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GESTAO E COORDENAÇÃO

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Gestão Escolhar e Coordenação 
Pedagógica
MATERIAL DE APOIO - PÓS-GRADUAÇÃO
MENSAGEM AO ALUNO EaD
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Sumário
UNIDADE I – A administração ou gestão da 
escola: concepções, escolas teóricas 13
UNIDADE II – A reforma de Estado brasileiro: a 
gestão da educação e da escola 29
UNIDADE III – Gestão democrática da escola 
pública: concepções e implicações legais e 
operacionais 49
UNIDADE IV – Democratização da gestão 
escolar: mecanismos de participação e 
autonomia da unidade escolar 55
UNIDADE V – Gestão democrática e os 
trabalhadores em educação 75
Introdução
Neste início do século XXI, a aceleração dos avanços tecnoló-
gicos, a globalização do capital e as transformações nas rela-
ções de trabalho, como a perda de direitos sociais, trouxeram 
mudanças para as políticas de gestão e de regulação da edu-
cação no Brasil. Tais mudanças interferem na organização da 
escola e nos papéis dos diversos atores sociais que constroem 
seu cotidiano.
Compreender esse processo e a legislação dele decorrente, 
bem como fortalecer a discussão e as deliberações coletivas 
na escola, é um desafio que se coloca para toda a comunidade 
escolar, para todos os trabalhadores que atuam na escola pú-
blica.
Nesse cenário adverso, é forçoso agir em outra direção. 
Democratização da escola implica repensar em sua organiza-
ção e gestão, por meio do redimensionamento das formas de 
escolha do diretor e da articulação e consolidação de outros 
mecanismos de participação. Nesse sentido, é fundamental ga-
rantir, no processo de democratização, a construção coletiva 
do projeto pedagógico, a consolidação dos conselhos escola-
res e dos grêmios estudantis, entre outros mecanismos. Isso 
quer dizer que a cultura e a lógica organizacional da escola só 
se democratizarão se todos que vivenciam seu cotidiano con-
tribuírem para esse processo de mudança. 
Ao longo do módulo, vamos refletir sobre a importância da par-
ticipação de todos para a efetivação de uma gestão democráti-
ca e participativa, que busque cotidianamente a construção da 
autonomia da unidade escolar.
Nessa direção, é fundamental a compreensão de que a cons-
trução da gestão escolar democrática é sempre processual. 
Sendo, então, uma luta política e pedagógica, para se impor, 
é necessário envolver a todos: pais, funcionários, estudantes, 
professores, equipe gestora e comunidade local.
Tal processo resulta em, pelo menos, duas outras frentes arti-
culadas: a primeira, de conhecer e intervir, propositivamente, 
na legislação educacional. Ou seja, é preciso conhecer a Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação, as leis que regulamentam os 
sistemas estaduais e municipais de ensino. Buscar a compre-
ensão desses aparatos jurídicos como instrumentos vivos das 
políticas educacionais, tornando-os aliados na luta pela de-
mocratização da escola. A segunda frente implica articular 
professores, funcionários, pais, estudantes, coordenado-
res, supervisores, orientadores educacionais e a comuni-
dade local na construção de mecanismos de participação, 
visando consolidar um novo processo de gestão, onde o 
exercício democrático seja o motor de um novo poder e de 
uma nova cultura escolar.
Este é o desafio para todos. Contribuir com a construção e 
efetivação da gestão democrática e participativa!
Essa é a luta de todos nós!
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 Você, funcionário de escola públi-
ca, vivencia todos os dias práticas 
educativas significativas na vida 
de nossas crianças, adolescentes e 
adultos. É a sirena que toca, é a fila 
de entrada, é a merenda gratuita, é 
a sala arrumada desta ou de outra 
forma, é o início ou fim do bimestre, 
é a reprovação... O que talvez você 
não saiba é que tudo que acontece 
na escola está ligado, tem origem 
em diferentes concepções teóricas 
e metodológicas que permeiam a 
administração ou gestão educacional. Nesta unidade, vamos 
estudá-las, assim como as teorias e tendências que explicam 
as formas de organização e funcionamento de outras institui-
ções sociais.
Discutir a administração ou gestão escolar nos leva à discus-
são acerca do conceito de administração em geral e, também, a 
compreender a história da gestão, pois as transformações eco-
nômicas e tecnológicas, bem como os princípios, funções e ma-
neira de gerir interferem nas práticas sociais e educacionais.
Vamos começar por algumas concepções sobre a adminis-
tração.
O que é administração?
Para iniciar nossa reflexão, vamos ao dicionário 
Aurélio: administração “é um conjunto de princípios, 
normas e funções que tem por fim ordenar os fatores de 
produção e controlar a sua produtividade e eficiência, 
para se obter determinado resultado”. Observe, 
ainda, a definição de outro autor1: “a administração 
como processo de planejar para organizar, dirigir e 
controlar recursos humanos, materiais, financeiros e 
informacionais visando à realização de objetivos”.
1 Martins, José do Prado. Administração escolar: uma abordagem crítica do processo administrativo em 
educação, São Paulo, Atlas, 1991.
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Você pode observar que os conceitos acima estão carregados 
de termos como controle, produtividade e eficiência, caracte-
rísticos do modo de produção capitalista. No entanto, a admi-
nistração enquanto atividade essencialmente humana nasceu 
antes de a sociedade se organizar a partir do ideal capitalista.
Nesse sentido, outro autor, Vitor Paro, 
em seu livro Administração Escolar: 
introdução crítica, ao discutir o concei-
to de administração como fenômeno 
universal, define o termo como “a uti-
lização racional de recursos para a re-
alização de fins determinados”. Assim, 
tanto os princípios, quanto as funções 
da administração estão diretamente re-
lacionados aos fins e à natureza da or-
ganização social em qualquer realidade 
e, ao mesmo tempo, determinados por 
uma dada sociedade.
Por exemplo, na empresa capitalista, 
que tem como objetivo a acumulação 
do capital, a função da administração é 
organizar os trabalhadores no processo 
de produção, com a finalidade de ter o 
controle das forças produtivas, do planejamento à execução 
das operações, visando à maximização da produção e dos lu-
cros. Já numa sociedade indígena, a comunidade organiza seus 
recursos de caça não para obter lucro, mas com o objetivo de 
garantir sua sobrevivência com a abundância de carnes.
 Então, vamos refletir sobre as maneiras de organização cons-
truídas pelos homens ao longo de sua história mais recente. 
Para desenvolvermos esse exercício, apresentamos as esco-
las de administração que traduzem concepções, políticas e 
formas de organização e gestão. 
Quais são as escolas de administração?
Os estudiosos apontam várias abordagens para o entendi-
mento do termo administração. Para auxiliar a compreensão, 
usamos a seguinte classificação: 
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Capitalismo é um regime 
econômico e social, 
caracterizado pela 
propriedade privada dos 
meios de produção e de 
distribuição, pela liberdade 
dos capitalistas para gerir 
os seus bens no sentido da 
obtenção de lucro e pela 
influência dos detentores 
do capital sobre o poder 
político.
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a) escola clássica ou de administração científica; 
b) escola de relações humanas; 
c) escola behaviorista; 
d) escola estruturalista. 
Discutiremos, também, o enfoque cultural como uma alterna-
tiva mais abrangente

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