Prévia do material em texto
DIGESTÃO DE MONOGÁSTRICOS Dra. Vânia Fournou Zootecnista Fisiologia da Digestão Faculdade EDUVALE de Avaré Aves A nutrição como um todo inclui: a) alimentação; b) digestão; c) assimilação;defecação Digestão e absorção: A digestão ocorre através da ação das enzimas digestivas presentes nas secreções salivares, gástricas, pancreáticas e entéricas, e através da ação de alguns microorganismos que habitam o trato gastro intestinal. AVES – grande variação anatômica FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aves#/media/File:Bicos_de_aves_horizontal.jpg Sistema digestório aves – adaptações? PAPO - dilatação no esôfago para armazenar o alimento e umedecê-lo PRÓ-VENTRÍCULO – estômago glandular VENTRÍCULO (moela) – estômago mecânico CECOS – fermentação em algumas espécies CLOACA – liberação de excretas renais e digestórias Glândula salivar? Gustação? FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/sistema-digestorio-das-aves.htm Variações anatômicas Aves onívoras: Avestruz, gaivotas, galinhas, corvo, pega, gralha, ema, cisne, garça ... Variações anatômicas Papo • Presente em herbívoros e onívoros • Estocagem • Umedecimento • Secreção muco • Secreção retrográda do ventrículo pro pró-ventrículo e daí pro papo Cormorão Pavão Periquito-australiano Pombo Cacatuas Papo • Barreira patógenos • Papel imunitário • Microbiota probiótica protetora • ”Leite” do papo Fonte: Kierończyk, 2016. Pró-ventrículo • Órgão de pouco volume • Epitélio glandular • Se assemelha ao estômago dos mamíferos • Motilidade para propelir a ingesta ao ventrículo (moela) • A moela é um órgão muscular que tritura e liquefaz a ingesta. • A discriminação do tamanho das partículas ocorre na moela Ventrículo • A parede do ventrículo é espessa sendo revestida por uma resistente membrana, a coilina, com composição semelhante à queratina, e coloração amarelo escura. • Possui parede extremamente grossa na maioria das espécies de aves • Trituração – ingestão pedras (pedriscos) • Semelhante a função mastigatória Silva et al, 2013. Pâncreas e fígado http://www.vivo.colostate.edu/hbooks/pathphys/digestion/otherspp/birds.html • Fígado bilobado • Ducto hepático direto no duodeno • Um ramo do ducto para vesícula • Pâncreas se situa na alça duodenal • Suco pancreático é liberado no duodeno (3 ductos) http://www.vivo.colostate.edu/hbooks/pathphys/digestion/otherspp/birds.html Intestino papo cloaca ceco • Intestino delgado similar ao dos mamíferos (duodeno, jejuno e íleo definidos) • Possui as mesmas enzimas e transportadores de membrana • Intestino delgado é mais longo nas aves herbívoras que nas carnívoras • Intestino grosso - relacionado a absorção de água e eletrólitos • Cólon curto (poucas vilosidades) • Geralmente um par de cecos • Algumas espécies – fermentação (produção AGV) Fígado Motilidade • A motilidade do papo está sob controle dos impulsos vagais • Retropropulsão do conteúdo duodenal para o estômago • Antiperistalse dominantes no cólon e reto (refluxo urina e enchimento cecos) • No ceco há segmentação, peristalse e antiperistalse, com movimentos de massa ocasionais resultando na evacuação dos cecos. • Egestão: regurgitação de aglomerados de ossos, pêlos e penas nas aves de rapina Sistema Digestório das Aves • Características diferenciadas: – ≠’s afetam mais as funções motoras do que aspectos de secreção, digestão e absorção. – Não possuem dentes: moela e bico (quebra mecânica) – Esôfago: diâmetro mais largo comida não mastigada • Glândulas mucosas abundantes Sistema Digestório das Aves – Papo (dilatação do esôfago): armazenamento de alimentos células produtoras de muco secreções