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Musculoesquelética 
 
 
Articulações 
ARTROLOGIA: Estudo da classificação, da 
estrutura e da função das articulações. 
 
DIARTROSE: Elo entre os ossos longos; São 
caracterizadas pela presença de uma capsula 
articular fibroelástica, preenchida pelo liquido 
sinovial (articulação sinovial) 
 
SINARTROSE: são as articulações fibrosas que 
se situam entre um osso e outro. Sua principal 
característica é a falta de mobilidade, pois elas são 
fixas. Exemplos dessa sarticulações são as 
presentes no crânio, dentes e maxilar. 
Articulação sinostótica: Unidas por tecido ósseo; 
Articulação sinocondral: Unidas por cartilagem 
hialina ou fibrocartilagem (placas epifisárias, 
costelas, esterno); 
Articulação sindesmótica: Unidas por membra 
interóssea (sínfise púbica, manubrioesternal) 
SINOVIAIS: São classificadas em cavidade 
articular, cartilagem articular, liquido sinovial, 
membrana sinovial e cápsula fibrosa 
Esferoidais: Se movimentam em 3 planos ( 
cabeça do fêmur e úmero) 
Trocóide: Girar em pivô, permite apenas rotações 
(umeroradial e atlantoaxial) 
Condilares: Superficie oval ou condilo, articula 
osso com osso (punho) 
Elipsoidais: Permitem movimentos em dois 
planos (radiocarpal e metacarpal) 
Planas: Duas superfícies planas que deslizam 
entre si (intermetatarsais e intercarpais) 
LIQUIDO SINOVIAL: Composto por proteínas e 
acido hialuronico 
Tecido Muscular 
Classificação funcional: 
 Voluntários 
 Involuntários 
Classificação estrututal: 
 Liso: Parede de órgãos internos 
 Estriado Esquelético: Unem as 
articulações e são inseridos nos óssis via 
tendões 
 Cardíaco: Músuclo do coração 
430 muscúlos no corpo 
75 fornecem a maioria dos moimentos e postura 
do corpo 
 MUSCULO ANTAGONISTA – se contrai para 
produzir o movimento desejado. 
MUSCULO ANTAGONISTA – se opõe ao 
movimento desejado, resistem ao movimento do 
antagonista, para que ocorra de modo coordenado 
e controlado. 
MUSUCULO SINERGISTA – são grupos 
musculares que trabalham juntos para produzir o 
movimento desejado, ajudam o antagonista. 
TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR 
ISOMÉTRICA: o músculo contrai para produzir 
tensão, mas não há alteração no seu comprimento, 
não ocorre movimento 
CONCENTRICA: o músculo diminiu o 
comprimento enquanto a tensão aumenta de modo 
a superar ou movimentar a carga (só é possível 
quando atravessam duas articulações) 
EXCENTRICA: a carga é maior do que a força 
musucular produzida e o músculo se alonga 
enquanto produz tensão. 
FIBRAS MUSUCLARES 
Existem fibras de contração rápida e fibras de 
contração lenta 
Musculoesquelética 
 
FIBRAS DE CONTRAÇÃO LENTA – TIPO I 
São fibras de oxidação lenta, mais resistentes a 
fadiga, estão associadas a ás atividades aeróbicas 
prolongadas, produzem força de longa tolerância.. 
Maior quantidade de mitocôndrias, mioglobina 
e vascularização. 
FIBRAS DE CONTRAÇÃO RAPIDA – TIPO 
II 
São capazes de produzir contrações potentes e 
rápidas, porém fadigam mais rápido, são uteis nas 
atividades de alta intensidade e curto prazo e 
envolvem o sistema anaeróbico, são capazes de 
produzir contrações vigorosas. 
Fibras do tipo IIa ou glicólicas de oxidação 
rápida: moderadamente resisetentes a fadiga 
Fibras do tipo IIb pu glicólicas rápidas: 
fadigam rapidamente e são consideradas as 
verdadeiras fibras de contração rápida. 
 
Cicatrização 
Lesão Primaria: 
Macrotraumáticas: Lesões agudas que 
ocasionam dor e incapacidade imediata. Ex.: 
fraturas, luxações, entorses, distensões, contusões. 
(caráter único) 
Microtraumáticas: Lesões por esforço repetitivo 
que resulta de sobrecarga repetitiva. Ex.: tendinite, 
tenossinovite, bursite. (caráter repetitivo) 
Processo de cicatrização: consiste na fase de 
resposta inflamatória, reparação fibroblástica 
(proliferativa) e na fase de amadurecimento e 
remodelação.. As fases vão se sobreponde e o 
processo de cicatrização é continuo. 
Fase de Inflamação: 
 Dor 
 Rubor 
 Calor 
 Edema 
 Perda de função 
A destruição tecidual produz lesão direta nas 
células dos diversos tecidos moles e resulta em 
alteração do metabolismo e liberação de matérias 
que desencadeiam resposta inflamatória e se 
caracteriza pelos sintomas supracitados. 
A função da fase inflamatória é fagocitar os 
subprodutos lesados (sangue, tecidos) 
REAÇÃO VASCULAR – Envolve espasmo 
vascular, formação de tampão plaquetário, 
coagulação sanguínea e crescimento de tecido 
fibroso. 
Resposta imediata ao dano: vasoconstrição 
MEDIADORES QUIMICOS: 
Histamina: Liberada dos mastócitos lesados 
ocasiona vasodilatação e aumento da 
permeabilidade celular 
Leucotaxina: Responsável pela marginação, na 
qual os leucócitos se depositam ao longo das 
paredes celulares, aumenta a permeabilidade 
celular local e formam exsudato. 
Necrosina: Responsável pela atividade fagocítica. 
FORMAÇÃO DE COÁGULOS 
Inicia de 2 a 4 dias após a lesão e tem como 
principal objetivo cessar o sangramento e retirar 
resíduos e células danificadas. 
INFLAMAÇÃO CRONICA 
Ocorre quando a resposta inflamatória aguda não 
elimina o agente nocivo nem restaura o tecido a 
seu estado fisiológico normal. 
Fase Proliferativa: 
Marcada por neovascularização, se inicia em torno 
do terceira dia após a lesão e pode durar de 4 a 6 
semas. 
Fase de Remodelamento: 
Musculoesquelética 
 
