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FACULDADES INTEGRADAS DO VALE DO IVAÍ
ANA PAULA DA SILVA HORT
FRANCIELLE APARECIDA DIAS FORNÉR
CONTABILIDADE RURAL
Estudo de Caso aplicado a gestão do agronegócio 
IVAIPORÃ/PR
2019
ANA PAULA DA SILVA HORT
FRANCIELLE APARECIDA DIAS FORNÉR
CONTABILIDADE RURAL
Estudo de Caso aplicado a gestão do agronegócio
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado como parte dos requisitos para obtenção parcial do grau de bacharel em Ciências Contábeis da Univale – Faculdades Integradas do Vale do Ivaí.
Orientador: Prof°. William Vila Real Lopes.
IVAIPORÃ/PR
2019
ANA PAULA DA SILVA HORT
FRANCIELLE APARECIDA DIAS FORNÉR
CONTABILIDADE RURAL
Estudo de Caso aplicado a gestão do agronegócio
Projeto de Conclusão de Curso, apresentado como parte dos requisitos para obtenção parcial do grau de bacharel em Ciências Contábeis da Univale – Faculdades Integradas do Vale do Ivaí, sob apreciação da seguinte banca examinadora:
Aprovado em ____/____/____
________________________________
JULIO CESAR DA SILVA (UNIVALE)
________________________________
LUCIMAR PIANCA (UNIVALE)
_________________________________
WILLIAM VILA REAL LOPES (UNIVALE)
AGRADECIMENTOS
Primeiramente а Deus qυе permitiu qυе tudo isso acontecesse ао longo da minha vida, е não somente nestes anos como universitária, mas que em todos os momentos é o maior mestre qυе alguém pode conhecer.
À Instituição pelo ambiente criativo е amigável qυе proporciona.
Ao meu orientador William Vila Real Lopes pelo suporte no tempo qυе lhe coube, pelas suas correções е incentivos.
Aos meus pais Marcos e Silvane que sempre estiveram ao meu lado com amor, me incentivando, apoiando ao longo de toda a minha trajetória.
Ao meu namorado Edson Lucas por todo o apoio, compreensão e paciência demonstrada durante o período do projeto. Que acima de tudo é um grande amigo, sempre presente nos momentos difíceis com uma palavra de incentivo.
Ao meu irmão e meus amigos obrigado por todas as vezes que estiveram ao meu lado com todo o carinho. E a todos que participaram direta ou indiretamente da minha vida acadêmica, minha eterna gratidão!
Francielle Aparecida Dias Fornér
AGRADECIMENTOS
A Deus por ter me dado saúde, sabedoria e força para superar as dificuldades.
Ao corpo docente, à direção e toda à equipe responsável pela administração desta Instituição de Ensino, das quais estiveram presentes no caminhar deste curso. 
Aos professores do curso de Ciências Contábeis, que através dos seus ensinamentos permitiram que pudesse hoje estar concluindo esse trabalho. 
Aos meus familiares, namorado e amigos que me incentivou e me apoiou desde o início dessa faculdade. 
Ao nosso orientador William Vila Real Lopes pela sua atenção e disposição para auxiliar no desenvolvimento deste trabalho, do qual sempre nos deu suporte, incentivou e apoiou durante as orientações.
Agradeço a todos os indivíduos que de alguma forma fizeram parte da minha formação, o meu muito obrigado. 
Ana Paula da Silva Hort
RESUMO
Atualmente na agricultura vem ocorrendo diversas mudanças tanto por consequências climáticas, quanto na área tecnológica, este trabalho tem como objetivo mostrar a importância da agricultura para o desenvolvimento da sociedade e analisar os custos e despesas no cultivo da soja em uma propriedade. Dentre vários assuntos abordados, o Custeio agrícola é mostrado como uma ferramenta fundamental para avaliação precisa e segura com relação a aquisição de insumos, tratos culturais até a colheita. A finalidade foi buscar conhecimento na área da contabilidade rural, pois esse setor é ainda pouco estudado pela área contábil. Diante do método do estudo de caso realizado em uma propriedade situada no município de Faxinal e Jardim Alegre, buscou-se fazer o levantamento da safra de soja no período de 2018/2019 e analisar os custos e despesas para assim apurar o resultado da safra. Para obter boa produtividade, além do uso de recursos tecnológicos, é necessário que o produtor mantenha atenção e monitoramento constante da atividade, dependendo inclusive, de outros fatores, como climático e mercadológico, pois nesta atividade o preço de venda não é definido pelo produtor, cabe a ele definir estratégias para obter lucratividade, utilizando informações precisas quanto aos gastos da produção agrícola. Por estes motivos, o presente trabalho trata de um sistema de custo para a propriedade em estudo e a importância da utilização destas informações como ferramenta para a gestão da propriedade, com isso o produtor terá conhecimento dos custos gerados e de quais elementos tem maior representatividade no processo produtivo.
Palavras-chave: Custeio. Custos agrícolas. Gestão do agronegócio. Contabilidade rural.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
CRC	Conselho Regional de Contabilidade
CFC	Conselho Federal de Contabilidade
SE	Sociedade Empresaria
EIRELI	Empresa Individual de Responsabilidade Limitada
IR	Imposto de Renda	
FUNRURAL	Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural
ITR	Imposto Territorial Rural
IRPF	Imposto de Renda de Pessoa Física
RFB	Receita Federal do Brasil	
LISTA DE QUADROS
QUADRO 01	Mão-de-obra direta...................................................................	29
QUADRO 02		
QUADRO 03		
QUADRO 04
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
Neste capítulo foi abordado os itens que serviram de base para a elaboração do trabalho, tais como justificativa, objetivos e delimitação do estudo.
1.1 JUSTIFICATIVA
A escolha pelo tema foi baseada na necessidade do gestor em controlar seus custos no processo do cultivo da soja, com o intuito de obter resultados positivos no retorno de seus investimentos na propriedade. Segundo o IBGE nos últimos 20 anos, o crescimento anual da produção de soja no Brasil foi de 3,5 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 13,4% a cada ano. A produção brasileira saltou, na safra de 1996/1997, de 26 milhões de toneladas para 95 milhões de toneladas, na safra 2015/2016, demonstrando que o gestor necessita de ferramentas para gerenciar sua produção.
Nesse contexto, o objeto é demonstrar que o gestor pode definir um método para apuração de seus custos e também medir o nível de rentabilidade de suas propriedades.
A importância desse estudo é apresentar os métodos disponíveis na produção agrícola da soja, esclarecendo assim, de forma clara e objetiva os gastos e custos da produção obtida.
Acredita-se que a partir do momento em que o gestor começar a utilizar as ferramentas disponíveis pela contabilidade de custos poderá controlar e evitar perdas e gastos desnecessários contribuindo para aumentar sua lucratividade e auxiliar na análise de seus investimentos.
Este trabalho se justifica no sentindo de contribuir para o levantamento e acompanhamento dos processos, auxiliando o gestor na tomada de decisão.
1.2 OBJETIVOS
Os objetivos têm como base o problema relacionado ao tema. O objetivo geral evidencia a ideia central do trabalho, enquanto os objetivos específicos definem detalhadamente o que se pretende alcançar com a realização do trabalho.
1.2.1 Objetivo geral
O objetivo geral deste trabalho consiste em verificar quais as ferramentas que a contabilidade de custos pode oferecer para auxiliar na gestão da lavoura soja, com o intuito de demonstrar sua importância e quais ferramentas o gestor da propriedade pode utilizar.
1.2.2 Objetivos específicos
· Analisar a relação custo, volume e resultado da cultura;
· Identificar os benefícios da utilização da contabilidade de custos numa propriedade rural;
· Demonstrar as ferramentas que a contabilidade de custos pode oferecer para a gestão de uma propriedade rural;
· Identificar quais são os custos e despesas da safra;
· Revisão bibliográfica referente à contabilidade rural e contabilidade de custos aplicada a atividade rural;
· Apresentar as principais ferramentas estratégicasda contabilidade rural que servem de apoio à gestão;
1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO
A pesquisa é realizada na cidade de Jardim Alegre e Faxinal, especificamente em uma propriedade agrícola que atua no cultivo da Soja, no período de Março a Outubro de 2019, estudo e análise referente ao ano agrícola 2018/2019.
1.4 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO
Capítulo I – Nesse capítulo foi desenvolvida toda a estrutura do trabalho, composta pela Justificativa, Objetivos Gerais e Específicos, Delimitação do Estudo e Organização do Estudo, como fazendo parte da Introdução do Trabalho;
Capítulo II – Neste capítulo desenvolve-se toda a fundamentação teórica do trabalho, composta de tópicos específicos, que darão suporte as análises pretendidas;
Capítulo III – Neste capítulo aborda-se e define a metodologia que será utilizada no trabalho, composta pela definição do tipo de pesquisa, método de coleta de dados, análise dos resultados e limitações da Pesquisa;
Capítulo IV – Nesse capítulo apresenta-se os resultados obtidos com a pesquisa de forma clara e baseada em evidências colhidas e documentadas durante o processo;
Capítulo V – Neste capítulo foi realizado a análise dos resultados, confrontando os dados coletados no capítulo IV com a fundamentação teórica desenvolvida no capítulo II;
Capítulo VI – Nesse capítulo evidencia-se a conclusão e resultados do trabalho desenvolvido e as recomendações direcionadas a propriedade.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 ORIGENS DA CONTABILIDADE DE CUSTO
A contabilidade de custo surgiu pela necessidade de analisar e avaliar estoques nas indústrias, empresas, comércio, por volta do século XVIII, quando aconteceu a Revolução Industrial, tendo sua base na contabilidade geral.
A necessidade de informações de custos como instrumento de auxílio para a administração tornar seus esforços produtivos e eficazes, em termos de apuração de resultados, aconteceu através da contabilidade de custos, nos primórdios do capitalismo, com o advento das empresas industriais, a partir da arte de capacitação de contas assumindo maior importância à medida que os processos produtivos se tornavam complexos. (SANTOS, 1990, p.17) 
A origem da contabilidade destaca-se pela importância que o custo vem tendo desde o século XVIII até os dias atuais. Vale ressaltar que habitualmente as empresas necessitam de possuir registros precisos e capazes de oferecer informações em tempo real.
 Martins (2003 p.19) destaca que “Para apuração do resultado de cada período, bem como o levantamento do balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples”.
O contabilista analisa o valor pago por cada produto contido em estoque, e desta forma custeava os itens, calculando as diferenças utilizando o esquema descrito abaixo.
Custos das mercadorias vendidas
Estoque inicial + Compras – Estoque Final = Custo das Mercadorias Vendidas
Segundo Santos (2011, p.12) “A contabilidade de custo era usada como um instrumento seguro para controlar as variações de custos e de vendas e também para avaliar o crescimento ou o retrocesso do negócio”. Ela não somente avalia, coleta e classifica os elementos ativos de várias funções da entidade, vem se tornando cada vez mais eficiente e eficaz para a tomada de decisões auxiliando os gestores das empresas.
2.2 CONCEITUAÇÃO E OBJETIVO DA CONTABILIDADE DE CUSTO
A contabilidade de custo é o ramo que se destina a produzir informações para diversos níveis principalmente os gerenciais, que cuida dos gastos feitos na produção de bens e serviços, de um aspecto mais tático, referente ao gasto econômico.
 Para Leone (1997, p.19) “A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxilio as funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e tomada de decisões”.
O objetivo essencial está na apuração dos custos de itens ou serviços vendidos, e é um importante instrumento de base para a tomada de decisão, principalmente no desenvolvimento do preço de venda na empresa.
 Megliorini (2007, p.3) “além desses objetivos as informações geradas pela contabilidade de custos subsidiam, a determinação dos custos dos insumos aplicados na produção, o controle das operações e das atividades, ao preço de venda, ao gerenciamento dos custos, a diversos problemas específicos”.
Dentre os objetivos na contabilidade de custo podemos destacar o custo por produto, por tomada de decisões e formação do preço de venda.
Martins (2001, p.21) destaca que “É também importante ser constatado que as regras e os princípios geralmente aceitos na contabilidade de custo foram criados e mantidos com a finalidade básica de avaliação de estoques e não para fornecimento de dados a administração”.
Portanto, ela produz as informações gerais sobre a empresa e analisa os gastos decorrentes da produção de bens e serviços, com seu principal objetivo que é ajudar na formação do preço de venda da entidade.
2.3 PRINCÍPIOS BÁSICOS APLICADOS AO CUSTO
A Contabilidade de Custos, como ramo da Contabilidade segue os princípios contábeis que são: custo histórico como base de valor, princípio da realização da receita, princípio da competência ou da confrontação entre receitas e despesas, consistência ou uniformidade e materialidade ou relevância. Na sequência demonstra-se como os princípios são aplicados à Contabilidade de Custos.
2.3.1 Custo histórico como base de valor
Os componentes do patrimônio devem ser expressos pelo valor de aquisição, em moeda nacional (quando da compra). Quando pela compra deve-se fazer o registro pelo valor de aquisição.
Os ativos são registrados contabilmente por seu valor original de entrada, ou seja, histórico. E em alguns países admite-se a atualização de alguns deles em função de um índice geral de preços. Raríssimas vezes (como na Holanda) é admitido trabalhar-se com valores que não históricos. (MARTINS, 2003, p.33) 
O custo de aquisição de um bem ou da matéria prima para fabrica-lo e deixar em condições de gerar benefício para a entidade representa a base de valor para a contabilidade.
Até a alguns anos tinha-se como conceito que o custo original como base de valor que não somente os ativos deviam ser inscritos pela contabilidade pelo que custaram para serem adquiridos ou fabricados, como também somente seria ativo algo que custou efetivamente a entidade para incorporar. Doações não eram considerados ativos, embora sejam capazes de gerar, da mesma forma que os demais ativos adquiridos, para benefícios futuros.
Considera-se que, no momento da venda, após o decorrido período que o produto ficou estocado deve-se levantar a variação especifica para a produção do produto, pois o produto deve ser analisado para que o custo seja menos que a inflação, ou seja, deve corrigir os valores dos produtos para ter um custo real e obter lucro.
Os valores devem ser corrigidos de acordo com o índice geral e não pelo valor de mercado. Para Favero et al (1997, p. 39), apesar de o custo original pode ser corrigido, mesmo assim ele não acompanha as alterações de mercado, pois as oscilações de preços dificultam a elaboração de demonstrações que apresentem eficazmente as tendências. 
