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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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das celulas musculares,varios ou-
tros fatores, nao muito bem reco-
nhecidos, podem interagir desen-
cadeando 0 inicio da afecc;:ao.
as sintomas SaGevidencia-
dos por um quadro de apatia ou
letargia e pelo andar "envarado"
ou "atado".A morte pode ocorrer
rapidamente por falencia car-
diorrespirat6ria, quando 0 mus-
culo cardiaco estiver afetado. as
quadros mais suaves promovem
incoordenac;:ao e andar desajei-
tado, 0 que poderia confundi-Io
com processos do sistema ner-
voso, notadamente de coluna
vertebral e da medula espinhal.
As vezes, os potros se apre-
sentam em decubito involuntario,
sentem dificuldades em se le-
vantarem, instabilidade no equili-
brio e tremores, quando SaGauxi-
liados a ficarem em pe. Alguns
potros podem apresentar dificul-
dade em mamar devido ao com-
prometimento dos musculos do
pescoc;:o,alem da musculatura da
lingua e da faringea, responsa-
veis pelos movimentos de succ;:ao.
Frequentemente, ocorre pneumo-
nia por aspirac;:aodo leite,ou mor-
te por desnutric;:ao.
A analise laboratorial dos ni-
veis sericos de AST, LDH e CK
usual mente demonstram nfveis
acima dos normais devido ao
extenso danG muscular que se
estabelece.
A justificativa do termo "Doen-
c;:ado Musculo Branco" deve-se
ao fato das les6es que se esta-
belecem propiciarem, macrosco-
picamente, uma colorac;:ao es-
branquic;:adaao musculo, fazen-
do-o perder a cor avermelhada
que Ihe e caracterfstica, dando-
Ihe aspecto de carne de peixe.
a tratamento curativo deve
ser realizado,nos casos precoce-
mente diagnosticados, pela apli-
cac;:aode vitamina E e Selenio,
podendo-se associar vitaminas
do complexo B, notadamente a
vitamina B 1. Preventivamente,
pode-se injetar cerca de 20 a 30
mg de selenio, na egua, em torno
de um mes antes da data previs-
ta para 0 parto, ou entao se inje-
tar 10 mg de selenio no potro,
logo apos 0 nascimento em re-
gi6es onde 0 problema se mani-
festa, em razao dos baixos nfveis
de selenio no solo.
3.6. Mioglobinuria
paralftica (azotUria).
E uma afecc;:ao que causa
grave destruic;:ao muscular em
cavalos excessivamente alimen-
tados com dietas ricas em car-
boidratos e protefnas. Geralmen-
te manifesta-se em animais sub-
metidos a exerdcios, nao impor-
tando a intensidade deles, ap6s
perfodo de descanso e inativida-
de,em que rac;:aocom excesso de
graos for oferecida a vontade.
A azoturia pode aparecer pou-
cos minutos apos 0 exercfcio,com
manifestac;:6esde fadiga muscu-
lar, rigidez a locomoc;:ao,incoor-
denac;:aomotora, dor e tremores
musculares. A insistencia em se
manter 0 exercfcio pode intensi-
ficar os sintomas ocasionando in-
capacidade do cavalo em perma-
necer em pe, podendo ate cairo
as musculos afetados, glu-
teos, quadrfceps e nio-psoas, es-
tao tensos, firmes, contrafdos,
edemaciados e sensfveis quan-
do palpados. as animais podem
apresentar intensa sudorese e a
frequencia cardfaca e respirato-
ria estarem aumentadas; a tem-
peratura pode atingir 40,5°C.
A urina frequentemente apre-
senta colorac;:ao "avermelhada",
"marrom" ou ate "enegrecida",
dependendo do grau de severi-
dade das les6es musculares e
da mioglobina eliminada pelos
rins, dando 0 aspecto de "cor de
cafe" a urina.
As les6es musculares saG
decorrentes do excesso de aci-
do lactico produzido pelo meta-
bolismo de "queima" do glicoge-
nio durante a realizac;:aodo exer-
dcio. a acido lactico acumula-
do nos musculos destroi as ce-
lulas liberando grande quantida-
de de mioglobina, que e filtrada
atraves dos rins, dando a cor ca-
racterfstica a urina. a excesso
de acido lactico circulando na
corrente sangufnea leva ao de-
sequilfbrio acido-base, respon-
savel pela acidose metab61ica
que desencadeia aumento da
frequencia cardfaca, respirat6ria
e congestao das conjuntivas.
A sequela mais grave da libe-
ra<;:aode mioglobina pelos mus-
culos sao as les6es produzidas
nas estruturas tubulares dos rins
durante a filtra<;:ao, causando
nefrose que pode levar a animal
a morte par insuficiencia renal.