Processo que se realiza a longo prazo, essa fase se 
caracteriza por realinhamento de fibras de 
colágeno que formam tecido cicatricial de acordo 
com as froças elásticas as quais a cicatriz está 
sujeita 
Lesões ligamentares 
Entorse ligamentar: 3 graus de gravidade 
1º grau: ocorre estiramento ou ruptura das fibras 
ligamentares com pouca ou nenhuma instabilidade 
articular. Pode apresentar dor leve, pouco edema e 
rigidez articulas. 
2º grau: Certa ruptura e separação das fibras e 
instabilidade moderada, Apresenta dor moderada 
a forte, edema e rigidez articular. 
3º grau: Ruptura total do ligamente, manifestada 
principalmente pela granden instabilidade da 
articulação. Apresenta dor intensa, seguida por 
pouca ou nenhuma dor, em razão do rompimento 
das fibras nervosas. O edema pode ser profuso e a 
articulação tende a tornar-se rígida algumas horas 
após a lesão. 
 
Fraturas Ósseas 
 
São classificadas como expostas ou fechadas 
Redução primária e secundária: 
 
Fixação primária: com placas e parafusos, não 
há movimentos, sem calo ósseo. 
Fixação secundária: tratamento conservador com 
criação de calo ósseo, gesso, tala e fixadores 
externos. 
Lesões musculoesqueléticas 
Distensões musculares: super estiramento ou 
forçado a se contrair contra muita resistência 
excedendo os limites de extensibilidade ou das 
capaci dades elásticas. 
Distensão grau I: Algumas fibras musculares ou 
tendíneas são estiradas ou rompidas, apresenta dor 
SEM restrição de ADM. 
Distensão grau II: Algumas fibras musculares ou 
tendíneas são rompidas e a contração ativa do 
músculo é extremamente dolorosa. Há um 
desnível palpável e pode cursar com edema. 
Distensão grau III: Rompimento total das fibras 
musuculares no ventre do musculo, na região em 
que ele passa a ser tendão ou na inserção tendínea 
ao osso. Dor intensa inicial, porém, com rápida 
redução devida ao rompimento neural. Apresenta 
perda de função e edema, e necessita reparo 
cirúrgico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reabilitação do Ombro 
Musculoesquelética 
 
 
Ossos que compõe o ombro: 
 Úmero, Escápula e Clavícula. 
 
Músculos que compõe o ombro: 
 Bíceps 
 Romboides 
 Serrátil 
 Longo dorsal 
 Manguito Rotador 
 
Manguito Rotador: Infra e supraespinhal, 
subescapular e redondo menor. 
 
Supraespinhal: 
 Abdução da glenoumeral 
 Estabilização da cabeça do úmero na 
glenóide 
Infraespinhal: 
 Rotação externa da glenoumeral 
 Estabilização da cabeça do úmero na 
glenóide 
Subescapular: 
 ÚNICO músculo do manguito que realiza 
a rotaçãointerna da gleumeral 
 Estabilização da cabeça do úmero na 
glenóide 
Redondo Menor: 
 Rotação externa da glenoumeral 
 Estabilização do úmero na glenóide 
 
 
 
 
Articulações do Ombro: 
 
3 verdadeiras: 
 Gleumeral 
 Acromioclavicular 
 Esternoclavicular 
2 funcionais: 
 Escapulotoracica 
 Bicipital 
 
Glenoumeral 
 
 
 
 
 
 A cabeça do úmero é maior que a cavidade 
glenóide 
 A base de contato é pequena, durante a 
elevação apenas 25% da cabeça do úmero 
fica em contato com a glenóide 
 Estabilidade estática: lábio glenóide e 
ligamentos capsulares 
 Estabilidade dinâmica: deltoide e 
manguito rotador 
 
 
Esternoclavicular 
Musculoesquelética 
 
 
 Única ligação direta de osso do tronco com 
osso apendicular 
 Existe um disco entre o esterno e o 
manúbrio 
 Articulação triaxial (3 planos de 
movimento). 
Ligamentos: 
 Esternoclavicular anterior e posterior: 
Evita deslocamento superior 
 Interescapular: Evita deslocamento lateral 
das clavículas 
 Costoclavicular: Evita o deslocamento 
lateral e superior 
 
 
Acromioclavicular 
 
 Possui disco 
 Formada por porção anterior, posterior, 
superior e inferior. 
 
