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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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est(mular a
respira<;ao do animal.
Assim que a respirat;:ao esti-
ver praticamente normalizada,
sem qualquer rurdo IIquido ou es-
tertoroso, volte ao cordao umbi-
lical; palpe com os dedos as arte-
rias umbilicais e sinta 0 pulso,
que no inrcio e cheio e forte. A
medida que ocorra redut;:ao do
fluxo arterial umbilical, fat;:amovi-
mentos de compressao do cor-
dao no sentido do corpo do potro
para "empurrar" 0 maximo de
sangue contido nos vasos umbi-
licais. Ap6s esta manobra, apli-
que a pint;:a hemostatica sobre
o cordao umbilical prendendo-o,
cerca de 2 a 3 dedos abaixo do
umbigo; ligue 0 cordao com fio
de cordone, abaixo da pint;:a e
seccione-o cerca de 1 dedo
abaixo. Fat;:a a desinfect;:ao do
cordao umbilical imergindo-o em
tintura de iodo a 10%.
No inrcio do terceiro perrodo
do trabalho de parto, a placenta
e eliminada, levando em media 60
minutos ap6s 0 potro ter nascido.
A egua pode apresentar sinais de
desconforto, girar, suar, patear 0
solo e apresentar intranquilidade,
muito semelhante aos sinais ini-
ciais do trabalho de parto.
A placenta e considerada re-
tida quando decorrerem pelo
menos 10 horas ap6s 0 nasci-
mento do potro, sendo, nesta cir-
cunstancia, necessaria a inter-
vent;:ao para a sua retirada, que
pode ser manual e/ou medica-
mentosa, utilizando-se aplica-
t;:6esde 30 a 60 UI de ocitocina
dilurda em 1 a 2 litros de solut;:ao
fisio/6gico, pela via intravenosa.
Recolha os restos placentcf-
rios e mantenha a mile e filho
sob tranquilidade e observat;:ao
a distancia.
o potro, com 0 tempo, procu-
ra se levantar para mamar 0 co-
lostro, que e 0 leite mais impor-
tante por transmitir imunidade
passiva atraves de anticorpos ne-
cessarios contra as enfermidades,
nas primeiras semanas de vida,
ate que 0 seu sistema imunitario
possa iniciar a produt;:aodos an-
ticorpos e protege-Io das agres-
s6es do meio ambiente.
Normalmente, a amamenta-
t;:aodo potro ocorre sem grandes
dificuldades, devido ao instinto
maternal apurado que as eguas
possuem. Porem, pode ocorrer
que por qualquer motivo a egua
nao aceite 0 potro, ou entao
ocorra a morte da mae no mo-
mento do parto, 0 que e pouco
frequente, ou durante 0 primeiro
mes de vida do potrinho, surgin-
do a necessidade do aleitamento
artificial.
Como ja foi dito, 0 colostro e
o leite mais importante para 0 po-
tro e ele devera toma-Io no ma-
ximo dentro das primeiras 6 a 12
horas de vida, que e 0 perrodo
que ocorre 0 pico de absort;:ao
das imunoglobulinas, reduzindo
gradativamente em razao das
modificat;:6es das celulas epite-
liais por celulas maduras e inicio
da atividade enzimatica. Com 24
horas de nascimento, 0 rndice de
absort;:ao de imunoglobulinas
ingeridas fica abaixo de 1%.
Por ser epoca de nascimento,
procure sempre manter colostro
estocado sob refrigerat;:ao ou
congelamento para, no caso de
necessidade, poder ser adminis-
trado ao potro neonato.
Aquet;:a 0 leite (colostro) a
uma temperatura de 37°C e ad-
ministre cerca de 1,0 a 1,5 litros
nas primeiras 12 horas de vida
do potro, com auxnio de mama-
deira ou atraves de sonda naso-
gastrica. Uma observa<;:aoimpor-
tante a ser feita e a prova de
isoimuniza<;:ao para evitar-se a
incompatibilidade imunol6gica do
colostro com 0 sangue do potro
e prevenir a ocorrencia de icte-
rfcia hemolftica.
Na falta de colostro, ou dese-
jando-se potencializar a transfe-
rencia da imunidade passiva, po-
de-se administrar, pela via intra-
venosa, cerca de 20 ml/kg de
plasma de sangue de doador,
previamente testado quanto a
compatibilidade com 0 sangue
do potro.
Para as amamenta<;:6essub-
sequentes, utilize as seguintes
formulas de aleitamento artificial:
LEITE A
Leite de vaca - 700 ml
Agua fervida - 300 ml
Lactose ou glicose - 30 9
Carbonato de calcio - 5 9
Gema de ovo - 1 unidade
LEITE B
1/3 de leite de vaca
1/3 de leite em po ou
mingau ralo de aveia
1/3 de agua fervida
ou filtrada
1 gema de ovo/litro
3 9 de lactose/litro
5 gotas de acido cftrico
Em toda amamenta<;:ao arti-
ficial e necessario se estabele-
cer um esquema racional e pro-
gressivo baseando-se no fato de
que os potros devem mamar cer-
ca de 10% de seu peso ao dia
Figura 1.1
Amamentac;ao de potro com mamadeira.
em leite artificial, administrado
varias vezes ao dia, com interva-
los de 2 horas entre as mama-
das, nos primeiros 5 dias de vida.
A medida que a quantidade de
leite mamado for aumentando,
as quantidades de mamadas ao
dia se reduzem, e 0 potro devera
ser ensinado a mamar em baldes
ou em mamadeiras apropriadas
para maiores volumes de leite.
A partir da segunda semana
de vida, se 0 potro for 6rfao, pro-
cure arranjar-Ihe companhia, in-
tegrando-o aos demais potros do
haras, de preferencia da mesma
idade, e inicie um sistema de ali-
menta<;:ao com alimentos con-
centrad os, balanceados para po-
tro ate sete meses, e volumosos
verdes e tenros de boa qualidade.
Pelo menos duas vezes ao
dia, observe atentamente todos
os potros, verifique se estao ma-
mando e se alimentando no "cli-
per" normal mente, se estao tris-
tes e apaticos, se sofrem diar-
reia, observe as narinas e veja
se nao ha corrimento purulento
ou se 0 potro tosse.
Em razao do potro neonato
nao possuir um sistema imune
ativo, 0 colostro torna-se 0 leite
mais importante em sua ama-
menta<;ao e responsavel pela
transferencia de imunoglobuli-
nas que iran protege-Io, notada-
mente no primeiros do is meses
de vida.
o colostro a ser mamado pe-
10 potro, deve ser avaliado pelo
medico veterinario tanto f1sica
como laboratorial mente, para
subsidiar a decisao de substitul-
10 por outro de melhor qualidade,
se for 0 caso (banco de colostro),
ou suplementa-Io com colostro
ou plasma estocados (banco de
colostro e banco de plasma).
"amarelo ouro" cremoso, es-
pesso (consistencia seme-
Ihante a parafina IIquida);
gravidade; avaliada atraves
do colostrometro e esta cor-
relacionada com a concentra-
<;aode IgG.
Teste de imunodifusao radial
simples para determina<;ao
de imunoglobulinas (lgG).
Teste de aglutina<;ao para
determina<;ao de aloanticor-
pos anti-hemacias (icterlcia
hemolltica).
Teste de aglutina<;aoem latex
e outros.
A avalia<;ao do colostro pelo
metodo da gravidade especffica
(colostrometro), permite identi-
ficar com facilidade colostros de
baixa qualidade (nlveis de IgG
baixos) e quais os potros expos-
tos ao risco de receberem defi-
cientemente a transferencia de
imunidade, predispondo-os a se-
rios riscos de adquirirem graves
afec<;6es nas primeiras sema-
nas de vida.
A gravidade especffica pode
ser medida no colostro imediata-
mente ap6s 0 nascimento do po-
tro e antes da primeira mamada,
em amostras de 5 ml do leite, e
deve ser, pelo menos, maior ou
no mlnimo igual a 1.060, e con-
ter por testes especfficos, no ml-
nimo 3.000 mg de IgG/dl, pa-
ra conferir boa transferencia de
imunidade e se prestar para que
o excesso possa ser estocado no
banco de colostro.
A avalia<;ao do colostro 1 a
4 horas ap6s 0 nascimento do
potro ou ap6s a primeira mama-
da fornece dados relativos e nao
confiaveis em razao da ocorren-
cia do decllnio natural das taxas
normais, prejudicando a inter-
preta<;ao real da qualidade ini-
cial do leite materno.
A detec<;ao de colostro de
baixa qualidade, quando a gra-
vidade especffica encontra-se
entre 1.050 a 1.060, e a con-
centra<;ao de IgG menor do que
cerca de 3.000 mg/dl, deve ser
compensada com suplementa-
<;aode cerca de 300 a 500 ml
de colostro de boa qualidade
administrado atraves da sonda
nasogastrica. Entretanto, quan-
do a densidade estiver abaixo de
1.050,0 volume de colostro a ser
suplementado para 0 potro, pode
atingir ate 1 litro. Este procedi-
mento, certamente Ira conferir ao
potro neonato, nlveis de imuno-
globulinas adequados, protegen-
do-o de infec<;6es neonatais.
1.3. Avalia~o da imunidade
passiva