Os valores sericos de CK,
LDH eAST sao as indicadores
do grau de lesao muscular e co-
mumente estao acima dos valo-
res admitidos para as soros de
animais submetidos a exercfcios
for<;:adose de alta intensidade.
o diagn6stico e baseado no
aparecimento brusco dos sinto-
mas ap6s a exercfcio e em cava-
los que sao superalimentados
com dietas ricas, principalmente
em graos, durante as perfodos
de repouso au inatividade. E ex-
tremamente necessaria a reali-
za<;:aodo diagn6stico diferencial
para eliminar a possibilidade de
laminite e de trombose das ar-
terias ilfacas, muito embora a la-
minite possa ocorrer secunda-
riamente ao quadro de azoturia,
agravando a progn6stico.
o tratamento especffico e mui-
to diffcil de ser realizado, devi-
do as duvidas que permanecem
quanta ao exato mecanismo etio-
patogenico da doen<;:aA terapia
devera ser institufdaa mais rapido
possfvelcom fluidoterapia, sedati-
vas para tranquilizara animal e re-
duzir as dares musculares; vitami-
na B 1 ;vitamina E e selenio; corti-
coster6ide, bicarbonato de s6dio
e, ocasionalmente, diureticos os-
m6ticos. Drogas como a flunitra-
zepam tem sido utilizadas com
muito sucesso como relaxante-
tranquilizante muscular.
Monitorize continuamente as
rins, observando a fluxo de urina,
volume e colora<;:ao,durante to-
do perfodo de tratamento. A flui-
doterapia eletrolftica, com solu-
<;:aode ringer lactato, deve ser
administrada como manuten<;:ao,
respeitada a volemia, para auxi-
liar a diurese do animal.
Algumas vezes a animal
podera apresentar cianose, tor-
nando imperiosa a oxigenio-
terapia de emergencia. 0 bicar-
bonato de s6dio a 5 a 10% deve
ser administrado na dose de 0,5
mil kg lentamente pela via ve-
nasa; controle a dose total ob-
servando a ritmo e a profundi-
dade da respira<;:ao.
Cavalos com mioglobinuria
devem ser mantidos em baias
arejadas, limpas e com cama alta
e macia. Os movimentos de loco-
mo<;:ao,mesmo quando conduzi-
dos pela tratador, devem ser evi-
tados para nao agravar a quadro
da doen<;:a.0 retorno ao exercf-
cia deve ser lento e gradual; se
possfvel, facilite a acesso do ca-
valo aos tanques de agua para a
pratica da nata<;:ao.
Preventivamente, nos perfo-
dos de repouso au inatividade,
reduza a administra<;:ao de ra-
<;:6espela metade, ofere<;:aali-
mentos verdes e propicie exercf-
cios leves para a manuten<;:aoda
forma ffsica e do tonus muscular.
A sfndrome tying-up e uma
miopatia que acomete equinos
ap6s vigorosa atividade muscular,
como em corridas e provas de
adestramento. Sao tambem bas-
tante predispostos ao tying-up
animais de temperamento nervo-
so, submetidos a transporte pro-
longado au situa<;:6esde estresse.
o exato mecanismo etiopato-
genico permanece, ate a momen-
ta, pouco esclarecido, havendo
quem c1assifique au considere a
tying-up como uma forma benig-
na da azoturia,muito embora ain-
da nao tenha sido comprovada
a sua inter-rela<;:ao.0 processo
tambem pode ter como causa
predisponente a arra<;:oamento
dos animais com nfveis elevados
de graos antes de treinamentos
e de temporadas de corridas, as-
sim como as deficiencias nutri-
cionais de vitamina E e selenio.
A patogenia caracteriza-se
como um excesso de acido lacti-
co acumulado nos muscu/os, de-
vida a ativa<;:ao da respira<;:ao
anaer6bia e da baixa do fluxo
sangufneo decorrente do espas-
mo das arterfolas nutridoras, di-
minuindo, consequentemente, a
oferta de oxigenio as celulas.
A manifesta<;:aoc1fnicaocorre
poucos minutos ap6s a exercfcio,
decorrente das altera<;:6esmeta-
b61icasque acometem principal-
mente as musculos nio-psoas,
quadrfceps e gluteos. 0 animal
apresenta discreta incoordena-
<;:aolocomotora, como se esti-
vesse "atado",sudorese, marcan-
te tensao e dor nos grupos mus-
II culares afetados. Ocasionalmen-te, pode ser observada discreta
congestao

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