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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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e os mi-
croorganismos isolados subme-
tidos ao antibiograma,
o tratamento consiste basi-
camente na utilizac;ao de anti-
bioticoterapia associando-se
eritromicina e rifampicina, A
eritromicina na dose de 25 a 30
mg/kg, 4 vezes ao dia e a
rifampicina na dose de 5 a 10
mg/kg, 2 vezes ao dia, ambos
pela via oral, possui boa lipo-
solubilidade e difusao nos teci-
dos; por sinergismo, apresentam
grande poder em com bater 0
R. equi, Ocasionalmente a eri-
tromicina pode desencadear
diarreia no potro, nao reque-
rendo tratamento espedfico,
pois a mesma cessara assim que
a administrac;ao do antibi6tico
for suspensa.
A instituic;ao de medidas
auxiliares, como aplicac;ao de
broncodilatadores, mucoliticos
e antiinflamat6rios nao hormo-
nais, aliviam consideravelmente
o quadro de insuficiencia res-
pirat6ria,
A aplicac;ao de plasma ou
soro imune, obtido de doado-
res que receberam baderinas
aut6genas de R. equi, e capaz
de estabilizar a infec<;:aoe pro-
porcionar consideravel prote-
<;:ao,reduzindo 0 numero de ca-
sos em propriedades que apre-
sentem a infec<;:aode forma en-
demica, embora ainda consti-
tua medida controvertida quan-
to a ser de fundamental impor-
tancia na cura do paciente.
Os cuidados gerais de enfer-
magem, como monitoriza<;:aoc11-
nica constante, oxigenioterapia,
remo<;:aodas fezes para ester-
queiras, instala<;:6eslimpas, de-
sinfetadas e arejada, saGfunda-
mentais na fase de recupera<;:ao
dos potros e na redu<;:aoda inci-
dencia de infec<;:aopelo Rhodo-
coccus equi.
A hernia umbilical, dentro da
conceitua<;:ao c1assica,e defini-
da como a passagem de visce-
ras para uma cavidade neofor-
mada, atraves de um ponto ana-
tomicamente fraco, neste caso,
o umbigo.
Em geral, a hernia umbilical
constitui processo hereditario,
devendo ser dada mais aten<;:ao
ao fato nos programas de sele-
<;:aodos animais.E observada co-
mo um aumento de volume de
diametro variavel, contendo no
seu interior al<;:ado intestino, ge-
ralmente delgado, ou partes do
mesenterio. Na dependencia do
diametro do anel herniario umbi-
lical, maior ou menor quantidade
de al<;:aintestinal ou mesenterio
estarao alojados no interior do
saco herniario.
A sintomatologia, alem da
apresenta<;:ao anat6mica da
afec<;:ao, varia em fun<;:ao das
complica<;:6esadvindas do novo
posicionamento das al<;:as.A
mais grave e 0 encarceramento
e 0 estrangulamento que pode
Figura 1.11
Hernia umbilical em potro.
acometer 0 segmento herniado,
devido ao acumulo de fezes e a
compressao que a al<;:asofre
contra a parede do saco e anel
herniario.
A manobra de redu<;:ao do
conteudo do saco herniario (ta-
xe) e imposslvel em alguns ca-
sos, devido as aderencias ao pe-
rit6nio, volume das al<;:asou ao
pequeno diametro do anel. 0
animal passa a ter sinais eviden-
tes de c61icase alterac;:6essiste-
micas caraderlsticas de endo-
toxemia. Ouando 0 desconforto
e a dor diminuem, pode nao sig-
nificar que esteja ocorrendo me-
Ihora do problema, 0 que pode
ter acontecido e a necrose da
al<;:aestrangulada, produzindo
rapida deteriora<;:ao do estado
geral do animal, a despeito do
tratamento de sustenta<;:ao,
transformando 0 caso em emer-
gencia cirurgica.
No sentido de prevenir as
complica<;:6es da hernia umbi-
lical, todo potro portador desta
afec<;:ao deve ser operado 0
mais cedo posslvel. No entan-
to, quando as manifesta<;:6esde
complica<;:6esaparecem, 0 qua-
dro e grave e 0 progn6stico,
quanto a recupera<;:ao, menos
otimista em virtude da neces-
sidade de se realizar uma la-
parotomia e ressec<;:aoda al<;:a
necrosada.
1.16. Hernia inguino-
escrotal do potro.
Frequentemente a hernia in-
guino-escrotal do potro e con-
genita, desenvolvendo-se des-
de 0 nascimento ate 0 4° mes
de vida, devido a amplitude do
anel inguinal. A grande maioria
destas hernias desaparece es-
pontaneamente, mas pode per-
sistir, complicando-se com en-
carceramento e 0 estrangula-
mento do segmento intestinal
herniado.
