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1 
APOSTILA 
DE 
ORIENTAÇÃO 
 
AREAS DA FISIOTERAPIA 
 
 
 
 
 
2 
Por, Bianca C. Almeida. Acadêmica de Fisioterapia 
 
Sumário 
TRAUMATO ORTOPEDICA .............................................................................................................. 2 
 
SAUDE DA MULHER ..................................................................................................................... 65 
 
ONCOLOGIA.........................................................................................................................................193 
 
SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE............................................................................................131 
 
SAUDE DO IDOSO................................................................................................................................191 
 
RESPIRATÓRIA.....................................................................................................................................209 
 
CARDIOLOGIA......................................................................................................................................263 
 
NEUROLOGIA ADULTO........................................................................................................................283 
 
NEUROLOGIA INFANTIL.......................................................................................................................320 
 TRAUMATO ORTOPÉDICA 
 
Fraturas 
“É a perda total ou parcial da continuidade de um osso com ou sem lesão de partes moles” 
(Adams, 1976; Gould, 1993). 
 
 
3 
 Etiologias: 
 Sobrecarga (inclinação) 
 Trauma (direto ou indireto) 
 Fadiga ou estresse 
 Patológica 
 
 Fratura quanto ao estado da pele: 
 Fechada: quando não há rompimento da pele 
 Aberta (exposta): há rompimento da pele e tecidos 
 
 Localização das fraturas: 
 Proximal 
 Distal 
 Médio 
 Cólo 
 Supracondiliana e Subtrocantérica: 
 
 
 
 
4 
 
 
 Sinais Clínicos: 
 
 Subjetivos: 
 Dor (posição antálgica) 
 Incapacidade funcional 
 
 Objetivos: 
 Edema 
 Deformidade 
 Mobilidade local 
 Crepitação 
 
 
5 
 
 Investigações Adicionais: 
 Ferimento externo (c/ ou s/ comunicação) 
 Lesão circulatória e/ou nervosa 
 Lesão muscular e/ou tendínea 
 
Estágios de Consolidação da Fratura (Conforme descrição de Cruess e Dumont) são: 
(1) Fase inflamatória (2) Fase reparativa, (3) Fase de remodelamento. 
 
1- Fase Inflamatória: Hematoma e coágulo, necrose celular 
2- Proliferação periosteal e endosteal: Alta atividade fibroblástica e diferenciação em 
osteoblastos e condroblastos 
2- Estágio de Calo ósseo (calo mole): Invasão vascular, tecido fibrocartilaginoso, 
calcificação progressiva 
Estágio de Consolidação (calo duro): Alta atividade Osteoblástica e mineralização, 
consolidação clínica e radiográfica 
3- Estágio de Remodelação: Atividade osteoclástica e remoção óssea 
 
Tempo de Consolidação (Não há regras rígidas): 
 Fatores de influência: 
 Aspecto mecânico = estabilidade 
 Aspecto biológico = vascularização 
 Clavícula em recém-nascido = consolidada em 2 a 3 semanas, 
 Tíbia tratada com gesso = de 2 a 3 meses para consolidar; 
 Fêmur exposta com múltiplos fragmentos = 6 a 8 meses para consolidar, mesmo sob 
tratamento cirúrgico. 
Variáveis locais: 
 Intensidade do trauma, 
 Grau de perda óssea e tec. Moles, 
 Tipo de osso comprometido, 
 
 
6 
 Tipo de imobilização, 
 Fratura intra-articular e Malignidade local. 
Variáveis sistêmicas: 
 Idade, Estado geral, Exercícios físicos, Solicitação mecânica e Influência hormonal. 
Complicações: 
 Infecção 
 Osteomielite 
 Necrose avascular 
 Pseudoartrose 
 Consolidação viciosa 
 Desvios angulares do membro/ Deformidades 
Tratamento Ortopédico 
 Fratura fechada ≠ Fratura exposta 
 Com desvio ≠ Sem desvio 
 Estável ≠ Instável 
 Redução anatômica 
 Estabilidade 
 Preservação do suprimento sanguíneo 
 Mobilização precoce ativa e carga no membro indolor 
Redução: fechada (incruenta) ou aberta (cirúrgica) 
Imobilização das fraturas: 
 Redução por manipulação: Utilizado nas fraturas comuns, 
 Traço de fratura; 
 Evitar o deslocamento dos fragmentos em todos os seus ângulos; 
 Evitar movimentos indesejáveis durante a consolidação óssea; 
 Alívio de dor 
Imobilização de fraturas fechadas: 
 Redução cirúrgica: 
 Falha da redução por manipulação e por tração mecânica; 
 Necessidade de incisão cirúrgica; 
 Reparo dos fragmentos ósseos; 
 
 
7 
 
 Métodos de imobilização: 
● Gesso; 
● talas gessadas; 
● Suportes 
● tala de Thomas; 
 Colares cervicais 
 Imobilizações por tração contínua: 
 Entalação com suporte; 
 Férula de Thomas; 
 Férula de Braun; 
 Tração de Bryant utilizada em crianças e fraturas de vertebras cervicais 
 
 Trações: Cutâneas ou Esqueléticas 
Aplicação de uma força sobre parte do corpo para: Minimizar espasmos musculares; Reduzir, 
alinhar e imobilizar fraturas; Reduzir deformidades; Aumentar os espaços entre as superfícies 
da fratura. 
Imobilização por Fixação Interna: 
 Impossibilidade em manter uma posição aceitável somente com imobilizações 
gessadas; 
 Garantia de uma redução adequada dos fragmentos da fratura; 
 Interrupção do tratamento com outras lesões graves na cabeça, abdome, tórax; 
Metais Resistentes para Fixação Interna – Osteossintese: 
 Aço inoxidável: Cromo, níquel e molibdênio: baixo custo, maior resistência; Maior 
rigidez em relação a elasticidade do osso cortical; 
 Liga não ferrosa: Cromo, cobalto e molibdênio, utilizada em todas aplicações exceto 
fios circunferenciais; 
 Titânio: Flexível, menos rígidos, resistentes à fadiga mas possui custo alto 
 Internas: - Inter fragmentar, - de suporte, - tutores 
 Externas: - fixadores externos 
 
 
 
8 
 Osteossintese Internas: 
 Inter fragmentares: 
 De suporte 
 Tutores 
 
 Métodos de fixação interna: 
 Enxerto ósseo com parafusos 
 Placas com parafusos 
 Hastes intramedular 
 Placa de compressão com parafusos 
 Fios metálicos circunferenciais 
 Parafusos de transfixação 
 
 Imobilização por fixação externa: trata-se de ancoragem rígida dos fragmentos 
ósseos com incisão de metais e pinos fixados nos fragmentos proximais e distais do 
osso fraturado. 
 Método Ilizarov: 
 
Reabilitação 
Consolidação da Fratura (Lei de Wolff -1892): “Ossos respondem dinamicamente a presença 
ou ausência de tensão com mudanças de tamanho, forma e densidade”. Efeito Piezelétrico: 
Energia mecânica → Atividade elétrica Consequências da Doença de Fratura e do Imobilismo: 
 Inflamação (edema e dor) 
 Atrofia e encurtamentos musculares 
 Contraturas teciduais e rigidez articular 
 Perda da função local 
Cuidados: 
 Sobrecarga na parte distal ao local de fratura 
 Tempo para carga no membro 
 Presença de osteossintese. 
 
 
 
9 
Objetivos e Condutas: 
 Analgesia 
 Ganho de Flexibilidade e ADM 
 Ganho de FM 
 Reeducação funcional e proprioceptiva 
 Recondicionamento cardiovascular e respiratório 
Resultados Finais: 
 Remodelação Óssea 
 Cicatrização 
 Sintomatologia 
 Funcionalidade 
 
HÉRNIA DE DISCO 
Processo de protrusão do núcleo pulposo do disco intervertebral através de rupturas em suas 
fibras cartilaginosas, podendo causar compressão das raízes nervosas no canal vertebral ou 
gerar processos inflamatórios das estruturas nervosas. 
Incidência: 
 Entre 30 e 50 anos de idade 
 Predomínio do sexo masculino 
 Região lombar, 90% dos casos Bigos (1995), L4-L5 e L5-S1 
 Região cervical (C5-C6 eC6-C7) 
Causas: 
 Traumatismos 
 Degeneração discal 
 Obesidade 
 Flacidez muscular 
A hérnia lombar ocorre devido ao excesso de carga que a coluna suporta. O disco lombar 
suporta cargas acima de 250 Kg num homem de 70kg sentado, perdendo, com o passar do 
tempo, seu poder de hidrofílica, tornando-se menos hidratado e vulnerável à ruptura do seu 
anel fibroso. 
 
 
10 
Etiopatogenia: Disco Intervertebral → jovem 88% de H2O e adultos = 66% → Ruptura das 
fibras concêntricas do anel / deslocamento do núcleo → Protrusão ou extrusão → Agressão 
química ou mecânica nas raízes nervosas → Dor, contratura e limitação das adm. 
 
Estágios da Lesão: 
Protrusão: abaulamento ou saliência do disco 
Prolapso: anéis sofrem fissuras, o núcleo se desloca e o LLP continua íntegro 
Extrusão: anéis se rompem, o núcleo extravasa e ocorre ruptura do LLP 
Sequestro: conteúdo do núcleo pulposo migra para dentro do canal vertebral 
 
 Sinais Clínicos: 
 Lombalgia, lombociatalgia 
 Contratura 
 Parestesia 
 Alteração de reflexos (mais comum hiporreflexia) 
 Paresia 
 Sd. Da cauda equina (urgência cirúrgica) 
 Sentado > Pé > Decúbito 
 
 
11 
 
Testes Especiais: 
 Lasègue à 30º 
 Teste da perna retificada 
 Valsava 
 Milgram 
 
Exames de imagem: 
 RX em PA – perfil e oblíquas 
 Ressonância nuclear magnética ou CT 
 Mielografia (radiografia contrastada) 
 ENM 
 
Tratamento Conservador: 
 Insistir por 6 a 8 semanas, antes de pensar em tratamento cirúrgico, 
 Na fase aguda recomenda-se repouso, que deve ser absoluto apenas nos dois 
primeiros dias, pois após esse período, passa a levar a perda de massa óssea e 
muscular, 
 Ainh + Analgésico 
 Bloqueio anestésico 
 Posicionamento 
 Fisioterapia 
 
 
12 
 Reeducação e mudanças de hábitos 
 
Reabilitação 
Fisioterapia / Objetivos de Tratamento: 
 Analgesia 
 Relaxamento muscular e Descompressão vertebral 
 Ganho de flexibilidade 
 Ganho de força muscular (estabilidade) 
 Educação do paciente 
 Recuperação ou adaptação funcional 
Condutas / ETFterapia 
Controlar inflamação: 
 U.S. Pulsado - 1Mhz 100hz – 20% - 1,0 w/cm2 
 Contínuo - 1Mhz 
 LASER – ArGa – 3-4J/cm2 
 OCP - Coplanar - 125-400 Hz – 20 min. 
Analgesia: 
 Tens convencional: F: 50 – 150Hz, T: 40 - 75 µseg / Estimulação sensorial T: 35 min. 
CIV – 4KHz, AMF:120-150, 90-120, 30-90 
 ΔF: 60% da AMF 
 Slope: 6/6 1/5/1 1/1 
 Bi ou Tetrapolar 
 T: 25 – 30 min. 
 
Condutas / Estabilidade 
 Recuperar estabilidade - treino proprioceptivo: 
 Paciente sentado, realizar deslocamentos: 
 Evolução: bipodal → Unipodal, 
 Base estável → instável 
 Olhos abertos → vendados 
 
 
13 
 
Condutas / Ganho de ADM 
 Mobilização lombar (pompage); 
 Deslizamento vertebral anteroposterior; 
 Dedilhamento muscular na região 
 Alongamento passivo de Paravertebrais, I.T., Glúteo, Tríceps Sural – técnica de 
“contrair-relaxar” em 5s, 3x 30s – decúbito ventral ou sentado 
 Evolução: alongamento ativo de Paravertebrais, I.T., Glúteo, Tríceps Sural, 3 a 5x 30s 
– em pé, com auxílio do espaldar. 
 
 
 
ESPONDILÓLISE E ESPONDILOLISTESE 
 
Espondilólise: 
 Fratura do “pars articularis” 
 2 a 10 % população 
 
 
14 
 25 % casos são assintomáticos 
 90 % L5 e em homens ativos e atletas 
 Etiologia: Má formação, Estresse, Espondilolistese 
Espondilolistese 
Deslizamento anterior de uma vértebra sobre a outra, sendo mais comum da 5ª vértebra 
lombar sobre o sacro. 
Incidência: 
 3-6% na população em geral 
 A prevalência é maior nos adolescentes com doença de Scheuermann, atletas e 
ginastas (até 12%), e jovens do sexo feminino 
 O risco da Espondilólise progredir para uma Espondilolistese é de cerca de 4-5%, e 
esta é mais comum entre as vértebras L4-L5 e L5-S1. 
 
Classificação das Espondilolistese - Wiltse, Newman e Macnab: 
1) Displásica: Malformação congênita do sacro ou do arco vertebral de L5. 
2) Ístmica: Em que ocorre fratura por stress (pode ser aguda) e/ou alongamento da “pars 
interarticulares”. 
3) Degenerativa: Sem fratura da pars, ocorre listese com arco vertebral integro. 
4) Traumática: Fratura do arco vertebral (excluindo a fratura da “pars” que caracteriza a 
espondilolistese ístmica). 
5) Patológica: Metástases, tumores ou Doenças ósseas- Paget's, Osteopetrosis. 
6) Iatrogênica: produzida por instabilidade criada após cirurgia. Wiltse LL, Newman PH, 
Macnab I. "Classification of spondylolysis and spondylolisthesis." Clin Orthop Relat Res. 1976 
Jun;(117):23-9 
 
Exame Físico: 
 Lordose lombar excessiva 
 Isquiostibiais tensos e espasticos 
 Movimento de elevação da perna reta é limitado 
 Musc. Paravertebrais apresentam espasmo 
 
 
15 
 Teste Goldthwaite positivo 
 Sensibilidade a palpação L5-S1 
 Marcha com caminhar oscilante e passos curtos (Phalen-Dickson) 
 Reflexos e sensibilidade 
 Espondilolistese grave cifose aumentada e inclinação da pelve para frente 
 
Sinal de Goldthwait: 
 Avaliação para entorse da Art. SI x patologia da coluna LS. 
 Decúbito dorsal. 
 Elevar perna afetada 
 Uma das mãos do examinador está embaixo da parte lombar da coluna vertebral. 
 Repete do outro lado. 
 Positivo: se a perna não afetada puder ser elevada mais alto do que a perna afetada: 
SI. 
 
Sintomas: 
 
 Dor Lombar, nas coxas e nádegas 
 
 Dores nas pernas ao caminhar 
 
 Espasmo muscular com encurtamento dos músculos posteriores 
 
 Danos neurológicos podem ocorrer como resultado da pressão nas raízes nervosas, 
com possível ciatalgia e parestesia 
 
 Perda de força e coordenação dos movimentos 
 
 Incapacidade parcial ou total para andar 
Diagnóstico por Imagem: 
 Radiografias AP, Perfil e Oblíquas 
 Espondilólise unilateral 20 a 25% 
 Defeito da pars interarticulares – terrier escocês 
Graduação da Listese: Sistema de Meyerding (Grau de escorregamento): de acordo com a 
posição da vert. sup. em relação à vert. inf. (p/ avaliar a evolução do escorregamento) 
 
 
16 
 I – 0 a 25% 
II – 25 a 50% 
III – 50 a 75% 
IV – 75 a 100% 
Ângulo da Listese: Representa o grau de inclinação anterior do Vº corpo lombar em relação 
ao Iº do sacro. Traçar uma linha perpendicular à superfície posterior do corpo da 1a vértebra 
sacral e uma outra linha paralela à superfície inferior do corpo da quinta vértebra lombar. 
Quanto maior o ângulo formado, maior é o potencial de progressão para o deslizamento. 
Tratamento da Espondilolistese 
 Identificar se é uma Espondilólise ou uma espondilolistese 
 Tipo e o grau de deslizamento 
 Deslocamento estático e estável ou progressivo e instável 
 Se é assintomático ou não 
Tratamento conservador 
 Medicações (Anti-inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc.) 
 Fisioterapia 
 Acupuntura 
 Reabilitação Muscular 
 Colete estabilizador 
Tratamento até grau 2: 
 Repouso, evitando movimentos como o de, flexão do tronco com os joelhos 
estendidos e todos os esportes, 
 Medicamentos anti-inflamatórios para controlar a infecção e diminuir a dor, 
 Uma infiltração com corticosteroides pode ser aplicada por um ortopedista, sobretudo 
se o paciente apresentar dor pela perna ou dormência. 
 Poderá ser usada uma cinta de suporte lombar para evitar o movimento excessivo 
entre as vértebras. Devendo ser retirada como alívio da dor, 
 Exercícios de correção postural, e fortalecimento dos músculos abdominais 
profundos para promover a estabilização da coluna vertebral e a redução da dor, 
 Exercício na bicicleta ergométrica pode ser benéfico, pois promove a flexão da 
coluna, evitando uma lordose exagerada, e não implica impactos sobre a coluna, 
como a corrida ou desportos de contato. 
Exercícios Terapêuticos: 
 Ventral, apoiar-se nos cotovelos.Manter-se por 30’ a 90’. Retorne lentamente à 
posição inicial. Repetir 2 a 4 vezes. 
 
 
17 
 Dorsal, joelhos fletidos e os braços ao longo do corpo. Rode ambas as pernas para 
os lados. Repita entre 8 a 12 vezes. 
 Fortalecimento do transverso do abdómen: Dorsal, elástico à volta da cintura. 
Pressionar o fundo das costas contra o chão e tentar diminuir o diâmetro da cintura. 
Manter a contração por 8’. Retorne lentamente à posição inicial. Repita entre 8 e 12 
vezes. 
 Enriste Pélvico: Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e os pés apoiados 
no chão. Contrair os músculos abdominais e encostar a coluna no chão. Manter a 
posição por 5 segundos e relaxar. Repetir 10 vezes e fazer 3 séries. 
 Bicho Morto: Contrair os músculos abdominais e pressionar a lombar contra o solo. 
Levantar uma perna, a alguns centímetros do solo. Manter por 5 segundos e então 
relaxar. Fazer com a outra perna. Alternar as pernas e fazer 5 repetições com cada 
uma e depois relaxar os músculos abdominais. Fazer 3 séries. 
 Enrolamento Parcial: Deitar em DD, joelhos fletidos e pés apoiados no chão. 
Colocar as mãos atrás da cabeça, mantendo os cotovelos para cima. Lentamente 
levantar os ombros e cabeça do chão, contraindo os abdominais. Manter a posição 
por 3 segundos, repetindo 10 vezes. Progressivamente, fazer 3 séries. 
 De Quatro e Sentar no Calcanhar: Ficar em posição de quatro apoios e a CV ereta. 
Colocar o peso na parte de trás do corpo e sentar sobre os calcanhares. Manter a 
posição por 6 segundos e retornar à posição inicial. Fazer 10 vezes. 
 
 Rotação do Quadril de Bruços: Deitado no solo sobre o abdômen, dobrar os joelhos 
para que as coxas apoiem no chão e a canela fique perpendicular ao solo. Manter os 
joelhos e os ombros separados pela mesma distância. Cruzar as pernas uma sobre a 
outra o máximo que puder. Manter os joelhos no solo, descruzar as canelas e 
separá-las o máximo que puder também. Manter por 2 segundos e repetir de 10 a 20 
vezes. Quando esse exercício estiver fácil, adicione pesos aos calcanhares. 
 
 
Estudo de Caso: 
 Diatermia por ondas curtas e corrente interferencial, 
 Alongamento de isquiostibiais, 
 MAP para melhorar a mobilidade pélvica a anteroversão, 
Exercícios de fortalecimento de tronco. 
Foram realizadas 12 sessões, diárias de 50 minutos: 
1) Analgesia com OCC durante 10 minutos; 
2) Alongamento passivo de IQT, paravertebrais e tríceps sural; 
3) Três séries de 20 repetições de exercícios abdominais; 
4) FM de tronco e paravertebral em pé, gatas e bola suíça, com contração posterior e 
abdominal em retroversão da pelve, realizadas em 3 séries de 20 segundos; 
5) Corrente Interferencial para dor aguda: AMF de 120Hz e (f de 60Hz por 15 min no modo 
Auto tetra. 
 
 
18 
 Redução da dor em nível 7 inicial para 0 na última sessão, de acordo com a Escala 
Analógica da Dor (O'Sullivan, 1993), 
 Com relação a força muscular a paciente, após a última sessão apresentou Grau 5 
na musculatura abdominal e Grau 5 na musculatura paravertebral. 
Tratamento dos graus 3 e 4: 
 Quando o deslizamento é maior que 50% e os sintomas neurológicos afetam a 
qualidade de vida, a cirurgia será o tratamento mais adequado. 
Indicação: 
 Dor e déficit neurológico que leva a incapacidade, apesar do tratamento conservador 
 Deslizamento maior 50% - com marcha anormal, espasmos dos isquiostibiais e 
deformidade postural 
 Sintomas de cauda equina (urgência) 
 
ESPONDILOARTROSE 
É uma Degeneração da cartilagem articular: Art. Interapofisárias, estenose Idade: > 60 anos 
(85%) 
 
Sinais clínicos: Dor, Rigidez matinal, ↓ ADM, crepitação 
 Comprometimento nervoso: Dor, Parestesias, Fraqueza muscular 
Comprometimento vascular: A. vertebral 
 Espasmos musculares 
 Cefaleia cervicogênica 
Sinais Radiológicos: Reação osteofitária, Diminuição do espaço intervertebral, Diminuição 
do forame intervertebral, Alteração da curvatura vertebral 
 
 Diagnóstico ≠ Artrite reumatoide e Espondilite anquilosante 
 Exames laboratoriais 
 Testes especiais: Spurling (cervical) e Lasègue 
 
SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO 
 3 a 80 / 1000 habitantes - ♀ 20 a 50 anos 
 Espaço anatômico: 
 
ETIOLOGIA: 
 
 
19 
 Costela cervical no segmento C7 
 Alterações no primeiro arco costal 
 Músculo subclavicular 
 Músculos escalenos anterior e médio 
 MANOBRA DE ADSON 
 
LESÕES TRAUMÁTICAS EM OMBRO 
Luxações em ombro: “É a perda da relação anatômica entre a glenóide e a cabeça do úmero”. 
Incidência: 
 45% de todas as luxações 
 84% glenoumerais anteriores 
 12% acromioclaviculares 
 2,5% esterno claviculares 
 1,5% glenoumerais posteriores (falso negativo 60%) 
 
Classificação: 
 Grau: Luxação; Subluxação 
 Cronologia: Congênita; Aguda; Crônica; 
 Fator ocasional: Traumática X atraumática 
 Direção: Anterior; Posterior; Inferior; Superior 
 
Tipos de luxação: 
 
Mecanismo de lesão anterior: Abdução, extensão e rotação externa. 
 
 
 
 
20 
Mecanismo de lesão posterior: Trauma direto na região anterior, convulsão e choque 
elétrico. 
 
Mecanismo de lesão inferior: Hiperabdução 
 
Recorrência das luxações: 
 60 a 95% em indivíduos abaixo dos 20 anos 
 15 a 40% em indivíduos entre 20 e 40 anos 
 10 a 15% em indivíduos acima dos 40 anos 
 A maioria ocorre dentro de 2 anos após o 1° episódio 
Diagnóstico Diferencial: Fraturas, Rupturas maciças do manguito, Contusão. 
Estruturas em risco: 
 Neurológicas (8 a 35%): Nervo axilar / Plexo braquial 
 Vasculares: Veia axilar / Artéria axilar e seus ramos 
Exame Físico: 
 Sinal da dragona 
 Proeminência do acrômio e um “vazio” logo abaixo 
 Exame vascular (ppl a. radial e teste de Allen) 
 Exame neurológico (n. axilar, mct, radial, med., ulnar) 
 
 
 
21 
Avaliação Radiológica: 
 Incidência AP: 
 Incidência plano Escapular (Y): 
 
Lesões Anatômicas associadas: 
Lesão de Bankart: É a desinserção da porção anterior da cápsula articular e do labrum junto 
ao rebordo da glenóide. 
 Luxações anteriores 
 Em 85% das redicivantes 
 Bankart invertido 
Lesão de Hill Sachs: É o afundamento do osso cortical da porção póstero-lateral da cabeça 
umeral. 
 Luxação anterior 
 Relação direta com recidiva 
 Harold Hill; Maurice Sachs 
Slap Lesion: É a lesão anterior ou posterior do labrum superior acompanhado ou não do cabo 
longo do bíceps na sua origem. 
 Dor mal localizada 
 Instabilidade 
 RNM/Artroscopia 
 Bankart 
Fraturas: 
 Rebordo anterior/ posterior glenóide 
 Na grande tuberosidade 
Lesão do manguito rotador: (principalmente acima de 40 anos) 
Lesão Neurovascular: Anteriores ou Posteriores, A. Axilar, N. Axilar (Neuropraxia; 
axonotmese; neurotmese). 
Tratamento Ortopédico: 
‘As luxações agudas do ombro devem ser reduzidas tão rápida e delicadamente quanto 
possível’ (Charles A. Rockwood).” 
 
 
22 
I. Exame ortopédico, neurológico e vascular 
II. Radiografias pré-redução 
III. Medicações 
IV. Redução 
V. Imobilização 
VI. Radiografias pós redução 
Tratamento pós redução: 
 Imobilização 
 Extensão do cotovelo várias vezes ao dia 
 Até 30 anos nas 3 semanas iniciais -RE 30 °/ flexão 90 ° Após RE 40 ° e flexão 90 °: 
 Reabilitar a força muscular: subescapular e infra espinhal, usando theraband, pesos e 
natação 
 
 
 
 
 
23 
Reabilitação do Ombro 
 Objetivos: 
 Aliviar os sinais inflamatórios (dor, edema e sinovite) 
 Readquirir a ADM normal 
 Melhorar a força muscular 
 Recuperar a função do manguito rotador 
 Recuperar a Propriocepção (paciente imobilizado) 
 
Fase Inflamatória: 
 Repouso com tipóia (2 no máximo 3 semanas) 
 Crioterapia 
 Eletroterapia: Corrente Interferencial Vetorial, Ondas Curtas Pulsado e LASER AsGa 
 Corrente Interferencial Vetorial: 
 Redução da dor 
 Redução da liberaçãode mediadores químicos 
 Redução do edema 
 Relaxamento muscular 
 Melhora da circulação 
 Freq.: 4 KHz 
 AMF: 120-150 Hz 
 Delta F: 60-80 Hz 
 Slope: 6:6 
 Modo Tetrapolar 
 Ondas Curtas Pulsado: 
 Freq. de pulso: 95-125 Hz 
 Melhora da circulação 
 Drenagem de edema e hematoma 
 Alívio da dor 
 Normalização do Ph 
 Aumento da atividade proprioceptiva 
 
 
 
24 
Laser AsGa: 
 Produção de Cortisol 
 Degradação de fosfolipídios e produção de ácido araquidônico 
 Aumento da microcirculação 
Dose: 
 10-30 mJ 
 1,5 cm 
 (1-3 J/cm2) 
 
Fases de Proliferação e Produção: 
 Retirada da tipóia (14 – 21 dias) 
 Mobilização intra-articular (oscilação, tração e deslizamento) 
 Evitar abdução e flexão acima de 70º (pode comprimir estruturas) 
 Eletroterapia 
Corrente Interferencial Vetorial: 
 Freq.: 4 KHz 
 AMF: 50-100 Hz 
 Delta F: 30-60 Hz 
 Slope: 1:1 - 1:5:1 
 Modo Tetrapolar ou bipolar 
Ondas Curtas Pulsado: 
 Freq. de pulso: 170 - 400 Hz 
 Melhora da circulação 
 Drenagem de edema e hematoma 
 Alívio da dor 
 Normalização do Ph 
 Aumento da atividade proprioceptiva 
 Efeitos térmicos 
 Aumento da elasticidade tecidual 
Laser AsGa: 
 Dose:40-60 mJ a 1,5 cm (4-7 J/cm2) 
 
 
25 
 Aumento da produção de ATP 
 Estímulo para síntese proteica 
 Estímulo para mitose celular 
 Aumento da microcirculação 
 
Ultra- som Pulsado: 
 Agitação acústica 
 Aumento da permeabilidade das membranas 
 Aumenta transporte de cálcio 
 Aumento da síntese de proteínas 
 Aumenta poder de catálise das enzimas 
 Normalização do Ph 
 Freq.: 1 MHz 
 Freq. Pulso: 100 Hz 
 Pacote: 10-20% (1:9/2:8) 
 Tempo 4´ 
 Intensidade: 1.0-1.5 W/cm2 
Fase de Reconstrução: 
 Fortalecimento muscular: → Geral, → Específico para o manguito rotador 
 Propriocepção 
 Eletroterapia: Ondas curtas contínuo ou Micro-ondas (calor) e Eletroestimulação 
 
Fortalecimento: 
Fase II – Fortalecimento 
Etapa I Estabilizadores Dinâmicos (músculos: Rotador interno, trapézio médio, romboides 
inferior, serrátil anterior, extensores e cabeça longa do bíceps) 
Etapa II –Músculos Específicos (músculos: anteriores, rotadores externos e trapézio superior) 
Etapa III –Músculos Captadores (músculos: abdutores, anteriores e específicos para manguito 
rotador) 
Propriocepção e Exercício Pliométricos: 
 
 
26 
Propriocepção: é a capacidade neuromotora integrada de reconhecimento da posição articular 
e o estímulo de força necessário para estabilizar uma ou mais articulações quando se aplica 
uma resistência. Gerada por mecanoceptores. Exercícios Pliométricos: ganho de elasticidade 
e resistência elástica, resultante de contrações concêntricas seguidas de excêntricas, visando 
o ganho de resistência elástica. 
 
Fase III – Propriocepção 
 
Etapa I - Sensação da posição articular e cinestesia 
Etapa II - Estabilização articular dinâmica e controle neuromuscular reativo 
 
Etapa III - Atividades funcionais específicas, atividade que envolve o ciclo excêntrico - 
concêntrico ao músculo ativo, e que provocam sua potencialização elástica, mecânica e 
reflexa, resultando uma maior produção de trabalho positivo (Moura, 1897). 
 
 
COTOVELO: AFECÇÕES E TRATAMENTO 
Luxação de cotovelo 
A luxação, é a “perda do contato articular” entre o úmero e ulna e/ou rádio. A articulação do 
cotovelo tem um formato que dificulta a luxação, ou seja, é uma articulação estável. 
 
 
27 
Mecanismo de lesão: O tipo de trauma mais comum é aquele em que o indivíduo sofre uma 
queda com o cotovelo estendido e apoiado no chão. 
Condutas Pós Luxação: A luxação do cotovelo com muita frequência tem fraturas 
associadas e uma radiografia sempre deve ser feita antes da redução. O paciente deve manter 
seu cotovelo em repouso, imobilizado e procurar um serviço médico. Após a avaliação clínica 
e radiográfica, o médico realizará a redução. Após a redução, novas radiografias serão 
realizadas para assegurar da redução e ausência de fraturas. 
Nos casos isolados, o tratamento após a redução é, conservador. Com fraturas associadas o 
tratamento pode ser cirúrgico. As fraturas mais comuns são: da cabeça do rádio e/ou do 
coronóide. Nos casos em que há luxação + fratura da cabeça do rádio + fratura do coronóide, 
o tratamento é mais complexo e a lesão recebe o nome de "tríade terrível" do cotovelo. 
Tratamento: 
Sem fraturas e instabilidades: Conservador. A imobilização não deve ser mais de 2 semanas, 
pois aumenta o risco de rigidez e o tempo de recuperação pode ser prolongado. Fraturas 
associadas: Cirúrgico, exceto nos casos de fraturas incompletas ou sem desvio. 
 
FIXAÇÃO DOS LIGAMENTOS E COLOCAÇÃO DE UMA PRÓTESE NA CABEÇA DO RÁDIO 
Complicações: 
 Neurovasculares: A. Braquial e N. Mediano e ulnar (imediata e tardia) 
 Síndrome compartimental 
 Limitação da ADM: Extensão: -10 a 20° e Flexão: 10° 
 
Fratura em crianças 
 Consolidação rápida e grande capacidade de remodelação. 
 Predomina o tratamento conservador pelo aparelho gessado. 
 Trauma esquelético corresponde a 10% - 15% de todas as lesões na criança. 
 Região anatômica: as fraturas predominam no rádio e, de uma maneira decrescente, 
úmero. 
 Traumas em ambiente domiciliar correspondem a cerca de 37% das fraturas, quedas 
na escola perfazem 20%. 
 
 
 
28 
Fratura Supracondilianas 
 
Mais comum em crianças (5 – 7 anos) 
Conforme a posição do cotovelo: Extensão (78-95%) e Flexão 
Tipos: 
I - Mínimo deslocamento 
II - Integridade da cortical 
III - Deslocamento e interrupção da cortical 
 Objetivos: Faixa etária: Mecanismo de Trauma das Fratura Supracondiliana: 
Extensão95% →Desvio Posterior Flexão-05%→ Desvio anterior 
Programa de Tratamento para Pacientes com Fratura Supracondiliana do Úmero 
Fase 1: 
 Hidroterapia com Movimento ativo de Flexão e extensão – 20min. 
 Massoterapia (deslizamento superficial em tendão bicipital) – 10 min. 
 Mobilização passiva do cotovelo: flexão, extensão, pronação e supinação. 
(respeitando a ADM) três séries de 10 repetições 
 Mobilização ativa (cotovelo, punho e dedos) três séries de 10 repetições. 
Fase 2: 
 Hidroterapia com Movimento ativo de Flexão e extensão e resistência de 500g – 
20min. 
 Massoterapia (deslizamento superficial em tendão bicipital) – 10 min. 
 Mobilização passiva e ativa do cotovelo: três séries de 20 repetições 
 Exercício Isotônico de Flexão/extensão do cotovelo com theraband – três séries de 20 
repetições 
 Exercícios em frente ao espelho, com bastão, estimulando a percepção visual e 
postural do segmento acometido – três séries de 20 repetições 
Fase 3: 
 Hidroterapia com Movimento ativo de Flexão e extensão e resistência de 500g – 
20min. 
 Massoterapia (deslizamento superficial em tendão bicipital) – 10 min. 
 
 
29 
 Exercícios em frente ao espelho, com bastão, estimulando a percepção visual e 
postural do segmento acometido – três séries de 30 repetições. 
 Exercitador de membro superior, fortalecendo flexores e extensores de cotovelo – três 
séries de 30 repetições. 
 
Lesões de Nervos Periféricos 
Nervo Ulnar: 
 Flexão > extensão 
 Cubitus valgus 
 Edema e microtrauma 
 Atrofia da região hipotenar 
Sinal de Froment: Para avaliar paralisia do nervo ulnar através da ação do músculo adutor 
do polegar (segurar uma folha de papel com o polegar). 
Sinal de Wartenberg: Serve para verificar Neurite ou Paralisia do Nervo Ulnar. Paciente 
estende a palma da mão sobre uma superfície plana e lisa, pedir para realizar a abdução e 
adução do Vº dedo, se ele não conseguir o teste é positivo para doença no nervo ulnar. 
 
Nervo Mediano: 
 Ligamento de Struthers 
 Dor, parestesias (do 1º,2º e 3º e metade do 4º dedo) e alterações vasculares (a. 
braquial) e atrofia tenar 
 
 
30 
 SÍNDROME DOPRONADOR 
 SÍNDROME DO INTERÓSSEO ANTERIOR 
Nervo Radial: 
 Fratura de diáfise do úmero 
 SÍNDROME DO INTERÓSSEO POSTERIOR 
 Arcada de Frohse 
 Mão caída 
 
EPICONDILITES 
Lateral 
 “Cotovelo de tenista” 
 ↓ Tênis - ↑ AVD’s 
 Tendinose (processo degenerativo) 
 Extensor radial curto do carpo 
 Compressão nervosa? 
 
Medial 
 “Cotovelo de golfista” 
 AVD’s 
 Menos comum que a lateral 
 Origem comum dos flexores 
 
Diagnóstico: 
 Palpação 
 Teste de Cozen 
 Teste de Mill 
 Teste do 3º dedo 
 Teste do cotovelo de golfista 
 
Tratamento: 
 
 
31 
 Fase inicial (aguda): Repouso, gelo, eletro e órtese 
 Fase intermediária: Alongamentos, exercícios isométricos, massagem transversa 
profunda e manipulação de Mill 
 Fase final: Exercícios resistidos 
 Orientações 
 
PATOLOGIAS DO PUNHO E MÃO 
Contratura de Dupuytren: É uma fibrose progressiva da aponeurose palmar, que aumenta 
de tamanho e espessura, causando contratura em flexão da aa. MCF do 4º e 5º dedos). Pode 
ser limitada pela formação de nódulo na área da prega palmar proximal ou pode produzir uma 
contratura fixa em flexão. 
 
 
Etiologia: 
 ♂ 10:1 - 40 anos 
 Etiologia desconhecida 
 Alcoolismo e tabagismo 
 Diabéticos e epiléticos 
Tratamento: 
Tratamento Conservador: 
 Anti-inflamatórios não hormonais 
 Fisioterapia 
 Banho de parafina 15 a 20 minutos (fazer 4 camadas com a mão relaxada e envolve 
uma toalha) 
 Deslizamento superficial nos tendões 
 Alongamento dos flex. Superficiais e profundo dos dedos 
 
 
32 
 Tala de posicionamento com extensão dos dedos 
 Tração de cada dedo Tratamento Cirúrgico: Excisão cirúrgica do tecido anormal – 
Fasciotomia 
 
Síndrome do Nervo Interósseo Anterior 
O nervo interósseo anterior é um ramo puramente motor do nervo mediano, inervando os 
músculos: Flexor longo do polegar, Flexor profundo do indicador e Pronador Quadrado. 
Embora frequentemente espontânea e idiopática, essa síndrome pode ter inúmeras causas, 
incluindo fraturas do rádio e fraturas supracondilianas. 
 
Quadro Clínico: 
 O início pode ser gradativo mas é com frequência aguda, dor eventual no antebraço é 
a queixa mais comum, 
 Impossibilidade de flexionar a falange do polegar 
 Fraqueza na pronação 
 Não há déficit sensitivo 
 A pinça entre o polegar e o indicador é “anormal” 
Diagnóstico: ENMG 
Tratamento Conservador: 
 Anti-inflamatórios não hormonais 
 Repouso e uso de Tipóia 
 Fisioterapia: al. Neural, flex. Fl. Punho/dedos e corrente analgésica. 
Tratamento Cirúrgico: É realizado a descompressão do nervo 
 
Síndrome do Túnel do Carpo 
O túnel do carpo é uma estrutura fibro-óssea, circundada por oito ossos carpianos e o 
retináculo flexor. Através dele passam o nervo mediano, os nove tendões flexores e a artéria 
mediana quando presente. 
 
 
33 
 A STC é causada em geral por qualquer processo patológico que reduza o diâmetro do canal 
do carpo ou ocasione aumento do volume das estruturas que por ele transitem: Espessamento 
do ligamento transverso do carpo e Edema sinovial do tendão e da articulação do punho. 
 É a compressão do nervo mediano na face anterior do punho, tendo como possíveis fatores 
causais: 
 ♀ 5:1 – 40 a 50 anos 
 Inflamação dos tendões flexores 
 Fraturas/Traumas (Consolidação Viciosa das fraturas de Colles) 
 Queimaduras 
 Alterações hormonais 
 Diabetes descontrolada 
 Gestação 
Diagnóstico: 
 História Clínica 
 Dor face anterior 
 Choque 
 Parestesia no trajeto do nervo mediano 
 Redução da FM de preensão 
 Hiporreflexia 
 Testes de Phalen e Tínel 
 
Reabilitação 
 
Conservador: 
 AINE’s 
 Infiltração com corticoides 
 Fisioterapia 
 Cirúrgico: Riscos de sequelas 
Fisioterapia: 
Fase aguda 
 
 
34 
 Objetivo → reduzir o edema: 
 Eletroterapia: Dor sem edema → Corrente analgésica; Dor com edema → CDB com 
polo positivo sobre o punho 
 Repouso: órtese 
 Alongamentos 
 Turbilhão / parafina 
 
Fase sub- aguda: 
 Eletroterapia 
 Manutenção da ADM: tração e deslizamento 
 Manutenção da força muscular 
 MOBILIZAÇÃO NEURAL: alongamento neural: paciente em DD, realizar tração e 
extensão de punho com braço abduzido. Proximal → distal 
Fase crônica: 
 Exercícios para todo o membro superior 
 Fortalecimento 
 Alongamentos 
 Exercícios para punho e mão → AVD’s 
 Mobilização neural 
Orientações: não torcer roupa, qualquer atividade que envolva preensão e flexão, passar 
roupa. 
 
Fraturas do Punho e Mão 
Fraturas do Escafoide: 
 60 a 70% - adultos jovens 
 15% dos traumas do punho 
 Cerca de 4/5 do osso está coberto por cartilagem, resultando apenas uma pequena 
área para penetração vascular. 
 
Diagnóstico: 
 
 
35 
 Mecanismo de Trauma: dorsiflexão e desvio radial (queda com a mão espalmada em 
extensão e desvio radial) 
 Dor na região da tabaqueira anatômica 
 “Apagamento” da tabaqueira anatômica 
Exame Radiográfico: (nem todas as fraturas são visualizadas ao RX) 
Incidências: 
 Perfil 
 Póstero-anterior + desvio ulnar + dedos flexão 
 Oblíquas (pronação e supinação) 
 É comum a dificuldade em visualizar a fratura no exame radiológico inicial. Porém na 
presença de suspeita clínica deve-se tratar como fratura 
Classificação das Fraturas do Escafoide: As fraturas do escafoide são classificadas pelo 
nível anatômico em: fraturas do terço proximal, médio e distal. 
Complicações das Fraturas do Escafoide: 
 Necrose do pólo proximal 
 Consolidação viciosa 
 Pseudo-artrose (5 a 10%) 
 
 Tratamento: Conservador X Cirúrgico 
 Fraturas sem desvio: gesso braquiopalmares por 40 dias, e após, luvas gessadas 
englobando o polegar até a consolidação, geralmente 2 meses e meio. 
 Fraturas com desvios maiores do que 1mm ou associadas às luxações, indica-se 
redução imediata e fixação da fratura com parafusos e estabilização do carpo com fios 
de Kirschner. 
 Fraturas com fragmentos pequenos no pólo proximal serão tratadas com parafusos de 
Herbert & Fisher 
 Doença de Kienböck: 
 Necrose avascular do semilunar 
 Idiopática (associadas à forças de carga repetidas ou a variação negativa da ulna) e 
trauma 
 ♂ - 30 anos 
 
 
36 
Fratura de Galeazzi: Fratura da metáfise distal do rádio aproximadamente 8 cm da articulação 
radio cárpica + luxação da articulação radio ulnar distal 
Mecanismo de trauma: queda com punho em hiperextensão e o antebraço em pronação. Os 
fragmentos se angulam em direção a ulna. 
Fratura de Colles: 
 É a fratura da extremidade distal do rádio associada a distal da ulna. 1/3 distal do rádio 
(proc. estiloide ulna) 
 Deslocamento posterior do fragmento distal 
 Idosos 
 Dorso em garfo 
Complicações: 
 Pseudoartrose 
 Consolidação viciosa 
 Ruptura do tendão longo extensor do polegar 
 Distrofia simpático reflexa (Distúrbio vasomotor provocando edema e alterações 
sensitivas e motoras → difícil de acontecer) 
Síndrome do túnel do carpo Tratamento: 
 Redução fechada sob anestesia local no foco da fratura com manipulação em direção 
volar e distal 
 Imobilização axilo-palmar com leve flexão, desvio ulnar e antebraço em leve pronação. 
A imobilização é mantida por 3 semanas e depois trocada por uma luva gessada. 
Cirúrgico: Técnica de Ulson. 
Reabilitação 
 Fase I (com o fixador): 
 Analgesia: TENS 
 Prevenir distúrbios circulatórios 
 Mobilidade dos tendões dos dedos sobre a fratura 
 Manutenção da força muscular 
 
Fase II (sem imobilização): 
 
 
37 
 Ganho da ADM: calor profundo (OCC, Micro ondas ou turbilhão) mais mobilização 
articular (tração e deslizamento graus II e III e alongamento. 
 Ganho de força muscular: exercícios resistidos (theraband, halteres, digiflex, Power 
web) 
 Treinamento das AVD’sFratura de Smith: 
 Também conhecida como “colles reverso” é causada por queda com o punho em 
flexão 
Tratamento: redução incruenta com imobilização gessada do punho em leve extensão, por 
aprox. 6 semanas 
 O fragmento distal se desloca no sentido volar 
 A mão está desviada para o lado radial 
 Deformidade em Jardineira 
Fratura de Barton: 
 Fratura da superfície articular dorsal ou volar do rádio distal 
 Ocorre com maior frequência em adultos jovens e expostos a traumatismo de alto 
impacto 
 
Mecanismo de trauma: 
 Com o punho em extensão, ocorre a fratura da porção volar da superfície articular 
distal 
 Com o punho em hiperflexão, ocorre a fratura da porção dorsal da superfície articular 
distal 
Tratamento: O tratamento das fraturas da porção volar é cirúrgico. Nas fraturas da porção 
dorsal pode ser, em princípio incruenta. 
 
QUADRIL E FÊMUR 
É uma articulação sinovial esferoide com bastante estabilidade por causa das estrutura que 
permitem maior cooptação, porém é a que mais corre risco de danos degenerativos. Seus 
 
 
38 
estabilizadores passivos são a capsula articular, lábio acetabular e os ligamentos (ileofemoral, 
pubo femoral e isqueofemoral) e seus estabilizadores ativos são os músculos 
 Flexores - Iliopsoas, Retofemoral e Sartório 
 Extensores - Glúteo Máximo, isquiostibiais 
 Abdutores - Glúteo Mínimo e Tensor da Fáscia Lata 
 Adutores - Adutores e Grácil 
 Rotadores externos - Glúteo Máximo 
 Rotadores internos - Glúteo Mínimo 
 Ângulo do colo- diafisário é a linha situada entre o colo e a diáfise do fêmur, traçando 
duas linhas formará um ângulo de 125°. 
 Maior que 125° - coxa valga - joelho varo 
 Menor que 125° - coxa vara - joelho valgo 
Principais linha imaginárias 
O cruzamento dessas linhas determinam o alinhamento do fêmur. 
Linha de Perkins: linha traçada da asa do ilíaco até a diáfise do fêmur 
Linha de Hilgenreiner: linha acima da cabeça do fêmur ou do acetábulo. 
Linha de Shenton: é o contorno do fêmur em relação a pelve, formando um U invertido. 
 
FRATURAS DO FÊMUR 
 Proximais 
A região do colo e da cabeça do fêmur é bastante vascularizada pelas Art. Circunflexa Lateral 
e Medial e Art. Do Ligamento Redondo, que tornam a região bastante delicada e em caso de 
fratura com risco de necrose. Também possui muito tecido ósseo esponjoso e pouco 
compacto que facilitarão futuramente o acometimento por osteopenia e osteoporose. Deve 
ser levado em consideração que a cabeça e o colo não estão na mesma linha da diáfise e 
que recebe todo peso da superior. 
É muito comum em idosos. 
 Intermediárias 
 É uma região com muito tecido ósseo compacto e pouco esponjoso, está relacionada a 
traumas. Acomete mais adulto jovem. 
 
 
39 
 Distais 
Relacionada à traumas e é mais perigosa perto do joelho por causa de lesões ligamentares. 
Acomete qualquer idade. 
 
Classificação 
 Quanto estrutura 
 Impactada - achatamento, ocasionada pela força axial 
 Não deslocadas - completa sem desvio 
 Deslocadas - ocorre desvio por rotação ou elevação 
 
 Quanto ás causas 
 Traumáticas (ex. acidente de carro painel bate no joelho); 
 Pós sobrecarga (pcte. Idoso roda e quebra o colo, exercício também ocasiona); 
 Patológicas (osteoporose e tumores - Osteosarcoma). 
 
Fraturas do colo do Fêmur 
Classificação Geral 
 Quanto a estrutura – Impactadas(achatamento); não deslocadas (fratura não 
ocasiona desvio); Deslocada (vários lados e rotacional) 
 
 Quanto as causas –Traumáticas (ex. acidente de carro painel bate no joelho); pós 
sobrecarga (pcte. Idoso roda e quebra o colo, exercício também ocasiona) patológicas 
(osteoporose e tumores - Osteosarcoma.) 
 
Classificação de Garden 
 Tipo I – Incompleta ou impactada (não aparece linha escura por impactada) 
 Tipo II – Completa sem deslocamento 
 Tipo III – Completa com pequeno desvio 
 Tipo IV – Completa com grande desvio (Observar o Trabeculo do Ósseo). 
 
 
 
40 
Mecanismo do trauma 
 Força sobrecarga axial transmitidas ao longo do eixo do fêmur, 
 Movimento de Rotação e/ou abdução com fixo o pé. 
 Se observar um raio x e tiver micro fraturas no colo significa que a pessoa fez a rotação 
fraturou e caiu. 
 
Tratamento 
Nas fraturas impactadas e não deslocadas pode acontecer a desimpactação tornando-as 
instáveis. O tratamento é conservador até 2 meses, paciente fica em repouso, pode se 
deslocar com andador e não apoiar sobre o membro. Cai na classificação I e II. 
Nas fraturas deslocadas, a redução anatômica fechada com contato ósseo adequado é 
fundamental para evitar necrose avascular. A mobilização ativa deve ser iniciada 48 horas 
após a cirurgia e o apoio parcial após 6 semanas, salvo sob orientação médica. Iniciar o 
tratamento com imobilização objetivando evitar tromboembolismo – com pequeno ou grande 
desvio, fixação com osteossintese de suporte. Observação iniciar tratamento com 
mobilização passiva o mais precoce possível, objetivando evitar tromboembolismo. Cai na 
classificação III e IV. 
 
Complicações 
 Tromboembolismo 
 Infecção (osteomielite – osso não tem a consolidação, pode levar a necrose de 
extremidade) 
 Retardo de consolidação, pode ser por causa da infecção 
 Necrose avascular (por ser uma região muito vascularizada) 
Alterações RX: 
 Quadril desalinhado ou assimétrico com elevação da pelve à direita 
 Esclerose marginal (artrose) na cabeça do fêmur (parte esbranquiçada) ambos os 
lados 
 Fratura impactada na cabeça mais elevada, que está levando a osteonecrose por falta 
de irrigação detalhe importante. 
 Ângulo colo diafisário aumentado. 
 Fraturas Transtrocanterianas 
 
 
41 
 São fraturas em geral extra capsulares a cápsula fica colo e cabeça. Região ricamente 
vascularizada 
 Osso predominantemente muito esponjoso 
 Se pensar em fratura, irá acometer pessoas acima de 80 anos, ou seja mais idade do 
que as com fratura de colo, por osteoporose, à maioria desses pacientes consolidam 
suas fraturas conservadoramente. 
Com estes requisitos (área bastante vascularizada), as fraturas sempre consolidam e faz 
supor que o tratamento deve ser sempre conservador. Entretanto, a alta incidência de: 
 Complicações clínicas – imobilidade prolongada no leito (pneumonia) 
 Complicações funcionais – alterações funcionais no fêmur Levam sempre para o 
tratamento cirúrgico 
 Muito comum em pacientes com + de 80 anos. 
 
 
Tratamento Conservador 
Está indicado em pacientes com alto índice de risco anestésico e já confinados no leito. 
Pacientes jovens suportam melhor a tração transesqueletica (em geral de 6 a 10 semanas), 
mesmo assim, deve-se estar atento a complicações clínicas como. 
 Pneumonia 
 Infecções urinárias 
 Escaras 
 Tromboembolismo 
 Tratamento Cirúrgico 
 Deve acontecer o mais breve possível 
 Placas de ângulo Fixo DHS (por causa do ângulo diafisário), no trocanter maior insere 
o glúteo médio principal estabilizador do quadril. 
 Hastes flexíveis, Endless. 
 
Fraturas da Diáfise do Fêmur 
Diagnóstico 
 
 
42 
Fraturas de fácil reconhecimento, seja edema ou pela deformidade angular e mobilidade 
anormal do foco de fratura. Os dois fragmentos proximal e distal rodam opostamente 
ocasionando uma aparência disforme. Nesse tipo de fratura avaliar a mobilidade e testes 
especiais para quadril e joelho, assim como verificar a vascularização e a sensibilidade. 
Primeiro avalia a ADM proximal e distal porque pode ter frouxidão ligamentar e a verificar a 
vascularização palpando o pulso pedioso e a sensibilidade com martelo o primeiro e quinto 
metatarso. Tratamento geralmente é cirúrgico, através de tutor ou placa de contenção de 
suporte. Em geral acidentes de automóveis, por impacto contra o painel do carro, portanto é 
importante observar: 
 Patela– lesão óssea 
 Joelho – lesão ligamentar 
 Regiões condilares – fraturas 
 Quadril – luxações e fraturas acetabular 
 O pulso e a sensibilidade devem ser observadas 
 Lesão vascular – A. femoral 
 Lesão Nervosa – N. Ciático 
Tratamento 
Depende do traço da fratura e das condições do paciente. Em primeira (se for grau II, III, IV) 
ser instancia o tratamento deve ser cirúrgico com tração transesqueletica (sistema de roldana) 
de 6 a 10 semanas em pacientes mais jovens e fixos com osteossintese Inter fragmentar. 
Em pacientes mais jovens a opção será por tração transesqueletica de 6 a 10 ou fixos com 
osteossintese Inter fragmentar. 
Complicações – pneumonia, escaras, tromboembolismo e infecções. É usada a haste 
intramedular bloqueada, que pode atingir qualquer nível da fratura. 
 
