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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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Calcinose circunscrita - vista anterior.
Figura 2.34
Calcinose circunscrita - vista lateral.
03
AfeC90es dos Musculos
1.musculos nasolabiais 2. m. palpebrais, 3. m. auriculares, 4. m. masseter;
5. glandula par6tida; 6. m. esplenio; 7. veia jugular; 8. m. trapezio; 9. m.
serrato ventral, 10. m. esternocefaJico; 11. m. delt6ide; 12. m. peitoral;
13. m. trfceps; 14. m. extensor carpo-radial; 15.m. extensor comum das
falanges, 16. m. cubital lateral; 17.m. extensor digital lateral; 18. ligamen-
tos anulares; 19. tend6es extensores digitais; 20. t. flexores digitais su-
perficial e profundo; 21. m. peitoral; 22 m. grande dorsal; 23. m. serrato
ventral; 24. m. oblfquo abdominal externo; 25. aponevrose do m. oblfquo
abdominal externo; 26. tuberosidade ilfaca; 27. m. tensor da fascia lata;
28. m. gluteo superficial; 29. m. bfceps femoral; 30. m. semitendfneo; 31.
tuberosidade isquiatica; 32 m. da cauda; 33. fascia femoral lateral; 34.
articulac;:ao femorotfbio-patelar, 35. m. extensor digital Iongo; 36. m.
extensor digital lateral; 37. m. flexor digital profundo; 38. calcaneo, 39. t.
extensor digital comum; 40. t. flexores digitais superficial e profundo.
tos, as articula<;6es, os tend6es
e, finalmente os musculos.
Os musculos constituem-se
em uma das principais unidades
de trabalho do organismo do ani-
mal, e, atraves de seus mecanis-
mos de contra<;ao e relaxamen-
to, proporcionam a atividade para
o desencadeamento dos movi-
A movimenta<;ao e a locomo-
<;ao dos cavalos e realizada pe-
la perda harmonizada do equi-
Ilbrio estatico, integrado por um
complexo sistema em que parti-
cipam principalmente, 0 sistema
nervoso, os ossos, os ligamen-
mentos basicos de flexao, exten-
sao, adu<;ao, abdu<;ao e rota<;ao.
o musculo esqueletico dos
mamfferos possui em sua com-
posic;:ao, aproximadamente 75%
de agua, 18 a 22% de protefna,
1% de carboidratos e 1% de sais
minerais, variando seu teor de li-
pfdios. 0 volume total do muscu-
10e constitufdo de 75% a 90%
de miofibras, alem de celulas de
gordura, fibroblastos, vasos capi-
lares, nervos e tecido conjuntivo,
cuja composi<;ao proporcional po-
de variar conforme 0 musculo. As
miofibras sao compostas de mio-
fibrilas que constituem as unida-
des basicas necessarias para a
contra<;ao do musculo.
As miofibrilas sac compostas
por dois tipo de fibras, a saber:
a. Fibras do tipo I, de contrayao
lenta, altamente oxidativas.
b. Fibras do tipo II, de contrayao
rapida, apresentando os subti-
pos IIA, liB e IIC; sendo as do
tipo IIA altamente oxidativas, e
dos tipos liB e IIC com baixa
propriedade oxidativa.
Assim como existem tipos di-
ferentes de fibras musculares,
existem dois tipos de fibras ner-
vosas motoras, tipo I e tipo II, sen-
do que cada miofibra e inervada
por apenas um ramo de um neu-
ronio motor.
Independentemente da via
etiologica, existem evidencias de
que as altera<;6es miopaticas de-
senvolvem-se dentro de um pa-
drao de degenera<;ao, 0 que jus-
tificaria, na maiaria das vezes a
dificuldade em c1assificar-se 0 ti-
. po de afec<;ao que 0 cavalo apre-
senta e, consequentemente, a
elaborat;:ao de um diagn6stico
etiopatogenico com precisao.
As miopatias podem ser c1as-
sificadas sob 0 ponto de vista di-
datico segundo a etiologia, con-
forme a origem da at;:aodesen-
cadeante da afect;:ao em:
1. Miopatias neurogenicas
As miopatiasneurogenicaspo-
dem ter origem nos distUrbios de
celulas do corno anterior e de rai-
zes nervosas motoras; em neuro-
patias perifericas e nos disturbios
de transmissao neuromuscular.
2. Miopatias miopaticas
As miopatias miopaticas po-
dem ser origem conforme abaixo:
Traumatica - Miopatia Fibrosa,
Ruptura do Musculo Gastro-
cnemio e Ruptura do Muscu-
10 Serrato Ventral.
Inflamat6ria - Idiopatica e por
injet;:oes intramuscular de
drogas irritantes.
