. Cada Batista Nacional deve ser um missionário em ação: orando, indo, apoiando e ofertando. É tarefa da igreja a pregação da Palavra no poder do Espírito para a salvação e discipulado de pessoas de todas as nações da terra. Conclamamos sua igreja, pastor, a ser nossa par- ceira em missões. Mobilize suas ovelhas para se envolverem nesta campanha como intercessores e ofertantes para a obra missionária. Com sua parceria podemos chegar mais longe e fazer mais na obra do Senhor. É tempo de missões no poder do Espírito! Vamos juntos aos campos do Senhor para a grande colheita. Em Cristo Jesus, Pr. Ronald S Carvalho Secretário Executivo DESafio CAMPANHA DE MISSÕES MUNDIAIS 2016 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasi- va de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder.” I Coríntios 2.4 Pr. Ronald e família • • Rua Alecrim, nº 12 - bairro Jaqueline : 31.748-445 | Belo Horizonte/CEP MG Ligue-nos no: (31) 3454•6106 Acesse nosso site e envie-nos seu e-mail: www.jami.com.br • jami@jami.com.br Curta-nos: /jami.juntademissoes• 5 6 Diz o profeta Zacarias 4.6b “...Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”. A tarefa maior da evangelização dos povos, não pode ser feita na força do homem, mas, o homem santo revestido do poder do Espírito San- to. Este, fará o que diz o Senhor Jesus em Mateus 28.19,20 “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coi- sas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. Somos encorajados pelo Senhor em João 4.35 a erguer os nossos olhos e ver os campos que estão brancos para a ceifa. Vemos os povos desilu- didos consigo mesmos, frustrados em suas próprias ambições, correndo atrás daquilo que não satisfaz. A resposta para as demandas de nossa geração está no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso que- rido Salvador que veio buscar e salvar o que se havia perdido. Fazer discípulos e ensiná-los na única verda- de, Jesus, é a proclamação desafiante para este tem- po. Tempo de incertezas e contradições várias, mas É TEMPO DE MISSÕES No PoDER Do ESPÍRiTo 7 No tempo crucial da saída do povo de Israel do Egito, diante do mar, Deus falou a Moisés, diga ao povo que marche! Marchemos no poder do Espíri- to Santo para conquistar um novo território domina- do pelas trevas e malignidade, o coração do homem perdido. Jesus quer, porque Ele se deu; e você, meu irmão? Abraços! Cláudio Ely Dietrich Espíndola Presidente da Jami de expectativas nobres por um tempo melhor e mais saudável. Onde a esperança se materializa no sobre- natural de Deus e só Ele pode nos capacitar para esta tarefa magnânima e urgente. Urgente, por causa do amor do Pai que se apressa em derramar o Seu amor sobre a humanidade perdida. E o faz através da Sua amada igreja, que pelo seu sangue está viva e vive para glorifica-lo. Meus queridos irmãos e companheiros de jornada, quero pedir-lhes para juntos conclamarmos todo batista nacional a se envolver nesta campanha de missões no poder do Espírito Santo. No poder do Espírito Santo, vamos evangelizar com a nossa igreja local, ganhando almas para o Senhor Jesus. No poder do Espírito Santo, vamos orar e jejuar pela libertação de vidas presas nos vícios e na prostituição. No poder do Espírito Santo, vamos atender o clamor das na- ções por libertação de toda tirania e escravidão. No poder do Espírito Santo, vamos liberar e preparar os vocacionados para missões cultural e transcultural. No poder do Espírito Santo, vamos orar e contribuir para que os vocacionados cheguem aos campos para aos quais o Senhor os chamou. 8 Para quem pensa que a tarefa de evangelização dos povos acabou, a notícia é que “os campos continuam brancos para a ceifa”. E agora, mais do que nunca, a urgência da pregação está ganhando cada vez mais força, por causa dos fenômenos provocados pelo aquecimento global, a onda de dispersão/refúgio dos povos. São milhares de vidas que já estão com os dias contados na terra. E a salvaçãodessa gente está em nossas mãos. Não temos o poder de “dar a vida”, nem livrar de catástrofes, nem de doenças incuráveis. Mas podemos apontar o caminho, o único caminho, que leva para uma vida fora de todas essas mazelas: Jesus Cristo. Isso podemos fazer. Isso você pode fazer. Isso é o melhor que se tem a fazer. E está ao seu alcance. Por isso se você encontrou uma razão que o motive a deixar tudo e partir para um desses lugares, os povos dessas terras encontram todas as razões para esperar você chegar. angola – Treinadores de líderes, obreiros e educadores. Guiné-Bissau – Educadores, profissionais da saúde Moçambique – Professores na área teológica, discipuladores e pastoreio de pastores. Bolívia – Plantadores de igrejas e professores na área teológica. Paraguai – Pastor e treinador de líderes. Peru – Pastor plantador de igreja e professor. Timor Leste – Educador e pastor plantador de igreja. Papua Nova Guiné – Pastor plantador de igreja e educadores. Venha preparar-se no CETRAMI – Centro de Estudos Transcultural e Missiológico da JAMI. Contato: cetrami. jami@gmail.com // www.jami.com.br OBREIROS PREcISam-SE dE : 9 Elaboramos algumas intruções para facilitar a participação de cada igreja batista nacional, ao re- dor do mundo, na implementação da visão missionária global. Desejamos que todas as igre- jas batistas nacionais participem na missão de Deus para alcançar as pessoas de toda nação, cultura e língua com o Evangelho da graça de Deus. Missões são a alma ou o cora- ção da igreja que ama o Senhor e entende o seu chamado. Propósito O propósito da JAMI é cons- cientizar e mobilizar a igreja atra- vés de oração, discipulado, ofertas e educação missionária para glori- ficar o Deus Eterno e fazer discípu- los entre os povos da terra. objetivos 1. oração - interceder/orar para que se levantem líderes, vo- iG RE ja E M iS Sõ ES Como mobilizar a igreja local em Missões cacionados e igrejas para que por meio deles o Espírito Santo atraia muitas pessoas a Cristo. 2. Discipulado - envolver e motivar futuros líderes de missões, especialmente jovens e crianças, para fazer discípulos nas nações. 3. ofertas - encorajar a igreja para dedicar vidas, recursos finan- ceiros e humanos para expandir o reino de Cristo entre as nações. 4. Educação - informar os crentes sobre as necessidades do mundo, capacitando-os para suprir essas necessidades em Cristo. Como conscientizar a igreja local para a missão: 1. Ensinar sobre o propósito e os objetivos da igreja na missão de Deus no mundo. 2. Desafiar cada membro a en- volver-se efetivamente nas ações missionárias da igreja: evangeli- zação, discipulado, fidelidade nos dízimos e ofertas missionárias, intercessão por missões, participa- ção nas ações denominacionais. 3. Criar o Conselho de Missões para coordenar o projeto missio- nário da igreja. 4. Compartilhar com a igreja experiências missionárias, seja por meio de testemunhos de missio- nários, filmes, vídeo, textos, entre- vistas via skype com algum mis- sionário. 5. Criar uma atmosfera missio- nária no meio da congregação. 6. Ajudar as pessoas a saberem que a igreja tem uma responsabi- lidade missionária global. Atos 1.8 7. Incluir todas as faixas etárias da igreja. Envolver as crianças e os jovens em missões locais e mun- diais. 8. Usar toda oportunidade para educar a congregação sobre missões. 