Os estoques devem ser avaliados, segundo a lei vigente, em função do custo histórico de sua obtenção, não permitindo a correção para inflação ou por valores de reposição. Conforme Perez Junior (1990, p. 61). De acordo com esses princípios, os ativos são registrados por seu valor original de aquisição. Dito de outra forma, este princípio pressupõe a estabilidade de poder aquisitivo da moeda.
A fim de poder manter suas informações de custos em valores efetivamente utilizáveis, gerencialmente, algumas empresas se veem obrigadas a trabalhar com sistema de acordo com a contabilidade oficial.
2.3.2 Princípio da realização da receita 
O reconhecimento contábil do resultado ocorre quando da realização da receita, em regra, quando da transferência do bem ou dosserviços a terceiros.
Esse princípio determina que as receitas sejam reconhecidas somente por ocasião da transferência de um bem ou serviço para terceiros. No ambiente industrial e comercial, por exemplo, a receita é reconhecida no momento da venda.
Martins (1993, p.33), comenta que este princípio “permite o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou prejuízo) apenas quando da realização da receita ou quando da transferência do bem ou do serviço”.
Ele proporciona uma diferença entre contabilidade e economia. Em economia no processo industrial cria valor, na contabilidade somente os custos são reconhecidos como contribuintes ao valor dos produtos no ciclo industrial, segundo Perez Jr (1990, p.60), “todo lucro somente é reconhecido no momento da venda”.
Como a receita é reconhecida futuramente, a contabilidade agrega os valores dos gastos como a acumulação de estoques. De acordo com Iudicibus et al. (2000, p.151), “entende-se por receita a entrada de elementos para o ativo, sob forma de dinheiro a receber correspondente a venda de mercadorias, de produtos ou prestação de serviços”.
Esse princípio estabelece que os elementos de custos sejam acumulados à produção e consequentemente ao estoque, pelo seu valor original.
2.3.3 Princípio da competência e confrontação entre receitas e despesas
Esse princípio é o que mais se relaciona com a contabilidade de custos, trata do momento exato em que as receitas e as despesas devem ser reconhecidas pela contabilidade. É também conhecido como princípio da competência, onde os contadores procuram registrar as receitas de um determinado período confrontando as despesas correspondentes, ocorridas no mesmo período.
pelo princípio da realização fica definido o momento do reconhecimento da receita, é que após isso, pelo princípio da competência ou confrontação temos o reconhecimento, das despesas, A regra é teoricamente simples após o reconhecimento da receita, deduz-se dela todos os valores representativos dos esforços para sua consecução. (MARTINS, 2000, p.37)
O confronto das receitas com as despesas pode ser facilmente observado através da DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), onde primeiramente, são denominadas as receitas brutas, para em seguida, deduzir todos os custos e despesas operacionais e não operacionais, obtendo assim, o lucro líquido do período.
Segundo Iudicibus (2000, p.65), diz que “pelo princípio da competência, as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento”.
Os resultados só são reconhecidos pela contabilidade no momento em que confronta as receitas e as despesas. Nessa confrontação pode-se chegar aos seguintes resultados: se as receitas forem maiores que os custos e despesas o resultado será o lucro, mas se a receita for menor que os custos e despesas o resultado será o prejuízo.
Para a fabricação de determinado produto são lançados primeiramente os gastos para sua produção e depois as despesas realizadas para a obtenção da receita. Sendo que, no ato da realização da receita acontece a confrontação com as despesas.
Martins (2003, p.32) nos diz que:
Despesas especificamente incorridas para a consecução adequada, receias que estão sendo reconhecidas.
Despesas incorridas para a obtenção de receitas genéricas, e não necessariamente daquelas que agora estão sendo contabilizadas. (MARTINS, 2003, p.32)
Tende – se o reconhecimento das despesas após o reconhecimento da receita deve-se deduzir os valores relativos aos esforços para obtenção dessa receita, ou seja, as despesas.
Segundo Perez Jr (1990, p.61) a sequência lógica para a apuração do resultado é:
1 – Reconhecimento das receitas em função da realização
2 – Apropriação dos gastos diretamente ligados a essas receitas
3 – Apropriação de outros gastos incorridos no período, mas cuja vinculação a essa receita é extremamente difícil. (PEREZ JR, 1990, p.61)
Considera-se, portanto, com esse princípio que todos os gastos com a produção que não tiverem correspondência com as receitas obtidas pela empresa no período devem ser incorporados ao valor de estoques dando o nome de custeio por absorção.
2.34 Consistência ou uniformidade
Esse princípio adota critérios que devem ser uniformes, ou seja, critérios que devem ser seguidos para todos os períodos. Martins (2003, p.35) afirma que:
Quando existem diversas alternativas para o registro contábil de um mesmo evento, toda valida dentro dos princípios geralmente aceitos deve as empresas adotar uma delas de forma consistente. Isso significa que a alternativa adotada deve ser utilizada sempre não podendo a entidade mudar de critérios em cada período. Quando houver interesse ou necessidade essa mudança de procedimento, deve à empresa reportar o fato e o valor da diferença no lucro com relação ao que seria obtido se não houvesse a quebra de consistência. (MARTINS, 2003, p.35)
É de grande importância para a contabilidade, pois o contador vai procurar trabalhar de forma uniforme com o objetivo de facilitar o entendimento para os usuários da informação. Ludicibus (2003, p.68), “a contabilidade, de uma entidade deverá ser mantida de forma tal que os usuários das demonstrações contábeis tenham possibilidade de delinear a tendência da mesma com o menor grau de dificuldade possível”.
O contador ao realizar avaliações de uma empresa adota um método do qual deve ser seguido continuamente, se ocorrer mudanças na situação empresarial não se pode optar por melhorias ou mudanças no método já utilizado. Se caso haja alterações deve-se especificar, com notas explicativas, essa alteração e o impacto dela no resultado do período que se realiza a demonstração.
Qualquer mudança de procedimento que seja material deverá ser claramente evidenciada em notas explicativas e os efeitos dela decorrentes, tanto sobre o balanço quanto sobre o resultado, devem ser mensurados e bem enunciados. Como complemento a possibilidade de avaliação de tendência é fundamental que haja consistência também, nos períodos abrangidos pelas demonstrações. (IUDICIBUS, 2003, p.69)
No decorrer do período o contador depara-se com circunstâncias variadas que nos exige uma mudança de tática ou procedimento, devido a isso o contador deve ter um alicerce que é o conhecimento da teoria.
2.3.5 Materialização ou relevância 
A materialidade é uma das convenções de extrema importância, pois está ligada ao custo/benefício da informação contábil.
O contador tem por obrigação buscar exatidão de valores, desde que o custo dessa exatidão não venha a prejudicar a empresa. Quando se fala em valores o profissional deve ficar mais atento a valores grandes que podem fazer uma enorme diferença no montante final mais sem deixar de lado os valores menores que também fazem parte da empresa.
Esse princípio dispensa um controle mais rigoroso de itens de pequeno valor monetário em relação aos gastos totais, tornando possível a aplicação dos conceitos de custo e benefícios na implantação de determinados controles.
Alguns materiais de pequeno valor podem, por exemplo, ser considerados custos por ocasião de sua aquisição e não serem incorporados aos produtos, medida que vão sendo utilizados como seria o normal.
De acordo com Iudicibus et al (2003, p.67) relata que o “contador deverá sempre avaliar a influência e materialidade da informação evidenciada ou negada para o usuário a luz da relação custo-benefício, levando em conta aspectos internos do sistema contábil”.
A aplicação da convenção da relevância torna viável e mais econômica, a implantação da contabilidade de custos por meio da simplificação e da redução do volume de trabalho que propicia.
2.4 TERMINOLOGIA DE CUSTOS
A Contabilidade de Custos, como ramo da Contabilidade, também se utiliza de terminologia própria com a finalidade de descrever conceitos fundamentais. Entre as principais nomenclaturas estão: custos, despesas e perdas.
2.4.1 Custo
Custo é o valor pago com bens e serviços para a produção de cada itemque a empresa fabrica, representando todo o capital colocado de forma direta nos setores de produção fundamental para a operação central da indústria.
 Para Padovezi (2006, p.17) “Podemos dizer que os custos são os gastos relacionados aos produtos, posteriormente ativados quando os produtos, objeto desses gastos, forem gerados”.
Eles são os gastos que estão ligados a produção de mercadorias, como por exemplo, matéria-prima, embalagens, energia elétrica, manutenção, depreciação de máquinas e equipamentos e insumos.
“Refere-se aos gastos realizados na produção de bens ou serviços; o gasto com aquisição de matéria-prima para a produção de determinado bem é custo”. (IBRACON 2000, p.12)
Custo é o gasto econômico que reflete na produção de um item ou serviço, determina-se o custo de produção ao definir o preço de venda ao grupo geral, esse preço passado é a soma de custo, mais o lucro.
“Pode ser utilizado para representar os custos de mercadorias vendidas em uma empresa comercial, o custo de serviços prestados em uma empresa de prestação de serviços, o custo de prestação de um produto, o custo direto de fabricação”. (RIBEIRO 1995, p.22). De acordo com os dados apresentados conclui-se que o custo é tudo que representa e influência de modo direto no valor de compra de um produto.
2.4.2 Despesas
Despesas são gastos necessários para vender e distribuir os produtos. De um modo geral, são os gastos ligados as áreas administrativas e comerciais. Os custos dos produtos, quando vendidos, transformam-se em despesas.
De acordo com Padoveze (2006, p.17) “As despesas estão ligadas diretamente com os gastos na parte administrativa da indústria, são saídas de recursos financeiros das entidades, ela não terá acesso direto com as compras de mercadorias e produção”.
São todos os gastos que se precisa para manter a empresa funcionando, para sua manutenção. Como por exemplo: salários de funcionários, material de expediente, honorários, aluguel, divulgação.
“Despesa está relacionada aos gastos consumidos direta ou indiretamente para obtenção de receitas. A comissão do vendedor é um gasto chamado despesa”. (IBRACON 2000, p.18).
Despesas são um gasto fundamental para conservar a empresa em funcionamento, mas não ajudam de forma direta na produção de novos produtos que serão fabricados para comercialização. 
 Segundo Famá (2008, p. 27) “Já as despesas são confrontadas, segundo a contabilidade, diretamente com o resultado do período. Não podem ser ativas nos estoques. Gerencialmente, porém, podem ser atribuídas aos produtos como forma de analisar o gasto e a lucratividade individual”.
Pode-se concluir que as despesas estão ligadas diretamente com os gastos de produção, sendo as vendas como também os administrativos, ou seja, não relacionada diretamente na fabricação do bem ou serviço.
2.4.3 Perdas
Podemos definir perdas como um gasto não planejado, que não irão trazer nenhum retorno a empresa, elas não estão diretamente ligada ao planejamento do custo.
Segundo Padoveze (2006, p.18) “São fatos ocorridos em situações excepcionais, que fogem à normalidade das operações da empresa. São considerados não-operacionais e não devem fazer parte dos custos de produção”.
São gastos que a empresa necessita fazer e não será apresentado na receita, por exemplo, um acidente de trabalho, problemas com computadores, produtos que passou o prazo de validade, incêndios no estoque.
Para Datar (1997, p.462) “Os dois objetivos principais, ao contabilizar perdas, são determinar a magnitude dos seus custos e fazer a distinção entre os custos das perdas normais e custos das perdas anormais”.
É importante estar sempre atento para evitar as perdas, se prevenir-se para que esses imprevistos não se tornem diários dentro das entidades, que acarretarão prejuízos.
Martins (2010, p.26) destaca que as “inúmeras perdas de pequeníssimo valor são, na prática, comumente consideradas dentro dos custos ou das despesas, sem sua separação e isso é permitido devido à irrelevância do valor envolvido”.
Portanto as perdas são gastos imprevistos e que não trazem retorno algum para a empresa, ao contrário podem ocasionar o desperdício de dinheiro.
2.5 CLASSIFICAÇÕES DOS CUSTOS
A classificação dos custos pode ser estruturada com base nas características relacionadas a mercadoria produzida. Nesse sentido, surgem as seguintes classificações: Custos diretos e indiretos, fixos e variáveis.
2.5.1 Custos diretos
São diretos os custos que são possíveis de analisar ou demonstrar ligação direta com o item no processo final, sendo claro e específico no processo de produção, ou seja, aqueles que forem possíveis verificar ou estabelecer ligação direta com o produto no processo final de produção.
Para Martins (2001, p. 53) “Podemos verificar que alguns custos podem ser diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilogramas de matérias consumidas, embalagens utilizadas e horas de mão de obra utilizadas)”.
Podemos citar como exemplos de custos diretos, a matéria prima usada na fabricação de produtos, mão de obra direta, serviços subcontratados e aplicados diretamente nos produtos e serviços.
Para Megliorini (2007, p.9) “Se outro elemento de custo tiver sua mediação do consumo no produto, esse custo será considerado direto, exemplo disso pode ser a energia elétrica, caso haja aparelhos medidores do consumo de energia nas máquinas e seja feito o seu controle”.
Os custos diretos devem ser representados em uma planilha de custo, que caracterizara todos os produtos a serem usados para a atividade, os custos com a mão de obra contêm os encargos trabalhistas e os custos com o aluguel de serviços e compras.
Segundo Oliveira e Costa (2010, p.30) “São os custos que podem ser quantificados e identificados no produto ou serviço e valorizados com relativa facilidade, desta forma não necessitam de critérios de rateios para serem alocados aos produtos fabricados ou serviços prestados já que são facilmente identificados”. Portanto são os custos apropriados aos produtos conforme o consumo.
2.5.2 Custos indiretos
Os custos indiretos são os custos que, por não serem identificados de forma fácil, não podem ser apropriados de forma direta para as unidades específicas. 
“Outros realmente não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de locação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrarias (como aluguel, a supervisão, as chefias etc.) são os custos indiretos em relação aos produtos”. (MARTINS, 2001, p.53)
O custos indiretos tem como exemplos importantes, os materiais indiretos aplicados nas atividades de produção, dentre eles: lubrificantes, graxa, lixas, mão de obra indireta que é representada pelo serviço nos departamentos auxiliares de produção, além de outros custos indiretos, temos os custos de prestação de serviços como seguros e manutenção de equipamentos.