Infecciosa - Baderiana como
na Gangrena Gasosa e no
Edema Maligno; viral como
na Influenza e parasitaria co-
mo no Sarcocystis.
T6xica - Plantas, como a Cassia
occidentalis e drogas, como
a monensina.
Hormonal - Por Hiperadreno-
corticismo e Hipotireoidismo.
Auto-imune - Na Purpura He-
morragica, que pode causar
lesoes secundarias a hemor-
ragia muscular.
Circulat6ria - Na Miosite P6s-
Anestesica localizada e na
generalizada, e na Trombose
A6rtico-iliaca.
Genetica - Na Paralisia Peri6-
dica Hipercalemica; nas Mio-
tonias e nas Miopatias Meta-
b6licas.
Nutricional - Nas deficiencias
de vitamina E e selenio e na
ma-nutrit;:ao.
Exercicio - Na Sindrome de
Exaustao.
Atrofia caquetica; Atrofia por
desuso.
Malignidade e Multifatorial.
Mista/ldiopMica - Na Mioglo-
binuria Atlpica ou Paralitica e
na Miastenia P6s-Anestesica.
As miopatias podem tam-
bem ser c1assificadas, quanto a
fisiopatologia, em disturbios de
excitayao; disturbios de propa-
gayao do potencial de ayao;
disturbios de acoplamento no
sistema excitayao-contrayao;
disturbios de contrayao (ainda
nao identificada no equino); dis-
turbios de suprimento de ener-
gia (ainda nao identificada no
equino); ayao direta sobre fi-
bras e estruturas musculares;
trauma; atrofia por desuso e va-
riada/multifatorial.
Eo processo inflamat6rio que
em geral, acomete os musculos
esqueleticos do cavalo. Pode re-
sultar de trauma direto ou indire-
to sobre 0 musculo e ocorrer co-
mo processo secundario em um
certo numero de doent;:as, con-
forme as diversas etiologias ex-
postas em sua c1assificat;:ao.
A at;:ao traumatica indireta
pode acontecer nos grandes es-
fort;:os de contrat;:ao e extensao
de certos grupos museu lares, ul-
trapassando a capacidade das fi-
bras em se contrair e relaxar. A
miosite pode ainda ser observa-
da como uma forma de cansat;:o
ou fadiga muscular, nas enfermi-
dades primarias de ossos ou ar-
ticulat;:oes, como resultante do
trabalho intenso e continuo dos
musculos na tentativa de mante-
rem 0 eixo de gravidade do cor-
po. 0 trabalho muscular continuo
leva a grande consumo das re-
servas energeticas, inicialmente
por metabolismo celular aer6bio,
e, mais tarde, devido a deficiente
oferta de oxigenio as celulas, 0
trabalho celular se faz em con-
dit;:oesanaer6bias, liberando aci-
do ladico.
C1inicamente,a miosite come-
t;:acom 0 animal manifestando
sintomas de discreta incoorde-
nat;:aolocomotora, principalmen-
te nos membros posterior e dis-
creta sudorese regional. 0 cavalo
pode ter dificuldade em se movi-
mentar espontaneamente, princi-
palmente quando estao afetados
os musculos psoas, flexores da
coluna t6racolombar, longuissi-
mos dorsais e gluteos. Estes
musculos se apresentam sensi-
veis a palpat;:aoe pressao digital,
a temperatura local geralmente
esta aumentada, pode ocorrer
edema e frequentemente os mus-
culos se encontram sob tensao.
o animal quando caminha pare-
ce andar desajeitado, mantendo
a coluna encurvada, flexao dorsi-
ventral (xifose), devida a dor, no-
tadamente pr6ximo a regiao re-
nal.A distancia do passo diminui
(passo curto).
Nos casos de miosite aguda
primaria dos musculos dos mem-
bros,0 quadro e acompanhado par
grave c1audica<;:ao,inflama<;:ao,
prostra<;:aoe dor a palpa<;:ao.E fre-
quente 0 cavalo apresentar sinais
de toxemia e devido a discreta
acidose ladica que se instala.
A pesquisa laboratorial das
enzimas do metabolismo das ce-
lulas musculares, como CK, AST,
e LDH podem revela-Ias aumen-
tada no saro sanguineo, sendo de
grande importancia para a con-
firma<;:ao do diagn6stico, e no
acompanhamento da evolu<;:ao
c1inicadurante 0 tratamento.
o tratamento sempre sera di-
recionado paraa corre<;:aoda cau-
sa primaria, e, geralmente, a eli-
mina<;:aodas condi<;:6esque de-
terminaram a miosite produz ali-
via imediato do quadro doloroso.
Muitas vezes 0 diagn6stico
etiol6gico e diflcil de ser estabe-
lecido. 0 animal deve ser manti-
do em repouso, em baia com livre
acesso a

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