9. Usar todos os meios possí- veis, incluindo recursos audiovi- suais, livros, mapas, powerpoint, vídeos, testemunhos de missioná- rios, etc. 10. Dar uma ênfase missionária mensal como parte do culto de ado- ração, nas classes da Escola Domi- 10 nical, nas células, nas redes etc. Missões: Prioridade número 1 da Igreja - uma estratégia para realizar o mandato do Senhor. Ma- teus 28.19-20 Conselho de Missões da igreja Local O pastor e o Conselho de Missões trabalham como a equipe de estratégia missionária. O Conselho de Missões se reúne para planejar, compartilhar ideias e relatar o progresso missionário da igreja. O Conselho é responsável para promover e realizar o propósito e os objetivos da igreja em missões: orar, discipular, ofertar, educar e enviar. O Conselho de Missões deve começar pequeno. Outros membros podem ser adicionados à medida que a igreja e o trabalho missionário crescer. “O Conselho é a extensão do ministério promo- vendo a obra missionária em toda congregação.” O Conselho deve colocar à disposição de cada de- partamento, ministério ou rede da igreja, recursos missionários e encorajá-los a promover missões em cada faixa etária. Os membros do Conselho de Missões podem ser designados para trabalharem com objetivos específi- cos: oração, discipulado, ofertas e educação. Os mem- bros do conselho também podem ser designados para outras ênfases missionárias. Veja o Manual de Gestão Missionária da Igreja (JAMI- CBN) 11 ofertas Missionárias - Dedi- cando a nós mesmos e os nos- sos recursos para expandir o reino de Deus. Ofertas, especialmente sacrifi- ciais, são necessárias para a mis- são global da Igreja. Portanto, a JAMI recomenda o seguinte: • O dinheiro levantado para missões mundiais nunca deve ser usado para qualquer outro propó- sito a não ser ao que ele foi de- signado. É muito importante enviar ime- diatamente as ofertas para a JAMI ou para as pessoas designadas. a oferta para Missões Mun- diais é vital para a missão global da obra missionária da CBN. A JA- MI-CBN colabora e é a linha essen- cial para a evangelização total da igreja ao redor do mundo. Com a JAMI, fazemos mais jun- tos do que faríamos sozinhos. Esse é um compromisso de conexão. Cada igreja local deverá con- iG RE ja E M iS Sõ ES Para onde vai sua oferta missionária? “Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria.” - 2 Coríntios 8:3, NVI “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” - 2 Coríntios 9:7, NVI siderar a JAMI como parceira na missão de Deus no mundo. A oferta para Missões Mundiais é muito importante para a missão global. Benefíciários da oferta Mis- sionária: Missionários: -Complemento de salários, despesas de viagens, ajuda para educação, sustento de obreiros autóctones, cuidado pastoral etc. Plantação de novas igrejas -Projetos missionários/desen- volvimento comunitário nas áreas de educação, saúde e Seminários e treinamentos para formação de obreiros. Cuidado Missionário - cuidado médico, necessidades pessoais dos missionários, ofertas espe- ciais. Como Mobilizar a igreja para ofertar para missões ofertas para Missões: Objetivo: Dedicar a nós mes- mos e os nossos recursos, para missões mundiais para expandir o reino de Cristo entre os povos. Cada igreja local globalmen- te entrega/envia, mensal ou anu- almente, sua Oferta Missionária para a JAMI promover a evangeli- zação nas nações onde os missio- nários atuam. Promova as ofertas missioná- rias mensais. Planeje um evento missionário da Promessa de Fé (Oferta Mis- sionária de Fé). Veja no manual de Gestão Missionária a instrução. Envie as ofertas missionárias mensalmente para a JAMI. O que é Promessa de Fé? A igre- ja local desafia as pessoas a faze- rem compromissos por um ano de Promessa de Fé para missões. 12 A Fé é essencial: a igreja motiva todos a buscarem de Deus direção sobre o valor que eles prometerão dar pela fé. O total comprometido é dado de acordo com a preferência do indivíduo e, de acordo com a provi- dência de Deus. Pode ser entregue semanalmente, mensalmente ou como uma oferta única. Diretrizes da oferta de Pro- messa de fé: O dinheiro de Promessa de Fé deve ser para missões, primeira- mente dirigido à evangelização global. A Promessa de Fé não é para substituir outras ofertas missioná- rias. As pessoas que não fizeram compromissos de Promessa de Fé devem ter a oportunidade de par- ticipar nessasofertas. O dinheiro de Promessa de Fé também pode incluir quantias para Missionários A Promessa de Fé pode incluir dinheiro para gastos com Adoção de Missionários. A Promessa de Fé não inclui outros gastos da igreja, como o salário do pastor, gastos com ad- ministração, construção de templo local, compra de sítio, etc A confiança das pessoas não pode ser quebrada. O dinheiro para missões é para missões. Política da Promessa de fé: O dinheiro da Promessa de Fé deve ser usado somente para em- preendimentos missionários. Todas as ofertas da Promessa de Fé devem ser contabilizadas pelo do tesoureiro local e destina- das à JAMI e/ou ao sustento dos missionários adotados e/ou envia- dos pela igreja. 13 14 oRação PoR MiSSõES objetivo: Interceder por líde- res, missionários, igrejas e evan- gelização mundial para que o Es- pírito Santo traga pessoas a Cristo. Apresente pedidos de oração regu- lares para a igreja. Ef. 6.20 Algumas fontes: Manual de Gestão Missionária da Igreja (JA- MI-CBN) Envolva todos os grupos e pe- quenos grupos da igreja em oração regular pela salvação das pessoas ao redor do mundo. Ore pelos mis- sionários, famílias, projetos etc. Enfatize oração com jejum. Je- juar inclui abster-se de comida, tempo, lugares, coisas favoritas, redes e mídias sociais etc. Missões: Prioridade Número Um - “A oração de um justo é poderosa e eficaz.” A oração é essencial para o tra- balho da evangelização global. A Grande Comissão pode ser realiza- da quando o povo de Deus interce- de e as igrejas tornam-se casas de oração para todas as nações. A oração gera mais trabalhado- res para a seara. Mat. 9.36-38 A oração gera ousadia na pre- gação e discipulado. I Cor. 4.3, Ef. 6.18-20 A oração faz remove as barrei- ras para o Evangelho. II Cor. 10.4 A oração provê as finanças para missões. II Cor. 8.3; II Cor. 9.7 Recomendações para imple- mentar a oração e jejum por missões. Ore diariamente como parte de sua vida devocional pessoal. Encoraje cada lar a se tornar uma casa de oração por todas as nações. Desafie todos os membros a orarem individualmente, em pe- quenos grupos, e em momentos de culto pelas necessidades mis- sionárias. Dê pedidos de oração e os car- iG RE ja E M iS Sõ ES oração, jejum e Missões no Poder do Espírito “A oração é essencial para o trabalho da evangelização global. A Grande Comissão pode ser realizada quando o povo de Deus intercede e as igrejas tornam-se casas de oração para todas as nações.” tões de oração por missões para a congregação. Peça regularmente ao pastor para incluir as necessidades de oração por missões mundiais em todos os cultos. oração e jejum Oração com jejum é uma dis- ciplina espiritual bíblica. Veja Atos 13:2 e Atos 14:32. Encoraje os membros a ora- rem em jejum, negando a si mes- mos, com a direção do Espírito Santo. Jejum pode incluir abster-se de comida em uma refeição ou por um período de tempo. Jejuar tam- bém inclui abster-se de alimentos