Para Megliorini (2009, p.9) “Um bom exemplo é o custo de energia elétrica, que pode ser rateado em proporção ás horas de utilização das máquinas pelos produtos, considerando que o consumo de energia desses produtos tenha uma relação de causa e efeito muito próximo dessas horas”.
O cálculo é feito através do critério chamado de rateio, definindo um valor estimado para que o custo de cada item possa ser calculado.
Padoveze (2006, p.42) destaca que “Para alocar esses gastos a cada um dos produtos da empresa, há uma necessidade de se elaborar um critério de distribuição, com alguma base numérica ou percentual, que normalmente é denominado rateio”. 
Pode-se verificar concluir que o custo indireto não está ligado diretamente as atividades essenciais da indústria e para identificá-las haverá maior dificuldade, mas eles tem relação com o produto final.
2.5.3 Custos fixos
São aqueles que mantem seu valor fixo, e não se modificam com as alterações, ou melhor, são aqueles que mantem constante o nível mínimo de atividade operacional, ele não sofre modificação de valor em casos de ganhos e perdas da produção.
Para Padoveze (2006, p.54) “Um custo é considerado fixo quando oseu valor não se altera com as mudanças, para mais ou para menos, do volume produzido ou vendido dos produtos finais”.
Alguns exemplos de custos fixos existentes seria o aluguel de um comércio, que independentemente da quantidade de produtos vendidos o valor cobrado será o mesmo, salários da administração, segurança e vigilância, além de outras despesas mensais.
Para Megliorini (2009, p.10) “Exemplos desse comportamento são os custos de aluguel e a depreciação. Assim tomando como base o exemplo citado, tanto faz a fábrica produzir 0 quanto produzir 10 toneladas de produto”.
Esses custos tendem a se manter constantes para que se tenha um nível mínimo de atividade operacional.
Megliorini (2009, p.10) destaca que os custos fixos “são aqueles que decorrem da manutenção da estrutura produtiva da empresa, independe da quantidade que venha a ser fabricada dentro do limite da capacidade instalada”.
Sendo assim, independe qual seja a quantidade produzida ou vendida do produto, mesmo que seja zero, os custos fixos se mantêm os mesmos.
2.5.4 Custos variáveis
Os custos variáveis são a soma dos fatores variáveis de produção, eles se alteram em proporção a produção da indústria, se a quantidade produzida aumentar, consequentemente o custo variável irá se elevar proporcionalmente.
A respeito dos custos variáveis, Neves e Viceconti (1998, p.19) afirmam “se não houver quantidade produzida, o custo variável será nulo. Os custos variáveis aumentam à medida que aumenta a produção”.
Exemplos de custos variáveis são os custos relativos a matéria prima, quanto mais se produz, mais matéria prima será necessária para a produção, os custos de energia elétrica e comissão de vendas, além de custos com materiais e suprimentos.
São aqueles que aumentam ou diminuem conforme o volume de produção. São exemplos desse comportamento os custos de matéria-prima (quanto mais se produz, maior a necessidade, portanto, maior o custo) e da energia elétrica (quanto mais se produz, maior o uso de maquinas e equipamentos elétricos, consequentemente, maiores o consumo e o custo (Megliorini, 2009, p.11)
Eles estão diretamente relacionados ao volume de vendas, se houver o aumento de vendas consequentemente os custos variáveis aumentam.
Para Wernke (2004, p.29) “O sistema de custeio direto ou variável prevê uma apropriação de caráter gerencial, considerando apenas os custos variáveis dos produtos vendidos, enquanto os custos fixos ficam separados e são considerados como despesa do período”.
Desta forma conclui-se que os custos variáveis são os custos que alteram-se de acordo com a variação do volume de produção. 
2.6 ELEMENTOS DE CUSTOS
Os elementos de custos que serão abordados a seguir são os referentes a Materiais Diretos e Mão de Obra Direta.
2.6.1 Materiais diretos
Os materiais diretos está ligados diretamente com a produção, de forma que consigam ser inclusos no cálculo do custo do produto.
Para Crepaldi (1999, p.41) "O material direto, é o custo de qualquer material que pode ser diretamente identificado no produto fazendo parte deles, as matérias primas os componentes adquiridos prontos, as embalagens e outros materiais usados na produção são apropriados aos produtos por seu valor de compra".
A matéria-prima é o principal material que compõem o produto final, sendo também a mais utilizada. Outros exemplos de materiais diretos são embalagens, componentes, produtos de acabamentos, entre outros.
De acordo com Padoveze (2006, p.43) "Exemplos de matérias diretos que fazem parte da estrutura do produto final, são encontrados comumente em indústria de fundição, em que materiais complementares e resinas são necessários ao produto final, mas são consumidos durante o processo, restando em termos de visualização, a matéria-prima principal”.
A título de exemplo pode-se citar uma fábrica de móveis que na sua fabricação serão utilizados materiais diretos basicamente madeira, chapas, verniz e couro, podendo diferenciar de acordo com cada objeto com o pedido do cliente, o importante é saber que esses produtos são a matéria-prima indispensável para a fabricação de seus móveis.
2.6.2 Mão de obra direta
A mão de obra direta está ligada em relação ao método operacional, estando diretamente empregada na fabricação de um bem ou serviço, como no caso dos funcionários, os que exercem a execução do produto.
Para Leite (1997, p.248) "São os custos de produção representados por salários e encargos dos funcionários que têm um envolvimento direto com o processo de transformação de matérias-primas em produtos acabados".
A empresa precisa planejar a quantidade de produto a ser produzida, para ser na mesma proporção em que o mercado possa absorver caso exista um possível aumento na sua produção.
Megliorini (2009, p.39) destaca que “A mão-de-obra-direta pode trabalhar na fabricação de produto ou, temporariamente, executar outras atividades. Pode até mesmo ficar improdutiva por falta de energia elétrica, falta de matéria prima, por causa de uma máquina quebrada etc".
Para ser considerada mão de obra direta, não pode haver a necessidade de apropriação de rateio, deve-se ter facilidade na identificação dos valores e também não precisar aplicar algum critério a mais.
Segundo Padoveze (2006, p.47) "Entende-se por capacidade de produção a quantidade máxima que a empresa pode produzir de determinado produto final ou de determinado mix de produtos finais".
No quadro 01 observam-se alguns exemplos de indústrias, produtos finais e os principais funcionários relacionados à mão de obra direta.
	Indústria/Produto Final
	Mão-de-Obra Direta
	Açúcar e álcool 
	Cortadores de cana, motoristas, operadores de equipamentos, ensacadores. 
	Móveis de madeira 
	Marceneiros, carpinteiros, pintores, montadores.
	Tecidos 
	Tecelães, urdileiros, embaladores.
	Confecções 
	Cortadeiras, costureiras, embaladoras.
	Rodas de aço 
	Torneiros, operadores de máquinas, pintores, montadores, embaladores. 
	Pneus 
	Operadores de máquinas, embaladores. 
	Veículos 
	Operadores de equipamentos, montadores, motoristas de testes, certificadores de qualidade final.
	Fundidos 
	Fundidores, rebarbadores, operadores de fornos.
	Tintas 
	 Operadores de máquinas, embaladores. 
	Iogurtes e queijos 
	Cozinheiros, misturadores, operadores de máquinas, embaladores. 
	Molho de tomate 
	Operadores de máquinas, embaladores.
	Torneiras de bronze 
	Fundidores, rebarbadores, operadores de fornos, montadores.
QUADRO 1 – Mão-de-obra direta
Fonte: Adaptada de Padoveze (2006, p.44).
É importante ressaltar que o custo de mão de obra vai além da remuneração do colaborador, deve contemplar todos os encargos incidentes e seus benefícios concedidos conforme a legislação vigente. Neste momento todos os valores devem ser adequadamente contabilizados e alocados a produção.
2.7 MÉTODOS DE CUSTEIO
Os métodos de custeio que serão abordados a seguir são os referentes ao Custeio por Absorção e Custeio Variável.
2.7.1 Método de custeio por absorção
O método de custeio por absorção é caracterizado por apropriar custos fixos e variáveis aos produtos, de maneira direta ou indireta.
Para Santos (1999, p.71) “este método consiste na apropriação de todos os custos de produção aos produtos elaborados de forma direta e indireta (rateios)”.
Segundo Megliorini (2009, p.20) “o primeiro passo para a apuração dos custos é separar os gastos do período em despesas, custos e investimentos”. Sendo assim, esse método utiliza todos os custos, permitindo absorver todos eles na produção, na apuração do gasto total de cada produto.
Após a apuração do custo unitário dos produtos e serviços com os custos diretos e variáveis, há a necessidade de que os produtos e serviços também “absorvem” os demais custos indiretos, para que se tenha uma ideia do custo unitário total, ou seja, um valor de custo unitário com todos os custos apropriados aos produtos e serviços. PADOVEZE (2006, p.79)
Ele é permitido pela legislação brasileira, sendo o método mais utilizado para finalidade contábil, pois atende a legislação fiscal. Porém o método deabsorção é considerado como básico para avaliação de estoques, para fins de verificação de balanço patrimonial e resultados para atender exigências da contabilidade gerencial, ou seja, se torna uma ferramenta falha neste sentido de não ser preciso para a tomada de decisões.
2.7.2 Custeio variável
O custeio variável é o custo que conceitua como custo de produção do período apenas os custos incorridos, ele trata os custos fixos como despesa do período, sendo ela lançada diretamente na demonstração do resultado do exercício.
Para Wernke (2004, p.29) "O sistema de custeio direto ou variável prevê uma apropriação de caráter gerencial, considerando apenas os custos variáveis dos produtos vendidos, enquanto os custos fixos ficam separados e são considerados como despesa do período”.
Algumas vantagens do custeio variável seria que ele determina os produtos que podem ter suas vendas curtas e longas, e outros que podem ser cortados da produção.
 
O custeio variável determina que o ponto importante para fundamentar futuras decisões de aumento ou de diminuição dos volumes de produção corte ou manutenção de produtos existentes, mudanças no mix de produção, incorporação de novos produtos ou de quantidades adicionais etc. (PADOVEZE, 2006, p.278). 
Ele consiste na divisão dos gastos fixos e variáveis, ou seja, em gastos que desequilibram igualmente a quantidade de produção e venda e gastos que são sempre iguais diante da quantidade de produção e venda incluso em certos limites.
Para Megliorini (2009, p.111) "Por esse método de custeio, os produtos receberão somente os custos decorrentes da produção, isto é, os custos variáveis. Os custos fixos, por não serem absorvidos pela produção, são tratados como custo do período, indo diretamente para o resultado do exercício".
Verifica-se que o método de custeio variável poderá ser utilizado em todos os tipos de empresa, exceto nas que os custos fixos tiverem uma grande parcela de custos totais, apesar de não ser aceito, pois fere os princípios contábeis da competência e da confrontação.
2.8 ATIVIDADE RURAL
A atividade rural vem ganhando grande destaque no cenário econômico brasileiro. Além de produzir riqueza para o país oferece muitas oportunidades de emprego para diversos profissionais. Nesse sentido, Marion (1996, p.31) define atividade rural como sendo “Empresas rurais são aquelas que exploram a capacidade produtiva do solo através do cultivo da terra, da criação de animais e da transformação de determinados produtos agrícolas”.
As atividades rurais são classificadas em três grupo: agrícolas, agroindustrial e zootécnica.
Agrícolas: plantio, hortaliças, soja, trigo, milho, etc.
Agroindustrial: Mel, óleo, álcool, etc.
Zootécnica: Consiste na criação de animais, gado, aves, abelhas, etc.
A atividade rural pode ser dividida em dois grandes grupos: Culturas hortícola e forrageira: Cereais (feijão, soja, arroz, milho, trigo, aveia) Hortaliças (verduras, tomate, pimentão) Especiarias (cravo, canela) Fibras (algodão, pinho) e Arboricultura: Florestamento (eucalipto, pinho) Pomares (manga, laranja, maça) vinhedos, olivais, seringais, etc. (MARION, 2017, p.2)
O gerenciamento e o planejamento na atividade rural é fundamental para cumprir as metas estipuladas e tomar as decisões corretas, estimula os benefícios do futuro, evitando problemas que poderiam acontecer.
Para Crepaldi (1993, p.83) “Pode-se afirmar que toda cultura permanente que após sua completa formação, produzir frutos, isto em sentido amplo, será depreciada de acordo com sua vida útil”. Assim, para que a produção agrícola gere rendimento e lucro para o gestor, é preciso superar todos os gastos investidos na safra atual.
2.9 CONTABILIDADE RURAL 
Contabilidade rural são as práticas utilizadas nas atividades rurais, analisam os trabalhos na agricultura, agropecuária e agroindustriais. Assim, Gomes (2002, p.21) define a Contabilidade Rural como: “Sendo um instrumento fundamental para o controle financeiro e econômico da propriedade rural, pode-se também afirmar que a utilização da contabilidade contribui, sob vários aspectos, com o ambiente onde a entidade esteja inserida”.
Pode-se citar alguns objetivos essenciais da contabilidade rural como, analisar o fluxo de caixa da empresa rural, analisar o orçamento rural, verificar e questionar a importância da acessória contábil dentro da empresa.
Ela destaca-se como o principal instrumento de apoio às tomadas de decisões durante a execução e o controle das operações da empresa rural, através de um ciclo de coleta e processamento de dados que culmina com a produção e distribuição de informações de saída, na forma de relatórios contábeis (CREPALDI, 1998).
A agricultura já é uma área de extrema importância para o setor primário no Brasil, com isso os proprietários rurais necessitam de um controle gerencial de suas atividades desenvolvidas, assim a prática da contabilidade rural está tornando-se essencial para os agricultores.
Para Marion (1990, p.23) “A contabilidade pode ser estudada de modo geral (para todas as empresas) ou em particular (aplicada a certo ramo de atividade ou setor da economia). Contabilidade rural: é a contabilidade geral aplicada as empresas rurais”. 
Conforme o exposto, pode-se observar que o objetivo da contabilidade rural é cuidar do patrimônio, definindo o lucro e o controle da propriedade, auxiliando na adoção de estratégias que permitam melhorar os resultados e aumentar a produtividade.
2.10 ANO AGRÍCOLA X EXERCÍCIO SOCIAL
O encerramento do ano agrícola não acontece na mesma data ou período do encerramento do ano civil. Segundo Marion (2010) o ano civil encerra-se normalmente no dia 31 de dezembro, por conveniência, já que as empresas possuem receitas e despesas constantes, não gerando dificuldade quanto a fixação do mês de encerramento, pois os valores referentes à elas serão distribuídas ao longo dos 12 últimos meses.