 
PUBALGIA 
Definição 
Expressão de sintomas localizados ao nível da sínfise púbica, com irradiações para adutores 
e abdominais. Outras denominações: 
 Osteíte púbica 
 Artroplastia púbica 
 
 
43 
 Sinfisite púbica 
 Etiologia 
 Excesso de esforço físico dos adutores do quadril, abdominais e reto femoral 
provocando tensões exacerbadas ao nível da sínfise 
 Mais frequente em homens 
 Futebol, Natação, atletismo etc. 
 
Quadro Clínico 
 Dores provocadas pelas atividades físicas caracterizada por arrancadas rápidas com 
mudança repentina de direção 
 Dor aos saltos e giros sobre uma perna 
 Dor ao realizar o chute 
 Dor à palpação da sínfise púbica, adutores e reto abdominal 
 Manobra de Grava positiva 
 Dor ao alongamento e/ou contração dos adutores e abdominais 
Avaliação 
Alinhamento da pelve (EIAS) 
Mobilidade da pelve durante a anteversão e retroversão pélvica (EIPS) 
Encurtamento da cadeia posterior, adutores e flexores do quadril. 
Verificar encurtamento dos paravertebrais, isquiostibiais, tríceps sural. 
Diagnóstico Diferencial 
 Hérnia Inguinal 
 Infecção urinária 
 Lesões no Reto femoral (apalpar a EIAS) 
 Tendinite dos adutores (só com RNM) 
 Dor referida da coluna lombar 
 Tendinite dos Adutores 
 Dor referida da coluna lombar ou quadril 
 
Exames Radiológicos 
 
 
44 
 RX: degeneração óssea 
 RNM: Presença de coleção líquida nos tecidos moles (adutores) 
 Cintilografia óssea: osteonecrose 
Reabilitação 
Fase inicial 
 Repouso de 3 a 5 dias 
 Analgesia: gelo, eletro analgesia 
 Laser: 3 – 4 J/cm² no máximo 3 pontos 
 CDB + em caso de edema 
 Isométricos 60% da força máxima, não pode haver mobilidade articular. 
 
Fase intermediária 
 Exercícios isotônico concêntricos com resistência (cargas leves a altas repetições) - 
na fase concêntrica ir mais devagar. 
 Exercícios aeróbicos (esteira ou bicicleta) 
 Alongamentos todos os grupos musculares dos MMII, priorizando abdominais e 
adutores. 
 Propriocepção estática 
Fase Final 
 Iniciar trote - esteira ou bicicleta com mais velocidade 
 Propriocepção dinâmica - cama elástica, balança, prancha com deslocamento. 
 Exercícios pirométricos - saltos na cama elástica, polichinelo 
 Atividades com mudança de direção, saltos e deslocamentos em ambiente esportivo - 
correr em "S" ou em zig-zag 
 Exercícios de fortalecimento concêntrico e excêntrico com cargas altas e baixas 
repetições 
 Manter alongamentos em cadeia e específicos 
 Liberação para treinamento 
 
SÍNDROME DO PIRIFORME 
Inflamação do nervo ciático na sua passagem sob o músculo piriforme, causado por: 
 
 
45 
 Gatilhos- miofasciais 
 Traumas (quedas na posição sentado) 
 Encurtamentos musculares 
 Pode estar relacionado com dor lombar 
 Pode ocorrer por fibrose próximo ao piriforme comprimindo o ciático. 
Anatomia 
1- Superfície pélvica do sacro entre o primeiro e quarto forâmen sacral. Margem do grande 
forâmen ciático, superfície pélvica do ligamento sacrotuberal 
2- Inserção: Borda superior do trocanter maior 
3-Inervação: - Plexo sacral (L5, S1, S2) 
O n. ciático passe por baixo do piriforme, e não perfurando-o como em algumas das pessoas. 
Ação Muscular 
Músculo mais superior dos mm glúteos 
 Funções: rotação externa do quadril, abdução do quadril quando este encontra-se 
fletido. Ligeira extensão do quadril enquanto nos equilibramos no pé e, o piriforme 
afasta a perna D para o lado de tal modo que os dedos apontem para o teto. 
Etiologia 
 A frequência é maior em mulheres 
 Motoristas, corredores, jogadores de tênis 
 Anormalidades na marcha (discrepância de MII, quadril RI e over training hiper 
solicitam o piriforme. 
 Trauma agudo pode desencadear a síndrome já que há formação de hematomas na 
nádega e cicatriz entre o ciático e os rotadores externos do quadril 
Avaliação 
 Fatores etiológicos, trauma ou atividades precipitantes. 
 Dor profunda, irradiada, de local impreciso, geralmente presente no quadril 
posteriormente, nádegas, cóccix, virilha ou parte distal da perna. 
 Sintomas exacerbados durante caminhadas, corridas, ao sentar. 
 Parestesia - alterações de sensibilidade, força e reflexos. 
 Marcha. 
 Movimentação ativa/passiva - limitação na RI(passiva) e Resistência RE (ativa) 
 
 
46 
Palpação 
Palpação do piriforme deve ser feita posteriormente ao quadril, próximo ao forâmen do ciático, 
diferenciar sintomas da SI, inserção trocantérica, GM ou do ísquio 
 
 
 
BURSITES DO QUADRIL 
Trocantérica: Situa-se entre o tendão do glúteo máximo e a superfície do trocanter maior. 
Quadro Clínico - dor na região do trocanter maior, palpação dolorosa nesta região e dor a 
abdução resistida 
 
 
47 
Isquiática: Situa-se entre tuberosidade do ísquio e o glúteo máximo 
 Quadro Clínico - dor para deambulação e subir escadas 
Iliopectínia: Profundamente ao tendão do Iliopsoas 
 Quadro Clínico - dor durante a flexão ou extensão, dor a palpação na área inguinal 
 
Tratamento bursites 
 O tratamento, no caso de ser uma lesão aguda, tem como objetivo inicial controlar os 
sinais inflamatórios, através de: 
 Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteroides: poderão ser receitados pelo médico 
para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores. 
 Descanso: Evite caminhar e estar muito tempo de pé. Andar a pé pode significar um 
agravamento da sua lesão. 
 Gelo: Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de 
aplicar gelo novamente. Repita 2 a 3 vezes por dia. Assim que os sintomas diminuírem, 
deve ser iniciado um programa de fisioterapia. As técnicas que revelam maior eficácia 
nesta condição. 
 Exercícios de alongamento progressivo, principalmente do tensor da fáscia lata. 
Aplicação de ultrassom e TENS poderá ser benéfica para aliviar a dor. 
 FM: Abdutores da coxa para diminuir o risco de recidivas. A aplicação de gelo no final 
dos exercícios para prevenir sinais inflamatórios. Os seguintes exercícios são 
geralmente prescritos durante a reabilitação de uma síndrome de dor trocantérica. 
Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem 
ou aumentarem os sintomas. 
 
Auto massagem dos glúteos 
Deitado de lado, com uma bola na região glútea. Com a ajuda de braços e pernas pressione 
a bola em pequenos movimentos circulares. 
Repita o movimento durante 30 a 90 segundos, desde que não desperte nenhum sintoma. 
 
 
 
48 
Alongamento ativo tensor da fáscia lata 
Em pé, com a perna a alongar cruzada atrás da outra. Empurre a anca no sentido da perna a 
alongar. Mantenha a posição durante 20 segundos. 
Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 
 
 
Fortalecimento dos Abdutores da coxa 
Sentado, com um elástico à volta dos joelhos e os pés bem apoiados. Faça força para afastar 
os joelhos. Mantenha a posição durante 8 segundos. 
Retorne lentamente à posição inicial. 
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintomaJOELHO 
SÍNDROME PATELOFEMORAL 
Alteração do alinhamento da patela em relação a troclear do fêmur, de causas multifatoriais, 
podendo evoluir para dor, condromalácia e artrose. 
Etiologia/Fatores predisponentes 
 
 
49 
 Hiperpressão patelar leva à condromalácia, 
 Instabilidade 
 Artrose 
 Fatores causais 
Anteversão Femoral 
 Pacientes com angulação maior que 15°de anteroversação, predispõe a RI do fêmur 
e consequentemente ao desalinhamento. 
Aumento do ângulo Q 
 Leva ao geno valgo 
 Ponto centro da patela, a partir desse ponto traçar uma linha ao longo da diáfise do 
fêmur, liga a tuberosidade da Tíbia com esse ponto, o ângulo normal e de 15°, é normal 
ser maior em mulheres. 
Patela alta 
Avaliação Rx em incidência em perfil medir a face posterior da patela 
o Verificar a distância entre a extremidade da patela até a tuberosidade da Tíbia. 
o Índice de Caton de Champs - I = A/B - ou seja, dividir a medida da posterior 
da patela pela distância da extremidade da patela. Praticamente é o 
comprimento do tendão patelar. Quanto mais próximo de 1 é indicativo de que 
a patela está alinhada adequadamente. Valor a cima de 2 = patela alta 
Pode ser resultante de encurtamento de reto femoral. 
 Displasia patelar 
É a alteração na forma estrutural, o padrão de normalidade da patela é uma relação 2 :1 
(medial: lateral). 
Toda a displasia patelar é predisponente à subluxação. Pode 1:1 ou enorme 4:1. 
 Displasia Troclear 
A partir de uma imagem axial, marcar um ponto no centro da tróclea traçar 2 retas uma na 
superfície lateral e outra na medial. 
Angulação normal 145° O côndilo mais raso ou menor é displasia e é a principal de 
subluxação. 
 Desequilíbrio muscular 
 
 
50 
Vasto Medial: Quanto maior sua fraqueza, mais a patela se lateraliza, ocasionando o 
desequilíbrio entre a patela e a tróclea do fêmur. 
Encurtamento dos isquiostibiais: O encurtamento excessivo desse grupo muscular provoca a 
uma contração exacerbada do quadríceps e uma semiflexão do joelho acarretando uma 
Hiperpressão patelar e sequentemente à condromalácia e artrose. 
Retração trato iliotibial: Aumenta o valgo. A debilidade dos rotadores externos leva 
consequentemente à RI e ao desalinhamento. 
Tensor da fáscia lata: Quanto maior o seu encurtamento maior será o valgo. 
Glúteo Máximo: Quanto maior sua fraqueza, maior a tendência do fêmur ficar em anteversão 
ocorrendo assim o desalinhamento. 
Outros: Torção tibial; Pé plano; Recurvatum; Frouxidão ligamentar 
 
Etiologia 
 Adulto jovem do sexo feminino são mais acometidas 
 Atividades físicas que predispõe a síndrome 
 Profissão - de pé ou subindo e descendo escadas. 
 Traumas 
Quadro clínico 
 Dor retro patelar – (dentro do joelho) 
 Crepitação - erosão da cartilagem 
 Sinal do "Cinema" - Hiperpressão 
 Edema/derrame - fase inflamatória 
 AVD’s - evitar subir escadas por que o quadríceps está em contração excêntrica 
gerando maior pressão patelar. 
 
Testes especiais 
Teste de Smillie – Apreensão Joelho em extensão, quadríceps relaxado, realizar a 
lateralização da patela. Positivo: deslocamento e subluxação da patela. 
 
 
51 
Teste de Rabot – Compressão: Pernas estendidas, relaxadas e em posição neutra. Empurrar 
a patela distalmente, no interior do sulco troclear e solicitar a contração do quadríceps. 
Positivo: condromalácia 
Teste de Zohlen - Testes para alterações cartilaginosas 
Teste de Clarke - Identifica a presença de condromalácia da patela. O paciente deita-se 
relaxado com os joelhos estendidos enquanto o examinador pressiona proximamente à base 
da patela com a mão. O paciente então solicitado a contrair o quadríceps enquanto o 
examinador aplica mais força. O teste é positivo se o paciente não consegue completar a 
contração sem dor. 
 
Afecções associadas 
 Tendinite 
 Plica sinovial (membrana subpatelar existente em 30% da população que pode 
inflamar) 
 Lesão de LCA 
 Osgood-Schlater 
 Doença de Hoffa (inflamação da gordura) 
 
Reabilitação 
 Fase aguda: 
 CDB: 4’ DF-MF-CP + - CDB em caso de edema 
 Laser (AsGa): 3 – 4 J/cm² - joelho no semifletido e aplicar na borda medial ou lateral. 
 Eletro analgesia (espasmos)- TENS ou CIV 
 Mobilização- latero/lateral e superior/inferior 
 Massagem-para tensão muscular 
 Bandagens 
 Alongamentos (passivo)- Isquiostibiais(IQT), tríceps sural, tensor da fáscia lata 
 Fase sub-aguda: 
 Alongamentos – manter o alongamento dos IQT, com mais intensidade. 
 
 
52 
 NMES (vasto medial) - estimulação transcutânea com corrente russa o 12 a 20 
contrações / o Intensidade máxima suportável o 50 hz / 2000 hz (CIV) / 200 μs (TENS) 
/ Russa 
 Isométrico: “parafuso do pé”, ou seja, isometria do quadríceps de média intensidade 
70% 
 CCF (0 – 30°) + adução – ex: 1 bola entre os joelhos 
Fase crônica: 
 OCC, se necessário 
 Alongamentos 
 CCF (0 – 50°) + adução 
 CCA (90 – 50°) + adução 
 Propriocepção dinâmica 
 Hidroterapia (condicionamento físico) 
 
LESÃO MENISCAL 
Função 
 Aumentar a congruência 
 Melhor descarga de peso 
 Lubrificação (tem um envoltório que produz líquido sinovial) 
 Estabilidade 
Mecanismos de Lesão 
 Trauma: componente rotacional com descarga de peso 
 Associado com lesões ligamentares (LCA e LCM)) 
 Degeneração 
 Menisco discoide 
 Tipos de lesão 
 O menisco medial é lesionado com maior frequência por que tem ligação com LCA e 
LCM o que lhe permite apenas uma mobilidade de 6mm, enquanto que o lateral tem 
ligação com LCP e uma mobilidade de 12mm. 
Vascularização 
 O corpo do menisco é a parte mais vascularizada. 
 
 
53 
 Lesão do corno leva à retirada 
 Lesão no corno leva a sutura com alta taxa de recuperação pela vascularização. 
 
Sutura meniscal 
 Lesão Longitudinal de pequena extensão 
 Mais frequente em jovens 
 Ausência Localização em área de melhor vascularização - 1/3 periférico 
 Pacientes de Lesões Associadas 
 Uso de órtese com bloqueio articular até a 4º semana 
 Reabilitação Total em 3-4 meses 
 Descarga total após 4-6 semanas de P.O 
 
Meniscectomia Parcial 
 Descarga Total imediata 
Sem uso de órtese e ADM livre 
 Reabilitação Total em 2 meses 
 
 Reabilitação 
Meniscectomia parcial 
Pós Operatório (até 3 dias) 
 P.R.I.C.E.- até o 3º dia 5x/dia 
 OCP – 125 Hz 
 Laser – 3 a 4 J/cm² - com joelho em semiflexão 
 Eletro analgesia - TENS e CIV 
 Isométricos – quadríceps de baixa intensidade. 
1ª e 2ª semanas 
 ADM: ativo- assistidos (extensão)-não ir até o final 
 Alongamentos 
 SLR (straight leg raising) 
 
 
54 
 NMES (quadríceps) 
 Treino proprioceptivo estático (transferência de peso) 
3ª e 4ª semanas 
 ADM: extensão completa * e flexão > 90° 
 Alongamentos 
 Resistidos (CCA) 
 Bicicleta estacionária- cama elástica, disco. 
5ª e 6ª semanas 
 ADM restaurada 
 Alongamentos ADM completa 
 “Leg-press” (até 90°) 
 Treino proprioceptivo (médio) 
 Hidroterapia (condicionamento físico) 
7ª e 8ª semanas 
 Pliométricos 
 Treino proprioceptivo (difícil) 
 Corrida 
 Treino do gesto esportivo 
 Orientações 
Sutura meniscal 
1ª a 4ª semana 
Uso de órtese: limitação 0 – 90º durante 4 semanas 
Descarga Parcial com uso de muletas 
Exercícios em cadeia cinética aberta 
4ª a 8ª semana 
 Após 6ª semana: descarga de peso total 
 Mobilização Ativo Assistido para ganho de amplitude acima de 90º em cadeia cinética 
aberta 
 Exercícios em cadeia cinética fechada 
8ª a 12ª semana 
 
 
55 
 Amplitude articular preservada 
 Treino proprioceptivo e Pliométricos 
 Simulação das atividades esportivas: 
 Treino deslocamento em “pivô” de Joelho 
 Liberação do paciente 
 Podem ser usados exercícios de Cadeia Cinética Aberta de mm. Flexores e 
extensores 
 ExercícioPliométricos Unipodal e bipodal 
 Deslocamento Multidirecional 
 
RECONSTRUÇÃO DE LCA 
Anatomia do LCA 
 Estrutura Intra-articular e extra sinovial 
 Se origina na porção súpero-póstero-medial do côndilo femoral lateral 
 Inserção: eminência Intercondilar da tíbia. 
 Se fixa na região exatamente posterior e lateral ao corno anterior do menisco medial 
 Comprimento – 38mm; 
 Espessura – 11mm; 
 É constituído por fibras de colágeno, multifasciculares e paralelas. 
 Apresenta propriedades visco elásticas que o permite dissipar a energia, ajustar seu 
comprimento e distribuir a carga aplicada. 
Feixes do LCA 
 Feixe Antero Medial: 
 Estabiliza anteriormente o joelho em flexão maior que 30º. Tenso em flexão. 
 Feixe Póstero-Lateral: Estabilização em angulação próxima de 0º. Tenso em 
extensão. 
Vascularização 
 Sua vascularização é pobre e proveniente em grande parte da fina membrana sinovial 
que o envolve (artéria genicular média). 
 Nas lesões completas do LCA seu envoltório sinovial se rompe permitindo que o 
sangue se dissipe pela articulação, impedindo a formação, no local da lesão, do 
 
 
56 
coágulo de fibrina, que evoluiria para tecido de granulação e finalmente tecido fibroso 
ou cicatricial. 
 
Biomecânica 
 Evita a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur em CCF 
 Evita a hiperextensão do joelho 
 Se tenciona durante a rotação medial da tíbia e o stress em valgo. 
 Sobrecarga no LCA: 
 Corrida na descida:125 % 
 Isométrico do Quadríceps (22º): 62 – 121% 
 Corrida:89% 
 Isométrico do quadríceps (45º): 50% 
 Mini Agachamento Unilateral: 21% 
 Bicicleta Ergométrica: 7% Henning et al (1985) 
Mecanismo de Lesão 
Pé fixo ao solo + semiflexão + valgo + rotação lateral do fêmur sobre a tíbia 
↓ 
LCA + LCM + Menisco Medial 
Hiperextensão forçada do joelho com tíbia em rotação interna 
↓ 
LCA+LCP 
 
 
 
57 
 Fratura por avulsão do ligamento cruzado em paciente do sexo masculino, praticante 
de motocross, após queda e trauma direto sobre a região anterior do joelho. 
 
Tratamento 
 Tratamento conservador; 
 Tratamento cirúrgico; 
 Indicado para ruptura total; 
 Instabilidade; 
 Lesões - LCP e Meniscos; 
 Jovens com grande mobilidade; 
 Desejo em manter a atividade esportiva; 
 Insucesso no tratamento conservador. 
A reconstrução ligamentar objetiva reconstituir o ligamento, restabelecer a biomecânica e 
estabilizar o joelho. 
 
 
58 
 
 
Reabilitação 
Objetivos: 
 Analgesia; 
 Diminuição do edema; 
 Deambulação com muletas; 
 Prevenir a inibição reflexa da musculatura do joelho; 
 Prevenir aderências; 
 Restaurar a mobilidade completa do joelho; 
 Recuperar a percepção cinestésica e controle neuromuscular – estático e dinâmico; 
 Melhorar a F.M e Flexibilidade. 
PO Imediato 
 Posicionamento no leito: MI elevado e joelho em extensão 
 
 
59 
 Exercícios isométricos de quadríceps e movimentação ativa do tornozelo 
 ADM passiva até 90° 
 Crioterapia: 30min – 5 vezes por dia 
 Mobilização patelar: Após a retirada do dreno 
 Marcha com muletas, sem apoio. 
1 - 2 ª Semanas 
 ADM ext. passiva completa ou até o suportável 
 Mobilização patelar 
 Controle da dor e edema 
 Estimulação elétrica “despertar do quadríceps” 
 Exercícios isométricos sem carga (Extensão Completa) 
 SLR, sem carga 
 Exercícios ativos livres (flexo-extensão) 
 Ativo resistido de tornozelos 
 Alongamentos 
 Carga parcial 
 Crioterapia 
3ª Semana 
 ADM 0º a 120º 
 Alongamentos 
 Exercícios isométricos de joelho com carga progressiva 
 Exercícios isotônicos de quadril com carga 
 Exercícios isotônicos de tornozelo 
 ECCA 90 – 60 graus, sem carga 
 Propriocepção sem descarga de peso (sentado) 
 Bicicleta ergométrica sem carga 
4ª semana (ADM normal) 
 Hidroterapia; 
 ECCF: 0 – 45 graus 
 ECCA: 90 – 60 graus com carga leve 
 Propriocepção com apoio bipodal em solo 
 Estável e instável; 
 
 
60 
 Marcha com apoio total (após 21 dias). Extensão total e flexão mínima de 90 a 100 
graus. 
 Dirigir 
1ª ao 2ª Mês 
 Propriocepção com apoio Unipodal em solo instável; 
 Step, não ultrapassar em 20 cm; 
 Bicicleta estacionária com carga gradual; 
 ECCA com carga até 5Kg; 
 Exercícios de estabilidade geral 
2ª ao 3ª Mês 
 Continuar com ECCA, mesa extensora (90 e 60 graus e flexora 0 a 90 graus) 
 Normal (0 a 150º) = Bicicleta estacionária 
 Continuar ECCF 
 Exercícios de mecanoterapia: Leg Press (0 a 40º) - Mesa Flexora (0 a 90º) - Cadeira 
adutora e abdutora 
 Bicicleta com carga progressiva 
 Caminhada na esteira com inclinação 
 Alongamentos globais 
 Propriocepção dinâmica (bipodal instável – Unipodal instável). 
 Step com resistência gradual. 
4º ao 6º Mês 
 Propriocepção específica para o esporte, Saltos 
 Reforço muscular global intensivo 
 Corrida em linha reta e posteriormente com mudança de direção (70% da força do 
quadríceps) 
 Nova avaliação 
 Iniciar pliometria 
 Alta ambulatorial 
6ª ao 8ª Mês 
 Exercícios para ganho de força muscular intensificados 
 Condicionamento físico 
 Simulação do gesto esportivo 
 
 
61 
 Avaliação – Alta. 
Critérios para alta 
 Avaliação de instabilidades ou dor 
 Protocolos: Questionários funcionais 
 Hop Test 
 Testes práticos de treino esportivo 
Objetivos da aplicação de testes funcionais são: 
 Identificar possíveis déficits 
 Prever possível retorno ao esporte 
 Feedback ao paciente 
 
 
 
 
 
62 
 
ENTORSE DE TORNOZELO 
 
Epidemiologia 
 Lesão mais comum do esporte (20-40%) principalmente relacionado ao voleibol, 
basquete e futebol. 
 85% dos entorses de tornozelo ocorrem em inversão, 5% em eversão, 
 10% acomete a sindesmose. 
 
Mecanismo de Lesão 
 É um movimento violento; estiramento ou ruptura dos ligamentos; 
 O mecanismo de lesão habitual: inversão do pé; flexão plantar do tornozelo 
Lesão 
 As fibras que constituem os ligamentos não se alongam, devido a elasticidade 
reduzida, podendo haver rupturas parciais ou totais. 
 As lesões são classificadas em agudas e crônicas 
 
Porque o entorse em inversão é mais frequente? 
 O maléolo medial é mais curto; 
 Os ligamentos laterais são mais finos; 
 Os músculos eversores, que estabilizam a inversão, são em menor quantidade. 
 
Lesão Aguda 
Classificam-se em três graus: 
 
GRAU I 
 Ruptura de poucas fibras – lesão leve 
 Dor instantânea seguida de um período de alívio 
 Permite continuidade da atividade 
 Edema 
 Tornozelo estável 
 
GRAU II 
 Ruptura com maior nº de fibras – lesão moderada 
 Dor intensa 
 Impede a continuidade da atividade 
 Edema moderado 
 
 
63 
 Hematoma 
 Perda parcial da estabilidade (frouxidão ligamentar) 
 
GRAU III 
 Ruptura total de um ou mais ligamento – lesão grave 
 Dor intensa 
 Perda da capacidade de deambulação 
 Edema difuso 
 Hematoma 
 Instabilidade ligamentar 
Lesão Crônica 
Decorrente de: ausência do tratamento na fase aguda ou insucesso no tratamento na fase 
aguda. 
Classificadas em dois tipos: 
 Instabilidade Funcional 
 Instabilidade Mecânica 
 
Instabilidade Funcional: Entorses de repetição; Dificuldade ao deambular em solo 
irregular; 
 Isso se explica devido ao um dano nas terminações nervosas dos ligamentos e da 
cápsula articular, causando deficiência proprioceptiva. 
 
Instabilidade Mecânica: Frouxidão ligamentar 
 
Quadro Clínico: 
 Dor; 
 Edema localizado; 
 Equimose (ruptura dos vasos sanguíneos); 
 Diminuição da ADM ativa e passiva; 
 Diminuição da força muscular; 
 Dificuldade para deambular 
Diagnóstico: 
 Palpação 
 Dor na região do maléolo lateral 
 
Testes (a dor pode dificultar a realizaçãodos testes): 
 
 
 
64 
 Teste de Gaveta Anterior: Utilizado para testar a integridade do ligamento 
talofibular anterior. Uma mão do terapeuta no calcâneo – empurra-o para frente e 
rodando internamente; outra mão em torno da tíbia distalmente; Positivo quando o 
tálus movimenta-se para frente 
 
 Teste de Estresse em Varo: Utilizado para testar a integridade do ligamento 
calcâneo fíbular. Uma mão do terapeuta no calcâneo – movimento de varo; outra 
mão em torno da tíbia distalmente; Positivo quando observa-se uma exagero no 
varismo do pé. 
 
 Teste de Estresse em Valgo: Utilizado para testar a integridade do ligamento 
deltoideo. Uma mão do terapeuta no calcâneo – movimento de valgo; outra mão em 
torno da tíbia distalmente; positivo quando a manobra desencadeia dor aguda na 
região lateral do tornozelo. 
 
Exames Complementares: 
 Raio-X (quando suspeita de fraturas associadas) 
 Tomografia Computadorizada 
 Ressonância Magnética 
 
Reabilitação 
 
Conservador: Iniciar o tratamento o mais precoce possível para as lesões Graus I e II. 
Dividido em três fases: 
 Fase I 
 Fase II 
 Fase III 
 
Fase I 
Objetivos: 
 Limitar a extensão da lesão; 
 Controlar a inflamação; 
Condutas: 
 PRICE (repouso, gelo, compressão e elevação); 
 Evitar a descarga de peso; 
 Bandagem compressiva e funcional; 
 Gelo (15 a 20 min. – 3 a 4 vezes por dia – 5 dias) (tão logo a dor permita) 
 Exercícios isométricos; 
 Estimulação elétrica; 
 Massagem e dissociação do tendão do calcâneo; 
 Atividades aquáticas; 
 
 
65 
 
Fase II 
Objetivos: 
 Promover uma boa reparação tecidual; 
 Ganhar ADM; 
 Fortalecer e alongar a musculatura; 
 Treinar propriocepção; 
Condutas: 
 Laser AsGa; 
 US (modo: pulsado); 
 OC (modo: pulsado); 
 CDB (se não tiver sinais de inflamação – polo negativo); 
 Exercícios ativo-assistido com prancha e skate; 
 Exercícios no turbilhão; 
 Alongamento passivo de flexores plantares; 
 Mobilização articular; 
 Exercícios isométricos; 
 Exercícios resistidos com theraband; 
 Reeducação sensório- motora 
 Solo estável -> solo instável; 
 Olho aberto -> olho fechado; 
 Apoio bipodal -> apoio Unipodal; 
 Prancha, skate, disco de Freeman 
 
Fase III 
Objetivos: 
 Reeducação funcional 
Condutas: 
 Propriocepção dinâmica: 
 Saltos; 
 Corrida (todas as direções); 
 Drible; 
 Rotações; 
 Obs.: em caso de atletas, associar ao gesto esportivo 
 
Para as lesões Grau III 
É recomendado a proteção articular com imobilizadores mais efetivos, por um período de 4 
a 6 semanas. Após retirada da imobilização seguir a mesma sistemática citada 
anteriormente. 
 
 
 
66 
 SAÚDE DA MULHER 
 
Principais Funções da Pelve 
– Contenção das vísceras pélvicas e abdominais 
– Transferência do peso do corpo para os MMII 
– Permite passagem da uretra, vagina e reto 
Anatomia 
 Anel Ósseo: 
– Ilíacos, sacro e cóccix 
 Articulações: 
– Anteriormente: Sínfise púbica 
– Posteriormente: Art. Sacro ilíaca e art. Sacro coccigeana 
 Ligamentos: 
– Lig. Ileolombar (L5 – ilíaco) – limitam inclinação lateral do tronco e rotação 
da coluna. 
– Lig. Sacro-ilíaco anterior (sacro-ilio) – estabilizam a art. Sacro-ilíaca e 
limitam o movimento de nutação e contra-nutação. 
– Lig. Sacro-ilíaco posterior (sacro-ilio) - estabilizam a art. Sacro-ilíaca e 
limitam o movimento de nutação e, principalmente, contra-nutação. 
– Lig. Sacro- tuberal (sacro-tuberosidade isquiática) 
– lig. Sacro espinal (sacro- espinha isquiática) – limitam a nutação e 
amenizam as forças de impacto. 
 
Tipos morfológicos de pelve 
 GINECÓIDE – Mais comum em mulheres. 
 ANDRÓIDE – Presente na maioria dos homens. 
 ANTROPÓIDE – Predominante em mulheres negras. 
http://www.edimarcunico.com.br/
 
 
67 
 PLATIPELÓIDE – É rara em ambos os sexos. 
 
 
Movimentos Sacro Ilíacos 
 Nutação: base sacral se move anterior e inferiormente e o ápice do sacro de move 
posterior e superiormente. 
 Contra nutação: a base sacral se move posterior e superiormente e o ápice do sacro 
se move anterior e inferiormente. 
Músculos pélvicos 
 Parede latero-posterior: 
– Piriforme 
– Obturador interno 
 Parede inferior: 
– Planos superficial: períneo urogenital, períneo anal; 
– Plano médio: diafragma urogenital (isquiocavernoso, bulboesponjoso, 
transverso superficial e profundo do períneo) 
– Plano profundo: diafragma pélvico (levantador do ânus, coccígeo e fáscias 
que cobrem sua face superior e inferior) 
Diafragma Pélvico 
 O levantador do ânus forma um anel muscular que sustenta as vísceras pélvicas em 
posição fisiológica retro púbica; 
 Oferecem resistência ao aumento da pressão intra abdominal; 
 Ação importante esfincteriana sobre a junção anorretal e uretra; 
 Mantem tônus vaginal. 
Funções dos Músculos do assoalho pélvico (MAP) 
 Suporte ao aumento da pressão intra-abdominal; 
 Sustentação dos componentes pélvicos; 
 Continência urinária e fecal; 
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=imgres&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiYu7XAqu_RAhVHxpAKHb-ED0oQjRwIBw&url=https://yogaestudio.org/2014/10/25/alicerce-dinamico/&psig=AFQjCNFElRv21ipZLCL8C9G_9vrcoN0urQ&ust=1486053413910414
 
 
68 
 Intercurso sexual e do parto; 
 Estabilização postural. 
O equilíbrio da pelve depende: ação dos MAP, ação dos abdominais, ação dos músculos 
dorsais (multifidos) 
 
SISTEMA URINÁRIO – FISIOLOGIA 
 É composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra 
 A função da bexiga é armazenar urina 
 A função da uretra é conduzir e conter urina 
 
Bexiga 
 Musculo detrusor 
 Esfíncter interno (espessamento do musculo detrusor) 
 No homem contém mais fibras 
 
 
Retocele 
A retocele se desenvolve quando o reto cai e se projeta em direção à parede posterior da 
vagina. Ela resulta do enfraquecimento da parede muscular do reto e do tecido conjuntivo ao 
redor do reto. 
 
 
69 
A retocele pode dificultar a evacuação e pode causar constipação. A mulher pode ter 
dificuldade em evacuar todo o conteúdo intestinal. Algumas mulheres precisam colocar um 
dedo na vagina e pressionar contra o reto para evacuar. 
Enterocele 
A enterocele se desenvolve quando o intestino delgado e o revestimento da cavidade 
abdominal (peritônio) caem e ficam salientes entre a vagina e o reto. Ela ocorre mais 
frequentemente após o útero ter sido removido cirurgicamente (histerectomia). A enterocele 
resulta do enfraquecimento do tecido conjuntivo e dos ligamentos que sustentam o útero. 
A enterocele muitas vezes não apresenta sintomas. Porém, algumas mulheres sentem uma 
sensação de plenitude ou pressão ou dor na pelve. A dor também pode ser sentida na 
região lombar. 
Cistocele e cistouretrocele 
A Cistocele se desenvolve quando a bexiga cai e se projeta em direção à parede frontal da 
vagina. Ela resulta do enfraquecimento do tecido conjuntivo e das estruturas de sustentação 
em torno da bexiga. Quando a ureterocele e a cistocele ocorrem juntas, esse quadro clínico 
é chamado de cistouretrocele. 
Mulheres com qualquer um desses distúrbios podem ter incontinência de esforço (liberação 
da urina durante a tosse, risos ou qualquer outra manobra que, de repente, aumenta a 
pressão dentro do abdômen). Se forem graves, esses distúrbios podem causar incontinência 
por transbordamento (a liberação da urina quando a bexiga fica muito cheia) ou retenção 
urinária. Depois de urinar, a bexiga pode não esvaziar completamente. Às vezes, uma 
infecção do trato urinário se desenvolve. Se os nervos da bexiga ou da uretra estiverem 
danificados, as mulheres que tiverem esses distúrbios podem desenvolver incontinência de 
urgência (uma vontade intensa e irreprimível de urinar, resultando na liberação da urina). 
Prolapso do útero 
No prolapso do útero, o útero cai dentro da vagina. Isso geralmente resulta de 
enfraquecimentodo tecido conjuntivo e dos ligamentos de sustentação do útero. O útero 
pode ficar saliente das seguintes maneiras: 
 Apenas em direção à parte superior da vagina 
 Para baixo em direção à abertura da vagina 
 Parcialmente através da abertura 
 Atravessando completamente a abertura, resultado em um prolapso uterino total 
(procidência) 
A gravidade dos sintomas é determinada pela profundidade do prolapso do útero. 
O prolapso do útero pode causar dor lombar ou no cóccix, dificuldade em defecar e dor 
durante as relações sexuais, bem como uma sensação de peso ou pressão – uma sensação 
de que os órgãos pélvicos estão caindo. No entanto, muitas mulheres não apresentam 
nenhum sintoma. 
O prolapso uterino total pode causar dor durante a caminhada. Feridas podem se 
desenvolver no colo do útero (a parte inferior do útero) saliente e causar sangramento, 
secreção e infecção. 
O prolapso do útero pode causar uma torção na uretra. A torção pode esconder a 
incontinência urinária se estiver presente ou tornar o ato de urinar difícil. 
 
 
70 
Prolapso da vagina 
No prolapso da vagina, a parte superior da vagina cai em direção à parte inferior, de modo 
que a vagina vira do avesso. A parte superior pode cair a meio pela vagina ou em toda a sua 
extensão, projetando-se para fora do corpo e causando o prolapso vaginal total. 
Normalmente, a cistocele ou a retocele também estão presentes. 
O prolapso vaginal total pode causar dor ao se sentar ou caminhar. Feridas podem se 
desenvolver na vagina saliente e causar sangramento e corrimento. O prolapso da vagina 
pode causar uma necessidade irresistível ou frequente de urinar. Ou pode causar torção da 
uretra. A torção pode esconder a incontinência urinária se estiver presente ou tornar o ato 
de urinar difícil. Evacuar pode também ser difícil. 
 
 
Incontinência urinaria 
Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais frequente no 
sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em 
mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da 
uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com 
que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a 
contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em 
volta uretra sejam mais frágeis nas mulheres. 
 
Causas 
 
 
71 
 Gravidez e parto 
 Tumores malignos e benignos 
 Doenças que comprimem a bexiga 
 Obesidade 
 Tosse crônica 
Diagnostico 
 São dados importantes para o diagnóstico o levantamento da história dos pacientes e 
a elaboração de um diário miccional onde eles devem registrar as características e 
frequência da perda urinária. 
 Outro recurso para firmar o diagnóstico é o exame urodinâmico, que é pouco invasivo 
e registra a ocorrência de contrações vesicais e a perda urinaria sob esforço. 
AFA – Avaliação funcional da musculatura do assoalho pélvico 
 A paciente é submetida a exame de toque vaginal. 
 Solicita-se a contração do assoalho pélvico de modo a segurar os dedos do 
examinador. 
 A capacidade de contrair ou não é registrada, conjuntamente ao cálculo da resistência 
e do tempo máximo em que a contração perdurou, atribuindo-se o grau conforme a 
classificação de AFA – ORTIZ, 1994. 
 
 GRAU O = Sem função perineal subjetiva (visual) e objetiva (detectada pela palpação) 
 GRAU 1 = Sem função perineal subjetiva e objetiva débil 
 GRAU 2 = Função perineal subjetiva e objetiva medianas (sem resistência opositora à 
palpação) 
 GRAU 3 = Função perineal subjetiva e objetiva mantidas, com resistência opositora 
mantida à palpação por menos de 5 segundos 
 GRAU 4 = Função perineal subjetiva e objetiva mantidas, com resistência opositora 
mantida à palpação por mais de 5 segundos 
 
 
Tipos de incontinência 
 
 Esforço ou Stress (Incontinência por hipermobilidade do colo vesical e/ou 
Incontinência Esfincteriana): perda de urina aos esforços como tossir, espirrar ou 
gargalhar. 
 Urge- incontinência (bexiga hiperativa): perda de urina acompanhada de urgência 
urinária. 
 Mista: associação da incontinência urinária de esforço e da urge-incontinência. 
 Reflexa (Bexiga Neurogênica): desordens neuropáticas da bexiga e da uretra ou 
hiperreflexia do detrusor. 
 Por Transbordamento: causada por obstrução infravesical ou atonia vesical. 
 
 
72 
 Extra Uretral: de causas congênitas e ou causadas por fístulas. 
 Funcional: pode ser temporária e geralmente causada por medicamentos ou 
alteração cognitiva 
 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO 
É a perda urinária com manobra de esforço, na qual a pressão intra-abdominal excede a 
pressão uretral, na ausência da contração do músculo detrusor. 
Sintoma: perda involuntária de urina durante esforço físico. 
Sinal: identificação da perda de urina pela uretra, sincrônica ao aumento de pressão 
abdominal. 
Condição: perda de urina quando a pressão vesical excede a pressão uretral, na ausência 
de atividade do detrusor 
Perda com: 
 Tosse 
 Espirro 
 Atividades esportivas 
 Mudanças de postura 
Causas: 
 Por hipermobilidade do colo vesical 
 Por déficit do esfíncter interno da uretra 
 
Classificação da IUE (segundo Blaivas e Olsson): 
 Tipo 0: IUE sem demonstração objetiva de perda, colo vesical e uretra abrem 
durante esforço 
 Tipo I: colo vesical e uretra abrem e descem menos de 2cm durante esforço, com 
discreta procedência da parede vaginal anterior 
 Tipo IIa: colo vesical e uretra abrem e descem mais de 2cm durante esforço, com 
procedência da parede vaginal anterior 
 Tipo IIb: colo vesical e uretra ficam abaixo da borda inferior da sínfise púbica no 
repouso, podendo descer durante esforço 
 Tipo III: colo vesical e uretra estão abertos durante repouso, na ausência de 
contração do detrusor 
 
URGE-INCONTINENCIA - BEXIGA HIPERATIVA 
Urge-Incontinência 
 Perda de urina associado a forte desejo de urinar 
 É uma condição na qual ocorre contração do músculo detrusor durante o enchimento 
vesical, espontaneamente ou provocada por certas manobras, enquanto a paciente 
tenta parar a micção” 
 30 a 60 % das mulheres c/ queixa de perda urinária apresentam Bexiga Hiperativa 
 
 
73 
 
Bexiga Hiperativa: 
A hiperatividade do detrusor é caracterizada por contração não-inibida do músculo detrusor 
de forma abrupta e involuntária. Caracterizada por bexiga hiperativa quando de origem 
idiopática e, bexiga hiperativa neurogênica quando a origem é neurológica (ICS,2002) 
 
Quadro Clínico da Bexiga Hiperativa: 
• Aumento da frequência urinária: mais de 8 micções/dia 
• Urgência miccional: desejo repentino, dificilmente inadiável de urinar 
• Urge-incontinência: perda urinária precedida por urgência urinária 
• Enurese noturna: micção durante o sono 
• Noctúria: acordar mais de 1 vez para urinar 
• Perda de urina aos esforços: o esforço como fator desencadeador de contrações 
não-inibidas 
• Perda urinária durante relação sexual 
 
BEXIGA NEUROGÊNICA 
 
Bexiga neurogênica é a denominação que se dá a uma disfunção vesical secundária a um 
comprometimento dos nervos que controlam o aparelho urinário. 
Tipos de bexiga neurogênica são bexiga espástica, bexiga reflexa e bexiga flácida. 
Bexiga espástica – Na bexiga espástica os impulsos nervosos espontâneos para a bexiga 
provocam contrações inesperadas, resultando em micção acidental. 
 
Bexiga flácida – Em algumas condições de bexiga neurogênica, a bexiga pode tornar-se 
flácida e distendida e deixará de contrair totalmente, resultando no esvaziamento parcial e 
perda contínua involuntária de pequenas quantidades de urina. Neste tipo de bexiga 
neurogênica, também aumenta os riscos de infecções do trato urinário. 
 Complicações 
A complicação mais comum da bexiga neurogênica é a infecção urinária e a mais grave é a 
deterioração renal. Essascomplicações são resultado de estase urinária residual, com 
aumento da pressão vesical para as vias urinárias superiores, favorecendo as infecções 
urinárias e o desenvolvimento de refluxo vesicoureteral com futura deterioração renal. Além 
disso, há perda contínua de urina com odor desagradável e lesões de pele em contato com a 
urina. 
 Causas 
A bexiga neurogênica pode ter várias causas como, um lesão medular, esclerose múltipla, 
diabetes mellitus, traumatismo lombar, alcoolismo e intoxicação medicamentosa. A 
incontinência urinária (IU) decorrente da bexiga neurogênica é a IU por transbordamento com 
 
 
74 
escape incontrolável de pequenas quantidades de urina de uma bexiga cheia. O escape 
ocorre quando a bexiga torna-se dilatada e insensível devido à retenção crônica de urina. 
 
Avaliação do assoalho pélvico 
 
 
P.E.R.F.E.C.T 
 
P : power (força muscular). Avalia a presença e a intensidade da contração -voluntaria do 
assoalho pelvico, graduando-se de 0 a 5 conforme o sistema de oxford. 
0 - ausencia de contração muscular perivaginais 
1 - esboço de contração muscular não sustentada 
2 - presença de contração de pequena intensidade, mas que se sustenta. 
3 - contração moderada, sentida como um aumento da pressão intravaginal, que 
comprime os dedos do examinador com pequena elevação cranial da parede da 
vagina. 
4 - contração satisfatoria, aquela que aperta os dedos do examinador com elevação 
da parede vaginal em direção a sinfise pubica. 
5 - contração forte: compressão firme nos dedos no examinador, com movimento 
positivo em direção a sinfise pubica. 
 
E: endurance (manutenção da contração). É uma função de tempo (em segundos) em 
que a contração voluntaria é mantida e sustentada (o ideal é mais de 10 segundos) e seria 
resultado da atividade de fibras musculares lentas. 
 
R: repetion (repetição das contrações mantidas). Numero de contrações com duração 
satisfatoria (mais de 5 segundos) que a paciente consegue realizar após um perido de 4 
segundos de repouso entre as mesmas. O numero conseguido sem comprometimento da 
intensidade, é anotado. 
 
 
 
75 
F: fast (numero de contrações rapidas). Medida da contratibilidade das fibras musculares 
rapidas determinadas após 2 minutos de repouso. Anota-se o numero de contrações rapidas 
de um segundo ( até 10 vezes) 
 
E . C. T. (every, contrations, timed). É a medida do examinador para monitorar o 
progresso de cronometragem das contrações. Permite demonstrar de maneira pratica este 
progresso. Por exemplo, uma mulher que inicialmente conseguiu realizar 3 contrações com 
duração de 5 segundos e com a evolução do tratamento foi capaz de realizar 10 contrações 
de 5 segundos, demonstra de maneira pratica esse progresso. 
 
o Coordenação: é importante monitorar a habilidade de relaxar de maneira 
rápida e completa. Um relaxamento parcial ou muito lento significa uma 
coordenação insatisfatória e um relaxamento total e rápido significa um 
resultado satisfatório. Esse teste completa o exame vaginal 
 
 
Reabilitação 
Na Incontinência urinária, os fisioterapeutas ginecológicos atuam através de 
eletroestimulação e reabilitação miccional, e ensinam às mulheres exercícios de 
fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, que também é importante no tratamento 
da disfunção sexual feminina. 
Considere os fatores que levam a incontinência urinária do idoso – uso de diuréticos, ingestão 
hídrica, situações de demência e delírio, problemas de locomoção – e tente contorná-los. Às 
vezes, a perda de urina nessa faixa de idade é mais um problema social do que físico; 
 Evitar a obesidade e o sedentarismo, controlar o ganho de peso durante a gestação, praticar 
exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico, são medidas que podem ser úteis 
na prevenção da incontinência urinária. 
 
Terapia comportamental 
 Reeducação Vesical 
 Reeducação Intestinal 
 Reeducação Comportamental 
 Diário Miccional 
 Treinamento ou Reeducação Vesical 
 Esvaziamento Programado 
 Orientações Alimentares e Ingesta hídrica 
 
 
Reeducação muscular 
 
 
76 
 Cinesioterapia 
 Cone Vaginal 
 Eletroestimulação 
 Biofeedback 
 
Cinesioterapia 
 Indicações 
o Propriocepção 
o Fortalecer 
o Coordenar 
o Manter 
 Contra Indicações 
o Infecções Urinárias ou Pélvicas 
o Patologias associadas ou limitantes 
Exercícios 
o Contrações Rápidas 
o Contrações Lentas 
o Exercícios Abdominais 
o Controle Postural 
 
Exercícios com bola suíça 
Exercícios de relógio, ponte, nutação e contra- nutação 
 
Cones vaginais 
Os cones vaginais são indicados para auxiliar no fortalecimento 
do assoalho pélvico. São cones de diversos pesos no qual é 
trocado para garantir maior reabilitação. 
 Rosa 20 gramas 
 Amarelo 32 gramas 
 Marfim 45 gramas 
 Verde 57 gramas 
 Azul 70 gramas 
Contraindicações: gestação, prolapso, infecção uterina e período 
menstrual. 
 
Eletroestimulação 
Estimulação do pudendo intra ou extracavitária. Eletrodos vaginais, retais ou de superfície 
http://1.bp.blogspot.com/-c1603AgrbOY/VABp3gA-zLI/AAAAAAAAANM/fjLHGq_OvwA/s1600/cone.jpg
 
 
77 
Indicações: 
 Fortalecimento MAP 
 Inibição Detrusora 
Contra Indicação 
 Implante Metálico 
 Gestação 
 Prolapso (intracavitário) 
 Infecções Pélvicas 
 Sensibilidade 
 Anatomia e aceitação 
 Lesões cutâneas 
Incontinência urinaria de esforço - IUE 
 Frequência – 50 a 65 Hz 
 Largura de Pulso – 250 a 400 ms 
 Ton/Toff – 2/4s 
Bexiga Hiperativa 
 Frequência: <10Hz 
 Largura de Pulso: 200ms 
Ativação de arco reflexo – Reflexo n. Pélvico 
 
Eletroestimulação do tibial posterior 
 
 
Biofeedback 
Indicação 
 Conscientização dos MAPs 
 Evitar uso de musculatura acessória 
 Maximizar esforço de contração 
 
 
78 
 Motivação nos Exercícios 
 Informe de progresso 
Contraindicação 
 Infecção Urinária ou Pélvica 
 Impedimento anatômico ou aceitação 
 Período Menstrual 
 
 
Anorgasmia 
Estudos populacionais têm demonstrado altas taxas de disfunções sexuais, entre elas 
a anorgasmia feminina, que entende-se por dificuldade de atingir o orgasmo ou a ausência 
dele. Anorgasmia não deve ser confundida com frigidez, pois a mulher que sofre de 
anorgasmia tem interesse sexual e todas as respostas satisfatórias para realizar o ato sexual. 
A anorgasmia pode ser dividida em primária e secundária, onde anorgasmia primária a mulher 
nunca experimentou um orgasmo, enquanto que, na secundária ela possuía orgasmos, mas 
de alguma forma passou a não mais apresentá-los. 
 
Etiologia 
 Experiências vivenciadas na infância e adolescência (Psicorrelacionais), 
 Biológicas 
 Qualidade do relacionamento ao qual a pessoa está inserida. 
 Depressão 
 
Objetivo 
Fortalecimento perineal, trabalhando com técnicas, como por exemplo a 
cinesioterapia. 
 
Reabilitação 
 Exercícios perineais 
 Autoconhecimento corporal (região pélvica) 
 Educação 
 Fortalecimento do assoalho pélvico 
 
Cinesioterapia 
 Exercícios de Kegel 
 Ginastica hipopresiva 
http://photos1.blogger.com/blogger/3756/2928/1600/biofeedback.jpg
 
 
79 
Eletroestimulação 
Biofeedback 
Terapia manual 
Método pilates 
 
Exercícios de Kegel 
 
 Decúbito dorsal, pernas semifletido, pés no chão, expirar, colocar a pelve em 
retroversão e em seguida elevar as nádegas mantendo anteroversão. Repousar 
lentamente inspirando, desenrolando lentamente a região lombar até o solo. 
 
 
 Decúbito dorsal, nádegas apoiadas no chão, colocar entre as pernas um medicine-ball 
e elevar as duas pernas semi-estendidas. 
 
 
 
 Decúbito dorsal, nádegas ligeiramente elevadas, perna de apoio flexionada e que fará 
a elevação estendida. Realizar o exercício com as duas pernas. 
 
 
 
 Em pé, com uma bola entre as faces internas da coxa, ficar na ponta dos pés, 
contraindo o períneo e relaxando-o ao voltar com as plantas dos pés no chão. Sentada com as duas pernas estendidas realizar contrações da musculatura perineal. 
 
 
 
 
 
 
80 
Endometriose 
O endométrio é um tecido que reveste a parte interna do útero, sendo constituído por vasos 
sanguíneos e células especializadas, que descamam e resultam na menstruação. 
Este tecido tem como função oferecer condições adequadas para a implantação e nutrição do 
óvulo fecundado, até que aconteça a formação da placenta para possibilitar o transporte de 
oxigênio e demais nutrientes entre mãe e feto. 
No caso da endometriose, em vez das células do endométrio serem expelidas na 
menstruação, migram no sentido oposto e podem atingir locais fora da cavidade uterina 
A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial, localizado fora da 
cavidade uterina, como superfície peritoneal, ovários, septo retovaginal, além de bexiga, reto, 
sigmoide e outras porções do tubo digestivo. 
 