específicos, algumas preferências, coisas favoritas, lugares, etc. Jejum também motiva a ofertar. Veja no manual de Gestão Mis- sionária como orar por missões e pelo missionário (JAMI-CBN) Motivos Gerais de oração oração pela igreja Perse- guida - Oração por nossos irmãos 15 e irmãs em Cristo que estão sofrendo pela causa de Cristo deve ser parte regular de nossa intercessão. Vários sites globais estão disponíveis que regis- tram pedidos de oração pela igreja perseguida: www.portasabertas.org.br www.comibam.org www.amtb.org.br janela 10/40 - Essa área do mundo é o norte da África, o Oriente Médio e o sul da Ásia. Muitos dos povos menos alcançados do mundo estão nessa área. Ore por essa parte do mundo regularmente e para que os batistas nacionais consigam alcançar esses povos com o Evangelho. Dia Mundial de oração da aliança Batista Mundial – www.bwanet.org Dia Nacional de oração - Use esse dia como um tempo de foco para alcançar o perdido de nossa nação. - www.cbn.org.br. Dia do oração pelos Missionários Batistas Na- cionais – 2o. Domingo de Setembro. www.jami.com.br Utilize os cartões de oração pelos missionários ba- tistas nacionais – JAMI. 16 Estatísticas indicam que 50 por cento da população do mundo tem menos de 24 anos, e 30 por cento tem menos de 15 anos. Portan- to, as próximas gerações incluem crianças, adolescentes e jovens que têm menos de 24 anos. De- vemos envolver essa faixa etária com paixão para realizar o que Cristo mandou na Grande Comis- são. Pesquise sobre o movimento 4/14 - www.global414day.com As próximas gerações podem se identificar com a palavra “paixão”. Mesmo com os muitos problemas que eles têm em suas próprias cul- turas, eles têm a tendência de se comprometerem de verdade com tudo o que eles fazem. Portanto, a igreja e a JAMI-CBN têm que aju- dar as próximas gerações a terem paixão por Deus e Sua missão. Esses passos são importantes para criar paixão nas próximas ge- rações. Eles precisam de pessoas com quem eles possam contar e que demonstram interesse neles. Tenha paixão - Eles querem que as pessoas sejam autênticas e reais. Líderes de missões preci- sam ter paixão para ajudar outros a desenvolverem sua paixão por missões. Seja uma comunidade - Eles querem pertencer a algo e sentir que são importantes na missão de Deus. Estar com outros cristãos ajuda a desenvolver um sentimen- to de pertencimento. Capacitando os Missionários de amanhã (Chamado Missionário) A maioria dos missionários testemunham que a primeira vez que eles sentiram o chamado de Deus para o serviço missionário foi quando eram crianças ou jovens. Portanto, a igreja deve ajudar a cada criança e jovem que sente o chamado de Deus. Ele(a) precisa ser encorajado e mentoreado. Aqui iG RE ja E M iS Sõ ES Mobilizando a Nova Geração na visão de Deus Importante: Inclua as próximas gerações nos ministérios para a comunidade, evange- lísticos e da igreja. há algumas formas pelas quais isso pode ser feito: Ajude-o a desenvolver um rela- cionamento com Deus através de seu próprio estudo bíblico, oração e adoração. Ajude-o a se envolver na vida da igreja. Ajude-o a aprender sobre a igreja global e as necessidades missionárias. Ajude-o a desenvolver seus dons e habilidades dadas por Deus. A JAMI recomenda que as igre- jas locais/Pastores selecionem pessoas para mentorear as crian- ças e jovens em seus chamados missionários. Como trabalhar Grupos de gerações mais jo- vens vão variar entre as igrejas locais. A JAMI recomenda que as igre- jas selecionem pessoas que pos- sam cuidar tanto das crianças quanto dos jovens. Esses líderes devem oferecer materiais apro- priados e atividades para eles, in- 17 cluindo educação missionária. Planeje reuniões missionárias ou atividades para as gerações mais jovens sempre que possível. A JAMI recomenda que tais reuniões aconteçam uma vez por mês. Selecione líderes missionários para as gerações mais jovens que tenham as seguintes qualificações: Que amem as crianças e os jovens. Que tenham paixão por missões mundiais. Que possam trabalhar em coo- peração com o conselho de missões. Que possam ajudar com men- toria e discipulado das gerações mais jovens. Educação Missionária 1. Recursos apropriados para crianças e jovens são importantes para a educação missionária. Tais materiais os ajudarão a aprender sobre o mundo e as necessidades e oportunidades missionárias. 2. Considere essas ideias para promover conscientização global nas gerações mais jovens. 3. Planeje atividades missio- nárias regulares para as gerações mais jovens. Use esse tempo para mostrar-lhes o que Deus está fa- zendo globalmente. 4. Inclua as gerações mais jo- vens nas reuniões quando mis- sionários ou pregadores sobre missões falarem à congregação. Organize a possibilidade dessas pessoas se encontrarem com as crianças e os jovens em um mo- mento separado. 5.Envolva as gerações mais jo- vens em projetos missionários, ati- vidades e viagens práticas. Peça ao pastor ou ao líder de jovens para ajudar a planejar esses eventos. 6. Inclua as próximas gerações nos ministérios para a comunida- de, evangelísticos e eclesiásticos. Discipulado Objetivo: Envolver e mentorear futuros líderes missionários, es- pecialmente os jovens e crianças, para fazerem discípulos de Cristo nas nações. Motive as crianças e jovens que sentem que Deus os tem chamado para o serviço missionário a cres- cerem na fé e no preparo. Planeje visitar um missionário. Encoraje as crianças e jovens a ofertarem para missões, espe- cialmente a Oferta para Missões Mundiais. 18 Lema: “ Indo ... até aos confins da terra pregando o evan- gelho de Cristo.” Visão da jaMi: Ser uma agência missionária parceira da igreja no cumprimento da missão transcultural. Missão da jaMi: Conscientizar, promover, apoiar e coordenar a vi- são missionária transcultural das igrejas batistas na- cionais: recrutando, treinando, orientando e enviando missionários para fazer discípulos de Jesus entre as nações. Propósito: Glorificar o nome do Deus Eterno e fazer discípulos entre povos que ainda não conhecem a Jesus.. objetivo deste Plano: Desafiar e estimular o envolvimento de igrejas, pastores e irmãos no compromisso em missões trans- culturais por meio da JAMI através de: oração, envio de missionários para o campo e base, participação nos projetos e investimento financeiro. i – aLVoS: 1. Priorizar ações missionárias nos campos onde a JAMI já atua, cujo foco seja a conquista de vidas para Cristo e fazer discípulos das nações conforme o evangelho; 2. Fortalecer a imagem da CBN, associada à eficiência, transparência e abrangência, prestando às igrejas assessoria e serviços missionários; 3. Intensificar o treinamento de missionários brasileiros e autóctones para melhor desempenho e eficiência no ministério da evangelização; 4. Mobilizar rede de intercessores pró-missões; 5. Buscar a prática de novos paradigmas de envio de missionários: missão de curto prazo, profissionais, imigrantes etc; 6. Primar pela excelência no treinamento de novos obreiros para os campos do Senhor - enfatizando matu- PLaNOS E mETaS 2016 - 2017 19 ridade cristã, profundidade bíblio-missiológica, compromisso e eficácia no cumprimento da missão - deve ser feito com amor e responsabilidade; 7. Apoiar, treinar e estimular as igrejas e pastores a uma prática missionária global (Atos 1.8) – “o campo é o mundo”– deve feito com amor e esforço. 