No entanto, o ano agrícola é essencialmente sazonal, ou seja, suas receitas e despesas se referem a períodos específicos do ano. Marion (2010, p. 4) conceitua o ano agrícola como “(...) período que se planta, colhe e, normalmente, comercializa a safra agrícola.”
Neste sentido, Costa, Libonati e Rodrigues (2004, p. 7) afirmam que:
Na atividade agrícola o exercício social termina logo após o ano agrícola. O ano agrícola corresponde, geralmente, ao período de 12 meses, que engloba o início do cultivo até a colheita. É decorrente da concentração da receita, na referida atividade, durante ou logo após a colheita, diferindo das demais empresas que apresentam receitas e despesas constantes durante os meses do ano.
Dessa forma, o ano agrícola terá a opção de escolher o mês mais adequado para se efetuar o encerramento do exercício, dos quais geralmente acontecem após o término da colheita, em que é feita a comercialização da safra produzida, este é considerado o melhor e mais adequado momento para se fazer o encerramento.
2.11 FORMA JURÍDICA DE EXPLORAÇÃO NA AGROPECUÁRIA
Na área rural existem duas formas jurídicas de exploração, são elas: pessoa física e pessoa jurídica. A seguir será demonstrado as diferenças de cada uma.
2.11.1 Pessoa física x jurídica
Todo ser humano é uma pessoa física, sua existência só termina com o fim de sua vida. Segundo Marion (2010, p.7) “Pessoa física é a pessoa natural, é todo ser humano, é todo individuo (sem nenhuma exceção). A existência da pessoa física só termina com a morte”.
Pessoa jurídica é toda e qualquer empresa, que é feita por meio de um trato feito por lei, para fins lucrativos. 
Pode-se dizer assim que o produtor rural é uma pessoa física (CPF), que realiza a sua atividade para uma sociedade pequena, porém o produtor rural de maior porte pode ser pessoa jurídica e se enquadra no segmento como empresa (CNPJ).
As pessoas tidas como pequeno e médio produtor rural* não precisam, para fins de Imposto de renda, fazer escrituração regular em livros contábeis e podem utilizar apenas um livro-caixa e efetuar uma escrituração simplificada. Todavia, as pessoas físicas tidas como grande produtorrural serão equiparados às pessoas jurídicas para fins contábeis, devendo fazer escrituração regular, por intermédio de profissional contábil qualificado, utilizando como base o método das partidas dobradas (lançamentos a débito e a crédito simultaneamente. (MARION, 1999, p.27)
Assim observa-se que na atividade rural de pequeno porte necessita-se declarar o imposto de renda, porém o processo é menos burocrático, já para o produtor que obtém uma propriedade maior que assume o compromisso de oferecer os produtos aos consumidores, precisa ter o registro legal do seu negócio. 
2.11.2 Pessoa jurídica: sociedade empresária x empresário individual
O empresário individual é a pessoa física constituída e possui personalidade jurídica. Ele é indicado para aquela pessoa que quer constituir uma empresa, mais não possui nenhum sócio. Ele possui responsabilidade ilimitada, significa que não há uma separação entre seus bens pessoais e os empresariais, ou seja, ele sempre responderá por qualquer tipo de dívida junto aos credores.
Já a sociedade empresária se divide em dois tipos: LTDA e EIRELI, ela constitui uma pessoa jurídica. Sócios não são considerados empresários, porém se os dois se reunirem com um mesmo objetivo estarão formando uma sociedade empresária. Para ser considerado empresa é necessário possuir CNPJ registrado, a sociedade empresarial tem responsabilidade limitada, o patrimônio individual dos sócios não podem ser atingidos por dívidas da empresa, por ter um patrimônio próprio, esse bem empresarial pode ser penhorado
Assim, afirma Crepaldi (2009, p.7) “Portanto, sempre que duas pessoas ou mais se reunirem com o objetivo de juntas, organizarem uma empresa para explorarem uma atividade qualquer e partilharem seus resultados, estarão construindo uma sociedade”.
Conclui-se que na sociedade empresária há uma união de dois ou mais sócios para que juntos consigam desenvolver o processo produtivo. Nas propriedades rurais tal prática tem grande adesão em decorrência de ser uma área onde os investimentos são altos e os riscos também.
2.12 ASSOCIAÇÃO NA EXPLORAÇÃO DA ATIVIDADE AGROPECUÁRIA
Na agropecuária, encontramos dois tipos de investimento: capital fundiário (vinculados a terra) e o capital de exercício (vinculados ao capital de trabalho). Nesse sentido, as principias formas de exploração da atividade agropecuária são: o empresário agrícola com a propriedade da terra, a parceria, o arrendamento e o comodato.
2.12.1 Empresário agrícola com a propriedade da terra
É a soma dos capitais fundiários e de exercício, ou seja, o proprietário da terra é quem a utiliza na condução dos negócios agropecuários, isto quer dizer: o proprietário investe em capital de exercício administrando os negócios. Sendo assim Marion (2010, p.9) afirma que “Nesse caso, somam-se os capitais fundiários e de exercício, isto é, o proprietário da terra também a utiliza, na condução do negócio agropecuário. O proprietário investe em capital de exercício e administra seus negócios”.
Nesse formato de exploração o produtor rural trabalha sozinho. Sendo assim fica sob sua responsabilidade o controle e avaliação da produção. Para alcançar as metas definidas será necessário além do trabalho, ter capacidade de administrar o negócio rural. 
2.12.2 Parceria
Parceria rural é um sistema de trabalho que descreve um tipo de contrato agrário, em que o proprietário entra com o imóvel, e o seu parceiro com o trabalho. 
 
Esse tipo de associação assemelha – se a uma sociedade de capital e indústria, em que há duas espécies de sócios: 
· o capitalista (proprietário): entra com o capital, e geralmente com a gerência do negócio; 
· o de trabalho (parceiro): entra com a execução do trabalho. (MARION, 2010, p.9)
Diferente do arrendamento a parceria não necessita de pagamento de aluguel. Portanto no contrato de parceria rural, tanto o proprietário quanto seu parceiro buscam o mesmo objetivo, assim os custos como os lucros serão compartilhados em ambas as partes.
2.12.3 Arrendamento
Podemos dizer que arrendamento é quando o arrendador cede sua propriedade ao arrendatário por um determinado tempo, mediante ao pagamento de aluguel. 
Segundo Marion (1999, p.30) “Quando o proprietário da terra aluga seu capital fundiário (dificilmente aluga o capital de exercício) por determinado período a um empresário, tem-se o que se chama Sistema de Arrendamento. O arrendador recebe do arrendatário uma retribuição certa, que é o aluguel”. 
A partir desse momento o arrendatário se torna responsável por todos custos e despesas obtidos na propriedade. Isso é feito por meio de uma negociação de ambas as partes. De modo habitual esse tipo de processo se dirige para a produção industrial, agrícola e pecuária. 
Diferente do aluguel no final do contrato o arrendatário tem prioridade de compra em caso de venda da propriedade e também de renovação do contrato, com o vencimento de no mínimo 6 meses antes da data para o fim do acordo. 
Ainda o arrendatário, ou seja, aquele que alugou o imóvel rural para exploração de uma determinada cultura tem direito a preferência para a renovação desse contrato e também para aquisição do imóvel caso o mesmo seja posto à venda. O prazo para utilização desse direito de preferência é de 6 meses antes do vencimento do contrato. (CREPALDI, 2011, p.14)
O fim do prazo de arrendamento se conclui sempre no encerramento da colheita, o arrendatário não é responsável por nenhuma perda ou despesa que não for causado por ele, porém é obrigação ajudar o proprietário nas perdas causadas na terra arrendada.
Sendo assim Aparecido (1998, p.29) “O arrendatário não responderá por nenhum dano ou prejuízo a que não tiver dado causa. Entretanto, deve auxiliar o proprietário no combate ou recuperação de prejuízos ocasionados nas terras arrendadas”. 
O arrendador também deve estar de acordo com suas obrigações, assegurando o contentamento do arrendatário.
2.12.4 Comodato
É o empréstimo gratuito, em que o comodante empresta a propriedade, e o comodatário é quem recebe, com a obrigação de devolver no prazo determinado e nas mesmas condições que recebeu. 
Sendo assim Marion (1999, p.30) relata que o comodato é o “Empréstimo gratuito em virtude do qual uma das partes cede por empréstimo, para que se use pelo tempo e nas condições preestabelecidas. Nesse caso, o proprietário cede seu capital sem nada a receber do comodatário”. 
O comodato é o empréstimo de coisas infungíveis, ou seja, que não podem ser substituídas. Vejamos a definição do código civil no artigo 579. “O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto”. 
As principais obrigações do comodatário é conservar a propriedade como se fosse sua, sendo assim se houver mais de duas pessoas comodatárias elas ficarão responsáveis por qualquer perda e danos causados por uso e gozo deles, podendo somente usá-la de acordo com o contrato.
2.13 FLUXO CONTÁBIL NA ATIVIDADE AGRÍCOLA
Na contabilidade rural existem dois tipos de culturas agrícolas: cultura temporária e cultura permanente que também é conhecida como cultura perene.
2.13.1 Cultura temporária
Cultura temporária são aquelas plantas que têm de ser replantadas após sua colheita. Segundo Marion (2010, p.15) “Culturas temporárias são aquelas sujeitas ao replantio após a colheita. Normalmente, o período de vida é curto”. Com isso basicamente podemos dizer que são as plantações realizadas num curto período de tempo, ou seja, plantações que são arrancadas totalmente do solo, temos como exemplo disso a soja, milho, trigo, legumes, entre outros. 
Segundo Crepaldi (2009, p.101) “Após o término da colheita, o saldo da conta de Culturas Temporárias será transferido para a conta de produtos agrícolas, na qual serão somados posteriormente à colheita os custos para deixar o produto à disposição para a venda”.
Desta forma verifica-se que até o término da colheita, os custos estarão registrados numa conta com o título específico de cultura temporária, após o final da colheita esta conta será transferida para a conta de produtosagrícolas.
2.13.2 Cultura permanente
Pode-se considerar como cultura permanente aquelas que fornecem mais de uma colheita, tendo duração de no mínimo de quatro anos, porém se ela proporcionar mais de uma colheita já pode considerar como cultura permanente. Exemplo dessa cultura é a cana-de-açúcar, maça, goiaba, uva, entre outros. 
“A cultura permanente não está sujeita ao replantio após cada colheita, permanecendo no solo e proporcionando mais de uma produção. Normalmente atribui-se uma duração mínima de quatro anos”. (CREPALDI, 2009; MARION, 2010).
Com relação aos custos, que foram incorridos no período de tal cultura, estes serão contabilizados em uma conta do ativo permanente, que também será permitido realizar correção monetária no balanço e também podendo permitir a depreciação de acordo com sua vida útil.
2.14 ENTENDIMENTO FISCAL
Na sequência será demonstrado o entendimento fiscal de alguns itens que compõem o cálculo do custo de produção de uma propriedade rural. 
2.14.1 Depreciação 
Ela representa a perda dos valores dos bens materiais que são submetidos à degradação pelo uso contínuo. Podemos citar como exemplo bens matérias submetidos à depreciação: Equipamentos e ferramentas, prédios e edifícios. 
A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção é tratada como custo (Custo Indireto de Fabricação), enquanto que a depreciação dos ativos não utilizados na produção é contabilizada como despesa. 
Assim afirma Crepaldi (1998, p.128) “Pode se afirmar que toda a cultura permanente que, após a sua completa formação, produzir frutos, isto em sentido amplo, será depreciada de acordo com sua vida útil”.
Na atividade agrícola a cultura permanente será depreciada de acordo com a sua vida útil, em outros casos ela pode ser depreciada pelo seu volume de produção. 
2.14.2 Exaustão
É a redução do valor dos investimentos fundamentais à exploração de recursos minerais ou florestais, registra-se na contabilidade os recursos conforme vão se consumindo, grande parte de exaustão será determinada através da relação entre os recursos florestais extraídos no período e o volume dos recursos florestais existentes no início do mesmo período.
Exaurir significa esgotar completamente, em termos contábeis a exaustão se relaciona com a perda de valor dos bens ou direitos do ativo, ao longo do tempo, decorrentes de sua exploração (extração ou aproveitamento) Representa a perda de valor, pela utilização, de uma palavra, jazida ou reserva florestal. (CREPALDI, 1998, p.130). 
São exemplos de bens que sofrem os efeitos da Exaustão como: Florestas, Jazidas de metais ferro, ouro, alumínio, Jazidas de rochas, Canaviais ou pastagens, Reservas de petróleo. 
Para Marion (1996, p.34) “Fala-se em exaustão quando a própria árvore é cortada ou extraída do solo, sendo também o empreendimento de propriedade da empresa é o caso do reflorestamento, cana de açúcar, pastagens etc”.
A exaustão está vinculada a ideia de esgotamento de determinado ativo da empresa, em decorrência da sua exploração contínua.
2.14.3 Amortização
A Amortização é a diminuição dos valores de bens intangíveis. Ela consiste no reconhecimento da perda do valor do ativo ao longo do tempo, a despesa de amortização deve ser reconhecida no resultado de cada período.
Para Crepaldi (1998, p.131) “Consiste na recuperação do capital aplicado na aquisição de direitos cuja existência ou exercício tenha duração limitada, ou de bens cuja utilização pela entidade tenha o prazo limitado por lei ou contrato”.
Temos como exemplos os ativos que sofrem amortização: Tecnologia, Marcas e patentes, direitos autorais e softwares e Websites. 
O mesmo gasto que se aplica com calcário, nutrientes do solo, a terra que também é um bem não sofrerá amortização, os seus investimentos requerem em benefícios para mais de um exercício e deverão ser registrados em ativos proposto para amortização ao longo de sua utilização.
Segundo Marion (2010, p.51) “Outros gastos que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social, registrados no ativo diferido, também são alvos de amortização, como: gastos com melhorias no solo que propiciam incremento na capacidade produtiva, tais como desmatamento, corretivos, destocamento, nivelamento etc”. 
A amortização esclarece apenas a perda de valor de coisas materiais ou de imobilizações financeiras. Podemos citar alguns objetos de amortização como as despesas gerais de instalação, aviamentos, dívidas a longo prazo.
