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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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natureza:
• Manqueira de apoio: mani-
festa-se ou agrava-se no
momento que 0 animal apoia
o membro ao solo, sendo
mais intensa em terrenos
duros.
• Manqueira de eleva<;:8.a: ma-
nifesta-se ou se agrava no
momento que 0 animal ele-
va 0 membra do solo para a
locomoc;:ao,podendose apre-
sentar com caracterfsticas
mais intensa quando 0 ani-
mal saltaobstaculos ou loco-
move-se em terrenos fofos,
com baixa densidade.
• Mistas: manifesta-se duran-
te as duas condic;:6esante-
riores.
7. Quanto as causas
As c1audicac;:6espodem ser
congenitas e adquiridas e decor-
rentes de processos inflamat6-
rios; traumatismos; infecciosas;
metab6licas; musculares; tendf-
neas; nervos; circulat6rias; meca-
nicas; parasitarias; neoplasicas
ou multifatorial.
8. Quanta a predisposi<;:8.o
Sao condic;:6espredisponentes
no desencadeamento das c1au-
dicac;:6esos aprumos anormais
dos membras; a ma conformac;:ao
dos pes (finos, chatos, parede do
casco delgada, grau higrametrico
do casco etc.); 0 tipo de servi<;:o
que 0 cavalo executa; idade e trei-
namento inadequado; os diversos
tipos de terrenos e sua densida-
de; as ferraduras inadequadas ou
mal colocadas; 0 manejo nutricio-
nal deficiente ou a superalimen-
ta<;:ao;0 manejo higienico-sanita-
rio precario;a hereditariedade etc.
9. Quanto a determinayao das
claudicayoes:
• As que determinam sensa-
<;:oesdolorosas no membros
ou em regi6es circunvizinhas.
·Obstaculos mecanicos ou
funcionais nos ossos, ar-
ticula<;:6es, tend6es e nos
ligamentos.
• Paralisiascom les6esmuscu-
lares ou de nervos motores.
B. 0 cli"nico perante
o paciente
o diagn6stico c1lnicodas c1au-
dica<;:6esdos cavalos constitui-se
em um trlplice problema, e, desta
forma, 0 medico veterinario fre-
quentemente necessita realizar
um exame investigativo com me-
todologia cientlfica, perspicacia,
muita paciencia e 0 atendimento
aym protocolode exame que con-
tenha todas as informa<;:6esper-
tinentes ao meio ambiente em
que 0 animal vive, seu manejo e
caracterlsticas das afec<;:6escau-
sadoras de c1audica<;:ao.
E necessarioque seja definido:
1. Qual 0 membra c1audicante.
2. Qual a sede da lesao au da
afecyao.
3. Qual a natureza au afecyao
que esta acometendo a
animal como causa da
claudicayao.
Para a solu<;:aodo primeira
problema, devemos considerar:
1. Anamnese
A anamnese deve levar em
conta, principalmente, a inlcio e
evolu<;:aoda manqueira, causas
provaveis, comportamento das
fun<;:6esmotoras, tratamentos ja
realizados e resultados.
Na maioria das vezes a mem-
bra c1audicanteja vem identifica-
do pelo proprietario, tratador au
treinador do animal. Quanta esta
informa<;:aonao esta disponlvel,
e comum que tenhamos como
resposta que "0 animal esta de-
sequilibrado ou se defendendo".
Nestas situa<;:6es,a estudo das
caracterlsticas da cinematica 10-
comotora auxilia em muito a de-
termina<;:aodo membro que c1au-
dica. Imagens em video sac ex-
tremamente uteis, quando apre-
ciadas em camara lenta, para a
interpreta<;:ao dos diversos as-
pectos que caracterizam os va-
rios tipos de andamento e seus
padr6es fisiol6gicos.
2. Exame do animal
Deve ser realizado na seguin-
te sequencia:
1. Inspeyao em repouso.
2. Inspeyao em movimento.
3. Exame objetivo.
4. Exames complementares.
Sede da Lesao
Para a determina<;:aoda sede
da afec<;:ao,proceda da seguin-
te maneira:
Anamnese rememorativa:
ratificar as aspectos abaixo:
• Evolu<;:ao.
• Causas mais provaveis.
• Tipo de Manqueira.
• Manqueira a frio ou a quente.
• Uso de ferraduras.