8. Oferecer às CBEs e Igrejas o Curso Gestão Missionária( 12 horas aula) 9. Visitar tantas igrejas e pastores quanto possível; 10. Cooperar com a construção de templos em: Angola, Guiné Bissau, Moçambique, Bolívia, Peru, Paraguai e outros; 11. Continuar apoiando projetos tradução da Bíblia; 12. Continuar o programa de plantação de igrejas culturais e multiculturais; 13. Continuar o programa de formação teológica de vocacionados nos campos missionários, por meio dos Centros Batistas de Teologia e Missões – CBTM. 14. Estabelecer novas parcerias para envio de missionários e ações estratégicas. ii - METaS: 1. Publicar o livro da história missionária da JAMI – 2a edição atualizada. 2. Publicar e distribuir livros de cunho missiológico. 3. Publicar a Revista Minha Missão – Campanha de Missões Mundiais 4. Publicar Revista de Estudos Missionários pela LERBAN. 5. Promover a campanha - Missões Mundiais – Setembro 2016 e 2017 – oferecendo às igrejas o kit pro- mocional: cartaz, prospectos e Revista da Campanha. 6. Realizar 04 Consultas de Missão; 7. Realizar 06 treinamentos – Gestão Missionária. 8. Realizar o treinamento transcultural de vocacionados ao campo missionário – Especialização em Missio- logia no CETRAMI; 9. Enviar 20 novos missionários transculturais; 10. Capacitar em Teologia e Missões 30 novos jovens obreiros para a igrejas local no CETRAMI; 11. Mobilizar 60 novas igrejas parceiras apoiando projetos e adotando missionários; 12. Iniciar o Curso de Mestrado em Missiologia ( foco em antropologia intercultural e teologia bíblica ). Cooperação: não estamos sozinhos, não devemos e nem podemos fazer a obra do Senhor sozinhos. Nin- guém edifica uma obra sozinho. Missão é a expansão do propósito redentor de Deus a toda a humanidade e cada batista nacional tem sua parte nesta missão. Fonte: -Manual de Gestão Missionária JAMI CBN; -Planejamento Estratégico da JAMI CBN; 20 É tempo de missões no poder do Espírito! E não foi assim desde o inicio? Sem dúvida! Jesus dei- xou claro a seus discípulos que a tarefa confiada a eles era dema- siadamente grande e impossível de ser realizada pela força e sa- bedoria humana, por isso antecipa advertindo-os da necessidade de “ficarem em Jesusalém até se- rem revestidos do poder “. Então em Atos 2, quando se cumpriu o derramamento do Espírito santo , foi notório o impacto causado nas pessoas de muitas nações ali presentes , pois ouviram homens simples e iletrados trazendo uma mensagem de grande relevância para cada ouvinte,porque “ eles ouviram das grandezas de Deus “ na sua própria língua. Foi o início de um movimento sem precedentes , começando em Jerusalém , tendo como marco o recebimento do poder do Espírito Santo para testemunhar. Com a conversão de Paulo , impulsiona- do pelo mesmo Poder , a mensa- gem salvadora chegou aos lugares mais remotos de então apesar de tantas provações e intempéries. Assim no poder do mesmo Es- pírito a mensagem atravessou os mares , quebrou barreiras cultu- rais e chegou a nós . No mover do Espírito , a igreja no Brasil cres- ceu , a ponto de sermos chamados “Celeiro de Missões “. Grande parte dos homens usados por Deus que nos deixou este legado já não se encontram mais entre nós. Em nossas mãos está a responsabili- dade de levar a cabo tão excelente obra, a exemplo deles, na depen- dência total do Espírito. Hoje, temos uma JAMI , fruto do penoso trabalho de muitos, que se dispuseram, no mover do Espíri- to, dedicar suas vidas, recursos fi- nanceiros e oração para que este projeto se tornasse uma realidade. Nos tempos modernos muitas são as ferramentas e estratégias disponíveis para facilitar o tra- balho missionário. E tudo isto, se usado sem discernimento, certa- mente, torna-se em armadilhas, pois nenhuma estratégia ou fer- ramenta humana substitui o “po- der do Espírito” quando se trata de fazer Missões. Por outro lado, há várias ameaças tentando neutra- lizar o nosso ardor missionário: a crise financeira, o perigo dos ata- ques terroristas, etc . Na verda- de são os mesmos problemas enfrentados por aqueles que nos antecederam, porém, agora, numa roupagem nova. E como eles ven- ceram? No poder do Espírito Santo. É tempo de missões no poder do Espírito Por: Herbert e Desiré | herbertdesireenata@gmail.com Como venceremos? Sim, no poder do Espírito! Vem à nossa memória, aque- le dia 28 de fevereiro de 2000, no aeroporto, já no portão de embarque, o Pr Ronald , vendo o temor estampado em nossos ros- tos, abraçou-nos e disse: “Vão, o Senhor é com vocês e os guiará lá no campo“. E assim realmente tem sido . No decorrer destes anos , aqui em Guiné-Bissau, temos ple- na consciência de que tudo que frutificou e permaneceu não tem mérito humano, mas tudo é fru- to da graça e do poder do Espí- rito que habita em nós. Movidos pelo poder do Espírito nós viemos; outros, pelo mesmo poder, oram por nós e outros, sustentam-nos financeiramente. Porque, à seme- lhança daqueles do princípio, so- mos também “homens simples e iletrados falando das grandezas de Deus em terras guineenses. A Ele, Deus Eterno, toda glória! 21 Rompendo as barreiras pela Fé ( Mateus 21.21) “Então Jesus disse: -Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se tiveres fé e não duvidarem, vocês pode- rão fazer a mesma coisa que fiz com a figueira. E não somente isso, mas vocês poderão dizer a estemonte: levante-se e jogue-se no mar, e isso acontecerá. Se crerem, receberão tudo que pedirem em oração.” É bem verdade que encontramos muitas barreiras no cumprimento da missão que Cristo nos chamou para fazer, como cooperadores da grande missão. Fa- zemos a obra pela fé, e rompemos as barreiras com Jesus Cristo. O Senhor está abrindo as portas para a expansão do reino aqui nesta terra. O projeto Angola Missão Integral é um projeto am- plo, que visa alcançar vidas e despertá-las para um crescimento espiritual, moral e físico. Para isso esta- mos trabalhando para o fortalecimento das Igrejas da CBN com escola teológica e treinamento de líderes. Em Angola existem diversidades de línguas; a lín- gua oficial do país é o português mais as línguas na- cionais. O povo com o qual trabalhamos é falante do Lingala, Umbundo, Quimbundo e Ganguela, línguas maternas usadas entre si no dia-a-dia. Nem todos fa- lam o português. As várias lutas internas que este povo vivenciou no passado deixaram marcas de dor, tristeza, sofri- mento. A guerra trouxe muita destruição no país, e hoje muitos vivem na linha da pobreza. O país busca a recuperação com a construção de prédios, casas, abastecimento de água, energia, escola, etc. Hoje existe um valor considerável de homens e mulheres que não sabe ler ou escrever, por isso a necessidade de um trabalho de alfabetização. Estamos buscando alcançar estas pessoas através de um projeto social. A Associação Portas Abertas foi criada para aten- der as necessidades do povo. A APA tem como objeti- vo atender as quatro igrejas e uma missão da CBN e a população em geral. Já existe o local onde serão reali- zados os trabalhos sociais como: ambulatório médico, laboratório de análises clínicas, salas de aula e outro. A APA já tem autonomia para atuar legalmente re- gistrada no Ministério da Justiça, apenas aguardando o certificado. Temos pela frente uma grande luta, que