2.15 CUSTO DA ATIVIDADE AGRÍCOLA
A seguir será comentado alguns pontos inerentes ao custo da atividade agrícola, tais como: ponto de equilíbrio, colheita e custo de armazenamento.
2.15.1 Ponto de equilíbrio 
O ponto de é um indicador de segurança de extrema importância para as empresas, pois ele mostra a quantidade de produtos que terão que ser vendidos para que não haja prejuízos.
A utilização do ponto de equilíbrio é eficiente no planejamento da gestão empresarial, identificando possíveis descontroles ocorridos, oscilações positivas ou negativas nos inúmeros itens que o compõem, assim como possibilitar avaliação e correções. Santos (2011, p.37) fala que: “É a expressão usada para definir o equilíbrio entre o faturamento de vendas e os custos totais, equivalente ao lucro zero”. 
Existem vários tipos de ponto de equilíbrio, entretanto todos são responsáveis por gerar informações usadas para gerenciar e tomar decisões, com objetivos específicos. Bornia (2002) fala que a diferença entre eles são os custos e despesas fixos a serem considerados em cada caso”. Ainda de acordo com Bornia (2002, p. 79):
Os três pontos de equilíbrio fornecem importantes subsídios para um bom gerenciamento da empresa. O ponto de equilíbrio financeiro informa o quanto a empresa terá de vender para não ficar sem dinheiro e, consequentemente, ter de fazer empréstimos, prejudicando ainda mais os lucros. Se a empresa estiver operando abaixo do ponto de equilíbrio financeiro, ela poderá até cogitar uma perda temporária nas atividades. O ponto de equilíbrio econômico mostra a rentabilidade real que a atividade escolhida traz, confrontando-a como outras opções de investimento.
No ponto de equilíbrio a entidade não terá prejuízo nem lucro; ela atingirá o valor necessário para cobrir o custo das mercadorias vendidas ou serviços prestados, as despesas fixas e variáveis, sendo calculado pela seguinte fórmula: PEC= Despesa fixa / Margem de contribuição. 
2.15.2 Colheita
Qualquer despesa da colheita é direcionado para a conta “Cultura temporária” no final da colheita ela é lançada para uma nova conta chamada “Produtos agrícolas”, nessa conta é contabilizado todos os custos referentes a colheita. 
Assim relata Marion (1999, p.37) “Todo o custo da colheita será acumulado na conta “Cultura temporária” e, após o termino da colheita, esta conta será baixada pelo seu valor de custo e transferida para uma nova conta, denominada “Produtos Agrícolas”, sendo especificado, como subconta o tipo de produto (soja, milho, batata...)”. 
Quando os produtos começam a ser vendidos, eles são lançados a outra conta, que podemos denominar como “Custo do produto vendido” indicando cada tipo de produto como por exemplo, soja, milho, trigo. Assim haverá a comparação entre a Receita e o Custo do produto vendido, conseguindo apurar o Lucro Bruto.
2.15.3 Custo de armazenamento
No momento em que o produto estiver totalmente disponível para a comercialização, o produtor rural os armazena, quase sempre esperando o melhor preço para a venda. Assim afirma Marion (1999, p.37) “Quando o produto agrícola estiver pronto para a venda, totalmente acabado, tratados como não devendo sofrer mais nenhuma alteração, é comum, em alguns casos, armazená-lo, no sentido de vendê-lo em momento oportuno, esperando-se o preço para cima”. 
Esses custos são usualmente referidos como Despesas de Vendas, no grupo Despesa Operacional, e não Custo de Produto. Por isso, são classificados como custo do período e não do produto. Porém quando o produto fica armazenado por mais de um ano eleé transferido para uma conta com o título custo de estoque identificado como gasto de armazenamento.
2.16 IMPOSTOS INCIDENTES NA ATIVIDADE AGROPECUÁRIA
Na atividade agropecuária também incidem diversos impostos. Entre os principais estão o Imposto de Renda (IR), o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL) e o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). Eles serão expostos detalhadamente a seguir.
2.16.1 Imposto de renda (IR) 
O agropecuário estará sujeito à tributação do Imposto de Renda (IR), tanto na exploração como pessoa física quanto pessoa jurídica, já que este imposto é de competência Federal. No entanto, o recolhimento deste variará de acordo com a alíquota exigida pelo governo.
Neste sentido, para que o produtor declare o IR, este deverá se encaixar nos quesitos exigidos pela Receita Federal, na qual tem-se à Instrução Normativa RFB n.º 1871, de 20 de fevereiro de 2019, que expõe em seu Art. 2:
IV - relativamente à atividade rural:
a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 (cento e quarenta e dois mil, setecentos e noventa e oito reais e cinquenta centavos); ou
b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2018;
V - teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);
Sendo assim, o trabalhador que obtiver a receita bruta acima de R$ 142.798,50 deverá fazer a declaração do imposto de renda. Da mesma forma, que se este pretender compensar prejuízos anteriores ou posteriores ao ano-calendário, ele necessitará efetuar a declaração.
É verificável em alguns casos que, mesmo o produtor que não obtiver a receita bruta acima do valor mencionado, poderá este necessitar-se fazer a declaração IR, devido ao fato deste se encaixar em outras características e/ou quesitos exigidos pela RF, como por exemplo: se ele possuir posses acima de R$300.000,00. 
Neste sentido, o produtor que é considerado pessoa física, poderá utilizar diversas deduções, já que a tributação do imposto de renda pelo sistema pessoa física de acordo com a legislação vigente permite diversas deduções com os gastos com educação, despesas médicas e com dependentes, pensão alimentícia, contribuição à previdência social, contribuição à previdência do empregado doméstico, é possível ainda para o produtor rural compensar prejuízos e considerar os investimentos como despesas do período. (GONÇALVES, 2017)
Portanto, o produtor que for enquadrado como PF, poderá deduzir várias despesas (médicas, odontológicas, com educação do declarante ou dependentes). Para efetuar a declaração o trabalhador escolherá pelo método simplificado ou pelo método completo, no primeiro não necessita elaborar livro-caixa, na qual segundo Anceles (2002) implicará arbitramento da base de cálculo em 20% sobre a receita bruta (usada como base de cálculo do IR) do ano-calendário, o resultado advindo desse cálculo será o valor tributável. No entanto, no segundo citado é necessário elaborar um livro-caixa mensal (listando todas as despesas realizadas no período), servindo de base para apuração do resultado do exercício. 
Gonçalves (2017) expõe:
[...] quatro vantagens principais ao optar pelo IRPF, são elas: 1) Dedução de despesas com dependentes que abrangem os gastos com educação, saúde e pensão alimentícia, dedução da contribuição com a previdência social e privada, dedução da contribuição à previdência social com trabalhador doméstico, livro-caixa, aposentadoria e pensões de maiores de 65 anos. 2) A opção por deduções legais ou desconto simplificado. 3) Considerar os investimentos como despesas no mês corrente de pagamento. 4) A possibilidade de compensar prejuízo, [...]
Diferentemente da PF, a PJ estará obrigada a declarar o seu imposto de renda em qualquer situação, seguindo o método cabível a sua entidade, podendo escolher entre eles: Simples Nacional; Lucro Presumido; Lucro Arbitrado ou Lucro Real (cada um destes possui vantagens e desvantagens, caberá o contador -responsável pela declaração do IR- e sua equipe selecionar o método que mais se adequa a sua empresa).
2.16.2 Funrural (Fundo de assistência ao trabalhador rural)
O Funrural significa Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, ou seja, é um tributo obrigatório relacionado a contribuição social, com o intuito de facilitar a aposentadoria do produtor agrícola.
Segundo o canal rural “O Funrural é uma contribuição de natureza previdenciária”. A determinação do STF é que todo empregador rural pessoa física recolha o tributo, que incide sobre a comercialização da produção.
Os produtores rurais (empregado rural, produtor rural da pessoa física e jurídica) pagam o Funrural, na qual é deduzida uma dada alíquota sobre a receita bruta (resultante da comercialização rural de mercadorias/produtos).
Além disso, no ano de 2018 houveram alterações nas alíquotas do Funrural, a CEFIS (2018) demonstra que desde o dia 1º de janeiro do ano de 2018, a alíquota do Produtor Rural Pessoa Física passou a ser de 1,5%, enquanto a do Produtor Rural Pessoa Jurídica passou a ser 2,05% desde a metade do mês de abril. Ambas foram reduzidas, o que é um ponto positivo para os produtores rurais.
O produtor que pagar esta contribuição se encaixará no “Programa de Assistência ao Trabalhador Rural”. A Lei Complementar n.º 11, de 25 de maio de 1971, expõe os benefícios advindos desta:
Art. 2º O Programa de Assistência ao Trabalhador Rural consistirá na prestação dos seguintes benefícios:      (Vide Lei nº 7.604, de 1987)
I - aposentadoria por velhice;
II - aposentadoria por invalidez;
III - pensão;
IV - auxílio-funeral;
V - serviço de saúde;
VI - serviço de social.
Neste sentido, o produtor rural ou qualquer pessoa que exerça sua atividade vinculada a área rural e que pagar o Funrural, terá direito de adquirir vários benefícios, dos quais destaca-se que este trabalhador poderá recorrer por meio desta contribuição à aposentadoria (por velhice e invalidez), serviços de saúde e/ou social.
2.16.3 Imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR) 
ITR significa o imposto sobre propriedade territorial rural ele não incide sobre o imóvel rural compreendido em programa oficial de reforma agrária, caracterizado como assentamento, dependendo da titulação feita e da forma de exploração do imóvel rural. 
As legislações que disciplinam sobre essa matéria são: Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, art. 1º; Decreto nº 4.382, de 19 de setembro de 2002 - Regulamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (RITR/2002), art. 1º; Instrução Normativa (IN) SRF nº 256, de 11 de dezembro de 2002, art. 1º.
O pequeno território rural é imune do ITR, desde que a explore o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título que não possua qualquer outro imóvel, rural ou urbano, vedado arrendamento, comodato ou parceria.
 Em nossa região as pequenas propriedades de até 30 horas são imunes do pagamento do ITR, mesmo que o proprietário possua mais de um imóvel rural, cuja soma das áreas não ultrapasse o limite mencionado.
2.17 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para finalizar, o foco do estudo foi na análise de custos, no tipo de culturas, nos deveres dos trabalhadores rurais, sociedade individual, sociedade empresarial, entre outros. 
Com base nesses estudos pode-se observar que a atividade agrícola vem cada vez mais ganhando destaque, tanto no setor promissor quanto em melhores implementações nas técnicas de gestão. Com estas análises é possível ter uma visão mais detalhada dos outros cultivos e da área a ser estuda no decorrer do trabalho.
3 METODOLOGIA 
A metodologia científica, é a instrução de métodos necessários para a elaboração de um trabalho científico, seu objetivo é colocar à disposição dos acadêmicos todos os passos necessários para um aprendizado seguro e firme.
Para Ruiz (1996 p.13) “metodologia científica aborda o problema da natureza do conhecimentoe do método científico. Seu objetivo é tomar os universitários pela mão e caminhar a seu lado’’.
É uma das funções fundamentais para a composição dos trabalhos efetuados com base nela, é a fase da busca e da coleta de dados sobre o tema a ser estudado.
A metodologia significa, na origem do termo, estudo dos caminhos, dos instrumentos usados para se fazer ciência. É uma disciplina instrumental a serviço da pesquisa. Ao mesmo tempo que visa conhecer caminhos do processo cientifico, também problematiza criticamente, no sentido de indagar os limites da ciência, seja como referência à capacidade de conhecer, seja com referência à capacidade de intervir na realidade. (DEMO, 1995, p.11)
A metodologia tem como objetivo analisar as características dos vários métodos, tais como: avaliar capacidades, limitações e se criticar as suposições quanto a sua utilização.
De acordo com Demo (1995, p.13) “Toda discussão metodológica guarda em si uma proposta, até porque é impossível não ter posição. Se insistíssemos em não ter posicionamento, isso seria o pior deles”.
A forma como funciona o conhecimento, mostra como provar uma proposição, um raciocínio, como chegar a verdade a por meio da dúvida sistemática e da decomposição do problema em pequenas partes.
O método dedutivo é um seguimento de referência que utiliza a argumentação lógica e a dedução para obter uma conclusão a respeito de determinado tema, ele parte de um todo, de uma alegação geral para o particular.
Para Fachin (2003, p.30) “O método dedutivo é um conhecimento que se obtém de forma inevitável e sem contraposição. Parte do geral para o particular, do conhecimento universal para o conhecimento particular. Por exemplo, todos os metais são condutores de eletricidade”.
Uma de suas características é que sua finalização vai levar algo interditado e independente sobre as inquisições mencionadas, no momento adequado da premissa.
Para Ruiz (1995, p.139) “Utilizam-se principalmente do método dedutivo, cuja função básica é explicitar ao longo da demonstração aquilo que implicitamente já se encontra no antecedente”.
Tem como função básica explicitar ao longo da demonstração ou pesquisa aquilo que implicitamente já se encontra no texto, ou seja, deve deixar bem claro aquilo para o pesquisador.
Segundo Cervo e Bervian (2002, p.35) “O cerne da dedução é a relação lógica que se estabelece entre proposições, dependendo o seu vigor do fato de a conclusão ser sempre verdadeira, desde que as premissas também o sejam”. A dedução leva pouca possibilidade de erro, mas por outro lado seu alcance é limitado pelo fato de possuir muitos conteúdos que possam exercer com o das premissas.
O método indutivo é baseado na dedução, ou seja, uma intervenção mental que consiste em se determinar uma autenticidade geral ou uma sugestão global com base na ideia de correto número de informações especificas. Ele é um procedimento racional que, a partir de uma análise de dados particulares infere-se uma verdade geral ou universal.
Para Richardson (1999, p.36) “O método indutivo parte de premissas dos fatos observados para chegar a uma conclusão que contém informações sobre fatos ou situações não observadas. O caminho vai do particular ao geral, dos indivíduos as espécies, dos fatos as leis”.
Ele passa pelo raciocínio dos indícios percebidos a uma realidade desconhecidas por eles reveladas. É o argumento pelo qual se chega à conclusão de alguns casos e processos que generaliza a relação de descoberta entre dois fatos da relação causal que conclui o estudo.
 Marconi e Lakatos (1991, p.86) evidencia que “Uma característica que não pode deixar de ser assinalada é que o argumento indutivo, da mesma forma do dedutivo, fundamenta-se em premissas. Assim quando as premissas são verdadeiras, o melhor que se pode dizer é que a sua conclusão é provavelmente verdadeira”.