Estudos apontam uma prevalência de até 20% em mulheres em idade reprodutiva e que 30 a 
50% das mulheres inférteis apresentam endometriose. 
A etiologia da endometriose é obscura e as suas teorias são múltiplas. 
Porém, as evidências indicam que as combinações de fatores genéticos, contribuir para a 
formação e desenvolvimento dos focos ectópicos de endometriose 
 
Sintomas 
 Cólicas menstruais severas (dismenorreia) 
 Dispareunia (dor durante o ato sexual) 
 Cisto de ovário 
 Outros sintomas encontrados são os intestinais, que se dão devido a secreção de 
prostaglandinas, podendo acontecer um aumento do hábito intestinal durante a 
menstruação, que estimula a contração do intestino. Se avançada, a doença atinge o 
intestino grosso causando sangramento e dificuldade ao evacuar 
 Dor pélvica 
 Dor lombar 
 Desconforto abdominal 
 Já os sintomas urinários aparecem quando a endometriose é implantada na parede 
da bexiga e causa inflamação e irritação, fazendo com que a mulher tenha dor ao 
urinar, vá ao banheiro diversas vezes ao dia e tenha dificuldade de segurar a urina 
quando a bexiga está cheia. 
 Alteração de ciclo menstrual 
 
Diagnostico 
 Sintomas 
 Exame ginecológico 
 Fatores de risco 
 
 
 
 
81 
Reabilitação 
Diversos estudos mostram que o tempo entre o início dos sintomas álgicos e o diagnóstico e 
tratamento da doença é muito longo. 
Este longo período de dor, sem diagnóstico, leva às alterações musculoesqueléticas 
relevantes. Da mesma forma, existem ossos, músculos, nervos, fáscias e ligamentos na 
pelve e abdômen que estão sujeitos a alterações substanciais. 
Com isso, os fisioterapeutas avaliam o alinhamento, a musculatura, os sistemas fasciais e 
os padrões de movimento da pelve e do corpo, procurando solucionar problemas 
relacionados com a dor intensa e com a consequente diminuição da qualidade de vida. 
Alguns recursos utilizados para aliviar essa patologia são: 
 Eletroterapia, 
 Cinesioterapia 
 Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico 
 Exercícios direcionados à elevação da liberação de endorfinas, 
 Massagem, 
 Terapia manual, 
 Terapias posturais, 
 Crioterapia, 
 termoterapia, 
 Acupuntura e exercícios aeróbicos 
 
Dispareunia 
Dispareunia é definida como dor durante o ato sexual. 
É um sintoma incomodo e que pode levar a problemas e conflitos dentro de uma relação. 
Causas 
 Lubrificação genital inadequada, isso pode ser um problema após o parto, cirurgia; 
 Infecções da vulva ou da vagina com organismos como herpes simples, Candida 
albicans; 
 Estados congênitos tais como o hímen rígido ou estenose vaginal, ou um septo 
vaginal; 
 Mudanças da menopausa devida a deficiência de estrógeno. 
 Doença inflamatória pélvica crônica ou aguda; 
 Endometriose; 
 Gravidez ectópica; 
 Útero retrovertido; prolapso da bexiga, útero ou reto; prolapso dos ovários na bolsa de 
Douglas; ligamento largo; rasgadura. 
 
 
 
82 
Reabilitação 
 Técnica de dessensibilização do local; 
 Massagem local; 
 Alongamento; 
 Biofeedback; 
 Exercícios de Kegel; 
 Cones vaginais; 
 Estimulação elétrica. 
 
 Objetivo: 
 Melhora da resposta sexual; 
 Aumento do fluxo sanguíneo local; 
 Flexibilidade no introito vaginal; 
 Diminuição da dor; 
 
Vaginismo 
 
 O vaginismo é uma disfunção onde acontece contração involuntária dos músculos da 
vagina (espasmo). 
 Por mais que se ouve pouco, o vaginismo é muito comum, 5 em cada 100 mulheres 
sofrem algum grau de vaginismo. Ele tem cura e merece atenção. 
Causas 
 O vaginismo é uma condição única que pode resultar de uma combinação tanto de 
causas físicas quanto não-físicas, ou podem não ter causa perceptível. 
 Medo; 
 Ansiedade ou estresse; 
 Problemas de relacionamento; 
 Eventos Traumáticos; 
 Experiência de Infância; 
 Nenhuma causa. 
 Problemas de saúde; 
 Parto normal; 
 
 
83 
 Mudanças relacionadas à idade; 
 Desconforto temporário; 
 Trauma pélvico; 
 Abuso; 
 Medicações. 
 
Diagnostico 
 Não existe nenhum exame definitivo para o diagnóstico do vaginismo, geralmente é 
feito pelo histórico do paciente, exame clínico e por exames de imagem juntamente 
com os sintomas descritos pelo paciente. 
 
Sintomas 
 
 Dependendo da intensidade, os sintomas do vaginismo variam desde leves sensações 
de ardência com contração na abertura vaginal até o seu total fechamento; 
 Estreitamento da abertura vaginal durante o sexo; 
 Penetração difícil ou impossível; 
 Dor na entrada vaginal; 
 Desconforto sexual frequente ou dor após o parto; 
 Infecções urinárias ou fúngicas; 
 
Tratamento 
 Autoconhecimento da anatomia; 
 Relaxamento; 
 Termoterapia; 
 Terapia Manual; 
 Dilatadores Vaginais; 
 Eletroestimulação; 
 Biofeedback; 
 Cinesioterapia. 
 
Terapia manual 
 
 
84 
 
 
Dilatadores vaginais 
 
 
Gestação 
Adaptações hormonais 
HCG- Gonadotrofina Coriônica Humana 
• Secreção: células sinciciais trofoblásticas (8 a 9 dias pós ovulação) 
• Pico: 10 a 12 semanas; 
• Impede a involução do corpo lúteo/ menstruação; 
• Proliferação e reserva de nutrientes endometriais. 
HCS - Somatomamotropina Coriônica 
• Secreção: sinciciotrofoblasto 
• Correlaciona seus níveis com peso placentário; 
• Desenvolvimento das mamas (HPL- Lactogênico placentário humano) 
Relaxina 
• Secreção: corpo lúteo gravídico e placenta; 
• Pico: 1º trimestre; 
• Dispersão das fibras colágenas com substituição gradual por uma forma remodelada 
+ aquosa; 
• Maior complacência da cérvix no parto; 
 
 
85 
• Maior extensibilidade e relaxamento das articulações. 
Estrógeno 
• Produzido pelos folículos ovarianos e placenta; 
• Crescimento do útero e ductos mamários; 
• Retenção hídrica; 
• Relaxamento ligamentar; 
• Metabolismo do cálcio materno; 
• Auxilia no desenvolvimento fetal aumenta a velocidade de reprodução celular; 
Progesterona 
• Secreção pela placenta e corpo lúteo gravídico; 
• Do tônus da musculatura lisa (contratilidade uterina); 
• Tonicidade musculatura lisa (estômago, bexiga, vasos sanguíneos); 
• Relaxamento dos ligamentos pélvicos; 
• Temperatura corporal, das mamas e ingestão alimentar. 
• Pico: após 20 semanas 
 
Sistema musculoesquelético 
 
Efeitos hormonais 
• Estrógeno+ relaxina + progesterona + cortisol: 
• Substituição do colágeno com maior extensibilidade e flexibilidade nas articulações: 
• Maior retenção hídrica; 
• Hipotonia vascular; 
• Edemas, varizes, compressões nervosas, hipermobilidade articular e pélvica. 
 
Sobrecarga ponderal 
• 3,5 kg – feto 
• 1,0 kg – crescimento uterino 
Compensações 
posturais
Mudança na 
marcha
Aumento base 
de apoio
 
 
86 
• 1,0 kg – crescimento mamário 
• 3,0 kg – volume plasmático 
• 2,0 kg – placenta, líquido amniótico e membranas fetais (anexos embrionários) 
• 1,5 kg – depósito de gordura corpórea 
_____________ 
 12 kg total (9 a 12 kg) 
 
Distúrbios posturais na gestação 
• Processo de transformaçõesbiomecânicas; 
• Modificações orgânicas; 
• Má distribuição do peso 
• Hábitos posturais; 
• Algias vertebrais 
• Dor referida 
 
Diástase abdominal 
 
 
Sistema cardiovascular 
 Aumento do volume sanguíneo; 
• Aumento do debito cardíaco (20-24 semanas) 
• Aumento dos batimentos cardíacos 
• Diminuição da PA sistólica 
 
Compressão da veia cava inferior pelo útero: 
• Diminuição do debito cardíaco; 
• Diminuição da resistência periférica; 
 
 
87 
• Diminuição da pressão diastólica. 
 
Sistema hematológico 
• Baixos níveis fisiológicos de hemácias, plaquetas e proteínas: 
• Anemia fisiológica; 
• Anemia adquirida (dieta inadequada e má absorção). 
 
Sistema respiratório 
• Estimulo hormonal (progesterona) 
• Aumento da frequência das incursões respiratórias (15 p/ 18irpm) 
• Aproximação do útero gravídico ao diafragma 
Diminuição da capacidade residual funcional 
 
Sistema gastrointestinal 
 Vasodilatação periférica: 
• Aumento das secreções mucosas; 
• Hiperemia e amolecimento da gengiva 
• Salivação excessiva 
• Hipotonicidade da musculatura lisa 
• Deslocamento do estômago 
• Diminuição do tônus e esfíncter esofágico 
• Retardamento do esvaziamento gástrico 
• Pirose 
• Hipotonicidade da musculatura lisa (progesterona) 
• Compressão mecânica do intestino 
• Maior reabsorção de água e sódio- aldosterona: 
• Constipação intestinal 
• Presença de hemorroidárias 
 
Sistema urinário 
• Aumento do volume plasmático: 
• Aumento do volume plasmático renal 
 
 
88 
• Aumento da filtração glomerular 
• Aumento do tamanho e peso dos rins 
• Dilatação dos ureteres 
• Aumento do tamanho e peso dos rins 
• Dilatação dos ureteres 
• Hipotonia dos canais urinários 
• Incompetência valvular 
• Maior armazenamento e estagnação da urina 
• Tendência a infecções urinárias 
• Deslocamento cefálico da bexiga 
• Compressão mecânica e aumento das pressões abdominais 
• Incontinência urinária 
 
 
Outras adaptações fisiológicas maternas 
Glândulas sudoríparas e sebáceas 
 Aumento da transpiração e alterações cutâneas 
Mamas 
 Aumento do tamanho e desenvolvimento do tecido glandular(estrógeno) 
 Desenvolvimento do sistema lóbulo alveolar (progesterona) 
 Dilatação das glândulas sebáceas na região areolar 
 Hiperpigmentação areolar 
 
Puerpério 
Período que se segue ao parto, no qual os órgãos e sistemas envolvidos, direta ou 
indiretamente, sofrem processos regenerativos, na tentativa de retornarem às condições pré-
gravídicas. 
Classificação 
 Puerpério imediato 
Após o secundamento até o 10º dia. 
 Puerpério tardio 
Entre o 11º e o 45º dia. 
 
 
89 
 Puerpério remoto 
Além do 45º. 
 
Puerpério imediato 
Período de maiores transformações fisiológicas (corporais e psíquicas), e de maiores 
possibilidades de complicações clínico-cirúrgicas (puerpério patológico). 
 
Necessidade de monitorização. 
 Involução uterina 
 Reconstituição da cérvice uterina (10º dia) 
 Presença de líquidos (sanguíneo/serosanguíneo) 
 Atrofia do epitélio de revestimento vaginal 
 Elevação da pressão arterial de 10 a 20 mmHg 
 Diminuição da pressão venosa dos membros inferiores 
 Sede excessiva 
 Constipação intestinal e presença de gases (restaurado no 3º/4º dia) 
 Perda de peso 
 Diminuição do edema 
 Aumento da urina residual 
 Diminuição da diurese – desidratação no TP 
 
Puerpério tardio 
• Regeneração do epitélio vaginal 
• Regressão e regeneração uterina 
• Regressão do líquidos (sanguíneo /seroso) 
• Retorno da capacidade residual funcional e volume de reserva expiratória aos valores 
basais 
• Aumento da diurese – eliminação do líquido acumulado durante a gestação 
Puerpério remoto 
 Retorno da menstruação (dependente do aleitamento materno) 
 Retorno da função e das alterações morfológicas do sistema renal 
 Retorno do rendimento cardíaco, volume plasmático e resistência vascular aos valores 
pré gravídicos 
 
 
90 
 Regressão das modificações na pele 
 
No puerpério Todas as modificações podem ser influenciadas pela lactação 
 
Avaliação fisioterapêutica no puerpério imediato 
 
Observação do prontuário médico 
 Dados pessoais e obstétricos 
 Antecedentes pessoais e obstétricos 
 História da gestação atual 
 Exame clínico 
 Exames complementares 
 Evolução do trabalho de parto 
 Descrição do parto / duração / complicações 
 Dados do recém-nascido 
 Dados clínicos do puerpério imediato 
 
Avaliação fisioterapêutica 
 Anamnese 
 História da gestação atual 
Exame físico 
 Dados vitais 
 Sinais de formação de trombos 
 Avaliação respiratória 
 Avaliação do abdome 
 Avaliação dos membros inferiores 
 Avaliação das mamas e condições para o aleitamento materno. 
 
ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NO PUERPÉRIO IMEDIATO 
 
Dependente do tempo de pós-parto e condições atuais da puérpera. 
 Estímulo respiratório 
 Estímulo circulatório 
 Reforço da cinta abdominal 
 Reforço do assoalho pélvico 
 Estímulo do peristaltismo intestinal 
 
 
91 
 Estímulo ao aleitamento materno 
 Minimização de posturas antálgicas e diminuição de tensões musculares 
 
Aplicação de TENS na cicatriz 
 
 
Parto vaginal 
 Compressa de gelo na episiorrafia; 
 Drenagem linfática manual (vulva) 
 Respiração profunda é benéfica pelos seus efeitos relaxantes e circulatórios. 
 Exercícios com o pé, tornozelo e perna ajudarão a melhorar a circulação. 
 
Reforço da cinta abdominal 
 Associado à respiração diafragmática; 
 Inclinação pélvica. 
Reforço do assoalho pélvico 
 Alivia a dor; 
 Reduz o edema, estimulando a circulação local; 
 Previne ou trata disfunções miccionais. 
 
Estímulo do peristaltismo intestinal 
 Associado aos exercícios respiratórios; 
 Estimular a deambulação; 
 Massagem abdominal. 
 
Minimização de posturas antálgicas e diminuição de tensões musculares 
 
 
92 
 
 
Minimização de posturas antálgicas e diminuição de tensões musculares 
 
 
Minimização de posturas antálgicas e diminuição de tensões musculares 
 
 
Estímulo ao aleitamento materno 
“Maravilhosa e programada interação humana que dá à mãe intensa satisfação e ao seu bebê 
tudo de que precisa para manter a vida por muitos meses.” 
 
Posturas adequadas para amamentação 
 
 
93 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
94 
 ONCOLOGIA 
 
 
 
Câncer é o recordista em mortalidade no mundo. Em 2005 cerca de 7,6 milhões. 
 
 
 
95 
 
 
Causas de câncer 
 Fatores hereditários 
 Tabagismo e alcoolismo 
 Obesidade 
 Fatores ambientais 
 Fatores químicos 
O que é o gene? 
É o pedaço do DNA, do cromossomo que tem como papel conter uma informação genética. 
Formado por bases nitrogenada tem o papel de formar proteína. 
A transformação, mutação dessas proteínas iniciam o processo de oncogênese, ou a 
produção de grande quantidade dessas proteínas podem iniciar um processo de câncer 
Membrana celular é composta: 
 Fosfolíquido: (ácido graxos, fosfato); 
 Proteínas: transporte de substancias, faz reconhecimento da célula (diferenciação da 
célula); 
Forma estrutura da célula e também o mecanismo de ancoragem (adesão intracelular). 
 
Nomenclatura tumoral 
 A nomeação dos tumores baseia-se na sua histogênese e histopatológica. Para os 
tumores benignos, a regra é acrescentar o sufixo "oma" (tumor) ao termo que designa 
o tecido que os originou. 
 Tumor benigno do tecido cartilaginoso – condroma; 
 Tumor benigno do tecido gorduroso – lipoma; 
 Tumor benigno do tecido glandular – adenoma. 
 Quanto aos tumores malignos, é necessário considerar a origem embrionária dos 
tecidos de que deriva o tumor. 
 Quando sua origem for dos tecidos de revestimento externo e interno, os tumores 
são denominados carcinomas. 
 
 
96 
 Quando o epitélio de origem for glandular, passam a ser chamados de 
adenocarcinomas. 
Já os tumores malignos originários dos tecidos conjuntivos ou mesenquimais 
será feito o acréscimo de "sarcoma" ao vocábulo que corresponde ao tecido. 
Exemplos: 
 Adenocarcinomas de ovário – tumor maligno do epitélio do ovário; 
 Condrossarcoma - tumor maligno do tecido cartilaginoso; 
 Lipossarcoma - tumor maligno do tecido gorduroso; 
 Leiomiossarcoma - tumor maligno do tecido muscular liso; 
Sinais clínicos 
 Perda de Peso Inexplicada; 
 Febre constante e repetitiva; 
 Fadiga; 
 Dor; 
 Alterações na Pele; 
 Mudança nos Hábitos Intestinais ou da Função da Bexiga; 
 Ferida que não Cicatriza; 
 Manchas Brancas na Boca ou Língua; 
 Espessamento ou Nódulo na Mama ou em outras Partes do Corpo e outros 
 
Diagnostico 
 Analise Clinica: Exames de sangue que avaliam a presença de marcadores tumorais. 
 
Biopsia por agulha: realiza-se uma coleta de amostra de tecido da região do tumor, com 
objetivo de avaliar histopatologicamente as estruturas celulares. 
Biopsia Liquida: o exame é realizado a partir da coleta de uma amostra de cerca de 15 ml 
de sangue, que deve ser rapidamente centrifugado para a separação do plasma. 
 
 
97 
A análise permite detectar moléculas de DNA tumoral circulante com especificidade próxima 
de 100% e sensibilidade superior a 90% nos casos de doença avançada. 
Medicina nuclear 
Núcleos de exame de imagem 
 
 
Sistema linfático 
 
O sistema linfático é um sistema vascular - a parte - por onde circula a linfa. É um sistema 
auxiliar de drenagem, ou seja, auxilia o sistema venoso fazendo retornar para a circulação o 
líquido acumulado no interstício. O liquido flui dos espaços intersticiais para os vasos linfáticos 
e depois volta para a circulação. 
 
Órgãos que compõem 
 Timo: É uma glândula responsável pela produção de linfócitos T. Importante na 
resposta imunitária do organismo; 
 Medula Óssea: É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo 
conhecido popularmente por “tutano”. A medula óssea desempenha um papel 
fundamental no desenvolvimento das células sanguíneas, pois é lá que são produzidos 
os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos), e as plaquetas. 
 Baço: Reservatória de hemácia, considerado filtro do sangue (destrói hemácia 
antiga); produção de anticorpos; ativação, à distância, da hematopoese da medula 
óssea, por meio de um hormônio especial; ação sobre o metabolismo de certos 
derivados dos proteicos. 
 Apêndice: Não se sabe a função exata do apêndice sabe se que é rico em células de 
defesa em infeções locais. 
 
 
 
Função: 
 
 
98 
 Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais, (REABSORÇÃO- 
Capilares); 
 Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o sistema 
circulatório (FILTRAGEM- Gânglios), devolve para corrente sanguínea e 
(DEVOLUÇÃO- Ductos); 
 Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras de 
anticorpos conhecidas como plasmócitos). 
 
A linfa é um líquido que se acumula no espaço intersticial, ou seja, entre os tecidos e que 
está presente nos vasos linfáticos. Sua composição é semelhante a do plasma, exceto pela 
baixa concentração de proteínas. Possui grande quantidade de leucócitos, particularmente 
linfócitos. Geralmente é um líquido claro, porém a do intestino delgado torna-se leitosa pela 
ação dos lipídios digestivos. 
 
 
Interligação entre o sistema cardiovascular e linfático ocorre através dos líquidos. 
 Sangue: 
Plasma + Hemácias + Leucócitos + plaquetas e outras substancia 
 Linfa: 
Linfócitos + Macrófagos + Proteínas + Gorduras. 
 
 
 
99 
 
 
Ducto torácico é um grande canal linfático que se estende do abdome até o pescoço. É o 
maior ducto linfático do corpo e é responsável por coletar maior parte da linfa. 
Ducto torácico Esquerdo: É o maior vaso linfático do corpo. Se origina no abdome e 
desemboca na veia subclávia esquerda na sua junção com a veia jugular interna esquerda. 
Ducto linfático direito: Possui aproximadamente 4 cm de comprimento e desemboca na 
veia subclávia direita em sua junção com a veia jugular interna direita. 
 
Edema 
Pressão osmótica ou pressão oncótica gerada pelas proteínas no plasma sanguíneo, 
especialmente pela albumina e pelas globulinas. 
 
Linfedema 
 Acumulo de liquido altamente proteico nos espaços intersticiais; 
 Obstrução do vasos do sistema linfáticos; 
 
Sistema linfático X Neoplasia 
Esvaziamento linfático está diretamente relacionada prejuízo na função. 
 Linfedema; 
 Lesão de estruturas vasculares; 
 Disfunção do membro; 
 Dano de nervos. 
 
Tratamentos em pacientes oncológicos 
 Tratamentos sistêmicos: 
 
 
100 
Quimioterapia; 
Hormonioterapia; 
Imunoterapia. 
 Tratamento local: 
Radioterapia. 
 Tratamento cirúrgico 
 
Quimioterapia 
A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no 
tratamento do câncer. 
 (INCA, 2016) 
 Formas de administração: 
A quimioterapia pode ser administrada de diferentes maneiras. 
 Oral - pílula, cápsula ou líquido, ingerido pela boca 
 Intramuscular - por injeção no músculo do braço, perna ou nádegas 
 Intravenosa - aplicada numa veia periférica (mãos ou braços) ou por um cateter. 
 
Tipos de quimioterapia 
 
Quimioterapia curativa: Usa-se os quimioterápicos com objetivo de destruição das células 
cancerígenas. 
 
Quimioterapia paliativa: manter a doença sem progressão. 
 
Quimioterapia indutiva: radio sensibilizar. 
 
Quimioterapia neoadjuvante: utilizada para tratamento de tumores grandes, com objetivo 
de redução do tumor, sua resposta determina área de cirurgia. 
 
 Sintomas da quimioterapia 
 
 
101 
 
 Efeitos cardiovasculares 
 
 
Atenção fisioterapêutica na quimioterapia 
Fisioterapeuta deve estar atento: 
• Controle glicêmico; 
• Diarreia; 
• Mucosite. 
 
Terapia de Células Alvo, medicina molecar 
 Tratamento que surgiu através do melhor entendimento da ação dos genes, das 
proteínas e de outras moléculas presentes nas células tumorais. 
 Esses medicamentos são compostos de substâncias que foram desenvolvidas para 
identificar e atacar características específicas das células cancerígenas, bloqueando 
assim o crescimento e a disseminação do câncer. 
 
HORMONIOTERAPIA 
A manipulação do sistema endócrino para o tratamento de algumas neoplasias malignas 
Hormoniossensíveis. 
 Utilizada no CA de mama, carcinomas de endométrio e de próstata e os tumores 
tiroidianos. 
 
 
102 
 
 
 
Radioterapia 
Controle local do câncer. 
 Neoadjuvante; 
 Adjuvante; 
Locais de irradiação: pode se irradiar todos os locais, exceto locais onde tem presença de 
órgãos moveis. Ex: Abdome 
 
Tipos de radioterapia 
 
Teleterapia: radiação emitida distante do paciente. 
Braquiterapia = Radiação emitida internamente no paciente. 
 
Sintomas 
 
 
103 
 
 
Cirtometria 
Mensuração da circunferência. 
Deve ser avaliada antes e após tratamento em caso de Linfedema. 
Como deve ser realizado 
Realiza uma marcação na articulação e vai subindo e descendo de 5 em 5 cm, sempre 
fazendo a marcação 
 
Tratamento fisioterapêutico no Linfedema 
 
• Em condições normais nosso sistema linfático é capaz de drenar cerca de 2 a 3 litros 
de linfa por dia; 
• Em condições anormais pode drenar até 30 litros por dia; 
• O Linfedema é resultado da sobrecarga do sistema linfático onde o volume da linfa 
excede a capacidade de transporte; 
• Linfedema estagnado de proteína que leva a fibrose, oferecendo uma meio para 
desenvolvimento de celulite de repetição e linfagite de repetição. 
 
 
104 
 
 
Epidemiologia 
• De todas as mulheres que apresenta câncer de mama, de 15 a 20%, apresenta 
Linfedema; 
• 50% das que passaram por retirada de linfonodos; 
• Nas cirurgias conservadoras aumenta a chance de ter as que passam por tratamento 
de radioterapiana axila e na pelve. 
 
Classificação do Linfedema 
• Primário: Ex. Congênito- Alteração do vaso linfático. 
• Secundário: causado pela retirada de rede de linfonodos após cirurgia-complicação 
seria e incapacitantes. 
Outras causas: insuficiência venosa crônica, erisipelas, metástase, pós radioterapia. 
 
 
Algumas literaturas ainda coloca a classificação grau 4- Fase avançada da doença- falência 
total dos vasos. 
 
 
105 
 
Fatores de risco para desenvolver Linfedema 
• Obesidade; 
• Alterações do sistema linfático- só vai saber após cirurgia (anatomia, Genética); 
• Estagio do tumor; 
• Condições patológicos dos linfonodos; 
• Obstrução por tumor; 
• Radioterapia axilar, região cervical e pélvica; 
• Déficit de cuidados. 
Avaliação de Linfedema 
• Cirtometria; 
• Goniométrica; 
• Volumetria; 
• Questionários de qualidade de vida. 
 
 
 
 
Fisioterapia descongestiva complexa 
 
 
106 
 
 
Drenagem linfática Manual 
• Trabalhar função linfática; 
• Encaminhar a linfa através das ANASTOMOSES, 
• A-A 
• A-I 
• I-I 
 
Terapia compressiva no câncer de mama 
• Tratamento dos sintomas e não da causa. 
• Ataduras de curta extensibilidade -60 a 70% do seu comprimento; 
 
Contraindicação 
Absolutas 
• Insuficiência cardíaca não compensada; 
• Trombose venosa profunda de MS; 
• Neuropatias periféricas avançadas. 
Relativas 
 
 
107 
• Infecções; 
• Flebite; 
• Alergia ao material; 
• Distúrbio de sensibilidade. 
 
Efeitos da terapia compressiva 
• Redução do edema e Linfedema 
• Aumento do fluxo venoso linfático; 
• Redução do refluxo venoso linfático; 
• Melhora da drenagem linfática local; 
• Efeito na microcirculação; 
• Melhor contração muscular. 
 
Princípios da contenção 
Lei de Laplace: Quanto maior o raio do vaso, maior a tensão na parede requerida para resistir 
uma dada pressão interna de fluido. 
 
Materiais de apoio 
• Espuma 
• Atadura elástica 
• Malha tubular; 
• Grampo ou fita adesiva 
 
 
108 
 
 
 
 
Passo a passo da drenagem linfática 
 
 Estimulação do sistema linfático 
A drenagem linfática sempre deve ser iniciada com manobras que estimulam o 
esvaziamento dos gânglios linfáticos, localizados na região da virilha, na região supra 
clavicular ou axilar. Este estímulo nestas regiões deve ser feito pelo menos 3 vezes no em 
sentido ao coração, durante toda a drenagem linfática, para garantir os seus resultados. 
 
 Drenagem nos braços 
Para fazer a drenagem nos braços deve-se deitar de barriga para cima com os braços 
esticados ao longo do corpo ou com os braços mais abertos, sempre na posição mais 
confortável para o paciente. 
Sempre fazer da proximal primeiro. Posso dividir o membro em três partes para ficar mais 
fácil a realização. 
Exemplo 
 
 
109 
Braço: faço a estimulação axilar ou supra clavicular para esvaziamento dos gânglios 
linfáticos. Depois começo a drenar o braço de proximal (próximo à área axilar) e após distal 
(próximo ao cotovelo). 
Fazer movimentos leves, sempre carregando a linfa em direção a área de esvaziamento, 
quando terminar de drenar posso seguir para o antebraço (dividindo em 3 partes também, 
para facilitar), carregando a linfa sempre em direção axilar ou supra clavicular. Quando 
terminar o antebraço, fazer a drenagem da mão e dedos. 
Por fim, posso fazer um bracelete para terminar a drenagem. 
Obs.: fazer movimentos de 5 a 7 vezes em cada parte para encaminhamento da linfa 
Sempre que terminar de drenar por partes, lembrar sempre de esvaziar novamente a área 
axilar ou supra clavicular para melhor drenagem. 
 
Fisioterapia no câncer de mama 
 
Segundo a organização mundial da saúde (OMS), o câncer de mama é definido como sendo 
um tumor maligno localizado na mama, como resultado de uma série de alterações nos genes 
que controlam o crescimento e o comportamento celular, sendo que o tumor ocorre quando 
estas células se multiplicam de maneira descontrolada, devido a uma anormalidade nestes 
genes. 
 
Incidência 
 2º tipo de CA mais incidente; 
 49.400 casos diagnosticados em 2008; 
 Estimativa de 51 casos a cada 100.000 mulheres; 
 60% diagnósticos: estádios III e IV. 
 
Fatores de risco 
Riscos Mediano a muito elevado 
 Gênero (Sexo feminino >) 
 Aumenta com a idade (> 50 anos) 
 História familiar (parente 1º grau acometidas<50 anos) 
 Menarca precoce e menopausa tardia 
 CA de mama contralateral ou CA de endométrio 
 Suscetibilidade genética comprovada (BRCA 1-2) 
Riscos Pouco elevado 
 
 
110 
 Terapia de reposição hormonal e contracepção oral antes da 1ª gestação 
 Fatores reprodutivos (estrógeno) 
 Obesidade 
 Ingestão excessiva de álcool 
 Nuliparidade 
 Duração da vida reprodutiva e histórico gestacional 
 Sedentarismo 
 Densidade da mama. 
Carcinogênese 
 Alteração no controle e limite do crescimento das células, crescimento desordenado= 
TUMOR 
 Benigno: crescem lentamente, se assemelham as células normais 
 Maligno: crescem rapidamente e invadem estruturas próximas. 
Principais tipos de câncer de mama 
 
Diagnostico 
 Quanto mais precoce, melhor o prognóstico; 
 Exame clínico: inspeção das mamas e palpação dos linfonodos axilares e da mama. 
 Auto exame: auto palpação das mamas no mesmo período de cada mês, 4 a 6 dias 
após término menstruação. 
 Mamografia: a partir 50 anos: anual; grupos de risco: 35 anos. 
 Biópsia: distinção de lesões benignas e malignas. 
Sinais, sintomas e auto exame 
 
 
111 
 
 
Estadiamento 
 Intercâmbio de informações 
 Prognóstico 
 Planejar terapêutica 
 Avaliar resultados 
 Sistema T.N.M. 
 T: extensão do tumor 
 N: ausência ou presença e a extensão de metástases em linfonodos regionais 
 M: ausência ou presença de metástase à distância 
 
 
112 
 
 
Metástase 
A via de disseminação é o sistema linfático e hematogenica. 
Os locais mais afetados são: 
 Fígado; 
 Pulmão 
 Osso 
 
 
113 
 SNC; 
 
Cirurgia de câncer de mama 
 
 
Mastectomia 
 Microcalcificações difusas na mamografia 
 Impossibilidade ou incerteza de obtenção de margens cirúrgicas livres 
 Indisponibilidade de tratamento radioterápico complementar 
 Seguimento incerto e desejo do paciente 
 
Cirurgia conservadora 
Indicação 
 Margem livre do tumor á microscopia; 
 Acesso a radioterapia complementar; 
 Padrão mamário favorável; 
 Consciência do risco de recidiva. 
 
 
 
114 
Linfadenectomia axilar 
 
 
 
Tratamento clinico 
Quimioterapia 
 
 
 
115 
 
 
Efeitos colaterais 
 
 
Radioterapia 
Objetivo: destruir as células neoplásicas remanescentes após a cirurgia ou reduzir o tamanho 
dos tumores antes da cirurgia 
Tipos: Teleterapia, intraoperatoria e Braquiterapia 
Efeitos colaterais podem ser agudos ou tardios 
 
 
 
 
116 
Hormonioterapia 
Estudo hormoniohistoquimico de receptores. 
Sintomas: semelhante aos da menopausa, além de ainda pode ocorrer sangramento vaginal, 
retenção hídrica e irregularidade menstrual. 
 
Terapia alvo 
 
 
Reabilitação no câncer de mama 
Objetivos 
 Acelerar o processo de recuperação 
 Retorno mais rápido de atividades de vida cotidiana, ocupacional, desportiva. 
 Readquirir amplitude de movimento, postura e auto estima. 
 Reduzir e prevenir complicações 
 Qualidade de vida. 
 
Quando iniciar a fisioterapia 
 Todas as fazes da doença. 
 Logo após o diagnóstico; 
 Durante o tratamento cirúrgico; 
 Após o tratamento cirúrgico; 
 Reconstrução mamaria; 
 Nos cuidados paliativos 
Avaliação fisioterapêutica 
 
 Pré- operatório imediato 
 
Contato terapeuta- paciente 
 
 
117 
Identificar alterações pre existentes e fatores de risco para as complicações do PO. 
 
Avaliação fisioterapeutica 
 Dados pessoais 
 Dados clinicos 
 Antecedentes pessoais 
 Atividades de vida diaria 
 Exame fisico (avaliação postural, perimetria, goniometriae disfunções 
musculoesqueleticas no ombro). 
 
Avaliação no pré operatorio 
 
 
Tratamento 
 Ideal que já tenha tido o primeiro contato no pré-operatório- Avaliações pré existente. 
 Trabalhar bastante postura e relaxamento- A tensão do diagnóstico faz com aumente 
a tensão. 
 Estimular atividade física- Diminui efeito colateral do tratamento. Orientações e 
cuidados domiciliar- Curativo 
 
Objetivo: 
- Evitar postura antálgica; 
- Evitar respiração de defesa; 
- Melhorar a expansibilidade torácica; 
- Prevenir acúmulos de secreção; 
- Prevenir complicações circulatórias; 
- Profilaxia a tendência de retração da cicatriz; 
- Manutenção da ADM; 
 
 
118 
- Redução das algias; 
- -Manter Trofismo e força muscular; 
- -Prevenção da formação de Linfedema- auto massagem; 
- -Normalizar a sensação de hipersensibilidade- dor; 
- -Reeducação postural- postura de defesa. 
 
Condutas 
 Estimular o paciente a sair do leito; 
 Posicionar o membro operado com elevação de 30º, com abdução de 45º. Mobilização 
leve do membro. 
Mobilização com ADM limitada a 90º. 
 Auto massagem de drenagem linfática; 
 Tratamento do quadro álgico. 
 
 
 15 dias de pós operatório 
 
Objetivo 
 Ganho de ADM- Limitar o movimento a 90º, enquanto tiver pontos e drenos. 
 Exercícios isométricos; 
 Exercícios Respiratório; 
 DLM; 
 Cuidados com a cicatriz. 
 
 
119 
 
 
 
 
 Pós operatório tardio 
Objetivos 
 Exercícios de ADM completa; 
 Fortalecimento muscular; 
 Melhorar postura; 
 
 
120 
 Orientações para atividade de vida diária; 
 Cuidados com membros. 
Complicações do tratamento do câncer 
 Limitação de amplitude de movimento; 
 Seroma; 
 Complicações cicatriciais; 
 Hemorragia; 
 Lesões Neurovasculares; 
 Alteração de sensibilidade; 
 Linfedema; 
 Dor; 
 Síndrome da rede axilar 
 
Limitação da Amplitude de movimento. 
- Dor –limita função; 
- Adesões na parede torácica; 
- Hipersensibilidade, proteção reflexa- contratura. 
- Fraqueza da muscular – temporário-crônico. 
- Desuso. 
 
 
 
 
121 
 
Técnica de ganho de flexibilidade 
 Uso de bastões; 
 Uso de bolas suíça; 
 Pilates; 
 Alongamento com uso de espaldar 
 
Seroma 
 Ocorre abaixo dos retalhos elevados da pele; 
 Incidência: 24% a 52%. 
 Ocorre devido acumulo de linfa e sangue abaixo a cicatriz. 
 
 
Tratando o seroma 
 Enquanto tiver com dreno limitar o movimento até 90%; 
 Cuidado com o dreno no pré-op (movimentação); 
 Terapia compressiva; 
 Drenagem linfática manual (não fazer em cima do seroma) 
 Terapia manuais; 
 Terapia com laser de baixa potência. 
Complicações cicatriciais 
 Aderência; 
 Infecção; 
 Deiscência; 
 Fibrose; 
 Hipertrofia; 
 Necrose. 
 
 
122 
 
Tratamento de aderência 
 Tapping (resposta muito favorável); 
 Liberação manual 
 
 
 
Síndrome dolorosa pós mastectomia (SDPM) 
 Dor na região anterior do tórax, axila, face interna do braço homolateral; 
 Lesão nervosa durante procedimento cirúrgico; 
 Lesão ocasionada pelo dreno; 
 
 
Tratamento 
 Técnica de dessensibilização (frio, quente, áspero, liso) 
 TENS, 
 Terapia manual 
 
 
123 
 
Tratamento de lesão do nervo torácico longo 
 TENS; 
 Kinesiotaping; 
 Alongamento e Fortalecimento; 
 Mobilização de cintura escapula; 
 FES 
 Paralisia do serrátil anterior 
Escapula alada 
 
 
Fisioterapia Respiratória no oncologia 
• Limites de dor 
• Indisposição 
 
 
124 
• Exames laboratoriais e de imagem 
• Indicações e contraindicações da técnica 
 
Drenagem postural 
 
 
Técnicas fisioterapia respiratória 
• Higiene brônquica; 
• Expansão pulmonar; 
• Fortalecimento muscular; 
 
Barreias dentro em fisioterapia em oncologia 
 Plaquetas 
 Limiar da dor 
 Manobras leves 
 
Diretrizes para aplicação de técnicas de fisioterapia Respiratória 
 
 
 
125 
Técnicas que independem de exames 
Prescrição independente de exames. Caso de exames desfavorável 
• Propriocepção 
• Estimulação 
• Mobilização escapular e MMSS 
• Reequilíbrio toraco-abdominal. 
• Huffing (expectoração) 
• •Freno labial (aliviar a dispnéia) 
• •Tosse assistida (compressão) 
Massa mediastino – contra indicação de drenagem postural 
Metástase óssea- contraindicada manipulação torácica 
 
Incentivador respiratório 
 
Obs.: massa no mediastino é contraindicado fazer drenagem postural 
 Metástase óssea é contraindicado manipulação torácica 
 
Assistência ventilatória: 
 Alterações hemodinâmicas: uso de oxigenoterapia 
 
Fisioterapia motora 
 
• Pacientes em fase terminal: 
 Síndrome do desuso 
 
 
126 
 
• Imobilização: prejuízo em várias estruturas 
• Músculos antigravitacionais 
• Fibras de contração lenta 
• Sóleo, eretor da coluna e da cabeça 
• Gastrocnêmio e reto femoral 
 
• Atividade física: reduz crescimento de tumor primário e metástases 
• Melhora função imune 
• Atrasa sinais de complicações (anorexia) 
 
Tratamento no pós operatório imediato 
 
 Evitar postura antálgica 
 Evitar postura de defesa 
 Prevenir acumulo de secreção 
 Prevenir complicações circulatórias 
 Melhorar expansividade torácica 
 Manutenção da ADM 
 Redução de algias 
 Profilaxia a tendência de retração de cicatriz 
 Manter Trofismo e força muscular 
 Prevenção da formação de Linfedema – auto massagem 
 Normalizar a sensação de hipermobilidade 
 Reeducação postural 
 
Tratamento fisioterapêutico de câncer de bexiga e próstata 
 
Quimioterapia neoadjuvante 
Neobexiga ineal: retira-se a musculatura detrusora e substitui pela musculatura do intestino 
(anus) 
Radioterapia + quimioterapia sistêmica 
 Avaliação 
 Dados pessoais 
 
 
127 
 História familiar 
 Avaliar o nível de atividade física 
 Anamnese 
 História da disfunção 
 História sexual 
 
 Sistema intestinal: constipação; presença de hemorroida; lesão em região anal. 
Avaliar a consistência perineal do paciente (visual) 
 Ausente 
 Baixa 
 Boa 
 Presente desde o primeiro comando 
 Uso da musculatura acessória 
 Periometria: avaliação objetiva do assoalho pélvico dado através de um objeto 
chamado periometro. Avalia-se o paciente também em exame de toque. 
Posiciona o paciente em decúbito lateral; faz introdução do dedo indicador até a 
primeira falange no anus do paciente; pede-se que o paciente contraia a musculatura 
e avaliamos o grau de força pela escala de Ortiz ou de Oxford 2007. 
 Queixa principal de perda de urina. Questionar a respeito da perda de urina para o 
paciente 
 
Tratamento fisioterapêutico 
 
Para incontinência 
 Treinamento vesical 
 Micção programada 
 Retardo da micção 
 
 Treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) 
 Eletroestimulação 
 Biofeedback 
 
Eletroestimulação 
 
Eletroestimulação direta: trabalha a força -> incontinência urinaria de esforço 
Eletroestimulação indireta: tibial posterior, parasacral -> trabalha com a modulação neural -
> incontinência urinaria de urgência 
Parâmetros 
 Fibras de contração rápida: acima de 60 Hz 
 Fibras de contração lenta: 30 Hz 
 
 
128 
 Largura de Pulso: entre 300 e 500 us 
 
Leva a cura de 54% a 77% dos pacientes 
Não existe um consenso na literatura a respeito dos parâmetros. 
 
Biofeedback 
 POWER maior do que 1 
 Estimula consciência corporal 
 Paciente com capacidade cognitiva preservada ao ponto de perceber sua contração 
no visor do aparelho 
 
Tratamento fisioterapêutico na bexiga hiperativa e hiperplasia prostática 
 
Envelhecimento e musculatura da bexiga -> leva um aumento residual que leva a infecção d 
trato urinário 
Bexiga hiperativa -> urgência urinaria sem relação com a perda urinaria 
Tratamento 
 Eletroestimulação 
 Biofeedback 
 Exercícios de Kegel 
 
Tumores ósseos 
Sarcomas ósseos e de partes moles 
 
Tratamento 
 Precisão no diagnostico Estadiamento 
 60% das cirurgias de retirada de tumor promove a cura 
 Quimioterapia 
 Radioterapia 
A intenção é sempre manter o membro 
Porem a retirada dos tumores, podem levar a lesão nervosa consequentemente tendo um 
membro doloroso. 
 
Indicação de amputação 
 Quando não é possível deixar o membro funcional 
 
 
129 
 Má resposta ao tratamento neo e adjuvante 
 Imaturidade esquelética 
 Perda muscular extrema 
 
Avaliação 
 História da doença 
 Característica da dor 
 Tempo de diagnostico 
 Aspectos radiográficos 
 
Metástase óssea 
 Aumento da sobrevida é igual aumento do número de metástases 
 Complicações da metástase 
 Dor 
 Grave incapacidade física 
 Fraturas 
 Raramente causa morte 
 60% dos pacientes poderão ter metástases 
 0 a 15% de todos os pacientes com carcinoma primário terão evidencia radiológica de 
metástases óssea 
 
Fisioterapia nas fraturas patológicas 
 Controle da dor 
 Melhorar e restaurar a função 
 Orientar no auto cuidado 
 Indicação de órtese 
 
Fisioterapia na oncologia de sistema nervoso central 
Os tumores do sistema nervoso central são os medulares e cerebelares 
 O termo câncer é usado para descrever os tumores dessas regiões: cérebro, 
mesencéfalo (ponte e cerebelo) 
 Podem acometer a medula espinal 
 Intramedular 
 Intradural 
 Extradural 
Os tumores cerebrais se originam de diferentes células de diferentes tecidos do corpo. Que 
ocorrem em idades de pico: 
 Crianças de 1 a 10 anos 
 Adulto entre os 80 anos de idade 
O importante não é o nome do tumor e sim as disfunções que ele irá causar 
 
 
130 
 
Sintomas 
 Edema cerebral 
 Dores de cabeça 
 Alteração visual 
 Náuseas e vomito 
 Alteração vestibular 
 Perda da força muscular 
 Hábitos miccionais e intestinais 
 
Diagnostico 
 História clinica 
 Exame clinico- funções cerebrais e medulares 
 Exame de imagem 
 Angiograma 
 Biopsia e exame patológico 
 
Tratamento 
 Neoadjuvante (radioterapia) 
 Cirúrgico 
 Adjuvante 
 
Fisioterapia neurológica 
 
Neuroplasticidade -> ensinar o que o paciente já sabia. Reensinar o paciente 
 Capacidade de mapeamento e conexões da célula 
 Maneira que o cérebro age quando experimentam novos estímulos 
 
Objetivos da fisioterapia 
 Diminuição de reflexos primitivos 
 Adequar tônus muscular 
 Ganhar força muscular 
 Melhora da ADM 
 Redução da dor 
 Treino de equilíbrio 
 
O plano de tratamento deve ser discutido com o paciente. E trazer de volta a funcionalidade 
 
 
 
131 
Tratamento 
 Conceito de bobath 
 Analgesia 
 Treino de marcha 
 Treino de funcionalidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
132 
 Saúde da Criança e do Adolescente 
 
A Fisioterapia é uma profissão que busca sempre a atualização, inovação e conhecimento 
para aplicar em suas diversas áreas. 
O trabalho do fisioterapeuta no campo da pediatria exige dele um conhecimento que lhe 
permite atender a criança em suas necessidades, desde as mais básicas até as mais 
específicas. 
A Pediatria utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas e cardiorrespiratórias 
especializadas, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, 
levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade. 
Toda criança além de crescer, ou seja, ganhar peso e altura necessita adquirir habilidades 
físicas e motoras. É muito importante observar permanentemente o desenvolvimento físico e 
a postura da criança. A falta de estímulos adequados, doenças, deficiências físicas, 
desnutrição, obesidade e o próprio meio ambiente, podem interferir de maneira negativa no 
desenvolvimento físico. 
 
Desenvolvimento motor normal 
 Maturação gradual do controle postural 
 Aperfeiçoamento das reações de retificação e equilíbrio 
 Base da atividade específica normal 
 
Desenvolvimento motor é dirigido e dependente de: 
 Maturação do SN, 
 Código genético do indivíduo, 
 Manuseio 
 Experiências ambientais 
Desenvolvimento: 
 Céfalo- caudal 
 Proximal – distal 
 Movs. Gossos – movs. Finos 
Desenvolvimento é sensório – motor 
 Imput sensorial: 
  Tátil, 
  Proprioceptivo, 
  Cinestésica, 
 
 
133 
  Visual 
  Vestibular 
 
Suporte e Transferência de peso 
 Alteração do centro de gravidade ajustes posturais 
 Movimentação → diferentes distribuições de peso e dissociação de segmentos 
 Execução de atividades motoras -> desenvolvimento sequencial do controle postural 
-> integrações das ações de endireitamento e equilíbrio 
 
Reações de Retificação 
• São respostas automáticas, mas ativas, que não apenas mantém a posição normal da 
cabeça no espaço, mas também alinhamento normal da cabeça, pescoço com o tronco 
e tronco com os membros. 
 
Reações de equilíbrio 
• São respostas automáticas, complexas e altamente integradas as mudanças das 
posturas e movimentos, destinadas a restabelecer o equilíbrio alterado 
 
Planos 
• Plano Sagital: coordenação entre extensão e flexão; movimentos livres da cabeça, 
tronco e membros. 
• Plano frontal: alinhamento postural – endireitamento lateral. 
• Plano transversal: desenvolvimento da rotação através da influência do endireitamento 
do corpo sobre o corpo – fundamental para obter mudanças de posturas. 
 
Neonato -> reflexa – dominância dos núcleos subcorticais 
 
Bebê 
– padrões primitivos 
– Maturação do córtex inibidos (evolução sensório-motor – Céfalo-caudal). 
 
Reflexos 
• Importantes para adequá-los ao meio 
• Vão dando lugar aos mov. voluntários 
Existem 2 tipos: 
• Profundos 
 
 
134 
• Superficiais ou cutâneos 
 – se dá a nível medular 
Reações: Se dá a nível mesencefálico 
 
Reflexos e reações: 
 – Classificados de acordo com 4 níveis de integração: 
• Nível 1 - medula espinha Reflexos fásicos/ primários 
• Nível 2 – bulbo e medula espinhal alta Reflexos tônicos/posturais 
• Nível 3 – mesencéfalo Reações de retificações 
• Nível 4 –córtex Comportamento voluntário/espontâneo 
 
Mecanismo reflexo postural normal (MRPN) 
• Homem atividades complexas 
• Manter postura e equilíbrio 
• MRPN 
 
Depende da evolução de 3 fatores: 
– Tônus postural normal; 
– Inervação recíproca; 
– Variedade de padrões de postura e movimento 
Formado por 2 grupos de reações automáticas: 
– Reação de retificação ou endireitamento (mesencefálico) 
– Reações de equilíbrio (córtex) 
 
 
Desenvolvimento motor normal 
Movimento: 
• Bebê: sensação do movimento; deslocamento de peso; reações de retificação (base 
para os movimentos); reações de equilíbrio 
• DMN: primeiro componente antigravitacional: extensão axial 
 + ou – no 3 mês: flexão contra gravidade 
 
Desenvolvimento motor normal Neonato 
Neonato (0 – 10 dia): 
• Forte tônus flexor 
 
 
135 
• Hipertonia fisiológica (maturação do SNC – vida fetal) 
• Reduzido pela ação da gravidade e ativação do controle muscular extensor 
• Mov. da cabeça influência DNPM 
– mobilidade cervical (formação de curvaturas) 
Bebês: capacidade de sugar, deglutir e respirar ao mesmo tempo 
• Sistemas sensoriais: 
– Bebê não enxerga colorido 
 – apenas contraste 
– Fixa olhar a 20 cm 
– Audição imperfeita 
– Paladar altamente desenvolvido 
– Sensibilidade térmica, pressão e dolorosa bem desenvolvidos (face, mão e 
sola dos pés) 
 
Prono: 
 
• Cabeça: rodada para o lado (sit. Labiríntico – retificação cabeça – liberação da vias 
aéreas) 
• Músculos da articulação do ombro 
– promove estabilidade sinérgica 
– levantar e rodar 
Deslocamento do peso corpo está na face e MMSS 
• Face se encontra apoia e não a orelha 
• Extensão da cabeça e pescoço 
– 1º ativação antigravitária (alonga os flexores). 
 
MMSS: Movem-se muito pouco 
• Ombros aduzidos e fletidospróximos ao corpo, cotovelos fletidos e mãos fechadas 
• Escápulas elevadas, aduzidas e rodadas para baixo 
– causando rotação inferior da fossa glenóide 
– levando a rotação int. e extensão do úmero, com elevação do cotovelo e 
antebraço 
– deixando o peso sobre as mãos. 
• Músculos ao redor da escápula promovem estabilização sinérgica para extensão e 
rotação cabeça 
 
 
 
136 
MMII: Flexão, abdução e rotação externa do quadril (encurtamento da cápsula articular e dos 
músculos) 
– os ligamentos ileofemoral e isqueofemoral 
– posição de closepacked 
• Músculos rotação externa do quadril 
– dobro dos rot. Internos. 
• Joelhos fletido e tornozelos fortemente dorsifletidos 
– elevação da pelve 
– deslocamento do peso sobre face e ombros e mãos 
• Mais movimentos das extremidades inf. Pontapés alternados 
 
Prono 
 
Supino: 
– Durante a rotação da cabeça – bebê rola em bloco para os lados – reação cervical de 
retificação. 
– MMSS: 
– MMII: 
 
Puxado para sentado: 
– Pode haver contração visível dos músculos flexores do pescoço e elevadores ombro – Não 
consegue controlá-la podendo cair para trás (flexão fisiológica não é sinônimo de flexão contra 
gravidade). 
 
– Analisa o desenvolvimento progressivo dos músculos flexores antigravitária (resposta 
feedback sensorial visual e vestibular – mudança da posição da cabeça) 
 
 
137 
 
Sentado: 
– Ausência de controle de tronco (cifose) 
– Costas arredondadas e a cabeça cai para frente. 
– Às vezes conseguindo levantar a cabeça por alguns instantes e cai novamente. 
 
 
Em pé 
– Reação positiva de suporte (grau de extensão limita devido ao grau de encurtamento de 
músc. e tecido moles). 
– Tornozelos dorsifletidos e evertidos – podendo inverter durante a marcha. 
– Mov. recíprocos da marcha – reflexo de marcha automática. 
 
