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Musculoesquelética Articulações ARTROLOGIA: Estudo da classificação, da estrutura e da função das articulações. DIARTROSE: Elo entre os ossos longos; São caracterizadas pela presença de uma capsula articular fibroelástica, preenchida pelo liquido sinovial (articulação sinovial) SINARTROSE: são as articulações fibrosas que se situam entre um osso e outro. Sua principal característica é a falta de mobilidade, pois elas são fixas. Exemplos dessa sarticulações são as presentes no crânio, dentes e maxilar. Articulação sinostótica: Unidas por tecido ósseo; Articulação sinocondral: Unidas por cartilagem hialina ou fibrocartilagem (placas epifisárias, costelas, esterno); Articulação sindesmótica: Unidas por membra interóssea (sínfise púbica, manubrioesternal) SINOVIAIS: São classificadas em cavidade articular, cartilagem articular, liquido sinovial, membrana sinovial e cápsula fibrosa Esferoidais: Se movimentam em 3 planos ( cabeça do fêmur e úmero) Trocóide: Girar em pivô, permite apenas rotações (umeroradial e atlantoaxial) Condilares: Superficie oval ou condilo, articula osso com osso (punho) Elipsoidais: Permitem movimentos em dois planos (radiocarpal e metacarpal) Planas: Duas superfícies planas que deslizam entre si (intermetatarsais e intercarpais) LIQUIDO SINOVIAL: Composto por proteínas e acido hialuronico Tecido Muscular Classificação funcional: Voluntários Involuntários Classificação estrututal: Liso: Parede de órgãos internos Estriado Esquelético: Unem as articulações e são inseridos nos óssis via tendões Cardíaco: Músuclo do coração 430 muscúlos no corpo 75 fornecem a maioria dos moimentos e postura do corpo MUSCULO ANTAGONISTA – se contrai para produzir o movimento desejado. MUSCULO ANTAGONISTA – se opõe ao movimento desejado, resistem ao movimento do antagonista, para que ocorra de modo coordenado e controlado. MUSUCULO SINERGISTA – são grupos musculares que trabalham juntos para produzir o movimento desejado, ajudam o antagonista. TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR ISOMÉTRICA: o músculo contrai para produzir tensão, mas não há alteração no seu comprimento, não ocorre movimento CONCENTRICA: o músculo diminiu o comprimento enquanto a tensão aumenta de modo a superar ou movimentar a carga (só é possível quando atravessam duas articulações) EXCENTRICA: a carga é maior do que a força musucular produzida e o músculo se alonga enquanto produz tensão. FIBRAS MUSUCLARES Existem fibras de contração rápida e fibras de contração lenta Musculoesquelética FIBRAS DE CONTRAÇÃO LENTA – TIPO I São fibras de oxidação lenta, mais resistentes a fadiga, estão associadas a ás atividades aeróbicas prolongadas, produzem força de longa tolerância.. Maior quantidade de mitocôndrias, mioglobina e vascularização. FIBRAS DE CONTRAÇÃO RAPIDA – TIPO II São capazes de produzir contrações potentes e rápidas, porém fadigam mais rápido, são uteis nas atividades de alta intensidade e curto prazo e envolvem o sistema anaeróbico, são capazes de produzir contrações vigorosas. Fibras do tipo IIa ou glicólicas de oxidação rápida: moderadamente resisetentes a fadiga Fibras do tipo IIb pu glicólicas rápidas: fadigam rapidamente e são consideradas as verdadeiras fibras de contração rápida. Cicatrização Lesão Primaria: Macrotraumáticas: Lesões agudas que ocasionam dor e incapacidade imediata. Ex.: fraturas, luxações, entorses, distensões, contusões. (caráter único) Microtraumáticas: Lesões por esforço repetitivo que resulta de sobrecarga repetitiva. Ex.: tendinite, tenossinovite, bursite. (caráter repetitivo) Processo de cicatrização: consiste na fase de resposta inflamatória, reparação fibroblástica (proliferativa) e na fase de amadurecimento e remodelação.. As fases vão se sobreponde e o processo de cicatrização é continuo. Fase de Inflamação: Dor Rubor Calor Edema Perda de função A destruição tecidual produz lesão direta nas células dos diversos tecidos moles e resulta em alteração do metabolismo e liberação de matérias que