Desta forma, ele tem uso muito constante, partindo das premissas reais como objetivo de chegar as conclusões reais ou não.
Para Cervo e Bervian (2002, p.32) “O argumento indutivo baseia-se na generalização de propriedades comuns a certo número de casos até agora observados, a todos a ocorrências de fatos similares que se verificam no futuro”. É um processo mental partindo de si mesmo que passa a concluir algo utilizando as seguintes formas de pensamento: raciocínio, argumentação e reflexão.
O método hipotético-dedutivo representa o levantamento de hipóteses, que necessitam ser submetida a testes, os mais variáveis possíveis, a crítica em conexão entre os seres humanos.
Para Prodanov e Freitas (2003, p.31) “O método hipotético-dedutivo inicia-se com um problema ou uma lacuna no conhecimento científico, passando pela fórmulação de hipóteses e por um processo de inferência dedutiva, o qual testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela referida hipótese”.
O método hipotético dedutivo é formado por cinco etapas: Colocação do problema, construção de um modelo teórico, dedução de consequência particulares, teste de hipóteses e adição ou introdução das conclusões na teoria. Cada um com uma importância distinta. Para Bunge (1974, p.72), uma das etapas desse método são:
Colocação do problema: Reconhecimento dos fatos - exame, classificação, preliminar e seleção dos fatos que, com maior probabilidade, são relevantes no que respeita algum afeto.
O método hipotético-dedutivo goza de notável aceitação, sobretudo no campo das ciências naturais. Nos círculos neopositivistas chega mesmo a ser considerado como o único método rigorosamente lógico. Nas ciências sociais, entretanto, a utilização desse método mostra-se bastante crítica, pois nem sempre podem ser deduzidas consequências observadas das hipóteses. Proposições derivadas da Psicanálise ou do Materialismo Histórico, por exemplo, não apresentariam, de acordo com Popper, condições para serem falseadas. GIL (2008, p.13)
É um método de testes e anulação de erros, que não leva a certeza, pois o conhecimento totalmente certo e evidente não é elevado.
O método dialético é uma forma de verificar a realidade a partir da confrontação de conceitos, hipóteses e teorias. É uma simples busca lógica de um pensamento.
O propósito do método dialético é resolver as disputas os desacordos através de discussões diretas, e finalmente a busca da verdade.
Para Santos (1998, p.55) “A dialética tinha como objetivo levar ao seu adversário a se contradizer, mediante perguntas. Com isso conseguia levar ao ridículo os sofistas, que se utilizavam da palavra para justificar as mais variadas situações”.
Equivale-se a uma configuração de pensar, que planeja chegar a verdade através da contraposição e acordo de oposições.
Maconi e Lakatos (2010, p.83) “Portanto, para a dialética, as coisas não são analisadas na qualidade de objetos fixos, mas em movimento: nenhuma coisa está “acabada”, encontrando-se sempre em vias de se transformar, desenvolver; o fim de um processo é sempre um começo de outro”.
Assim o método dialético é a busca através da oposição de fundamento conflitante e a clareza do papel desses elementos de um fato.
3.1 DEFINIÇÃO DO TIPO DE PESQUISA
A pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Procura descobrir, com precisão possível, a frequência com que fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características. Busca conhecer as diversas situações e relações que ocorrem na vida social, política, econômica e demais aspectos do comportamento humano, tanto individuo tomado isoladamente como de grupos e comunidades mais complexas.
A pesquisa descritiva desenvolve-se, principalmente, nas ciências humanas e sociais, abordando aqueles dados e problemas que merecem ser estudados e cujo registro não conta de documentos. Os dados, por ocorrerem em seu habitat natural, precisam ser coletados e registrados ordenamente para seu estudo propriamente dito.
A pesquisa bibliográfica utiliza-se de dados secundários para apresentar determinado assunto. Segundo Marconi e Lakatos a pesquisa bibliográfica define-se como:
A pesquisabibliográfica, ou de fonte secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc., até meios de comunicação oral: rádio, gravações em fita magnética e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, querem publicadas, quer gravadas. (MARCONI e LAKATOS, 2010, p.166)
Pode-se utilizar qualquer forma ou meio de informação que já tenha tornado público o tema que esteja sendo abordado, pode considerar desde publicações escritas, gravações de áudio, vídeo e debates que tenha sido publicado de qualquer forma citadas anteriormente.
Cervo e Bervian diz que:
A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado existente sobre um determinado assunto, tema ou problema. A pesquisa bibliográfica constitui parte da pesquisa descritiva ou experimental, quando é feita com o intuito de recolher informações e conhecimentos prévios acerca de um problema para o qual se procura resposta ou acerca de uma hipótese que se quer experimentar. (CERVO e BERVIAN, 2002, p.66)
Esse tipo de pesquisa tem como objetivo apoiar a redação de um projeto, procura também auxiliar na compreensão de um problema. É utilizada para levantamento das situações investigadas, como fundamentação teórica previa, justificação dos limites e esclarecimentos das contribuições.
Por vezes, é realizada independentemente, isto é, percorrer todos os passos do trabalho cientifico, em particular, em alguns setores das ciências humanas. Constitui parte da pesquisa descritiva ou experimental, quando é feita com o intuito de recolher informações e conhecimentos prévios acerca de um problema para o qual se procura resposta ou acerca de uma hipótese que se quer experimentar.
A pesquisa bibliográfica é meio de formação por excelência. Como trabalho cientifico original, constitui a pesquisa propriamente dita na área das ciências humanas, como resumo de assunto, constituí geralmente o primeiro passo de qualquer pesquisa cientifica. Os alunos de todos os institutos e faculdades devem, portanto, ser iniciados nos métodos e técnicas da pesquisa bibliográfica.
Na segunda parte, onde são descritas as fases da pesquisa, faz-se referência especial às técnicas da pesquisa bibliográfica, embora, em linhas gerais, toda pesquisa deva percorrer os mesmos passos.
Para Siqueira (2013, p.109) define a pesquisa explicativa ou experimental como: “[...] objetiva identificar os fatores que determinam ou contribuem para a realização dos fenômenos, buscando esclarecer o motivo, o porquê das coisas. Representa a pesquisa mais complexa em face da probabilidade maior de praticar erros; entretanto, todo seu conhecimento científico está fundamentado nos seus resultados”.
Para alguns autores, é um método que busca entender os fatos antecedentes de um fenômeno, ou seja, ela verifica o fenômeno de causa e efeito, como salienta Cervo e Bervian (2002, p.68) “Nesse tipo de pesquisa, a manipulação das variáveis proporciona o estudo da relação entre causa e efeito de um determinado fenômeno, pretende dizer de que modo ou por que causa o fenômeno é reproduzido”.
Além de salientar o porquê das coisas, esta pesquisa é mais complexa e tem uma maior probabilidade de prática de erro e também só proporciona ao pesquisador o seu conhecimento científico ao final dos resultados.
É um método qualitativo que consiste, geralmente, em uma forma de aprofundar uma unidade individual. Ele serve para responder questionamentos que o pesquisador não tem muito controle sobre o fenômeno estudado. O estudo de caso contribui para compreendermos melhor os fenômenos individuais, os processos organizacionais e políticos da sociedade. É uma ferramenta utilizada para entendermos a forma e os motivos que levaram a determinada decisão. Conforme Yin (2001) o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa que compreende um método que abrange tudo em abordagens especificas de coletas e análise de dados.
Este método é útil quando o fenômeno a ser estudado é amplo e complexo e não pode ser estudado fora do contexto onde ocorre naturalmente. Ele é um estudo empírico que busca determinar ou testar uma teoria, e tem como uma das fontes de informações mais importantes, as entrevistas. Através delas o entrevistado vai expressar sua opinião sobre determinado assunto, utilizando suas próprias interpretações.
A tendência do Estudo de Caso é tentar esclarecer decisões a serem tomadas.  Ele Investiga um fenômeno contemporâneo partindo do seu contexto real, utilizando de múltiplas fontes de evidências. 
É preciso que tenha diferentes visões teóricas acerca do assunto estudado, pois serão a base para orientar as discussões sobre determinado fenômeno constituem a orientação para discussões sobre a aceitação ou não das alternativas encontradas.  Para isso é preciso possuir uma amostra de várias evidências.
É uma investigação que se assume trata sobre uma situação específica, procurando encontrar as características e o que há de essencial nela. Esse estudo pode ajudar na busca de novas teorias e questões que serviram como base para futuras investigações.
3.2 MÉTODO DE COLETA DE DADOS
O formulário é o principal instrumento para coleta de dados para obter informações do entrevistado, sua característica é o contato direto entre o pesquisador e o informante. Sua forma de avaliação resulta em uma pesquisa com uma série de questões abordando o tema estudado.
Para Seltriz (1965, p.172) “Formulário é o nome geral usado para designar uma coleção de questões que são perguntadas e anotadas por um entrevistador numa situação fase a fase com uma pessoa”.
Para não gerar alteração nos dados, as perguntas devem ser feitas sempre na presença do pesquisador, caso o entrevistado sentir algum desconforto com a presença do pesquisador ele pode ocultar parte da resposta. 
As vantagens que o formulário pode apresentar são: questões elaboradas observando o tópico a ser estudado, ordem das questões levando em conta o objetivo pretendido. O resultado depende da habilidade e preparação do pesquisador na aplicação do formulário. Sua formulação é ligada em uma quantidade de perguntas sempre ligadas ao um tema a ser estudado.
De acordo com Fachin (2003, p.141) “O formulário é fundamentado numa série de questões ordenadas sucessivamente relacionadas com o objetivo do estudo”.
Com a elaboração do formulário podemos assim obter um padrão de perguntas e respostas na interpretação dos dados fornecidos.
O questionário é uma forma de coleta de informações, que pode ser usado para obter dados para algum tipo de pesquisa, ele deve ser respondido diretamente pelo informante, diferente do formulário ele não necessita do contato cara a cara com o pesquisador e o informante, porém se o pesquisador não estiver presente o questionário deve ir acompanhado de um manual de instruções que demonstre a importância da pesquisa, podendo assim causar mais interesse do informante a respondê-lo da melhor forma. 
Questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. [...] Junto com o questionário deve-se enviar uma nota ou carta explicando a natureza da pesquisa, sua importância e a necessidade de obter respostas, tentando despertar o interesse do recebedor, no sentido de que ele preencha e devolva o questionário dentro de um prazo razoável. (MARCONI e LAKATOS, 2010, p.184)
Ao elaborar o questionário deve-se obter o mínimo de cuidado nas formulações das questões, questões muito extensas podecausar desapreço do informante, devem ser questões fáceis de responder, apesar disso deve-se dar importância no objetivo de cada questão. 
Sua vantagem é a sua forma de coletar as informações com mais facilidade, pois ele pode ser aplicado em diversas áreas (por exemplo, pesquisar uma propriedade rural de pequeno e grande porte) quando a pesquisa for comparativa. Por ser preenchido pelo próprio informante sem a presença do pesquisador ele garante reposta mais verdadeira e precisa, pois nem sempre é necessário a sua identificação.
No entanto, as desvantagens apresentam-se quando o questionário não é bem formulado, podendo o informante não interpretar de forma correta a questão. Também devemos ressaltar que o questionário não atende a todos os públicos, devido a ele não ter a necessidade do pesquisador junto ao informante, uma pessoa analfabeta não poderá responder um questionário.
Para Fachin (2003, p.148) “Sendo o questionário um instrumento de pesquisa de campo, em que o próprio pesquisado opera na ausência do pesquisador (e ele terá de ler a questão e registrar a respectiva resposta), a população pesquisada deve ser alfabetizada; sendo assim, não pode abranger uma população heterogênea”.
São atribuídos aos questionários dois tipos de questões, são elas, as fechadas e as abertas. As questões fechadas é a mais optada pela população em geral por serem mais práticas, ele pode escolher sua resposta em um conjunto de respostas já dadas a ele. Já as abertas são aquelas que o interrogado tem que discorrer sobre ela, usando assim a sua própria linguagem sem nenhum tipo de limitação.
Amostra ou amostragem é uma representação da população ou parte dela, como enfatiza Marconi e Lakatos (2010, p. 147) “amostra é uma parcela convenientemente selecionada do universo (população): é um subconjunto do universo”. Contudo, analisa-se que uma amostra adequada é composta pela definição de público alvo, pelo tamanho da amostra e a sua execução.
Fachin confirma essa colocação e também ressalta que
 
[...] é o ato de selecionar unidades, elementos de uma população e as amostras delas extraídas, e tem por objetivo estimar valores desconhecido: média, mediana, moda, variância e desvio-padrão. Valores conhecidos como parâmetros populacionais, cujas estimativas são conseguidas por meio da determinação de valores análogos da amostra, são denominados pela estatística de amostrais. (FACHIN, 2003, p.47)
Com esse levantamento é possível definir ou levantar valores que o pesquisador não teria.
3.3 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Os resultados obtidos no trabalho de campo são analisados pela confrontação da fundamentação teórica do capítulo II.
3.4 LIMITAÇÕES DA PESQUISA
Por se tratar de uma pesquisa desenvolvida através de estudo de caso, os resultados obtidos não podem ser considerados para esta propriedade em outros períodos ou para outras propriedades, exceto para análises financeiras, estratégicas futuras.
4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 
4.1 HISTÓRICO DA PROPRIEDADE 
	A exploração da propriedade iniciou-se na década de 60 na cidade de Jardim Alegre, os primeiros proprietários foram Roberto Fornér e Erondina Alves Forner, a partir da década de 80 seus filhos deram inicio a exploração da área, Marcos Antônio Alves Fornér, Carlos Roberto Forner e Mauro Forner, Roberto só auxiliava quando precisava. As culturas exploradas são: soja, trigo e milho e também a criação de gado. 
A cultura mais lucrativa é a cultura da soja, devido ao consumo interno e externo. Em média, colhe 120 sacas de soja por alqueire paulista e de 110 a 130 sacas de trigo.
Os proprietários possuem todos os maquinários necessários para o plantio e colheita da soja e do trigo. Sendo assim não necessita terceirizar etapas da produção e consequentemente conseguem aumentar sua rentabilidade.
