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CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ Introdução O pé e o tornozelo apresenta função primária de absorver os impactos com o solo Propiciar a liberação de energia propulsora na caminhada, corrida e saltos. Esta função é resultado da interação de articulações, tecidos conectivos e músculos Funções Suporte do peso Controle e estabilização do MMII Amortecimento de choques Ajuste à superfície de contato Propulsão - locomoção Manipulação de objetos e operação de máquinas Osteologia O pé e tornozelo são compostos por 28ossos Tíbia distal Fíbula distal Tálus Calcâneo Cubóide Navicular Cuneiforme 1, 2 e 3 5 Metatarsos 12 Falanges do 2° 5° artelhos 2 falanges do hálux Osteologia SMITH, WEISS e LEHMKUHL (1997) Ligamentos do tornozelo (face medial) Ligamento deltoíde Ligamento calcâneo-navicular Ligamento plantar Ligamentos do tornozelo (face lateral) Ligamento tíbio-fibular anterior Ligamento talo-fibular anterior Ligamento calcâneo-fibular Ligamento bifurcado Ligamento talo-fibular posterior Ligamento calcâneo-cubóide Ligamento cervical Ligamento plantar longo Ligamento plantar curto Cápsula articular do tornozelo Envolve toda a articulação do tornozelo Delgada e frouxa A frouxidão é mais evidente na região anterior e posterior Região dos maléolos as fibras encontram-se mais aglomeradas Movimentos do tornozelo Essencialmente o tornozelo funciona como uma dobradiça com um eixo de rotação móvel durante a fase de apoio da marcha. LEARDINI, O’CONNOR, CATANI, GIANNINI (1999) Valores angulares médios para os movimentos da articulação do tornozelo e pé – grau de mobilidade Movimento Graus Flexão ou dorsi-flexão 0 a 20° Extensão ou flexão plantar 0 a 50° Adução 0 a 20° Abdução 0 a 10° Inversão 0 a 5° Eversão 0 a 5° Halux Extensão 0 a 45° Flexão 0 a 70-90° Esses movimentos do tornozelo ocorrem no plano mediano/sagital e em torno do eixo frontal/coronal. Flexão ou dorsiflexão e flexão plantar Adução e abdução Esses movimentos do tornozelo ocorrem no plano transverso e em torno do eixo longitudinal Hálux – flexão e extensão Inversão e eversão Esses movimentos do tornozelo ocorrem no plano frontal/coronal e em torno do eixo mediano/sagital. Movimentos combinados Inversão Flexão plantar + adução + supinação (dedos para dentro) Eversão Dorsi-flexão + abdução + pronação (dedos para fora) Articulação do tornozelo e do pé Complexidade do pé 19 grandes músculos Mais de 100 ligamentos Cápsula articular Ossos: tíbia distal, fíbula distal e o tálus. Função: sustentação e propulsão. Hall, 2000 Articulações do tornozelo O tornozelo é uma estrutura formada pela união de 3 ossos: tíbia, fíbula e tálus. O tornozelo é formado por três articulações: 1- Articulação talocrural - tíbiotalar 2- Articulação subtalar 3- Articulação tibiofíbular 1- Articulação talo-crural ou tíbio-talar Formado pela extremidade inferior da tíbia e fíbula com o dorso do tálus Está entre o tálus e a crus (latim perna), é uma articulação em dobradiça com 1°grau de liberdade de movimento, é a chamada “articulação do tornozelo” . SMITH, WEISS e LEHMKUHL (1997) A superfície convexa do tálus superior se articula com a superfície côncava da tíbia distal. HALL (2005) 2- Articulação subtalar: Entre o tálus e o calcâneo A articulação superior do calcâneo apresenta 3 facetas (posterior – média – anterior) que se articulam com facetas correspondentes na superfície inferior do tálus. A faceta posterior é convexa As facetas média e anterior são côncavas Esta articulação possui 2 cápsulas Uma cápsula abrange as facetas articulares posteriores do talo e calcâneo Outra abrange as facetas médias e anterior da articulação subtalar bem como articulação do talonavicular SMITH, WEISS