venceremos, para o término desta obra na força do Senhor. Deixamos em aberto o convite para os pro- fissionais que queiram se voluntariar a curto prazo e abençoar vidas no exercício da missão em Angola. A segunda etapa do Projeto Missão Integral já está em curso (plantação de Igrejas). Fomos contemplados pela poderosa mão do Senhor que atendeu as nossas orações e nos concedeu um terreno no Bairro de Pan- guila. O local é desafiador, não tem água, energia, e as línguas faladas são o lingala, umbundo, e português. Assim vamos avançando na missão, rompendo as barreiras e confiantes na obra que o Senhor nos con- fiou. Pela fé! É tempo de missões no poder do Espírito Rompendo as barreiras pela Fé Por: Salvador Adão e Juliana Flávia | salvadoradao@hotmail.com 22 Compartilhar sobre meu cha- mado sempre será um assunto que me emociona... Eu trabalhava no departamen- to infantil da igreja de que sou membro e em poucos dias iam inaugurar um curso com a dura- ção de 1 ano, o qual iria abranger várias áreas ministeriais e uma delas era missões. Fiquei empol- gada, pois, já gostava de missões, amava quando havia culto sobre o tema e sempre auxiliava na prepa- ração, além de participar do teatro, da ornamentação e outros para a realização daquele culto especial. Comecei a fazer o curso e, no primeiro dia de aula, o pastor Wagner Bretas disse que a JAMI estava com um projeto chamado CONQUISTA que teria início no mês de julho e tinha como público alvo pessoas que tinham o desejo e o chamado de se preparar para a vida missionária. Alguns dias depois o pastor dis- se que uma pessoa do curso seria escolhida para estudar no CETRA- MI, que ele estaria observando todos e entre os meses de abril e maio iria falar quem seria a pes- soa escolhida. Ele pediu que todos orassem por este motivo. Havia 30 alunos na sala, pensei comigo mesma e falei com uma amiga: - Jamais vamos ser escolhidas den- tre tantas pessoas! Cheguei a casa e disse a Deus em oração que meu coração quei- mava e ardia por missões e pedi que me desse a oportunidade de me preparar melhor se fosse da vontade Dele, mas, no fundo do meu coração, eu tinha dúvida e di- zia que não seria escolhida. Certo dia meu telefone toca e era a secretária da igreja falan- do que o pastor queria conversar comigo e, para minha surpresa, quando cheguei lá recebi a pro- posta para ir para o CONQUISTA com tudo pago pela igreja. Chorei de emoção!! Deus age nas simples coisas. Estudei no CETRAMI durante 1 ano e foi um tempo de aprendiza- do, conhecimento e dependência total de Deus. Tive muitas difi- culdades, mas venci porque Deus estava comigo e me deixei ser tratada e moldada por Ele. Após terminar o Formação Missioná- ria ganhei mais um presente do Senhor. Pude também fazer tam- bém o curso de Aperfeiçoamento em Missão Transcultural. Deus me abençoou de tal maneira que sou grata por todos os detalhes! Aconteceu tudo muito rápido. Terminei o curso e logo vim para o campo missionário onde ainda es- tou, na cidade de Luque, Paraguai. Caí de paraquedas neste país, tive muitas dificuldades no início, não sabia a língua, a cultura é completamente diferente da nos- Conquista Missões sa... Quem diz que é perto e que é tudo igual, está enganado! Quis ir embora logo no início, pois, me sentia um peixe fora d’água. Entretanto, comecei fazer faculdade de Enfermagem o que me ajudou muito a aprender a lín- gua e me adaptar ao país. Foi um desafio enorme para mim, mas venci e agora amo este lugar, amo as pessoas daqui e me identifico muito com elas. Há três anos tenho trabalhado no Centro Cristiano Tupa Renda, um igreja fruto do trabalho mis- sionário da JAMI que tem dado no- vos frutos nesta terra. Assim como fazia em minha igreja no Brasil, aqui trabalho com crianças no Clu- be Oansa (espécie de creche) que atende cerca de 60 crianças ca- rentes da região, além do trabalho com adolescentes, célula e todas as demais coisas que me são pro- postas, e que acrescentam vidas no Reino de Deus. Deus faz coisas que não pode- mos imaginar. Às vezes pensamos que não temos saída e que esta- mos sós, mas Ele vem com seu refrigério e paz e nos abençoa, nos tornamos vitoriosos por meio Dele. Ele é conhecedor de todas as coisas e tem o controle de tudo, não devemos temer. Toda honra e glória a Jesus! Não há coisa melhor do que fa- zer a vontade de Deus! Amo fazer o que faço. Missões está no meu sangue, na minha mente e em todo o meu ser! Por: Rosilaine Freitas | rosilaine102@hotmail.com 23 Você alguma vez já encontrou um povo que ama a sua língua e a sua cultura? Um povo que não gosta de se misturar com outros, casa-se entre eles mes- mos (muitas vezes entre primos e, às vezes, até entre meio irmãos) para conservar a cultura da qual eles se orgulham? Um povo que se acha mais inteligentes, que os seus vizinhos e mais fiéis a Deus do que qual- quer outro povo? E a religião, que é o Islã, que está fundida com a cultura, é assunto sério para homens, mulheres e crianças? Este é o povo Fulani (também chamados Fulbe, Fula, Peulh). Estamos no Senegal, mas o povo com o qual tra- balhamos vive em vários países da África Ocidental e da África Central e tem uma língua em comum: Pulaar. Nossa história com a JAMI e o com o povo Fu- lani começou em 2007 quando visitamos o Senegal e fizemos os primeiros contatos com o povo e, en- tão, inscrevemo-nos para o treinamento do CETRAMI em 2008. Lá na rua Alecrim aprendemos muito so- bre como trabalhar em outros mundos que, às vezes, pensamos que o nosso mundo está de cabeça para baixo. Chegando aqui em 2009 voltamos a ser crian- ças tendo que aprender dois novos idiomas (Francês e Pulaar). Hoje completamos 7 anos nesse país e se- guimos firmes e confiantes. Cremos que o tempo dos Fulani chegou porque o Espírito Santo está nos guian- do no testemunho a cada dia. Nossa família desenvolve projetos e amizades em 15 aldeias e mais 2 aldeias mais longe. Falando a lín- gua do povo, comendo com eles, dormindo na casa deles e recebendo-osem nossa casa. A relação é res- peitosa e, às vezes, pacífica; às vezes, um pouco tensa. Nós trabalhamos integrados em uma equipe da IMB (International Mission Board) da Convenção Ba- tista do Sul. Como equipe o trabalho já tem mais de 15 anos e tem levado alguns Fulani a conhecer e a seguir a Jesus Cristo. Nosso desafio hoje tem sido ajudar um pequeno grupo de crentes em Jesus, es- palhados pelo centro e norte do país, a crescer no Se- nhor e se reunir, levantando líderes. O trabalho consiste também na evangelização do maior número de pessoas possível. Inclusive há mis- sionários que trabalham com os Fulani que emigra- ram para a França e EUA. Em duas dessas aldeias, fomos bem recepcio- nados no princípio. Depois que ficou claro para eles que nós temos uma mensagem de transformação. A aldeia, que pertence a uma casta superior, fechou as portas para nós, enquanto a outra, que é de uma casta inferior e de gente mais pobre, continua aber- ta. A cada atuação nossa, há muito murmúrio para que não nos ouçam. Mas muitos estão ouvindo. Nessa segunda aldeia há um homem chamado Mohamed. Nós perguntamos a Mohamed: “o que você pensa de Jesus agora?” Ele disse: “Jesus é o Filho de Deus, por- que Deus sempre o ouve.” Mas Mohamed está cons- tantemente ouvindo alertas e exortações para que tome cuidado com esses tubabs (termo