A propriedade objeto do estudo pode ser classificada como de grande porte, pois é composta de 90 (noventa) alqueires paulistas de propriedade da família Fornér e 180 (cento e oitenta) alqueires paulistas são arrendados. Na última colheita de soja, o produtor destaca que devido ao clima seco a produção foi baixa, mas que mesmo assim foi possível saldar os compromissos assumidos com terceiros.
4.2 ORGANOGRAMA
O organograma nada mais é que uma figura que tem como objetivo deixar mais fácil a compreensão, ou seja, o organograma é uma figura que representa a estrutura organizacional de uma empresa. O modelo apresentado representa as relações hierárquicas que existem na propriedade objeto do estudo.
QUADRO 02 – Organograma
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
FALTA ESCREVER UM TEXTO EXPLICANDO O ORGANOGRAMA
4.3 FLUXOGRAMA
Neste tópico serão apresentadas as etapas que compõem o processo produtivo da soja e do trigo, objetivando demonstrar as atividades que são desenvolvidas desde os procedimentos que precedem a plantação das variedades até a venda efetiva do produto.
4.3.1 Fluxograma da soja
No quadro 3, apresenta-se o fluxograma da cultura da soja, contendo as etapas executadas pelo produtor no cultivo desta cultura.
QUADRO 03 – Fluxograma Soja.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
O primeiro passo para a plantação da soja é a preparação do solo que é realizada através da análise da terra, após o resultado da análise, é feito a correção e se dá o início ao plantio. Com a dessecação e neste mesmo tratamento é feito a mistura de herbicida para as ervas daninhas inseticida para insetos e lagartas. A partir do mês de outubro começa o plantio da soja conforme umidade do solo devido ao período de seca, pois começa as chuvas neste mês. O primeiro passo após as chuvas é o tratamento da semente, após este processo inicia-se o plantio, utilizando uma plantadeira de plantio direto, os fertilizantes e os grãos ficam armazenados nos big bags (800 quilos) que são manuseados com o auxílio de um guincho adaptado em um caminhão. O processo do plantio demora aproximadamente trinta dias. O primeiro tratamento com o pós-emergente é efetuado quando a planta estiver com 25 a 40 dias, utiliza-se o herbicida e inseticida para combater ervas daninhas insetos e lagartas. A aplicação é feita por via terrestre com um trator e um pulverizador e um auxílio de um tanque e um trator para o transporte da água, para agilizar a pulverização, devido a certas horas do dia ser muito quente sua aplicação. Os melhores horários são até as 10 horas da manhã e a partir das 16 horas da tarde. No segundo tratamento a planta deve estar com 35 a 45 dias após plantio, utiliza-se o fungicida para doenças, inseticida para os percevejos e fisiológico e biológico para controle de lagartas. Terceiro tratamento ocorre entre duas a três semanas após a segunda aplicação, com a segunda aplicação de fungicida e inseticidas para percevejo fisiológico e biológico para lagarta. Com mais um intervalo de 2 a 3 semanas utiliza-se o fungicidas e inseticidas, e dependendo da variedade tem que fazer a quarta aplicação. (Tem variedades que é mais tardia. A colheita é feito com duas colheitadeiras próprias e o auxílio de três caminhões e um tanque de grãos de 20 mil litros e um trator com uma bazuca. Neste período de safra foi obtido uma produtividade em torno de 120 sacas por alqueires paulistas (que foi uma média baixa, devida uma longa estiagem). O transporte é feito com três caminhões com capacidade de 18 toneladas e armazenado em armazéns na cooperativa. Para finalizar o processo é realizada a venda conforme os compromissos e necessidades do produtor rural.
4.3.2 Fluxograma do trigo
Neste item, apresenta-se o fluxograma da cultura do trigo, contendo os passos que o produtor realiza para o cultivo desta atividade.
QUADRO 04 – Fluxograma Trigo.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
A safra do trigo é feita imediatamente após a colheita da soja, o plantio do trigo inicia-se no mês de abril onde utiliza-se de implementos agrícolas próprios. A semente do trigo germina entre sete a oito dias após o plantio. No período de vinte dias após a germinação do trigo é feita a aplicação da ureia, sete dias depois da aplicação, é feitoo tratamento de herbicida e inseticida para o controle das ervas daninhas e percevejos e lagartas. Em pré-florescimento do trigo é feita a aplicação de fungicidas e inseticidas. A colheita começa quando o trigo atinge o ciclo de maturação, entre os meses de agosto e setembro, no momento em que o trigo atinge menos de quatorze pontos de umidade que é o mais adequado para a colheita, pois assim, elimina a etapa de secagem dos grãos nos armazéns gerais, conservando a semente por mais tempo. No período da safra foram obtidos 110 sacas de trigo por alqueires paulistas. A colheita é realizada com uma colheitadeira e plataforma de trigo, e transportado com caminhão próprio até armazéns gerais, à venda é feita conforme o preço almejado e as necessidades do produtor.
4.4 COLETA DE DADOS
4.4.1 Levantamento do imobilizado
Sabemos que o controle do ativo imobilizado é o processo de conhecimento e mapeamento do patrimônio de uma empresa, fornecendo relatórios com informações estratégicas para os gestores e para a contabilidade.
Na atualidade as empresas independentes de seu tamanho ou ramos de atuação estão reconhecendo a importância e os benefícios do controle do ativo imobilizado para a administração e estrutura da organização, pois com essa ferramenta ele tem em mãos o valor real de seu patrimônio e consequentemente controle sobre ele.
Nos dados citados na tabela abaixo, foi efetuado o levantamento dos bens com identificação de suas características técnicas, como a descrição do bem, como a marca a potência ano de fabricação.
Também foi abordado a técnica avaliação dos ativos para fins contábeis que seria um laudo de avaliação patrimonial esse laudo consiste em informar o valor de aquisição do veículo, depreciação, tempo de vida útil e valor final com o cálculo de depreciação anual, esse levantamento permite ao proprietário saber qual valor real do seu patrimônio e qual valor de venda.
4.4.2 Rateio da depreciação 
A depreciação é a perda de valor de bem decorrente de seu uso e desgaste natural. No trabalho realizado, foi efetuado o cálculo por alqueire dos lotes de Faxinal e de Jardim Alegre.
Com cálculos aproximados foram averiguados o valor depreciável por alqueires, por lotes de cada município.
Com esse método pode dar aos proprietários valores que em sua maioria na questão rural passa desapercebido e proporcionou suporte para decisões futuras de investimentos. 
QUADRO 06 – Valor depreciável por alqueire.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
No quadro 06 demostra-se o total da depreciação anual, calculado com base no total apurado, dividido pela quantidade de área cultivada que resultou o total de R$115,29.
QUADRO 07 – Valor depreciável dos lotes.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
Com base no resultado apresentado no quadro 06 e tendo em vista a área destinada a produção da soja e do trigo, calculou-se a depreciação total anual utilizando como base a multiplicação do resultado da depreciação por alqueire multiplicado pela área total destinada a produção. 
QUADRO 08 – Rateio da depreciação da propriedade da cidade de Faxinal 
(Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas)
No quadro 08 mostra a descrição do faturamento total com relação a cultura do soja e do trigo seus percentuais e depreciação. Pode se observar que o percentual do faturamento com relação ao soja foi maior em relação ao trigo mesmo sendo na mesma propriedade, vários fatores podem ter influenciado nessa diferença. Na questão da depreciação com o acompanhamento entre uma safra e outra o valor com relação ao trigo foi menor devido ao seu faturamento.
QUADRO 09 – Rateio da depreciação da propriedade da cidade de Jardim alegre
( Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas)
Com relação aos dados apresentados no quadro 9 com relação a propriedade da cidade de Jardim Alegre observa-se que o faturamento do soja é maior que o do trigo e que a relação do percentual de depreciação o do trigo é menor devido a seu faturação ser menor que o do soja, vários fatores podem ter influenciado nessa diferença, climático ou qualidade da matéria prima etc.
4.4.3 Mão de obra
A mão de obra se divide em direta custos gerais com salários, encargos e benefícios do pessoal empregados diretamente na produção e indireta estão relacionados aos custos dos empregados indiretamente a produção.
Com relação a forma pela qual esses proprietários aderiram foi a mão de obra direta com seus funcionários registrados em suas funções, com salário base, 13º salário, férias FGTS, na tabela de composição anual da mão de obra está lançado as funções de motorista e serviços gerais com cálculos anuais de custo.
Realizando o rateio das duas propriedades e das duas culturas obtiveram valores relacionados ao custo com seus funcionários naquele ano e cultura.
QUADRO 10 – Composição do custo anual da mão de obra.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
QUADRO 11 – Rateio da mão de obra para as culturas do lote 1.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
QUADRO 12 – Rateio da mão de obra para as culturas do lote 2.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
FALTA ESCREVER UM TEXTO EXPLICANDO O QUADRO 11 E 12
4.5 CUSTO DAS CULTURAS
Os custos são divididos em custos fixos e custos variáveis, no caso da cultura agrícola os custos variáveis predominam pois vai depender da cultura e a extensão territorial para determinada época.
Nas propriedades trabalhadas nota-se que os custos variáveis como óleo diesel, semente, adubo e os agroquímicos estão presentes nas tabelas de todos os lotes dos quais com valores diferenciado, devido a necessidade e tamanho territorial.
Os custos fixos são os custos que são independentes do nível da atividade da empresa, qualquer que seja a quantidade produzida ou vendida, mesmo que seja zero não se altera.
No caso estudado foram levantados os custos fixos do quais são os mesmos em todos os lotes com exceção do lote 1 que tem um item a mais que o arrendamento.
QUADRO 13 – Custo da Cultura da soja safra 2018/2019 no Lote Faxinal.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
No quadro 13 demostra-se os custos fixos e variáveis da produção da soja do lote de Faxinal, onde observa-se que aproximadamente 59,16% do custo refere-se aos custos variáveis.
QUADRO 14 – Custo da Cultura da soja safra 2018/2019 no Lote Jardim Alegre
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
No quadro 14 demostra-se os custos fixos e variáveis da produção da soja do lote de jardim alegre, onde se observa que aproximadamente 94,15% do custo refere-se aos custos variáveis. 
QUADRO 15 – Custo da Cultura do trigo safra 2018/2019 no Lote Faxinal.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
No quadro 15 demostra-se os custos fixos e variáveis da produção do Trigo do lote de Faxinal, onde se observa que aproximadamente 48,32% do custo refere-se aos custos variáveis. 
QUADRO 16 – Custo da Cultura do trigo safra 2018/2019 no Lote Jardim Alegre.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
No quadro 16 demostra-se os custos fixos e variáveis da produção do Trigo do lote de jardim alegre, onde se observa que aproximadamente 94,19% do custo refere-se aos custos variáveis. 
4.5.1 Resultado final
Depois de um apanhado de informações e cálculos chega-se ao resultado final que nos traz a realidade do que realmente foi gasto e como produto final o resultado demostrando lucro ou prejuízo do período
QUADRO 17 – Resultado da cultura da soja do Lote de Faxinal.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
No quadro 17 demostra-se o resultado da produção da soja do lote de faxinal, onde observa-se um resultado no montante de R$ 112.896,96 que equivale aproximadamente a 8,42% da receita liquida apurada. Outro ponto importante a destacar é a questão do pagamento realizado a título de arrendamento, que neste cenário impacta em aproximadamente 33,84% da receita liquida.
QUADRO 18 – Resultado da cultura da soja do Lote de Jardim Alegre.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
FALTA ESCREVER UM TEXTO EXPLICANDO O QUADRO 18 
QUADRO 19 – Resultado da cultura do Trigo do Lotede Faxinal.
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
FALTA ESCREVER UM TEXTO EXPLICANDO O QUADRO 19
QUADRO 20 – Resultado da cultura do Trigo do Lote de Jardim Alegre
Fonte: Desenvolvida pelas acadêmicas
FALTA ESCREVER UM TEXTO EXPLICANDO O QUADRO 20
5 ANÁLISE DOS RESULTADOS 
O controle das atividades possibilita ao produtor tomar decisões mais precisas em relação à compra de insumos, materiais ou até para futuros investimentos, buscando sempre melhorar o controle dos custos da organização.
Para uma propriedade rural progredir e principalmente reduzir mão de obra, frequentemente é necessário realizar algum investimento na propriedade. Além disso, mensalmente é preciso adquirir insumos para a produção, atividade rural. Nesse sentido, foi questionado ao proprietário como é feito o controle dos custos de suas propriedades, o proprietário afirmou que a maioria de seus custos ele faz o controle na cabeça, e que algumas informações ele ainda adota o método mais antigo e faz suas anotações em um caderno. Observa-se que os relatórios da cooperativa se baseiam no fluxo de caixa e não no princípio da competência, pois o fluxo de caixa é um importante instrumento de controle financeiro em que produtores mantêm o registro de todas as informações de recursos que saem e que entram em um determinado período. Assim o produtor compra os produtos nas campanhas em sua cooperativa, e se caso não utilizar tudo em uma safra, ele deixa estocado para a próxima. 
(Qual é a grande vantagem da depreciação... O produtor não utiliza da depreciação na apuração do seu resultado, você deve mencionar que o mesmo está perdendo a oportunidade de diminuir sua carga tributária).
6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
O trabalho teve como objetivo analisar o sistema de custos realizado pelo produtor levando em consideração todos os custos possíveis. Durante o desenvolvimento do estudo, o produtor acompanhou o trabalho bem como ajudou com as informações para que pudesse desenvolver o estudo com os dados mais reais possíveis. Os objetivos específicos do trabalho que foram propostos, iniciando com a revisão bibliográfica referente à contabilidade de custos, contabilidade rural e contabilidade de custos aplicada a atividade rural, bem como métodos de custeio, análise do custo, volume e resultado de cada cultura, identificando as informações necessárias para a gestão do agricultor. Desse modo, todos os itens foram alcançados de acordo com o desenvolvimento do trabalho. Foram analisados os custos totais das culturas de soja e trigo. Na sequência, foram analisadas a relação do custo, volume e resultados das culturas de trigo, soja, Posteriormente, foram analisadas as margens de contribuição unitária e total dos mesmos, o ponto de equilíbrio e, por fim, a margem de segurança operacional deixadas pelas culturas estudadas.
RECOMENDAÇÕES
A análise gerencial da propriedade é de grande importância para mostrar a realidade dos fatores de produção que determinam a viabilidade ou não da unidade produtiva. Dessa forma, ao realizar as anotações necessárias à realização do controle gerencial, o produtor consegue ter noção do quanto está ganhando e do quanto está gastando. Isso é fundamental para se pensar a viabilidade da unidade de produção no curto, médio e longo prazo. 
