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AP2 2018 2 Gabarito Português Instrumental

Prova presencial de Português Instrumental (AP2, CCH Licenciatura em Pedagogia) com instruções e 6 questões (4 objetivas, 2 discursivas). Inclui fragmento de crônica de Luís Fernando Verissimo para questões sobre gêneros textuais e texto jornalístico sobre inclusão escolar e capoeira adaptada.

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Centro de Ciências do Homem – CCH
 Licenciatura em Pedagogia – EAD/semipresencial
Português inStrumental
2ª Avaliação presencial Ap2- 2018.2
Coordenador: Prof. Dr. Sérgio Arruda de Moura
Tutor a Distância: Profª Virgínia Machado Silva
Tutoras Presenciais: Profª. Cleise de Souza Mattos – Bom Jesus 
 Profª. Melina Mello – Itaperuna
Profª Gabriela Assis - Miracema
 Profª. Maria Cecília Barreto Pinto Caldas – São Fidélis
 Profª. Eduarda Araújo da Silva Martins – São Francisco 
	Nome:
	Matrícula:
	Polo:
Instruções:
· Esta prova é composta por 6 questões, sendo 4 questões objetivas e 2 questões discursivas;
· Leia com atenção os textos e os enunciados;
· Verifique cuidadosamente todas as suas respostas;
· Responda com letra legível.
Leia o fragmento da crônica abaixo.
Começou na mesa do almoço. A família estava comendo – pai, mãe, filho e filha – e de repente a mãe olhou para o lado, sorriu e disse:
– Para a minha família, só serve o melhor. Por isso eu sirvo arroz Rizobon.
Rende mais e é mais gostoso.
O pai virou-se rapidamente na cadeira para ver com quem a mulher estava falando. Não havia ninguém.
(...)
A mãe voltou da cozinha carregando uma bandeja com cinco taças de gelatina.
– Adivinhem o que tem de sobremesa!
Ninguém respondeu. Estavam constrangidos por aquele tom jovial de dona Dolores, que nunca fora assim.
– Acertaram! – exclamou dona Dolores, colocando a bandeja sobre a mesa. Gelatina Quero Mais, uma festa em sua boca. Agora com os novos sabores framboesa e manga.
O pai e os filhos começaram a comer a gelatina, um pouco assustados.
Sentada à mesa, dona Dolores olhou de novo para o lado e disse:
– Bote esta alegria na sua mesa todos os dias. Gelatina Quero Mais. Dá
gosto comer!
(Luís Fernando Verissimo. O estranho procedimento de Dona Dolores. In: O
nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2001, p. 48. Fragmentos.)
QUESTÃO 01
De acordo com o texto lido, avalie a veracidade das informações abaixo. (valor: 1,5)
I – O autor faz uma brincadeira com o gênero comercial.
II – É possível o reconhecimento do gênero anúncio analisando as características da superfície linguística e ao contexto do tema nas falas de Dona Dolores.
III – A situação retratada no anúncio é engraçada porque o gênero crônica está deslocado de suas condições normais de produção.
a) Somente a afirmação I está correta.	
b) Somente as afirmações I e II estão corretas.
c) Somente as afirmações I e III estão corretas.
d) Somente a afirmação III está correta.
QUESTÃO 02
Assinale a alternativa correta no que diz respeito aos gêneros textuais: (valor: 1,5)
a) Os gêneros são maleáveis, adaptáveis e é por isso que podemos identificar um gênero por um único parâmetro.
b) O que costuma prevalecer no reconhecimento de gênero de um texto é a função sócio-comunicativa que ele cumpre, e não sua forma.
c) As crônicas e os poemas tem formato invariável.
d) O conteúdo temático diz respeito ao tipo de composição textual.
Leia o texto para responder as questões 3,4 e 5.
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, conheça história que pode inspirar cumprimento da Meta 4 do PNE
Por Denise Crescêncio, do Todos Pela Educação
Que tal uma roda de capoeira adaptada para alunos com deficiência? Essa foi a ideia do estudante Fernando de Melo, 17 anos, que tem deficiência física e intelectual. Com a ajuda da professora de Educação Especial Elisângela Felix Santana, 39 anos, ele levou à Escola Municipal Antônio Heráclio do Rêgo, em Recife (PE), uma proposta inclusiva por meio de uma representação cultural – a capoeira. A unidade foi uma das beneficiadas, em 2016, pelo projeto Portas Abertas para a Inclusão – Educação Física Inclusiva , uma parceria formada em 2012 entre o Instituto Rodrigo Mendes, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Fundação FC Barcelona (FCB).
“Promover uma ação que instiga os educadores a repensarem suas atitudes, possibilitando uma nova forma de trabalhar com os estudantes, entre eles os com deficiência, tem sido muito prazeroso. Vimos a mudança efetiva na vida dos envolvidos ao longo dos últimos cinco anos, o que reforça nossa disposição em ajudar a construir uma sociedade cada vez mais inclusiva”, afirma Luiz Henrique Conceição, coordenador de formação do Portas Abertas.
Contemplada pela iniciativa, a escola precisou elaborar um planejamento sobre as atividades que seriam desenvolvidas durante o projeto. A professora Elisângela lembra que foram incluídas várias demandas, como por exemplo, retirar as barreiras arquitetônicas para ampliar a acessibilidade dentro do ambiente escolar. Para além de mudanças na infraestrutura, a educadora também sentiu a necessidade de promover, dentro do Portas Abertas, a interação social entre as crianças e os jovens.
Foi quando ela se lembrou de Fernando ter comentado que participava de um grupo de capoeira e tinha vontade de mostrar o trabalho na escola. Elisângela então defendeu a sugestão dada por ele, ajudando o aluno a levar a proposta inclusiva para a unidade escolar.
Muito empolgada, a educadora entrou em contato com o mestre de capoeira (do grupo do aluno) para convidá-lo a realizar o projeto na escola. “O mestre de capoeira foi um grande facilitador, não cobrou nada e fez tudo de boa vontade”, afirma.
Protagonismo
Cadeirante, Fernando foi protagonista do projeto de capoeira que durou sete meses na instituição. Mas nem sempre foi assim. Elisângela conta que o aluno era muito faltoso e bastante ríspido. As faltas corriqueiras eram, segundo ele, devido à falta de estímulo para os estudos. Assim, a docente teve, a princípio, o desafio de mostrar ao aluno que a Educação valia a pena, explicando a sua importância para a vida. “Depois que conversei com o Fernando [sobre o papel da Educação], ele começou a ir todos os dias à escola e finalmente sentiu-se importante no processo de construção do conhecimento, fazendo todas as atividades”, comenta Elisângela.
Semanas antes da apresentação da roda de capoeira, professora e o aluno foram de sala em sala na escola para divulgar a palestra e a roda de capoeira. Mesmo não sabendo ler e escrever, ele segurou os cartazes, informou aos estudantes sobre o evento. “O Fernando precisava se sentir pertencente ao grupo. Meu objetivo era que os demais pudessem perceber e respeitar os [alunos] especiais”, conta. Com a divulgação, a animação tomou conta das salas e todos ficaram ansiosos para a apresentação.
O evento serviu para a docente sensibilizar os estudantes sobre a própria realidade deles: a escola tem uma quantidade grande de crianças e adolescentes com deficiência, e a iniciativa teve o papel de mostrar que todos são capazes e merecem ter oportunidades. “Foi muito impactante porque as pessoas não esperavam que alguém com deficiência física pudesse jogar capoeira”, conta a educadora. A atuação de Fernando na roda de capoeira instigou outros alunos com deficiência a participar. “Hoje, enxergamos o respeito à diversidade dentro da escola”, completa a professora. 
http://educacao.estadao.com.br/blogs/de-olho-na-educacao/todos-pela-inclusao-projeto-incentiva-o-protagonismo-de-estudantes-com-deficiencia/
											
QUESTÃO 03
É possível inferir do texto que: (valor: 1,0)
			
a) O Projeto Portas Abertas foi o idealizador da roda de capoeira adaptada.
b) A escola recebeu o projeto, pois já apresentava um planejamento altamente inclusivo.
c)O objetivo da roda de capoeira adaptada era apenas de divulgação do projeto.
d) A roda de capoeira adaptada foi um importante passo na sensibilização dos alunos.
QUESTÃO 04
Justifique o emprego das vírgulas nos fragmentos abaixo. (valor: 3,0)
a) “Essa foi a ideia do estudante Fernando de Melo, 17 anos, que têm deficiência física e intelectual.”			APOSTO									
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) “uma parceria formada em 2012 entre o Instituto Rodrigo Mendes, o Fundo das NaçõesUnidas para a Infância (UNICEF) e a Fundação FC Barcelona (FC).” ENUMERAÇÃO
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________																									
c) “Muito empolgada, a educadora entrou em contato com o mestre de capoeira” ADVÉRBIO
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
QUESTÃO 05
Justifica-se o uso da crase no trecho “ ele começou a ir todos os dias à escola” porque: (valor: 1,0)
a) o pronome todos exige a preposição a.
b) o sujeito ele permite o uso facultativo da crase.
c) o termo que segue o verbo ir começa com o artigo definido a.
d) indica o lugar ao qual ele vai todos os dias.
QUESTÃO 06
Elabore um parágrafo para explicar a afirmação abaixo extraída da aula 12, do caderno didático. (valor: 2,0)
“Por várias razões, não é possível fazer uma lista completa dos gêneros usados em nossa cultura.”
Por várias razões, não é possível fazer uma lista completa dos
gêneros usados em nossa cultura. Em primeiro lugar, porque eles são
inúmeros. Em segundo lugar, porque, sendo eles maleáveis e adaptáveis,
nem sempre fi ca claro se estamos diante de dois gêneros diferentes ou
de subtipos, espécies do mesmo gênero – por exemplo, o convite de
casamento é um gênero por si, ou é um subgênero dentro do gênero
mais abrangente “convite”? Em terceiro lugar, porque o conjunto total
dos gêneros está sempre mudando, seja porque alguns novos são criados,
seja porque outros caem em desuso e desaparecem, em virtude de
transformações culturais. Hoje em dia usamos vários gêneros, como o
e-mail e o fórum de discussão na internet, que não existiam antes do
advento das novas tecnologias.

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