Escapulotorácica 
 
 Articulação funcional 
 Proporciona uma base sobre a qual uma 
articulação altamente móvel pode atuar 
 
 
Biomecânica do Ombro 
Ação muscular durante a abdução 
1º fase – 0º a 90º = deltoide e supraespinhal 
2º fase – 90º a 150º = trapézio e serrátil 
anterior 
3º fase – 150º a 180º = músculos espinhais 
lado contrário 
 
EQUILIBRIO ESTÁTICO VS DINAMICO 
 
Estático 
 Ligamentos 
 Labrum: Lábio glenoidal aumenta a área 
de contato entre a cavidade glenoide e o 
úmero. 
 Ligamento glenoumeral inferior 
(tensionado em adu e ext e RE): 
Limitador importante contra luxação 
anterior e estabilizador mais importante 
em indivíduos que realizam movimentos 
amplos acimda da cabeça. 
Musculoesquelética 
 
 
Dinâmicos: 
 Ligamentos + músculos 
 Músculos: Biceps, deltoide, redondo 
maior, coracobraquial e manguito rotador. 
 Coaptação da cabeça do úmero: bíceps e 
manguito rotador controlam a posição e 
evitam o deslocamento excessivo ou a 
translação da cabeça umeral em relação á 
posição da glenóide. 
 
 
Ritmo escapuloumeral 
Movimento da escápula em relação ao movimento 
do úmero, ao longo de toda amplitude de abdução. 
1. Durante a elevação do úmero até 30º não 
movimento da escapula (fase de 
preparação) 
 
2. De 30º a 90º, a escápula abduz e faz 
rotação para cima, na razão de 1 para cada 
2 de elevação umeral. 
 
 
3. De 90º até abdução total, a escápula abduz 
e faz rotação para cima na razão de 1 para 
cada 1 de elevação umeral. 
 
 
Principais Patologias e Tratamentos 
Luxações/instabilidades glenoumarais 
Luxação glenoumaral anterior: A cabeça do úmero 
é forçada para fora de sua capsula anterior 
passando o lábio glenoidal e para baixo, abaixo do 
processo coracóide. 
Pode ocorrer devido impacto direto na região 
posterior do ombro 
O mecanismo mais comum é a abdução 
forçada, a rotação lateral e a extensão (o que 
força a cabeça do úmero para fora da cavidade 
glenóide) 
 
 
Lesão de Hill-Sachs: Lesão latero-posterior da 
cabeça do úmero. 
Lesão de Bankart: Lesão anterior permanente 
no lábio glenoidal. 
 
 
TRATAMENTO 
 
Fase 1 – Imobilização com tipóia 
Tempo: Até 3 semanas 
Objetivos: 
 Limitar processo inflamatório 
 Diminuir a dor e retardar a atrofia 
muscular 
Exercícios: 
 ADM passivo 
Musculoesquelética 
 
 Mobilização articular de grau leve 
 Exercícios isomtericos 
 Evitar posições elevadas do membro 
superior que colocam a estabilidade em 
risco 
 
Fase 2 – Após remoção da tipóia 
Tempo: De três a oito semanas após a lesão 
Objetivos: 
 Limitar processo inflamatório 
 Reduzir dor 
 Retardar atrofia muscular 
Exercícios: 
 Exercicios ativo-assistido 
 FNP 
 Enfase em estabilizadores escapulares 
 
Fase 3 – 6 a 12 semanas 
Objetivo: 
 Restaurar força e controle neuromuscular 
Exercícios: 
 Alongamentos profiláticos 
 Exercícios para escapula e manguito 
rotador devem salientar força e resistência 
 Exercícios de sustentação de peso e 
estabilização 
 
Fase 4 – progressão funcional 
 Devolver o paciente ao seu esporte 
especifico. 
 Aumentando a demanda de resistência e 
estabilidade 
 
 
Síndrome do impacto do ombro 
Compressão mecânica do tendão do musculo 
supraespinhal, da bolsa subacromial e da cabeça 
longa do tendão do bíceps (arco coracobraquial) 
Formas de acrômios: 
Tipo 1 – plano 
Tipo 2 – curvado 
Tipo 3 – gancho (70% maior incidência) 
 
Capsulite Adesiva (ombro congelado) 
Causas: 
 Primária: Idiopatica 
 Secundária: Traumas, transtornos 
articulares, problemas cervicais, etc. 
Fase aguda – alivio da dor, mobilização articular 
leve 
Fase sub-aguda – ADM, fortalecimento 
isométrico, alongamento, FNP 
Fase crônica – Fortalecimento progressivo 
 
Reabilitação do cotovelo, punho e dedos: 
 
Ossos: Úmero, ulna e rádio 
Articulações: Umero-ulnar, umerorradial, 
radioulnar proximal 
 