desencadeiam resposta inflamatória e se caracteriza pelos sintomas supracitados. A função da fase inflamatória é fagocitar os subprodutos lesados (sangue, tecidos) REAÇÃO VASCULAR – Envolve espasmo vascular, formação de tampão plaquetário, coagulação sanguínea e crescimento de tecido fibroso. Resposta imediata ao dano: vasoconstrição MEDIADORES QUIMICOS: Histamina: Liberada dos mastócitos lesados ocasiona vasodilatação e aumento da permeabilidade celular Leucotaxina: Responsável pela marginação, na qual os leucócitos se depositam ao longo das paredes celulares, aumenta a permeabilidade celular local e formam exsudato. Necrosina: Responsável pela atividade fagocítica. FORMAÇÃO DE COÁGULOS Inicia de 2 a 4 dias após a lesão e tem como principal objetivo cessar o sangramento e retirar resíduos e células danificadas. INFLAMAÇÃO CRONICA Ocorre quando a resposta inflamatória aguda não elimina o agente nocivo nem restaura o tecido a seu estado fisiológico normal. Fase Proliferativa: Marcada por neovascularização, se inicia em torno do terceira dia após a lesão e pode durar de 4 a 6 semas. Fase de Remodelamento: Musculoesquelética Processo que se realiza a longo prazo, essa fase se caracteriza por realinhamento de fibras de colágeno que formam tecido cicatricial de acordo com as froças elásticas as quais a cicatriz está sujeita Lesões ligamentares Entorse ligamentar: 3 graus de gravidade 1º grau: ocorre estiramento ou ruptura das fibras ligamentares com pouca ou nenhuma instabilidade articular. Pode apresentar dor leve, pouco edema e rigidez articulas. 2º grau: Certa ruptura e separação das fibras e instabilidade moderada, Apresenta dor moderada a forte, edema e rigidez articular. 3º grau: Ruptura total do ligamente, manifestada principalmente pela granden instabilidade da articulação. Apresenta dor intensa, seguida por pouca ou nenhuma dor, em razão do rompimento das fibras nervosas. O edema pode ser profuso e a articulação tende a tornar-se rígida algumas horas após a lesão. Fraturas Ósseas São classificadas como expostas ou fechadas Redução primária e secundária: Fixação primária: com placas e parafusos, não há movimentos, sem calo ósseo. Fixação secundária: tratamento conservador com criação de calo ósseo, gesso, tala e fixadores externos. Lesões musculoesqueléticas Distensões musculares: super estiramento ou forçado a se contrair contra muita resistência excedendo os limites de extensibilidade ou das capaci dades elásticas. Distensão grau I: Algumas fibras musculares ou tendíneas são estiradas ou rompidas, apresenta dor SEM restrição de ADM. Distensão grau II: Algumas fibras musculares ou tendíneas são rompidas e a contração ativa do músculo é extremamente dolorosa. Há um desnível palpável e pode cursar com edema. Distensão grau III: Rompimento total das fibras musuculares no ventre do musculo, na região em que ele passa a ser tendão ou na inserção tendínea ao osso. Dor intensa inicial, porém, com rápida redução devida ao rompimento neural. Apresenta perda de função e edema, e necessita reparo cirúrgico. Reabilitação do Ombro Musculoesquelética Ossos que compõe o ombro: Úmero, Escápula e Clavícula. Músculos que compõe o ombro: Bíceps Romboides Serrátil Longo dorsal Manguito Rotador Manguito Rotador: Infra e supraespinhal, subescapular e redondo menor. Supraespinhal: Abdução da glenoumeral Estabilização da cabeça do úmero na glenóide Infraespinhal: Rotação externa da glenoumeral Estabilização da cabeça do úmero na glenóide Subescapular: ÚNICO músculo do manguito que realiza a rotaçãointerna da gleumeral Estabilização da cabeça do úmero na glenóide Redondo Menor: Rotação externa da glenoumeral Estabilização do úmero na glenóide Articulações do Ombro: 3 verdadeiras: Gleumeral Acromioclavicular Esternoclavicular 2 funcionais: Escapulotoracica Bicipital Glenoumeral A cabeça do úmero é maior que a cavidade glenóide A base de contato é pequena, durante a elevação apenas 25% da cabeça do úmero fica em contato com a glenóide Estabilidade estática: lábio glenóide e ligamentos