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Índice 
Introdução	1
1. Conceito de Currículo e Programa	2
1.2. Tipos de currículo	4
1.3. Formas básicas de organização, concepções e limitações.	5
1.3.1 O Currículo Formal	5
1.3.2 O Currículo por Assuntos ou Currículo Interdisciplinar	5
1.3.3 O Currículo Integrado	6
1.3.4 Currículo Oculto	7
1.4 Curriculo e sua elaboracao	7
1.4.1 Os componentes do currículo	7
Conclusão	9
Referencias bibliográficas	10
Introdução 
Neste presente trabalho da cadeira de Didática de História I, iremos abordar sobre o seguinte tema conceito de currículo e de programa, ainda dentro dessa temática iremos abordar sobre os seguintes subtemas tais como: Tipos de currículo; Formas básicas de organização, concepções e limitações e Currículo e sua elaboração.
Objectivo Geral 
· Conhecer o conceito de currículo e programa
Objectvos específicos 
1. Identificar os tipos de currículo;
2. Apontar as formas básicas de organização de currículo;
3. Mostrar forma de elaborar um currículo
Metodologia
Em relação aos procedimentos metodológicos utilizados para realização deste trabalho foi pesquisa bibliográfica, esse tipo de pesquisa oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas onde os problemas ainda apresentam abordagens diversas ou inconformidades. Ainda sobre a pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos. “Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental”.
1. Conceito de Currículo e Programa
A busca pela origem do termo currículo se constitui em um cenário plural, onde se apresenta multiplicidade de informações, ideias, sentidos e possibilidades. Em outras palavras, são diversas as tentativas de buscar respostas para a questão: qual a origem do termo currículo? Essa multiplicidade de interpretação dificulta a identificação precisa desse fato.
Etimologicamente, o lexema currículo deriva do verbo latim currere (correr) e do substantivo curriculum cujo sentido é curso, carreira, trajetória, caminho, percurso, jornada. Com o sentido de curso, segundo Pacheco (2005), o termo foi dicionarizado pela primeira vez em 1663. a palavra currículo significa “as matérias constantes em um curso”, ou seja, são as disciplinas a serem cursadas, a serem cumpridas em um determinado percurso formativo.
O termo currículo é encontrado em registo do século XVII sempre relacionado a um projecto de controlo do ensino e de aprendizagem ou, seja, de actividade prática de escola. Desde os seus primordiais, o currículo envolvia uma associação entre o conceito de ordem e método caracterizando-se como um instrumento facilitador de administração escolar.
De forma geral, vamos identificar três grandes modos de conceber o currículo: a primeira representada pela perspectiva técnica, na qual o currículo é concebido como algo prescrito, planificado, que deve ser implementado, constituído por objetivos e conteúdos a ensinar
Nessa perspectiva, currículo é um projeto de educação ou formação, incluindo a especificação dos resultados esperados, definição de formas e meios para implementar para alcançar estes resultados e plano de avaliação dos resultados das ações (MENDES, 1993, p. 33 citado por LOPES, 2016).
Geralmente, professores e demais sujeitos escolares referem-se ao currículo como o plano de ensino, como a lista de disciplinas a serem cursadas ou como o rol de conteúdos a serem estudados, como também, restringem-no ao sentido de grade curricular ou matriz curricular. Tais acepções referem-se à organização do ensino, à seleção de conteúdos a serem estudados, ao estabelecimento de objetivos para alguém alcançar tendo em vista a formação predefinida. Nessa perspectiva, o currículo é algo elaborado por especialistas, que pensam e definem o modelo de ensino a ser desenvolvido na escola. 
A segunda, com base numa perspectiva prática e emancipatória, concebe o currículo como algo culturalmente determinado; como prática social de sujeitos inseridos em determinada cultura, permeada por relações de poder. O currículo é um local onde se produzem e se criam significados sociais, os quais estão ligados a relações sociais de poder e desigualdade (SILVA, 2003). Essa concepção de currículo envolve uma compreensão de dominação ideológica de uma cultura sobre outra. Compreende-se que, através da cultura veiculada pela escola, impõem-se os valores e a cultura do grupo dominante de uma sociedade. 
A terceira concepção de currículo define-o como artefato multicultural, constituído por expressão de identidades e subjetividades diversas e que, portanto, precisa ser pensado a partir dos diversos sentidos presentes no mesmo e não dos modelos preestabelecidos. Nessa perspectiva, o sujeito e suas interações histórica, social e biológica ocupam o centro das discussões e práticas curriculares. Concebe-se, assim, o currículo como um conjunto diverso de sujeitos, saberes e práticas “onde se produzem, elegem e transmitem representações, narrativas, significados sobre as coisas e seres do mundo” (COSTA, 2003, p. 41).