Síndrome do túnel cubital – Parestesia medial do 
antebraço e do dedo mínimo e metade medial do 
dedo anelar (5 e 4 dedos) 
 
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) – 
Ocorre por micro trauma repetitivo que resulta na 
Musculoesquelética 
 
sobrecarga concêntrica ou excêntrica dos 
extensores e supinadores do punho, mais 
comumente o extensor radial curto do carpo 
Geralmente resulta da hiperextensão repetida e 
vigorosa do punho 
Dor lateral do cotovelo 
 
 
TRATAMENTO 
1. Modificar a mecânica errada para 
minimizar o estresse repetitivo; 
 
2. Medidas para reduzir a inflamação e a dor: 
repouso, restringir atividades, crioterapia, 
eletroterapia, ultrassom; 
 
 
3. Se for constatado dor crônica deve-se 
começar um tratamento focado em gerar 
uma reinstalação de inflamação (dry 
needling ou massagem de fricção 
transversa) 
 
4. Exercícios de força submáxima 
respeitando o limite da dor do paciente. 
 
Epicondilite medial (cotovelo de golfista) – 
Resultado de microtrauma repetitivo do musculo 
pronador redondo e do musculo flexor radial do 
cardpo durante a pronação e flexão do punho 
Dor na região medial do cotovelo 
 
Síndrome do túnel do carpo – Compressão do 
nervo mediano do punho 
Tunel do carpo: osso carpais e ligamento 
transverso do carpo 
Passam por ele: flexor superficial dos dedos, 
flexor profundo dos dedos, flexor longo dos 
dedos, flexor longo do polegar, nervo mediano e 
artéria mediana. 
NO CASO DOS TENDÕES INFLAMAREM: 
Reduz o espaço interno do túnel do carpo e o 
nervo é comprimido 
A flexão e extensão excessivas do punho também 
aumentam a pressão nessa região 
SINTOMAS: 
Dormência, formigamento no polegar na metade 
radial do anular, dor ou problemas de sono e 
imprecisão de movimentos ou enfraquecimento da 
mão. 
DIAGNÓSTICO: 
História clinica, teste de phalen, sinal de tinel, 
estudos de condução nervosa, pressão direta sobre 
o túnel do carpo e eletromiografia. 
TRATAMENTO: 
Tratamento inicial: tala noturna, AINE e analgesia 
(aqui entra a fisioterapia com eletro) 
Tratamento médio e longo prazo: ADM, 
reabilitação funcional (força, velocidade, 
pliometria no limete da dor) 
Tenossinovite/tendinite de DeQuervain – 
Inflamação no primeiro compartimento dorsal que 
afeta o adutor longo do polegar e o extensor curto 
do polegar. 
DIAGNÓSTICO: teste de finklestais, de flexão 
passiva do polegar para a palma da mão, com o 
desvio ulnar passivo do punho, positivo para dor. 
 
Musculoesquelética 
 
 
 
Mão em garra: O nervo ulnar é lesado em 
qualquer região do seu trajeto e então há perda da 
sensibilidade da sua região de inervação e a 
deformidade conhecida como “mão em garra” 
 
OBS.: Os dois últimos dedos ficam em extenxão, 
ou seja, eles que são os dedos lesados, os dois 
primeiros fazemos movimentos. 
 
Mão em benção: Lesão do nervo mediano 
 
Punho caído: Lesão do nervo radial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEFORMIDADES EM DEDOS 
Dedo em martelo – avulsão do tendão extensor 
terminal (Interfalangeana distal) 
 
 
Musculoesquelética 
 
Deformidade em botoeira – Flexão da 
articulação IFP e a hiperextensão da IFD e da 
metacarpofalangeana 
 
 
Dedo em gatilho – Tenossinovite estenosante dos 
flexores dos dedos 
Caracterizada pela dor no trajeto dos tendõs 
flexores, associada a dificuldade ou travamento do 
movimento dos dedos ou polegar. 
OBS.: Paciente ao realizar extensão do dedo 
apresenta um ressalto semelhante ao disparo de 
um gatilho. 
 
 
Dedo em jérsei – Incapacidade de flexionar o 
dedo 
Avulsão do tendão flexor profundo, ocorre 
comumente durante atividades físicas, em situação 
nas quais a articulação interfalangeana distal é 
ativamente fletida em extensão. 
 
 
 
Reabilitação do Joelho 
 
Ações dos músculos na articulação do joelho 
Isquiotibiais Flexão 
Quadriceps Extensão 
Sartório Flexão e Rotação 
medial 
 
 Articulação em dobradiça que realiza 
flexão/extensão; 
 
 A patela aumenta o braço de alavanca do 
quadríceps, resultando em maior força 
para o movimento de extensão. 
 
Principais Lesões envolvendo a articulação do 
Joelho: 
 Lesões ligamentares 
LCA 
LCP 
LCM 
LCA 
 
 Lesões meniscais 
Meniscos 
 
 Lesões tendineas 
Tendinite patelar 
Tendinite na pata de ganso 
 
 Condromalácia 
Cartilagem 
Musculoesquelética 
 
 
 Sindorme patelofemoral 
Envolvida com os músculos 
 
 Osgood Shilater 
 
 Osteoartrose/osteoartrite 
 
Lesões ligamentares 
Obs.: Todas as lesões ligamentares podem ser 
tratadas de forma conservadora ou cirúrgica, 
dependendo da extensão da lesão. 
 