capsulares Estabilidade dinâmica: deltoide e manguito rotador Esternoclavicular Musculoesquelética Única ligação direta de osso do tronco com osso apendicular Existe um disco entre o esterno e o manúbrio Articulação triaxial (3 planos de movimento). Ligamentos: Esternoclavicular anterior e posterior: Evita deslocamento superior Interescapular: Evita deslocamento lateral das clavículas Costoclavicular: Evita o deslocamento lateral e superior Acromioclavicular Possui disco Formada por porção anterior, posterior, superior e inferior. Escapulotorácica Articulação funcional Proporciona uma base sobre a qual uma articulação altamente móvel pode atuar Biomecânica do Ombro Ação muscular durante a abdução 1º fase – 0º a 90º = deltoide e supraespinhal 2º fase – 90º a 150º = trapézio e serrátil anterior 3º fase – 150º a 180º = músculos espinhais lado contrário EQUILIBRIO ESTÁTICO VS DINAMICO Estático Ligamentos Labrum: Lábio glenoidal aumenta a área de contato entre a cavidade glenoide e o úmero. Ligamento glenoumeral inferior (tensionado em adu e ext e RE): Limitador importante contra luxação anterior e estabilizador mais importante em indivíduos que realizam movimentos amplos acimda da cabeça. Musculoesquelética Dinâmicos: Ligamentos + músculos Músculos: Biceps, deltoide, redondo maior, coracobraquial e manguito rotador. Coaptação da cabeça do úmero: bíceps e manguito rotador controlam a posição e evitam o deslocamento excessivo ou a translação da cabeça umeral em relação á posição da glenóide. Ritmo escapuloumeral Movimento da escápula em relação ao movimento do úmero, ao longo de toda amplitude de abdução. 1. Durante a elevação do úmero até 30º não movimento da escapula (fase de preparação) 2. De 30º a 90º, a escápula abduz e faz rotação para cima, na razão de 1 para cada 2 de elevação umeral. 3. De 90º até abdução total, a escápula abduz e faz rotação para cima na razão de 1 para cada 1 de elevação umeral. Principais Patologias e Tratamentos Luxações/instabilidades glenoumarais Luxação glenoumaral anterior: A cabeça do úmero é forçada para fora de sua capsula anterior passando o lábio glenoidal e para baixo, abaixo do processo coracóide. Pode ocorrer devido impacto direto na região posterior do ombro O mecanismo mais comum é a abdução forçada, a rotação lateral e a extensão (o que força a cabeça do úmero para fora da cavidade glenóide) Lesão de Hill-Sachs: Lesão latero-posterior da cabeça do úmero. Lesão de Bankart: Lesão anterior permanente no lábio glenoidal. TRATAMENTO Fase 1 – Imobilização com tipóia Tempo: Até 3 semanas Objetivos: Limitar processo inflamatório Diminuir a dor e retardar a atrofia muscular Exercícios: ADM passivo Musculoesquelética Mobilização articular de grau leve Exercícios isomtericos Evitar posições elevadas do membro superior que colocam a estabilidade em risco Fase 2 – Após remoção da tipóia Tempo: De três a oito semanas após a lesão Objetivos: Limitar processo inflamatório Reduzir dor Retardar atrofia muscular Exercícios: Exercicios ativo-assistido FNP Enfase em estabilizadores escapulares Fase 3 – 6 a 12 semanas Objetivo: Restaurar força e controle neuromuscular Exercícios: Alongamentos profiláticos Exercícios para escapula e manguito rotador devem salientar força e resistência Exercícios de sustentação de peso e estabilização Fase 4 – progressão funcional Devolver o paciente ao seu esporte especifico. Aumentando a demanda de resistência e estabilidade Síndrome do impacto do ombro Compressão mecânica do tendão do musculo supraespinhal, da bolsa subacromial e da cabeça longa do tendão do bíceps (arco coracobraquial) Formas de acrômios: Tipo 1 – plano Tipo 2 – curvado Tipo 3 – gancho (70% maior incidência) Capsulite Adesiva (ombro congelado) Causas: Primária: Idiopatica Secundária: Traumas, transtornos articulares, problemas cervicais, etc. Fase aguda – alivio da dor, mobilização articular leve Fase sub-aguda – ADM, fortalecimento isométrico, alongamento, FNP Fase crônica – Fortalecimento progressivo Reabilitação do cotovelo, punho e dedos: Ossos: Úmero, ulna e rádio Articulações: Umero-ulnar, umerorradial, radioulnar proximal Síndrome do túnel cubital – Parestesia medial do antebraço e do dedo mínimo e metade medial do dedo anelar (5 e 4 dedos) Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) – Ocorre por micro trauma repetitivo que resulta na Musculoesquelética sobrecarga concêntrica ou excêntrica dos extensores e supinadores do punho, mais comumente o extensor radial curto do carpo Geralmente resulta da hiperextensão repetida e vigorosa do punho Dor lateral do cotovelo TRATAMENTO 1. Modificar a mecânica errada para minimizar o estresse repetitivo; 2. Medidas para reduzir a inflamação e a dor: repouso, restringir atividades, crioterapia, eletroterapia, ultrassom; 3. Se for constatado dor crônica deve-se começar um tratamento focado em gerar uma reinstalação de inflamação (dry needling ou massagem de fricção transversa) 4. Exercícios de força submáxima respeitando o limite da dor do paciente. Epicondilite medial (cotovelo de golfista) – Resultado de microtrauma repetitivo do musculo pronador redondo e do musculo flexor radial do cardpo durante a pronação e flexão do punho Dor na região medial do cotovelo Síndrome do túnel do carpo – Compressão do nervo mediano do punho Tunel do carpo: osso carpais e ligamento transverso do carpo Passam por ele: flexor superficial dos dedos, flexor profundo dos dedos, flexor longo dos dedos, flexor longo do polegar, nervo mediano e artéria mediana. NO CASO DOS TENDÕES INFLAMAREM: Reduz o espaço interno do túnel do carpo e o nervo é comprimido A flexão e extensão excessivas do punho também aumentam a pressão nessa região SINTOMAS: Dormência, formigamento no polegar na metade radial do anular, dor ou problemas de sono e imprecisão de movimentos ou enfraquecimento da mão. DIAGNÓSTICO: História clinica, teste de phalen, sinal de tinel, estudos de condução nervosa, pressão direta sobre o túnel do carpo e eletromiografia. TRATAMENTO: Tratamento inicial: tala noturna, AINE e analgesia (aqui entra a fisioterapia com eletro) Tratamento médio e longo prazo: ADM, reabilitação funcional (força, velocidade, pliometria no limete da dor) Tenossinovite/tendinite de DeQuervain – Inflamação no primeiro compartimento dorsal que afeta o adutor longo do polegar e o extensor curto do polegar. DIAGNÓSTICO: teste de finklestais, de flexão passiva do polegar para a palma da mão, com o desvio ulnar passivo do punho, positivo para dor. Musculoesquelética Mão em garra: O nervo ulnar é lesado em qualquer região do seu trajeto e então há perda da sensibilidade da sua região de inervação e a deformidade conhecida como “mão em garra” OBS.: Os dois últimos dedos ficam em extenxão, ou seja, eles que são os dedos lesados, os dois primeiros fazemos movimentos. Mão em benção: Lesão do nervo mediano Punho caído: Lesão do nervo radial DEFORMIDADES EM DEDOS Dedo em martelo – avulsão do tendão extensor terminal (Interfalangeana distal) Musculoesquelética Deformidade em botoeira – Flexão da articulação IFP e a hiperextensão da IFD e da metacarpofalangeana Dedo em gatilho – Tenossinovite estenosante dos flexores dos dedos Caracterizada pela dor no trajeto dos tendõs flexores, associada a dificuldade ou travamento do movimento dos dedos ou polegar. OBS.: Paciente ao realizar extensão do dedo apresenta um ressalto semelhante ao disparo de um gatilho. Dedo em jérsei – Incapacidade de flexionar o dedo Avulsão do tendão flexor profundo, ocorre comumente durante atividades físicas, em situação nas quais a articulação interfalangeana distal é ativamente fletida em extensão. Reabilitação do Joelho Ações dos músculos na articulação do joelho Isquiotibiais Flexão Quadriceps Extensão Sartório Flexão e Rotação medial Articulação em dobradiça que realiza flexão/extensão; A patela aumenta o braço de alavanca do quadríceps, resultando em maior força para o movimento de extensão. Principais Lesões envolvendo a articulação do Joelho: Lesões ligamentares LCA LCP LCM LCA Lesões meniscais Meniscos Lesões tendineas Tendinite