usado para o estrangeiro ocidental) que vão te desviar da “nossa” religião. Mas ele sempre responde que nós não somos tubabs e somos como eles, falando a língua, respei- tando a cultura e amando as pessoas. Fulani, povo amado por Deus Por: Celso e Andréia | fonseca111@gmail.com CoNExão iGREja & aLDEia Você gosta de desafios? Você quer participar do movi- mento de Deus na propagação do Evangelho? Nossa equipe tem um programa para introduzir sua igre- ja para trabalhar diretamente com uma dessas aldeias. Uma ou um grupo de igrejas locais do Brasil podem ado- tar uma aldeia aqui na África e enviar periodicamente uma equipe para desenvolver um relacionamento de amizade, testemunhando assim do amor de Deus. Para saber mais entre em contato conosco. Você sabe que estamos escrevendo a continuação do livro de Atos do Apóstolos. Até aos confins da Terra e até Ele venha. Comprometer-se com a obra missionária transcultural é ter o privilégio de obedecer ao manda- mento do Senhor Jesus Cristo de fazer discípulos de to- das as nações. Entre em contato: fonseca111@gmail.com 24 Cristo morreu pelos nossos (meus) pecados, “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser grande demais para eu faça por Ele” Carlos T. Studd. Quando entregamos nossas vidas a Deus para servi-LO em tempo integral no campo missionário, re- conhecendo que esta é a vontade dEle, abrimos mão de nossa vida no sentido de viver com a familia pro- genitora ou, pelo menos, perto, em alguns casos; abri- mos mão da vida de relacionamento mais íntimo com nossos amigos que tínhamos antes e com isso senti- mos que os relacionamentos por causa da distância se esfriam um pouco; abrimos mão de nossa terra natal e de tantas outras coisas...mas, como disse Stud “não é um sacrifício grande demais” quando entende- mos que estamos a serviço do Rei dos reis e Senhor dos senhores. E há também uma ordenança bíblica: “Servi ao SENHOR com alegria” Sl 100:2a. Deus não se agrada se o servirmos com coração amarrado, de cara feia, reclamando e tristes. A alegria caracteriza o prazer, e servir ao Senhor é prazer do servo de Deus, do missionário. Se a nossa alegria não está em servir ao Senhor, precisamos reavaliar nossa fé, nossas con- vicções, nosso chamado. Alegria e o prazer têm sido a nossa propulsão para servirmos a Deus em Moçambi- que. A alegria do Senhor é a nossa força. Quando servimos a Deus com inteireza de cora- ção, Ele nos honra e nos presenteia com magníficas bênçãos. E isto nos empurra mais prá frente. Mas se servirmos a Deus em partes, fazermos o que é reto, mas sem inteireza de coração, não seremos verda- deiros servos de Deus. A Bíblia diz que o rei Amazias servia a Deus, fazia o que era reto, mas não com in- teireza de coração e isto fez com que a ira de Deus se acendesse contra ele. O nosso prazer precisa ser em servir a Deus com inteireza de coração e, como o rei Davi, rogar a Deus pedindo-lhe que sonde nosso coração. Sl 139.23. Que Deus veja se há em nós uma não inteireza de coração e guie-nos para que sejamos totalmente entregues a Ele e ao seu serviço, com toda a nossa alma, com todo o nosso ser e com todo nosso entendimento. A seara ainda é muito grande e precisa de ceifei- ros que se coloque diante de Deus, missionários que possam abrir mão de algumas coisas, que entenda que não é um sacrifício grande demais e como Isaías possa dizer: “Eis-me aqui. Envia-me a mim”. Mas isso de todo o coração. VENHA! Miss Maria Pires da Costa Canhozo, membro da II Igreja Batista Nacional de Ipatinga – MG, missionária em Moçambique desde 1996, pela JAMI CBN. Casada com o Pr Simonal Carlos Canhozo. Viver na fé do Filho de Deus Por: Maria Pires da Costa | mariapirescosta@yahoo.com.br “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” Gl 2.20 25 Nesses últimos anos, testemunhamos a maior cri- se migratória desde a segunda guerra mundial. Mui- tos de nós assistimos pela TV, as cenas de corpos de pequenas crianças em contraste com as praias das belas ilhas gregas. O mundo parou por alguns segun- dos para perguntar o que estava acontecendo. Por que os refugiados estão fugindo da Síria? A resposta é uma só: eles estão fugindo de uma guerra sangrenta que já matou mais de 200 mil pessoas e deslocou 11 milhões. A população Síria de 20 milhões de pessoas encontra-se espalhada entre o Líbano (1.3 milhões), Turquia (mais de 1 milhão) e Jordânia (700 mil). Sete milhões de sírios são refugiados dentro de seu próprio país. Além de enfrentarem a crueldade praticada pelo Estado Islâmico e as milícias, estes so- breviventes precisam enfrentar a fome e as doenças. Muitas das suas cidades viraram grandes ruínas sem nenhuma estrutura básica. Os que enfrentam o deserto e o mar e chegam ao continente são recebidos com preconceito devido às constantes ameaças do terrorismo. A maioria deles, no entanto, quer apenas trabalho e uma condição de vida melhor. É certo que depois dos refugiados, a Europa nunca mais será a mesma. A influência desse novo fluxo será experimentada por gerações vindouras. E o pior desta história toda é que esta “crise” não parece ter fim, pois, ela é apenas o sintoma de uma doença que en- quanto não for curada, continuará afetando o mundo e toda a nossa história. Desde 2012 comecei um trabalho de atendimen- to aos refugiados na cidade de Mafraq, fronteira da Jordânia com a Síria. Através do Projeto Mubarak, mais de 200 famílias foram atendidas com cestas básicas, remédios, brinquedos, ajuda financeira para aluguel, tratamento médico e dentário e o mais im- portante de tudo, o amor de Jesus. Todos que foram acompanhadas pelo Projeto ouviram do Evangelho. Algumas foram mais rápidas para perceber que Issa (Jesus) se importava com eles de tal forma que lhes mandou mensageiros do outro lado do mundo para abraçá-los, curá-los, e ajudá-los. Algumas tomaram o primeiro passo junto ao discipulado e nunca mais serão as mesmas. Neste ano retorno ao Oriente com o desafio de ajudar alguns dos 50 mil refugiados alojados na fa- vela de uma grande cidade turca. Ali a necessidade é maior, pois, não há obreiros que falem a língua deles. Por isso, minha ida será tão importante. Esta é a mes- ma cidade de onde milhares chegam e partem todos os dias nos botes lotados. Para muitos destes, o mar é seu destino final. De uma forma muito infeliz, a catástrofe torna-se oportunidade para nós, pois hoje o grupo muçulma- no mais receptivo ao Evangelho são os refugiados da guerra. A dor,o desespero e a desilusão têm aberto a mente e o coração de muitos para entenderem o amor do Senhor. Sonhos e revelações são ainda cons- tantes, mas o que tem feito a diferença é o testemu- nho de Jesus revelado nas ações do dia a dia e nos relacionamentos construídos com eles. É verdade que a cada dia torna-se mais perigoso o trabalho nas fronteiras da guerra e nos territórios em conflito. Notícias de obreiros mortos, seqüestrados ou expatriados são muito comuns. Mas enquanto houver a oportunidade e enquanto o Senhor estiver me cha- mando, o trabalho continuará. Venha comigo através da intercessão e do apoio financeiro. Foi previsto que este ano seria um ano complicado para a economia brasileira, mas o mundo também sofre os efeitos da crise mundial. Se está difícil para nós, imagine para estes que não têm voz, perderam tudo o que tinham e que não são