LCA 
 Mais comum em atletas 
 Causas: desaceleração brusca ou mudança 
de direção 
 Sinais e sintomas: Dor e edema, falseio. 
 
Tratamento LCA cirúrgico: 
POI (pós operatório imediato): Imobilidade a 0º 
por 24h 
0 a 4 semanas: Redução de edema, manutenção 
da mobilidade do joelho e patela, extensão 
completa 0º e flexão a 90º. 
Atenção: A extensão completa a 0º é um 
importante marco na reabilitação de LCA e 
acontece nas primeiras 4 semanas. 
4 a 12 semanas: ADM completa, ganho de força 
e trofismo, marcha próximo ao normal. 
Atenção: de 6 a 8 semanas o fortalecimento tem 
maior ênfase. 
Após 12 semanas: Fortalecimento e retorno 
funcional 
 
LCP 
 Causas: hiperextensão por trauma direto 
sobre a tíbia associada a varo ou valgo 
(hiperextensão do joelho) 
 Sinais e sintomas: dor, edema, falseios, 
inibição do quadríceps, dor atrás do joelho. 
 
Tratamento LCP conversador: 
O foco do tratamento é o fortalecimento de 
quadríceps (que ajuda a reduzir a translação tibial 
posterior) e a restauração da ADM 
Após 6 a 8 semanas inicia-se o fortalecimento 
dos isquiotibiais. 
Atenção: O fortalecimento precoce dessa 
musculatura pode causar estresse no LCP, 
qualquer movimento que cause estresse 
ligamentar deve ser evitado. 
Se a lesão for parcial é necessário ter cautela nos 
exercícios de ADM, a flexão so pode ser realizada 
até 90º 
Em caso de tratamento cirúrgico: Necessário ter 
cautela durante da flexão (>60º) principalmente 
nas 3 semanas inicias, sempre respeitando as fases 
de cicatrização e a evolução do paciente. 
 
LCL e LCM 
 Dificilmente precisa de tratamento 
cirúrgico 
Primeiras 72h: repouso, gelo, compressão e 
elevação 
 Também utiliza-se órtese que impeça os 
movimentos rotacionais, evitando o 
estresse em valgo ou varo 
 A carga sobre o membro poder ser 
realizada, desde que o paciente não tenha 
dor significativa e que tenha proteção 
contra os movimentos rotacionais (valgo e 
varo) 
 
Musculoesquelética 
 
Condromalácia patelar 
É uma patologia degenerativa da cartilagem 
articular (hialina) da superfície posterior da patela, 
que produz desconfirto e dor difusa na região 
anterior da patela. 
Piora com contração excêntrica e sentar 
prolongado mantendo joelho flexionado (sinal de 
cinema) 
Sinais e sintomas: edema, crepitações, falseios e 
bloqueio. 
Evolui para um quadro grave e incapacitante do 
joelho (osteoartrose) se não tratada precocemente. 
Fatores predisponentes: falhas biomecânicas, 
tensão dos tecidos moles, desequilíbrio muscular 
(razão agonista-antagonista), alterações 
biomecânicas que resultam em sobrecarga.. 
Tratamento fisioterapêutico: Flexibilidade ou 
força na remoção de quaisquer desequilíbrios 
musculares de acordo com a causa que levou a 
condromalácia patelar, o objetivo é remover o 
fator de causa. 
Ps.: Se não obtiver resultados necessita 
intervenção cirúrgica. 
 
Síndrome da Dor Patelofemoral (SPF) 
Sinais e sintomas: 
 Dor difusa na região anterior do joelho 
(retropatelar, peripatelar); 
 Piora com contração excêntrica; 
 Piora com o sentar prolongado com joelho 
flexionado (sinal de cinema), subir 
escadas, ajoelhar-se; 
 Edema, crepitação e falseio; 
 Dor na amplitude final da flexão do joelho; 
 Dor a palpação especialmente com a 
compressão da patela. 
Fatores predisponentes da SPF: 
acrescentar 
Tratamento da SPF: 
 Reeducação do vasto medial oblíquo 
(biofeedback, tapping) 
 Alongamentos 
 Fortalecimento 
 Estabilidade articular 
 Bandagens 
 Meios físicos (crioterapia, US, laser, FES) 
 Palmilhas 
 Reeducação postural 
 
Tendinite Patelar 
Principal causa: Overuse por sobrecarga 
excentrica durante a desaceleração 
Tratamento: Conservador, eletroterapia, 
fortalecimento, alongamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tendinite na Pata de Ganso 
Quais músculos compõe a pata de ganso? 
SARTÓRIO – SEMITENDINOSO – GRÁCIL 
Musculoesquelética 
 
 
 
Síndrome de Osgood Schlatter 
Apofisite de tração que corre com crianças no 
período de estirão 
Sinais e sintomas: aumento da tuberosidade da 
tíbia, dor, calor, edema e aumento da 
sensibilidade. 
Tratamento: conservador: alongamento de 
isquiotibiais e fortalecimento de quadríceps, 
redução da dor e inflamação. 
 