patelar Tendinite na pata de ganso Condromalácia Cartilagem Musculoesquelética Sindorme patelofemoral Envolvida com os músculos Osgood Shilater Osteoartrose/osteoartrite Lesões ligamentares Obs.: Todas as lesões ligamentares podem ser tratadas de forma conservadora ou cirúrgica, dependendo da extensão da lesão. LCA Mais comum em atletas Causas: desaceleração brusca ou mudança de direção Sinais e sintomas: Dor e edema, falseio. Tratamento LCA cirúrgico: POI (pós operatório imediato): Imobilidade a 0º por 24h 0 a 4 semanas: Redução de edema, manutenção da mobilidade do joelho e patela, extensão completa 0º e flexão a 90º. Atenção: A extensão completa a 0º é um importante marco na reabilitação de LCA e acontece nas primeiras 4 semanas. 4 a 12 semanas: ADM completa, ganho de força e trofismo, marcha próximo ao normal. Atenção: de 6 a 8 semanas o fortalecimento tem maior ênfase. Após 12 semanas: Fortalecimento e retorno funcional LCP Causas: hiperextensão por trauma direto sobre a tíbia associada a varo ou valgo (hiperextensão do joelho) Sinais e sintomas: dor, edema, falseios, inibição do quadríceps, dor atrás do joelho. Tratamento LCP conversador: O foco do tratamento é o fortalecimento de quadríceps (que ajuda a reduzir a translação tibial posterior) e a restauração da ADM Após 6 a 8 semanas inicia-se o fortalecimento dos isquiotibiais. Atenção: O fortalecimento precoce dessa musculatura pode causar estresse no LCP, qualquer movimento que cause estresse ligamentar deve ser evitado. Se a lesão for parcial é necessário ter cautela nos exercícios de ADM, a flexão so pode ser realizada até 90º Em caso de tratamento cirúrgico: Necessário ter cautela durante da flexão (>60º) principalmente nas 3 semanas inicias, sempre respeitando as fases de cicatrização e a evolução do paciente. LCL e LCM Dificilmente precisa de tratamento cirúrgico Primeiras 72h: repouso, gelo, compressão e elevação Também utiliza-se órtese que impeça os movimentos rotacionais, evitando o estresse em valgo ou varo A carga sobre o membro poder ser realizada, desde que o paciente não tenha dor significativa e que tenha proteção contra os movimentos rotacionais (valgo e varo) Musculoesquelética Condromalácia patelar É uma patologia degenerativa da cartilagem articular (hialina) da superfície posterior da patela, que produz desconfirto e dor difusa na região anterior da patela. Piora com contração excêntrica e sentar prolongado mantendo joelho flexionado (sinal de cinema) Sinais e sintomas: edema, crepitações, falseios e bloqueio. Evolui para um quadro grave e incapacitante do joelho (osteoartrose) se não tratada precocemente. Fatores predisponentes: falhas biomecânicas, tensão dos tecidos moles, desequilíbrio muscular (razão agonista-antagonista), alterações biomecânicas que resultam em sobrecarga.. Tratamento fisioterapêutico: Flexibilidade ou força na remoção de quaisquer desequilíbrios musculares de acordo com a causa que levou a condromalácia patelar, o objetivo é remover o fator de causa. Ps.: Se não obtiver resultados necessita intervenção cirúrgica. Síndrome da Dor Patelofemoral (SPF) Sinais e sintomas: Dor difusa na região anterior do joelho (retropatelar, peripatelar); Piora com contração excêntrica; Piora com o sentar prolongado com joelho flexionado (sinal de cinema), subir escadas, ajoelhar-se; Edema, crepitação e falseio; Dor na amplitude final da flexão do joelho; Dor a palpação especialmente com a compressão da patela. Fatores predisponentes da SPF: acrescentar Tratamento da SPF: Reeducação do vasto medial oblíquo (biofeedback, tapping) Alongamentos Fortalecimento Estabilidade articular Bandagens Meios físicos (crioterapia, US, laser, FES) Palmilhas Reeducação postural Tendinite Patelar Principal causa: Overuse por sobrecarga excentrica durante a desaceleração Tratamento: Conservador, eletroterapia, fortalecimento, alongamento. Tendinite na Pata de Ganso Quais músculos compõe a pata de ganso? SARTÓRIO – SEMITENDINOSO – GRÁCIL Musculoesquelética Síndrome de Osgood Schlatter Apofisite de tração