Assim sendo o currículo é um plano pedagógico e institucional, que visa o saber e define como trabalhar o processo de ensino e aprendizado dos estudantes sistematicamente.
Em sentido restrito, currículo escolar é o conjunto de matérias a serem ministradas em determinado curso ou grau de ensino. Se a estrutura planejada no início do ano, a que foi estabelecida no projeto político pedagógico de cada escola, estiver sendo rigorosamente obedecida, significa que o plano curricular está sendo bem formado e coerentemente respeitado em suas determinações. Neste sentido, o currículo abrange dois outros conceitos importantes: o de plano de estudo e o de programa de ensino. (GOMES, 1998)
Plano de estudos - é a lista de matérias que devem ser ensinadas em cada nível ou ano escolar, com indicação do tempo década uma, expressa geralmente em horas e semanas.
Programa de ensino - é a correlação dos conteúdos correspondentes a cada matéria do plano de estudos, em geral, e em cada ano ou nível, com indicação dos objetivos, dos rendimentos desejados e das atividades sugeridas ao professor para melhor desenvolvimento do programa e outras instruções metodológicas.
Portanto, programa escolar é o conjunto de ordenamento de matéria a ensinar, acompanhadas de instruções que eventualmente o justificam e que geralmente recomendam a abordagem para o ensino das matérias.
O programa é o desdobramento do currículo em que apresenta através de um documento didáctico apresentado aos professores com uma dimensão mais legislativas e normativas do ensino, enquanto que currículo é muito mais abrangente, engloba, manuais escolares para professor/alunos, classificação, exames, sistema de avaliação, as condições que a escola fornece, normas de funcionamento e da própria gestão escolar, ela possui uma acção substantiva. (GOMES, 1998)
Um programa de ensino deve estar adequado ao nível de desenvolvimento dos alunos a que se destina, oque de imediato nos remete para uma reflexão em torno da concepção de Historia veiculada por esse mesmo programa.
1.2. Tipos de currículo
Segundo Wickens (apud COLL, 2006, p.61-62), existem basicamente dois tipos de currículo: o fechado e o aberto.
Ele aponta que o currículo fechado expressa uma visão centralizadora do ensino, estabelecendo com detalhes os objetivos, os conteúdos e as maneiras como eles serão ministrados pelo professor. Tudo é previamente estabelecido, todos os alunos devem aprender da mesma maneira, pois não há espaço para suas particularidades, e a produção de conhecimento se dá por meio de um processo linear e cumulativo. Aqui, há uma valorização do resultado da aprendizagem e, em geral, quem elabora o programa e quem o realiza são pessoas diferentes.
Já o currículo aberto valoriza mais as particularidades sociais e culturais do local onde será desenvolvido, estando sempre aberto para influências externas e em um contínuo processo de revisão e reorganização. Esse tipo de currículo preza peloprocesso de aprendizagem antes do que pelo resultado da aprendizagem e aqueles que elaboram o programa e aqueles que o executam, em geral, se confundem.
Tendo em vista os caminhos extremos que cada um deles segue, a opção mais viável talvez seja uma mistura de um com o outro. Isto porque o primeiro garante certa homogeneização, à medida que há certos conhecimentos mínimos que precisam ser aprendidos e certo ritmo para sua aprendizagem, enquanto o aberto garante o respeito às especificidades individuais dos estudantes e da comunidade escolar, bem como estimula uma postura mais ativa dos professores e dos alunos. A decisão, no entanto, depende da participação de todos os envolvidos nesse processo, pois apenas eles saberão qual a solução mais adequada às suas necessidades.
1.3. Formas básicas de organização, concepções e limitações.
O Currículo deve absorver as transformações sociais, despertando no educando a criticidade e consequentemente a autonomia. Este precisa ser organizado na expectativa de integração e construção do conhecimento. Existem formas de organização curricular, orientadas através de concepções e limitações no ambiente escolar:
1.3.1 O Currículo Formal 
O currículo formal é constituído por diretrizes normativas do governo. É através desse currículo que são organizadas as atividades ensinadas na escola. O currículo formal orienta a instituição na criação de seu currículo, o qual é fundamentado nas experiências, divergências individuais e interesses da criança. 
