BOVINOCULTURA DE LEITE
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BOVINOCULTURA DE LEITE

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Guia Prático da Produção Intensiva de Leite | Gestão e Qualidade \u2013 1
EDIÇÃO
SEBRAE-RJ / SENAR-RIO / FAERJ
2008
GESTÃO E QUALIDADE
Série
2 \u2013 Guia Prático da Produção Intensiva de Leite | Gestão e Qualidade
SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO \u2013 SEBRAE-RJ
PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO: ORLANDO DINIZ
DIRETOR SUPERINTENDENTE: SERGIO MALTA
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL DO RIO DE JANEIRO \u2013 SENAR-AR/RJ
PRESIDENTE DO CONSELHO ADMINISTRATIVO: RODOLFO TAVARES
SUPERINTENDENTE: MARIA CRISTINA T. C. TAVARES
FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E PESCA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO \u2013 FAERJ
PRESIDENTE: RODOLFO TAVARES
TEXTO E PESQUISA
VILGON CONSULTORIA E PROJETOS AGROPECUÁRIOS
EDSON GONÇALVES, ZOOTECNISTA
EDIÇÃO
JOÃO ANTONIO F. DOS SANTOS
EDIÇÃO DE ARTE
CASAD\u2019 ARTE DESIGN GRÁFICO
REVISÃO
SERGIO MARTINS
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
EDITORA POPULIS LTDA.
G625g
Gonçalves, Edson
 Gestão e Qualidade
/ [texto e pesquisa Edson Gonçalves]. \u2013 Rio de Janeiro: Sebrae: Senar: Faerj, 2007.
 32p. : il. color; . \u2013 (Gerenciamento de Propriedades Leiteiras)
ISBN 978-85-87533-06-7
1. Leite - Produção. 2. Leite \u2013 Produção \u2013 Aspectos econômicos. 3. Leite \u2013 Produção \u2013 Controle
de qualidade. 4. Bovino de leite \u2013 criação. 5. Administração rural.
I. Sebrae/RJ. II. Senar. Administração Regional do Estado do Rio de Janeiro. III. Federação da
Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro. IV. Título. V. Série
07-4215. CDD: 637.1
CDU: 637.1
07.11.07 08.11.07 004217
Guia Prático da Produção Intensiva de Leite | Gestão e Qualidade \u2013 3
INTRODUÇÃO.......................................................................... 5
CONTROLE LEITEIRO ............................................................ 7
 Persistência da lactação ....................................................... 7
 Análise do leite ..................................................................... 8
CONTROLE E MANEJO DA REPRODUÇÃO ......................... 9
 Manejo nutricional e balanceamento de dieta .................... 11
 Estresse térmico ................................................................. 11
 Qualidade do sêmen........................................................... 12
 Detecção do cio .................................................................. 12
 Boa condição corporal ........................................................ 12
 Período seco ....................................................................... 12
 Pré-parto ............................................................................. 13
 Pós-parto ............................................................................ 14
 Nível de produção............................................................... 15
 Período de serviço .............................................................. 16
 Intervalo entre partos .......................................................... 16
MANEJO DA ORDENHA ....................................................... 17
 A descida do leite ............................................................... 17
 Higiene e limpeza ............................................................... 18
 Rotina ................................................................................. 19
 Procedimentos na ordenha ................................................. 20
SISTEMA DE ORDENHA....................................................... 23
 Manutenção dos equipamentos .......................................... 23
 Resfriamento do leite .......................................................... 24
QUALIDADE DO LEITE ......................................................... 25
 Saúde do úbere ................................................................... 25
 Tipos de mastite .................................................................. 25
 O que é CCS (Contagem de Células Somáticas) ............... 27
 Normas oficiais para a qualidade do leite ........................... 28
CONTROLES ECONÔMICOS................................................ 31
 Custo Operacional .............................................................. 31
 Custo Total .......................................................................... 32
SUMÁRIO
4 \u2013 Guia Prático da Produção Intensiva de Leite | Gestão e Qualidade
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INTRODUÇÃO
P artindo da idéia de que produzir leite é administrar custos, o produtor deve ter em mente queo gerenciamento profissional da propriedade, com base nos controles dos principais aspectos
da atividade, é essencial para a racionalização das operações e redução dos custos. Feitos
com o devido cuidado nas anotações, os controles constituem-se em ferramentas indispensáveis, que
devem ser usadas para o produtor detectar problemas, apontar as virtudes e tomar decisões de manejo,
em propriedades leiteiras de qualquer porte. Ele deve estar ciente de que todas as variáveis que afetam
o processo produtivo do leite são importantes e terão impacto nos custos.
Por essa razão, é importante que tenha na "ponta do lápis" todos os seus custos, pelo menos para
três objetivos principais: compará-las com os custos de outras propriedades, de modo a avaliar se
está fazendo a coisa certa; comparar seu custo com o preço recebido pelo leite; e, finalmente, corrigir
falhas, ajustar o manejo e alterar as metas de produção.
Confiar na memória para tomar decisões sobre o manejo do rebanho significa correr um grande
risco de amargar prejuízos. Dados precisos e confiáveis sobre produtividade, reprodução, sanidade
e custos na propriedade dão ao produtor a oportunidade de evitar equívocos, desperdícios e, conse-
qüentemente, ver o lucro crescer. As ferramentas principais para manter a propriedade sob controle
são boa vontade, dedicação e informação. A baixa adesão aos sistemas de controle deve-se, entre
outros fatores, à falta de conhecimento dos produtores rurais sobre sua importância para o bom
gerenciamento da propriedade. Com o auxílio do técnico especializado, o produtor pode escolher a
forma de fazer o controle de maneira bem simples e eficiente e, à medida que for dominando a
escrituração, pode ir adotando um sistema mais complexo e completo.
O produtor não pode jamais se esquecer de que cada aspecto da atividade tem um peso no custo
do leite e na eficiência do processo de produção (conforme já foi ressaltado nos outros dois Manu-
ais). Por exemplo, o simples fato de não oferecer sombra (conforto térmico) aos animais, fato comum
em boa parte das propriedades leiteiras, vai refletir-se em menor consumo de alimento, o que, por
sua vez, implicará menor produção de leite, problemas de reprodução devido ao estresse, maior
intervalo entre partos e assim por diante. A soma de tudo isso certamente resulta em menor produti-
vidade e rentabilidade.
Todas as atividades na propriedade rural devem ter como objetivo a exploração econômica com
eficiência, que se caracteriza por um rebanho estável, composto pelo maior número possível de
vacas em lactação por hectare, utilizando toda a área destinada à produção leiteira. Para o produtor
alcançar tal competência é necessário que, além de esforçar-se no controle dos pontos fundamen-
tais da atividade, tenha também empenho na aplicação dos demais fatores, como a comercialização
eficiente dos animais e do leite, o uso racional da mão-de-obra e racionalização e economia no
emprego de insumos, máquinas e energia. E somente se pode chegar a essa qualidade por meio do
gerenciamento adequado da propriedade leiteira, com base em estimativas realistas de custos e da
atividade como um todo.
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