que corre com crianças no período de estirão Sinais e sintomas: aumento da tuberosidade da tíbia, dor, calor, edema e aumento da sensibilidade. Tratamento: conservador: alongamento de isquiotibiais e fortalecimento de quadríceps, redução da dor e inflamação. Osteoartrose/Osteoartrite Condição que afeta a articulação tibiofemoral (lateral e medial) e a articulação patelofemoral. Pode evoluir para a incapacidade funcional do joeljo, sendo necessário tratamento cirúrgico (artroplastia de joelho) Sinais e sintomas: Dor ao repouso e aos movimentos com sobrecarga de peso, Fraqueza muscular Perda de movimento Tratamento conservador: Analgesia Fortalecimento muscular Exercícios proprioceptivos Perda de peso (uma vez que essa patologia geralmente esta associada à obesidade) Reeducação do paciente Correções posturais Atenção: Necessário ter cuidado com a intensidade/sobrecarga dos exercícios isotônicos e isocinéticos, pois eles podem aumentar a compressão patelar, agravando o quadro do paciente. Artroplastia total de joelho (ATJ) – Substituição da articulação do joelho por uma prótese, ultima medida após um tratamento conservador não surtir efeito. Busca corrigir a linha articular, restaurar perdas ósseas e dar estabilidade para que ocorra o movimento adequado de flexão e extensão do joelho. A fisioterapia inicia-se já no 1º dia pós-operatório. Condutas: Controle de dor e edema Ganho de ADM em extensão e flexão Ganho de força global, sobretudo quadríceps Equilíbrio (estático e dinâmico) Treino de marcha Quadril Anatomia óssea Musculoesquelética A pelve é formada por dois óssos coxais (inonimados): sacro e cóccix, Os dois ossos coxais são resultado da fusão dos ossos: ILIO, ISQUIO e PÚBIS O complexo da pelve e quadril envolvem os ossos: ílio, ísquio, púbis, sacro, cóccix e fêmur. Articulações do quadril 1. Articulação Sacrilíaca 2. Articulação Lombossacral 3. Articulação Coxofemoral (quadril) 4. Articulação Sacrococcígena 5. Sínfise PúbicaMovimentos do quadril Anteroversão – Inclinação anterior da pelve Retroversão – inclinação posterior da pelve Inclinação – Movimento lateral Nutação – Movimento do sacro para trás e para cima Contranutação – Movimento do sacro para trás e para cima Biomecânica do quadril É uma articulação muito estável É uma articulação SINOVIAL ESFÉRICA Permite 3 graus de liberdade Ângulo de inclinação (120º - 130) – Formado pelo colo do fêmur e a diáfise femoral no plano frontal Obs.: Quanto menor for este ângulo, maior será a carga do peso do corpo sobre o colo do fêmur e menor será a efetividade dos abdutores de quadril. Ângulo de torção (15º - 25) – Ocorre no plano transverso entre o colo e a diáfase, o aumento desse ângulo provoca uma anteroversão, já a diminuição provoca uma retroversão pélvica. Ações dos Músculos na articulação do quadril Ilíaco Flexão de quadril (principal) Psoas maior Flexão de quadril Sartório Flexão de quadril Reto femoral Flexão de quadril Pectineo Adução Grácil Adução Adutor longo Adução Adutor curto Adução Glúteo Máximo Extensão, RE e Abdução Musculoesquelética Glúteo Médio Abdução e RI Glúteo Mínimo Abdução e RI Tensor da fáscia lata Abdução, Flexão e RI Piriforme RE Gêmeos inferior e superior RE Isquitibiais Extensão Principais Patologias da articulação do Quadril 1. Doença de Leg Calvé-Perthes 2. Osteoartrose/osteoartrite de quadril 3. Artroplastia total de quadril (ATQ) 4. Ruptura labial acetabular 5. Pubalgia 6. Sindrome do Piriforme 7. Bursite trocantérica 8. Luxação dde quadril Doença de Leg Calvé-Perthes Necrose avascular da cabeça do fêmur Forma juvenil da osteonecrose idiopática Geralmente ocorre entre 2 a 16 anos de idade, sendo o pico aos 6 anos. Possui maior incidência do sxo masculino Quadro clínico: dor, perda de ADM, claudicação (perda de flexão, RE e abdução) Diagnóstico: Quadro clinico (características: idade, redução da ADM, dor, claudicação) e Raio- X Tratamento Conservador: Evitar luxação (manter RI e adução = menos impacto e maior coaptação) Osteoartrose/Osteoartrite Perda focal de cartilagem com reação