Atitudes do membra au ex-
plorayao funcional:
• Posi<;:aoem rela<;:aoao solo
e ao corpo do animal (flexao,
extensao, adu<;:ao,abdu<;:ao
e rotacionado.
• Tipo de apoio utilizado (pin-
<;:a,tal6es, quartos).
Progressao do passo:
• Distancia: curta au longa.
• Arco de avan<;:o(eleva<;:ao):
alto ou baixo .
• Trajet6riado passo: para fora
ou para dentro.
Sintomas locais:
• Aumentos de volume.
• Sensibilidade local.
• Aumento ou redu<;:aodatem-
peratura.
• Movimentos anormais ativos
e passivos.
• Odores anormais.
• RUldos anormais.
Provas particulares: relacionadas
a estatica e dinamica da atitude
funcional do membro enfermo:
Aprumo for<;:ado:Erquimento
de membra (apoio contrala-
teral for<;:ado).
Prava da rampa ou da cunha
de Lungwitz: Les6es nos se-
sam6ides e face posterior do
casco.
Prova da flanela: bandagem
de flanela sob pressao alivia
a c1audica<;:aonos casos de
exostose do metacarpo du-
rante a fase de forma<;:ao.
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Prova do esparavao.
Movimentos passivos de fle-
xao,extensao,adu~ao,abdu-
~ao, rota~ao e tra~ao.
• Anestesias local e regional.
OBS.: nas formas agudas de
c1audica~ao,as provasanat6micas
e funcionais podem resolver0 se-
gundo problema,ao passoque nas
formas cr6nica,faz-se necessario,
na maioria das vezes, a utiliza~ao
de bloqueios anestesicos.
Determinada atraves do co-
nhecimento do rol de afec~6es
clinico-cirurgica, dos ossos, liga-
mentos, articula~6es, musculos,
tend6es, vasos, nervos, metab6-
licas etc., tratadas nos capitulos
espedficos.
C. Exame e interpreta~ao
cllnica das claudica~oes
o exame do animal, quer em
repouso quer em movimento,
sempre deve ser realizado em lo-
cal plano e livre de ocorrencias
que possam interferir com 0 com-
portamento do animal. Observe-
o pelos quatro pontos cardiais
(pela frente, por tras, pelo lado di-
reito e pelo lado esquerdo), em
repouso e em movimento.
a. Inspeyao - Observar:
• Atitudes e posturasanormais.
• Inflama~6es, solu~6es de
continuidade, aumentos de
volume.
• Altera~6es de colora~ao da
pele.
• Simetria, aprumos e ponto
de apoio dos membros.
b. Palpayao:
• Direta (com a mao).
• lndireta (com instrumental).
• Temperatura (inflama~6es,
gangrenas e interrup~ao da
circula~ao).
• Sensibilidades superficial e
profunda, cutanea, dos ten-
d6es e ligamentos, e das
articula~6es.
• Movimentos passivos:flexao,
extensao, adu~ao, abdu~ao,
rota~ao, tra~ao.
• Temperatura local e pulso
arterial.
c. Audiyao: ruidos crepitantes,
fraturas, roces ou enfisemas.
d. Olfayao: processos supu-
rativos e gangrenosos (gan-
grena umida e dermovilite
exsudativa).
2. Em movimento:
a. Inspeyao: 0 animal deve ser
observado pelos quatro pon-
tos cardeais no passo, no tro-
te, e no galope, em pista reta
e redondel e em solos de tres
consistencias diferentes, co-
mo por exemplo: cimento, gra-
ma, areia (fofa).
o trote constitui-se no melhor
andamento para observa~ao de
claudica~6es.
Neste sentido:
o membro que claudica se
eleva ou apoia em abdu~ao
nos problemas externos e da
regiao inguinal; ou 0 membro
se eleva ou apoia em adu<;ao
em les6es externas.
o cavalo apoia 0 membro s6
com a pin~a,talao, face lateral
ou medial do casco, conforme
a sede da afec~ao, contra-la-
teral ao modo de pisar(defesa).
Casco mais elevado do solo:
principalmente na flexao es-
pasm6dica do membro (har-
pejo) e na osteoartrite tarsica
(esparavao) .
Apoio cuidadoso do membro:
nos proc$SSOSdolorosos do
interior do casco ou superfi-
cie volar (contusao da sola,es-
trepada, abscesso solear, fra-
tura da falange distal);
• Apoio e eleva~ao rapidas: na
flexao espasm6dica e nas
afec~6es dos tend6es, dos
musculos.
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