 
1 mês 
• Do tônus flexor fisiológico 
• Maior campo visual – 40-50 cm (lat. Até linha média) 
• Mov. oculares não estão bem coordenados, algumas vezes estrabismo, mobilidade da 
cabeça e pescoço (contato com orelha) 
• MMSS: permite maior rot. Ext. de ombro, da flexão de cotovelos (alongando 
musculatura do peito e ant. dos braços), abdução ativa se inicia 
• MMII: quadril e joelho mais estendido, do grau de abdução e rot. ext. 
• Sentado apoia sobre tuberosidade isquiática 
 
 
2 meses 
 
 
138 
• Interesse maior pelo mundo ao redor, sorri e observa atentamente as fisionomias 
• Período de semi- hipotonia 
• RTCA marcante (primeira transferência de peso e pelo conhecimento visual da mão) 
das atividades extensoras simétricas 
• Mov. da cabeça são estimulados pelo interesse visual (CSM) 
• A coordenação entre a cabeça e a mão importante para o desenvolvimento de tarefas 
 
• O bebê interagir com o ambiente (não controle cabeça controle ocular afetado) 
• Rotação cabeça – 180º (supino) 
• Em prono o bebê eleva cabeça por pouco tempo a 45º (deslocamento do peso para 
costela sup.). Alongamento os extensores do quadril 
• MMSS: Ombros mais abduzidos e rodado ext., e não estão mais protraídos 
• Efeito de tenodese 
• MMII: De pé: fase de astasia e abasia 
 
 
3º mês 
• Bebê percebe objetos na linha média (acompanha para os dois lados) 
• Supino: Chin tucking 
• Simetria corporal e orientação da cabeça na linha média. 
• MMSS: Segura objetos voluntariamente (quando colocados a mão). Não é capaz e 
soltar voluntariamente 
• MMII: Frogg-legged (contato dos pés) 
• Prono: Postura de pappy 
• Elevação cabeça: da eficácia da reação labiríntica e óptica de retificação 
• Peso encontra suportado pelo antebraço (feedback proprioceptivo) da extensão da 
coluna lombar e torácica e quadril 
• Maior controle de ombro e escápula (estabilização) 
• Sentado: Capaz de sustentar a cabeça 
• De pé: Tomada de peso nos pés 
 
 
 
4º mês 
 
 
139 
• Forte simetria (controle bilateral dos flexores e extensores – controle de cabeça) 
• Controle ocular mais refinado – início dos mov. Oculares independentes dos mov. da 
cabeça. 
• Uso da boca (exploração oral) 
• Tem habilidade total no plano sagital 
 
• Supino: chin tucking continua a ocorrer mas não consegue retirar da superfície de 
apoio – não apresenta sinergia da musculatura abdominal. Reação cervical de 
retificação ainda presente rola de supino para lateral (acidentalmente) 
 
• Tronco: anterversão (contração extensores lombar e ext. quadril). Retroversão 
(flexores quadril e abdominais). Tronco – plano sagital 
• MMSS: alterna posição adução e rot. Int. com abd. Rot. Ext. Mãos na face, uni-las 
acima peito, alcança os quadril e joelhos fletidos. 
• Agarra os brinquedos com pronação e extensão do punho 
• Tenodese 
 
• MMII: no grau de extensão dos joelhos (ponta pés), ponte de quadril, Frogg legged 
prevalece 
 
• Prono: Grau de extensão da cabeça – 90º (sit. Vestibular) 
• Transferência de peso 
• Bebê roda a cabeça e a descarga de peso é feita do lado facial, liberando a mão do 
lado oposto 
• Primeiro sinal de landau 
• Movimentos natatórios 
 
 
 
140 
• Posição de pivot 
• Puxado para sentado: 
• Chin tucking 
• Sentado: Encontra-se semi- ereto (eretores da coluna cervical, torácica e lombar 
encontram-se ativos 
• Em pé: Inicia a fase saltatória (pelve estabilizada) 
 
 
 
5º mês 
• Preensão palmar, brinquedo transferido de uma mão para outra e levado a boca 
• Supino: Controle antigravitária dos músc. Flexores da cabeça, 
• Descobertas dos pés (ação dos músc. Abdominais) 
• Alcance mais refinado (mais controle músc. Dos MMSS tronco e abdômen- 
coordenação olho- mão), 
• Ajustes preparatórios da mão antes de pegar objetos – visualmente, 
• Manipulação de objetos pequenos 
• Rola de supino para lateral voluntariamente 
• Prono: Reação de retificação do corpo sobre a cabeça está se iniciando, 
• Transferência de peso com liberação do braço do lado facial 
• Rola de prono para supino acidental 
• Sentado com apoio 
• Em pé: fase saltatória (ação de quadríceps) 
 
 
6º mês 
• RTCA e Moro desaparecem completamente, 
 
• Equilíbrio em supino, 
• Rola de supino para prono 
• Prono: reação de landau mais maduras 
 
 
141 
• Distribuição de peso de um lado para alcance 
• Decúbito lateral: Total controle extensão antigravitária em prono e da flexão 
antigravitária em supino e apta a combina-los com a flexão lateral 
 
• Sentado sem suporte, 
• Controle da cabeça e tronco – plano sagital 
• Ainda não tem controle nos planos frontal e transverso 
• Senta em anel 
• Alcance plano sagital 
 
 
7 meses 
• Não gosta de ficar em supino prefere ficar em prono, 
• Desenvolve reação de anfíbio e o RTCS se aperfeiçoa e prepara o bebê para 
engatinhar 
• Arrasta – para trás (controle de MMSS impulsionar) 
• Assumi a postura de gato – prono 
 
• Sentado desloca para lateral 
• Suporta todo o peso do corpo em pé – maior extensão de tronco e de quadril. 
• Tentam andar quando suportado de pé. 
• Passa para posição de urso (alongamento) 
• Sentado: 
- Em anel, 
- Combinação entre sentado em anel e long sitting, 
- Em side-sitting, 
• Passa de sentado para gato, 
• Engatinha 
• Passa para de pé com apoio 
 
 
 
 
142 
8 meses 
• De joelho para semi- ajoelhado, 
• Escala 
• Em pé: com apoio 
• Transfere o peso na pernas nos 3 planos 
• Anda de lado, 
• Anda independentemente quando seguro pelos dedos 
 
• Sentado 
• Engatinhar 
 
 
9 meses 
• Idade ativa de exploração sensório espacial 
• Habilidades motoras finas e grossas 
• Sentado: 
- Anel, long sitting, side-sitting, combinação de long sitting e anel 
• W-sitting 
– sair de sentado 
 
• Sentado para ajoelhado 
• Sentado para 4 apoios 
• Engatinhar – velocidade 
 
 
143 
 
 
 
 
10 meses 
• Passa assumir a postura de urso 
• Marcha lateral – gira a face na direção onde se desloca e apoia-se com apenas uma 
de suas mãosno apoio 
• Realiza agachamento com alcance 
• Sobe e desce escadas 
• Caminha com uma mão apoiada (novo desfio). 
 
 
11 meses 
• Manipulação de objetos pequenos 
• Fica em pé de frente para o móvel e usam as 2 mãos juntas para manipular 
(independentemente), 
• Postura de cócoras 
• Passa para de pé sem apoio, 
 
 
144 
 
12 meses 
• Reações de equilíbrio em todas as posturas exceto em pé, 
• Atividades bi manuais são feitas como movimentos espelhados 
• Preensão continua a ocorrer com a pinça fina ou superior 
• Marcha independente 
 
13º ao 18º mês 
• A criança se torna mais independente 
• Necessidade de exploração – exige maior atenção dos pais 
• Já é capaz de falar (50 palavras) 
• Imita os sons que houve 
• Contato social é bom e a criança entende quando falam com ela 
• Aprecia sua imagem no espelho 
• A criança participa da vida em família 
• A brincadeira com outras pessoas agradam muito 
• Postura supina e prona não são frequentemente usada para atividades funcionais 
• Sentada pode se manter por muito tempo 
• O engatinhar não é o recurso mais utilizado 
• Marcha pode-se observar que os MMII permanece um pouco abduzidas e os pés 
mantém-se em plano 
• O balanço recíproco dos braços aumentam 
• Durante o passo vê-se maior controle da flexão/extensão do quadril e joelho, porém a 
amplitude do tornozelo ainda está limitada (choque do calcâneo primitivo). 
• Já consegue frear bem o movimento (controle excêntrico) 
• A criança pode manter-se em uma perna por alguns instantes ou sobre as pontas dos 
pés 
• Pode subir ou descer escada com apoio mas sem alternar 
• O salto ainda não é possível 
 
2 anos 
• Sobe e desce escadas sem alternar seus MMII e pula o último degrau (Gastrocnêmio, 
Sóleo e tibial post.) 
• Mobilidade de prono-supino do antebraço, abrir rosca e passar folha 
• Inicia a coordenação olho- pé – chutar 
 
 
 
145 
2 anos e meio 
• Controle de esfíncter noturno 
• Capacidade de andar nas pontas dos pés 
 
3 anos 
• Aparece a aceleração e desaceleração linear e vertical (contrações concêntricas e 
excêntricas) 
• Sobe escada alternadamente 
• Pedala velotrol 
 
3 anos e meio 
• Desce escada alternadamente 
• Arremessar tanto pelos braços quanto pelo restante do corpo 
 
4 anos 
• Maior alcance e distanciamento dos saltos, 
• Arremesso ipsilateral 
 
5 anos 
• Pula, salta, dribla, arremessa 
• Supino para sentado sem rotação de tronco 
 
Segunda infância – 7 a 11 anos 
• Crescimento relativamente lento e constante – menos de 6,3 cm e de 3,6 kg por ano, 
em contraste com a primeira infância – 25 cm e de 6,4 kg 
 Aperfeiçoamento do aprendido na 1ª infância 
 Maior ganho muscular do que gorduroso e aumento da FM 
 Aumento da capacidade intelectual e de armazenamento de conhecimento 
(aprendizado) 
 Primeira fase criança dependente dos pais, nesta fase pais se tornam personagem 
menos centrais 
 Necessidades sociais e emocionais são preenchidas pelos colegas e amigos 
 Membros continuam a crescer mais rapidamente em proporção ao resto do corpo 
 Equilíbrio se torna bem eficiente 
 Melhor coordenação e controle 
 Aumento contínuo da força e resistência 
 Coordenação ocular-manual melhorada 
 Socialmente mais madura, interessa no bem estar do grupo. 
 Estágios de operações concretas (classificar e seriar objetos – símbolos) 
 
 
 
146 
7 anos 
 Lateralidade definida 
 Maturação do sistema piramidal 
 Habilidades para jogos e esportes 
 Mobilidade motora grossa deve estar bem desenvolvida para dar estabilidade à 
mobilidade fina. 
8 anos 
 Tronco é responsável pelo equilíbrio 
 Contrações excêntricas dos pés e tornozelos desenvolvidas para garantir o equilíbrio. 
9 anos 
 Maturação do sistema extrapiramidal (↓ sincinesias) 
10 anos 
 ↓ da amplitude de movimento das articulações devido do crescimento ósseo ocorrer 
mais rápido do que o crescimento muscular 
 
Adolescência 
Período de transição entre a infância e a idade adulta (passagem da dependência da criança 
para independência e responsabilidade do adulto). Cobre o início da puberdade ao término 
do crescimento ósseo (segunda década de vida – 12 a 18 anos) 
 Aquisição da habilidade para reprodução (mulheres menarca- mais cedo que os 
homens) 
 Puberdade para mulher (12 a 15 anos e homens (13 a 16 anos) 
 Adolescência é o período de 3 a 4 anos após aa puberdade 
 Mudanças corporais 
 Mudanças fisiológicas: 
– FC basal cai 
– Temperatura corporal basal cai 
– Aumento das células vermelhas do sangue (oxigênio) 
– Taxa metabólica diminui desde o nascimento até a velhice. 
 Mudanças cognitivas 
– Pensamento formal 
– raciocinar 
 Mudanças psicológicas 
– Processo de luto 
– Fase negação, ambivalência, agressividade, aceitação da transformação sofrida. 
 Mudanças no desempenho motor 
– Ação de alavancas, força e a resistência aumentadas resultam em amplos 
aperfeiçoamento em todas as atividade motoras 
– ↓ da ADM 
– Desorganização da senso-percepção (incoordenações) 
– ↑ do tônus muscular 
 
 
 
147 
 
Desenvolvimento cognitivo para Piaget 
 
 
Cognição: é o ato ou processo da aquisição do conhecimento que se dá através da 
percepção, da atenção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. É 
o conjunto dos processos mentais usados no pensamento na classificação, reconhecimento 
e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados 
sistemas e soluções de problemas. 
De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como A MENTE 
percebe, aprende, apreende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos 
cinco sentidos. 
Teoria Piagetiana 
1-) Equilibração 
1.1-) Assimilação: Quando o organismo sem alterar-se procura significados a partir de 
experiências anteriores para compreender esse novo conflito por conta dessa nova interação. 
1.2-) Acomodação 
Quando o organismo tenta restabelecer o equilíbrio com o meio através de sua própria 
transformação. 
2-) Aspectos do desenvolvimento cognitivo 
2.1-) Aspecto psicológico / espontâneo 
Piaget, enfatiza que este aspecto se configura por aquilo tudo que a criança aprende por si 
mesma na sua relação com o ambiente e lança mão de seus sentidos inatos para estabelecer 
essa relação com o mundo ao seu redor. 
 
2.2-) Aspecto psico- social 
 
 
148 
Piaget, enfatiza que este aspecto é representado por tudo aquilo que a criança aprende por 
transmissão a partir do outro. 
 
Períodos (Jean Piaget) 
 Sensório motor (RN – 2 anos) 
 Operações Concretas (2 – 11 anos) 
 Operações Formais ou abstratas (11 anos em diante) 
Sensório motor: 
 Para o autor, todo o organismo / ser vivo tem inteligência inala para lidar com o 
ambiente de forma espontânea. Por si próprio. 
 Criança que ao ver uma bola, estando próxima dela, lança mão de suas habilidades 
inatas (visão / apreensão) para agarra- Ia e joga- Ia para longe. 
Dividido em 6 estágios 
Estágio I – Exercício dos esquemas sensório-motores prontos (0-1M) 
• Período dos reflexos 
• Como estes lidam com o meio ambiente (luz, objeto na mão) 
Estágio II – Reações circulares primárias (1-4M) 
• Interesse por objetos 
• Circulares: repetitivas e auto- reforçáveis 
• Não há permanência do objeto 
• Há acontecimentos (visual, auditivo, tátil, etc.) 
Estágio III – Reações circulares secundárias (4-8M) 
• Evolução do estágio anterior 
• Intenção e relações meio- fim 
• Significado motor 
• Início da permanência do objeto e a 
• Construção do espaço (procura o objeto) 
Estágio IV – Coordenação dos esquemas secundários (8-12M) 
• Aprimoramento do estágio anterior 
• Causalidade: começa a se ver como ser único (escala os objetos e espera que os 
adultos façam algo por ela) 
• Frustração 
Estágio V – Reações circulares terciárias (12-24M) 
• Evoluçãodo estágio III 
 
 
149 
• Intenção e separação meio- fim: manipula o ambiente 
• Permanência do objeto, espaço e tempo: representação interna do objeto 
• Causalidade: ainda não difere o sinal do significado (puxar o carrinho, bolsa na mãe 
embora, colher bater sopa) 
Estágio VI – Invenção de novos meios de combinações mentais (18-24M) 
 Imitação de objetos humanos, não humanos e ausentes (cão) 
 Jogo simbólico: brincadeira de faz de conta 
 
Operações Concretas 
 Aparecimento do pensamento (interiorização da palavra) 
 Manipulação dos símbolos 
 Dividido em 2 períodos 
Pré-operacional (2-7A) 
 Irreversibilidade: você tem irmão? Bolas com massa de modelar 
 Egocentrismo: tudo ocorre devido as suas ações (abris torneira, entrar no carro) 
 Centração: apoia-se somente em 1 aspecto do objeto, (massinha: comprimento, copo 
água: altura ou largura) 
 Raciocínio transdutivo: aprimoramento da causalidade (papai precisa de água para 
fazer barba não é diferente de água precisa da barba do papai) 
Operações concretas (7-11A) 
 Nunca há dúvida quanto o resultado 
 Não se deixar enganar 
 Pensamento reversivo 
 Conservação de quantidade, peso e volume 
 Interessam-se por jogos 
Operações Formais ou abstratas (a partir dos 11 anos) 
 Capacidade de gerar hipóteses 
 
Reflexos- estimulação 
 
• Fenômeno olhos de boneca 
 
 
150 
 
 
 
 
 
 
• Manobra de Propulsão 
 
Época: RN – 10 dias 
Estímulo: Criança em prono, pôr a mão na sola dos 
pés e fazer uma tríplice 
Flexão dos MMII 
Resposta: Extensão de MMII com propulsão do corpo 
Função: Testar o tônus de MMII. Sua ausência indica 
diplegia 
 
• REFLEXO DE PONTOS CARDEAIS OU DE PROCURA 
 
Época: RN – 4 meses 
Estímulo: Passar estímulo nos 4 cantos da boca. Comissura 
direita e esquerda e nos lábios superior e inferior 
Resposta: A criança vira a cabeça para a direção estimulada 
Função: Testar integridade do SNC. Orientação da boca 
para o seio da mãe. 
 
• REFLEXO DE SUCÇÃO 
 
Época: RN – 4 meses 
Época: RN – 10 dias 
Estímulo: Em supino virar a cabeça do bebê para um dos lados 
Resposta: Pupila no canto dos olhos tremulando (nistagmo) 
Função: Testar a maturidade do SNC. Se permanecer por mais de 
2 meses indica PC. 
 
 
151 
Estímulo: Encostar o dedo mínimo ou chupeta na boca do 
bebê. Entre os lábios e a língua com a unha para baixo. 
Bebê em decúbito dorsal 
Resposta: Sucção do objeto usado 
Função: Testar a integridade do SNC / Sobrevivência. 
 
 
• REAÇÃO DE COLOCAÇÃO DOS MMII 
 
Época: RN – 2 meses 
Estímulo: Suspender o bebê verticalmente e passar a 
superfície dorsal dos pés nas bordas de uma mesa 
Resposta: O bebê suspende os pés e os coloca sobre a 
superfície da mesa 
Função: Tônus de MMII. 
 
• REFLEXO DE APOIO PLANTAR 
 
Época: RN – 1 mês 
Estímulo: Suspender a criança vertical e apoiar os pés 
em uma superfície 
Resposta: Apoio plantar 
Função: Integralmente SNC. 
 
• REAÇÃO POSITIVA DE SUPORTE OU APOIO PLANTAR 
 
Época: RN – 2 meses 
Estímulo: Suspender o bebê verticalmente pela axila e 
tocar a planta do pé em uma superfície 
Resposta: Aumento do tônus extensor de MMII com 
flexão plantar. O bebê fica na ponta do pé 
Função: Integridade do SNC / Tônus de MMII. 
 
 
 
 
152 
• REFLEXO MARCHA AUTOMÁTICA 
 
Época: RN – 2 meses 
Estímulo: RN com os pés apoiados em uma superfície 
firme e com ligeira flexão de tronco 
Resposta: Realiza alguns passos 
Função: Integridade do SNC. 
 
• REFLEXO DE GLABELA 
 
Época: RN – 2 meses 
Estimulo: Comprimir a glabela 
Resposta: Fechamento dos olhos 
Função: Constatar paresias faciais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
153 
• REFLEXO DE PREENSÃO PALMAR 
 
Época: RN – 4 meses 
Estímulo: Bebê em supino coloca-se o dedo 
indicador do examinador na região da 
articulação metacarpo falangeana 
Resposta: O bebê molda todos os dedos nos 
dedos do examinador 
Função: Testa simetria e integridade do SNC. 
 
 
• REFLEXO DE PREENSÃO PLANTAR 
 
Época: RN – 8 meses 
Estímulo: Bebê em supino e o examinador estimula a 
região dos metatarsos 
Resposta: Flexão dos dedos do pé, moldando-os ao 
dedo do examinador 
Função: Simetria e integridade do SNC / Tônus de MMII. 
 
• REAÇÃO DE GALLANT 
 
 
Época: RN – 2 meses 
Estímulo: O bebê em prono estimula os PV da coluna 
lombar em direção a torácica 
Resposta: Apresenta uma flexão lateral do tronco do lado 
estimulado. Onde a pelve aproxima do ombro 
Função: Se permanecer depois dos 3 meses a criança não 
senta. 
 
 
 
 
 
 
 
154 
• REFLEXO DE RETIRADA OU TRÍPLICE FLEXÃO 
 
Época: RN – 5 meses 
Estímulo: Terapeuta segura o pé do bebê e aplica um 
estímulo nocivo (picada de alfinete na sola do pé e solta) 
Resposta: O bebê esboça uma tríplice flexão do membro 
estimulado 
Função: Tônus de MMII. 
 
• REFLEXO DE EXTENSÃO CRUZADA 
 
Época: RN – 2 meses 
Estímulo: Terapeuta segura o pé dá um estimulo nocivo na 
sola do pé e não solta 
Resposta: O bebê traz o outro membro em flexão e em 
seguida adução e extensão 
Função: Tônus de MMII. 
 
• REFLEXO CUTÂNEO PLANTAR EM EXTENSÃO 
 
Época: RN – 1 ou 2 anos 
Estímulo: na borda lateral da planta do pé no sentido 
do calcâneo em direção aos dedos 
Resposta: O bebê faz extensão e abdução do hálux 
Função: Se continuar presente por mais de 2 anos – 
babinsk 
 
• RTCA – REFLEXO TÔNICO CERVICAL ASSIMÉTRICO 
 
Época: 1º ao 4º mês 
Estímulo: Bebê em supino. Faz-se uma rotação da cabeça 
para um dos lados 
Resposta: O bebê faz uma extensão dos MMSS e MMII do 
lado frontal e flexão do lado occipital 
Função: Integridade do SNC / Simetria corporal. 
 
 
155 
• RTCS – REFLEXO TÔNICO CERVICAL SIMÉTRICO 
 
Época: RN – 4 meses 
Estímulo: O terapeuta faz uma flexão da cabeça do bebê, ou o 
terapeuta faz uma extensão da cabeça do bebê 
Resposta: O bebê realiza flexão dos MMSS e extensão dos 
MMII. O bebê realiza extensão dos MMSS e flexão dos MMII 
Função: Tônus MMSS e MMII. 
 
• RTL – REFLEXO TÔNICO LABIRÍNTICO 
 
Época: RN – 2 meses 
Estímulo: O terapeuta realiza uma hiperextensão da cabeça 
do bebê em supino 
Resposta: O bebê realiza uma extensão dos MMSS e MMII 
Função: Tônus MMSS e MMII / opstótono patológico com 
extensão da cabeça, extensão dos ombros com flexão de 
cotovelos e punhos ou extensão total com extensão de MMII. 
 
• REFLEXO DE HOFFMAN 
 
Época: RN – 3 meses 
Estímulo: Puxar a ponta de um dos dedos da mão do bebê 
Resposta: Retirada e flexão dos dedos 
Função: Simetria corporal / integridade do SNC. 
 
• REFLEXO DE FUGA A ASFIXIA 
 
Época: RN – 1mês 
Estímulo: Coloca-se o bebê em prono e deixa a face em 
contato com a cama 
Resposta: O bebê quando ainda não possui controle da 
cabeça virará o rosto para o lado no sentido a liberar a 
respiração 
Função: Sobrevivência e maturidade do SNC. 
 
 
156 
• REFLEXO DE COLOCAÇÃO PALMAR 
 
Época: 6 meses 
Estímulo: O terapeuta suspende o bebê verticalmente e 
passa o dorso da mão do bebê na borda da mesa 
Resposta: O bebê colocará a palma da mão sobre a mesa 
Função: Simetria corporal. 
 
• REAÇÃO DE ANFÍBIO 
 
Época: 6 meses 
Estímulo: Com o bebê em prono passar o dedo na região 
inguinal 
Resposta: O bebê esboça uma tríplice flexão do lado 
estimulado 
Função: Tônus MMII (Obs.: quando ausenta a criança não 
arrasta). 
 
• REAÇÃO DE ENDIREITAMENTO DA CABEÇA SOBRE O CORPO 
 
Época: RN – 5 meses 
Estímulo: O bebê é colocado em supino e o terapeuta vira a 
cabeça do bebê passivamente para um dos lados 
Resposta: O bebê acompanha com o corpo como um todo 
(em bloco), para alinhar o corpo com a cabeça 
Função: Integridade do SNC / Dissociação pelve e ombro. 
 
• REAÇÃO DE ENDIREITAMENTO DO CORPO SOBRE O CORPO 
 
 
 
157 
Época: 5 meses – toda vida 
Estímulo: O bebê é colocado em supino, o terapeuta roda passivamente o segmento 
superior ou inferior do tronco 
Resposta: O segmento corporal do bebê não rodadoacompanha para se alinhar ao outro. 
Função: Integridade do SNC / Dissociação pelve e ombro / Controle de tronco. 
 
• REFLEXO DE ENDIREITAMENTO LABIRÍNTICO 
 
Época: RN – 2 anos 
Estímulo: O terapeuta oclui a visão do bebê com um pano e altera a posição do bebê 
virando o corpo para todas as posições em suspensão vertical 
Resposta: A cabeça orienta-se para a posição vertical 
Função: Integridade do SNC. 
 
• REFLEXO DE LANDAU 
 
Época: 6 meses – toda vida 
Estímulo: Criança em prono. Fazer a suspensão 
horizontal e ventral 
Resposta: Levanta a pelve e a cabeça 
Função: Tônus de tronco. 
 
• REFLEXO DE PÁRA–QUEDAS 
 
Época: 6 meses – toda vida 
Estímulo: O terapeuta suspende ventralmente o bebê e 
realiza um impulso para frente 
 
 
158 
Resposta: O bebê esboça uma extensão dos MMSS no sentido de apoiar a palma da mão 
na superfície 
Função: Integridade do SNC / Simetria corporal. 
 
• REAÇÃO DE PROTEÇÃO DOS BRAÇOS 
 
Época: 6 meses – toda vida 
Estímulo: A criança sentada para frente sem apoio, o 
examinador desequilibra-a para frente 
Resposta: A criança estende os membros impedindo a 
queda 
Função: Integridade e maturidade do SNC. 
 
• REAÇÃO DE PROTEÇÃO DOS BRAÇOS 
 
Época: 7 e 8 meses - toda vida 
Estímulo: Para o lado, criança sentada sem apoio, o 
examinador desequilibra-a para o lado 
Resposta: A criança estende o membro do lado da queda, 
impedindo-a 
Função: Integridade e maturidade do SNC. 
 
• REAÇÃO DE PROTEÇÃO DOS BRAÇOS 
 
Época: 10 meses – toda vida 
Estímulo: Para trás, criança sentada sem apoio, o 
examinador desequilibra-a para trás 
Resposta: A criança roda o corpo sobre o corpo, estendendo 
o membro do lado que roda ou estende o membro para traz 
impedindo a queda 
Função: Integridade e maturidade do SNC. 
 
 
 
 
 
 
159 
Sistema sensorial 
Ontogenia dos sistemas sensoriais: 
• Segue uma sequência: tátil, vestibular, auditivo, olfativo/gustativo, visual 
• Estimulação sensorial adequada pode estimular outros sistemas 
 
Sistema tátil: 
• Primeiro a se desenvolver 
• Área do polo bucal – 7 a 8 semanas gestação 
• À partir da 15ª semanas gestação suga dedo 
• 20 semanas sensibilidade tátil em todo corpo (face 
tronco e pés) 
• Sistema de maturação mais precoce – permite 
reconhecimento e reação de diferentes tipos de toque 
– possibilita aprendizado 
• Pré-termo na UTI – ambiente muito diferente do 
uterino (oferecer suporte adequado) 
• Fornecer contenção adequada para o corpo todo 
(forma um ninho) 
• Postura de prono: 
• Permite exploração manual mão- boca 
 
Sistema vestibular: 
• Segundo sistema a se desenvolver 
• Receber muitos inputs sensoriais no útero 
• Na UTI recebe poucos estímulos vestibulares 
• Mudanças de postura colocando sobre ação da gravidade é importante 
Desenvolvimento da audição: 
• Terceiro sistema a se desenvolver 
• Resposta piscar ou de susto à partir de 24 a 28 semanas 
• Atenção e alerta à partir de 32 a 34 semanas 
No útero ruído de 28db (sons vasculares e ruídos digestivos) 
• Ruído da batida do coração e voz da mãe de 24db 
• Encontra-se bem protegido do ruído externos 
Na UTI perde a proteção uterina 
 
 
160 
• Passa a escutar por via aérea 
• Picos de ruídos podem chegar a 85db 
• Podem causar: 
 ↑ da FC, FR e da pressão intracraniana 
 Susto e choro 
 Dor 
 Dificuldade de manutenção do sono profundo 
Estratégias para adequar o meio ambiente sonoro: 
• Rever o designer da UTI 
• Usar mantas espessas sobre a incubadora 
• Eliminar rádios 
• Falar baixo e não gritar 
• Remover água dos ductos do respirador 
 
Sistema olfativo e gustativo: 
Desde 29 a 32 semanas podem haver resposta de sucção ou de acordar diante a odores 
agradáveis e resposta de fuga a odores aversivos. 
RN a termo possui discriminação olfativa para o odor do leite humano e pode demonstrar 
aprendizado associativo nas primeiras 48 horas de nascimento 
 Capaz de realizar discriminação gustativa 
 
Desenvolvimento visual: 
 Último a se desenvolver 
 Maturação após o nascimento (interação com o ambiente) 
 26 a 30 semanas pode ser obtido potencial evocado 
 Dentro do útero exposto a pouca iluminação 
 À partir de 30 semanas fecha os olhos diante de luz forte 
 34 semanas já segue objeto 
 37 semanas gira os olhos em busca de luz suave 
 
 
 
161 
• Na UTI luz constante pode atrasar a manifestação do ritmos circadiano endógeno – 
levando a privação do sono 
• Luz forte impede que o bebê abra os olhos impedindo de inspecionar o ambiente 
• Fototerapia pode causar letargia e/ou irritabilidade e dificuldade de alimentar 
Estratégias para adequar 
• Venda ocular 
• Cobrir a incubadora 
• Usar luz individualizada, com reguladores de intensidade – evitando direcionar 
a luz nos olhos 
• Utilizar ciclo dia/noite – permite melhorar ritmo biológico 
• Possibilitar diminuição da iluminação quando o bebê está disponível para 
explorar o ambiente 
 
Desenvolvimento motor normal 
 
Qualquer atraso encaminhar para verificação do motivo e estimulação precoce. 
 
Terapia sensorial 
 
Sistema vestibular 
Equilíbrio: função combinada com sistema visual, tátil e proprioceptivo 
 
 
162 
 
 
Concepções básicas da organização do SNC na integração sensorial 
• SNC é hierarquicamente organizado 
• Primeiramente deve-se ter o registro do sistema sensorial para sinalizar a resposta 
motora 
• O cérebro é organizado, de maneira inata, a fim de programar a pessoa para 
selecionar a estimulação que é benéfica 
• O estímulo de um sistema sensorial pode facilitar ou inibir a condição de todo o 
organismo 
• Plasticidade cerebral 
• O desenvolvimento humano normal acontece sequencialmente. A teoria da integração 
sensorial é baseada no entendimento da sequência do desenvolvimento humano e no 
entendimento das respostas adaptativas que a criança é capaz de dar a cada nível 
etário 
Funções integrativas sensoriais 
7 sistemas dão a base para desenvolvimento das capacidades funcionais básicas que 
permitirão ao desenvolvimento de habilidades mais complexas. 
 
Disfunção na modulação sensorial: Problemas no ajuste e processamento de informações 
sobre a intensidade frequência, duração, complexidade e novidade de estímulos sensoriais 
Dieta sensorial: São estímulos ambientais que podem ser introduzidos na vida da criança 
para ajudá-la na disfunção. Recursos sensoriais podem fazer com que a criança acalme ou 
melhore o nível de alerta necessário para uma melhor aprendizagem. 
Disfunção sensorial: Distúrbio caracterizado por problemas no processamento das 
aferências sensoriais pelo Sistema Nervoso Central. 
 
Categorias das disfunções sensoriais: Problema da modulação sensorial; Dispraxia; 
Deficiência vestibular 
 
 
 
163 
Modulação do sistema sensorial: A forma como sistema sensorial processa os estímulos 
afetam a qualidade do movimento. Ex.: Excitação moderada do SNA resulta numa resposta 
adaptativa ótima; Excitação alta – desorganização do comportamento, ansiedade, resposta 
emocional negativa. 
• Pessoas que tem problemas na modulação do sistema sensorial tem mais alterações 
na excitação 
• Problemas nas respostas adaptativas – desorganização do sistemas 
 
Praxia 
Envolve três processos básicos: 
a) Ideação: o que fazer 
b) planejamento: como fazer 
c) execução: a projeção da ação propriamente dita 
 
Dispraxia 
• É a dificuldade de planejar e executar padrões de movimento de natureza habilidosa 
ou não habitual. 
• Este problema geralmente começa na infância. 
 
Deficiência vestibular 
• Deficiência na coordenação dos dois lados do corpo 
• Reações de equilíbrio fracas 
• Tônus muscular diminuído 
• Falha na organização do comportamento 
 
Problemas na modulação do sistema sensorial 
• Deficiência tátil 
• Deficiência auditiva 
• Insegurança gravitacional 
• Inquietação motora 
• Deficiência oral 
• Deficiência olfatória 
• Desordem do déficit de atenção164 
Terapia sensorial 
 
• Sistema somatossensorial 
• Sensibilidade ao toque 
• Dificuldade em discriminar texturas 
• Dificuldade em discriminar temperatura 
 
• Tratamento 
Arroz, feijão, areia, geléia, lixa, algodão, massagem superficial e profunda, gelo, calor 
 
 
 
 
 
Sistema vestibular 
• Informações no equilíbrio 
• Intolerância ao movimento 
• Evita atividade física 
 Sistema vestibular 
 Equilíbrio 
 
 
165 
 
 
 
Praxias 
• Percepção do espaço 
• Visualização espacial 
 
 Desenvolvimento da Linguagem e da Fala 
Linguagem não é sinônimo de fala aos 5 mês da gestação, o feto já escuta a voz da mãe -> 
Fases: pré-verbal e verbal 
 
 Fase pré-verbal (0-9M) 
1 ao 3 mês: Linguagem corporal misturado com emissão de sons guturais sem significado 
4 ao 6 mês: Se diverte ao reconhecer o processo de escutar 
6 e 7 mês: balbucio 
8 ao 9 mês: as palavra começam a ganhar significado. É a fase do dádá 
 
 Fase verbal (9M ...) 
1 ano de idade: O bebê começa a falar as primeiras palavras com significado. Um? dá? 
Não é apenas um som emitido e sim uma indicação de desejo. 
1 ano e meio: Já fala frases com 2 palavras. Ex. Que papá 
• Seu vocabulário possui 50 palavras 
 
 Fase verbal 
18 a 24 mês: Grande salto no aprendizado da linguagem chegando a conhecer 200 a 300 
vocábulos. 
 Forma frases com 3 palavras, emprega substantivos e verbos, nomeia figuras e sabe 
quem é “eu” e “você” 
 
 
166 
3 ano: A criança emprega verbos no indicativo, adjetivos e preposições e produz todos os 
fonemas, embora as vezes com dificuldade. Seu vocabulário contém, em média, 900 
palavras 
 4 anos: Fala quase tudo corretamente e usa verbos no futuro 
 
SINAIS DE ALERTA 
• Vocabulário restrito 
• Dificuldade de elaborar frases 
• Desatenção contínua 
• Ausência de fala ou conversa incompreensível 
• Dificuldades visuais, motoras e auditivas 
• Hiperatividade 
• Dificuldade de compreensão e aprendizagem 
• Instabilidade emocional 
 
 
Desenvolvimento visual normal 
O olho é um órgão que está intimamente ligado ao cérebro. A visão é um fenômeno complexo 
que necessita dos dois olhos íntegros e todas as vias ópticas e cerebrais saudáveis para que 
se possa enxergar e interpretar o que se está enxergando. 
Durante a gestação (30 a 40 semanas) 
 Reação pupilar à luz presente 
 Fechamento das pálpebras como resposta à luz forte 
 Sistema vestibular (VII Nervo Craniano/Equilíbrio) bem desenvolvido 
 Desenvolvimento total e pleno 
 Funcionamento de todas as partes, 
Logo após o nascimento 
 Fixação visual presente (contrastes) 
 Manutenção dos olhos em posição horizontal 
 Movimentos de cabeça de boneca 
 Nistagmo opto cinético que ocorre em indivíduos normais quando uma série sucessiva 
de objetos móveis atravessam o campo visual 
 Abertura espontânea 
2 a 4 semanas 
 
 
167 
 Reação pupilar à luz bem desenvolvida 
 Início da elevação do globo ocular 
 Distinção de um objeto móvel 
2 meses 
 Pestanejamento em resposta à ameaça visual 
 Fixação bem desenvolvida 
 Estrabismo fisiológico 
 Reage ao rosto materno 
 Aperfeiçoa a habilidade de fixação 
3 meses 
 Movimentos binoculares estáveis 
 Sinergia convergência- miose (contração da pupila) 
 Discriminação cromática (cor) 
4 meses 
 Visão binocular presente 
 Coordenação práxica olho- mão 
 Mantém contato visual 
6 meses 
 Binocularidade bem desenvolvida 
 Pigmentação da íris bem desenvolvida 
 Associações óticas, tácteis, auditivas e gustativas 
 Agarra os objetos, examinando-os visualmente 
 Desenvolvimento da noção de profundidade 
12 meses 
 Coordenação motora e atenção visual 
 Visão de forma e distância 
 Discriminação de objetos 
 Diâmetro do globo ocular 95% do adulto (70% ao nascimento) 
 Fase de grande plasticidade do sistema visual 
 Reconhece a própria imagem no espelho 
2 anos 
 Consegue superpor vários cubos 
 
 
168 
 Imita traços 
 Completa mielinização do nervo óptico 
 Acuidade visual – olhar preferencial – nível 
 Adulto 
 Coordenação olho- mão bem desenvolvida 
Visão subnormal 
 Presença de nistagmo 
 Erro de refração 
 Estrabismo 
 Hipersensibilidade ao tato 
 Insegurança ao movimento 
 Olhar compulsivo a luz 
 Atraso no desenvolvimento cognitivo e da linguagem 
 
Fisioterapia 
• Incentivar o foco 
• Reações de equilíbrio 
• Diminuir a hipersensibilidade 
• Tornar as pessoas e o meio familiar para a criança 
• Dar função aos MMSS 
• Rastejar e andar 
• Inserir na sociedade 
• Estimulação tátil e proprioceptiva 
 
Fisiologia Cardiopulmonar Fetal e Neonatal 
 
 Estrutura funcional dos pulmões 
- para desenvolver os pulmões necessitam de um adequado funcionamento 
 - defesa contra microrganismos e sub toxinas 
- manutenção da estabilidade alveolar 
- ajuste da relação V/Q 
 
 
 
169 
 A função primordial do pulmão é a troca gasosa 
1º respirações 
 Eliminação dos líquidos pulmonares 
 Vasodilatação pulmonar 
Estabilidade alveolar: tanta as partes pulmonar e capsulares tem que estar estáveis e livres 
Tensão superficial (TS): força que atende ao colapso pulmonar 
 
O surfactante pulmonar é fundamental para: 
 Estabilizar os alvéolos 
 Diminuir a tendência a atelectasia 
 Reduzir tensão superficial 
 O surfactante é formado por 80% de lipídios 
 
Profilaxia x terapêutica com surfactante 
 
O uso terapêutico pressupõe -> diagnostico de SDR que é feito na pratica 
 Pela presença de sinais clínicos 
 Evolução do paciente 
 RX compatíveis com a síndrome 
RX- SDR: imagem de vidro moído, na imagem de infiltrado pulmonar bilateral e ou totalmente 
opaco. É classificada em leve, moderada ou grave 
Profilaxia: evita piora do quadro clinico 
Pulmões imaturos deficientes de surfactante: lesão pulmonar secundaria a ventilação 
muito precocemente 
Além disso o surfactante distribui mais homogeneamente quando administrado logo após o 
nascimento 
Área esplasica: uma área distribuída por conta da alta pressão 
 
Desvantagens Mecânicas da Caixa torácica 
 
Distorção da caixa torácica 
• Alta complacência da Caixa torácica 
• Pobre mineralização das costelas 
• Sono REM com hipotonia global 
• Pequena ação muscular intercostal 
• Respiração mais dificultosa 
• Não fixação dos arcos costais durante a contração do diafragma 
 
 
170 
Diafragma 
• Diminuição do número de fibras musculares. Fadiga resistente (tipo I) 
• Insere-se perpendicularmente nos arcos costais 
 
Siglas 
RNPT: recém-nascido pré termo; até 37 semanas 
ITU: infecção do trato urinário 
Reativo: reage aos estímulos 
Hipoativo: criança largada 
 
 Nas afecções ventilatórias, primeiro se tenta a ventilação não invasiva, depois caso 
não funcione entra com a intubação 
 
VNIPPI: ventilação não invasiva com pressão positiva 
DNPM: desenvolvimento neuropsicomotor 
Tosse produtiva: prejuízo da higiene brônquica. Risco de declínio funcional devido a 
imobilidade no leito. 
 
 Crianças com dreno intrapleural eu posso fazer manobra de higiene brônquica. Só em 
cima do dreno que não posso manobrar 
 
Assistência fisioterapêutica na ventilação mecânica infantil 
 
Introdução a ventilação pulmonar mecânica neonatologica e pediátrica 
 
Ventilação pulmonar mecânica: aparelhos que insuflam as vias aéreas com volumes de ar, 
a uma determinada velocidade, gerando pressões positivas 
 
 O uso da VPM na UTI neonatal contribui para aumento da sobrevida do recém nascido 
 
 Maior incidência de sequelas pulmonares e neurológicas em pacientes prematuros 
 Doença pulmonar crônica 
 Hemorragia peri intraventricular (HPIV) 
 A complacência pulmonar é menor no neonato 
 
 
 
171 
Fisiologia Respiratória 
 
Complacência 
 Variação do volume pela variação da pressão (VIP) 
 Capacidade de dispensabilidade pulmonar 
 
Baixa complacência 
 SDR: síndrome do desconforto respiratório 
 Pneumonia com processosatelectasicos difusos 
Pulmões com complacência baixa necessitam de gradiente de pressão elevado para manter 
o volume corrente adequado 
 
Resistencia 
 Variação da pressão pela variação do fluxo 
 Uma força que se opõe ao fluxo aéreo 
 Capacidade de resistir a entrada de ar 
Essa resistência pode estar ainda mais aumentada pela aspiração meconial -> dificulta a 
ventilação do neonato 
 
Constante de tempo (kt) 
É o tempo necessário para que ocorra equilíbrio entre as pressões das vias aéreas e 
alveolares 
Kt: resistência x complacência 
Durante uma ventilação, o tempo de uma inspiração para a expiração deve ser cerca de 3 a 
5x a constante de tempo. Onde uma kt será de 0,15 segundos. 
 
Exame clinico do sistema respiratório neonatal 
 Padrão e frequência respiratória (FR) 
 Sinais de desconforto respiratório 
 Analise quantitativa de qualitativa das secreções traqueais e de VAS (aspiradas ou 
expectoradas) 
 Presença e eficácia da tosse 
 Utilização de oxigenoterapia 
 Utilização de VMNI ou VMI 
 
Se em VMI ou VMNI 
 Posição e fixação da COT ou pronga nasal 
 
 
172 
 Nível de oxigenação sanguínea por meio da saturação periférica de O2 (SpO2) e 
gasometria 
 Avaliar modalidades e parâmetros ventilatórios sincronia entre paciente e aparelho 
 Observação geral do paciente; local onde se encontra (berço aquecido/ incubadora) 
 
 
Avaliação cardiorrespiratória 
 
Frequência cardíaca 
 -  FC = taquicardia 
 -  FC = bradicardia 
Pressão arterial 
 -  PA = hipertensão 
 -  PA = hipotensão 
Saturação de oxigênio 
• Manter a SpO2 em 85 e 95% 
• Oxigênio em excesso é prejudicial 
Inspeção do tórax 
• Observar 
• Petequeias 
• Observar movimentos respiratórios 
• Drenagem torácica (dreno) 
• Simetria ou assimetria entre os hemitórax 
• Presença de abaulamento e retrações 
• Avaliar movimentos torácicos 
 
 
Padrão respiratório (movimento torácico e abdominal) 
• RN e lactentes tem respiração abdominal 
• Adulto é toraco abdominal 
• Conforme o crescimento e desenvolvimento, a criança entra no padrão respiratório 
toraco abdominal 
• O ritmo respiratório do neonatal é irregular, tornando regular e sem pausar com o 
crescimento e amadurecimento da criança 
• Irregularidade do ritmo necessário contra a frequência respiratória por 1 minuto 
corrigido para averiguação fidedigna da frequência respiratória do recém-nascido varia 
de 30 a 50 rpm 
Estridores laríngeos: sons rudes – obstrução parcial da traqueia superior e/ou laringe 
 
 
173 
 Cuidado para não agravar o quadro obstrutivo (choro excessivo, aspiração 
endotraqueal ou oro traqueal) 
Expansibilidade torácica 
 Preservada 
 Simetria 
 Assimétrica 
 Diminuída 
 
Conceitos básicos em Ventilação mecânica 
• FiO2: fração inspiratória de oxigênio 
• Te: tempo expiratório 
• PiP ou Pinsp: pressão inspiratória 
• PEEP: pressão expiratória positiva final 
• FR: frequência respiratória 
• Ti: tempo inspiratório 
• I:E: relação entre tempo inspiratório e expiratório 
 
PIP: quantidade de pressão que tem que colocar no ventilador. A pressão necessária é em 
torno de 0,05 cm (meio centímetro) para o bebe 
FiO2: fração de oxigênio necessário. A quantidade ofertada ao paciente sendo suficiente para 
saturar a 92% 
PEEP: é a pressão que fica dentro do alvéolo após a expiração. É um volume residual. 
 
FR: a frequência respiratória necessária para manter a normalidade dos gases CO2 e O2 
TE e TI: tempo de 1 para 2 (uma inspiração para duas expirações). A programação é feita 
dentro de um minuto 
 
Fluxo: fluxo é diferente de pressão. Fluxo é a velocidade que meu ar vai chegar dentro do 
pulmão 
 
Tratamento ouro para pneumonia: Epap -> ele gera uma PEEP maior 
 
Ventilação mecânica pediátrica 
 
Disparo: Início de um ciclo ou da fase inspiratória. Ocorre com a abertura da válvula 
inspiratória comandada ou pelo ventilador ou pelo paciente. 
 
 
 
174 
Ciclagem: Fechamento da válvula inspiratória e abertura da válvula expiratória 
- Ocorre por critérios estabelecidos pelo ventilador. 
 
 
FASES DO CICLO VENTILATÓRIO – 1- FASE INSPIRATÓRIA (variável de controle) 2-CICLAGEM (variável de 
fase) 3- FASE EXPIRATÓRIA 4- DISPARO (variável da fase). Fonte: Carvalho e colaboradores (2007) 
 
Principais Modos de Ventilação em Neo e Pediatria 
 
Controlado: quando o paciente não possui drive respiratório. Ele necessita que o ventilador 
faça todo o processo de ventilação por ele. Está colado no ventilador 
• Apenas ventilações mandatórias. Ignora os esforços respiratórios próprios do 
paciente. 
• Podem necessitar sedação intensa ou curare. 
• Uso limitado em neonatologia. 
Assisto-controlado (A/C) 
 Paciente recebe ventilações mandatórias determinadas + ventilações mandatórias 
disparadas pelo seu próprio esforço respiratório. 
Se o paciente estiver em apnéia, funciona apenas como o modo controlado 
Espontâneo 
• Usado em desmame da VM 
• Pouco usados isoladamente em Neo. 
 
Ventilação controlada a volume (VCV): Quando ventilo a volume, o que altera é a minha 
pressão 
 
 
 
175 
Ventilação controlada a pressão (PCV): A pressão que eu coloco no pulmão é o que vai 
gerar o volume. Subir o volume é o essencial 
 Usar formula para calcular 
É considerada a ventilação a pressão como a mais confortável para o paciente, porem isso é 
variável. Considera sempre o que o paciente melhor se adapta 
 
Ventilação Mandatória Intermitente (IMV) 
O aparelho libera um número determinado de ventilações mandatórias, mas permite que o 
paciente tenha respirações espontâneas. 
 
Ventilação Mandatória Intermitente Sincronizada (SIMV) 
De modo semelhante ao IMV, permite ventilações mandatórias e espontâneas, porém faz com 
que algumas respirações mandatórias sejam sincronizadas ao esforço respiratório do 
paciente. 
 
Ventilação com Pressão de Suporte (PSV) 
• O aparelho fornece uma “ajuda” durante a ventilação espontânea do paciente. 
• Não assegura FR, garante apenas nível pressórico à ventilação própria do paciente. 
• Ainda pouco utilizado isoladamente em neonatologia. 
 
 
 
SIMV + PS 
 Permite que o paciente realize respirações espontâneas com ajuda inspiratória e PS, 
sendo necessário disparo do aparelho. 
 
 
 
176 
 Sempre haverá Frequência mandatória do SIMV independentemente da FR realizada 
pelo paciente. 
 
 
INTUBAÇÃO 
 Cânulas Traqueais 
 RNPT 2,5- 3,0 
 RN 3,0- 3,5 
 Até 6m 3,5- 4,0 
 6- 12 m 4,0- 4,5 
 12-18 m 4,5- 5,0 
 18- 24 m 5,0- 5,5 
 DICA: idade/4 +4 (0,5). Não utilizar cânulas com Cuff em 
crianças < 7-8 a 
Via de escolha: oro ou nasotraqueal 
 Antes de iniciar: 
 Aspirador 
 Máscara 
 Fonte de O2 
 Monitor 
 Ressuscitador manual – Ambú 
 Esvaziamento gástrico 
Checar posição cânula logo após Intubação 
Após intubação traqueal -> paciente no ventilador com os parâmetros iniciais estabelecidos: 
 
 Observar SatO2 e FC no monitor 
 Auscultar o paciente 
 Observar a expansibilidade torácica 
 
 
177 
 RX tórax imediato confirmar posição da cânula traqueal. 
 Após 15 a 20 min -> gasometria arterial -> confirmar ou alterar os parâmetros do 
ventilador. 
 
Objetivos da VM 
 Reduzir trabalho respiratório 
 Melhorar troca gasosa 
 Reduzir consumo de O2 
 Oxigenação a 100% pode levar a uma degradação alveolar ou até uma retinopatia 
(cegueira). Então é sempre melhor saturar a 92% do que a 100% 
 Nunca oferecer nem mais e nem menos do que o paciente necessita. 
 Quanto mais agressiva a VM, em geral maior o risco de lesão pulmonar e doença 
pulmonar crônica. 
 
O bebe necessita de cuidados intensivos 
• Monitorização sempre. Pelo menos com oximetros 
• Cuidado com fixação da COT 
• Umidificação/ agua no circuito de VM 
• Troca de circuito ventilatório 
• Aspiração de vias aéreas• Fisioterapia respiratória 
• Sedo analgesia 
• Controle clinico, radiológico e gasométrico periodicamente. 
 
Em caso de Piora Clínica Súbita 
• Deslocamento do TET – extubação acidental 
• Obstrução das vias aéreas – ROLHAS 
• Pneumotórax- ausculta diminuída 
• Equipamento (falha do ventilador, fonte de gases na parede, vazamento de ar ou 
desconexão do circuito, circuito montado incorretamente. 
Considera-se também distenção gástrica acentuada 
 
Parâmetros Iniciais de VM 
 
RN sem doença pulmonar (ex. Pós operatório) 
 PIP: 15 a 20 cmH2O 
 PEEP: 3 a 5 cmH2O 
 Ti: 0,3 a 0,4s 
 FR: 20 – 40 rpm 
 FiO2: a menor necessária para garantir boas SatO2 
 
 
178 
 Fluxo: 6 – 8L 
Síndrome do Desconforto Respiratório – SDR (RN com Complacência Baixa 
 PIP: 20 a 30 cmH2O 
 PEEP: 4 a 6 cmH2O 
 Ti: 0,3 a 0,4s 
 FR: 30 a 60 rpm 
 FiO2: a menor necessária para garantir boas SatO2 - geralmente em torno de 40-60% 
 Fluxo: 6 a 8L (considerar peso, quadro clínico, etc.) 
Para aumentar a PaO2 e SatO2 
 FiO2 
 PEEP – cuidado, pode piorar 
 Com cuidado o Ti 
 Se a PaCO2 não estiver baixa, pode-se á PIP e/ou á FR. Ao aumentar a PIP, observe 
a expansibilidade. 
 Eliminar as resistência: Ex. Secreções, dobras circuito, etc. 
Se PaO2 está boa, redução de parâmetros! 
 Reduzir a FiO2 gradativamente, máximo de 10% por vez. 
 Reduzir PEEP em 1cmH2O por vez até PEEP 3. 
 Se PaCO2 também estiver satisfatória, reduzir também PIP em 1 a 2 cmH2O por vez, 
observando a expansibilidade torácica. 
Valores Gasométricos em Pediatria e Neonatologia 
 
 
 
 
 
 
179 
Monitorização 
Expansibilidade: expansibilidade torácica máxima de 0,5 cm (meio centímetro). Volume 
pulmonar máximo na radiografia torácica de 9 (10) costelas 
• Ambu: para ofertar 100% de FiO2 para paciente, 5L de O2, ambu destravado e 
reservatório não furado 
Oxigenação 
 Oximetria de pulso 
 Gasometria arterial 
 
Hemodinâmica 
 FC 
 Perfusão periférica 
 Pressão arterial 
 Débito urinário 
 
Ventilação mecânica excessiva é igual a iatrogenia! 
 > risco de infecção 
 > risco de doença pulmonar crônica 
 > tempo de internação hospitalar 
 
 
 
Desmame 
 É a retirada gradual da assistência ventilatória mecânica. 
 Deve ser iniciado quando o paciente apresenta condições: 
Cardiocirculatórias, neurológicas, respiratórias, metabólicas -> todas estáveis 
 
 Condições para que o desmame possa ser feito com sucesso: 
 
 Troca gasosa pulmonar adequada 
 Desempenho da músc. Respiratória 
 Nível de consciência 
 Atividade e reatividade 
Parâmetros usados para predizer desmame com sucesso: 
 PaO2 > 60mmHg com FiO2 < 40% 
 
 
180 
 PIP ≤ 20 cmH2O 
 PEEP ≤ 5 cmH2O 
 FR ≤ 20 rpm 
 FiO2 ≤ 40% 
* Mantendo valores gasométricos os mais próximos dos valores normais. 
 