digestivas salivares e do proventrículo • Aves domesticadas importância secundária – Estômago glandular: pró-ventrículo (HCl, enzimas proteolíticas e muco – Estômago muscular: ventrículo (moela) – Demarcação jejuno/íleo Divertículo de Meckel – Cloaca: comum ao sist. digestório, reprodutivo e urinário Suínos Sistema Digestivo - Suínos Monogástrico onívoro com limitada fermentação pós-gástrica Estômago simples, incapaz de utilizar dietas ricas em forragem Incapaz de digerir algumas substâncias presentes em grãos, frutas e vegetais Órgão Compr médio (m) Capacidade média (litros) Estômago 6 – 8 Int delgado 18 9 – 10 Ceco 0,3-0,4 1,5 Colon e reto 4 – 5 8 – 9 TOTAL 23 24- 28 Capacidade do sistema digestivo dos suínos Fonte : Mémento de l’éleveur de Porc (1989) A saliva é formada por água, mucina, sais inorgânicos e a enzima ptialina. Esta enzima atua sobre carboidratos, iniciando sua degradação, e age até o estômago (onde é inativada pelo pH estomacal). Boca: A mastigação tem como objetivo dividir o alimento em partículas menores e misturá-lo com a saliva. A mucosa do estômago possui glândulas que secretam o suco gástrico. O suco gástrico é formado por água, sais minerais, muco, ácido clorídrico e pepsinogênio. pH 1,7 – 2,0 A acidez também causa a destruição dos microorganismos provenientes da dieta. Estômago: No estômago ocorre o processo que Quimificação Quimo = alimento parcialmente digerido + suco gástrico + muco Intestino delgado: duodeno, jejuno e íleo No intestino delgado chegam quatro secreções: 1. suco pancreático: secretado pelo pâncreas: sais, bicarbonato de sódio, enzimas 2. Suco duodenal: não contém enz, serve como lubrificante 3. Suco entérico: produzido pelo int delgado, contém enzimas 4.Bile: produzida no fígado e armazenado na vesícula biliar, contém ácidos e enzimas capazes por digerir principalmente gorduras Intestino grosso: ceco, cólon, reto A digestão no intestino grosso se realiza por meio de algumas enzimas procedentes do intestino delgado e através da ação de microorganismos que habitam principalmente o ceco. Estes microorganismos são, em sua maioria, proteolíticos e atacam as proteínas que não foram digeridas no intestino delgado. A eficiência alimentar do suíno é inversamente proporcional ao seu peso. Quanto mais velho o animal, pior sua conversão alimentar. Isso se justifica porque na medida em que aumenta o peso vivo há redução dos percentuais de água, proteína e cinzas, e aumento da gordura EFICIÊNCIA ALIMENTAR O aumento de peso do animal: é a tradução de que parte dos alimentos foram armazenados sob diferentes formas. E quanto menos energéticas forem essas formas, melhor a eficiência Então, nada é mais ineficaz do que transformar alimento em lipídeos, a forma mais energética das reservas corporais Peso vivo (kg) Água (%) Proteína (%) Lipídios(%) Cinzas(%) 15 70 16,0 9,5 3,7 20 69 16,4 14,1 3,6 40 65 16,5 18,1 3,5 60 61 16,2 23,2 3,3 80 58 15,6 23,2 3,1 100 54 14,9 27,9 2,9 120 50 14,1 32,7 2,7 Fonte: EMBRAPA, 1979 Composição química corporal dos suínos DIGESTÃO EM ANIMAIS JOVENS O entendimento do processo digestivo em leitões jovens é muito importante, uma vez que o desmame precoce representa um dos métodos mais utilizados para melhorar a eficiência reprodutiva da porca. O leitão neonato é um ser imaturo nos seus sistemas termorregulador, imunológico e digestivo (pH gástrico e enzimas pancreáticas e intestinais). Importância do Colostro no Desenvolvimento Imunológico dos Leitões: A imunidade adquirida pelo leitão é exclusivamente colostral, As paredes do intestino delgado têm a capacidade de absorvê- las intactas, durante as primeiras horas de vida. 36 h após o nascimento, a permeabilidade intestinal se reduz quase que totalmente para a absorção dessas macromoléculas. Isso implica num manejo do leitão pós-natal voltado à máxima ingestão de colostro. Sistema Enzimático do Leitão Jovem 1. Estômago O pH do estômago de leitões, lactentes ou não, sofre variações de acordo com o tipo da dieta. A secreção do ácido clorídrico pode ocorrer já aos 8 dias, estando dependente do tipo de dieta administrada. Quando o pH gástricoé baixo, a multiplicação das bactérias ingeridas pela dieta é reduzida , com exceção dos lactobacilos que continuam a proliferar. Constituintes do leite da porca em comparação com os normalmente encontrados em dietas de desmame precoce: Constituintes Leite da porca Dieta desmame precoce Gordura Gordura láctea Gordura láctea Óleos vegetais e animais Carboidratos Lactose Lactose Sacarose Dextrina Amidos Proteínas Caseína Outras proteínas lácteas Caseína Outras proteínas lacteas Farinha de peixe Farelo de soja Proteína dos cereais “O sucesso de dietas pré-iniciais está condicionado à adequação de ingredientes às enzimas específicas” Digestão dos Carboidratos pelos leitões Os carboidratos são responsáveis por apenas 15% do conteúdo energético do leite, mas são a principal fonte energética da maioria das rações para leitões, sejam elas comuns ou pré- iniciais. Neste sentido, qualquer problema na digestão dos carboidratos, implicará não só em deficiência energética, mas também na alteração do microbismo presente no trato intestinal, tendo como sinal clínico primário a diarréia Glicose Os leitões recém-nascidos absorvem a glicose prontamente, sendo portanto, fonte energética de eleição em qualquer fase de desenvolvimento. Lactose A lactose é outro carboidrato facilmente hidrolisado por leitões jovens, já a partir do primeiro dia de vida, sendo o mais importante dissacarídeo presente no leite. LACTOSE GLICOSE + GALACTOSE Lactase Os níveis de lactase em leitões lactentes são elevados nas primeiras 3 semanas. Leitões desmamados aos 7 dias apresentam níveis maiores para a mesma época, quando comparado com lactentes Amido Na digestão do amido estão envolvidas 2 enzimas, α-amilase e maltase, entretanto o amido não é bem digerido por leitões jovens até 15 dias, mas a digestibilidade melhora com a idade Idade (dias) Digestibilidade (%) 1 25 15 32 24 46 25 48 Digestibilidade do amido por leitões do 1º ao 25º dia Fonte: Cunningham, In ABRAVES, 1985 Proteínas Logo ao nascer, o leitão já está bem preparado para digerir as proteínas do leite pela enzima secretada no estômago de leitões jovens. Leitões alimentados à base de produtos lácteos apresentam maior taxa de ganho de peso e melhor conversão alimentar que os alimentados à base de proteína de soja. Os níveis de proteinases intestinal são baixos até 21-28 dias de vida do leitão. Gordura No leite da porca cerca de um terço do total da matéria seca é gordura. O leitão tem capacidade digestiva de aproveitar, de forma eficaz, essa gordura, desde o início da vida. •Nas 2 sem de vida o leitão está fisiologicamente apto a digerir proteínas do leite (caseína), o açúcar do leite (lactose), glicose e gordura. •As enzimas necessárias à digestão do amido (amilase), açúcar (sacarase) e proteínas não lácteas (tripsina) se desenvolvem, de forma mais significativa, a partir da segunda ou terceira semana de vida do leitão, dependendo da enzima envolvida Sistema Digestório Peixes Sistema Digestório em Peixes Válvula espiral Figura 1. Peixes cartilaginosos Fonte: http://transgenicosintocaveis.blogspot.com/2010/03/sistema-digestivo-dos-tubaroes.html http://transgenicosintocaveis.blogspot.com/2010/03/sistema-digestivo-dos-tubaroes.html Peixes cartilaginosos Figura 2. Peixes ósseos Fonte: http://cienciaeacupuntura.blogspot.com/2016/10/digestao-alimentacao-e-digestao-alguns.html Sistema Digestório em Peixes http://cienciaeacupuntura.blogspot.com/2016/10/digestao-alimentacao-e-digestao-alguns.html Tipos de hábito alimentar • Herbívoros p. ex.: piava, piau, piavuçu, pacu-peva • Onívoros p. ex.: lambari, piraputanga, pacu, tambaqui, tambacu, tilápia, tuvira; • Carnívoros p. ex.: tucunaré, dourado, pintado, salmão, cachorra, piranha, traíra • Os peixes que se alimentam de plâncton, lama ou detritos (uma mistura de sedimento, matéria orgânica em decomposição e bactérias) não podem ser facilmente classificados como herbívoros ou carnívoros, devido a diversidade da origem dosorganismos, sendo classificados como planctófagos (p. ex.: tamboatá), iliófagos ou detritívoros (p. ex.: curimbatá, acari). Peixes ósseos Fonte: Baldisserotto (2013) gastrointestinal de doisFigura peixes 3. Trato ósseos: (A) Prochilodus affinis Hoplias(curimbatá; vista lateral) e (B) malabaricus (traíra; vista ventral) (A) (B) Cavidade Bucal e Faringe • associadas com a apreensão e seleção do alimento a ser ingerido •A dentição dos teleósteos é composta, normalmente, de dentes orais, localizados nas bordas da boca e no palato, e/ou de dentes faringeais associados com os arcos branquiais (na parte posterior da cavidade opercular). Cavidade Bucal e Faringe Figura 4. Cachorra (Acestrorhynchus pantaneiro) peixe carnívoro predador Figura 5. Curimbatá (Prochilodus lineatus) peixe bentófago sugador Figura 6. Traíra (Hoplias malabaricus) peixe carnívoro predador Fonte: BALDISSEROTTO (2013); ROTTA (2003) 2.1. Sistema Digestório em Peixes – Estruturas Responsáveis Cavidade Bucal e Faringe Figura 7. Vistas lateral e frontal das cabeças da traíra, Hoplias malabaricus (A-C) – presença de dentes caniniformes (caninos) (setas) e do cascudo, Hypostomus pusarum (B-D) – presença de dentes e barbelas (setas). Fonte: PESSOA et al. (2013) (A) (B) (C) (D) Cavidade Bucal e Faringe Figura 8. Exemplos de ossos faringianos, nos quais é possível observar a variação da forma dos dentes faríngeos segundo o hábito alimentar dos peixes: (A) piscívoro, (B) alimenta-se de moluscos, e (C) fitoplanctófago. Fonte: ROTTA(2003) (A) (B) (C) Cavidade Bucal e Faringe Figura 9. Espécies planctófagas e detritívoras: (A) vista sagital da cavidade oral, ilustrando o fluxo de água e partículas em suspensão (seta) entrando na cavidade oral. (B) aumento da área dos arcos branquiais enquadrada em A, mostrando as partículas alimentares sendo concentradas na entrada do esôfago à medida que são carreadas com o fluxo paralelo em relação aos rastros branquiais (setas maiores) em direção à porção posterior da cavidade oral. A água filtrada sai da cavidade oral após passar entre os rastros branquiais (setas menores). Fonte: SANDERSON et al. (2001) (A) (B) Cavidade Bucal e Faringe Figura 10. Espécies planctófagas e detritívoras: Fluxo de água sobre os rastros branquiais, os quais aparecem cortados transversalmente. (A) como seria se houvesse um fluxo de água perpendicular aos rastros branquiais. (B) fluxo paralelo de água sobre os rastros branquiais, carreando as partículas em direção ao esôfago, enquanto a água filtrada passa perpendicularmente pelos rastros. Fonte: BRAINERD (2001) (A) (B) Esôfago • Liga a cavidade opercular com o estômago. • Tem a função de degustar o alimento (possui botões gustativos) e transportá-lo ao estômago (ondas peristálticas). • Caracteriza-se por ser um tubo curto, largo, reto e muito musculoso. •É de difícil identificação – NÃO possui cárdia que o separe do estômago (na maioria das espécies). Esôfago Figura 11. Parte do trato gastrointestinal de Steindachnerina notonota, onde pode-se visualizar o esôfago (A) e o local de transição entre essa estrutura e a próxima (estômago) (B). Fonte: SILVA (2016)Steindachnerina notonota (saguirú, piabaçu, biruba) Estômago • Local de armazenamento temporário do alimento. • Formato variável mesmo em espécies de mesmo hábito alimentar. • Desempenha funções mecânicas, auxiliando na trituração do alimento e no início da digestão. •Pode dividir-se em três regiões: a) cárdica (entrada), b) fúndica (saco) e c) pilórica (saída). Estômago Fonte: SILVA (2016) Figura 13. Transição dos epitélios esofágico e estomacal de S. notonota, onde estão evidenciadas as células secretoras do esôfago e do estômago (região cárdica). Coloração ácido periódico-Schiff ou PAS. Figura 12. Regiões do estômago de Steindachnerina notonota. Estômago• Possui glândulas gástricas, que produzem ácido clorídrico e enzimas. • A mucosa gástrica também possui células endócrinas e mucosas. •O pH do estômago com alimento é extremamente ácido (pH 2,4 a 4,2) – maioria das espécies. •A secreção de H+ no lúmen do estômago é feita pela bomba de K+ /H+ (ou K+ /H+ ATPase). Para evitar uma excessiva alcalinização do meio intracelular, íons HCO3- são transportados para o sangue pelo antiporte Cl-/HCO3-. Intestino • É um longo tubo com pregas que tem como funções completar a digestão iniciada no estômago e absorver nutrientes, água e íons. •Algumas espécies apresentam os CECOS PILÓRICOS – projeções digitiformes da região proximal (peixes carnívoros). •Os CECOS PILÓRICOS são responsáveis por grande parte da digestão de lipídios e proteínas e recebem as secreções pancreática e biliar, tendo um pH neutro (7,0-7,5). Participam da absorção de aminoácidos, carboidratos, lipídios, água e íons. Intestino •Duas porções principais: 1) absorção de nutrientes em suas formas menores (monossacarídeos, aminoácidos e ácidos graxos), 2) responsável pela entrada de macromoléculas por pinocitose. • Comprimento intestinal aumenta na seguinte ordem: carnívoros, onívoros, herbívoros e detritívoros. •Trânsito alimentar: mais rápido em herbívoros e detritívoros do que em carnívoros. Trato gastrointestinal Figura 14. Trato gastrointestinal de Hoplias malabaricus (A) e Hypostomus pusarum (B): a) esôfago, b) estômago, c) cecos pilóricos e d) intestino Fonte: PESSOA et al. (2013) Cecos pilóricos Pâncreas •Pode ser difuso e se estender ao longo de todo o intestino, desde a vesícula biliar e baço até próximo do ânus ou, em algumas espécies, restrito a uma ou duas estruturas localizadas junto ao baço, anteriormente ao fígado, ou junto do intestino. • Possui dois tipos de secreção: a exócrina, pelas células acinares, e a endócrina. •A secreção exócrina consiste de enzimas e uma solução aquosa com bicarbonato, as quais são liberadas no intestino ou cecos pilóricos. Pâncreas •Uma grande quantidade de enzimas é produzida pelo pâncreas: tripsina, quimiotripsina, carboxipolipeptidase, elastase, colagenase (proteolíticas), amilases (α-amilase) (quebram carboidratos), lipase, fosfolipase A2 (quebram lipídios) e quitinases. • São liberadas pelo pâncreas no início do intestino ou nos cecos pilóricos. •Em algumas espécies há o hepatopâncreas Vesícula Biliar • A maioria dos peixes possui vesícula biliar • É um órgão oco localizado junto ao fígado e intestino. •Armazena a bile, a qual é produzida pelo fígado. A bile contém os sais biliares, os quais auxiliam na digestão dos lipídios e a bilirrubina ou compostos semelhantes, resultante da quebra do grupo heme.