As disciplinas que compõem o currículo formal são áreas de informações e conhecimentos característicos, delimitadas e compartimentadas, que devem ser esgotadas por professores e estudantes em um período estabelecido de forma prévia, com duração de um semestre ou um ano letivo. (LOPE, 2016)
1.3.2 O Currículo por Assuntos ou Currículo Interdisciplinar 
Currículo por Assuntos ou Problemas foi outra tentativa para superar o Currículo Formal. Neste, o primeiro passo se dá com a identificação e a definição de problemas ou objetos da realidade, como exemplo, a alimentação, as condições de saneamento básico, entre outros. O próximo passo é a elaboração de unidades de ensino e aprendizagem em torno desses assuntos. 
A estrutura interna do currículo por assuntos é indutiva e teórica, parte de questões específicas até chegar a conclusões não adaptáveis, provocando a seleção e ordem de objetos ou assuntos que são retirados da realidade, características próprias da prática social de uma determinada profissão. Partindo dessa ideia é realizada uma busca de dados e teorias, contendo componentes científicos e técnicos que são pertinentes ao contexto histórico e social onde a problemática ocorre. Os estudantes não são estimulados pela memorização passiva dos conteúdos repassados, mas pela compreensão da problemática proposta, ou seja, pela construção de seu conhecimento através da participação ativa neste processo. (LOPE, 2016)
1.3.3 O Currículo Integrado 
Currículo Integrado é o Plano Pedagógico correspondente à forma em que a instituição é organizada. 
Essa proposta articula com dinamismo de trabalho, de ensino, da prática, da teoria e da comunidade. As características sociais e culturais do meio em que o processo de ensino e aprendizagem ocorre devem ser sempre o modelo das relações entre trabalho e ensino, entre problemas e hipóteses de possíveis soluções. 
Currículo Integrado é uma opção educativa que permite: 
· Uma efetiva integração entre ensino e prática profissional; 
· Uma integração real entre teoria e prática; 
· A construção de novas teorias a partir de teorias anteriores; 
· Busca de soluções específicas e originais para diferentes situações; 
· Trabalho, comunidade e ensino integrados; 
· Contribuição efetiva com a comunidade; 
· Esclarecimentos de soluções e investigações com a integração entre professores e estudantes; 
· Adaptação da realidade local aos padrões culturais específicos da comunidade. 
1.3.4 Currículo Oculto
O currículo oculto se refere aos estudos e conteúdos particulares do programa total das instituições de ensino. Esse currículo dispõe aos estudantes a oferta de conhecimentos, atitudes (socialmente valorizadas) e habilidades, sob uma variedade estratégica, que ocorre durante o período em que estão no processo escolar.
Currículo Oculto é o conteúdo implícito, geralmente inconsciente, que acompanha o ensino das matérias escolares. (LOPE, 2016)
1.4 Currículo e sua elaboração 
Na elaboração de um currículo, busca-se responder questões referentes ao ato educativo, as quais correspondem à finalidade da educação, aos conhecimentos/culturas a serem selecionados e como realizar a prática. 
A escola deve elaborar seu currículo com a participação de todos os sujeitos e instâncias envolvidos no processo educativo. Como parte de um macro sistema educacional, a escola, ao planejar o currículo, deve considerar a realidade da comunidade escolar e as demandas da sociedade e das instâncias que regulamentam o sistema de ensino, como Ministério da Educação e Conselhos.
O processo de planejamento tem um percurso a ser considerado, tendo em vista as instâncias envolvidas na elaboração do currículo. Observe o organograma a seguir.
1.4.1 Os componentes do currículo
O currículo possui quatro componentes.
O primeiro desses elementos é o que ensinar. Ele se desdobra em dois outros aspectos: 
· Os objetivos constituem aquilo que se deseja promover ou facilitar através do ensino. os objetivos educacionais têm importante papel, pois definem os fins, os comportamentos a serem alcançados. Eles são os determinantes das demais partes que compõem o planejamento. Dessa forma, os objetivos são o marco inicial do projeto numa perspectiva tecnicista.
· Os conteúdos, isto é, os conceitos, habilidades, normas, valores etc. a serem aprendidos. Esse primeiro componente deriva daquilo que a sociedade acredita que seja o conhecimento legítimo e necessário a ser aprendido pelo estudante, bem como deve partir também de uma análise das particularidades locais da comunidade escolar, visando promover um conhecimento mais próximo da realidade da qual faz parte e de suas necessidades.