Métodos para suspender a VM: 
 Suspensão abrupta: (pouco tempo em VM – PO por ex.) 
 Desmame gradual em tubo T: intercala-se a VM com momentos de respiração 
espontânea com O2 no Tubo T 
- Após 30 min de respiração espontânea - gasometria arterial normal -> extubação 
- Não usa-se em crianças menores - calibre pequeno do TOT -> RVA 
 IMV / SIMV / SIMV+PS: paciente pode respirar espontaneamente entre ciclos do 
aparelho. 
PS: permite respiração espontânea. 
 
Extubação 
Extubação  Manter a ventilação espontânea sem desconforto 
 
 Retirada gradual da cânula endotraqueal de uma criança intubada. 
 Indicação: 
 Quando oferecer condições cardiorrespiratórias e metabólicas estáveis 
 Deve ser precedida pelo desmame 
 Quando suportar parâmetros ventilatórios mínimos 
PARÂMETROS MÍNIMOS: 
 FiO2 < 40% 
 PIP < 15 cmH2O 
 PEEP < 5 cmH2O 
 FR < 15 rpm 
Infecciosa; Hemodinâmica; Metabólica; Hematológica; Neurológica -> estáveis 
 Jejum por 3 horas ou aspiração do conteúdo gástrico 
 Fisioterapia e aspiração do TOT e de VAS 
 CPAP – N, Halo, CNE, O2 circulante e progredir até suspender O2 pode levar 
dias/semanas 
 Ao finalizar, realizar posicionamento adequado do paciente 
Material: 
 Monitores (FC, SatO2) 
 
 
181 
 Vácuo 
 Estetoscópio 
 Luva estéril 
 Luvas de procedimento 
 SF 0,9% 
 Ambú 
 Oxigênio 
 CPAP ou HOOD/Halo ou CNE 
Precauções gerais: 
 Garantir monitorização cardiorrespiratória 
 Garantir a oxigenação e ventilação adequadas antes, durante e depois do 
procedimento 
 Deixar o material de intubação próximo ao paciente –emergência!!! 
 Realizar fisioterapia respiratória antes e avaliar após 
 O procedimento deve ser realizado por 2 pessoas 
 3 h em jejum antes da extubação e 4 a 6 h após 
 
PÓS-EXTUBAÇÃO 
Atenção!!! 
 Cianose/Palidez 
 Agitação 
 Padrão respiratório 
 Retrações 
 Frequência respiratória 
 Frequência cardíaca 
Complicações: 
 Apnéia 
 PCR 
 Obstrução alta com aumento do esforço respiratório (edema) 
 Falência respiratória 
 
Responsável pelo procedimento: 
 Fisioterapeuta ou médico. 
 
SUPORTE VENTILATÓRIO PÓS-EXTUBAÇÃO 
 
Recém nascido 
< 1500 gramas 
Cpap nasal (CPAPN/IMV); pressão: 4 a 6 cmH20 
FiO2 SaO2 de 89 a 93% varia de paciente para paciente 
 
 
182 
 
CLÍNICA 
– Estridor 
– Batimento de asa nasal 
– Retração da caixa torácica 
HEMODINÂMICA 
– FC 
– PA e perfusão periférica 
 
GASES SANGÜÍNEOS (15 a 30 min) 
 RAIO X DE TÓRAX 
 
Insucesso 
• Piora do desconforto respiratório 
• Episódios de apnéia recorrentes 
• Acidose respiratória 
• Instabilidade hemodinâmica 
 
INSUCESSO deve-se: 
• Fraqueza da musculatura respiratória 
• Doença pulmonar não resolvida - Edema pulmonar, PCA, Infecção 
• “DRIVE” respiratório inadequado 
• Lesão neurológica 
• Sedativos e hipnóticos 
• Prematuridade (Imaturidade) 
 
 
Ventilação Não-Invasiva em Neonatologia e Pediatria 
Durante a década de 80:  Progressivo na aplicação da VNIPP com uso de interfaces 
(máscaras faciais, máscaras nasais, prongas nasais, entre outras). 
 
Indicação VNPPI 
Objetivo: suporte ventilatório nos quadros clínicos que cursam com a IVA de diversas origens: 
- Infecções respiratórias, 
- Exacerbação/complicações de doenças crônicas, 
- Após a extubação, 
 
 
183 
- Entre outras. 
Tem como finalidade: 
• Aumentar a ventilação alveolar, 
• Mantendo a criança em ventilação espontânea, 
Sem a necessidade de IOT ou de TQT (sem necessidade do uso de prótese ventilatória 
 
 A VNIPP no modo ventilatório com dois níveis de pressão (BiPAP) envolve uma 
assistência inspiratória 
Uma pressão maior do que a pressão expiratória é aplicada à via aérea (IPAP). 
No modo ventilatório CPAP uma pressão maior do que a pressão atmosférica é aplicada 
durante todo o ciclo ventilatório, sem aumento de pressão durante a fase inspiratória. 
Os aparelhos de ventilação pulmonar mecânica (VPM) específicos para fornecer a VNIPP 
fornecem: 
• Pressão positiva inspiratória (IPAP) 
• Pressão positiva expiratória (EPAP). 
• IPAP é sinônimo de pressão positiva inspiratória - PIP 
• EPAP (nível de pressão expiratória) é sinônimo de pressão expiratória final 
 Positiva - PEEP 
 
Efeitos fisiológicos da aplicação da VNIPP – Benefícios: 
• Melhora na oxigenação, 
• Diminuição do trabalho ventilatório, 
• Melhora da relação ventilação/perfusão (V/Q), 
• Diminuição da fadiga, 
• Aumento da capacidade residual funcional (CRF). 
VNIPP X Intubação Traqueal (IT) 
Quando comparada à IT -> vantagens ao conforto da criança: 
• Possibilidade do paciente deglutir e falar, 
• A facilidade de início e retirada da VNIPP, 
• Redução de infecções relacionadas a VPM. 
 
Parâmetros iniciais para a aplicação da VNIPP em Pediatria e Neonatologia 
Inicialmente, recomenda-se Avaliação: 
 
 
184 
• Clínica, 
• Laboratorial, 
• Gasometria arterial, 
• RX tórax. 
 
A escolha pelo modo ventilatório a ser aplicado dependerá: 
- Doença de base da criança, 
- Trabalho ventilatório,- Gases sanguíneos 
- Tolerância ao modo ventilatório selecionado. 
 
Sugestões para se iniciar VNIPP em pacientes pediátricos 
 Os ajustes destes parâmetros devem ser realizados de acordo com a necessidade de 
cada caso clínico. 
 
 
 
Pressão Positiva Contínua nas vias aéreas (CPAP-N por Pronga nasal) 
É um modo terapêutico que: 
 Melhora a oxigenação; 
 Diminui as apneia; 
 Diminui o trabalho respiratório em RNPT; 
 
 
185 
 Diminui ou melhora atelectasia 
Altos níveis de CPAP: levam a distensão abdominal reduzem a complacência pulmonar, 
resultando em hipoventilação 
 
CPAP: Pressão positiva contínua nas vias aéreas 
Permite ao paciente respirar espontaneamente através: 
• Fluxo contínuo 
• PEEP -> estabelecidos 
• FiO2 -> estabelecidos 
Interfaces empregadas para a utilização de CPAP: 
 
Pronga nasal – CPAP-N 
Desvantagens de uso: 
• Necrose septo nasal 
• Obstrução nasal 
- redução da PEEP – boca aberta 
- Distensão gástrica 
• PNTX 
 
 
Máscara facial ou nasal 
 Desvantagem: 
- Muito bem acoplada à face para prevenir escape de ar 
- Pressão -> necrose da pele 
 
 
 
186 
CPAP-N: Indicações e uso 
 Paciente em respiração espontânea 
 Baixo peso ao nascimento 
 Ausência de acidose respiratória 
 Necessidade de uma FiO2 > 50% para manter a PaO2 entre 50 e 70 em 
oxigenoterapia. 
 
Falha da CPAP-N 
• Acidose respiratória 
• FiO2 > 60% PaO2 < 50 mmHg 
 PEEP - 15 cmH2O 
• Episódios frequentes de apneia 
• Esforço respiratório importante 
 
Interfaces para VNIPP 
 São dispositivos fundamentais para o fornecimento da VNIPP no que se refere ao 
sucesso ou insucesso da mesma. 
Um dos aspectos importantes na seleção da interface é oferecer conforto ao paciente. 
Atualmente, existem diversos tipos de interfaces, com diferentes designs, sendo as mais 
utilizadas: 
• As máscaras nasais, 
• Máscaras faciais (nasal-oral), 
• Máscaras de face total (full face), 
• Prongas nasais. 
Máscaras nasais: são efetivas para a maioria dos pacientes pediátricos - (extravasamento 
de gás pela boca). 
Vantagens: 
- Menor ansiedade para recém nascidos e lactentes. 
- Não ocasiona tanta claustrofobia, aerofagia e risco de aspiração, 
- Permite a expectoração, a comunicação e a alimentação de maneira mais adequada. 
 
Efetividade do uso das interfaces 
 Treinamento da equipe multiprofissional 
 Disponibilidade de máscaras de diferentes formatos e tamanhos, 
 Treinamento do paciente antes do início do modo ventilatório, 
 
 
187 
 Explicação prévia aos familiares e ao paciente do funcionamento do suporte 
ventilatório. 
 
 São fundamentais para o sucesso da VNIPP! 
 
 
Oxigenoterapia 
Objetivos: 
 Prevenir ou diminuir hipóxia tecidual evitando graves e irreversíveis efeitos na 
função orgânica 
Indicações: 
• Hipoxemia 
• Falência cardiocirculatórias 
• Durante reanimação 
 
Métodos de administração de O2 
 
HALO: sistema de alto fluxo – crianças < 1 ano 
- Pequeno: 6 a 8 l/min 
- Médio: 8 a 10 l/min 
- Grande: 10 a 12 l/min. 
 
 
188 
 Modo de administração: Mistura de gases (O2 e AC) umidificados e/ou não aquecidos, 
permitindo a saída de CO2 pelo topo do HALO 
 
Qual a FiO2 esperada no Halo? 
FiO2 = LO2 X 100% + LAC X 21% 
 LO2 + LAC 
 
Tenda: sistema de alto fluxo – crianças > 1 ano 
- mistura de O2 e AC acima de 12L 
 
Cateter Nasal: sistema de baixo fluxo de 0,5 a 5 L/min O2 
Vantagem: permite livre movimentação da criança e alimentação oral enquanto recebe 
suplemento de O2 umidificado. 
 
Máscara de Oxigênio: 
- FiO2 varia 35 a 100% 
- Fluxos de 6 a 15 L/min 
 
Oxigênio circulante pela incubadora: 
 - RNPT que necessitam de manutenção térmica ideal 
 
 
 
 
189 
 
 
 
 
COMO POSICIONAR O NEONATO NO LEITO? 
 
Posição prona 
 
 
 
 
 
190 
Posição supina 
 
 
Posição lateral 
 
ASPIRAÇÃO TRAQUEAL 
• Substituir a tosse, em RN intubado, em VPM com Reflexo da tosse ou ausente 
• Necessidade de aspiração para manter Vias Aéreas pérvias 
• Procedimento simples 
• Cuidado rigoroso!!! 
 
Efeitos Indesejáveis: 
 Não se recomenda horários preestabelecidos para aspiração 
 Varia com a necessidade de cada RN 
 
Critérios indicativos de Aspiração: 
- Secreção visível na COT ou VAS 
- AP com roncos ou estertores 
- RX tórax sugerindo retenção de secreção (atelectasia, condensação) 
- Hipoxemia, hipercapnia acompanhadas de aumento do trabalho respiratório 
 
Materiais: 
 Luva estéril 
 Sonda estéril descartável de tamanho apropriado ao tamanho da cânula 
 Soro fisiológico 0,9% para secreções muito espessa 
 Seringa de 5 ml 
 
 
191 
 Realizado sempre por 2 pessoas: a que irá aspirar e a que irá auxiliar o procedimento, 
evitando contaminação 
 Fonte de vácuo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
192 
 Saúde do Idoso 
O envelhecimento é um processo natural e universal, irreversível, heterogêneo, individual, 
intrínseco, único e com perda progressiva das funções. 
Ter sempre em mente que o envelhecimento é de forma desigual, nem todos tem privilégios 
e atualmente é comum ver idosos trabalhando em lugares insalubres o que pode levar a uma 
velhice de extrema luta e dificuldades. 
“Envelhecimento populacional: um dos maiores desafios para a saúde pública 
contemporânea, especialmente em países em desenvolvimento onde este fenômeno 
ocorre em ambiente de pobreza e grande desigualdade social.” 
(Rouquayrol, 2003) 
 IBGE: 17,7 milhões de brasileiros -> 650 mil novos idosos. 
 AVC: Maior causa de mortalidade. 11,7 % das mortes 
 Ano 2050: População de idosos duplicada. 
Urgência na atenção à pessoa idosa: 
 Programas de intervenção específicos. 
 Reflexo epidemiológico das mudanças: Alterações das causas de morte. 
 Doenças cardiovasculares X Causas externas 
Desafio maior: 
 Doenças crônico degenerativas 
 Mudanças no enfoque dos serviços de saúde 
 A atenção ao idoso requer características próprias: 
 Fatores causais múltiplos 
 Equipe interdisciplinar 
 Importância do PSF 
Hospitalização: Grande impacto no SUS 
 Internação e tempo de permanência. 
 Serviços de saúde voltados para o idoso 
 Capacidade funcional: 
 Autonomia 
 Independência 
Doenças que mais atingem os idosos: 
 HAS 
 DM 
 Osteoporose 
 Doenças respiratórias 
Idoso independente e autônomo: 
 Realiza tarefas 
 
 
193 
 Toma medicamento 
 Controle urinário 
 Anda 
 Veste-se 
 Toma banho 
 Alimenta-se 
 Sai da cama 
Idoso considerado frágil: 
 Acamados 
 Hospitalizados 
 Incapacidade funcional 
 Vivem em situações de violência 
 Maiores de 75 anos 
Sinais de alerta do idoso: 
 Confusão mental 
 Quedas 
 Incontinência urinária 
 Declínio funcional 
 Imobilidade 
 Síncope 
 Depressão 
 Inapetência 
 Emagrecimento 
Promoção do envelhecimento saudável. 
 Ações favoráveis à saúde e à qualidade de vida 
 Alimentação adequada 
 Exercícios físicos 
 Convivência social 
 Atividades prazerosas 
 Redução do consumo de álcool e tabaco 
 Redução da automedicação 
 Prevenção de quedas 
Manutenção e reabilitação da capacidade funcional 
 Diagnósticos adequados 
 Medicação 
 Reabilitação funcional 
 Qualificar a equipe de saúde para: 
 Identificar situações de vulnerabilidade; 
 Diagnóstico precoce de demências; 
 Avaliação da capacidade funcional; 
 Prevenção de agravos: Vacinas; 
 Detecção Precoce. 
 Manutenção e reabilitação da capacidade funcional 
 
 
194 
Detecção precoce: 
 HAS, DM, Osteoporose, Hipotireoidismo. 
 Rastreamento de perdas visuais e auditivas, risco de queda, alteração do humore 
perdas cognitivas. 
 Prevenção de perdas dentárias. 
 Prevenção de deficiências nutricionais. 
 Avaliação das habilidades funcionais. 
 Prevenção do isolamento social 
Objetivos da Promoção da Saúde e da Prevenção de Doenças nos Idosos 
 Reduzir a mortalidade; 
 Manter a independência funcional; 
 Estender a expectativa de vida ativa; 
 Melhorar a qualidade de vida. 
Desafio das instituições de longa permanência de idosos 
Sugere-se que as entidades que desenvolvem programas de institucionalização de longa 
permanência sigam os seguintes princípios: 
I - preservação dos vínculos familiares 
II - atendimento personalizado e em pequenos grupos 
III - manutenção do idoso na mesma instituição, salvo em caso de força maior 
 Incentivar e promover a participação da família e da comunidade no atendimento ao 
idoso; 
 Desenvolver atividades que estimulem a autonomia dos idosos; 
 Desenvolver atividades e rotinas para prevenir e coibir qualquer tipo de violência e 
discriminação contra o idoso; 
 Capacitar cuidadores e gestores da ILPIs 
A capacidade funcional é um dos principais componentes da saúde do idoso 
e tem sido importante para a formulação de novos conceitos em saúde, como 
“expectativa de vida ativa”. 
(Cornoni-Huntley et al., 1986) 
A capacidade funcional geralmente é mensurada utilizando-se as escalas 
como “Atividades da Vida Diária” e “Atividades Instrumentais da Vida Diária”. 
(Lima-Costa et al., 2003) 
 
 
 
195 
 
 
A maioria das incapacidades funcionais encontradas em idosos, não são decorrentes das 
doenças nem de alterações fisiológicas do envelhecimento, mas da IMOBILIDADE e 
DESCONDICIONAMENTO 
 
FISIOTERAPIA NA SAÚDE DO IDOSO 
 Presença de estigmas do envelhecimento; 
 Apresentação atípica das doenças, o que retarda o diagnóstico preciso e a 
implementação de ações terapêuticas adequadas; 
 Ocorrência de sintomas não relatados pela pessoa idosa, que são equivocadamente 
atribuídos ao envelhecimento; 
 Presença de múltiplas doenças e a concomitância das grandes síndromes geriátricas; 
 Maior risco de polifarmácia; 
 Existência de dificuldades de comunicação; 
 Influência da precariedade psicossocial; 
 
 
 
196 
Como realizar a avaliação fisioterapêutica considerando a Avaliação Gerontologica 
Ampla? 
Avaliar... 
 
“Refere ao processo de obtenção e interpretação de dados para o tratamento.” 
(Maurer et al, 1984) 
 Testes, 
 Observação, 
 Entrevistas, 
 Revisão de prontuários e julgamento clínico 
 
Testes - procedimentos sistemáticos para observar o comportamento e/ou desempenho e, 
descrevê-los com a ajuda de escalas numéricas ou sistema de categorias. 
Julgamento Clínico 
 >>>SOBERANO SEMPRE<<< 
 Análise e interpretação da informação, baseada no conhecimento, experiência e observação 
não verificável. Combinação das informações objetivas e subjetivas. 
AVALIAÇÃO: Métodos Qualitativos e Quantitativos 
 Verificar os componentes do desempenho humano. 
 Construir o histórico ocupacional. 
 Investigar o desempenho atual e desejado do cliente em todas as áreas que fazem 
parte de seu universo. 
Aplicação dos resultados: 
 
 
 Estabelecer uma linha de base de desempenho para uma comparação futura. 
 Mensurar progressos. 
 Predizer desempenho futuro em uma determinada área. 
 Identificar e mensurar desvios e comportamentos. 
Limitação na Utilização de Testes 
 Não podem ser fonte única de informação; 
 Não permite adaptação/individualização; 
 Dificuldade de prever / administrar vieses culturais; 
 Necessidade de treinamento específico; 
 Alto custo para desenvolvimento de novos testes. 
Vantagens na utilização de Testes 
 Padronização de condutas; 
 Possibilidade de medidas de evolução ou involução terapêutica quantitativamente; 
 Possibilidade de comparações; 
 
 
197 
 Criação de uma linguagem comum. 
Utilização de Testes e Escalas de “Screening” em Gerontologia 
 Objetivos: 
 Rastrear, favorecer diagnóstico, acompanhar e prognosticar evolução de doenças. 
 Avaliação qualitativa e quantitativa do problema do paciente. 
Uso Racional de Testes e Escalas em Gerontologia 
 As escalas devem ser instrumentos de fácil e rápida aplicação. 
 Devem ser validadas e adaptadas à realidade de cada população e de sua cultura. 
 Podem sofrer influências da escolaridade, redução visual e auditiva. 
Qualidade dos Instrumentos: 
 Necessidade de comparação do método utilizado com um método padrão ouro* para 
aquele problema *(um teste que mais se aproxima de resultados corretos). 
 Sensibilidade do teste: habilidade do teste em identificar corretamente quem tem a 
doença (teste positivo em quem tem doença). 
 Especificidade: habilidade do teste em identificar corretamente quem não tem a 
doença (teste negativo em quem não tem a doença). 
 Falso positivo: erroneamente positivos para a doença (influenciado pela falha na 
escolha método utilizado, fatores emocional e financeiro, etc.). 
 Falso negativo: erroneamente negativo (gera atraso no diagnóstico e na terapêutica). 
 
 
 
Objetivos da avaliação física e funcional do idoso 
 Verificar a evolução da aptidão física e capacidade funcional com o 
envelhecimento – em diferentes níveis funcionais. 
 Detectar a efetividade de programas de intervenção (capacidade funcional). 
 Determinar os efeitos de programas de intervenção nas variáveis psico- sociais. 
 
 
198 
 Conhecer melhor a capacidade funcional melhorando os aspectos específicos e 
particularidades. 
Avaliação funcional 
Testes físicos funcionais 
 Mobilidade Funcional 
 Equilíbrio estático e dinâmico 
 Força de MMII 
 Velocidade de marcha 
 Outros. 
Escalas 
 ABVD- Atividade básica de vida diaria 
 AIVD 
 AAVD – atividades avançadas de vida diária 
 Medo de cair 
 Queixas de coluna vertebral (Roland Morris) 
 
Testes Funcionais – mobilidade funcional 
 Timed Up and Go (TUG) 
 Timed Up and Go (TUG) com distrator (cognitivo). 
Testes Funcionais – equilíbrio corporal 
 Berg Balance Scale 
 Functional Reach – Alcance Funcional Anterior e Lateral 
 Five Step Test 
 Tempo de apoio Unipodal 
Testes Funcionais – equilíbrio corporal e marcha 
 Tinneti Performance-Oriented Mobility Assessment - POMA 
Testes Funcionais Equilíbrio, Velocidade de marcha e força MMII 
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO MMII 
 Short Physical Performance Battery – SPPB 
 
 
Demências no idoso 
 
Etiologia: 
 Principais causas: 
 Doenças priônicas: Creutzfeldt-Jacob; 
 
 
199 
 Infecções: HIV, neurolues, meningites crônicas; 
 Hidrocefalia de pressão normal; 
 Trauma de crânio; 
 Tumores do SNC; 
 Doenças psiquiátricas: depressão, esquizofrenia; 
 Demências toxico metabólicas. 
 
DOENÇA DE ALZHEIMER 
 Causa mais frequente de demência; 
 Responsável por mais de 50% dos casos na faixa etária igual ou superior a 65 anos. 
 Sobrevida 5 a 10 anos a partir do momento em que o déficit de memória se torne 
evidente. 
 
Curso clínico: 
Estágio I: 
 Início insidioso: 
 Falta de iniciativa; 
 Perda de interesse em atividades; 
 Negligência na execução de tarefas; 
 Déficit progressivo de memória (episódica); 
 Comprometimento no aprendizado de novas informações; 
 Dificuldade no planejamento de atividades; 
 Desorientação espacial; 
 Comprometimento da linguagem: déficit de nomeação, dificuldade em gerar listas de 
palavras 
Estágio II: 
 Deterioração progressiva das funções cognitivas; 
 Memória para informação recente e remota; 
 Habilidades visuoespaciais; 
 Déficits de abstração e cálculo; 
 Linguagem: fluência, capacidade de compreensão e repetição; 
 Apraxias e agnosias; 
 Função motora: perambulação e inquietação. 
Estágio III: 
 Funções cognitivasgravemente comprometidas; 
 Ecolalia, palilalia e mutismo; 
 Incontinência esfincteriana; 
 Dificuldade para deglutição; 
 Postura rígida e em flexão; 
 Estado de decorticação. 
 
Alterações de comportamento: 
 
 
200 
 Apatia; 
 Agitação; 
 Depressão; 
 Insônia; 
 Ansiedade; 
 Irritabilidade; 
 Delírios e alucinações; 
 Sundowning; 
 Alterações na ingesta alimentar; 
 Dificuldades para dormir. 
Diagnóstico: 
 Critérios clínicos (NINCDS-ADRDA, 1984): 
 Exame clínico, MEEM, escala de demência Blessed, ou avaliação similar, e 
confirmada por testes neuropsicológicos; 
 Início 40 e 90 anos; 
 Déficits em 2 ou mais domínios cognitivos; 
 Progressão déficits de memória e cognitivos + de 6 meses; 
 Ausência alterações de consciência; 
 Ausência de doenças sistêmicas ou outras doenças cerebrais. 
Exames complementares: 
 Diagnóstico definitivo exame neuropatológico; 
 TC e RM = atrofia cortical (hipocampo, lobo temporal medial e regiões frontoparietais); 
 SPECT e PET = perfusão cerebral; 
Tratamento Farmacológico 
 Anticolinesterásicos; Memantina; Neurolépticos; Antidepressivos. 
 
DEMÊNCIA VASCULAR 
Lesão cerebrovascular; 
 
 2º tipo + comum de demência (20%); 
 Quadro clínico = tipo e localização da lesão; 
 DV cortical = afasia, apraxia, agnosias, déficits de memória + sinais motores e 
sensoriais unilaterais. 
 DV subcortical (50%) =déficits de atenção, funções executivas, fluência verbal, 
prejuízo memória de recuperação + Disartria, IU e marcha a pequenos passos ou 
flutuantes. 
Alterações neuropsiquiátricas: 
 Depressão; 
 Labilidade emocional; 
 Apatia; 
 Ansiedade; 
 Quadros psicóticos (delírios). 
 
 
201 
Diagnóstico: 
Critérios do NINDS-AIREN: 
 
 
 Declínio cognitivo a partir de um funcionamento prévio superior ao atual; prejuízo da 
memória e 2 ou + domínios cognitivos; 
 Doença cerebrovascular; 
 Relação entre as 2 desordens acima, com 1 ou + dos seguintes: Início da doença 
dentro de 3 meses após AVE; 
 Deterioração abrupta das funções cognitivas; 
 Progressão flutuante/ “em degraus” dos déficits cognitivos 
Exames Complementares: 
 Neuroimagem. 
Tratamento Farmacológico: 
 Anticolinesterásicos; 
 Antidepressivos; 
 Neurolépticos 
 
DEMÊNCIA COM CORPÚSCULOS DE LEWY 
 2ª causa mais frequente de demência degenerativa; 
 Pode ocorrer em associação com DA; 
 Diagnóstico neuropatológico 
Corpúsculos de Lewy substância negra, TE e córtex; 
Quadro clínico: 
 Déficits atencionais e disfunções executivas; 
 Habilidades visuoespaciais; 
 Memória de recuperação; 
 Sinais motores parkinsonianos espontâneos quadro rígido-acinético simétrico; 
 Flutuação sintomas cognitivos; 
 Alterações comportamentais: 
 Alucinações visuais, apatias, ansiedade, depressão, delírios bem estruturados e 
alucinações auditivas; 
 Desordem comportamental do sono REM 
Diagnóstico: 
Critérios diagnósticos: 
 Característica central: declínio cognitivo progressivo; prejuízo da memória 
proeminente 
Dois dos seguintes achados cardinais: 
 
 
202 
 Flutuação da cognição flutuações na atenção e alerta; 
 Alucinações visuais recorrentes bem formadas e detalhadas; 
 Sinais motores espontâneos de parkinsonismo 
Diagnóstico: 
 Exames complementares: 
 SPECT e PET: alterações regiões occipitais. 
Tratamento Farmacológico: 
Anticolinesterásicos; Neurolépticos; Antidepressivos; Levodopa; Clonazepam. 
 
DOENÇA DE PARKINSON COM DEMÊNCIA 
 30 a 40% pacientes com DP; 
 Quadro clínico semelhante à DCL. 
 
Exceto: 
 Quadro motor precede manifestações cognitivas; 
 Tremor de repouso e assimétrico; 
 
Tratamento Farmacológico: 
 Medicações para controle motor; 
 Neurolépticos e antidepressivos 
 
DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL 
 Síndrome clínica alterações comportamento e personalidade; 
 Degeneração focal lobos frontais e temporais anteriores 
 Degeneração lobar front temporal (DLFT); 
 Ambos sexos: 45 a 65 anos; 
 Prognóstico: 6 a 8 anos; 
 História familiar: 40 a 50% casos; 
 10 a 20%: casos de demência primária; 
Quadro Clínico: 
 Alteração do comportamento: afeto, interesse pelo sentimento de outras pessoas e 
auto percepção; 
 Lobos frontais: 
 Comportamentos estereotipados e repetitivos; 
 Ritualísticos; 
 Perseveração motora; 
 Alteração nos hábitos alimentares. 
 
 
 
203 
• Lobos temporais anteriores 
 Hiperoralidade 
Quadro Clínico: 
Córtex orbital frontal e temporal anterior: 
• Hiperatividade; 
• Euforia; 
• Desinibição social; 
• Impulsividade; 
• Hipersexualidade. 
Córtex frontal dorsolateral: 
• Apatia; 
• Inércia; 
• Embotamento social. 
Diagnóstico: 
Critérios de Lund. e Manchester: 
• Padrão clínico; alteração de personalidade e conduta social; 
Características centrais: 
A-) Início insidioso e progressão gradual; 
B-) Declínio precoce da conduta social interpessoal; 
C-) Comprometimento precoce do controle da conduta pessoal; 
D-) Embotamento emocional precoce; 
E-) Perda precoce da auto percepção (insight). 
Exames complementares: 
• Neuroimagem; 
• PET de córtex frontal medial; 
• SPECR e RMf; 
 
Tratamento Farmacológico: 
• Controle quadro neuropsiquiátrico: Neurolépticos e antidepressivos. 
 
FISIOTERAPIA NA DEMÊNCIA 
 
Anamnese: Identificação, QP, diagnósticos médicos, medicamentos, história pregressa e 
atual da doença, antecedentes pessoais e familiares, hábitos e vícios. 
Aspectos físicos: Estado geral, sinais vitais, inspeção e palpação, ADM, força e tônus 
muscular, avaliações de sensibilidade, postural e respiratória. 
 
 
204 
Aspectos clínico-funcionais: Praxias, mobilidade, AVD, equilíbrio, marcha, quedas, 
dispositivos de auxílio à marcha. 
Aspectos socioambientais 
 
As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que 
não apresentam demência, mas a maneira de abordá-las exige habilidade especial. 
O paciente pode não parecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a 
fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação 
que existe. (*) 
O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser 
repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. 
Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes. 
São comuns as alterações de sensibilidade, por isso, evitar a eletroterapia e os equipamentos 
que exigem colaboração de participação subjetiva. 
Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode 
prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade. 
A intervenção fisioterápica envolve facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o 
desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar 
tarefas complexas. 
A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente que dê suporte a trabalhar ativamente 
para compensar as perdas cognitivas específicas na medida em que forem ocorrendo. A meta 
final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar 
fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de 
permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição; 
Em cada sessão, os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de 
repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e, em alguns casos, 
estresse emocional 
 
 
 
205 
O QUE É SARCOPENIA? 
• Condição multifatorial que determina mudanças nos músculos com a idade, levando a 
perda involuntária de massa muscular, força e função. 
• Causa potencial, importante e reversível de morbidade e mortalidade de pacientes 
idosos.• Papel predominante na etiologia da fragilidade 
 
CONSEQUÊNCIAS DA SARCOPENIA 
• Alterações de marcha 
• Desequilíbrio 
• Perda da propriocepção 
• Tendência cifosante 
• Alterações cognitivas 
• Queda 
• Osteoporose 
• Fraturas 
DIAGNÓSTICO 
• Investigar estilo de vida: alimentação, exercício físico, AVD’S e AIVD’S. 
• Avaliação nutricional. 
 
QUE É FRAGILIDADE EM IDOSOS? 
A Síndrome da Fragilidade em Idosos (SFI) está relacionado as características clínicas 
atribuídas ao envelhecimento, associado à existência de comorbidades, como por exemplo, 
diminuição da massa e da força muscular 
Caracteriza-se como SFI quando o idoso preenche no mínimo quatro das seguintes 
características: 
• Idade igual ou superior a 80 anos 
• Depressão 
• Instabilidade de equilíbrio e marcha 
• Diminuição da força de preensão palmar 
• Uso de sedativos 
• Diminuição da força nas articulações dos ombros e joelhos 
• Déficits nos MMII 
 
 
206 
• Déficit visual. 
RISCOS DO DESENVOLVIMENTO DA SFI 
• Baixo nível socioeconômico 
• Antecedente de doença isquêmica cardíaca 
• Diabetes Mellitus 
• Fratura de quadril 
• Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica 
• Osteoartrite 
• Acidente Vascular Encefálico 
• Depressão 
DIAGNÓSTICO DA SFI 
• Critérios clínicos. 
• Os marcadores laboratoriais: albumina; pré-albumina; zinco e vitaminas; colesterol 
total e frações; triglicérides; insulina de jejum e após teste de tolerância à glicose; 
proteína C-reativa, entre outros. 
 
FISIOTERAPIA NA SARCOPENIA E FRAGILIDADE EM IDOSOS 
• Treino funcional das alterações de marcha 
• Treino de equilíbrio 
• Treino proprioceptivo 
• Treino de AVD’S e AIVD’S 
• Treino de força muscular 
• Exercício Físico 
 
O fisioterapeuta deve identificar os fatores intrínsecos e extrínsecos que aumentam a 
ocorrência de uma queda em uma pessoa idosa. Após identificado corrigir aqueles acessíveis 
a fisioterapia. 
Resumindo os objetivos fisioterapêuticos nas pessoas da terceira idade que correm o risco de 
sofrer quedas são: 
– I. melhorar a capacidade do indivíduo para resistir às ameaças ao seu equilíbrio. 
– II. Aumentar a segurança deste indivíduo em seu ambiente. 
– III. Recuperar a confiança do paciente e das pessoas cuidadoras deste, no que diz respeito 
a sua capacidade de se locomover da maneira mais segura e eficaz em seu ambiente. 
É recomendado que o fisioterapeuta se dedique aos movimentos e as atividades nas quais o 
paciente deseja adquirir maior estabilidade como: 
• Ficar em pé sem apoio ou apenas com um mínimo de apoio, progredindo daí para a 
capacidade de manter-se em pé enquanto abrir cintos e botões, de procurar objetos 
colocados em prateleiras cada vez mais altas. 
• Andar firmemente sem ajuda, na maior distância necessária dentro da própria 
residência. Começar o treinamento pela menor distância que o paciente se considera 
capaz de vencer. 
 
 
207 
• Virar-se no mesmo ponto, dando número cada vez menor de passos, quatro a seis no 
máximo. 
Treino de Equilíbrio: 
• Podemos trabalhar o paciente com atividades de transferência de peso de um lado 
para o outro, 
• Marcha sobre uma esteira de equilíbrio, 
• Exercícios de agilidade e manobras com obstáculos. 
• E por fim podemos também progredir com um trabalho de treino do paciente em 
padrões funcionais e atividades que usem movimentos repetitivos para aumentar a 
resistência à fadiga. 
Uso de Órtese: 
• Existem três categorias de dispositivos deambulatórios auxiliares: bengalas, muletas, 
e andadores. 
• Tais dispositivos auxiliares da marcha são prescritos por uma série de fatores, como 
problemas de equilíbrio, dor, fadiga, fraqueza, instabilidade articular. 
 
TÉCNICAS DE REABILITAÇÃO VESTIBULAR 
• Na crise: Eletroestimulação Cervical com freqüência 80 Hz, largura do pulso 100 - 150 
cseg e intensidade confortável para o paciente. Os eletrodos são colocados na região 
paravertebral cervical (C2-C4) do lado não-afetado e na região do trapézio 
contralateral. Utilizam-se duas sessões diárias de 40 minutos. O objetivo é promover 
uma estimulação de fibras tipo A (grossas) (proprioceptivas) com influência do reflexo 
cérvico- espinhal, para propiciar uma ativação ascendente até ao nível dos núcleos 
vestibulares (tronco encefálico), simulando as informações que deveriam vir do 
labirinto acometido. 
• Estimulações Plantares e na Região Cervical. As estimulações plantares são 
realizadas através de técnicas proprioceptivas consagradas na Fisioterapia (equilíbrio 
com almofada sob os pés, por exemplo). 
Reabilitação Vestibular: 
• Na fase crônica deve ser realizado exercícios vestibulares, fazem novos rearranjos 
das informações sensoriais periféricas. Este treino do equilíbrio é capaz de promover 
melhoras nas reações de equilíbrio com consequente diminuição na possibilidade de 
quedas. Os exercícios para reabilitação vestibular envolve movimentos de cabeça, 
pescoço e olhos; exercícios de controle postural em várias posições (sentado, em 
apoio bipodal e Unipodal, andando); uso de superfície de suporte macia para 
diminuição do input proprioceptivo; exercícios com olhos fechados para abolição da 
visão. 
Realidade Virtual 
• A realidade virtual está ajudando pacientes com labirintite a evitar tontura e náusea, 
principais manifestações do distúrbio. O paciente fica imerso em um ambiente virtual 
onde pode treinar, com segurança, os sistemas que respondem pelo equilíbrio do 
corpo. 
 
 
208 
• Por meio de um equipamento, estímulos visuais são oferecidos para o paciente se 
movimentar como se estivesse em um ambiente real. Ele é submetido a desafios ao 
equilíbrio, com objetos que se movem à sua frente. 
• Há também joguinhos, em que os movimentos do corpo deslocam peças em um 
labirinto, por exemplo 
 
QUEDAS 
ALTERAÇÕES QUE PREDISPÕEM AS QUEDAS 
• Neurológico: Parkinson 
• Cardiovascular: Arritmia 
• Gastrointestinal: Sangramento, Diarreia 
• Metabólico: Anemia, Desidratação 
• Geniturinário: Incontinência 
• Musculoesquelético: Artrite, Miosite, Fraqueza Muscular 
• Psicológico: Depressão, Ansiedade, Induzido por Droga 
• Estados patológicos atribuíveis a diuréticos 
CONSEQUÊNCIAS 
 
 
• Traz consequências às vezes irreparáveis. 
• Variam de escoriações e cortes até fraturas, traumatismo craniano e morte. 
• A fratura mais grave é a do fêmur devido a complicações como morte e acamamento 
prolongado. 
• Diminuição das atividades funcionais devido ao medo de cair novamente. 
• A proposta preventiva visa melhorar a qualidade de vida destes idosos, visto que as 
quedas trazem inúmeras consequências podendo em casos mais graves levar o idoso 
a óbito 
 
Os Objetivos da Fisioterapia Incluem: 
 ASPECTOS PREVENTIVOS! 
• Eliminar/minimizar as causas de quedas; 
• Evitar quedas futuras. 
 APÓS EVENTO DE QUEDA... 
• Restabelecer a segurança e a auto- estima; 
• Promover a reeducação funcional. 
• Tratar o distúrbio primário (osteomuscular, neurológico, etc.); 
• Cinesioterapia: exercícios de fortalecimento, exercícios proprioceptivos, exercícios 
aeróbios (esteira, bicicleta), exercícios de equilíbrio e de coordenação motora; 
• Reeducação funcional; 
• Hidroterapia; 
• Promover orientações, como: controle médico regular, inclusive o oftalmológico, 
adequação domiciliar (retirada ou fixação de tapetes, instalação de faixas 
antiderrapantes no piso e de barras de suporte no banheiro). 
 
 
209 
• Ganho de força muscular. 
• Correção do equilíbrio estático e dinâmico. 
• Aumento da flexibilidade articular. 
• Aumento da capacidade aeróbica. 
• Treinamentos específicos de ultrapassar obstáculos. 
• Aprendizado de técnicas para sentar e levantar. 
• Identificar e afastar fatores de riscos ambientais, realizando orientações preventivas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
210Respiratória 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
 Nariz 
 Faringe: é um tubo que começa nas coanas nasais e estende-se para baixo do 
pescoço. Ela se situa atrás das cavidades nasais e logo a frente das vértebras 
cervicais. Sua parede é composta de músculos esqueléticos e revestida de túnica 
mucosa e funciona como uma passagem de ar e alimento, dividida em: nasofaringe, 
orofaringe e laringofaringe 
 Laringe: órgão curto que liga a faringe à traqueia, se situa na linha mediana do 
pescoço, diante da 4ª a 5ª vértebras cervicais. Suas funções são: Atua como 
passagem para o ar durante a respiração; Produz som, ou seja, a voz; Impede que 
corpos estranhos entrem nas estruturas respiratórias. 
 Traqueia: Tubo de 10 a 12,5 de comprimento de 2,5 cm de diâmetro. Constitui um 
tubo que faz continuação à laringe, penetra o tórax e termina se bifurcando nos 2 
brônquios principais. É constituída por 20 anéis cartilaginosos, é forrada por mucosa, 
onde é abundante em glândulas e o epitélio ciliado facilita a expulsão de corpos 
estranhos. Sua parte inferior é ocupada pela Carina. 
 Brônquio fonte/principais: liga a traqueia aos pulmões. O direito é mais curto, mais 
largo e mais vertical do que o esquerdo e consequentemente o mais afetado. 
 Brônquios lobares: vai para cada lobo do pulmão, subdividindo-se em brônquios 
segmentares. 
 Brônquios segmentares 
– Bronquíolos: sua parede contém músculo liso e não possui cartilagem 
– Brônquios terminais 
– Brônquios respiratórios 
– Ducto alveolar: túbulos minúsculos 
 Alvéolo: sáculos de ar onde ocorre a troca de O2 e CO2 através da membrana capilar 
alvéolo-pulmonar. 
OBS: Do nariz até os brônquios terminais são chamados de vias aéreas condutoras, dos 
brônquios respiratórios até os alvéolos são chamados de vias aéreas respiratórias. 
 
Pulmões 
Cada pulmão tem uma forma que lembra uma pirâmide com um ápice, uma base, três bordas 
e três faces. 
 Ápice do pulmão: está voltado cranialmente e tem forma levemente arredondada. No 
corpo o ápice atine o nível da art. Esterno-clavicular. 
 Base do pulmão: a base do pulmão apresenta uma forma côncava, aponeurose sobre 
a face superior do diafragma. A concavidade da base do pulmão direito é mais 
profunda que a do esquerdo, devido à presença do fígado. 
 Bordas do pulmão: os pulmões apresentam três bordas: uma anterior, uma posterior 
e uma inferior. A borda anterior do pulmão esquerdo apresenta uma incisura produzida 
pelo coração, a incisura cardíaca. A borda posterior é romba e projeta-se na superfície 
 
 
211 
posterior da cavidade torácica. A borda inferior apresenta duas porções: 1) uma que é 
delgada e projeta-se no recesso costofrênico e 2) outra que é arredondada e projeta-
se no mediastino. 
 Pulmão direito: apresenta-se constituído por três lobos divididos por duas fissuras. 
Uma fissura oblíqua que separa lobo inferior dos lobos médio e superior e uma fissura 
horizontal, que separa o lobo superior do lobo médio. 
 Pulmão esquerdo: é dividido em um lobo superior e um lobo inferior por uma fissura 
oblíqua. Anteriormente e inferiormente o lobo superior apresenta uma estrutura que 
representa resquícios do desenvolvimento embrionário, a língula do pulmão. 
 
FISIOLOGIA 
 
Ventilação pulmonar 
Processo de conduzir o ar da atmosfera até os alvéolos. 
Na posição de repouso do complexo toraco- pulmonar observa-se pressão intrapleural 
negativa. Isso se deve ao gradeado costal que exerce uma força de expansão e ao pulmão 
que, ao contrário, imprime uma força para se retrair. Nas condições normais a pressão 
intrapleural sempre será negativa. 
 Forças elásticas da parede torácica puxam a pleura parietal para um lado e as forças 
elásticas do pulmão puxam a pleura visceral para o outro lado, isso faz com que a 
cavidade pleural tenha uma pressão negativa. 
 
 
212 
 A pressão pode ser tornar mais negativa ou mais positiva, mas SEMPRE será 
negativa. 
 Nós respiramos por causa da diferença de pressão que é gerada pela contração 
muscular, essa mudança gera o fluxo inspiratório e expiratório. 
Na inspiração: 
 A contração do diafragma aumenta o diâmetro da caixa torácica, aumentando ainda 
mais a pressão intrapleural negativa, (ou seja a pressão intrapleural fica mais 
negativa), e a pressão alveolar fica mais positiva, permitindo a entrada do ar. 
Na expiração: 
 O diafragma relaxa, deixando a pressão intrapleural menos negativa e fazendo com 
que a pressão alveolar fique menos positiva, permitindo a saída do ar. 
OBS: a pressão alveolar NUNCA fica negativa 
 
Pressão transmural: diferença entre a pressão pleural e a pressão alveolar, a distensão dos 
alvéolos depende dessa pressão, os alvéolos distantes da cavidade pleural, são igualmente 
distendidos devido a sua arquitetura que favorece a transmissão das forças até aquelas 
regiões. 
 Os alvéolos centrais, distantes da cavidade pleural, são igualmente distendidos devido 
à arquitetura dos alvéolos que favorece a transmissão das forças até aquelas regiões 
 
Forças de oposição à insuflação pulmonar 
 
Inspiração: ação muscular -> expansão do tórax -> diminui a pressão de platô -> pressão 
alveolar < pressão atmosférica = ENTRADA DE AR 
Expiração: relaxamento muscular -> retração do tórax -> aumenta a pressão de platô -> 
pressão alveolar > pressão atmosférica = SAÍDA DE AR 
 
 Forças elásticas: forças geradas pelo músculo para expandir os alvéolos. Oposição 
elástica dos tecidos; complacência pulmonar; tensão superficial 
 Forças de atrito: resistência do ar para chegar ao seu destino devido ao atrito entre 
os tecidos. Resistência viscosa dos tecidos; resistência das vias aéreas. 
Propriedades elásticas 
A elasticidade é uma propriedade da matéria que permite ao corpo retornar a sua forma 
original após ter sido deformada por uma força. 
Os tecidos dos pulmões e da caixa torácica são constituídos por fibras elásticas, cartilagens, 
células epiteliais, glândulas, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos que possuem propriedades 
elásticas. 
Quanto maior a pressão gerada pelos mm. respiratórios, maior será o volume inspirado. 
Quando a força aplicada ao tecido cessa, ele retorna a posição inicial. 
 
 
213 
 OBS: quem expande é só o alvéolo. 
 
Complacência pulmonar 
Relação entre a variação do volume e a pressão necessária para manter o pulmão insuflado. 
Desse modo a complacência mede o grau de extensibilidade do pulmão. 
A complacência toraco pulmonar é o somatório da curva de complacência pulmonar e a curva 
de complacência do gradil costal. 
 Complacência normal do pulmão = 50 ml/cmH2O 
 Para expandir o pulmão deve haver uma quantidade de ar que deverá gerar certa 
pressão. A pressão gerada dentro do pulmão com uma certa capacidade de ar deve 
ser suficiente para vencer a complacência e expandir. 
 Quanto mais complacência maior a capacidade de distensão. 
 Complacência dinâmica: capacidade total que o pulmão atinge na inspiração. Valor 
normal = 200 ml/ cmH2O 
 Complacência estática: pressão de acomodação da capacidade elástica do pulmão 
quando prende o ar, antes da expiração. 
A complacência apresenta-se diminuída quando o pulmão está edemaciado ou com fibrose 
pulmonar. Nestas situações para uma mesma variação de volume é necessária uma grande 
variação de pressão. 
Os asmáticos apresentam complacência dinâmica reduzida, entretanto a sua complacência 
estática é próxima ao normal uma vez que, a elevada pressão traqueal é secundária a 
resistência ao fluxo de gases inspiratório. 
 
Tensão superficial 
Força de atração entre as moléculas superficiais de uma interface liquido- gás -> Tendência 
do alvéolo de se fechar. Essa tensão induz as moléculas a manterem a menor área possível 
de contato com a região gasosa, ou seja, uma esfera, pois apresenta uma menor área por 
unidade de volume, portanto é uma menor área de contato entreo ar interior e o seu 
revestimento líquido. 
Lei de Laplace: O alvéolo menos expandido tem a tendência de se esvaziar, colabar e 
mandar o ar para um alvéolo maior (mais expandido). 
 Para ajudar o alvéolo a continuar expandido há alguns componentes responsáveis: 
PEEP, surfactante, arquitetura alveolar. 
 Surfactante: fica ao redor dos alvéolos e impede seu esvaziamento, diminuindo a 
tensão superficial nos alvéolos. Seus benefícios são: aumento da complacência 
pulmonar, diminuição da tendência ao esvaziamento de alvéolos menores e 
diminuição da passagem de fluídos capilares para dentro do alvéolo quando há edema 
pulmonar. 
 Arquitetura alveolar: a própria arquitetura do alvéolo faz com que ele se mantenha 
aberto. Sempre que um alvéolo tende a se fechar os adjacentes o mantém expandido. 
 
Forças de atrito 
 
 
214 
Resistência viscosa dos tecidos: movimento dos tecidos (pulmões, caixa torácica, 
diafragma, órgãos abdominais) durante a ventilação, responsáveis por 20% da resistência. 
Fatores como fibrose pulmonar e obesidade aumentam a resistência, dificultando a expansão 
diafragmática. 
Resistência das vias aéreas: corresponde ao comportamento pressórico ao fluxo de gases 
e movimento dos tecidos, devido a forças de fricção através do sistema respiratório, pelo 
deslocamento de ar através da árvore brônquica. Ou seja, é a dificuldade do ar em chegar às 
vias aéreas devido ao calibre dos brônquios (quanto menor o calibre mais resistência). 
 
Fluxo 
Na presença de um fluxo elevado ocorre completa desorganização do padrão laminar levando 
à turbulência. 
 Laminar: brônquio menos calibroso, fluxo mais lento -> gera mais expansão. 
 Turbulento: brônquio mais calibroso, fluxo mais rápido. 
 Transicional: onde há divisão nos brônquios. 
**Pode-se fazer com que o fluxo turbulento torne-se laminar. 
**O fluxo laminar gera mais expansão do que o turbulento. 
 
Volumes pulmonares 
A ventilação pulmonar pode ser medida pela determinação dos volumes de ar existentes nos 
pulmões, em diferentes circunstâncias. 
Os volumes e as capacidades pulmonares são cerca de 20 a 25% menores no sexo feminino 
e são maiores nos indivíduos de maior porte físico e nos atletas. 
 Volume corrente: volume de ar inspirado ou expirado na respiração normal. 
Aproximadamente 500ml. 
 Volume de reserva inspiratória (VRI): volume de ar extra que poder ser inspirado 
 Inspiração além do normal. Corresponde a cerca de 3000 ml. 
 Volume de reserva expiratória (VRE): quantidade de ar que pode ser expirada 
através de uma expiração forçada. Esse volume é cerca de 1100 ml. 
 Volume residual (VR): Volume que permanece no pulmão mesmo após uma 
expiração forçada -> é esse ar que gera o PEEP e mantém os alvéolos expandidos 
pois se todo o ar sair ele se fecha. Volume em média de 1200 ml. 
 
Capacidades pulmonares 
Capacidade inspiratória é a capacidade de ar que pode ser inspirado, quando a inspiração 
começa ao nível expiratório normal e distende os pulmões ao máximo. Equivale a cerca de 
3500 ml e corresponde à soma do volume corrente e do volume de reserva inspiratória. 
 Capacidade residual funcional (CRF): quantidade de ar que permanece nos 
pulmões no final de uma expiração normal -> 2300 ml. 
CRF = VR + VRI 
 
 
215 
 Capacidade vital (CV): quantidade máxima de ar que uma pessoa expira após uma 
inspiração máxima -> 4600 ml 
CV = VRI + VRE 
 Capacidade pulmonar total (CPT): volume máximo que os pulmões podem se 
expandir -> 5800 ml 
CPT = VR+ VRI + VRE 
 
Ventilação pulmonar 
Volume minuto (VE): volume que respiramos por minuto FR: 12 a 20rpm (Adulto) e 40 a 
45rpm (recém-nascido) VE = VC x FR 
Ventilação alveolar: quantidade de ar que chega ao alvéolos a cada minuto. É dependente 
da FR, VC e espaço morto. 
 
Espaço morto 
Ar que não participa das trocas gasosas 
 Espaço morto anatômico: ocupa as vias aéreas condutoras (das narinas aos 
bronquíolos terminais). 
 Espaço morto alveolar: vias aéreas respiratórias, chega aos alvéolos, mas não 
participam das trocas gasosas -> ocorre mais na região do ápice do pulmão. 
 Espaço morto fisiológico: soma do anatômico e do alveolar 
 
Diferenças regionais da ventilação pulmonar 
As bases pulmonares recebem a maior parte do gás inspirado na posição ereta, pois as bases 
apresentam pressão intrapleural menos negativa do que o ápice, isso é secundário 
principalmente pelo peso pulmonar. Qual quer objeto na posição supina requer maior pressão 
nas bases. Como a pressão intrapleural é muito mais negativa nos ápices os alvéolos aí 
situados, durante o repouso, tem um volume elevado. 
 Pensando em um indivíduo em pé, os alvéolos do ápice pulmonar tendem a estar mais 
expandidos, devido a diferença de pressão que o próprio peso do pulmão está fazendo 
(ação da gravidade), que aciona o pulmão para baixo, gerando a diferença de pressão 
entre as regiões pulmonares. 
Ou seja, onde a pressão é menor os alvéolos ficam mais expandidos contendo mais ar. 
Os alvéolos estando mais expandidos comprimem os capilares que passam entre eles, 
impedindo a chegada de sangue e consequentemente impedindo a troca gasosa 
**Essa situação muda conforme a posição do indivíduo. 
 