óssea subcondral No RX, achamos redução do espaço articular, osteofitos e esclerose do osso subcondral. Inicialmente há uma redução de RI, abdução e flexão de quadril. Cronicamente pode afetar outras articulações. Pode evoluir para cirurgia = Artroplastia Total de Quadril (ATQ) Tratamento: Ênfase em fortalecimento com foco em evitar luxação (fortalecer sem impacto) Exemplos: Hidroterapia, exercícios em cadeia cinética fechada. Artroplastia Total de Quadril (ATQ) Resultante de lesões graves com uma clinica exacerbada (necrose avascular de cabeça do fêmur, osteartrose, AO reumatoide) em que a doença leva a dor contínua, inclusive em repouso. Substituição da fosse do acetábulo e da cabeça do fêmur Musculoesquelética Podendo ser de 3 tipos de abordagem: Antero lateral Lateral direita Posterolateral Principal complicação pós-cirúrgica: Luxação do quadril protético Posicionamento: Almmofada ou coxim posicionado entre as pernas Contraindicações: Adução, Rotacão interna, Flexão além de 90º, por pelo menos 6 semanas. Condutas fisioterapêuticas: 1º dia – Exercícios no leito 2º e 3º dia – Sedestação beira-leito e descarga de peso com apoio apenas em ante-pé com andador ou muletas 4º e 5º dia – Orientação para casa Fases e intervenções Fase 1 – 24 horas a 7 dias Objetivos: Evitar complicações pós cirúrgicas (TVP, infecção, embolia pulmonar, efeitos nocivos da imobilidade), diminuir dor, orientar paciente. Intervenções: Exercícios de resistência para extremidades não envolvidas, bombas de tornozelo, exercícios de respiração profunda e tosse, treinamento de transferência e instruir o paciente sobre a mobilidade na cama (1º dia) Treinamento de marcha com muletas ou andador (após 2º dia) A sustentação de peso no membro envolvido vai depender do tipo de prótese (cimentada ou não cimentada): Não cimentada só aguenta 10% do peso corporal A cimentada, dependendo da indicação do cirurgião, pode ter descarga de peso imediata com auxilio de andador. Fase 2 – 2 a 8 semanas Objetivos: Diminuir dor, estabelecer ADM do quadril em 70º a 90º de flexão, obter independência em todas as transferências, melhorar a força muscular da perna envolvida, atingir um padrão normal da marcha ao utilizar bengala. Intervenções: Exercícios de flexibilidade dentro da restrição da ADM do quadril Alongamentos dos músculos isquiotibiais, quadríceps, gastrocnêmico, sóleo e iliopsoas Terapia manual Treino de equilíbrio Treino de marcha (respeitando a evolução do paciente) Fase 3 – após 9 semanas Objetivos: Estabelecer ADM do quadil em 90º de flexão, atingir independência para locomoção sem disfunções de marcha, melhorar equilíbrio e propriocepção, obter independência funcional. Intervenções: Progressão dos exercícios das fases 1 e 2 Relembrando: A descarga de peso depende da fixação da prótese utilizada (cimentada ou não cimentada) Alguns autores defendem que nas próteses NÃO CIMENTADAS deve-se manter o APOIO MÍNIMO (encostar de dedos) por cerca de 20 a 30 dias. Musculoesquelética Após esse período é permitido 30% de apoio nos próximos 30 dias, e a descarga de peso irá aumentar gradativamente. Nas próteses CIMENTADAS a descarga de peso pode ser IMEDIATA, protegida por muletas ou andador incialmente, e progredindo de acordo com a evolução de cada paciente. Ruptura Labial Acetabular Causas: Trauma direto, geralmente ligado a atividades esportivas e certos movimentos do quadril (torção e giro). Giro de quadril em pessoas jovens, geralmente com o quadril em hiperextensão com uma força em rotação externa. Displasia Idiopática Sinais e sintomas: Dor na virilha, glúteo e região trocanterica; Presença de estalido, sensação de travamento; Dor aos movimentos de flexão, adução e rotação interna da articulação do quadril (indica ruptura do lábio antero superior); Hiperextensão, abdução e rotação externa. Tratamento conservador: Repouso, imobilização, com posterior descarga de peso parcial Tratamento cirúrgico: Artrotomia e artroscopia Fases e Intervenções Fase 1 – 1 a 7 dias Sustentação de peso até a tolerância com muletas