Geralmente, apenas um dos
lados da bolsa escrotal pode
apresentar 0 problema, mos-
trando-se como aumento de vo-
lume que varia de diametro con-
forme 0 estado de replec;:aode
conteudo alimentar nas alc;:as,
ou entao, conforme 0movimento
de elevac;:aoe abaixamento do
testfculo na bolsa escrotal.
As hernias inguino-escrotais
estranguladas produzem 0 mes-
mo quadro sintomatol6gico das
umbilicais estranguladas, sendo
o tratamento basicamente 0
mesmo - a cirurgia.
Por existirem fortes indicios
de hereditariedade no apareci-
mento destas hernias, aconse-
Iha-se a eliminac;:ao delas nos
potros portadores, realizando-se
concomitantemente a orquiec-
tomia do testiculo correspon-
dente ao lado herniado para,
posteriormente, em torno de 2
a 3 anos de idade, retirar-se 0
testfculo restante. A castrac;:ao
de ambos os testfculos em um
s6 tempo cirurgico, embora nao
exista comprovac;:ao cientifica,
tem side apontada como fator
de interferencia no desenvolvi-
mento corp6reo do animal, prin-
cipalmente quanto ao fen6tipo
de macho.
Figura 1.12
Hernia inguino-escrotal do potro.
Figura 1.13
Hernia inguino-escrotal em potro - aspecto cirurgico.
02
AfeC90es da Pele
A pele e os pelos constituem
o manto de revestimento do or-
ganismo animal, formando uma
barreira de protec;ao ao frio, ao
sol, da desidratac;ao e das conta-
minac;6esexternas,sendo um dos
componentes importantes na ma-
nutenc;ao da termorregulac;ao.
A pele do cavalo e notada-
mente resistente e muito sensivel;
e constituida pela epiderme, ou
capa externa,e,subjacentemente,
pela derme e subderme,A epider-
me e formada por celulas epite-
liais estratificadas que se diferen-
ciam em uma camada profunda
germinativa, de varias camadas
de celulas poliedricas e outras su-
perficiais corneificadas que se
descamam continuamente.
Dos estratos da pele origi-
nam-se os anexos que saG os
pelos, cascos, glandulas sebace-
as, sudorfparas e mamarias. A
derme e a regiao de tecido con-
juntiva denso que separa a pele
propriamente dita dos demais
tecidos corporais. E na derme
que encontramos arterias, veias,
capilares, vasos linfciticos, fibras
nervosas sensitivas e as glandu-
las de secrec;ao ex6crina.
As glandulas sudoriparas do
cavalo encontram-se distribufdas
praticamente por todo 0 corpo
do animal, exceto nas extremi-
dades, conferindo uma grande
capacidade de suar, que asso-
ciada a mecanismos de erec;ao
dos pelos, formam um perfeito
sistema de resfriamento.
A cor da pele e proporcionada
por granulos de melanina, confe-
rindo, em uniao com a cor dos
pelos, a tonalidade caracterfstica
de cada padrao de colorac;ao.
Em suma, a pele e 0 termo-
metro de avaliac;aodo estado de
saude do animal. Animais doen-
tes apresentam pele aspera,
sem elasticidade, descamando
e pelos sem brilho.
E uma alterac;ao funcional
das glandulas sudoriparas que
acomete cavalos submetidos a
exercfcio, em regi6es de clima
quente e umido.
A falha no mecanismo da su-
dorese, responsavel pela manu-
tenc;ao e equillbrio da tempera-
tura corporal, decorre principal-
mente da incapacidade das glan-
dulas sudorfparas de responde-
rem aos estfmulos da adrenalina
circulante, retendo calor desne-
cessariamente.
o quadro clinico e caracteri-
zado pela dispneia e alterac;6es
de sudorese, logo ap6s 0 exercf-
cio. A produc;ao de suor reduz-
se gradativamente, podendo res-
tringir-se apenas as regi6es do
pescoc;oe entre as coxas, e rara-
mente limitar-se a regiao da crina
A intensidade da reduc;aodos
sinais de suor pode variar con-
forme a gravidade da exposic;ao.
Pode evoluir em semanas assim
como a manifestac;ao ser aguda.
A intensa dispneia ocorre pela
necessidade de aumentar a per-
da de calor pela respirac;ao, co-
mo formade compensac;ao.Nes-
tas condic;6es, alguns animais
podem apresentar elevac;ao de
temperatura corp6rea que atinge
41 a 42°C

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