Perfusão pulmonar 
 
 
 
216 
A pressão da circulação pulmonar é de baixa resistência (25mmHg) e alta complacência, 
devido a isso sofre grande influência da gravidade, sendo influenciado também pela postura. 
 Tanto a ventilação quanto a perfusão é diretamente dependente da postura do 
indivíduo. 
 Na posição ereta chega mais sangue nas bases do que no ápice, ou seja, a base é 
mais perfundida. 
Exemplo: deitado -> parte inferior mais ventilada e perfundida. 
 Lateral ->pulmão inferior mais ventilado e perfundido. 
 Onde há melhor ventilação e perfusão é onde há mais ar e mais sangue, sendo assim 
é onde há mais trocas gasosas. 
 No ápice pulmonar a pressão intrapleural muito negativa faz com que os alvéolos 
permaneçam muito insuflados, o que comprime os vasos justa-alveolares. 
 Na base pulmonar a pressão intrapleural menos negativa permite que os alvéolos 
desta região fiquem menos insuflados e, portanto, não exercem compressão sobre os 
vasos justa-capilares. 
Relação ventilação/perfusão (V/Q) 
A adequada relação entre a ventilação e o fluxo sanguíneo nas regiões pulmonares é 
essencial para que ocorra uma troca gasosa adequada, se houver falha na perfusão ou 
ventilação não ocorrerá a troca gasosa. 
Os distúrbios da relação V/Q são conhecidos como shunt e efeito espaço morto. 
 Efeito espaço morto: áreas ventiladas e não perfundidas. Ocorre onde a ventilação 
é maior do que a perfusão, por exemplo, onde o alvéolo está mais expandido e 
comprime os vasos sanguíneos, ou em caso de tromboembolismo. Tendência à 
hipercapnia, pouca ou nenhuma hipóxia. 
 Shunt: áreas perfundidas e não ventiladas, ou seja, tem sangue mas por algum 
motivo, como por exemplo uma obstrução, não há 02. O sangue sai da área de shunt 
com sua PO2 inalterada. Produz hipoxemia arterial importante, que não se alterará ao 
aumento da FiO2. 
o Pacientes que fazem shunt não respondem à oxigenoterapia, porque o alvéolo 
está obstruído e não está sendo ventilado, portanto, aumentar a quantidade de 
O2 não vai fazer com que esse O2 chegue ao alvéolo, não ocorrendo assim a 
troca gasosa. 
o Quanto maior a área de shunt menor será a troca gasosa e o PO2 arterial ficará 
diminuído. 
o Com 50% de shunt pode colocar 100% de O2 que ainda assim não vai alterar 
o PO2. 
 
**PO2: quantidade parcial de O2 no sangue. 
**FiO2: Quantidade de O2 respirado. (Necessário 21%) 
 
Difusão 
 
 
217 
Passagem da molécula de O2 do alvéolo para o capilar e a passagem da molécula de CO2 
para o alvéolo. 
Lei de Fick: a difusão através da membrana alvéolo- capilar fica na dependência da lei de 
Fick, que estabelece que a velocidade da molécula paraatravessar a membrana alvéolo 
capilar depende da área e espessura. 
o Quanto mais expandido está o alvéolo, consequentemente sua espessura será menor 
e a oxigenação será melhor ocorrendo a difusão mais rapidamente. 
o Quando a área do alvéolo é menor ele fica mais espesso, tornando a difusão mais 
lenta e diminuindo a oxigenação. 
o Ou seja: quanto maior a área menor será a espessura e melhor a oxigenação. 
 
Transporte dos gases 
Ocorre dissolvido no plasma e 95% ligado à hemoglobina (Hb). 
• Hb: transporta até 4 moléculas de O2 -> PaO2 
• Cada 100 ml de plasma possui 0,3 ml de O2 em uma PaO2 de 100mmHg 
• Uma diminuição de Hb leva a uma diminuição no transporte de O2, diminuindo a 
oxigenação do sangue. 
Curva de dissociação da hemoglobina: representação gráfica da PaO2 versus o teor de O2 
na hemoglobina. Vários fatores podem alterar a afinidade da Hb pelo oxigênio, resultando em 
curvas que se movem para a: 
Direita: acidose, aumento da temperatura, aumento do 2,3 DPG (disfosfoglicerato é a ligação 
do CO2 à molécula de Hb, o chamado efeito Bohr) 
Esquerda: alcalose, hipotermia, queda do 2,3 DPG. 
 
Controle da ventilação 
Os três elementos básicos de controle da ventilação são: 
• Sensores: coletam as informações 
• Controle central: coordena as informações e as envia 
• Efetores: realizam ventilação (músculos respiratórios) 
 
Sensores 
Quimiorreceptor é um sensor que responde a uma alteração na composição do sangue. 
Quimiorreceptores centrais: próximo a superfície ventral do bulbo, respondem à 
concentração de H+: aumento de H+ = estimula a ventilação; diminuição de H+ = inibe a 
ventilação. 
Quimiorreceptores periféricos: situados na bifurcação das artérias carótidas. Respondem 
à diminuição da PaO2 e ao PCO2: quando aumenta a quantidade de CO2 ele avisa o controle 
central que precisa respirar, quando normaliza diminui o estímulo. 
 
 
218 
Receptores pulmonares de distensão: se encontram no interior do músculos lisos e vias 
aéreas, disparam em resposta a distensão pulmonar impedindo o excesso de insuflação -> 
reflexo de Hering Breuer. 
Quando inspira muito ativa esse sensor que corta a inspiração. 
Receptores pulmonares irritantes: estão nas células epiteliais e vias aéreas, são 
estimulados por gases nocivos, fumaça, ar frio -> os impulsos caminham pelo nervo vago. 
Ativado em pacientes asmáticos. 
 
Controle central 
Tronco cerebral: a natureza periódica da respiração é controlada por neurônios localizados 
no bulbo e na ponte, os principais são: centro respiratório bulbar, centro apnêustico e centro 
pneumotáxico. 
Centro bulbar 
o Região dorsal: responsável pela inspiração, as células dessa região são responsáveis 
pelo ritmo básico da ventilação. Geram potenciais de ação que resultam em impulsos 
para os mm inspiratórios. 
o Região ventral: responsável pela expiração 
Centro apnêustico: situado da porção inferior da ponte. Os impulsos dessa região têm um 
efeito excitatório sobre a área inspiratória do bulbo, tendendo a prolongar a rampa de potencial 
de ação -> dá o 1º estímulo para o centro bulbar 
Centro pneumotáxico: situado na porção superior da ponte. Inibe a inspiração, regulando 
assim o volume inspiratório e, secundariamente, a FR. 
 
AVALIAÇÃO EM FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA 
 
Anamnese: Identificação; queixa principal; antecedentes pessoais e familiares; interrogatório 
sintomatológico; hábitos de vida e condições sócio- econômicas e culturais; história da 
moléstia atual. 
 Antecedentes familiares: história de doença familiar – asma, tuberculose, rinite 
alérgica, fibrose cística/mucoviscidose. 
 Antecedentes pessoais: agressões pulmonares prévias (sarampo, coqueluche, 
tuberculose), passado alérgico (rinite, asma), uso de drogas imunossupressoras, 
corticoide. 
 Hábitos de vida: tabagismo, alcoolismo o História epidemiológica: visita a caverna, 
minas, galinheiros -> histoplasmose 
 HMA: “ouça o que o paciente diz e ele lhe dará o diagnóstico” 
o Curta, clara e concisa: deixar o paciente falar 
o Padrão cronológico: meses, anos, dias 
o Sintomatologia pulmonar: tosse, dor, expectoração, dispneia, hemoptise, cianose, 
chiados. 
Exame dos pulmões 
 
 
219 
Inspeção estática: simetria do tórax, forma do tórax, abaulamentos e depressões, cor do 
paciente (cianose: sinal tardio de insuficiência respiratória -> unha, lábios e mucosa oral). 
Biótipo do tórax: Normolíneo: ângulo de Charpy = 90º 
Brevelíneo: ângulo de Charpy > 90º 
Longilíneo: ângulo de Charpy < 90º 
Inspeção do tórax: tórax anterior: 2 linhas verticais (esternal/ hemiclavicular) 
Tórax posterior: 2 linhas verticais (vertebral / linha escapular) 
Região axilar: 3 linhas verticais (anterior, média e posterior) 
Forma do tórax: chato (longilíneo), tonel ou barril (enfisema, idosos), infundibiliforme 
(raquitismo), cariniforme ou peito de pombo (raquitismo), sino ou piriforme (ascite), cifótico, 
cifoescoliótico. 
 
Inspeção dinâmica 
Tipo respiratório: costal superior (mulheres) e Toracoabdominal (homens) 
Tipo respiratório: 
 Dispneia: sensação de falta de ar 
 Platpneia: dificuldade para respirar em pé 
 Ortopneia: dificuldade para respirar deitado 
 Tretopneia: dispneia em decúbito lateral 
 Cheyne-stokes: respiração curta e breve, vai aumentando a frequência e amplitude 
até chegar num pico, depois vai diminuindo até chegar em apneia e voltar a aumentar 
de novo. Ocorre em casos de ICC, AVC, TCE 
 
 
220 
 
 Amplitude da respiração: Superficial (volume corrente baixo); profunda (volume 
corrente alto), normal 
 Tiragem intercostal: sinal grave de esforço respiratório contração excessiva dos mm 
intercostais por obstrução das vias aéreas. Ocorre em casos de enfisema, asma. 
 Frequência respiratória: Bradipneia (diminuição da FR), taquipnéia (aumento da FR) 
 
Palpação 
 Estrutura da parede torácica: palpação da pele, músculos, ossos, cartilagem e tecido 
subcutâneo. 
 Expansibilidade torácica: Uni ou bilateral, apical e basal Aplicação das mãos na 
região superior e inferior do tórax bilateralmente 
Tórax anterior 
o Mãos em região infraclavicular, com polegares no manúbrio 
o Mão em região inframamilar, com polegares no processo xifoide 
Tórax posterior 
 
 
221 
o Mãos nas regiões supra claviculares, com polegares na 7ª vértebra cervical, para 
medir a inspiração do paciente. 
o Mãos nas bases pulmonares, altura da 10ª costela com os polegares simétricos na 
região da coluna, solicitar a inspiração ao paciente. 
Frêmito toracovocal: vibrações percebidas na parede torácica pela mão do examinador, 
quando o paciente emite algum som. 
Aumento: consolidação da área pulmonar (pneumotórax, infarto pulmonar. 
Diminuição: derrame pleural, atelectasias. 
 
Percussão: 
Percutir o espaço intercostal 
Normal: som claro pulmonar 
Hipersonoridade: aumento de ar nos alvéolos – enfisema pulmonar 
Submaciez e maciez: diminuição ou inexistência de ar nos alvéolos – derrame pleural, 
condensação pulmonar 
Som timpânico: ar aprisionado no espaço pleural ou em cavidade intrapulmonar 
 
 
 
 
 
 
222 
GASOMETRIA ARTERIAL 
É um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o estado ácido- 
básico. 
 
Equilíbrio ácido- básico 
Existem três sistemas que regulam a concentração de H: o sistema tampão, centro respiratório 
e Rins. 
A acidez e a alcalinidade do sangue dependem da concentração de CO2 e HCO3. Para 
compensar a alteração do pH o corpo pode aumentar a base ou diminuir o ácido e esses três 
sistemas atuam no controle da concentração dessas substâncias. 
o Tampão: sistema químico de tampão ácido- básico dos líquidos corporais. São 
substâncias que combinam imediatamente com ácido ou base para evitar alterações 
excessivas na concentração de H, ocorre numa fração de segundos e não elimina o 
H, só o mantém fixado. 
**Controla somente pequenasvariações. 
Quando ocorre o aumento de H -> se liga ao tampão Na diminuição do H -> tampão libera H 
o Centro respiratório: Regula a remoção de CO2 -> estimula a respiração, paciente 
fica taquipneico -> Ocorre em minutos 
 Rins: Excreta diurese ácida ou alcalina reajustando a concentração de H. Ocorre em 
horas ou dias. PH ácido -> para de excretar HCO3 pH básico -> aumenta excreção 
de HCO3 
 
Valores de referência 
PH: 7,35 a 7,45 
PO2: 80 a 100 mmHg 
PCO2: 35 a 45 mHg 
HCO3: 22 a 26 mmol/l (18 a 21 mmol/l) 
BE: -2 a +2 
SO2: > ou igual a 95% 
PH: avaliar o pH para determinar se está presente uma acidose ou uma alcalose. Um pH 
normal não indica necessariamente a ausência de um distúrbio ácido- básico, dependendo do 
grau de compensação. O desequilíbrio ácido- básico é atribuído a distúrbios ou do sistema 
respiratório(PaCO2) ou metabólico. 
PO2: exprime a eficácia das trocas gasosas de oxigênio entre os alvéolos e os capilares 
pulmonares, e depende diretamente da pressão parcial de oxigênio no alvéolo, da capacidade 
de difusão pulmonar desse gás, da existência de shunt anatômico e da reação ventilação/ 
perfusão pulmonar. Alterações desses fatores constituem causas de variações de pO2. 
PCO2: a pressão parcial na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear 
desequilíbrios ácido- básicos por distúrbios metabólicos. 
 
 
223 
HCO3: as alterações na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear 
desequilíbrios ácido- básicos por distúrbios metabólicos. 
 
Distúrbio respiratório 
Alteração na concentração de PaCO2. 
Acidose respiratória: diminuição do pH e aumento do CO2 -> hipoventilação Causas: 
lesão/depressão do centro respiratório, obstrução das vias aéreas (DPOC, secreção, corpo 
estranho), edema, tromboembolia, SARA, atelectasias, pneumotórax, pneumonia, distensão 
abdominal severa, etc. 
 
Alcalose respiratória: aumento do pH, diminuição de CO2 -> hiperventilação (por eliminar 
muito CO2) Causas: hiperventilação (por ansiedade, dor, hipertermia, hipóxia, ventilação 
mecânica), lesões no SNC, tumores, encefalites, hipertensão intracraniana. 
 
Distúrbio metabólico 
Alteração na concentração de HCO3 
Acidose metabólica: diminuição do pH e diminuição de HCO3 
Causas: insuficiência renal, ingestão excessiva de ácidos, perdas excessivas de bases, 
hipóxia. 
Alcalose metabólica: aumento do pH e do HCO3 
Causas: vômitos, ingestão de medicação alcalina. 
 
Mecanismos compensatórios 
Acidose respiratória compensada Na acidose respiratória, a persistente elevação da pressão 
parcial de CO2, repercute a nível renal e após um período de 12 à 48h já se consegue detectar 
diminuição da eliminação renal de HCO3 com maior eliminação de H+ na urina. O aumento 
da reabsorção renal de HCO3 constitui o principal mecanismo de compensação renal à 
acidose hipercapnica. O HCO3 elevando-se no sangue, tenderá a normalizar o pH. 
Ou seja... 
 
 
224 
 Quando ocorre o aumento do CO2 no sangue o corpo aumenta o HCO3 para 
compensar. O sistema renal faz isso eliminando mais H+ na urina para que assim 
aumente a concentração de HCO3 no sangue, esse é o principal mecanismo de 
compensação renal à acidose. 
 Na acidose respiratória compensada o pH estará normal ou próximo do normal, mas 
os índices de PaCO2 e HCO3 estarão elevados. 
 
Acidose mista 
Numa insuficiência pulmonar, devido a hipóxia ou ao aumento do trabalho muscular 
respiratório, a produção de ácido lático ficará aumentada e como ele é tamponado pelo 
bicarbonato (HCO3), consequentemente haverá diminuição dos níveis de HCO3, diminuindo 
ainda mais o pH e levando à acidose mista. 
Ou seja... 
 Ocorre o aumento de CO2 e diminuição do HCO3 
 
Alcalose respiratória compensada 
Na hipocapnia de longa duração, a eliminação renal de bicarbonato está aumentada, levando 
a correção do pH do sangue. Na alcalose respiratória compensada apresentará um pH normal 
ou próximo do normal com níveis de bicarbonato baixos. 
 Diminuição de CO2 de longa duração faz com que o rim libere muito HCO3, 
normalizando o pH. 
 
Alcalose mista 
É uma associação da alcalose respiratória e da metabólica, frequente em pacientes com 
insuficiência respiratória quando hiperventilados mecanicamente, e ocorrem perdas de suco 
gástrico ou uso de diuréticos. 
 Aumento do HCO3 e diminuição do pCO2. 
 
Acidose metabólica compensada 
Na acidose metabólica, a compensação ocorrerá pela hiperventilação alveolar secundária ao 
aumento de H+ no plasma e no líquor, levando a uma diminuição da PCO2. Essa 
hiperventilação tenderá a corrigir o pH do sangue. 
 Diminuição de HCO3 e aumento do PCO2. 
 
Alcalose metabólica compensada 
O mecanismo de compensação não é tão eficiente. Embora o aumento de HCO3 no líquor 
deprima a respiração, sua passagem pela barreira liquórica é muito lenta. Daí o fato de que a 
depressão respiratória ser observada com frequência na clínica. 
 
 
225 
 
 
RADIOGRAFIA DE TÓRAX 
 
Como analisar um RX 
 Visão panorâmica -> visão detalhada 
 Da periferia para o centro 
 Seguir uma sequência 
 Posicionamento: rodado/ inclinado 
Penetração: hipotransparente: pouco penetrado -> mais claro 
Hipertransparente: muito penetrado -> mais escuro -> estruturas com muito ar 
 
 
226 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
227 
TÉCNICAS E RECURSOS EM FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA 
 
Higiene Brônquica 
Objetivos: melhorar a “clareance mucociliar”, aumentar a expectoração, prevenir infecção 
pulmonar, melhorar a função pulmonar. 
Técnicas: técnicas não invasivas que promovem limpeza das vias aéreas melhorando a troca 
gasosa, proporcionando a prevenção e minimizando complicações. 
 
Hipersecreção pulmonar: desequilíbrio na produção, transporte ou eliminação da secreção. 
Ocorre em casos de atelectasia, diminuição da ventilação alveolar, diminuição da oxigenação 
arterial, diminuição da complacência, aumento do PaCO2 (a secreção obstrui e gera shunt, 
não acontecendo a troca gasosa), aumento do trabalho respiratório. 
 
Tipos de expectoração 
 Mucoide: translúcida 
 Purulenta: amarelada/ esverdeada -> mais viscosidade 
 Hemática: hemoptise -> sangramento recente 
 Hemoptoico -> sangue coagulado / antigo 
 
Manobras de higiene brônquica 
 
Compressão expiratória 
Comprime o pulmão/ gradil costal, deprimindo-o no sentido inferior no final da expiração. 
Objetivo: Mobiliza secreções traqueobrônquicas 
Contraindicação: fraturas de costelas, tórax, instável. 
 
Vibrocompressão 
Comprimir o tórax seguindo o movimento do gradil costal, num ângulo de força para baixo, 
deprimindo as costelas. Pode ser realizada uni ou bilateralmente. 
A vibração faz com que a secreção se descole e a compressão acelera o fluxo. 
 
Vibrocompressão com ambu 
Uma insuflação depois a vibrocompressão. 
Objetivo: Ajuda a aumentar a pressão intratorácica 
OBS: deve ser usado com cuidado pois pode causar barotraumas 
 
 
228 
Shaking (sacudidelas) 
Durante a expiração, faz uma vibração (sacudidela leve) na direção do movimento das 
costelas, essa vibração vai ser transmitida através do tórax usando o peso do corpo. 
**Deve-se tomar cuidado ao aplicar essa técnica caso existam sinais de osteoporose ou 
metástase em costelas e coluna vertebral. 
 
Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE) 
Manobra que associa a compressão do tórax e abdome 
Objetivo: aumentar o fluxo respiratório 
Com uma mão no abdome e a outra do tórax, realiza uma depressão do tórax e empurra o 
abdome contra o pulmão. 
**Usada principalmente em crianças 
 
Bag Squezing 
Objetivo: mobilizar e auxiliar na remoção do excesso de secreções brônquicas e reexpandir 
áreas pulmonares colapsadas em pacientes sob VMI. 
Princípios básicos: hiperinsuflação manual, vibrocompressão e aspiração 
Realiza pequenas insuflações com o ambu, depois faz uma vibrocompressão vigorosa.Aspiração Endotraqueal: paciente entubado 
Sistema aberto: desconecta o respirador 
Material: luva estéril, sonda 12 ou 14, luva de procedimento, soro fisiológico (para fluidificar a 
respiração, pode ser usado pois é facilmente absorvido pelo alvéolo) 
Como fazer: 1. Mão direita com luva estéril segurando a sonda 2. Tira o respirador e fecha 
o vácuo do aparelho 3. Introduz a sonda até a Carina, gerando tosse 4. Solta o vácuo e vai 
puxando a sonda com movimentos circulares de forma lenta 
**O procedimento dura no máximo 17 segundos ou menos 
**Se a secreção estiver muito espessa usa o soro fisiológico. 
Sistema fechado: não desconecta o ventilador Sonda já estéril envolvida num plástico, faz 
limpeza com soro fisiológico 
 Não precisa de luva estéril 
 A sonda fica em média 1 semana no paciente 
Nasotraqueal: quando o paciente não tem tubo (pelo nariz) 
Material: luva estéril, sonda 10/ 12 ou 14, luva de procedimento, soro fisiológico, lidocaína gel 
(para anestesiar) 
 
 
 
229 
Oscilador oral de alta frequência - Flutter (só com paciente sentado) / Shaker / Acapella 
Objetivo: acelerar o fluxo expiratório 
Paciente sopra, gera uma vibração no aparelho que é transmitida para o pulmão e auxilia no 
deslocamento da secreção, depois estimula a tosse e o paciente expectora. 
Usar em casos: PO imediato, DPOC, Asma, fibrose cística, tosse ineficaz 
 
Fases da tosse: 
1.Inspiração profunda 2. Fechamento da glote e tensão das pregas vocais 3. Contração dos 
músculos abdominais e elevação do diafragma com o aumento da pressão intra-abdominal. 
4. Abertura brusca da glote 5. Expiração explosiva de ar que impulsiona as secreções do 
alvéolo para a traqueia. 
Classificação da tosse: 
 Tosse eficaz/ ineficaz: não mobiliza secreções 
 Tosse seca/ improdutiva 
 Tosse úmida/produtiva 
 
Tosse técnica: 
Solicitação da tosse: orienta o paciente a tossir 
Tosse fragmentada ou em 3 tempos: inspiração máxima seguida de uma expiração curta, 
depois tossir 3 vezes. 
Tosse assistida: junto com a tosse faz a compressão do tórax Pode utilizar almofada para 
auxiliar em casos de dor -> auto assistida 
Huffing: inspiração única e longa seguida de sopros expiratórios curtos com a boca aberta e 
pede para o paciente dizer “huffing” na expiração. 
 
**Como estimular a tosse: põe o polegar ao lado da traqueia e “cutuca” -> tic traqueal 
**Cuidados: hipertensão intracraniana, instabilidade hemodinâmica 
 
Técnica de expiração forçada - combinação de 1 ou 2 expirações forçadas (huffs) 
- HUFF baixo -> mobiliza secreções mais periféricas 
- HUFF alto -> mobiliza secreções mais proximais 
- Pode ser associada à vibrocompressão 
 
Ciclo ativo da respiração - Combinação de técnicas de controle da respiração, exercícios de 
expansão torácica associados ou não à vibrocompressão. 
- Controle da respiração: pede para o paciente puxar o ar forçando o abdome 
 
 
230 
- Exercícios de expansão torácica: inspira profundamente e expira calmamente 
- Técnica de expiração forçada: inspiração profunda com uma ou 2 tosses forçadas. 
 
Drenagem autogênica- Forma de auto drenagem: leva secreções de pequenos calibres para 
brônquios de grandes calibres 
1º desprender: desprender o muco com respirações superficiais 
2º coletar: coleta o muco nas vias aéreas médias com respirações mais que superficiais 
3º eliminar: expectorar o muco com uma respiração mais forte (volume alto) 
**No final de cada inspiração fazer uma pausa de 2 a 3 segundos, para manter as vias aéreas 
abertas mais tempo. 
 
 Eltgol: Expiração lenta com a glote aberta e em DL. 
Paciente em DL, com hemitórax a ser tratado em contato com o leito, faz inspiração e 
expiração lentamente, usando um bocal, o fisioterapeuta posicionado atrás do paciente, 
realiza pressão com uma mão no tórax e outra no abdome durante a expiração. 
 Drenagem postural: Posicionamentos específicos do paciente de acordo com a 
árvore brônquica, para auxiliar na mobilização de secreções fazendo uso da 
gravidade. 
**Sempre associada a outra técnica 
**CUIDADOS: cânulas de traqueo, tubos orotraqueais 
**Mais frequentemente usadas: decúbito lateral e sentado 
 Nebulização/ Inalação 
Nebulização -> só usa soro 
Inalação -> usa medicamento 
Objetivo: umidificar a secreção brônquica -> facilita a saída da secreção 
 
Expansão/ Reexpansão Pulmonar 
Objetivos: - Recuperar funcionalmente os volumes e capacidades pulmonares 
 - Recuperar áreas colapsadas 
 - Manter integridade das trocas gasosas 
 - Prevenir acúmulo de secreção 
Causas da diminuição: perda de estabilidade do alvéolo alterando a relação V/Q. Leva à: dor, 
limitação torácica ou abdominal, diminuição do nível de consciência, sedação prolongada. 
Consequências: diminuição dos volumes inspiratórios e capacidade inspiratória, diminui CRF, 
perda da estabilidade alveolar, atelectasia, hipoxemia. 
 
 
231 
Inspirômetros de incentivo: Promovem a reexpansão 
Respiron: fluxo mais turbulento 
Voldyne: fluxo mais laminar 
 
Pressão positiva inspiratória final (PEEP): Pressão atmosférica aplicada nas vias aéreas 
no final da expiração 
Efeitos: 
1.Volume pulmonar: distensão dos alvéolos, prevenção do colapso alveolar, reabertura dos 
alvéolos colapsados 2. Água pulmonar extravascular (APE): redistribui esse liquido do 
alvéolo para o espaço perivascular -> quando aumenta a PEEP o líquido sai do alvéolo. 3. 
Circulação pulmonar: aumento da resistência vascular produzida pela compressão dos 
capilares pulmonares; redistribui fluxo sanguíneo. 4. Ventilação/ perfusão: reduz shunt 
**Indicado para hipoxemia, recrutamento alveolar 
 
Manobras cinéticas de reexpansão 
 
Manobra de pressão expiratória ou de desinsuflação. 
Objetivo: desinsuflação torácica, diminuindo o espaço morto e consequentemente o volume 
residual. 
Posição: decúbito lateral ou dorsal -> paciente expira, fisio comprime o gradil costal eliminando 
todo o ar, dando a chance de entrar novo ar rico em O2. 
 
Manobra de pressão negativa: (mais útil para casos de atelectasia) 
Objetivo: aumentar o volume de ar corrente, melhorar a troca gasosa, recrutamento alveolar 
(quanto mais aumentar a pressão mais o alvéolo se expande). 
Posição: DL, DV ou DD -> fisio comprime o tórax, pede para o paciente inspirar 
profundamente, no final da inspiração solta abruptamente. Isso deixa a cavidade pleural mais 
negativa fazendo com que o ar entre mais rápido. 
 
Manobra de direcionamento de fluxo/ respiração contrariada: 
- Fisio comprime o lado oposto ao que se quer expandir e mantém comprimido enquanto o 
paciente respira 
- O ar será direcionado para o pulmão que está livre. 
 
Exercícios respiratórios (padrões ventilatórios) 
Inspiração profunda: paciente inspira profundamente pelo nariz e expira calmamente pela 
boca -> pode inspirar em 2, 3 ou 4 tempos. 
 
 
232 
Soluços inspiratórios: inspirações curtas e rápidas, expira normalmente 
Inspiração máxima sustentada: Paciente expira o mais profundo que conseguir e prende o 
ar por 3 ou 4 segundos. 
Reeducação diafragmática: Paciente inspira jogando o ar para o abdome -> vai mais ar para 
a base. 
Freno labial: inspiração lenta, ao expiar o paciente franze os lábios e põe a língua entre os 
dentes -> essa resistência aumenta a peep. 
 
Treinamento muscular 
 
 Fadiga: músculo cansado 
PiMax= -40 a -25 cmH2O 
Fraqueza: músculo não tem capacidade de gerar força 
Pimax= -70 a -45 
Falência: 
Pimax= -20 cmH2O 
 
Manuvacuômetro: pressão inspiratória ( - ) / pressão expiratória ( + ). 
 
Dispositivos de treinamento 
 
Threshold IMT: treina musculatura inspiratória (Força = 70% da PiMax; Resistência= 40% da 
PiMax) 
Threshold PEP: treina a musculatura expiratória 
 
Ventilação mecânica não invasiva 
Indicado em casos de insuficiência respiratória aguda 
 Hipercapnia: DPOC, Asma,pós extubação 
 Hipoxêmica: Edema agudo de pulmão, insuficiência respiratória pós operatória 
Indicações na insuficiência respiratória crônica: DPOC, distúrbio do sono, neuromusculares. 
 Contra indicações: 
Absolutas: instabilidade hemodinâmica, necessidade de intubação, trauma de face, angina 
instável. 
Relativas: história de IAM, paciente não cooperativo, má adaptação da máscara, necessidade 
de sedação. 
 
 
233 
 
CPAP -> fluxo contínuo nas vias aéreas 
BIPAP -> dois níveis de pressão: IPAP: pressão inspiratória 
 EPAP: pressão expiratória (resiste a expiração) 
 
Objetivos: 
 Melhorar ou manter as trocas gasosas 
 Melhorar ou manter os volumes pulmonares 
 Diminuir trabalho respiratório. 
 
INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA 
A insuficiência respiratória (IR) pode ser definida como a condição clínica na qual o sistema 
respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da 
pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para 
determinada demanda metabólica. 
Causas: Hipoventilação, distúrbio V/Q, shunt. 
Classificação 
Insuficiência respiratória aguda – Tipo I 
-Hipoxemia: diminuição da PaO2 -> menor ou igual a 60 mmHg 
-Ventilação normal ou hiperventilação: PaCO2 normal ou maior que 45 mmHg. 
Sintomas: 
 Dispneia 
 Alteração da frequência cardíaca 
 Agitação psicomotora 
 Cianose 
 Uso de musculatura respiratória acessória 
 Tiragem intercostal 
 Alteração da ausculta pulmonar 
 
Insuficiência respiratória crônica – Tipo II 
-Hipoxemia (diminuição da PaO2 -> menor que 60 mmHg) 
 
 
234 
-Hipoventilação (aumento da PaCO2 ->maior ou igual a 45 mmHg) 
 
 OXIGENOTERAPIA 
Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada 
na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou hipóxia. 
O oxigênio necessita de um fluxômetro e um regulador de pressão parar ser liberado. A 
determinação de gases arteriais é o melhor método para averiguar a necessidade e a eficácia 
da oxigenoterapia. Podem ou não existir outros sinais de hipóxia como a cianose. 
 
Sinais e sintomas de hipóxia 
Sinais respiratórios: taquipnéia, sinais de esforço respiratório, cianose progressiva 
Sinais cardíacos: taquicardia (precoce), bradicardia, hipotensão e parada cardíaca. 
Sinais neurológicos: inquietação, confusão, convulsão e coma 
Outros: palidez, sudorese 
Métodos para avaliar a hipóxia 
Gasometria arterial 
PaO2 ideal = 109 – (0,43 X idade) -> Formula de Sorbini 
Oxímetro de pulso: esmalte, perfusão baixa e extremidades geladas atrapalham 
 
FiO2: administrado de 21% a 100% 
Ex: PaO2: 60 mmHg 
SO2: 87% 
FiO2: 21% (ar ambiente) 
 
Como calcular: 
21% – 60mmHg 
 X – 100mmHg 
60X = 2100 
X = 2100/60 = 35% 
 
 Resposta: Esse paciente precisaria de 35% de FiO2 
Obs: as máscaras de oxigênio dão os valores em l/min, por isso é necessário transformar a 
porcentagem em l/min. 
1 l/min O2 equivale a 4% FiO2. 
 
 
235 
Formas para administrar O2 
 Catéter nasal 
- Administra no máximo 6 l/min O2 
-Usual até 3 l/min O2 
 
 Máscara facial simples 
-Administrar no máximo 10 l/min O2 
 
 Máscara facial com reservatório 
-Administrar até 15 l/min O2 
-Fornece quase 100% de O2 
 
 Máscara de Venturi 
Fornece uma determinada concentração de O2 conforme a peça adequada 
Laranja: 50% com 15 l/min 
Rosa: 40% com 15 l/min 
Verde: 35% com 12 l/min 
 
 Máscara ou tenda de nebulização 
-Administrar até 15 l/min O2 
-Realiza a nebulização 
 
Efeitos tóxicos na administração de O2: 
*em pacientes com DPOC a administrações de altas concentrações de O2 eliminará o 
estimulo respiratório – apneia. 
*Resseca a mucosa do sistema respiratório – necessidade de umidificação 
*Concentrações de O2 acima de 60% por tempo prolongado ocasionam alterações 
pulmonares. 
 
DOENÇAS PLEURAIS 
 
Anatomia das pleuras 
 
 
236 
 Pleura visceral: recobre a superfície externa dos pulmões 
 Pleura parietal: reveste a parede interna da caixa torácica 
 Liquido parietal: forma uma película lubrificante que possibilita o deslizamento de uma 
pleura sobre a outra durante os movimentos respiratórios. 
Fisiologia das pleuras 
 Devido à diferença de pressão hidrostática entre os vasos dos dois folhetos, cerca de 
700 ml de líquido circulam diariamente no espaço pleural e são absorvidos pelos 
linfáticos e capilares do folheto visceral. 
 Qualquer alteração nas pressões que controlam a dinâmica do líquido pleural, na 
permeabilidade dos capilares pleurais ou na integridade dos vasos linfáticos, poderá 
acarretar acúmulo anormal de líquido, caracterizando a formação do derrame pleural. 
 
DERRAME PLEURAL 
Acúmulo anormal de líquido no espaço pleural resultante de um desequilíbrio fisiológico das 
forças que regulam a formação e reabsorção do líquido pleural ou de eventos 
fisiopatológicos decorrentes de processos inflamatórios ou infiltrativos dos folhetos pleurais. 
RX: opacidade homogênea com apagamento de seios cardio e costofrênico 
Quaro clínico: sinais de insuficiência respiratória, cianose, dispneia, taquipnéia. 
 
PNEUMOTÓRAX 
 Presença de líquido na cavidade pleural 
 
Pneumotórax espontâneo 
 O PTX espontâneo primário é uma doença de adultos jovens, a maioria dos 
pacientes estão entre as idades de 20 a 30 anos. Etiologia congênita controversa ou 
de fundo genético. 
 O PTX espontâneo secundário está presente em 20% dos pacientes com pneumotórax 
espontâneo, o evento está relacionado a uma doença pulmonar subjacente localizada 
ou generalizada (DPOC). 
 
Pneumotórax traumático 
Presente em 15 a 50% dos pacientes com trauma torácico. Fratura de arco costal; impacto 
sobre vítima em inspiração completa com a glote fechada; tiro; facada. 
 PTX fechado: sem escape de ar para o meio externo 
**mesmo com perfuração pode ser pneumotórax fechado 
 PTX aberto: com escape de ar para o meio externo 
**para ser PTX aberto o tamanho do buraco deve ter 2/3 do tamanho da 
traqueia do indivíduo. 
 
 
237 
 
Pneumotórax Iatrogênico 
Causado por realização do acesso venoso central em subclávia ou por barotraumas 
(profissional que causa no paciente) 
 
Pneumotórax hipertensivo 
– Situação de risco de vida 
– Válvula unidirecional que permite que o ar entre mas não saia do espaço pleural 
– No RX observa desvio do mediastino, com comprometimento do pulmão contralateral. 
Consequências: 
 Ventilação progressivamente mais difícil 
 Diminuição do fluxo de sangue para o coração 
 Choque 
Quadro clínico: 
 Dor 
 Dispneia 
 Expansibilidade diminuída 
 Hipertimpanismo a percussão 
 MV diminuído ou abolido 
 Cianose 
 Distensão jugular 
 Taquicardia e hipotensão arterial 
 Interpretação radiológica do pneumotórax 
 
 Distanciamento entre a pleura parietal e visceral 
 
 Área Hipertransparente 
 
 Ausência de trama vaso-brônquica 
HEMOTÓRAX 
É a presença de sangue na cavidade pleural resultante de lesões do parênquima pulmonar, 
de vasos da parede torácica ou de grandes vasos como aorta, artéria subclávia, artéria 
pulmonar ou mesmo do coração. 
 Gera hipovolemia por perder muito sangue. 
 Quadro clínico 
 Proveniente de um trauma 
 Dor, dispneia, expansibilidade diminuída, maciez à percussão, MV diminuído ou 
abolido, cianose, hipotensão, taquicardia, choque 
RX apresenta hipotransparência 
 
 
 
238 
Tórax instável ou flácido 
 Ocorre quando três ou mais costelas adjacentes são fraturadas em pelo menos dois 
lugares. 
 Perda do suporte ósseo e afixação à caixa torácica 
 Move-se em direção oposta à do resto do tórax durante a inspiração e a expiração 
 Respiração paradoxal 
Consequências: 
 Diminuição na capacidade vitalproporcional ao tamanho do segmento instável 
 Aumento do trabalho respiratório 
 Dor, limitando a capacidade de expansão da caixa torácica 
 Contusão do pulmão abaixo do segmento instável. 
 
Doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC 
 Pode ser causada por alterações: 
 No interior da luz brônquica: secreções, líquido, corpo estranho. 
 Na parede da via aérea: contração do músculo liso (asma), hipertrofia das glândulas 
mucosas (bronquite) e inflamação e edema da parede. 
 Situadas fora da via aérea: destruição do parênquima pulmonar causando perda da 
tração radial e consequentemente estreitamento como no enfisema. 
 Epidemiologia 
 DPOC é a quarta causa de morte nos EUA. Sendo a única causa de morte que está 
aumentando. 
 A OMS prevê que em 2020 a DPOC passará: 
- De 12ª doença mais prevalente para a 5ª. 
- De 6ª causa de morte para 3ª. 
Duas razões para isso: 
-Redução da mortalidade por outras causas (doenças cardiovasculares em países 
industrializados e doenças infecciosas em países em desenvolvimento). 
 -Marcado aumento no consumo de cigarros e poluição ambiental nos países em 
desenvolvimento. 
 
Definição: a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença caracterizada por: 
 Limitação do fluxo aéreo. 
 Irreversível ou apenas parcialmente reversível. 
 A limitação do fluxo aéreo geralmente é progressiva. 
 Associada a uma resposta inflamatória anormal do pulmão. 
 Secundária à inalação de partículas ou gases nocivos. 
Fatores de risco: 
Pessoal: Genético (deficiência de alfa1-antitripsina) 
 
 
239 
Ambiental: - tabagismo (75%) - Poeiras e produtos químicos. -infecções -condições 
socioeconômicas. 
Enfisema pulmonar 
É uma condição caracterizada estruturalmente pela dilatação dos espaços aéreos distais ao 
bronquíolo terminal, com destruição das suas paredes. 
Há uma dilatação permanente dos espaços aéreos distalmente aos bronquíolos terminais 
devido à destruição das paredes das vias aéreas, sem fibrose evidente. 
Há perda da elasticidade pulmonar, tornando mais difícil a saída de ar durante a expiração. 
 Enfisema centroacinoso: destruição limitada a parte central acometendo os 
bronquíolos respiratórios e poupando os alvéolos distais. 
 Enfisema panacinoso: acomete os bronquíolos respiratórios e os alvéolos distais. 
Bronquite crônica 
Bronquite crônica é uma condição caracterizada clinicamente pela presença de tosse e 
expectoração na maioria dos dias de três meses seguidos, durante dois anos consecutivos 
ou mais. 
A marca característica é a hipertrofia das glândulas mucosas nos grandes brônquios e 
evidência de alterações inflamatórias crônicas nas pequenas vias aéreas. 
 
 
Exame físico para DPOC 
 As manifestações clínicas não aparecem até que pelo menos um terço de 
acometimento do parênquima pulmonar seja detectado. 
 Inspeção: hiper insuflação, dispnéia, cianose, respiração com os lábios franzidos, 
expiração prolongada, uso de musculatura acessória. 
 Sinais de cor pulmonale: estase jugular, edema de MMII, hepatomegalia. 
 Ausculta :MV + diminuído globalmente (e/ou sibilos) 
 Percussão: Hipersonoridade. 
Exames complementares 
 Espirometria 
 Gasometria 
 Radiografia de tórax 
 Tomografia computadorizada de tórax 
 Radiografia 
Uma radiografia simples de tórax em PA e perfil deve ser solicitado de rotina frente à suspeita 
de DPOC, não para definição desta, mas para afastar outras doenças pulmonares, 
principalmente a neoplasia pulmonar. 
 
Fase avançada 
 Horizontalização das costelas e alargamento dos espaços intercostais. 
 Rebaixamento e retificação das cúpulas diafragmáticas. 
 
 
240 
 Hipertransparência pulmonar. 
 Alargamento da artéria pulmonar e aumento do VD. 
Gasometria 
 Identifica e gradua a hipoxemia e a hipercapnia 
 Hipercapnia com pH normal = hipoventilação crônica. 
 Hipercapnia com pH baixo = hipoventilação aguda ou crônica descompensada. 
 pH<7,25 geralmente indica necessidade de VMI/VMNI. 
Espirometria 
A espirometria antes e depois de bronquiodilatadores é essencial para confirmar a presença 
da obstrução do fluxo aéreo, assim como também o grau de reversibilidade que pode existir, 
e ademais, quantificar o nível máximo da função ventilatória. 
 Permite medir o volume de ar inspirado e expirado e os fluxos respiratórios. 
 É especialmente útil a análise dos dados derivados da manobra expiratória forçada. 
 Padrão ouro para o diagnóstico e avaliação da DPOC 
 Permite a classificação de acordo com a gravidade da obstrução 
 Definição de obstrução: VEF1/CVF 
 Avaliação da gravidade: VEF1 pós broncodilatadora. 
Tratamento: (depende da causa da exacerbação) 
 Oxigenoterapia 
 VMNI 
 Medicamentosa: antibióticos, broncodilatador, corticoide. 
Tratamento da DPOC 
 Aliviar os sintomas 
 Aumentar tolerância à atividade física 
 Prevenir e tratar as complicações e exacerbações 
 Melhorar a qualidade de vida 
 Impedir a progressão da doença 
 Cessar tabagismo 
 Oxigenoterapia 
 Reabilitação pulmonar 
 Fisioterapia 
 Exame físico 
 Avaliação funcional global 
 Orientações mais condutas específicas 
o Higiene brônquica, reexpansão pulmonar, cinesioterapia motora, 
fortalecimento muscular. 
ASMA 
Asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiperresponsividade das vias 
aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com 
tratamento. 
Resulta de uma interação entre genética, exposição ambiental e outros fatores específicos 
que levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas. Manifestando-se clinicamente 
por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse 
 
 
241 
Tratamento – Fisioterapia 
 Oxigênio para corrigir a hipoxemia 
 Posicionamento 
 Exercícios respiratórios com fluxo ins. e exp. lentos 
 Freno labial 
 Se necessário VMNI/ VMI 
Pneumonia 
 
Este termo refere-se à inflamação do parênquima pulmonar associada com enchimento 
alveolar por exsudato. São infecções das vias respiratórias inferiores gerando um processo 
inflamatório que compromete vários alvéolos, bronquíolos e o espaço intersticial. 
Adquirem características diferentes conforme: agente etiológico, idade, doença de base, 
estado nutricional e imunitário 
CLASSIFICAÇÃO PELO LOCAL DE AQUISIÇÃO 
PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE (PAC) 
 PAC é aquela que acomete o paciente fora do ambiente hospitalar ou que surge nas 
primeiras 48 horas da admissão. 
 É uma infecção aguda do parênquima pulmonar, associada à pelo menos alguns 
sintomas de infecção aguda, acompanhados pela presença de um infiltrado novo na 
radiografia do tórax ou achados à ausculta consistentes com pneumonia. 
 PNEUMONIA NOSOCOMIAL OU HOSPITALAR 
 São aquelas que acometem pacientes hospitalizados após 48 horas de internação. 
 Correspondem a 15% das infecções hospitalares e 27% das infecções em UTI 
 
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA 
Objetivos: 
 Dar conforto ao paciente 
 Manter vias aéreas livres 
 Melhorar a função pulmonar – troca gasosa 
 
Técnicas: 
 Fluidificar as secreções se necessário 
o Inalação, nebulização, orientar a ingestão de líquidos 
 Higiene brônquica 
o Drenagem postural 
o Vibrocompressão 
o Tosse assistida ou espontânea 
o Flutter / Shaker 
 Expansão pulmonar 
o Manobra de pressão negativa 
o Manobras de direcionamento de fluxo 
 
 
242 
o Padrões ventilatórios 
o Inspirômetros de incentivo 
o Ventilação mecânica não invasiva (VMNI) 
 
SARA 
É uma lesão (ou trauma) difusa do parênquima pulmonar, que leva a uma resposta 
inflamatória comprometendo a membrana alveolocapilar, com alteração da permeabilidade 
endotelial – líquido para o interstício (edema pulmonar). 
Tratamento 
 Evitar distensão cíclica alveolar: trabalhar com pressões mais baixas e PEEPotimizado (já começa com 10 -> quanto maior o PEEP mais o alvéolo se expande) 
 Promover máximo recrutamento alveolar 
 Maior estabilidade alveolar possível 
 Reduzir picos de pressão 
 Manter melhor troca gasosa, com o menor FiO2 possível 
 Sempre mudar o decúbito -> pois melhora a oxigenação, porque a área mais 
perfundida e ventilada é sempre a inferior e ao colocar os alvéolos mais expandidos 
para baixo melhora esse quadro. 
 
Ventilação mecânica 
A ventilação mecânica substitui total ou parcialmente a respiração espontânea e está indicada 
na insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. A ventilação mecânica propicia 
melhora das trocas gasosas e diminuição do trabalho respiratório, podendo ser utilizada de 
forma não-invasiva através de uma interface externa, geralmente uma máscara facial, e de 
forma invasiva através de um tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia. 
Indicação: 
Insuficiência respiratória por problemas: 
Ventilatórios: doenças do sistema nervoso central, TRM, depressão por anestésicos ou 
relaxantes musculares. 
De troca gasosa: SARA, DPOC, EAP, atelectasias 
Profilática: cirurgias, pós operatório imediato 
Disfunção de outros órgãos e sistemas: choque, hipertensão intracraniana 
 
 
243 
 
Objetivos (fisiológicos): Manter ou modificar a troca gasosa pulmonar; Aumentar o volume 
pulmonar; Reduzir o trabalho muscular respiratório 
 Objetivos da VM: 
PaO2: 50 a 70mmHg 
PaCO2: 50-55mmHg 
PH: > 7,20 
SatO2: 90 – 93% 
Objetivos (clínicos): 
 Reverter a hipoxemia 
 Reverter acidose respiratória aguda 
 Reduzir o desconforto respiratório 
 Reverter a fadiga dos músculos respiratórios 
 Reduzir o consumo de O2 sistêmico e do miocárdio 
 Reduzir pressão intracraniana 
 Estabilizar a parede torácica 
 
Aspectos consensuais: 
 Iniciar precocemente o suporte 
o VMNI 
o Observar evolução e resposta 
 Utilizar estratégias protetoras 
o Evitar danos aos pulmões 
 Adequar modos para melhor sincronia 
o Descontinuar logo que possível 
o Desmame otimizado 
o Pequena porcentagem precisa ser gradual 
 
 
244 
Efeitos do ventilador mecânico 
 Interrupção da Fisiologia Ventilatória e Respiratória; 
 Proporciona a manutenção do Volume Corrente; 
 Não efetua troca gasosa; 
 Incorretamente designado Respirador. 
 O ar entra no ambiente de maior pressão para o de menor pressão 
 A pressão intrapleural é sempre negativa. Quando inspiramos essa pressão fica ainda 
mais negativa 
 A ventilação mecânica traz diversos danos à saúde do paciente. Quanto mais 
agressiva a VM, maior o risco de lesão pulmonar e doença pulmonar crônica 
No ventilador mecânico temos uma via inspiratória e uma expiratória e a vantagem de ter duas 
vias é a diminuição do espaço morto. 
 Avaliar o cuff a cada 12hrs. O valor referência é entre 20 a 34/35 cmh20 (15 a 25 
mmHg) 
 Quanto mais pressão tiver mandando para o paciente, mais a chance de lesar a 
traqueia do paciente. 
 Quanto menos pressão tiver mandando para o paciente, tenho chance de causar uma 
pneumonia de aspiração no paciente. 
Umidificador ativo: altamente prejudicial ao paciente, pode causar infecções. O ar passa 
pelo circuito e sai umidificado e vai para o paciente, o ar vai úmido e em temperatura ideal. 
Umidificador passivo: HME. É um filtro, usado no adulto seguindo as recomendações. 
A ventilação mecânica é indicada na insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. 
Insuficiência respiratória aguda: incapacidade do sistema respiratório de efetuar adequada 
trocas gasosas 
SaO2 menor que 90%, rebaixamento do nível de consciência, FR maior que 35, dispneia 
(moderada ou intensa), PaO2 menor de 60mmHg, PaCo2 maior que 50-55mmHg, entre 
outros, estado hemodinâmico instável, entre outros. 
Hipercapnia: aumento de Co2 
Hipoxemia: déficit de O2 
 Diferença da pressão arterio alveolar -> P(A-a) 
 
Valores aceitáveis: 10 mmHg 
 
 P (A-a) = PAO2 – PaO2 
Valor normal = 2.5 + 0.21 x idade 
 
 
245 
 
Na clínica: respiração paradoxal (na inspiração o paciente contrai o abdome); 
Taquipneia; incoordenação; sudorese; cianose; musculatura acessória. 
 Trabalho Muscular Respiratório Aumentado e Fadiga Muscular 
 FR +  VT   VM 
Causas: 
 Aumento metabolismo 
 Aumento resistência pulmonar 
 Diminuição complacência pulmonar 
 Fatores obstrutivos intrabrônquicos 
 Restrição pulmonar 
 Alterações na parede torácica 
 Aumento pressão intra-abdominal 
 Dor 
 Distúrbios neuromusculares 
 Aumento do espaço morto 
 Comando Respiratório Instável Indicações da VM em Situações Específicas: 
Profilaxia de Complicações Respiratórias 
DPOC 
Desordens Neuromusculares 
Tórax Instável 
Crise Asmática 
Hipertensão Intracraniana 
 
Métodos convencionais de Ventilação Mecânica 
 
Disparo: 
Início da fase inspiratória, quando o respirador está mandando ar 
Tempo: (60 segundos dividido pela rpm desejada para o paciente) 
Pressão: 2 cmH2O 
Fluxo: velocidade com que o paciente puxa o ar -> 3 a 5 l/min 
 
 
246 
**Sempre que o paciente tentar respirar atingindo algum dos valores (pressão ou de fluxo) 
ocorrerá um novo disparo. 
**O paciente só inicia a respiração a máquina o auxilia a completar o ciclo respiratório 
 
Ciclagem: 
Início da fase expiratória 
Tempo: 1,2 segundos -> volume corrente não controlado diretamente 
Volume: 500 ml -> garantia de volume, não permite controle direto das pressões (quando 
atinge o valor estipulado a máquina inicia a expiração) 
Pressão: 15 a 20 cmH2O -> valor de pressão prefixado, independente de tempo insp. e 
volume corrente atingidos 
Fluxo: ocorre na PSV – 25% do original -> varia de acordo com o ventilador, independente do 
volume corrente obtido. 
 
Modos de ventilação mecânica 
Controlado: a máquina faz toda a respiração pelo paciente 
Assistido: paciente inicia a respiração e a máquina o auxilia 
Espontânea: Paciente faz sozinho, a máquina só manda uma pressão de suporte 
Ventilador mecânico e fases do ciclo respiratório 
1º. Fase inspiratória: ocorre um disparo (abertura da válvula inspiratória, onde o fluxo entra 
nos pulmões) 
2º. Controle da fase inspiratória: onde o paciente/ventilador determina a quantidade de ar 
enviada aos pulmões. 
3º termino da fase inspiratória: onde o paciente chegou a sua capacidade de ar nos pulmões, 
então a válvula inspiratória sera fechada. 
4º. Fase expiratória: onde ocorre a ciclagem (abertura da válvula expiratória), o ar dos 
pulmões passam para o ventilador. 
Modos básicos de VMI 
 Quanto a participação do paciente 
Controlado: paciente não participa 
Assisto controlado: paciente participa no início da inspiração 
SIMV: paciente vence resistência do ventilador 
 PSV: paciente tem total controle 
 
Modalidades de ventilação mecânica 
 
 
247 
 
Ventilação assisto controlada A/C 
 Possui ciclos controlados e assistidos, ou seja, controla totalmente a respiração, mas 
se o paciente quiser respirar é permitido e a máquina o auxilia. 
 Disparo: tempo, pressão ou fluxo 
 Vantagens: paciente determina sua frequência e quantidade de volume inspirado, 
diminui trabalho respiratório, diminui comprometimento hemodinâmico, garante FR 
mínima. 
 Desvantagem: risco de hiperventilação 
 
Ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) 
 Possui ciclos controlados, assistidos e espontâneos. Permite que o paciente respire 
totalmente sozinho (o quanto quiser, na velocidade que quiser), só o auxilia nessa 
respiração. 
 Disparo: fluxo/ pressão ou tempo 
 Vantagem: diminui assincronia do paciente com a máquina, diminui trabalho 
respiratório. 
 
Pressão de suporte – PSV 
 Modalidade que se aplica exclusivamente aos ciclos espontâneos 
 Importante: NÃO HÁ controle do volume inspirado, o fluxo inspiratório é livre e 
decrescente (a máquina sabe que o paciente vai expirar pela velocidade com que 
inspira,sendo assim quando o fluxo cai a 25% do inicial ela já entende que o paciente 
vai expirar, então cicla e para e mandar o ar) 
 É ciclado somente a FLUXO. 
 Se não tiver a pressão de suporte o esforço que o paciente tem que fazer para atingir 
o mínimo de pressão (para vencer todo o circuito do aparelho) é muito alto. 
 O valor da PSV é de 20cmH2O. 
 
Volume controlado 
 O paciente não interage com o meio, não respira espontaneamente. Inspiração, 
expiração, circlagem e disparo são controlados pelo aparelho. O paciente não faz 
nada. 
 
 Se aplica aos modos básicos: controlado, assistido/controlado e SIMV 
 Controle do volume corrente através do fluxo (parâmetro fixo) 
 Desvantagem: picos pressóricos 
 Permite ajuste de pausa inspiratória 
 Ajuste de curva de fluxo quadrada ou decrescente 
 Técnica mais conhecida 
 
 
 
248 
Pressão controlada 
Controle de pressão e tempo inspiratório, parâmetros resultantes: fluxo e volume 
Vantagens: menor pico de pressão em vias aéreas, menor VC para manter uma mesma 
PaCO2, melhora PaO2. 
 
Resumindo... 
Ciclagem a volume -> ajusta FLUXO 
Ciclagem a pressão -> ajusta TEMPO INS 
OBS: 
o Se controlar o volume não controla da pressão -> a pressão passa a ser 
dependente da complacência 
o Se controlar a pressão não controla diretamente o volume 
o O fluxo é dependente do tempo: diminui tempo ins = aumenta fluxo 
o Através da pressão é possível alterar indiretamente o volume 
o Aumento de pressão = aumento de volume 
o Se o paciente tiver diminuição de complacência (DPOC, SARA) -> ventilar à 
pressão 
 PRESSÃO DE CUFF: 20mmHg: se estiver maior que 30 pode causar ulcerações na 
traqueia. (Avaliar o cuff a cada 12hrs. O valor referência é entre 20 a 34/35 cmh20 (15 
a 25 mmHg) 
Quando usar cada modo ventilatório 
A/C: quando não quer que o paciente tenha ciclos espontâneos e quer um maior controle da 
respiração 
SIMV: quando quer que o paciente tenha ciclos espontâneos ou quando já quer fazer 
desmame 
À pressão: para pacientes com diminuição da complacência (SARA, DPOC) “pulmão duro” 
Como ofertar? 
 Volume (VCV) 
 Pressão (PCV) 
 Pressão de Suporte (PSV) 
 
Volume (VCV): volume constante e pressão variável; ciclado a volume ou a tempo. Pré 
determinado a volume, porem a pressão é variável. Pressão muito alta pode causar 
barotraumas no paciente 
Parâmetros 
 Volume corrente- VC 
 Fluxo- FL 
 Pressão positiva- PEEP 
 Frequência respiratória- FR 
 Tempo inspiratório – Ti 
 
 
249 
 Sensibilidade 
 Fração inspirada de oxigênio- FiO2 
Pressão (PCV): pressão constante e volume variável; fluxo variável; Ciclado a tempo. Como 
o volume é variável deve ter cuidado com a hipoventilação e hiperventilação do paciente 
Parâmetros 
 Pressão Inspiratória- PI 
 Pressão Positiva – PEEP 
 Frequência respiratória- FR 
 Tempo inspiratório- Ti 
 Sensibilidade 
 Fração inspirada de oxigênio- FiO2 
 
Pressão de suporte (PSV): níveis pré determinados de pressão na fase inspiratória; 
volume corrente, fluxo, tempo inspiratório e frequência respiratória são variáveis (paciente 
que controla). Ciclado a fluxo (quando atinge determinado fluxo, para a passagem da 
inspiração). 
Parâmetros 
 Pressão suporte 
 PEEP 
 Sensibilidade 
 FiO2 
Gráficos do ventilador 
Gráficos escalares: são os gráficos que não se fecham 
P x t 
• Auto PEEP 
• Obstrução de VAs 
• Resposta a Broncodilatação; 
• Mecânica toraco-pulmonar 
• Exalação ativa 
• Ppico, Pplato; 
• CPAP/PEEP 
• Assincronias; 
• Esforços do paciente. 
 
 
 
 
 
250 
 Modo a Volume Modo a Pressão 
 
 
V x t 
• Auto PEEP 
• Escapes 
• Vt 
• Expiração ativa 
• Assincronias 
Sem pausa inspiratória Com pausa inspiratória 
 
Fluxo x t: ondas de Fluxo desaceleradas tendem a atingir menor valor de Ppico com o 
mesmo Vt; Auto-PEEP; Obstrução de VAs; Resposta broncodilatadora; Exalação ativa; Tipo 
de onda de fluxo; Fluxo inspiratório; Assincronias; Esforços do paciente. 
 Volume Pressão 
 
 
Gráficos loops: gráficos que se fecham 
- P x V x fluxo (sem plot contra o tempo) 
 
 
251 
 Ondas que menos trazem informações é a curva de volume 
 
 
Ventilação a Volume Ventilação a Pressão 
 
 Proteção alveolar: serve para estratégia protetora pulmonar 
Vc: 6ml/kg peso predito 
PCV ou VCV 
FiO2 menor que 0,6 ou 60% (caso suba acima de 60%, aumentar a PEEP) 
Pplato menor que 30 cmH2O 
 
 Proteção diafragmática 
Ventilação espontânea PSV 
FiO2 menor que 0,6 ou 60% 
 
 Proteção neurológica 
PaCo2 em torno de 40mmHg 
Definições de Variáveis 
• Fração inspirada de Oxigênio – FiO2 
• Pressão Inspiratória – PIP ou Pinsp 
• Pressão Expiratória Final – PEEP 
 
 
252 
• Frequência Respiratória – FR 
• Tempo expiratório – Te 
• Tempo inspiratório – Ti 
• Relação entre tempo inspiratório e expiratório – I:E 
• Fluxo / rise time / cicle off 
Fração Inspirada de Oxigênio – FiO2 
 Concentração de O2 no ar inspirado. 
 Interfere na oxigenação alveolar e arterial 
 No RN FiO2 excessiva está relacionada a maior incidência de doença pulmonar 
crônica. 
 Usar o necessário para manter SatO2 entre 90-94%. 
Excesso de O2 
 Instabilidade Alveolar 
 Retinopatia 
 Tosse Seca 
 Ressecamento de Mucosa 
 
Sinais de Intoxicação por O2 
 Rubor facial 
 Tosse seca 
 Diapnea 
 Dor torácica 
 Aperto no peito 
 Dor de garganta 
 
Volume Corrente - Vt 
• Rotina – 6 A 8 ml / kg de peso 
• SARA- entre 4 E 6 ml / kg de peso (estratégia Protetora) 
• DPOC – entre 5 e 8 ml / kg de peso 
 
 
 
Correção da Acidose/ Alcalose Respiratória 
Vt = PaCO2 (a) x Vt (a) / PaCO2 (d) 
 
Diferença de pressão – DP 
DP = PIP – PEEP 
 Está relacionado à manutenção do volume corrente e, portanto, da 
ventilação. 
 Também conhecido como pressão de ventilação. 
 
 
253 
 
Pressão Inspiratória: PIP ou Pinsp 
 Deve ser utilizada para expandir adequadamente o pulmão. 
 PIP muito baixa pode levar a hipoventilação 
 PIP muito alta pode levar a síndrome de escape de ar e aumento a 
resistência vascular pulmonar 
 A longo prazo, PIP alta está mais relacionada a doença pulmonar crônica. 
 No modo pressórico, manter níveis que proporcionem a manutenção do 
volume minuto maior que 6L/min, na dependência do peso, com níveis 
médios de pico em torno de 22 a 25 cmH2O 
 Pressão ajustada de acordo com o VC – esperado 
 6 a 8 L/kg 
 
 
Pressão Positiva Expiratória Final – PEEP 
 Promover recrutamento alveolar mais homogêneo, evitando áreas de 
atelectasia. 
 PEEP muito baixa pode levar a atelectrauma. 
 PEEP muito alta pode deixar o pulmão hiperinsuflado, maior risco de 
síndrome de escape de ar, elevação da resistência vascular pulmonar. 
 
Efeitos da PEEP 
 Aumento CRF 
 Aumento ventilação 
 Diminuição shunt 
 Aumento complacência 
 Aumento PA02 
 Aumento SaO2 
 Diminuição WOB 
 Diminuição hipoxemia 
• Diminuição edema – Redistribuição de Líquidos 
 
 
254 
 
Objetivo: manter SatO2 entre 88 -90% e PaO2 entre 55 -80mmHg 
 
 
Manobra de Recrutamento Máximo 
 PCV 
 Pressão de distensão de 15 cm H2O; 
 Iniciar PEEP = 10cmH2O, aumentando PEEP em incrementos de 5cmH2O a cada 
2min até 25 cm H2O. 
 Após, incrementos de 10cmH20 até 35 e no máximo 45cmH2O. 
 Voltar PEEP para 25 para cálculo PEEP ideal. 
 
 Tempo inspiratório – Ti 
 Depende da constante de tempo 
 Tempo inspiratório muito curto pode levar a hipoventilação e hipercapnia 
 Tempo inspiratório muito longo pode levar a síndrome de escape de ar e auto 
PEEP 
 
Constante de tempo 
Tempo necessário para equilibrar 63% das pressões entre a via aérea e o alvéolo. 
Ct = Resistencia x Complacência 
(L, s, cmH2O) 
Durante a ventilação, o tempo para inspiração e para expiração devemser cerca de 
3 a 5x a constante de tempo. 
 
 
Tempo expiratório – Te 
 Não é definido diretamente no aparelho de VM, depende do ajuste de Ti e 
FR. 
 Também correlaciona-se à constante de tempo (Ct) 
 Te muito curto pode significar esvaziamento pulmonar incompleto à auto-
PEEP 
 Auto PEEP leva a aumento da pressão alveolar média e alterações 
hemodinâmicas (â resistência vascular-RV) 
 Habitualmente a auto-PEEP não aparece no monitor do ventilador. 
 
Relação I:E 
 É consequência do ajuste da f e do Ti 
 Fisiologicamente: expiração > inspiração 
 De modo geral, utiliza-se a relação mais próxima da fisiológica, entre 1:1,5 – 
1:3 
 Evita-se a relação invertida, exceto em situações de hipoxemia refratária às 
manobras de suporte ventilatório convencionais. 
 
 
255 
 
Frequência Respiratória – f 
 Deve ser suficiente para garantir a redução da PaCO2 e aumento da 
PaO2, respeitando a relação I:E. 
 f mais baixas tendem a ser mais fisiológicas e favorecem o desmame da 
VM. 
 FR altas podem permitir pressão menos elevada e FiO2 mais baixa. 
 Cuidado com o ajuste do Tempo exp. e o auto-PEEP. 
 Cuidado com a hipocapnia no RN! 
• Ajustada de acordo com a doença de base e interação do paciente 
• f – manter a relação 
 I : E de 1: 2 
• Usar de 12 a 16 em geral 
• Desenvolvimento de Auto- PEEP 
• Monitorizar a PaCO2 pela gasometria 
• 
Correção da Acidose/ Alcalose Respiratória 
f = PaCO2 (a) x FR (a) / PaCO2 (d) 
 
 
Fluxo 
Velocidade com que determinado volume de gás é movimentado em um período de 
tempo. 
 
– O fluxo de gás determina como a pressão atingirá as vias aéreas. 
– Fluxo mais baixo implica em elevação gradual das pressões alveolares 
– É mais fisiológico e lesa menos o pulmão. 
– Fluxos altos fazem com que a pressão alveolar eleve-se rapidamente 
– É mais eficaz para corrigir a hipoxemia, mas lesa mais o pulmão. 
 
 
 
Rise Time: Tempo para atingir a pressão programada no ventilador 
 
 
256 
 
 
 
 
Cycle Off: Deternima o momento de ciclagem do ventilador (PSV) 
 
 
Sinal de Disparo 
 
Tempo x fluxo x pressão 
 
 
Sensibilidade / Trigger: limiar que deve ser alcançado pelo paciente para que seu esforço 
respiratório seja detectado pelo aparelho. 
 Utilizada na modalidade A/C, SIMV, PSV; 
 Esforço do paciente para deflagrar o ventilador; 
 Pode ser a Pressão ou Fluxo; 
 
 
257 
 Pressão: - 0,5 a – 2,0 cmH2O 
 Fluxo: 04 a 06 l/min 
(+ sensível) 
 
Pressão 
• Sem Fluxo de Gás; 
• Delay maior; 
• Maior WOB; 
• Pouco afetado por vazamentos; 
Fluxo 
• Fluxo no circuito 
• Menor Delay 
• Sinal eletrônico; 
• Menor WOB 
 
Tempo de Resposta do Ventilador: Tempo entre o sinal de disparo dado pelo paciente e o 
início do fluxo inspiratório 
 Ideal que seja menor que 150 milissegundos 
 Assincronia e aumento do trabalho ventilatório 
 
Tipos de Ciclagem 
 Volume: atinge o volume pré- determinado 
 Pressão: atinge a pressão pré- determinado 
 Tempo: atinge o Tinsp. Pré- determinado 
 Fluxo: queda do fluxo em torno de 25% 
Assincronia Paciente Ventilador 
 
A assincronia paciente-ventilador ocorre quando o tempo do ciclo do ventilador não é 
simultâneo com o tempo do ciclo ventilatório do paciente. 
O paciente começa a usar musculatura abdominal, possui tiragens, batimento de aleta 
nasal, fica tentando puxar o ar pela boca. 
 
Ti Neural ≠ Ti Ventilador 
Te Neural ≠ Te Ventilador 
Associadas com: 
 Maior tempo de VM; 
 Maior incidência de traqueostomia; 
 Menos taxa de sucesso no desmame; 
 Maior LOS na UTI; 
 Maior LOS no Hospital; 
 Menor chance de alta hospitalar. 
 
 
 
 
258 
Assincronias de Disparo 
Disparo ineficaz: quando o paciente pede e o ventilador não entrega. O esforço inspiratório 
não é suficiente para disparar o ventilador. 
 Ajuste inadequado da sensibilidade; 
 Fraqueza da musculatura ventilatória, 
 Depressão do comando neural; 
 Presença auto PEEP; 
 Ti mecânico prolongado, maior que o tempo neural do paciente. 
Para resolver: Ajustar sensibilidade o mais sensível possível evitando o auto disparo. 
Modificar o disparo a pressão para disparo a fluxo. Se auto-PEEP, usar PEEP entre 70 a 80% 
da auto-PEEP. Em PSV, reduzir PS ou aumento % do critério de ciclagem. Em PCV, reduzir 
o tempo inspiratório e na volume-controlada; Em VCV, aumentar o fluxo inspiratório ou 
diminuir a pausa. 
Duplo disparo: Ocorrem 2 ciclos consecutivos disparados pelo mesmo esforço do paciente. 
O Ti VM < Ti neural do paciente 
Clinicamente percebem-se dois ciclos consecutivos sem intervalo entre eles, em um padrão 
que pode se repetir com frequência. 
Para resolver: Em VCV, aumentar o fluxo inspiratório e/ou o volume corrente ou mudar 
modalidade para PCV ou PSV (Fluxo livre). Em PCV, aumentar o tempo inspiratório e/ou o 
valor da PC. Em PSV, tentar aumentar o nível de pressão ou reduzir a % do critério de 
ciclagem. 
Auto disparo: O ventilador é disparado sem que haja esforço do paciente. Observação de 
frequência respiratória maior que a ajustada e sem que os ciclos sejam precedidos de 
indicadores de esforço do paciente. 
Pode ocorrer 
• Por ajuste excessivamente sensível do ventilador, 
• Por vazamento no sistema, 
• Presença de condensado no circuito gerando alterações no fluxo, 
• Detecção dos batimentos cardíacos; grandes variações da pressão torácica pela 
ejeção do volume sistólico. 
Para resolver: Descartadas ou corrigidas as presenças de vazamentos ou condensado no 
circuito, deve-se reduzir progressivamente a sensibilidade o suficiente para que auto disparos 
desapareçam. 
Assincronias de Fluxo 
Fluxo Insuficiente: O fluxo recebido pelo paciente é inferior à sua demanda ventilatória, 
ocorrendo tipicamente quando o fluxo é ajustado pelo operador e não pode ser aumentado 
pelos esforços do paciente (VCV). 
 Podem aparecer em PCV e PSV (demanda ↑) 
 Clinicamente o paciente encontra-se desconfortável, com utilização de musculatura 
acessória 
 
 
259 
Para resolver: Corrigir as causas de aumento da demanda ventilatória, tais como febre, dor, 
ansiedade, acidose. Em VCV, aumentar o fluxo; mudar MV para PCV/PSV; Em PCV/PSV, 
aumentar Rise Time/ rampa/ slope. 
Fluxo Excessivo: o fluxo recebido pelo paciente é superior à sua demanda ventilatória. 
 Em VCV, quando o fluxo é ajustado acima do desejado pelo paciente, ou em PCV ou 
PSV, pelo ajuste de pressões elevadas ou de um “rise time” mais rápido. 
 Clinicamente, na VCV a curva P x t mostrará o pico de pressão precoce. Na PCV ou 
PSV, a pressão nas vias aéreas ultrapassa o nível ajustado, fenômeno denominado 
“overshoot”. 
Para resolver: Em VCV, o fluxo deverá ser reduzido; Em PCV e PSV, o “rise time” deve ser 
diminuído até que desapareça o “overshoot”. 
 
Assincronias de Ciclagem 
Ciclagem prematura: ciclo antes do que foi programado no ventilador. O ventilador 
interrompe o fluxo inspiratório antes do desejado pelo paciente. 
Ti ventilador < Ti neural 
 Em VCV e PCV, o Ti é ajustado. 
 Em PSV ela ocorre por ajuste de pressão e/ou % de critério de ciclagem.”. 
Para resolver: Em VCV, diminuir o fluxo inspiratório e/ou o Vt; Ou mudar para PCV ou PSV; 
Em PCV, aumentar Ti e/ou o valor da PC. Em PSV, aumentar o nível de pressão ou reduzir a 
% do critério de ciclagem. 
Ciclagem tardia: ciclo depois do que foi programado no ventilador. O ventilador interrompe o 
fluxo inspiratório depois do desejado pelo paciente. 
Ti ventilador > Ti neural 
 Em VCV, ocorre por Ti muito alto, fluxo muito baixo ou pausa inspiratória inadequada. 
 Em PCV, Ti muito alto. 
 Em PSV, % de ciclagem muito baixa 
 Em PSV; a redução de fluxo se faz de forma muito lenta, fazendo com que a % de 
ciclagem demore a ser atingida. 
Para resolver: Em VCV e PCV, diminuir Ti; Em VCV aumentar fluxo; Em PSV, aumentar a % 
do critério de ciclagem 
 
Fatores preditivos para desmame e extubação da ventilação mecânica 
 Melhorana condição que causou a insuficiência respiratória; 
 PaO2 ≥60 mmHg com FIO2 ≤0,4 e PEEP ≤5 a 8 cmH2O; 
 Hemodinâmica estável, com boa perfusão tecidual, sem ou com doses baixas de 
vasopressores, ausência de insuficiência coronariana descompensada ou arritmias 
com repercussão hemodinâmica; 
 Paciente capaz de iniciar esforços inspiratórios; 
 Balanço Hídrico zerado ou negativo nas últimas 24 horas; 
 
 
260 
 Equilíbrio acidobásico e eletrolítico normais. 
 Adiar extubação quando houve programação de transporte para exames ou cirurgia 
com anestesia geral nas próximas 24h. 
 
Teste de Autonomia Respiratória (Teste de Respiração Espontânea – TRE) 
• Recomendação: No TRE o paciente deve ser colocado em Tubo em T ou PSV de 5-7 cm 
H2O durante 30-120 minutos. Durante o TRE o paciente deve ser monitorizado para sinais de 
insucesso. É considerado sucesso no TRE pacientes que mantiverem padrão respiratório, 
troca gasosa, estabilidade hemodinâmica e conforto adequados 
Sinais de intolerância ao Teste de Respiração Espontânea: Frequência respiratória > 35 
rpm Saturação arterial de O2 < 90% Frequência cardíaca > 140 bpm Pressão arterial sistólica 
> 180 mmHg ou < 90 mmHg Sinais e sintomas Agitação, sudorese, alteração do nível de 
consciência. 
• Recomendação: Após um teste de respiração espontânea bem sucedido, avaliar se as vias 
aéreas estão pérvias e se o paciente é capaz de protegê-las. 
Teste de respiração espontânea (TRE) 
 Pelo PSV: PEEP e pressão de suporte 
PEEP: 5cmH2O + PSV de 7 
O PSV deve ficar 7 acima do valor da PEEP. A PSV de 7 eu coloco apenas para compensar 
a resistência do tubo. 
Deixar o paciente 1 minuto (avaliar FR >35; FC >140; SaO2<90%, sudorese, sinais de 
desespero, rebaixamento do nível de consciência. INTERROMPER O TESTE). Se o paciente 
conseguir ficar 1 minuto sem descompensar, ai ele ficara mais 30 min e sempre analisando 
os sinais vitais. Caso ele consiga ficar os 30 min ele está apto para desmame. 
 Pelo tudo T: desconecto o paciente do ventilador e coloco ele apenas no oxigênio 
(macro nebulização, nunca colocar menos de 5L porque senão ele não forma nevoa). 
No lugar da máscara eu coloco o tubo T. Em um lado do tubo T eu conecto o paciente, 
do outro lado conecto a nebulização. Um lado do tubo T fica aberto. Deixo o paciente 
por 1 minuto e avalio os sinais de descompensação, caso não ocorra eu deixo o 
paciente por mais 30 minutos, igual o PSV. 
Nesse caso para avaliar a FR eu fico olhando a parte aberta do tubo T, quando for expiração 
vai sair nevoa pela abertura, ai eu conto. 
Para avaliar o volume corrente eu conecto o ventilometro no bocal aberto do tubo T. 
 
 
 
261 
 
Índices preditivos de sucesso 
 
Na extubação 
 Avaliar proteção das vias aéreas 
 Avaliar permeabilidade das vias aéreas. 
Se esvazio o cuffing deve escapar ar pelo tubo (em volta do tubo); caso não escape é porque 
o cuffing não esvaziou completamente. Deve escapar pelo menos 10% de ar. 
A extubação ocorre na inspiração pois as vias aéreas estão abertas, o que facilita a retirada 
do tubo. 
 
 
262 
Fatores de risco 
Hipercapnia após extubação, insuficiência cardíaca, tosse ineficaz, mais de uma falência 
consecutiva de desmame, mais de 65 anos, mais de uma comorbidade, obstrução das vias 
aéreas superiores 
Teste do cartão branco: paciente apenas com a cânula na boca, eu peço pra ele fazer um 
huffing e coloco um papel branco próximo do bocal da cânula, no final do huffing o papel deve 
estar molhado ou com secreção. Isso significa que o paciente tem reflexo de tosse. 
TRE bem sucedido: VNI preventiva: recomendada para pacientes com fatores de risco para 
falência respiratória 
Desmame bem sucedido após 48h: VNI curativa: sem evidencias de benefícios exceto em 
pacientes cirúrgicos 
Falha de TRE: VNI facilitadora: recomendado em DPOC, PaCo2 > 45mmHg 
 
Cálculos 
 Ppico e Pplato é essencial para o calculo 
 Pressão platô: pressão gerada a partir de uma pausa de 2s da pressão de pico 
 Calculo para volume: 6ml/Kg (peso predito) 
 
Calculo Peso Predito 
Homem: 50+ 0,91 x (altura – 152) 
 Mulher: 45 + 0,91 x (altura -152) 
 Altura em cm 
 
 Resistência das vias aéreas (RVA). RVA= (Ppico – Pplato) / fluxo. Onde P em cmH2O, 
fluxo em L/s, e valor normal sendo de 4 a 7 cmH2O. 
Ex: Pico: 17 cmH2O RVA=17-13/0,5 
 Platô: 13 cmH2O RVA= 0,8 
 Fluxo: 30L/min ou 0,5L/s 
 Pressão de distensão (Pd) = pressão platô – PEEP. Resultado em cmH2O 
 Complacência pulmonar (Cp): dispensabilidade pulmonar e caixa torácica 
Estática 
Cp= Vc/ Pplato- PEEP, logo Cp= Vc/Pd 
Valor normal: 50 a 100ml/cmH2O 
Dinâmica 
Cp= Vc/ Ppico – PEEP 
Valor normal: 100 a 200 ml/cmH2O 
 PaO2 ideal: 109 – (idade x 0,43). O ideal é por volta de 80 mmHg em condições 
normais, pois garante uma saturação de 95%. 
 Pressão inspiratória máxima (PiMax): força muscular inspiratória 
 
 
263 
Homem: 0,80 x idade +155,3 
Mulher: 0,49 x idade + 110,4 
Normal: - 80 a -120 cm H2O 
Fraqueza: -70 a -45 cmH2O 
Fadiga Muscular respiratória: -40 a -25 cmH2O 
Falência muscular inspiratória: -20 cmH2O 
 Pressão expiratória máxima (PeMax): é avaliado pelo manovacuometro 
 
Homem: 0,8 x idade +165,3 
Mulher: 0,6 x idade + 115,6 
 
Valores normais: + 100 a +150 cm H2O 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
264 
 CARDIOLOGIA 
ANATOMIA E FISIOLOGIA CARDÍACA 
 
ANATOMIA 
Sistema condutor do sangue e seus nutrientes por todo o corpo 
Formação: 
 Coração: órgão propulsor da corrente sanguínea 
 Sistema vascular: composto por artérias, veias e capilares que são o sistema condutor 
do sangue. As circulações sanguíneas 
 Pequena circulação: pulmonar (coração direito – pulmões) 
 Grande circulação: sistêmica (coração esquerdo – corpo) 
 
FISIOLOGIA CARDÍACA 
O coração ejeta um volume de sangue contra uma determinada resistência com pressão e 
velocidade adequada através de contração e relaxamento da sua musculatura. O seu 
desempenho depende da capacidade de ejetar fluxo suficiente para atender as necessidades 
metabólicas do organismo e de receber fluxo suficiente para gerar o DC. 
 
DC= FC x VS DC=débito cardíaco 
 FC= frequência cardíaca 
 VS=volume sistólico 
 
Músculo cardíaco 
 O coração é formado por 3 tipos de músculos: 
 Músculo atrial 
 Músculo ventricular 
 Fibras musculares especializadas: sistema de geração e condução do impulso elétrico. 
Propriedades do músculo cardíaco 
 Excitabilidade: é a capacidade do músculo cardíaco de se excitar quando estimulado. 
 Condutibilidade: é a capacidade do músculo cardíaco de conduzir estímulos. Ocorre 
de maneira rápida nas fibras especializadas: vias internodais, feixe AV (ou Feixe de 
His) e fibras de Purkinje. A condução também ocorre em todo o músculo atrial e 
ventricular. 
 Contratilidade: é a capacidade do músculo cardíaco de se contrair. Atende ao princípio 
do tudo ou nada. 
 Automatismo: é a capacidade do músculo cardíaco de produzir sinais elétricos com 
um ritmo determinado. 
 
 
265 
 Músculo cardíaco 
Período refratário do músculo - É um intervalo de tempo durante o qual um impulso cardíaco 
normal não pode re-excitar uma área já excitada do miocárdio. Período refratário dos átrios x 
ventrículos -> músculo atrial se contrai pouco antes do músculo ventricular, importante para o 
bombeamento cardíaco. 
 
Definições 
 Volume sistólico (VS): quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada sístole 
ventricular – 50 a 70 ml 
 Débitocardíaco (DC): Quantidade de sangue bombeada pelo coração em um minuto 
– DC=FC x VS (5l/min) 
 Volume diastólico final (VDF): Quantidade de sangue dentro dos ventrículos ao final 
da diástole – 120 a 130 ml 
 Volume diastólico final (VDF): O que permanece no coração após a sístole – 60 a 70 
ml 
 Retorno venoso (RV): fluxo de sangue proveniente dos tecidos periféricos que chega 
ao AD. Deve ser igual ou próximo ao DC, tudo o que diminui o RV altera a função 
cardíaca. 
 
Mecânica Cardíaca 
 Mecanismos que regulam o volume sistólico 
 Contratilidade (inotropismo) 
 Frequência cardíaca (cronotropismo) 
 Lei de Frank-Starling: Sempre que houver um aumento no retorno venoso, haverá um 
aumento no débito cardíaco. 
 Pré carga: É o volume sanguíneo que estira o músculo até o seu comprimento inicial 
antes da contração. 
 Pós carga: É a força desenvolvida no miocárdio durante o período de ejeção. 
A ejeção e o desempenho ventricular dependem da resistência contra a qual os ventrículos 
se contraem: 
 VE= Resistência vascular periférica, rigidez da parede da aorta e viscosidade do 
sangue. 
 VD= Resistência vascular pulmonar, rigidez e resistência do troco arterial pulmonar e 
viscosidade do sangue. 
Ciclo Cardíaco 
É o período que decorre entre o início de um batimento cardíaco até o início do próximo. 
Consiste de um período de contração (sístole) seguido de um período de relaxamento 
(diástole). 
Inicia-se com a geração do estímulo no nodo SA. Este estímulo propaga se para os átrios 
(através das junções abertas) e para o nodo AV (através das vias internodais). Os átrios se 
contraem, enquanto no nodo AV ocorre um breve atraso na transmissão do estímulo para os 
ventrículos. Após a contração atrial, o estímulo propaga-se do nodo AV para os ventrículos 
 
 
266 
através do feixe AV e das fibras de Purkinje, ocorrendo então a contração ventricular. Após a 
sístole, o coração relaxa e inicia-se o enchimento dos ventrículos. 
Localização do coração 
O coração fica apoiado no diafragma, próximo a linha média da cavidade torácica, no 
mediastino. 
Válvulas cardíacas 
 Válvulas atrioventriculares (mitral e tricúspide): impedem o retorno do sangue para os 
ventrículos durante a diástole. 
 Válvulas semilunares (aórtica e pulmonar): impedem o retorno do sangue das artérias 
aorta e pulmonar para os ventrículos 
Vasos sanguíneos e a hemodinâmica 
 
ARTÉRIAS – transporte de sangue sob alta pressão, levam o sangue do coração para os 
tecidos, se dividem e formam as; 
ARTERÍOLAS – válvulas de controle – distribuição, se ramificam em vasos chamados; 
CAPILARES – trocas entre sangue e espaço intersticial, se unem e formam as; 
VÊNULAS – coletam sangue dos capilares, confluem para vasos maiores chamados; 
VEIAS – transporte sob baixa pressão. 
 
PROPEDÊUTICA CARDIOLÓGICA 
 
Sintomas mais frequentes: 
 Dispneia 
 Dor ou desconforto torácico 
 Cianose 
 Síncope ou tonteiras 
 Palpitações 
 Edema 
 
Dispneia – Classificação da NYHA 
“Sensação de falta de ar, cansaço, fôlego curto”. 
I – Atividades ordinárias não causam dispneia 
II – Limitação leve da atividade física – atividades ordinárias causam dispneia – confortáveis 
em repouso 
III – Limitação marcante das atividades físicas. Atividades menores que as ordinárias causam 
dispneia – confortáveis em repouso 
 
 
267 
IV – Incapacidade de realizar quaisquer atividades sem dispneia – sintomas mesmo em 
repouso 
 
Síncope 
Causas cardíacas 
Arritmias (TV, BAV), estenose aórtica, TEP maciça. 
Causas neurológicas - Enxaqueca, AIT, convulsões. 
Causas metabólicas - Hipoglicemia, hiperventilação, distúrbios psiquiátricos. 
 
Palpação arterial 
Pulso Artérias: radial, braquial, carótida, femoral. 
Observar: 
Frequência: 60 a 100 
– Taquicardia 
– Bradicardia 
Ritmo 
– Arritmia sinusal: alternância de pulsações ora rápidas ora lentas 
– Extra-sístole: comum, não indica necessariamente lesão cardíaca 
 
 
 
 
268 
 
Infarto agudo do miocárdio (IAM) 
Acometimento cardíaco causado pela limitação ou obstrução do fluxo sanguíneo coronariano 
(alimentação para o coração) de tal magnitude e duração que resulta em morte e necrose do 
músculo cardíaco 
Incidência 
 O IAM acomete 1.5 milhões de pessoas/ano 
 Mais de 50% dos óbitos ocorrem na primeira hora 
 Últimos anos têm-se observado diminuição da incidência e mortalidade 
 
Fisiopatologia 
Todas as síndromes coronarianas iniciam-se pela ruptura de uma placa ateromatosa instável, 
ativando a adesão de plaquetas e formação de coágulo de fibrina e trombose coronariana. 
 
Tratamento Fisioterapêutico 
Objetivos 
- Prevenir os efeitos do posicionamento prolongado e do descondicionamento físico 
- Permitir a independência nas AVDs 
- Diminuir ansiedade e depressão 
 
 
269 
 
Responsabilidades do Fisioterapeuta 
 Avaliação das respostas fisiológicas ao exercício e atividade 
 Supervisão do programa de exercícios e atividades de deambulação 
 Ajuda educacional 
 Preparação para alta e programas 
 Domiciliares 
Graduação das atividades 
 Exercícios passivos, para ativos, para resistidos 
 Exercícios articulares distais, intermediários, proximais 
 Exercícios de membros depois de tronco 
 Exercícios em decúbito semidorsal, para sentado, para em pé. 
 Aumentos progressivos na deambulação e escadas. 
 
Supervisão dos exercícios 
 Programa gradual 
 Exercícios respiratórios 
 Repouso 
 Respeitar uma hora após a refeição 
 Evitar stress 
 Deambular 
 Escadas por volta do 13º dia 
Protocolo Fase I 
1. 
a) Repouso absoluto no leito 
b) Cuidados matinais 
c) Alimenta-se com braços apoiados 
d) Banho completo; 
e) Sanitário ao lado do leito. 
 
2. 
a) Toma banho completo, barbeia-se, higieniza-se. 
b) Senta-se ao lado da cama com os pés elevados de 20 a 30 minutos 
 
3. 
a) No leito, lava os braços, tórax e genitais. 
b) Pode andar até o banheiro com ajuda 
 
 
270 
c) Verificam-se PA e pulso antes sentado e em pé antes da deambulação; 
d) Anda até a cadeira por 30 a 60 minutos 3 vezes ao dia. 
 
4. 
a) Anda até o banheiro 
b) Em pé no quarto e sentado na cadeira conforme o desejado 
c) Continua deambulação progressiva 
 
 6. 
a) Banho de chuveiro sentado; 
b) Anda no corredor 3Xdia. 
 
7. Sobe e desce um lance de escadas 
 
8. Prova de esteira rolante 
 
Fase II 
 
Reabilitação Cardíaca Ambulatorial 
Objetivos 
- Aumentar a capacidade e resistência ao exercício de maneira segura e progressiva 
- Assegurar a continuidade do programa de exercícios 
- Avaliar as respostas cardiovasculares a cargas de trabalho 
- Obter informação sobre a eficácia e controle da medicação 
 
Alta Hospitalar - Até três meses: 
1.) Manter ou melhorar o nível de exercícios (8 a 10 mets) 
2.) Progredir na independência funcional de cuidados pessoais 
3. Dar início ao treinamento físico de baixa intensidade 
4. Promover reabilitação psicológica 
 
 Fase de Manutenção 
 Melhorar a capacidade física 
 
 
271 
 Diminuir os sinais e sintomas 
 Retorno ao trabalho 
 Reduzir as chances de novo infarto. 
 
VALVOPATIAS 
 
Há dois tipos de disfunções: 
Fechamento – ESTENOSE: restrição ao fluxo de sangue Abertura 
– INSUFICIÊNCIA: ocorre o refluxo do sangue As valvas cardíacas podem apresentar: 
estenose, insuficiência ou uma combinação das duas (mista). 
 
ESTENOSE: ocorre redução progressiva do orifício valvar e a câmara cardíaca fica submetida 
a um regime de trabalho aumentado. 
INSUFUCIÊNCIA: ocorre aumento progressivo do orifício, com um fluxo retrógrado turbulento. 
 
MIOCARDIOPATIA 
 
Constituem um grupo de doenças frequentemente de etiologia desconhecida, nas quais o 
fator mais importante é o envolvimento do próprio músculo cardíaco. 
Não resultam de doenças isquêmicas,hipertensivas, valvulares, congênitas ou pericárdicas. 
 
INSUFICIÊNCIA CARDIACA 
 
Conceito: É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas 
do organismo, ou fazê-la somente através de elevadas pressões de enchimento. 
 
Classificação Funcional da Insuficiência Cardíaca 
(New York Heart Association, 1955) 
I. Doença cardíaca, sem sintomas. 
II. Limitação física para atividades cotidianas (andar rápido, subir escadas, carregar compras) 
III. Acentuada limitação física para atividades simples (tomar banho, se vestir, higiene 
pessoal) 
IV. Sintomas em repouso 
 
 
 
 
272 
Nova classificação da insuficiência cardíaca (AHA/ACC, novembro 2001) 
A- Alto risco para IC 
B- Doença estrutural sem risco 
C- Doença estrutural com sintomas <- NYHA (I-IV) 
D- IC terminal 
 
Fisioterapia na IC 
A IC limita a capacidade funcional e prejudica a qualidade de vida 
Objetivo: 
 Diminuir os sintomas e manter a capacidade funcional suficiente para as AVD’s. 
 
 Como a dispneia é o sintoma habitual desses pacientes, o treinamento seletivo da 
musculatura respiratória poderia resultar em alívio funcional. Na IC PiMax e PeMax 
estão diminuídas. 
 Treinamento da musculatura inspiratória através de 40% da PiMax de 5 a 15 min, 3X 
ao dia por 8 semanas, melhora da PiMax e PE Max e alívio da dispneia durante o 
exercício 
 
Benefícios da pressão positiva na IC 
A pressão positiva traz benefícios para a mecânica respiratória, troca gasosa e hemodinâmica 
cardíaca. 
 
 
 
273 
Ventilação mecânica invasiva e não invasiva 
As modalidades mais indicadas são o BIPAP e CPAP 
Importância do CPAP no auxílio do tratamento para ICC. Resultados: redução da pré e pós-
carga, ↑ DC, melhora da função de VE, redução do refluxo mitral, alívio dos sintomas da IC 
crônica e do EAP. 
 
REABILITAÇÃO CARDIACA 
 
Indicações do treinamento físico 
 Indivíduos aparentemente sadios 
 Portadores de fatores de risco de doença coronária 
 Indivíduos com teste de esforço anormal 
 Portadores de DAC: isquemia miocárdica silenciosa, angina estável, pós- IAM, pós 
revascularização miocárdica; pós angioplastia coronária; valvopatias; portadores de 
cardiopatias congênitas; cardiopatia hipertensiva; cardiomiopatia dilatada; pós-
transplante cardíaco; portadores de marcapasso. 
 
Classificação segundo o risco para atividade física 
 
 Classe A - Constituída de indivíduos sem risco para exercícios de média intensidade, 
compreende os indivíduos considerados aparentemente sadios: 
 <40 anos, assintomáticos, que não evidenciem cardiopatia e dois ou 
mais fatores de risco coronário. 
 De qualquer idade, com TE negativo ou normal, que não apresentem 
cardiopatia ou fatores de risco coronário. 
 
 Classe B - Formada de indivíduos de baixo risco para exercícios de média intensidade 
compreende pacientes com cardiopatia de evolução estável e ou TE normal, com as 
seguintes características: tipo funcional I ou II (NYHA); ausência de insuficiência 
cardíaca, isquemia ou angina de repouso; angina ou isquemia de esforço somente em 
exercício, ausência de antecedentes pessoais de parada PCR primária ou de dois ou 
mais IAM. 
 
 Classe C - Composta por indivíduos de moderado a alto risco para exercícios de média 
intensidade e ou incapazes automonitorização, compreende pacientes com 
cardiopatia de evolução estável e ou TE anormal, do tipo funcional III do NYHA, com 
as seguintes características: VO2 <21mL/kg. Min; ausências de insuficiência cardíaca, 
ausência de angina ou isquemia de repouso; capacidade insatisfatória de 
automonitorização e de obediência à prescrição do exercício. 
 
 
 
 
274 
 Classe D - Constituída de indivíduos de risco habitualmente proibitivo ao 
exercício, compreende os pacientes com cardiopatia de evolução instável e 
restrição da atividade física, com as seguintes características: insuficiência 
cardíaca; angina ou isquemia instáveis (angina de início recente, angina 
progressiva, angina de repouso, dor torácica prolongada recente mesmo com 
enzimas normais); estenose aórtica grave; condições com risco de vida ou 
sequela grave. 
Benefícios do treinamento físico 
Dados demonstram que o impacto do treinamento físico associado à mudança de estilo de 
vida diminuiu a mortalidade cardíaca de 20 a 35%. Um grande número de trabalhos evidenciou 
melhoras significativas de múltiplas variáveis relacionadas à doença cardiovascular. Na 
evolução do indivíduo com IAM, Kavanagh e col demonstraram que o exercício programado 
e supervisionado conseguiu reduzir de 30 para 18% as complicações do IAM. 
 
Contra indicações absolutas ao treinamento físico 
 
 
Contra indicações relativas ao treinamento físico 
 Extra- sistolia ventricular classe II III e IV de Lown 
 Arritmia supraventricular de alta frequência, não controlada. 
 Aneurisma ventricular 
 Estenose aórtica moderada 
 Cardiomiopatia hipertrófica 
 Cardiomegalia acentuada 
 
 
275 
 Anemias em geral, inclusive anemia falciforme. 
 Distúrbios metabólicos não compensados (diabetes, tireotoxicose, mixedema, 
dislipemias graves, hiperuricemia) 
 Distúrbios neuromusculares, musculoesquelético e osteoarticulares incapacitantes 
 Distúrbios psiconeuróticos terapia-dependentes 
 Insuficiência respiratória moderada 
 
Condições que requerem considerações especiais 
 
 Arritmia cardíaca controlada 
 Distúrbios de condução: bloqueio atrioventricular completo, bloqueio do ramo 
esquerdo. 
 Marca passo artificial 
 Distúrbios eletrolíticos 
 Uso de medicamentos: digital, betabloqueadores, antagonistas de cálcio, 
anticoagulantes e insulina. 
 Angina de peito estável 
 Obesidade acentuada 
 Osteoporose 
 Insuficiência hepática 
 Insuficiência renal 
 
FISIOLOGIA DO EXERCICIO 
 
Sistema ATP-CP ou Anaeróbio aláctico 
 Este sistema fornece energia imediata 
 Utilizado quando o organismo executa atividades de curtíssima duração e grande 
intensidade, como corrida de 100 metros rasos. 
 Metabolismo Anaeróbio Lático ou glicolítico 
 Utilizado predominantemente em exercícios de alta intensidade e curta duração (acima 
de 10 s e máximo de 2 min.) 
 Energia fornecida pela glicólise dos carboidratos. 
 Metabolismo Aeróbio ou Oxidativo 
 Está associado à realização de atividades de longa duração a uma intensidade leve a 
moderada permitindo ao organismo transportar e absorver todo o oxigênio necessário 
para a produção de ATP exigida pela atividade 
 Energia fornecida por carboidratos, gorduras, proteínas e o ácido láctico. 
 
Débito Cardíaco 
 DC= FC x VS 
 
 
276 
 Em exercício progressivo crescente o DC às custas da FC e VS (até 40-60% do 
VO2máx) 
 Exercícios com VO2máx > que 60% a melhora do DC vai depender apenas da FC, 
pois VS estabiliza Exercício 
 Consumo de Oxigênio (VO2) aumenta de 10 a 20 vezes entre repouso e exercício; 
AVALIAÇÃO FUNCIONAL 
Representa a mensuração e interpretação da capacidade de mobilização metabólica a partir 
do resultado obtido de um protocolo (teste) específico. 
OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO FUNCIONAL 
 Identificação da capacidade aeróbia máxima; 
 Observação do comportamento do ECG durante o esforço progressivo; 
 Observação da evolução da pressão arterial no exercício; 
 Possibilitar a correta prescrição de exercícios baseado no resultado, adequando 
volume e intensidade para a atividade a ser desenvolvida; 
 Possibilitar a comparação com avaliações futuras 
 Avaliar o grau da dor precordial; 
 Determinar o grau de comprometimento de uma coronariopatia; 
 UNIDADES METABÓLICAS 
 VO2 
 MET 
 Kcal 
CONSUMO DE O2 (VO2) 
VO2 – consumo máx. de Oxigênio é a quantidade máx. de O2 que o organismo consegue 
captar e utilizar para gerar trabalho 
Padrão de referência para aptidão cardiorrespiratória 
 VO2max ≥ 20ml/Kg/min – sem repercussãofuncional 
 16 -20 - insuf. Cardíaca leve – moderada 
 10 – 16 - insuf. Cardíaca moderada – severa 
 < 10 - insuf. Cardíaca severa 
 
MET 
O MET representa o consumo de oxigênio em repouso, é um parâmetro fisiológico muito 
comum que expressa o gasto metabólico do organismo. 
1 MET = 3,5 ml.kg-1.min-1 (valor relativo) 
 
Kcal 
Caloria é uma medida usada para expressar o calor ou valor energético do alimento e da 
atividade física, é definida como o calor necessário para elevar a temperatura de 1 kg (1 litro) 
de água em 1o C, assim a caloria é mais corretamente designada como quilocaloria (kcal). 
 
 
277 
5 kcal = 1 l.min-1 
 
 
Indicações do teste de esforço 
 
 Diagnóstico ou Prognóstico 
 Avaliação da doença pré suposta; 
 Avaliação de indivíduos assintomáticos com risco de Doença cardíaca coronariana; 
 Após infarto do miocárdio (antes da alta); 
 Estudo de marcapasso; 
 Após angioplastia coronariana; 
 Avaliação da hipertensão arterial; 
 Investigação da dor torácica; 
 Análise dos resultados terapêuticos. 
 Capacidade Funcional 
 Prescrição de exercícios para indivíduos saudáveis; 
 Avaliação da capacidade funcional; 
 Após infarto do miocárdio; 
 Após revascularização coronariana; 
 Após reparo de defeito valvular ou cardíaco congênito; 
 Doença pulmonar crônica. 
 
 
278 
Contra - indicações do teste de esforço 
Absolutas 
 Infarto agudo do miocárdio recente; 
 Angina instável; 
 Disritmia ventricular descontrolada; 
 Disritmia atrial descontrolada que compromete a função cardíaca; 
 Insuficiência cardíaca congestiva; 
 Estenose aórtica severa; 
 Suspeita de aneurisma dissecante; 
 Suspeita de/ou miocardite ativa; 
 Tromboflebite ou trombos intra cardíacos; 
 Embolia pulmonar ou sistêmica recente; 
 Infecção aguda; 
 Bloqueio átrio ventricular de terceiro grau; 
 Estresse emocional significante (psicose); 
 Uma modificação recente no ECG de repouso; 
 Pericardite aguda; 
 Anemia intensa; 
 Intoxicação medicamentosa 
Relativas 
 PAD > 120 mmHg ou PAS > 200 mmHg; 
 Doença cardíaca valvular moderada; 
 Digitálicos ou efeitos de outras drogas; 
 Anormalidades eletrolíticas; 
 Marca passo artificial de batimento fixo; 
 Aneurisma ventricular; 
 Cardiomiopatia, incluindo a hipertrófica; 
 Doença metabólica descontrolada (DM); 
 Qualquer distúrbio sistêmico grave; 
 Distúrbios neuromusculares, musculoesqueléticos ou reumatoides que dificultem o 
exercício; 
 Estenose aórtica grave assintomática; 
 Doença psiquiátrica ou instabilidade emocional; 
 Após recente revascularização miocárdica. 
Controles durante o teste 
 Frequência cardíaca 
 Pressão arterial 
 Índice de percepção ao esforço 
 ECG 
Interrupção do teste 
 Falha no sistema de monitoração; 
 Queda significante (10 mmHg) na pressão sanguínea sistólica ou incapacidade de 
elevação da pressão sanguínea sistólica; 
 Tontura, confusão, palidez, cianose, ou sinais de severa insuficiência circulatória 
periférica; 
 
 
279 
 Apresentar a sua FC máx. prevista; 
 PAS > 250 mmHg e PAD > 120 mmHg; 
 Bradicardia inapropriada Inexplicada; 
 Taquicardia supraventricular mantida; 
 Taquicardia ventricular; 
 Angina progressiva; 
 Bloqueio do ramo direito ou esquerdo; 
 Início precoce de depressão ou elevação de ST. 
 Complexos ventriculares prematuros R ou T; 
 Início de bloqueio de 2º ou 3º graus 
 Regulação da pressão arterial no exercício 
 No exercício o objetivo da pressão é garantir o fluxo adequado aos músculos 
 A PA depende do DC (contratilidade miocárdica), FC, da volemia e das resistências 
vasculares periféricas (RVP). 
 
Exercício 
 ↑ do tônus simpático e catecolaminas -> ↑FC ↑RV ↑DC -> ↑ PAS ( ↑ PAS > PAD 
= ↑ PAM) 
 
Regulação da pressão arterial pós o exercício 
Pós exercício 
 ↓↓ rápida da PA -> ↓DC vasodilatação e ↓ do RV -> Sequestro sanguíneo -> Hipotensão 
 
PROTOLOS DE TESTE DE ESFORÇO 
 
Cicloergômetro 
 Vantagens 
 
 
280 
 Permite pequenos aumentos de carga 
 Menor custo financeiro 
 Fácil transporte 
 Maior facilidade de monitorização 
Desvantagens 
 Envolve uma menor massa muscular 
 Avaliado deve saber pedalar 
 
Esteira rolante 
Vantagens 
 Tipo comum de exercício 
 Utiliza maior massa muscular 
Desvantagens 
 Custo financeiro alto 
 Maior dificuldade na monitorização 
 Peso corporal interfere no exercício 
 
Banco 
Vantagens 
 Baixo custo 
 Não necessita de energia elétrica 
 Não necessita calibração 
 Fácil transporte 
Desvantagens 
 Difícil monitorização 
 Execução correta pelo avaliado 
 
Prescrição de exercícios aeróbicos 
 
Frequência dos exercícios 
 Quantidade de vezes na semana que o indivíduo se exercita, deve se levar em conta 
nível de aptidão física e as metas a serem alcançadas com o programa de treinamento. 
 Indivíduos sedentários devem se exercitar no mínimo 3 vezes por semana, os mesmos 
não devem ser em dias consecutivos. Com o treinamento, essa frequência semanal 
deverá ser aumentada gradativamente, a frequência ideal é de 5 a 6 vezes. 
 