Exercícios isométricos para quadríceps e glúteos Abdução, adução, flexão e tensão de pé, em cadeia cinética aberta sem resistência Evitar apenas elevação do quadril com a perna reta Deslocamento de peso Exercícios de equilíbrio Fase 2 – 2 a 3 semanas Avançar sem muletas e normalizar a marcha Evoluir exercícios de ADM Bicicleta ergométrica, se tolerado Exercícios leves isotônicos Fase 3 – 4 a 6 semanas Continua exercícios de flexibilidade Exercícios de fortalecimento muscular de acordo com a evolução Evoluir para cadeia cinética fechada também Iniciar atividades funcionais Pubalgia É uma dor na região do tubérculo púbico e nas estruturas inseridas no osso púbico Musculoesquelética Causa frequente = TRILOGIA INFELIZ 1. Músculos abdominais fracos 2. Hiperlordose lombar 3. Adutores fortes Frequentemente se caracteriza como pubalgia crônica É mais comum em homens, devido à anatomia pélvica.. Síndrome do Piriforme Anormalidade anatômica do musculo piriforme e do nervo isquiático (ciático) Resulta em irritação do nervo isquiático causando dores nos glúteos e nos músculos isquitibiais Causas: Hipertrofia do musculo piriforme Mulheres são mais afetadas (devido anatomia diferenciada) Trauma na região sacroilíaca Contratura de flexão do quadril Inflamação e espasmo do piriforme Achados clínicos: Historia de trauma nas regiões sacroiliaca e glútea; Dor na região a articulação sacroiliaca, incisura isquiática maior e musculo piriforme; Exacerbação aguda de dor causada pela inclinação do tronco ou levantamento de peso Feixe muscular denso, sensível à palpação, sobre o musculo pririforme no lado afetado; Elevação da perna reta positiva (teste de laseggue) – dor na incisura isquiática Sinal de freiberg – dor com rotação interna do quadril passiva Atrofia glútea (mais tardio) Dor e franqueza associada a abdução resistida e rotação externa (sinal de pace) Espasmo muscular local e palpável do obturador interno ou do piriforme (mais difícil de palpar) Exame neurológico geralmente normal Tratamento: Varia de acordo com a causa Bursite Trocantérica É o nome dado a inflamação de qualquer uma das bolsas trocantéricas, elas ficam inflamadas por meio de fricção ou trauma direto Achados clínicos: Dor na região do quadril (mais lateral), podendo irradiar para o joelho e parte inferior da perna Dor a palpação ou ao alongamento do trato ilitibial sobre o trocanter Dor na abdução, extensão ou rotação interna resistidas do quadril Rigidez dos adutores do quadril, aumentando o estresse na bolsa trocantérica Dor piora a noite (quando o paciente deita sobre o lado acometido) Dor após corridas ou longas caminhadas Musculoesquelética Etiologia: Tensão da banda ilitibial (fascia lata), levantamento persistente quando sentado: excesso de ação do musuculo glúteo máximo, aumento do ângulo Q ou marcha cruzada Tratamento: Eletrotermofototerapia Liberação miofascial Alongamento da fáscia lata e trato iliotibial Melhorar a flexibilidade dos rotadores externos, quadríceps e flexores do quadril Fortalecimento dos abdutores do quadril e o estabelecimento do equilíbrio entre os adutores e abdutores do quadril Massagem friccional transversa Correções posturais Luxação de Quadril Extremamente raro, já que o quadril é a articulação mais estável do corpo. Geralmente ocorre devido a traumas Pode ocorrer como consequência da luxação, necrose avascular, fratura e até denervação Quase sempre é posterior, com joelho e quadril em flexão. Reabilitação: 2 a 3 semanas – Imobilização inicial, reabilitação de coxa, joelho e tornozelo inclusas, exercícios isométricos e eletro estimulação neuromuscular Após 3 semanas – Exercícios isotônicos, livres do arco de dor e sem resistência, marcha com muleta até o paciente conseguir fazer a descarga de peso sem dor Após 6 semanas – Progressão para exercícios resistidos leves, multidirecionais e FNP 8 a 12 semanas – Alongamentos 12 semanas – progride para cadeia cinética fechada Testes Ortopédicos Coluna Cervical: Musculoesquelética Coluna Tóraco-Lombar: Musculoesquelética Testes de Ombro: