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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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() hiporreflexia () normal
Oescrever regiao e estruturas: _
Sensibilidade local (dor): () aumentada () diminuida () normal
( ) profunda por movimentos: ( ) passivo
Movimentos pasivos: () adu<;:ao () abdu<;:ao () rota<;:ao () flexao
Caracterize: _
( ) superficial
( ) ativo
( ) extensao
Ruido de crepta<;:ao: () sim () nao
Estrutura (descrever): _
Ruido de roce articular: ( ) sim () nao
Realizada pun<;:6es? () sim () nao
Caso positivo, caracterizar a estrutura puncionada: _
Oescrever caracterlsticas f1sicas do material drenado _
Encaminhamento laboratorial: () sim () nao
Exames complementares
Bloqueio anestesico da regiao: _
Houve melhora do quadro de c1audica<;:ao? () sim () nao
Raios-X: _
Ultra-sonografia: _
Termografia: _
Artroscopia: _
Outros: _
Suspeitas diagn6sticas:
1. _
2. _
3. _
Tratamentos instituidos:
Conservativo: _
Cirurgico: _
Progn6stico:
Quanto a vida:
Quanto a fun<;:aomotora: _
Observa<;:6es gerais: _
Nome _
4.5. Medicina esportiva
eqUina e protocolos
de avalia~ao de
desempenho atletico
de cavalos em esteira
de alta performance.
Em complementa<;:ao aos
exames convencionais do apa-
relho locomotor dos equinos, os
testes em esteiras de alta per-
formance se constituem em fer-
ramenta de grande utilidade na
avalia<;:aodo membra c1audican-
te, da sede da lesao e das carac-
terfsticas c1inicas da manqueira,
para a elabora<;:aode diagn6sti-
co seguro.
Desde a antiguidade 0 ho-
mem vem desafiando sua capa-
cidade ffsica, objetivando cada
vez mais a supera<;:aode marcas
de velocidade e da capacidade de
resistencia, como desafio a natu-
reza do organismo humano.
A atividade atletica, como de-
safio a capacidade ffsica do ho-
mem, como a conhecemos nos
dias de hoje, iniciou-se efetiva-
mente com osjogos Olfmpicos na
Grecia, e tem demonstrado que
a tenacidade, 0 desafio e 0 conhe-
cimento dos diversos fen6menos
metab61icosligados a fisiologia do
exercfcio podem contribuir para
o aperfei<;:oamentode tecnicas de
prepara<;:aocom vistas a uma per-
formance que poderfamos dizer,
sem Iimites.
o improviso e a falta de me-
todos cientfficos de condiciona-
mento e de prepara<;:aocom ati-
vidades ffsicas desastrosas, ate
na atualidade, tem retirado defi-
nitivamente de competi<;:6es,atle-
tas e figuras promissoras nas di-
versas modalidades esportivas.
Sob 0 ponto de vista hist6ri-
co, a aten<;:aocientffica sobre os
diversos mecanismos organicos
ligados ao esfor<;:offsico e as al-
tera<;:6esfisiol6gicas que ocorrem
durante 0 transcorrer do exercf-
cio em humanos, iniciou-se por
volta de 1920, quando foram rea-
lizados estudos objetivando 0 co-
nhecimento das possfveiscausas
bioqufmicas e fisiol6gicas que le-
vavam a graves manifesta<;:6esde
fadiga durante e ap6s 0 exercf-
cio. Entretanto, tao somente na
decada de 60 e que foram reali-
zadas pesquisas com metodolo-
gia cientffica, estabelecendo-se
uma nova area de conhecimento
medico denominada medicina
esportiva, que evoluiu como cien-
cia do exercfcio no meio cientffi-
co internacional. Tanto isto e real,
que muitas das marcas atleticas
anteriores ha esta decada foram
superadas por atletas dos pafses
que desenvolveram tecnologias e
metodos cientfficos de avalia<;:ao
da fisiologia e da fisiopatogenia
do exercfcio, como os EUA e al-
guns pafses do leste europeu.
estimulando a pesquisa nesta
area de conhecimento medico.
que recebe vultosas quantias em
recursos financeiros. Outra as-
peeto a ser levado em conside-
ra<;:ao,referente ao conhecimen-
to da fisiologia e da fisiopatologia
do exercfcio, e a crescente preo-
cupa<;:aoda comunidade cientf-
fica e da popula<;:ao em geral,
com a melhoria da qualidade de
vida, mantendo um organismo
saudavel e livre do empirismo
atletico danoso, atraves de ativi-
dades ffsicas orientadas e res-
paldadas no conhecimento da
capacidade do organismo. Isto s6
se torna possfvel conhecendo-se
a fisiologia e a habilidade de res-
posta as exigencias do exercfcio
contralado e da atividade atleti-
ca desafiadora.