Duração dos exercícios 
 
 
281 
Levando-se em conta a necessidade de controle do peso corporal, o tempo mínimo 
preconizado é de 45 minutos, e com as adaptações metabólicas e funcionais esse tempo 
deverá se elevar gradativamente até 75 a 90 minutos por sessão. A sessão de exercícios deve 
contar com três momentos distintos: 
 
 A primeira seria o aquecimento onde alongamentos e exercícios aeróbicos, são 
executados, de modo a preparar o organismo física e psicologicamente para o esforço 
físico. 
 A parte principal visa elevar a demanda energética 
 A parte final é o chamado desaquecimento onde exercícios relaxantes e alongamentos 
são aplicados 
 
Intensidade dos exercícios 
A determinação da intensidade do exercício pode ser feita pela FC, pelo VO2 max, pela 
frequência cardíaca de esforço, pelo gasto calórico e pelo nível de ácido láctico, sendo esta 
última mais empregada em atletas de alto nível. 
 Balke: 60% do VO2 max e 72 % da FC é o ponto inicial em que se baseia a intensidade 
dos exercícios. 
 Cooper: 65 % a 85 % da FC máxima para indivíduos que se encontram em um nível 
de aptidão bom e de 60% a 80% para indivíduos que se encontrem no nível de aptidão 
muito fraca ou regular. 
Prescrição pela frequência cardíaca 
 FCT= (FC max – FC rep). % trabalho + FC rep 
 FCT= frequência cardíaca de treinamento 
 FC max= frequência cardíaca máxima 
 FC rep= frequência cardíaca repouso %trabalho= intensidade do exercício FCT= (FC 
esf – FC rep) . (% trabalho + MET max) + FC rep/ 100 
 FC rep= frequência cardíaca repouso FC esf= FC de esforço obtida no teste 
ergométrico 
 METmax=consumo máximo de O2 expresso em METs 
 Prescrição de treinamento pelo VO2 max 
 MVO2 treino= (60 + MET max ). MET max/ 100 
 MVO2 treino= intensidade de treinamento em METs 
 MET max= consumo máximo de oxigênio em METs 
 1 MET é igual a 3,5 ml.kg-1.min-1 
Exercício de braço versus exercício de perna 
 ↑ da FC e a PA são mais elevadas durante o trabalho de braço em comparação ao 
trabalho de perna. 
 ↑ da FC ocorre por um maior fluxo simpático ao coração durante o trabalho de braço. 
 ↑ da PA no trabalho de braço se deve à vasoconstrição dos grupos musculares inativos 
 
Capacidade funcional: Nível com o qual a pessoa desempenha funções e atividades da 
vida diária (AVD’s). A capacidade funcional é mensurada em equivalentes metabólicos 
 
 
282 
(METs), de forma objetiva através do teste ergométrico, onde valores inferiores a 4 METs 
estão associados a um maior risco de eventos cardíacos no pós-operatório. 
Para calcular os MET eu pego o Vo2max e divido por 3,5 
Uma forma alternativa de avaliar a capacidade funcional pode ser estimadaatravés da 
realização de AVD’s. Medida de Independência Funcional (MIF), Índice de Bartel, Duke 
Activity Status Index (DASI), Índice de Katz 
Teste ergométrico e cardiopulmonar 
O mínimo de tempo de teste ergométrico é de 8 minutos e no máximo 12 minutos, abaixo ou 
acima desse tempo o teste é considerado falho. 
Vo2Max: coloco carga, aumento a resistência, e chega em um momento em que se eu 
aumentar mais a carga o Vo2 se mantem, quando ele não sobe mais é porque chegou ao 
seu máximo. Ele alcança o platô 
Vo2Pico: quando coloco carga no meu paciente, aumento sua resistência e o paciente para 
o teste porque não aguenta mais, o vo2 dele não alcança o platô, apenas chega no pico. 
 Detectar isquemia miocárdica; 
 Reconhecer arritmias e distúrbios hemodinâmicos induzidos pelo esforço; 
 Avaliar capacidade funcional; 
 Diagnosticar e estabelecer prognóstico; 
 Prescrever exercício; 
 Evolução do tratamento; 
 
Alternativas para o teste ergométrico e cardiopulmonar 
 Baixo custo; 
 Não necessita de grandes espaços; 
 Rápida aplicação; 
 Resultados objetivos e precisos. 
Sentar e levantar 5 vezes: 
 Força de MMII; 
 Equilíbrio; 
 Independência para realização de AVD’s; 
 Ideal: ≤ 13s. 
Marcha estacionaria de 2 minutos 
 Avaliar a capacidade aeróbia; 
 Alternativa ao teste de caminhada de 6minutos; 
 Ideal: ≥ 65 passos. 
 
 
283 
Velocidade média de marcha 
 Indicador junto aos outros sinais; 
 Capacidade funcional; 
 Alta hospitalar; 
 Necessidade de reabilitação; 
 Ideal: ≥ 1m/s. 
Time Up and go (TUG) 
 Relacionado ao equilíbrio e mudanças de postura; 
 Mobilidade funcional; 
 Risco de quedas; 
 Ideal: ≤ 10s. 
Teste de TUG baixo = mais complicações no pós operatório de cirurgias cardíacas e 
colorretais, incluindo maior taxa de mortalidade. 
 
Questionários para qualidade de vida 
ICC – Minessota; 
Hipertensos – Minichal 
DAOP - Vascular Quality of Life Survey – VascuQol 
IAM – MacNew 
Angina – Seatle Angina Questionaire 
Diabetes - qualidade de vida em diabetes (DQOL) 
Marcapasso – AQUAREL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
284 
 Neurologia Adulto 
Sistema Nervoso é dividido pro: Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico. 
 No Sistema Nervoso Central é constituído pelo Encéfalo que constitui com o cérebro, 
cerebelo e troco encefálico, já a medula espinhal constitui com a ponte bulbo e 
mesencéfalo. 
 Já o Sistema nervoso periférico é constituído pelos nervos que constitui com os 
nervos espinhais e nervos cranianos, temos também os gânglios e terminações 
nervosas. 
Possui uma superfície cheia de sulcos e depressões chamadas de circunvoluções cerebrais, 
e se divide em dois hemisférios cerebrais, o direito e o esquerdo. Esses hemisférios são 
unidos pelo corpo caloso, uma ponte formada por mais de 200 milhões de fibras nervosas. 
A camada externa dos hemisférios cerebrais é composta por uma substância cinzenta 
chamada de córtex cerebral, formada por mais de 10 bilhões de neurônios. A região interna 
dos hemisférios tem uma massa de cor mais clara do que o córtex, e por isso é chamada de 
substância branca. 
Cada um dos hemisférios cerebrais é dividido em cinco lobos, sendo que quatro lobos 
recebem os nomes dos ossos que os envolvem: 
 Lobos frontais: região do cérebro responsável pelos pensamentos e fala, além do 
controle dos músculos esqueléticos do lado oposto do corpo; 
 Lobos parietais: localiza-se nas laterais superiores da cabeça, e é uma região que 
está relacionada com as sensações oriundas da pele, músculos, juntas e tendões; 
 Lobos temporais: são encontrados nas regiões laterais inferiores da cabeça, na altura 
das têmporas, e estão associados à audição; 
 Lobos occipitais: localizado na parte posterior da cabeça, é uma região que está 
relacionada à visão; 
 Lobos olfativos: situados na região inferior do cérebro, e estão associados ao sentido 
do olfato. 
 
 
 
 
 
285 
Algumas estruturas do encéfalo e suas devidas funções: 
Córtex Cerebral 
Funções: 
 Pensamento 
 Movimento voluntário 
 Linguagem 
 Julgamento 
 Percepção 
Cerebelo 
Funções: 
 Movimento 
 Equilíbrio 
 Postura 
 Tônus muscular 
Tronco Encefálico 
Funções: 
 Respiração 
 Ritmo dos batimentos cardíacos 
 Pressão Arterial 
Mesencéfalo 
Funções: 
 Visão 
 Audição 
 Movimento dos Olhos 
 Movimento do corpo 
Tálamo 
Funções: 
 Integração Sensorial 
 Integração Motora 
Sistema Límbico 
Funções: 
 Comportamento Emocional 
 Memória 
 Aprendizado 
 Emoções 
 
 
286 
 Vida vegetativa (digestão, circulação, excreção etc.) 
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO 
O acidente vascular encefálico, também conhecido como Icto Completo, é a doença vascular 
cerebral mais comum e se caracteriza por uma lesão nos vasos cerebrais, por rompimento ou 
entupimento, onde um ou mais vasos são envolvidos. A área irrigada pelo vaso acometido 
será lesada. O sangue carrega para os neurônios substâncias vitais como oxigênio e glicose. 
Quando sua passagem é bloqueada os neurônios não recebem esse suprimento e morrem. 
FATORES DE RISCO 
 Hipertensão arterial (pressão alta) 
 A diabetes mellitus 
 Altas taxas de colesterol 
 O uso de anticoncepcionais hormonais 
 A ingestão de bebidas alcoólicas 
 O fumo 
 O sedentarismo (falta de atividades físicas) 
 Obesidade 
 
Incidência 
Sabemos que pessoas de mais idade, raça negra (por causa da anemia falciforme), e com 
histórico familiar de doenças cardiovasculares estão mais propensas a desenvolver a doença, 
porém o que antes era visto apenas como um problema enfrentado pelos idosos, hoje em dia 
tornou-se comum entre os jovens. É o resultado dos hábitos de vida dessa população. Dados 
do Ministério da Saúde apontam que 62 mil pessoas, com menos de 45 anos, morreram no 
Brasil entre os anos 2000 e 2010 por causa do acidente vascular encefálico. 
 
TIPOS 
 AVE Isquêmico 
AVE isquêmico ou acidente vascular encefálico isquêmico se dá pelo comprometimento de 
alguma artéria cerebral, ou seja, quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem 
de oxigênio para as células cerebrais, levando à morte a região afetada e consequente parada 
de suas funções. A falta do sangue, que carrega oxigênio e nutrientes, pode levar à morte 
neuronal em poucas horas. A obstrução da artéria pode acontecer por uma placa de gordura 
(placa ateromatosa), um coágulo de sangue que se junta à parede do vaso sanguíneo, ou por 
um êmbolo, que é um trombo que se desloca através da corrente sanguínea até ficar preso 
em um vaso sanguíneo de menor calibre. 
Sinais sintomas 
 Os sinais e sintomas acontecem de forma súbita e podem ser únicos ou combinados. 
Fraqueza ou adormecimento em apenas um lado do corpo, alteração da fala e da 
compreensão da linguagem, engolir, dificuldade para andar e enxergar, tontura, perda 
da força da musculatura do rosto ficando com a boca assimétrica, dor de cabeça 
intensa e perda da coordenação motora. 
 Nem sempre há perda da consciência 
 Queixa de dor de cabeça 
 
 
287 
 Hemiparesia e/ou disfasia surgem rapidamente 
 
 AVE Hemorrágico 
O acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEH) se caracteriza pelo rompimento de um 
vaso cerebral, ocorrendo um sangramento (hemorragia) em algum ponto do sistema nervoso. 
Pode ocorrer no interior do tecido cerebral (intraparenquimatoso) ou perto da superfície 
cerebral, entre o cérebro e as meninges (subaracnóideo). A hemorragia intraparenquimatoso, 
é o subtipo mais comum de hemorragia cerebral, acometendo cerca de 15% de todos os 
casos de AVE. 
Os sinais e sintomas gerais são sempre súbitos e podem ser: dor de cabeça muito forte e 
repentina, náuseas e vômitos, perda da força de um lado do corpo, perda da sensibilidade ou 
do campo visual de um ou ambos os olhos, tontura, dificuldade para falar ou para 
compreender palavras simples e até mesmo a perda da consciênciaou crises convulsivas. 
Ocorrerá edema cerebral e aumento da pressão intracraniana. 
 
o INTRAPARENQUIMATOSO 
Geralmente desencadeado devido a um rompimento de aneurismas congênito ou adquirido 
(HAS), malformação arteriovenosa congênita ou uso de drogas anticoagulantes. 
Apresenta: 
-Forte cefaleia 
-Vômitos 
-Perda da consciência (50% dos casos) 
 
o MENÍNGEA ESPONTANEA 
Também é desencadeado pelos fatores citados acima com a inclusão de os aneurismas, neste 
caso, serem principalmente originados no polígono de willis. 
Apresenta: 
-Cefaléia súbita e intensa 
-Vômitos 
-Rigidez cervical 
-Pode ter perda de consciência 
 
 
288 
 
Sintomatologia do AVE depende: 
 Local 
 Tamanho da área isquêmica 
 Funções da estrutura envolvida 
 Disponibilidade de fluxo sanguíneo colateral 
 
A artéria cerebral média é responsável por irrigar a parte lateral do cérebro e a artéria 
cerebral anterior irriga o cérebro medialmente. 
A artéria basilar irriga o tronco encefálico e quando se bifurca em cerebelares e artéria 
cerebral posterior, irá irrigar o cerebelo, parte posterior do cérebro e sua base. Cada área do 
cérebro desempenha uma função e para que esta função continue íntegra, o suprimento 
sanguíneo deve estar preservado. Então se ocorre lesão na artéria basilar além de afetar a 
coordenação motora o paciente irá apresentar problemas respiratórios e no sono, pois no 
tronco encefálico estão localizadas as áreas que controlam a respiração e sono. Se a lesão 
for na artéria cerebelar o paciente irá apresentar ataxia (déficit de coordenação motora). Se a 
lesão for na artéria cerebral posterior irá acontecer algum déficit na visão, pois a área da visão 
está localizada no lobo occiptal. Se a artéria lesada for a artéria cerebral anterior, o paciente 
provavelmente apresentará déficit motor e sensitivo nos MEMBROS INFERIORES E 
TRONCO. Se a artéria lesada for a artéria cerebral média na altura dos giros pré e pos 
central, o paciente provavelmente apresentará déficit motor e sensitivo nos MEMBROS 
SUPERIORES, CABEÇA E PESCOÇO. 
 
 
289 
 
 
 
 
 
290 
 
Além disso, a artéria cerebral média irriga 
também as áreas da fala: áreas de broca e 
wernicke, que na maioria das pessoas estão 
localizadas no hemisfério esquerdo. A área de 
broca está no lobo frontal. É responsável pela 
expressão da linguagem, contém os programas 
motores da fala. A área de wernicke está no lobo 
temporo parietal. É responsável pelo 
conhecimento, interpretação e associação das 
informações, mais especificamente a 
compreensão da linguagem. 
 
 
Sequelas 
As sequelas dependem muito da área lesionada e da extensão da lesão. Este paciente pode 
apresentar comprometimentos tanto sensoriais quanto motores, de fala e cognição. Além de 
poder desenvolver problemas ortopédicos como o pé equino e deformidades articulares 
instaladas devido a grandes encurtamentos. Um dos comprometimentos ortopédicos que mais 
ocorrem no A.V.E é o ombro doloroso, que se dá devido a fase inicial da doença apresentar 
hipotonia da musculatura ocorre um estiramento das estruturas do ombro, e na fase 
 
 
291 
intermediária, que é a fase de liberação piramidal, a hipertonia é instalada, podendo muitas 
vezes causar a luxação dessa articulação. 
 
HEMI afeta apenas um hemisfério do cérebro 
DI afeta os dois hemisférios, tanto áreas do membro superior quanto inferior. 
PLÉGICO (perda total dos movimentos) ou PARÉTICO (perda parcial dos movimentos) 
ESPÁSTICO (hipertônico) ou FLÁCIDO (hipotônico) 
A DIREITA ou a ESQUERDA 
PREDOMINIO CRURAL (a.c anterior), BRAQUIAL (a.c média) OU PROPORCIONADO 
(carótida interna) 
COMPLETA (afeta a face) OU INCOMPLETA 
 
ESTÁGIOS E SEQUÊNCIAS DE RECUPERAÇÃO 
 AGUDO primeiras 24 horas onde a flacidez é instalada. 
 INTERMEDIÁRIO após as primeiras 24hr até um ano, onde a espasticidade se 
desenvolve. Período onde ocorre a maior recuperação do paciente. 
 ADAPTAÇÃO AO AMBIENTE após um ano de lesão, nesta fase os ganhos para a 
recuperação do paciente são relativos. 
 
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA APÓS AVE 
Estágio 1 - Flacidez e nenhum movimento dos membros 
Estágio 2 - Sinergia básica dos membros ou de alguns de seus componentes apresentam-se 
como reações correlatas, ou movimentos voluntários mínimos. Início do desenvolvimento de 
espasticidade. 
Estágio 3 - Controle voluntário das sinergias de movimento. Aumento da espasticidade, 
podendo se tornar severa. 
Estágio 4- Domínio de algumas combinações de movimento que não seguem os caminhos 
de qualquer dos padrões de sinergia, primeiro com dificuldade, depois com mais facilidade, e 
a espasticidade começa a diminuir. 
Estágio 5- Se houver progresso, aprendizado de combinações de movimentos mais difíceis. 
Estágio 6- Desaparecimento da espasticidade, movimentos isolados e coordenação próxima 
do normal. 
 
Escala de avaliação motora de Fugl-Meyer 
Escala desenvolvida e introduzida em 1975 por Fugl- Meyer et al. 
• Primeiro instrumento quantitativo para mensuração sensório-motora da recuperação do 
AVE. 
 
 
292 
• Versão brasileira: – 
- Alta confiabilidade inter e intra-observador (CCI = 0,99 e 0,98 respectivamente) 
- Subescalas (interobservador CCI = 0,99 a 0,94; intraobservador CCI = 0,98 a 0,87). 
 
Avaliação fisioterapêutica 
 Principal fonte de informações para a tomada de decisão clínica 
 Anamnese 
 Integridade dos nervos cranianos 
 Sensação 
 ADM 
 Função motora: 
o Estágios de recuperação 
o Tônus muscular 
o Reflexos 
o Movimentos voluntários* 
o Coordenação motora 
o Programação motora 
 Força muscular 
 Controle postural e equilíbrio 
 Escalas: Berg, POMA, Teste de alcance funcional, Teste de Interação 
Sensorial, TUG 
 Marcha e locomoção 
 Condicionamento cardiorrespiratório 
 Teste de caminhada de 6` 
 Funcionalidade: 
 Mobilidade funcional 
 AVD’s e AIVDs 
 Escalas funcionais: Barthel e MIF 
 Escalas específicas: RPS e SIS 
Reabilitação na fase aguda/inicial 
Objetivos 
• Monitoramento do processo de recuperação 
• Estimular diferentes posturas e atividades 
• Prevenir comprometimentos secundários 
• Melhora da função motora e desempenho nas AVD’s 
 
 
293 
 
 
 
 
294 
Recuperação dos MMSS 
• Até 85% dos indivíduos -> algum comprometimento sensório-motor no MS 
contralesional; 
• 30% a 66% dos hemiparéticos apresentam algum déficit 6 meses após a lesão; 
• 5% a 20% atingem recuperação funcional completa; 
• MS ipsilesional; 
• Importante fator para promoção de independência em AVD’s 
Terapia de contensão induzida 
 Aprendizado do não uso 
Treinamento bilateral 
 Atividades que utilizam ambos os MMSS simultaneamente 
 Movimentos com ou sem aparato mecânico 
Prática mental 
 Não envolve execução do movimento durante o treinamento 
 Execução posterior quando possível 
Terapia do espelho 
Realidade virtual 
Prática repetitiva da tarefa 
 Aprendizado motor 
Componentes chaves de aquisição das tarefas: 
 Envolvimento cognitivo ativo 
 Relevância funcional 
 Conhecimento de resultados e desempenho 
Intervenções para comprometimento sensorial 
 Movimentos ativos ou passivos 
 Técnicas estimulatórias, ex: Tapping 
Eletroestimulação funcional 
Terapia de restrição de tronco 
Robótica 
 
Outras intervenções 
 Bobath 
 Kabat 
 Biofeedback 
 Estimulação cerebral (estimulação magnética transcraniana) 
 Intervenções complementares (acupuntura, terapia alternativas) 
 
 
295 
 
Reabilitação do tronco após o AVE 
Função do tronco avaliada por diferentes escalas clínicas tem mostrado predizer desfechos 
para AVD’s, mobilidade e habilidade de marcha. 
 Atraso na ativação e déficit de ativação da musculatura durante flexão de membros e 
do próprio tronco; 
 Déficit bilateral dos m.m. do tronco -> déficit no controle proximal -> membros se 
movem em padrões espásticossinérgicos; 
 Fraqueza muscular flexores/ extensores, rotadores e flexores laterais 
Reabilitação do controle postural após o AVE 
 Quedas – 24 a 48% no ambiente de reabilitação 
 Chance 4x maior de fratura de quadril após queda 
 AVE 
 Alterações na ativação dos músculos posturais; 
 Déficit na ativação antecipatória durante movimentos voluntários; 
 Dificuldade com perturbações; 
 Modificação do centro de massa; 
 Alterações musculoesqueléticas secundárias; 
 Comprometimento sensorial. 
Marcha após o AVE 
 Velocidade média de marcha pós-AVE = 37m/min (adultos saudáveis = 82m/min); 
 Fraqueza muscular, espasticidade e padrões anormais de movimento -> influência 
importante na marcha 
 
TCE- TRAUMATISMO CRANIO ENCEFÁLICO 
 Qualquer agressão que acarrete lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro 
cabeludo, crânio, meninges ou encéfalo. 
 Lesão Primária: São decorrentes aos fatores biomecânicos: Impacto, Mov. inerciais 
(aceleração e desaceleração). 
Estes fatores podem acarretar lesão por: 
 Fraturas 
 Concussão 
 Contusões 
 Lacerações 
 Lesão Axonal Difusa 
Lesão Secundária: São as alterações estruturais decorrentes das lesões primárias e 
alterações sistêmicas. 
 
 
 
296 
 
 Secreção sebosa excessiva 
2. CONSCIÊNCIA 
 Dificuldade na concentração 
 Cefaléia 
 Tontura 
 Alteração da personalidade 
 Delírio 
 Sonolência 
 Coma 
Escala de coma de Glasgow 
 
 
297 
 
 
3. FUNÇÕES MOTORAS 
 Plegias e paresias 
 Reflexos anormais 
 Rigidez de decorticação 
 Rigidez de descerebração 
 
4. RESPOSTAS PUPILARES 
 
Algumas sequelas: 
 
Alterações Físicas 
 
 
298 
 Plegias e paresias 
 Alter. Equilíbrio e reações de endireitamento 
 Presença de reflexos primitivos 
 Alteração na sensibilidade 
 Tono anormal 
 Comprometimento da coordenação 
Alteração Cognitiva 
 Afasia 
 Disartria 
 Disfagia 
 Alt. Visuo-espacial e perceptivas 
 Alt. na atenção e perseverança 
 Amnésia 
Alteração de comportamento 
 Irritabilidade 
 Agressividade 
 Ansiedade 
 Euforia 
 Apatia 
 Depressão 
 Perda da inibição e julgamento 
 Negligência à higiene 
 Distúrbios Clínicos 
 Metabólicos (neuroendócrino) 
 Gastrointestinais 
 Respiratórios 
 
TRATAMENTO AVE E TCE 
Primeiro devemos estabelecer o diagnóstico disfuncional do paciente 
 
Para ambas as doenças existe uma sequência das fases da recuperação: 
 
 
299 
 
OBJETIVOS 
 Adequar tônus muscular 
 Reestabelecer o controle postural 
 Normalizar/adequar os impulsos sensitivos 
 Restaurar a habilidade funcional 
 Manter alinhamento articular normal 
 Evitar contraturas e deformidades 
 Inibir padrões de movimentos anormais 
 Prevenir complicações respiratórias 
 Reestabelecer a coordenação motora 
 Reestabelecer o equilíbrio 
 Reeducar marcha 
CONDUTAS 
 Método neuroevolutivo: Bobath / Johnstone 
 Técnicas de Facilitação e Inibição 
 FNP (facilitação neuro proprioceptiva) 
 Reaprendizado motor 
 Procedimentos respiratórios 
Disfunções típicas: 
Ombro doloroso 
Ocorre nestes casos pois na fase de flacidez ocorre um estiramento da capsula articular do 
ombro podendo causar: 
 Desequilíbrio muscular 
 Perda da amplitude articular 
 Perda da mobilidade ativa e passiva 
 
 
300 
 Perda da habilidade para sustentar peso 
 Subluxação de longa duração 
Conduta: Prevenção do estiramento da cápsula do ombro (suporte contra gravidade e 
alongamento dos músculos espásticos). 
 Síndrome ombro-mão 
Sinais e sintomas: 
 Edema na mão 
 Hipersensibilidade da mão 
 Limitação da ADM de dedos e ombro a mão 
 Atrofia dos ossos, pele e músculos 
 Contratura grave (nem toda mão edematosa leva a esta síndrome) 
Conduta: 
 Toque 
 Massagem 
 Sustentação de peso (descarga de peso) 
 Posicionamento da mão 
 Entrelaçamento dos dedos e pressão na palma 
 Pressão da mão contra outras partes do corpo 
 Pressão da mão contra superfície firme 
 Movimentação auto assistida 
 Mobilização ativa e ativa-assistida 
 
Mão 
Sinais e sintomas: 
 Reflexo de preensão reflexa 
 Mão em flexão 
Conduta: 
 Alinhamento apropriado 
 Pressão na base do polegar 
 Sustentação de peso 
 
Membro inferior e marcha 
1.) FLEXÃO DO QUADRIL: 
 Pelve anteriorizada: fraqueza de abdominais e paravertebrais espásticos 
 
2. FLEXÃO DO JOELHO: 
 Compensação para não cair para frente 
 Espasticidade do tríceps sural 
3. HIPEREXTENSÃO DO JOELHO: 
 
 
301 
 Inclinação anterior excessiva da pelve 
 Espasticidade do tríceps sural 
4.FLEXÃO PLANTAR DO TORNOZELO: 
 Excessiva lordose pélvica e flexão do quadril 
 Espasticidade do tríceps sural 
5. DEDOS EM GARRA: 
 Tríceps sural espástico 
 Posição equino 
 Cabeças metatársicas se deprimem 
 Falanges proximais hiperextendem 
 Falanges distais flexionam 
 
6. MARCHA: 
 Ceifante 
Observar: duração do passo, duração do ciclo, comprimento do passo 
 
TRUMA RAQUIMEDULAR - TRM 
 
Mecanismos de lesão: 
Ferimentos por: Facas, tiros, estilhaços. 
Fraturas ou luxações das vértebras por: Forças de Impacto ou movimentos forçados e 
excessivos 
Principais Fatores: acidentes automobilísticos, acidente motociclisticos, mergulho em aguas 
rasas. 
Fisiopatogenia: 
 Concussão simples 
 Compressão 
 Contusão ou laceração 
 Hemorragia intramedular (hematomielia) 
 Compressão do suprimento vascular 
Pode se apresentar em lesão completa ou incompleta. Além disso, sua disfunção irá depender 
do qual nível neurológico foi afetado. Para uma classificação unificada, utilizamos a escala da 
ASIA: 
ASIA “A” = Lesão Completa: Sem preservação das funções motora e sensitiva no segmento 
sacral S4 - S5 
ASIA “B” = Lesão Incompleta: Perda da função motora, porém função sensitiva preservada 
abaixo do nível neurológico e inclui sensibilidade do segmento sacral S4-S5 
 
 
302 
ASIA “C” = Lesão Incompleta: Função motora preservada abaixo do nível neurológico, e mais 
da metade dos músculos-chave abaixo do nível neurológico possuem grau de força inferior a 
3 
ASIA “D” = Lesão Incompleta: Função motora preservada abaixo do nível neurológico, e mais 
da metade dos músculos-chave abaixo do nível neurológico possuem grau de força igual ou 
superior a 3 
ASIA “E” = Funções motora e sensitiva são normais. 
 
DIAGNÓSTICO: 
 Clínico 
TRM + nível neurológico e classificação da ASIA 
Ex: TRM nível neurológico C7 - ASIA A 
 Disfuncional 
Disfunção motora + classificação + nível neurológico 
Ex: Tetraplegia completa nível neurológico C7 
Tetraplegia ASIA A nível neurológico C7 
 
O tratamento pode ser sintomático, cirúrgico e incluir a reabilitação. 
 
 Tono muscular 
 Hipotonia: 
–Fase deficitária (Choque medular) 
–Lesão do cone medular 
–Lesão da cauda equina 
 
 Hipertonia: 
–Fase de liberação 
 
 
303 
 
Tetraplegia: 
 C2- C3 – alter. de todos os músc. MMII e MMSS e músc. Respiratória. 
 C4 – alter. de todos os músc. MMII e MMSS exceto o diafragma. 
 C5 – preservação da músc. Do ombro 
 C6 – preservação dos flexores do cotovelo e extensores do punho 
 C7 – preservado os extensores do cotovelo e extensores dos dedos 
 C8 – preservado os flexores dos dedos e músculos do polegar 
Paraplegia: 
 T1-T8 – preservação dos músc. MMSS e comprometimento da músc. De tronco 
 T9-T12 – Preservação da musculatura do tronco 
 L1-L2 – boa estabilidade pélvica 
 L3-L4 – preservação dos flexores de quadril e extensores do joelho 
 L5 - preservação dos extensores dos dedos 
 S1 – preservação da plantiflexão do pé 
Alguns objetivos de tratamento: Adequar/modular tônus muscular 
 Reestabelecer o controle postural 
 Fortalecer musculatura remanescente 
 Normalizar os impulsos sensitivos 
 Manter alinhamento articular normal 
 Evitar contraturas e deformidades 
 Inibir padrões de movimentos anormais 
 Prevenir complicações respiratórias 
 Reeducar marcha 
 
 
 
 
304 
PARKINSON 
A doença de Parkinson é dividida em dois tipos: 
Parkinsonismo primário 
- descrita em 1817 por James Parkinson 
- etiologia desconhecida 
Parkinsonismo secundário 
- pós infeccioso 
- tóxico 
- farmacológico 
- metabólico 
Se fragmentam em forma Rígido 
- Acinética e forma Hipercinética. 
 
Progressão da doença 
Estágio inicial: inicia com tremor de repouso, cursa com rigidez e bradicinesia. 
Estágio intermediário: a bradicinesia se torna acinesia, abolição da expressão fácil e 
ausência do balanço dos braços durante a marcha 
Estágio final: paciente restrito ao leito ou cadeira de rodas, contratura fixa em flexão de tronco 
e pescoço, expansão torácica diminuída e broncopneumonia e demência em alguns casos. 
 
Fisiopatologia: Ocorre a degeneração da substância negra, causando a diminuição da 
dopamina resultando em alterações das informações provenientes dos núcleos da base para 
o córtex. 
 
Manifestações clínicas primárias e secundárias: 
- Rigidez ou Hipertonia Plástica que causa: instabilidade posturais, alterações de postura 
e complicações musculoesqueléticas. 
- Hipercinética - Tremor que causa: fadiga. - Bradicinesia e Acinesia que causam: face em 
máscara, distúrbios da marcha (fascinante) e distúrbios da fala. 
 
Avaliação do paciente: 
 Cognição 
 Reações de endireitamento 
 Integridade sensorial 
 Resistência cardiorrespiratória 
 Função visual 
 
 
305 
 Marcha 
 Comprometimentos da fala e deglutição 
 Desempenho motor funcional 
 Postura 
 Desempenho nas AVD's 
 Força muscular 
 ADM 
 Tônus muscular 
Reabilitação do paciente: 
 Prevenir complicações 
 Manter a função 
 Evitar limitações funcionais 
 Atividades em ritmo 
 Integrar o indivíduo na sociedade 
 
Tratamento 
Objetivos: 
 Modular tônus 
 Melhorar o alongamento muscular 
 Melhorar/ prevenir limitações da ADM 
 Alinhamento postural 
 Fortalecimento muscular 
 Melhorar equilíbrio 
 Melhorar marcha 
 Melhorar coordenação motora grossa/ fina 
Condutas: 
 Técnicas inibitórias 
 Diagonais Kabat 
 Alongamentos lentos e mantidos 
 Movimentos de rotação de tronco 
 Movimentos ativos para articulações com boa ADM 
 Tapping na musculatura extensora 
 RPG 
 Feedback em frente ao espelho 
 Exercícios resistidos 
 Exercícios de propriocepção (prancha de propriocepção, balancim, cama elástica) 
 Marcha com obstáculos (usar ritmo e comando verbal para auxiliar no início e na 
frenagem) 
 Circuitos de marcha 
 Transferências de decúbito (DD para sentado; sentado para em pé, etc.) 
 
Orientações: 
 Alongamentos 
 
 
306 
 Adaptações na casa (tirar tapetes, diminuir número de móveis, etc.) 
 Adaptar utensílios para paciente (talheres com cabo de tamanho maior) Auxiliar com 
comando verbal 
 
ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA 
Doença neurodegenerativa de caráter progressivo que afeta os neurônios motores superiores 
(córtex cerebral) e inferiores (tronco cerebral e corno anterior da medula). 
Associada a acometimento de neurônio central e periférico. 
 Esclerose = endurecimento. 
 Lateral = acomete primariamente um dos lados do corpo. 
 Amiotrófica = atrofia do músculo. 
 
Patologia 
 Desaparecimento dos neurônios motores no corno anterior da medula e bulbo. 
 Alterações a nível cervical. 
 Degenerações das vias piramidais. 
Clínica 
 Variam de acordo com o local da lesão. 
 Síndrome periférica: 
–Atrofia muscular; 
–Paralisia lábio-glosso-faríngea; 
 –Fasciculações; 
–Câimbras, déficit motor; 
 Fraqueza muscular assimétrica focal de um membro (superior ou inferior). 
 Predomínio da fraqueza muscular é maior distal para proximal. • Mais frequente nas 
mãos e posteriormente nos pés. 
 Em 17 a 25% dos casos os primeiros sintomas são bulbares com disfagia, disartria, 
perda de saliva, dispnéia e fraqueza facial. 
 De todos os sintomas o mais frequente é a Câimbra; 
 Fasciculações (pseudotremor); 
 Atrofia. 
Os sintomas de lesão de moto neurônio inferior predomina sobre a lesão de moto neurônio 
superior. 
 Síndrome piramidal: 
–Exacerbação dos reflexos; 
–Babinsk ausente; 
–Cutâneo abdominal conservado. 
 
 
 
307 
 Síndrome extrapiramidal: 
 –Atrofia muscular; 
–Arreflexia; 
–Fasciculação; 
– Hipotonia. 
Formas Clínicas 
 Amiotrófica – 41% dos casos; 
 Bulbar – 25% dos casos; 
 Pseudopolineurítica – 30% dos casos; 
 Demência; 
 Síndrome extrapiramidal. 
Diagnóstico 
 O diagnóstico se dá através de exame clínico e história clínica minuciosos com o 
reconhecimento de um padrão de sintomas. 
 A Neuroimagem auxilia no processo de diagnóstico da doença. 
o Amiotrofia; 
o Reflexos vivos; 
o Ausência de transtornos sensitivos; 
o RM pode eliminar outras patologias com semelhança. 
Prognóstico 
 O tempo médio de sobrevida é de 2 a 5 anos após o aparecimento dos sintomas. 
 Em quase todos os casos a ELA progride levando a morte por Insuficiência 
Respiratória. 
 Pacientes com princípio de ELA sob a forma Bulbar (disartria, disfagia, dispnéia e 
perda do controle da musculatura da orofaringe, do tronco e pescoço) tendem a 
progredir mais rapidamente para a morte do que pacientes cuja fraqueza iniciou-se 
nos membros distais. 
Fisioterapia: 
o Melhorar a qualidade de vida; 
o Dar sobrevida ao paciente; 
o Prevenir contraturas musculares; 
o Reeducar a postura; 
o Prevenir complicações respiratórias; 
o Empregar órteses que auxiliem as AVD’s. 
 
ESCLEROSE MÚLTIPLA 
Doença crônica desmielinizante do sistema nervoso central, irá “atrapalhar” a condução de 
estímulos nervosos, sendo lentificado ou perdido. 
Incidência: 15 a 50 anos, raça branca, mais em mulheres do que homens 
Etiologia: Viral, ambiental, fatores genéticos predisponentes 
 
 
308 
Fisiopatologia: Infecção viral que provoca aumento na produção de linfócitos e macrófagos 
específicos que têm predileção pela mielina, esses linfócitos e macrófagos vão causar 
destruição dos olingodendrocitos (produtores de mielina) e da mielina do SNC e poderá haver 
formação de placas de glioses. A gliose irá impedir o envio dos sinais elétricos ao axônio, ou 
seja, a placa de gliose não deixará o estímulo passar 
Sintomas 
 Iniciais. 
 Sensitivos. 
 Motores. 
 Disfunções de órgãos. 
 Sintomas sistêmicos. 
Curso Clínico 
 80% dos doentes evoluem por surtos e remissões, com uma fase secundariamente 
progressiva. 
 20% dos doentes têm curso progressivo desde o início, com ou sem surtos. 
 70% dos doentes evoluem para formas progressivas. 
 10-15% têm formas benignas (estabilidade clínica >20 anos). 
 
Manifestações clínicas: 
Comprometimentos sensoriais e visuais 
 Parestesia ou entorpecimento 
 Distúrbios na percepção de posição 
 Hipersensibilidade 
 Neuralgia do trigêmeo 
 Nistagmo (movimento de tremor nos olhos) 
 Diplopia 
Comprometimento dos tratos motores 
 Paresia 
 ROT exaltados 
 Espasticidade 
 Clônus e babinsk presentes 
 Fadiga excessiva 
Comprometimentos do cerebelo 
 Dismetria 
 Disdiadococinesia 
 Tremor de ação 
 Hipotonia 
 Déficits do equilíbrio 
 Disartria e disfagia 
TRATAMENTO 
 
 
309 
Devem ser exercícios de séries mais curtas com períodos de alcance mais prolongado e baixa 
temperatura. 
Intervenção nos déficits sensoriais 
 Melhora da percepção dos movimentos 
 Uso de estratégias compensatórias (ex: usar cores vibrantes paracompensar 
dificuldade na visão) 
 Prevenção e tratamento das úlceras de decúbito 
 Manejo adequado da dor crônica 
 Uso de contrastes no ambiente 
 Tampões para visão dupla 
Intervenção nos sintomas piramidais 
 Uso de gelo 
 Alongamentos lentos 
 Ativação do antagonista (inibição recíproca) 
 Fortalecimento -> moderado: NUNCA usar resistência máxima, dar longos períodos 
de descanso, séries mais curtas, evitar fadiga e horas quentes 
 Treinamento e condicionamento físico 
 Estimular conservação de energia 
Intervenção nos sintomas cerebelares 
 Atividades de estabilização postural 
 Uso de superfícies instáveis 
 Treino de equilíbrio dinâmico na marcha 
 Atividades de coordenação motora 
 Exercícios de Frenkel 
 
NEUROPATIAS PERIFÉRICAS 
Definição As neuropatias periféricas abrange um grupo de patologias com etiologias variadas 
que apresentam como fator comum a lesão dos nervos periféricos. 
Classificação das neuropatias 
Mononeuropatia 
 Lesão focal de um nervo periférico 
 Múltipla - Envolvimento de mais de 1 nervo 
Polineuropatias 
 Envolvimento simétrico de muitas raízes 
 Progressiva no sentido distal para proximal 
 
MONONEUROPATIAS 
Traumáticas Rupturas 
 FAF e FAB 
 
 
310 
 Fraturas Ósseas 
Esmagamentos focais 
 Lesões compressivas 
Lesão por tração 
 Paralisia Braquial Obstétrica 
 Lesões traumáticas de Plexo 
 
Classificação das neuropatias traumáticas 
 
Classe I – Neuropraxia 
 Desmielinização 
 Recuperação completa em 3 meses 
 
Classe II – Axôniotmese 
 Lesão do axônio 
 Célula de Schwann e membrana basal preservadas 
 Recuperação lenta – crescimento de 1 a 8mm/dia 
 
Classe III – Neurotmese 
 Rompimento completo do nervo 
 Lesão do tecido conjuntivo 
 Separação dos cotos proximal e distal 
 Indicações para reconstituição cirúrgica 
Degeneração walleriana 
 Ocorre nas lesões de grau II e III 
 Corresponde a degeneração do coto do nervo 
Cromatólise central 
 Degenerações do coto axônico proximal 
 Degeneração do corpo celular do neurônio 
 
POLINEUROPATIAS 
 
Etiologia 
Formas Hereditárias: 
 
 
 
311 
 Doença de Charcot-Marie-Thooth (CMT) 
 Formas Adquiridas: 
 Polineuropatias Alcoólica 
 Polineuropatias Diabética 
 Paraneoplásicas 
 Infecciosas 
Formas Traumáticas: 
 Mononeuropatia por compressão dos nervos mediano, ulnar ou peroneal 
 
DOENÇA DE CHARCOT-MARIE-TOOTH (principal forma hereditária Cmt-1) 
 Forma mais comum das neuropatias hereditárias 
 Transmissão hereditária autossômica dominante ligada ao cromossomo 17p12p11.2 
 Encontrado formas 1A (60%) e 1B (2%) 
 Afeta a proteína mielínica periférica 22 (PMP22) 
 Neuropatia desmielinizante com velocidade de condução lenta e evidências de 
desmielinização e remielinização 
Características Clínicas: 
 Início na infância e adolescência 
 Início com sinais esqueléticos como pé cavo e escoliose 
 Atrofia desproporcional dos MMII - Sinal das “pernas de cegonha” 
 Distúrbio motor sobressai sobre o sensitivo 
 Evolução com fraqueza simétrica e progressão lenta. 
 Acaba por atingir as mãos, o que gera muita incapacidade 
 
SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ 
 Desmielinização inflamatória aguda 
 Etiologia auto- imune secundária a processos infecciosos 
 Alterações sensitivas como parestesia e dor 
 Paralisia total dos músculos esqueléticos 
 Regressão total do quadro 
POLINEUROPATIA Alcoólica 
 Associação do abuso de álcool ou déficit nutricional 
 Sinais motores e sensitivos concomitantes 
 Distribuição simétrica com início nos MMII 
 Déficit motor distal com abolição do reflexo aquileu 
 Déficit sensitivo com padrão em “luva e bota” 
POLINEUROPATIA DIABÉTICA 
 Desmielinização com lesão axônica 
 Sintomas de distal para proximal 
 Sinais sensoriais de dor e parestesia 
 
 
312 
 Sinais motores de paresias 
 Aparecimento de sinais autonômicos 
 Pode se estabilizar com o controle dos níveis sanguíneos 
 
COMPROMETIMENTOS DIRETOS: 
 Distúrbios Sensitivos- Fenômenos Negativos 
 Diminuição de percepção ao toque 
 Perda da propriocepção e esterognosia 
 Ausência de sensibilidade térmica e dolorosa 
 Distúrbios Sensitivos- Fenômenos Positivos 
 Hiperalgésica 
 Queimação 
 Sensação de picadas 
 Distúrbios Neuromusculares 
 Fraqueza – músculo parcialmente denervado 
 Paralisia e Flacidez– músculo totalmente denervado 
 ROT abolidos ou diminuídos 
 Atrofia muscular 
 Rápida fadiga 
 Fibrilação 
 Distúrbios Vasomotores 
 Diminuição do tono vasomotor simpático 
 Vasodilatação constante 
COMPROMETIMENTOS INDIRETOS: 
 Alterações de Tecidos Moles 
 Formação de edema 
 Lesões cutâneas 
 Encurtamentos musculares 
 Limitação da ADM 
 Instabilidade e hipermobilidade articular 
 Alterações Ósseas 
 Diminuição da espessura 
 Aumento da descalcificação 
 
 
313 
 Aumento da porosidade 
 Aumento do canal medular 
 Aumento da incidência de fraturas 
 Discrepância de comprimento – lesão na infância 
AVALIAÇÃO DO PACIENTE: 
 Anamnese 
 Inspeção geral 
 Palpação de tecidos moles 
 Testes sensitivos 
 Avaliação da ADM 
 Teste muscular manual 
 Exames complementares 
PROCEDIMENTOS FISIOTERÁPICOS 
 
Tratamento dos Distúrbios Sensitivos 
 Orientação sobre a negligência 
 Inspecionar a área com hiposensibilidade 
 Reavaliações periódicas da sensação 
 TENS não é indicado nos casos de dor 
 
Tratamento nos Distúrbios Neuromusculares 
 Manter a força e função dos músculos remanescentes 
 Estimular a irradiação de forças 
 Técnicas facilitatórias para promover contração 
 Corrente Galvânica - manter o trofismo 
 Estimulação Elétrica Funcional - denervações parciais 
 
Tratamento das Alterações Osteomusculares 
 Alongamentos regulares e mantidos 
 Liberação mio-facial 
 Mobilização da capsula articular 
 Uso de órteses de posicionamento 
 Promoção de descarga de peso 
 Estimulação da contração muscular 
 
Tratamento dos Distúrbios Vasomotores 
 Orientações quanto ao posicionamento 
 Massoterapia de drenagem 
 Faixas Compressivas 
 Elevação do membro 
 
 
314 
PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA 
Afecção do nervo facial (VII par) devido a diversas etiologias. 
A gravidade da lesão: Neuropraxia, Axôniotmese e Neurotmese 
Etiologia: Idiopáticas ou Paralisia de " BELL" 
 Traumáticas 
 Infecciosas 
 Tumorais 
 Metabólicas e Vasculares Fisiopatologia: 
 Bloqueio na condução nervosa (processos compressivos, infecciosos e traumáticos) 
Sua Anatomia: 
 Tem origem no tronco encefálico - sulco bulbo pontino 
 Penetra no canal de Falópio 
 Emerge do crânio - forame estilo mastoideo 
 Emite ramos para os músculos da mímica entre outros 
Seus ramos são responsáveis por: 
 Inervação dos músculos da mímica facial 
 Inervação motora do saco lacrimal e da pálpebra 
 Sensibilidade gustativa dos dois terços anteriores 
 Inervação motora de glândulas salivares 
Quadro clínico: 
 Paralisia da mímica na hemi face homolateral a lesão 
 Hipotonia e flacidez muscular 
 Assimetria da mímica facial 
 Alteração da sensibilidade em 2/3 anteriores da língua 
 " Sinal de Bell " positivo 
 Paralisia Facial Central: São contralaterais a lesão e acometem o quadrante inferior 
da face. 
Avaliação do paciente: 
Frontal - corrugador do supercílio - zigomático maior - levantador do lábio superior - prócero 
- levantador do ângulo da boca - platisma - mental - nasal - risório - supra hioides - orbiculador 
dos olhos - depressor do ângulo da boca - orbicular da boca - reto medial e lateral - levantador 
da pálpebra superior - pterigoideo e bucinador. 
Objetivosde tratamento: 
 Relaxamento de hemi- face não afetada 
 Manter o trofismo na hemi- face afetada 
 Estimular a mímica facial 
 Promover simetria facial 
 Prevenir as sincinesias 
Condutas de tratamento: 
 Crioterapia: Estimulação dos postos motores e Tapping com gelo 
 
 
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 Exercícios da mímica facial: Soprar, sugar, franzir a testa, fechar os olhos, bico, 
sorriso e estimulação com Tapping. 
 Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva: Elevação e depressão das 
sobrancelhas, abertura e fechamento das pálpebras, contração do ângulo da boca e 
protrusão dos lábios, abertura e fechamento dos lábios. 
 Massoterapia: Hemi- face não comprometida no sentido centrífugo. 
 Massoterapia de estimulação: Hemi- face acometida no sentido centrípeto. 
 Eletroterapia: Correntes galvânicas (diadinâmicas) e FES (não é indicado na PFP). 
 Biofeedback: Promover simetria facial, estimular a contração voluntária e melhorar as 
sincinesias. 
 Atividades em frente ao espelho: Promover simetrias e evitar as sincinesias. 
 Orientações domiciliares: Uso de algodão umedecido sobre os olhos, uso de canudo 
para líquidos e exercícios da mímica em frente ao espelho. 
 
FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA – FNP 
Método aplicado por Dr. Herman Kabat para que seus pacientes retomassem o controle dos 
movimentos. Trabalhava com resistência máxima, reflexo de estiramento para facilitar a 
contração muscular, e padrões de movimento em espiral. 
“A FNP pode ser definida como um método de promover a reação do mecanismo 
neuromuscular através da estimulação dos proprioceptores”. (D.,Voss; 1987) 
É um método para facilitar a contração dos músculos através dos proprioceptores, que são 
receptores sensoriais: captam as sensações dos músculos, ligamentos e cápsulas articulares. 
Tudo o que a técnica faz é tentar estimular os proprioceptores para que haja a contração 
muscular. 
O movimento é tridimensional, feito em diagonais e espirais, para que tenha uma ativação de 
mais fibras musculares, pois todas as funções do músculo são realizadas. Os movimentos 
são funcionais. Usa-se a irradiação de força de distal para proximal, do músculo mais fraco 
para o mais forte, com potencialização através do ritmo e da repetição. 
PROCEDIMENTOS BÁSICOS 
 Alongamento máximo 
 Tração 
 Contato manual 
 Reflexo de estiramento 
 Comando verbal 
 Contato (orientação) visual 
 Resistência máxima 
 Sincronização 
 O posicionamento do paciente deve ser biomecanicamente correto. 
 OBJETIVOS 
 Favorecer/facilitar a contração muscular voluntária 
 Promover um controle sobre o tônus muscular 
 Promover o alongamento e o fortalecimento muscular 
 Melhorar a endurance do paciente 
 Promover equilíbrio muscular entre agonistas, antagonistas e sinergistas 
 
 
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 Melhorar a coordenação motora e a sincronia do paciente 
 Promover o aprendizado de padrões funcionais de movimento 
MEMBROS SUPERIORES 
Diagonal 1 
Padrão Flexor Posição inicial: extensão de dedos, extensão de punho, pronação, extensão de 
cotovelo, rotação interna, extensão e abdução de ombro. 
 
 
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 Neurologia Infantil 
Lesão encefálica aguda: Traumatismo cranioencefalico na infância 
 
 
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Defeitos Abertos do Tubo Neural 
 Defeitos congênitos caracterizados por fusão incompleta da coluna vertebral, podendo 
envolver a medula espinal e as estruturas que a protegem. 
 Ocorre entre a 3° e 4° SG e engloba uma série de malformações. 
 Mielomeningocele ->manifestação mais comum (85%). 
Incidência 
 Incidência média mundial 1/1000 nascimentos vivos; 
 Falta de exames pré-natais; 
 40% região lombar, 25% regiões torácicas e toracolombar e 10% região sacral. 
 
 
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 A localização cervical é mais rara. 
Fatores Causais 
As causas são multifatoriais incluindo: 
 Fatores genéticos; 
 Deficiência de ácido fólico; 
 Ingestão de álcool nos primeiros meses de gravidez; 
 Medicações; 
 Fatores sociais; 
 Fatores ambientais 
Ácido fólico 
 Encontrado nos polivitamínicos e os alimentos ricos em folato: vegetais de folhas 
verdes, feijão, frutas cítricas, fígado, castanhas e alimentos integrais. 
 Suplementação durante a gestação. 
 Governo brasileiro estabeleceu a fortificação compulsória das farinhas de trigo e milho 
com ferro e ácido fólico, efetivamente implementada no país a partir de junho de 2004. 
 
ABERTA 
 Mielomeningocele: 
- Lesão cística contendo líquor, meninges e elementos da medula. -Tecido nervoso exposto 
não coberto por pele. 
 Meningocele: Lesão cística composta por líquor, meninges e pele. 
Classificação 
 Lipomielomeningocele: Massa de gordura, geralmente coberta por pele que se 
estende para o interior da medula. 
 
OCULTA COM ENVOLVIMENTO NEURAL 
 Diastematomielia: - Porção caudal da medula é seccionada. - Os segmentos são, 
muitas vezes, separados por esporão ósseo ou cartilaginoso. 
 Medula presa: Cone medular e filum terminal espessados e fixos à estrutura óssea. 
 Sinus dérmico: Fístula epitelial que se estende da pele para tecidos mais profundos. 
 
 
 
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OCULTA SEM ENVOLVIMENTO NEURAL 
Espinha bífida oculta: Fechamento incompleto de arcos vertebrais sem outras alterações. 
Tratamento 
 Cirurgia intra- útero 
 Fechamento, de preferência, nas primeiras 24 horas; 
 Pode levar a desenvolvimento precoce de hidrocefalia. 
Hidrocefalia e DVP 
 Complicações da DVP (risco de deterioração funcional): 
 Obstrução do cateter, desconecção, migração ou comprimento inadequado em 
decorrência do crescimento. 
 Infecção: principal causa de mal funcionamento do sistema e manifesta-se com febre, 
irritabilidade ou letargia. 
Nas crianças maiores: 
Alterações da personalidade, linguagem, desempenho escolar, cefaléia recorrente, 
convulsões, estrabismo ou diminuição da acuidade visual sugerem hidrocefalia ou obstrução 
do sistema valvular 
Condições Associadas no SNC 
 Malformação de Arnold-Chiari tipo II 
 Deslocamento caudal do bulbo e parte inferior do cerebelo para o canal vertebral. 
 Causa de hidrocefalia em crianças com mielomeningocele. 
 Estrabismo, respiração ruidosa, crises de apnéia, distúrbios do sono, dificuldade para 
a alimentação e alterações funcionais de MMSS 
Medula presa 
- Estiramento mecânico da medula causando déficit neurológico progressivo. 
- Pode causar alterações: 
 Nível sensitivo-motor 
 Função vesical 
 Envolvimento ou agravamento de deformidades: pé equino-varo ou escoliose. 
 
Siringomielia 
 Acúmulo de líquor em cavitações dentro da medula. 
 Pode ser secundária a mau funcionamento do sistema valvular ou malformação de 
Arnold-Chiari. 
 Pode causar desenvolvimento de escoliose, fraqueza muscular cervical e de mãos ou 
dor lombar. 
Principais manifestações clínicas 
 Paralisia flácida 
 Hipotrofia muscular 
 Diminuição ou abolição dos reflexos osteotendinosos 
 
 
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 Diminuição ou abolição da sensibilidade 
 Incontinência urinária e fecal 
 Hidrocefalia 
Nível funcional 
 Paralisia e déficit sensorial abaixo do nível da lesão, geralmente flácida. 
 Paralisia alta: segmentos torácicos ou lombares altos (L1-L3) 
 Paralisia lombar baixa: L4-L5 
 Paralisia baixa: segmentos sacrais. 
 Modificações do nível motor podem sugerir progressão neurológica. 
Incontinência urinária 
 Incontinência paradoxal ou por transbordamento 
Tratamento: 
 Objetivos: continência urinária, evitar infecções e preservara função renal. 
 Método mais utilizado é cateterismo intermitente (SVA). 
 Medicações associadas ao cateterismo 
 Quando não há boa resposta ao tratamento clínico -> procedimentos cirúrgicos 
Disfunção Intestinal 
 Nas lesões de nível alto odistúrbio está relacionado com inatividade da parede 
intestinal e nas lesões baixas com incontinência. 
 Crianças dependentes de cadeira de rodas -> mais propensas à obstipação crônica 
 Crianças deambuladoras menos incontinência. 
 Iniciar o treinamento de controle das fezes após a fase de lactância. Os objetivos do 
tratamento são prevenir obstipação e diarreia e controlar a incontinência. 
 Dieta bem orientada. 
 Adequado volume de líquidos ingeridos nas 24 horas. 
 Rotina regular para esvaziamento intestinal, de preferência 30 minutos após refeição 
reforçada. 
 Se treinamento não efetivo, opções são: medicações laxativas, estimulação digital com 
luvas, supositórios e enemas, sob orientação médica. 
 
 
 
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