Tyler (1977) advertia que formular satisfatoriamente os objetivos ao ponto que sinalizem tanto os aspectos de comportamento quanto de conteúdo permite obter especificações para indicar qual é precisamente o papel do educador. O autor acrescenta que, ao se formular claramente os resultados que se deseja, o elaborador do currículo disporá de critérios para selecionar os conteúdos, sugerir atividades de aprendizagem, decidir os procedimentos didáticos, e, assim, cumprir com os demais requisitos de planejamento do currículo.
O segundo elemento são as informações sobre quando ensinar. Aqui se encontram as orientações sobre quais as maneiras de ordenar e dar sequência aos conteúdos e seus respectivos objetivos. A educação formal abrange, com efeito, conteúdos complexos e inter-relacionados e pretende incidir sobre diversos aspectos do crescimento pessoal do aluno, sendo necessário, portanto, optar por uma determinada sequência de ação. (LOPE, 2016)
O terceiro componente abrange as orientações sobre como ensinar, isto é, versa sobre o que será feito para se atingir os objetivos propostos para os conteúdos que foram escolhidos. É a metodologia. Ponto este, que é de suma importância para as alterações no processo pedagógico, pois o Currículo Integrado representa a inclusão entre trabalho e ensino. 
O método é proposto por inúmeros entrelaces de atividades que motivam o aprendizado e o surgimento de novas situações cotidianas, e é a partir destas que o incentivo ao processo de reflexão e a busca de aprendizagens serão transformados em novas formas de ação.
Já o quarto elemento trata do que, como e quando avaliar: planejamento deve ser constantemente avaliado e reavaliado, para se poder observar a concordância ou discordância entre os seus elementos constitutivos. Este item é muito importante porque, à medida que existem objetivos a serem cumpridos vai constatar se ações pedagógicas estãorespondendo de forma adequada a eles e, caso isto não esteja acontecendo, é ele quem vai apontar as correções necessárias para que essas ações ocorram da forma como se deseja. (Idem)
Conclusão 
Assim percebe-se que em sentido restrito, currículo escolar é o conjunto de matérias a serem ministradas em determinado curso ou grau de ensino. Se a estrutura planejada no início do ano, a que foi estabelecida no projeto político pedagógico de cada escola, estiver sendo rigorosamente obedecida, significa que o plano curricular está sendo bem formado e coerentemente respeitado em suas determinações. Neste sentido, o currículo abrange dois outros conceitos importantes: o de plano de estudo e o de programa de ensino. Plano de estudos que é a lista de matérias que devem ser ensinadas em cada nível ou ano escolar, com indicação do tempo década uma, expressa geralmente em horas e semanas e Programa de ensino que é a correlação dos conteúdos correspondentes a cada matéria do plano de estudos, em geral, e em cada ano ou nível, com indicação dos objetivos, dos rendimentos desejados e das atividades sugeridas ao professor para melhor desenvolvimento do programa e outras instruções metodológicas.
 Para construção de um Currículo não existe um modelo pronto, mas sim, criatividade na produção desse material. O currículo precisa ser flexível e adaptado às diversas situações, sendo constantemente avaliado e melhorado com as experiências vividas.
O processo de síntese e classificação dos conhecimentos necessários é considerado como uma rede de estrutura de conteúdos. Os conceitos e princípios gerais são assuntos relevantes. Cada tema principal e seus correspondentes de conhecimentos teóricos e práticos serão substituídos por uma unidade de ensino e aprendizagem definida como estrutura pedagógica. Essa estrutura é orientada por diversos objetivos de aprendizagem que são definidos de acordo com a função que os conteúdos articulados são interligados a uma didática. Portanto, as unidades de ensino devem ser mantidas com autonomia e respeito às outras, mas ao mesmo tempo precisam estar articuladas as áreas ou atribuições do perfil profissional.
Referencias bibliográficas 
COLL, César; MART ÍN, Elena [et al.]. Aprender conteúdos e desenvolver capacidades. Porto Alegre: Artmed, 2004.
COSTA, Marisa Vorraber (Org.) O Currículo nos limiares do contemporâneo. 3 Ed. Rio de janeiro DP&A, 2001.
GÓMEZ, A. I. Pérez; SACRISTÁN, J. Gimeno. Compreender e transformar o ensino. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
LOPES , Gérison Kézio Fernandes. Currículos e programas. Sobral, 2016
PACHECO, José A. Escritos curriculares. São Paulo: Cortez, 2005.
PROÊNÇA, Maria Cândida. Didáctica de História. Universidade aberta. 1990.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

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