Osteoartrose/Osteoartrite 
Condição que afeta a articulação tibiofemoral 
(lateral e medial) e a articulação patelofemoral. 
Pode evoluir para a incapacidade funcional do 
joeljo, sendo necessário tratamento cirúrgico 
(artroplastia de joelho) 
Sinais e sintomas: 
 Dor ao repouso e aos movimentos com 
sobrecarga de peso, 
 Fraqueza muscular 
 Perda de movimento 
Tratamento conservador: 
 Analgesia 
 Fortalecimento muscular 
 Exercícios proprioceptivos 
 Perda de peso (uma vez que essa patologia 
geralmente esta associada à obesidade) 
 Reeducação do paciente 
 Correções posturais 
Atenção: Necessário ter cuidado com a 
intensidade/sobrecarga dos exercícios isotônicos e 
isocinéticos, pois eles podem aumentar a 
compressão patelar, agravando o quadro do 
paciente. 
 
Artroplastia total de joelho (ATJ) – 
Substituição da articulação do joelho por uma 
prótese, ultima medida após um tratamento 
conservador não surtir efeito. 
Busca corrigir a linha articular, restaurar perdas 
ósseas e dar estabilidade para que ocorra o 
movimento adequado de flexão e extensão do 
joelho. 
A fisioterapia inicia-se já no 1º dia pós-operatório. 
Condutas: 
 Controle de dor e edema 
 Ganho de ADM em extensão e flexão 
 Ganho de força global, sobretudo 
quadríceps 
 Equilíbrio (estático e dinâmico) 
 Treino de marcha 
 
 
 
 
 
 
Quadril 
Anatomia óssea 
Musculoesquelética 
 
 
A pelve é formada por dois óssos coxais 
(inonimados): sacro e cóccix, 
Os dois ossos coxais são resultado da fusão dos 
ossos: ILIO, ISQUIO e PÚBIS 
O complexo da pelve e quadril envolvem os 
ossos: ílio, ísquio, púbis, sacro, cóccix e fêmur. 
 
Articulações do quadril 
 
1. Articulação Sacrilíaca 
2. Articulação Lombossacral 
3. Articulação Coxofemoral (quadril) 
4. Articulação Sacrococcígena 
5. Sínfise PúbicaMovimentos do quadril 
Anteroversão – Inclinação anterior da pelve 
Retroversão – inclinação posterior da pelve 
Inclinação – Movimento lateral 
Nutação – Movimento do sacro para trás e para 
cima 
Contranutação – Movimento do sacro para trás e 
para cima 
 
Biomecânica do quadril 
 É uma articulação muito estável 
 É uma articulação SINOVIAL ESFÉRICA 
 Permite 3 graus de liberdade 
Ângulo de inclinação (120º - 130) – Formado pelo 
colo do fêmur e a diáfise femoral no plano frontal 
Obs.: Quanto menor for este ângulo, maior será a 
carga do peso do corpo sobre o colo do fêmur e 
menor será a efetividade dos abdutores de quadril. 
 
Ângulo de torção (15º - 25) – Ocorre no plano 
transverso entre o colo e a diáfase, o aumento 
desse ângulo provoca uma anteroversão, já a 
diminuição provoca uma retroversão pélvica. 
Ações dos Músculos na articulação do quadril 
Ilíaco Flexão de quadril 
(principal) 
Psoas maior Flexão de quadril 
Sartório Flexão de quadril 
Reto femoral Flexão de quadril 
Pectineo Adução 
Grácil Adução 
Adutor longo Adução 
Adutor curto Adução 
 
 
Glúteo Máximo Extensão, RE e 
Abdução 
Musculoesquelética 
 
Glúteo Médio Abdução e RI 
Glúteo Mínimo Abdução e RI 
Tensor da fáscia lata Abdução, Flexão e RI 
Piriforme RE 
Gêmeos inferior e 
superior 
RE 
Isquitibiais Extensão 
 
 
Principais Patologias da articulação do 
Quadril 
1. Doença de Leg Calvé-Perthes 
2. Osteoartrose/osteoartrite de quadril 
3. Artroplastia total de quadril (ATQ) 
4. Ruptura labial acetabular 
5. Pubalgia 
6. Sindrome do Piriforme 
7. Bursite trocantérica 
8. Luxação dde quadril 
 
Doença de Leg Calvé-Perthes 
 Necrose avascular da cabeça do fêmur 
 Forma juvenil da osteonecrose idiopática 
 Geralmente ocorre entre 2 a 16 anos de 
idade, sendo o pico aos 6 anos. 
 Possui maior incidência do sxo masculino 
Quadro clínico: dor, perda de ADM, claudicação 
(perda de flexão, RE e abdução) 
 
Diagnóstico: Quadro clinico (características: 
idade, redução da ADM, dor, claudicação) e Raio-
X 
Tratamento Conservador: Evitar luxação 
(manter RI e adução = menos impacto e maior 
coaptação) 
 
Osteoartrose/Osteoartrite 
Perda focal de cartilagem com reação óssea 
subcondral 
 
No RX, achamos redução do espaço articular, 
osteofitos e esclerose do osso subcondral. 
Inicialmente há uma redução de RI, abdução e 
flexão de quadril. 
Cronicamente pode afetar outras articulações. 
Pode evoluir para cirurgia = Artroplastia Total de 
Quadril (ATQ) 
Tratamento: Ênfase em fortalecimento com foco 
em evitar luxação (fortalecer sem impacto) 
Exemplos: Hidroterapia, exercícios em cadeia 
cinética fechada. 
 