REFERÊNCIAS
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CREPALDI, Silvio Aparecido. Contabilidade rural: uma abordagem decisória. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2009.
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GOMES, A. R. Contabilidade rural & agricultura familiar. Rondonópolis: A. R. Gomes, 2000.
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Técnicas de Pesquisa, Marconi de Andrade/ 2° Ed. São Paulo: Atlas, 1990.
WERNKE, Rodney. Gestão de custos: uma abordagem prática. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2004. 0 p.
Depreciação Acumulada (R$)Area Cultivada(Alq.)
Total Depreciação Anual 
(R$)
31.127,22270
115,29
Área Cultivada (Alq.)Quantidade (Alq.)Depreciação Anual por Alq.Depreciação Total Anual (R$)
Lote Faxinal180115,2920.751,48
Lote Jardim Alegre90115,2910.375,74
TOTAL270115,2931.127,22
DescriçãoSojaTrigoTotal
Faturamento1.360.800,00720.000,002.080.800,00
Percentual65,40%34,60%100%
Depreciação13.571,047.180,4420.751,48
DescriçãoSojaTrigoTotal
Faturamento720.000,00360.000,001.080.000,00
Percentual66,67%33,33%100%
Depreciação6.917,163.458,5810.375,74
Descrição da 
Função
Salário 
Mensal
Salário Total do 
Período de 1 
Ano
Férias
1/3 de 
Férias
13° 
Salário
Total dos 
Proventos
FGTS
INSS de 
Terceiros
Total Geral
Tratorista1.242,0013.662,001.242,00414,001.242,0016.560,001.324,80447,1218.331,92Serviços Gerais1.140,0012.540,001.140,00380,001.140,0015.200,001.216,00410,4016.826,40
Serviços Gerais1.000,0011.000,001.000,00333,331.000,0013.333,331.066,67360,0014.760,00
TOTAIS3.382,0037.202,003.382,001.127,333.382,0045.093,333.607,471.217,5249.918,32
SojaTrigoTotal
1.360.800,00720.000,002.080.800,00
65,40%34,60%100%
65.792,4234.810,80100.603,22
SojaTrigoTotal
720.000,00360.000,001.080.000,00
66,67%33,33%100%
67.068,8133.534,41100.603,22
Descrição
Unidade de 
medida
QuantidadeValor em R$ por Unidade
Total em R$ 
por Alqueire
Total em R$ do Lote 
Faxinal em Alqueires
Custos Variáveis
ÓLEO DIESELLITRO30R$ 3,50R$ 105,00R$ 18.900,00
SEMENTESACA3,5R$ 300,00R$ 1.050,00R$ 189.000,00
ADUBO KILO14R$ 95,00R$ 1.330,00R$ 239.400,00
Agroquimico
CrifosatoLitros5R$ 20,00R$ 100,00R$ 18.000,00
ZappLitros5R$ 20,00R$ 100,00R$ 18.000,00
Fox + AureoLitros1R$ 300,00R$ 300,00R$ 54.000,00
Eugeo PlenoMl6R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
EsteleiteMl600R$ 90,00R$ 90,00R$ 16.200,00
ElatusKilos2R$ 150,00R$ 300,00R$ 54.000,00
EugelplennoMl600R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
EstimuleiteMl600R$ 90,00R$ 90,00R$ 16.200,00
Ativum + AdejuvanteLitros2R$ 150,00R$ 300,00R$ 54.000,00
Eugel Ml800R$ 110,00R$ 110,00R$ 19.800,00
(=)TOTAL DOS CUSTOS VARIÁVEISR$ 726.300,00
CUSTOS FIXOS
DEPRECIAÇÃOSACAS DE 60KGS1,077 R$ 70,00R$ 75,39R$ 13.571,04
MÃO DE OBRASACAS DE 60KGS3,000 R$ 63,00R$ 189,00R$ 34.020,00
ARRENDAMENTOSACAS DE 60KGS40R$ 63,00R$ 2.520,00R$ 453.600,00
(=)TOTAL DOS CUSTOS FIXOSR$ 501.191,04
(=)TOTAL DOS CUSTOSR$ 1.227.491,04
CUSTO POR SACA DE 60 KG(Custo de R$ XXXXX / 120 Sacas de produção por Alqueire)R$ 56,83
Descrição
Unidade de 
medida
Quantidade
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ por 
Alqueire
Total em R$ do Lote 
Jardim Alegre em 
Alqueires
Custos Variáveis
ÓLEO DIESELLITRO30R$ 3,50R$ 105,00R$ 9.450,00
SEMENTESACA3,5R$ 300,00R$ 1.050,00R$ 94.500,00
ADUBO KILO14R$ 95,00R$ 1.330,00R$ 119.700,00
Agroquimico
CrifosatoLitros5R$ 20,00R$ 100,00R$ 9.000,00
ZappLitros5R$ 20,00R$ 100,00R$ 9.000,00
Fox + AureoLitros1R$ 300,00R$ 300,00R$ 27.000,00
Eugeo PlenoMl6R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
EsteleiteMl600R$ 90,00R$ 90,00R$ 8.100,00
ElatusKilos2R$ 150,00R$ 300,00R$ 27.000,00
EugelplennoMl600R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
EstimuleiteMl600R$ 90,00R$ 90,00R$ 8.100,00
Ativum + AdejuvanteLitros2R$ 150,00R$ 300,00R$ 27.000,00
Eugel Ml800R$ 110,00R$ 110,00R$ 139.500,00
(=)TOTAL DOS CUSTOS VARIÁVEISR$ 492.750,00
CUSTOS FIXOS
DEPRECIAÇÃOSACAS DE 60KGS1,077 R$ 70,00R$ 75,39R$ 13.571,04
MÃO DE OBRASACAS DE 60KGS3,000 R$ 63,00R$ 189,00R$ 17.010,00
(=)TOTAL DOS CUSTOS FIXOSR$ 30.581,04
(=)TOTAL DOS CUSTOS523.331,04
CUSTO POR SACA DE 60 KG(Custo de R$ XXXXX / 120 Sacas de produção por Alqueire)48,46 
Descrição
Unidade de 
medida
Quantidade
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ 
por Alqueire
Total em R$ do Lote 
Faxinal em Alqueires
Custos Variáveis
ÓLEO DIESELLITRO30R$ 2,50R$ 75,00R$ 13.500,00
SEMENTEKILO100R$ 9,00R$ 900,00R$ 162.000,00
ADUBO KILO14R$ 85,00R$ 1.190,00R$ 214.200,00
Agroquimico
GrifosatoLITRO5R$ 20,00R$ 100,00R$ 18.000,00
AgritoneLITRO3R$ 26,67R$ 80,00R$ 14.400,00
AlayG15R$ 20,00R$ 20,00R$ 3.600,00
Engel PlenoML700R$ 100,00R$ 100,00R$ 18.000,00
Priori ExtraML750R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
TiltLITRO2R$ 60,00R$ 120,00R$ 21.600,00
Eugel PlenoML600R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
MachtML500R$ 50,00R$ 50,00R$ 9.000,00
Priore ExtraML750R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
Eugel ML600R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
CerteroML120R$ 80,00R$ 80,00R$ 14.400,00
TOTAL DOS CUSTOS VARIÁVEISR$ 546.300,00
CUSTOS FIXOS
DEPRECIAÇÃOSACAS DE 60KGS1,077 R$ 70,00R$ 75,38R$ 13.571,04
MÃO DE OBRASACAS DE 60KGS3,000 R$ 45,00R$ 135,00R$ 24.300,00
(=)TOTAL DOS CUSTOS FIXOSR$ 37.871,04
(=)TOTAL DOS CUSTOS R$ 584.171,04
R$ 1.130.471,04
CUSTO POR SACA DE 60 KG(Custo de R$ XXXXX / XX Sacas de produção por Alqueire)R$ 62,80
Descrição
Unidade de 
medida
Quantidade
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ 
por Alqueire
Total em R$ do Lote 
Faxinal em Alqueires
Custos Variáveis
ÓLEO DIESELLITRO30R$ 2,50R$ 75,00R$ 6.750,00
SEMENTEKILO100R$ 9,00R$ 900,00R$ 81.000,00
ADUBO KILO14R$ 85,00R$ 1.190,00R$ 107.100,00
Agroquimico
GrifosatoLITRO5R$ 20,00R$ 100,00R$ 9.000,00
AgritoneLITRO3R$ 26,67R$ 80,00R$ 7.200,00
AlayG15R$ 20,00R$ 20,00R$ 1.800,00
Engel PlenoML700R$ 100,00R$ 100,00R$ 9.000,00
Priori ExtraML750R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
TiltLITRO2R$ 60,00R$ 120,00R$ 10.800,00
Eugel PlenoML600R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
MachtML500R$ 50,00R$ 50,00R$ 4.500,00
Priore ExtraML750R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
Eugel ML600R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
CerteroML120R$ 80,00R$ 80,00R$ 7.200,00
(=)TOTAL DOS CUSTOS VARIÁVEISR$ 417.150,00
CUSTOS FIXOS
DEPRECIAÇÃOSACAS DE 60KGS1,077 R$ 70,00R$ 75,39R$ 13.571,04
MÃO DE OBRASACAS DE 60KGS3,000 R$ 45,00R$ 135,00R$ 12.150,00
(=)TOTAL CUSTOS FIXOSR$ 25.721,04
(=) TOTAL CUSTOSR$ 442.871,04
CUSTO POR SACA DE 60 KG(Custo de R$ XXXXX / XX Sacas de produção por Alqueire)R$ 27,34
Descrição
Quantidade em 
Sacas por Alqueire
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ por 
Alqueire
Quantidade em Sacas 
dos 180 Alqueires
Total em R$ dos 
180 Alqueires
(+) Receita de Produção12063,007.560,0021.600,001.360.800,00
(-) Imposto S/ Venda (Funrural 1,5%)1,863,00113,40324,00 20.412,00
(=) Receita Líquida118,207.446,6021.276,00 1.340.388,00
(-) Custo de Produção64,054.035,0011.528,57726.300,00
ÓLEO DIESEL1,6763,00105,00300,0018.900,00
SEMENTE16,6763,001.050,003.000,00189.000,00
ADUBO21,1163,001.330,003.800,00239.400,00
AGROQUIMICO24,6063,001.550,004.428,57279.000,00
CUSTOS FIXOS44,202.784,397.955,41501.191,04
DEPRECIAÇÃO1,2063,0075,39215,41R$ 13.571,04
MÃO DE OBRA3,0063,00189,00540,00R$ 34.020,00
ARRENDAMENTO40,0063,002.520,007.200,00R$ 453.600,00
(=) LUCRO BRUTO9,96627,211.792,02112.896,96
(=) RESULTADO OPERACIONAL9,96627,211.792,02112.896,96
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL110,046.932,7919.807,981.247.903,04
Descrição
Quantidade em 
Sacas por Alqueire
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ por 
Alqueire
Quantidade em Sacas 
dos 90 Alqueires
Total em R$ dos 
90 Alqueires
(+) Receita de Produção120,0063,007.560,0010.800,00680.400,00
(-) Imposto S/ Venda (Funrural 1,5%)1,8063,00113,40162,0010.206,00
(=) Receita Líquida118,207.446,6010.638,00670.194,00
(-) Custo de Produção86,905.475,007.821,43492.750,00
ÓLEO DIESEL1,6763,00105,00150,009.450,00
SEMENTE16,6763,001.050,001.500,0094.500,00
ADUBO21,1163,001.330,001.900,00119.700,00
AGROQUIMICO47,4663,002.990,004.271,43269.100,00
CUSTOS FIXOS5,39339,79485,4130.581,04
DEPRECIAÇÃO2,3963,00150,79215,4113.571,04
MÃO DE OBRA3,0063,00189,00270,0017.010,00
(=)LUCRO BRUTO25,901.631,812.331,16146.862,96
(=)RESULTADO OPERACIONAL25,901.631,812.331,16146.862,96
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL94,105.928,198.468,84533.537,04
Descrição
Quantidade em 
Sacas por Alqueire
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ por 
Alqueire
Quantidade em Sacas 
dos 180 Alqueires
Total em R$ dos 
180 Alqueires
(+) Receita de Produção10038,003.800,0018.000,00684.000,00
(-) Imposto S/ Venda (Funrural 1,5%)1,838,0057,00270,0010.260,00
(=) Receita Líquida98,23.743,0017.730,00673.740,00
(-) Custo de Produção79,633.035,0014.376,32546.300,00
OLEO DISEL 1,9738,0075,00355,2613.500,00
SEMENTE23,6138,00900,004.263,16162.000,00
ADUBO31,2238,001.190,005.636,84214.200,00
AGROQUIMICO22,8338,00870,004.121,05156.600,00
CUSTOS FIXOS5,52210,39996,6137.871,04
DEPRECIAÇÃO1,9838,0075,39357,1313.571,04
MÃO DE OBRA3,5438,00135,00639,4724.300,00
(=)LUCRO BRUTO13,05497,612.357,0889.568,96
(=)RESULTADO OPERACIONAL13,05497,612.357,0889.568,96
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL86,913.302,3915.642,92594.431,04
Descrição
Quantidade em 
Sacas por Alqueire
Valor em R$ por 
Unidade
Total em R$ por 
Alqueire
Quantidade em Sacas 
dos 90 Alqueires
Total em R$ dos 
90 Alqueires
(+) Receita de Produção12038,004.560,009.000,00410.400,00
(-) Imposto S/ Venda (Funrural 1,5%)1,8038,0068,40135,006.156,00
(=) Receita Líquida118,204.491,608.865,00404.244,00(-) Custo de Produção79,873.035,005.990,13273.150,00
ÓLEO DIESEL1,9738,0075,00148,036.750,00
SEMENTE23,6838,00900,001.776,3281.000,00
ADUBO31,3238,001.190,002.348,68107.100,00
AGROQUIMICO22,8938,00870,001.717,1178.300,00
CUSTOS FIXOS7,52285,79564,0625.721,04
DEPRECIAÇÃO3,9738,00150,79297,6113.571,04
MÃO DE OBRA3,5538,00135,00266,4512.150,00
(=) LUCRO BRUTO30,811.170,812.310,81105.372,96
(=) RESULTADO OPERACIONAL30,811.170,812.310,81105.372,96
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL89,193.389,196.689,19305.027,04

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