Seguindo a mesma linha de
indaga<;:aocientffica da atividade
Figura 4.24
Avaliac;;aolocomotora em esteira de alta performance.
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f1sica e atletica do homem, os
eqi.iinos, importantes como meio
de transporte e de trabalho des-
de os tempos mais remotos, fo-
ram submetidos a estudos sobre
a fisiologia do exerdcio em 1934
par Procter et aI., objetivando 0
conhecimento do metabolismo
energetico, em particular no que
se referia aos fen6menos decor-
rentes do trabalho realizado por
cavalos de tra<;:ao,Pode-se con-
siderar os estudos de Procter et
al. (1934) como 0 primeiro mar-
co no conhecimento da fisiologia
do exerdcio nos eqi.iinos, So-
mente muito tempo depois, nas
decadas de 50 e 60 com Irvaine
(1958) e Pearsson (1967), e que
foram realizados estudos sobre
as altera<;:6eshematol6gicas re-
lacionadas ao exerdcio, estudos
estes que se constituiram no se-
gundo marco da medicina espor-
tiva eqi.iina,
o terceiro marco da medici-
na esportiva eqi.iina ocorreu na
decada de 80 com Irves (1983)
e Swan (1984), que publicaram
livros sobre treinamentos de ca-
valos, que tinham por base a apli-
ca<;:aode protocolos simples que
exaltavam as possibilidades de
sucesso atletico, sucessos esses
que na pratica nao se confirma-
ram devida a falta de embasa-
mento cientifico e de conheci-
mentos mais profundos de me-
todologia cientlfica aplicada,
o quarto marco do conheci-
mento da medicina esportiva
eqi.iina,com base cientifica, ocar-
reu no final da decada de 80 ate
o inicio do novo milenio, quando
foram desenvolvidos estudos
que uniram os conhecimentos da
fisiologia em geral, notadamen-
te da biodinamica dos cavalos,
da bioquimica da energia, do sis-
tema cardiocirculat6rio, do siste-
ma respirat6rio, do sistema ner-
voso, do sistema musculo-es-
queletico, da genetica e da sau-
de animal. Este complexo qua-
dro de conhecimentos foi inter-
ligado e desenvolvido a favor da
fisiologia do exerdcio, e, conse-
qi.ientemente, do conhecimento
das aptid6es atleticas dos cava-
los, por equipes multidisciplina-
res, destacando-se os trabalhos
de Bayly (1989); WAGNER et
al. (1989); Seeherman & Morris,
(1990); Art & Lekeux, (1993);
Rose e Hodgson (1994); Der-
man & Noakes, (1994); Evans
et aI., (1995); Mckeever & Hin-
chcliff, (1995); Christley et al.
(1999); Katz et al. (1999); Ro-
berts et al. (1999); O-Ooster-
baan & Clayton, (1999); GOETZ
et aI., (2001); MANOHAR et al.
(2001) e Marlin (2001), e no
Brasil por Meirelles e por Fernan-
des (1994), entre muitos outros
produzidos por pesquisadores da
medicina esportiva eqi.iina,
Atualmente, sabe-se da ine-
xistencia de metod os simples
para proporcionar 0 sucesso
atletico em cavalos, uma vez que
ha a necessidade de uma com-
plexa intera<;:aodas avalia<;:6es
dos sistemas musculo-esquele-
tico, nervoso, respirat6rio e car-
diovascular, para a obten<;:aodo
maximo desempenho, Assim
sendo, a capacidade e a integri-
dade destes sistemas frente ao
exerdcio representam um indice
substancialmente importante na
determina<;:ao do potencial de
performance, de forma que, pes-
quisas forneceram a oportunida-
de da uti Iiza<;:aode metodos mo-
demos de avalia<;:6ese progra-
mas de treinamento do cavalo
pelos proprietarios, treinadores e