Artroplastia Total de Quadril (ATQ) 
Resultante de lesões graves com uma clinica 
exacerbada (necrose avascular de cabeça do 
fêmur, osteartrose, AO reumatoide) em que a 
doença leva a dor contínua, inclusive em repouso. 
Substituição da fosse do acetábulo e da cabeça do 
fêmur 
Musculoesquelética 
 
Podendo ser de 3 tipos de abordagem: 
 Antero lateral 
 Lateral direita 
 Posterolateral 
Principal complicação pós-cirúrgica: Luxação 
do quadril protético 
Posicionamento: Almmofada ou coxim 
posicionado entre as pernas 
Contraindicações: Adução, Rotacão interna, 
Flexão além de 90º, por pelo menos 6 semanas. 
Condutas fisioterapêuticas: 
1º dia – Exercícios no leito 
2º e 3º dia – Sedestação beira-leito e descarga de 
peso com apoio apenas em ante-pé com andador 
ou muletas 
4º e 5º dia – Orientação para casa 
Fases e intervenções 
Fase 1 – 24 horas a 7 dias 
Objetivos: Evitar complicações pós cirúrgicas 
(TVP, infecção, embolia pulmonar, efeitos 
nocivos da imobilidade), diminuir dor, orientar 
paciente. 
Intervenções: Exercícios de resistência para 
extremidades não envolvidas, bombas de 
tornozelo, exercícios de respiração profunda e 
tosse, treinamento de transferência e instruir o 
paciente sobre a mobilidade na cama (1º dia) 
Treinamento de marcha com muletas ou andador 
(após 2º dia) 
A sustentação de peso no membro envolvido vai 
depender do tipo de prótese (cimentada ou não 
cimentada): 
 Não cimentada só aguenta 10% do peso 
corporal 
 A cimentada, dependendo da indicação do 
cirurgião, pode ter descarga de peso 
imediata com auxilio de andador. 
 
Fase 2 – 2 a 8 semanas 
Objetivos: Diminuir dor, estabelecer ADM do 
quadril em 70º a 90º de flexão, obter 
independência em todas as transferências, 
melhorar a força muscular da perna envolvida, 
atingir um padrão normal da marcha ao utilizar 
bengala. 
Intervenções: 
 Exercícios de flexibilidade dentro da 
restrição da ADM do quadril 
 Alongamentos dos músculos isquiotibiais, 
quadríceps, gastrocnêmico, sóleo e 
iliopsoas 
 Terapia manual 
 Treino de equilíbrio 
 Treino de marcha (respeitando a evolução 
do paciente) 
 
Fase 3 – após 9 semanas 
Objetivos: Estabelecer ADM do quadil em 90º de 
flexão, atingir independência para locomoção sem 
disfunções de marcha, melhorar equilíbrio e 
propriocepção, obter independência funcional. 
Intervenções: Progressão dos exercícios das fases 
1 e 2 
Relembrando: 
A descarga de peso depende da fixação da prótese 
utilizada (cimentada ou não cimentada) 
Alguns autores defendem que nas próteses NÃO 
CIMENTADAS deve-se manter o APOIO 
MÍNIMO (encostar de dedos) por cerca de 20 a 
30 dias. 
Musculoesquelética 
 
Após esse período é permitido 30% de apoio nos 
próximos 30 dias, e a descarga de peso irá 
aumentar gradativamente. 
Nas próteses CIMENTADAS a descarga de peso 
pode ser IMEDIATA, protegida por muletas ou 
andador incialmente, e progredindo de acordo 
com a evolução de cada paciente. 
 
Ruptura Labial Acetabular 
 
Causas: 
 Trauma direto, geralmente ligado a 
atividades esportivas e certos movimentos 
do quadril (torção e giro). 
 Giro de quadril em pessoas jovens, 
geralmente com o quadril em 
hiperextensão com uma força em rotação 
externa. 
 Displasia 
 Idiopática 
Sinais e sintomas: 
 Dor na virilha, glúteo e região trocanterica; 
 Presença de estalido, sensação de 
travamento; 
 Dor aos movimentos de flexão, adução e 
rotação interna da articulação do quadril 
(indica ruptura do lábio antero superior); 
 Hiperextensão, abdução e rotação externa. 
Tratamento conservador: Repouso, 
imobilização, com posterior descarga de peso 
parcial 
Tratamento cirúrgico: Artrotomia e artroscopia 
 