bem-vindos em quase todo o mundo? Refugiados Sírios: Vítimas, Terroristas ou Oportunistas? Por: Raquel Elana Ore por salvação entre os refugiados e pelo Projeto Mubarak, para que nunca falte a provisão e para que o Senhor me guarde em cada passo desta jornada. Para acompanhar diariamente as notícias deste trabalho, cur- ta a página do Projeto Mubarak no facebook: facebook.com/projetomubarak 26 E dizia: O Reino de Deus é as- sim como se um homem lançasse semente à terra, e dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Mc 4:26-27 Guiné Bissau... uma terra de grandes contrastes e desafios, rica em sua cultura, língua, costumes e diversidades! Nesse contexto temos trabalhado desde junho de 2013, cumprindo o chamado do Senhor, que a cada dia nos moti- va a caminhar na obediência e no serviço, sendo instrumentos para aquilo que Deus tem para essa terra. Em junho de 2014, assumi- mos o trabalho na Aldeia de Macó, povo da etnia Pepeu, que vive de maneira precária, simples e da pesca, ”quando o mar está pra peixe”. Ali temos a Igreja Batista Renovada de Macó que até aquele momento estava sem um trabalho efetivo e que precisava ser revita- lizada. Começamos os cultos aos domingos com as crianças, estas sempre presentes! E, aos poucos, os adultos foram se achegando; no início, por curiosidade (o que es- sas “brancas” estão fazendo aqui? “Branco” é como eles chamam os estrangeiros), e depois, à medida que íamos ganhando a confiança e amizade deles. Já temos uma sala de discipulado, com vários jovens e adultos, que estão se preparan- do para o batismo muito em bre- ve. No culto temos a participação desses novos convertidos que já nos ajudam no culto e no trabalho com as crianças. É muito lindo ver o envolvimento deles! Louvamos a Deus que tem nos abençoado com o obreiro nativo Felipe, que está sempre ao nosso lado como tam- bém os novos convertidos Carlito e Dimis que, à medida que crescem na fé, têm entendido o Reino de Deus e o Seu serviço. Desde a primeira vez que es- tivemos em Macó, o Senhor colo- cou amor em nossos corações por esse povo. Desejamos ser bênção para ele e, em oração, pedimos ao Senhor uma estratégia para re- fletir o amor Dele naquele lugar. Conscientes da realidade deles, percebemos a importância da Mis- são Integral para atingi-los com o evangelho de Cristo. Em outubro de 2014 começamos a Escola Cristã VIDA, uma sala de pré-escola com 26 alunos. Um grande desafio! Mas totalmente recompensador poder vê-los lendo, escrevendo e fazen- do contas no fim do ano letivo (2014/2015). E é também motiva- dor, o que nos faz prosseguir mes- mo em meio às lutas e desafios, asseguradas na Palavra do Senhor que nos mandou lançar as semen- tes. Hoje temos duas classes (Pré e 1º ano) com 40 alunos que são ensinadas na Palavra, recebem uma refeição diária, têm assistên- cia nutricional, acesso a material didático e cristão adequado para a formação do seu caráter. Nosso desafio é a Construção da Esco- la Cristã VIDA, pois, ela funciona dentro do templo da Igreja e já em 2016 não temos espaço suficien- te. Precisamos iniciar a construção de 3 salas de aula e uma secre- taria. Já ganhamos o terreno da comunidade, agora falta começar a construir! Algo que nos marcou profundamente foi quando a lide- rança da aldeia se reuniu para nos prestar uma homenagem e nos presentear com panos de Pincha em agradecimento e honra. “Yara e Ana Paula, a presença de vocês aqui mudou nossa vida, nossa al- deia. Hoje somos mais unidos, te- mos esperança, vimos que alguém se preocupa com a gente.” (Carlito, representando a aldeia de Macó). Muitas lágrimas de alegria rola- ram naquele momento, pois tive- mos e temos a certeza de que a graça maravilhosa de Cristo e o seu poder que têm alcançado esse povo e o levado ao conhecimento do nosso Deus. Quando o mar está pra peixe Por: Ana Paula da Hora e Yara Cristina Arantes apcdahora@gmail.com e yaraarantes2012@gmail.com 27 Meu encontro com Deus foi ao onze anos de idade. Sempre fui bem envolvida com os trabalhos na igreja e com a experiência que o Senhor nos concedeu sem- pre que tinha oportunidade falava do grande Amor de Deus para com o homem e poder de transformação daqueles que O aceitam. Senti o desejo de um preparo para a obra do Se- nhor e então iniciei o curso de bacharel em teologia no STEV (Seminário Teológico do Vale) e ao concluir pensei que o Senhor teria um ministério local para mim, continuei com as minhas funções na igreja. Porém o Senhor testificou ao meu coração que o meu chamado não era só para a igreja local e, sim, para o campo seguindo o IDE de Jesus, por meio de um hino da cantora Lauriete que diz assim: Preciso ir É tão grande o amor que invade meu ser Preciso ir Fui escolhida por Deus para a missão cumprir E é por isso que eu vou Em o nome do Senhor Ele prometeu que comigo estaria Seja para onde for Eu irei sem temor Em nome do Senhor. Este hino falou poderosamente ao meu coração e um ardor muito forte foi gerado pelos povos não al- cançados, e assim o Senhor foi, dia a dia, testificando em minha vida, através de sonhos, pela Palavra, por homens e mulheres de Deus que foram usados para falar deste chamado. Algo importante que marcou minha vida foi uma visão que o Senhor me deu quando eu estava mi- nistrando na igreja. Vi um casulo e uma mensagem em grego. Estava muito escuro. A única palavra que deu para definir foi a palavra “Deus”. E em seguida o Senhor num desdobramento da visão me mostrou trabalhando com o povo africano. Em 2005 o Senhor me permitiu ir para o CETRAMI (Junta Administrativa de Missões) fazer o curso de Especialização em Missiologia. Após o curso estive no Paraguai para um estágio de dois meses onde tive minha primeira e grande experiência em outra cul- tura. Só tenho que agradecer a Deus por ter me esco- lhido para esta grande obra . É um privilégio fazer parte da Grande Comissão anunciando o evangelho de Cristo em terras moçambicanas. Meu Encontro com Deus e a Missão Por: Marilza Inocêncio | marilzagv@hotmail.com 28 A obra missionária começa com o Deus trino se movendo em direção ao ser humano com a intenção de, como um pai, estabelecer uma relação entre cria- tura e criador revelando-se de uma forma sobrenatu- ral e compreensível à sua criatura. Ao se mover, Deus estava se revelando para o homem, demostrando Sua graça, amor e grande poder. Fica evidente ainda, no primeiro livro da Bíblia, que Deus é Quem cria, julga, age, escolhe e quem se revela. Sendo Ele único e ver- dadeiro deseja que sua glória seja conhecida nos céus e na terra. a igreja, como aquela que serve a Cristo, o Santo enviado para expiação dos nossos peca- dos, único que nasceu, morreu e ressuscitou dos mortos e nos deu uma ordem de evangelização, precisa ver o mundo na ótica de Deus. Mas o que seria ver o mundo na ótica de Deus? Não é nada mais, nada menos do que olhar e ver com os olhos de Jesus. ...Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas por- que estavam aflitas e exaustas como ovelhasque não têm pastor (Mt.9.36). Jesus viu uma multidão perdida, sem salvação, sem entendimento da salvação, como muitos do mundo atual. Diante do panorama mun- dial vale lembrar que, na sua tarefa, a igreja precisa cumprir o que está escrito em Mateus 5.13-16, onde Jesus diz aos discípulos que eles seriam aqueles que deveriam brilhar a luz de Cristo ao mundo. Ele disse: Vós sois a luz do mundo. Desde que entrei de vez na obra Missionária trans- cultural, sempre procurei levar Jesus ao que não O conhece; muitas vezes falando, muitas vezes ajudan- do por meio das habilidades que Deus me deu e tem abençoado. Vendo como Deus abre portas, já passei aproximadamente oito anos servindo ao Senhor en- tre povos não alcançados e de difícil acesso para pre- gação do Evangelho. Minha primeira experiência foi em Cabo Verde, um país aberto para o evangelho, localizado na África Ocidental e que, no entanto, não possui 5% de sua população servindo ao Senhor. Ali em um trabalho em equipe, plantamos igreja, batizamos e pelejamos du- ramente para que Cristo fosse formado neles. Durante o tempo em Cabo Verde entendi que pre- cisaria preparar-me melhor para entrar em países fe- chados para o Evangelho. Por esta razão, depois do tempo em Cabo Verde, voltei ao Brasil onde fiquei por sete anos, período em que graduei-me em Bacha- rel em Teologia, Bacharel em Enfermagem, e fiz uma Pós-graduação em Missiologia , e comecei meu pro- cesso de estudo de outros idiomas (espanhol e inglês) para que pudesse servir melhor. Ao final destes sete anos tive o privilégio de ir para Marrocos, um país extremamente amado por mim e que é um dos fechados para o Evangelho e onde é proibido pregar outra religião que não seja o Islã. Ser cristão e assumir-se cristão representa o risco iminente de prisão, deportação, podendo chegar até mesmo ao martírio. Minha entrada ali só foi pos- sível por duas razões: a primeira, Deus foi Quem me chamou e capacitou para estar ali e a segunda, por- que durante estes sete anos, preparei- me profissio- A Missão de Deus entre as Nações Por: Denilson Louzada | desnilsonshallom25@hotmail.com 29 mata rápido e que precisa de uma resposta imediata para evitar a morte destas pessoas. Trabalhar em contexto de extrema pobreza e miséria, precárias condições e necessidades desesperadoras não é nada fácil. Mas é nesse contexto que podemos levar o so- corro e a misericórdia para que os que sofrem pos- sam experimentar a bondade e amor de Deus. Durante estes oito anos de vida transcultural, em diferentes lugares, vejo o quanto Deus tem sido bom e gracioso. Apesar dos riscos das guerras e das epide- mias, existe a certeza de que o cuidado de Deus está sempre presente onde quer que estejamos. Todas as minhas idas e vindas foram marcadas e dirigidas por Deus que sempre guarda nossa en- trada e nossa saída. Sou tão feliz e realizado nesta caminhada, que me alegro grandemente por ver o quanto Deus tem caprichado e me levado para onde realmente precisa, fazendo algo que realmente é re- levante e exaltando quem realmente merece honra e glória. Quero desafiá-lo, leitor, a consagrar sua vida intei- ramente a Deus, a dedicar o que você tem (ou pensa ter porque tudo pertence a Ele) e a investir seu tem- po e talentos em algo que produz frutos para a vida eterna. Que o texto de João 15.15-16 “Não fostes vós que escolhestes a Mim, mas Eu vos escolhi a vós e vos nomeei para que vades e deis frutos e vosso fruto permaneça” possa desafiá-lo a viver como um esco- lhido e comissionado por Deus nessa terra. nalmente e assim pude ter um contrato de trabalho voluntário e servir ao Senhor entre os muçulmanos deste país. Também ali estudei árabe para alcançar o povo e fiz mais uma Pós-graduação em Saúde Mental para servir melhor. Ao final de três anos saí de Marro- cos e fui em seguida para o Sudão do Sul. No Sudão do Sul, trabalhei por quase um ano servindo em um campo de refugiados onde seria im- possível entrar ou permanecer se não fosse o fato de Deus ter aberto portas e usado as habilidades que me Ele deu e que são, na verdade, Dele e para Ele. Ali vivi muitos desafios, riscos ocasionados pela guerra, pelas epidemias presentes e pelos animais silvestres como serpentes e outros. A cena diária não era fácil, mas Deus estava ali capacitando - me para conviver com aquelas pessoas vítimas de guerra, epidemias e fome , ajudando-me a refletir o amor dEle através da minha vida e serviço. Após terminar meu tempo no Sudão do Sul, foi a vez da Índia. Nunca planejei trabalhar na Índia, mas Deus es- colheu-me para passar nove meses no segundo país mais populoso do mundo que em sua grande maioria de 82% segue o hinduísmo, mas que precisa de sal- vação como qualquer outro país. Ali servi ao Senhor acessando, por meio de uma clínica de saúde móvel, povos no interior da floresta de uma área controlada por grupos contrários ao governo e que, portanto, não possuem acesso a cuidados de saúde. Tive também a oportunidade de conhecer uma Igreja Indígena lo- cal e um orfanato cuidado e mantido por um Pastor nacional. Depois da Índia foi a vez da Ucrânia e Mo- çambique. Na Ucrânia trabalhei também em clínica móvel, acessando os vitimados pela guerra com a Rússia e um grupo rebelde. Trabalho tão desafiador quanto nos países já mencionados e que, pela graça de Deus, consegui realizar a revelando o amor e cuidado de Deus para os ucranianos. Em Moçambique trabalhei em um projeto para tratamento de vítimas de cólera, uma doença que 30 ÁfRiCa ANGOLA Salvador Adão e Juliana Ferreira salvadoradao@hotmail.com GUINÉ - BISSAU Ana Paula Carvalho da Hora apcdahora@gmail.com Yara Cristina Arantes yaraarantes2012@gmail.com Herbert e Desiré Lucas herbertdesireenata@gmail.com MOÇAMBIQUE Lízias Cabral e Alessandra liziasfilho@hotmail.com Maria do Carmo Cruz missionariacarminha@hotmail.com Marilza Inocêncio marilzagv@hotmail.com Simonal e Maria Pires da Costa mariapirescosta@yahoo.com.br SENEGAL Celso e Andréia Fonseca fonseca111@gmail.com Henrique e Rose Adas hadas.senegal@gmail.com Moisés Suriba e Márcia msuriba@hotmail.com aMÉRiCa BRASIL Antonio Coelho e Lidinólia arganazi@gmail.com Denilson Louzada denilsonshallom25@hotmail.com Diuvan Zimoski e Camila Costa yumebr@gmail.com Dr. João Marcos de Sousa jcardososousa@gmail.com Evane Lima evanesoares@gmail.com Miss. Cecília Carvalho ceciliacncarvalho@gmail.com Pr. Ronald Carvalho pr.carvalho56@gmail.com Amazônia Apalaí Josinete Barbosa josioliveiraap@gmail.com Parakanã Gino e Tate Silva ginotate@hotmail.com Tukano Edmilson e Avaneide Sampaio ESTADOS UNIDOS Aurélio e Helena Corrêa avicorrea@hotmail.com Simonal e Marta Lima simonallima@hotmail.com BOLÍVIA Johny Amorim johnyamorim@yahoo.com.br PARAGUAI Rosilaine Farias rosytafreitas1992@gmail.com PERU João Paulo Amorim e Mayanna paulinhoamorim6@yahoo.com.br José Fernando Barbosa e Milagros prfernandobarbosa@hotmail.com Joselito Santos e Zoila Rios prjoselito@yahoo.com.br Obed e Thatiane Moreno oscarmikegolf@hotmail.com Vanessa Nunes nessanunes16@hotmail.com VENEZUELA José Cláudio e Marlene ferreira.joseclaudio@gmail.com CONTATO DOS NOSSOS MiSSioNÁRioS MiSSioNÁRioS aUTÓCToNES 31 ALBÂNIA Edmond Paluca ANGOLA Domingos Manuel domingosmanuel.manuel@yahoo.com Faustino Rubens José Pedro Simão Sebastião przezinhoejoana@yahoo.com.br BOLÍVIA Luís Mendonza Farell lucho_398@hotmail.com Ronald Vaca Galicia ronaldycarmen@hotmail.com Ramiro Garcia / Raul Casa Nova ÍNDIA Michael Hycine Fernades mikerxt@redffimail.com Steven Dora stevendora@rediffimail.com MOÇAMBIQUE Cândido Paunde Tundumula pr.paunde@yahoo.com PARAGUAI Rumildo B. 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