Fases e Intervenções 
Fase 1 – 1 a 7 dias 
 Sustentação de peso até a tolerância com 
muletas 
 Exercícios isométricos para quadríceps e 
glúteos 
 Abdução, adução, flexão e tensão de pé, 
em cadeia cinética aberta sem resistência 
 Evitar apenas elevação do quadril com a 
perna reta 
 Deslocamento de peso 
 Exercícios de equilíbrio 
Fase 2 – 2 a 3 semanas 
 Avançar sem muletas e normalizar a 
marcha 
 Evoluir exercícios de ADM 
 Bicicleta ergométrica, se tolerado 
 Exercícios leves isotônicos 
Fase 3 – 4 a 6 semanas 
 Continua exercícios de flexibilidade 
 Exercícios de fortalecimento muscular de 
acordo com a evolução 
 Evoluir para cadeia cinética fechada 
também 
 Iniciar atividades funcionais 
 
Pubalgia 
É uma dor na região do tubérculo púbico e nas 
estruturas inseridas no osso púbico 
Musculoesquelética 
 
 
Causa frequente = TRILOGIA INFELIZ 
1. Músculos abdominais fracos 
2. Hiperlordose lombar 
3. Adutores fortes 
Frequentemente se caracteriza como pubalgia 
crônica 
É mais comum em homens, devido à anatomia 
pélvica.. 
 
Síndrome do Piriforme 
Anormalidade anatômica do musculo piriforme e 
do nervo isquiático (ciático) 
Resulta em irritação do nervo isquiático causando 
dores nos glúteos e nos músculos isquitibiais 
Causas: 
 Hipertrofia do musculo piriforme 
 Mulheres são mais afetadas (devido 
anatomia diferenciada) 
 Trauma na região sacroilíaca 
 Contratura de flexão do quadril 
 Inflamação e espasmo do piriforme 
Achados clínicos: Historia de trauma nas regiões sacroiliaca 
e glútea; 
 Dor na região a articulação sacroiliaca, 
incisura isquiática maior e musculo 
piriforme; 
 Exacerbação aguda de dor causada pela 
inclinação do tronco ou levantamento de 
peso 
 Feixe muscular denso, sensível à palpação, 
sobre o musculo pririforme no lado 
afetado; 
 Elevação da perna reta positiva (teste de 
laseggue) – dor na incisura isquiática 
 Sinal de freiberg – dor com rotação 
interna do quadril passiva 
 Atrofia glútea (mais tardio) 
 Dor e franqueza associada a abdução 
resistida e rotação externa (sinal de pace) 
 Espasmo muscular local e palpável do 
obturador interno ou do piriforme (mais 
difícil de palpar) 
 Exame neurológico geralmente normal 
 
Tratamento: 
Varia de acordo com a causa 
 
 
Bursite Trocantérica 
É o nome dado a inflamação de qualquer uma das 
bolsas trocantéricas, elas ficam inflamadas por 
meio de fricção ou trauma direto 
Achados clínicos: 
 Dor na região do quadril (mais lateral), 
podendo irradiar para o joelho e parte 
inferior da perna 
 Dor a palpação ou ao alongamento do trato 
ilitibial sobre o trocanter 
 Dor na abdução, extensão ou rotação 
interna resistidas do quadril 
 Rigidez dos adutores do quadril, 
aumentando o estresse na bolsa 
trocantérica 
 Dor piora a noite (quando o paciente deita 
sobre o lado acometido) 
 Dor após corridas ou longas caminhadas 
Musculoesquelética 
 
Etiologia: Tensão da banda ilitibial (fascia lata), 
levantamento persistente quando sentado: excesso 
de ação do musuculo glúteo máximo, aumento do 
ângulo Q ou marcha cruzada 
Tratamento: 
 Eletrotermofototerapia 
 Liberação miofascial 
 Alongamento da fáscia lata e trato 
iliotibial 
 Melhorar a flexibilidade dos rotadores 
externos, quadríceps e flexores do quadril 
 Fortalecimento dos abdutores do quadril e 
o estabelecimento do equilíbrio entre os 
adutores e abdutores do quadril 
 Massagem friccional transversa 
 Correções posturais 
 
Luxação de Quadril 
Extremamente raro, já que o quadril é a 
articulação mais estável do corpo. 
 Geralmente ocorre devido a traumas 
 Pode ocorrer como consequência da 
luxação, necrose avascular, fratura e até 
denervação 
 Quase sempre é posterior, com joelho e 
quadril em flexão. 
Reabilitação: 
2 a 3 semanas – Imobilização inicial, reabilitação 
de coxa, joelho e tornozelo inclusas, exercícios 
isométricos e eletro estimulação neuromuscular 
Após 3 semanas – Exercícios isotônicos, livres do 
arco de dor e sem resistência, marcha com muleta 
até o paciente conseguir fazer a descarga de peso 
sem dor 
Após 6 semanas – Progressão para exercícios 
resistidos leves, multidirecionais e FNP 
8 a 12 semanas – Alongamentos 
12 semanas – progride para cadeia cinética 
fechada 
 
 
Testes Ortopédicos 
Coluna Cervical: 
 
 
 
Musculoesquelética 
 
 
Coluna Tóraco-Lombar: 
 
 
 
 
 
 
 
Musculoesquelética 
 
 
 
 
 
 
 
Testes de Ombro:

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