e LEHMKUHL (1997) LIPPERT (2006) 22 3- Articulação tíbio-fibular: Formada pela extremidade inferior da tíbia e da fíbula. São firmemente conectadas nas articulações tibiofibulares superior e inferior pela membrana interóssea, que é classificada como uma sindesmose (do grego syndemos, faixa ou ligamento). SMITH, WEISS e LEHMKUHL (1997) Reforçada pelos ligamentos tibiofibulares anterior e posterior, e pelo ligamento interósseo crural. HALL (2005) Esta articulação possui 1° de liberdade e nestas articulações sinoviais são limitados a poucos graus mas são essenciais para os movimentos normais de: dorsiflexão e flexão plantar LIPPERT (2006) SMITH, WEISS e LEHMKUHL (1997) 25 A articulação do tornozelo é formada por 3 faces articulares: 1- Face articular superior do tálus, denominada tróclea, articula-se com a face inferior da tíbia; 2- Face articular lateral do tálus articula-se com a face articular do maléolo fibular; 3- Face articular medial do tálus articula-se com a face articular do maléolo tibial. Músculos do tornozelo Loja anterior Tibial anterior Extensor longo do hálux Extensor longo dos dedos Fibular terceiro Loja posterior Camada superficial Gastrocnêmio lateral Gastrocnêmio medial Sóleo Plantar Camada profunda Poplíteo Flexor longo dos hálux Flexor longo dos dedos Tibial posterior Tríceps sural (gastrocnêmio cabeças medial e lateral e sóleo) Loja póstero lateral Fibulares longo e curto LOJA ANTERIOR Tibial anterior Origem: côndilo lateral e 2/3 proximais da diáfise lateral da tíbia; Inserção: 1° cuneiforme e 1° metatarso Inervação: nervo fibular profundo L4 - S1 Ação: dorsiflexão e inversão do pé. Extensor longo do hálux Origem: 2/4 da superfície anterior da diáfise da fíbula Inserção: base da falange distal do hálux Inervação: nervo fibular profundo L4 - S1 Ação: Tornozelo: dorsi-flexão; Hálux: extensão. 29 Extensor longo dos dedos Origem: côndilo lateral da tíbia, ¾ proximais da fíbula e membrana interóssea Inserção: falange média e distal do 2° ao 5° dedos Inervação: nervo fibular profundo L4 - S1 Ação: Tornozelo: eversão Artelhos: extensão Fibular terceiro Origem: 1/3 distal e superfície ant. da fíbula Inserção: superfície dorsal do 5° metatarsiano Inervação: nervo fibular profundo L5 - S1 Ação: dorsi-flexão. Gastrocnêmio lateral Origem: côndilo lateral do fêmur Inserção: calcâneo Inervação: nervo tibial S1 – S2 Ação: flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo LOJA POSTERIOR CAMADA SUPERFICIAL Gastrocnêmio medial Origem: côndilo medial do fêmur Inserção: calcâneo Inervação: nervo tibial S1 – S2 Ação: flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo Sóleo Origem: cabeça e 1/3 proximal da diáfise da fíbula e linha poplítea da tíbia Inseção: tendão de Aquiles Inervação: nervo tibial L5 - S1 Ação: planti-flexão e inversão. Tríceps Sural = sóleo + gastrocnêmio Plantar Origem: côndilo lateral do fêmur Inserção: calcâneo Inervação: nervo tibial L4 – L5 – S1 Ação: auxilia o tríceps sural Poplíteo Origem: côndilo lateral do fêmur Inserção: linha solear da face posterior da tíbia Inervação: nervo tibial L4 – L5 – S1 Ação: flexão e rotação medial do joelho LOJA POSTERIOR CAMADA PROFUNDA 36 Flexor longo do hálux Origem: 2/3 inferiores da diáfise da fíbula Inserção: base da falange distal do hálux Inervação: nervo tibial L5 - S2 Ação: Tornozelo: inversão; Hálux: flexão. 37 Flexor longo dos dedos Origem: 2/3 médios da diáfise da tíbia Inserção: Falanges distais do 2° ao 5° artelho Inervação: nervo tibial L5 - S1 Ação: Tornozelo: planti-flexão e inversão Artelhos: flexão. Tibial posterior Origem: 2/3 proximais da diáfise e côndilo distal da tíbia e 2/3 proximais e post. da cabeça da fíbula Inseção: tuberosidade do navicular, calcâneo e três cuneiformes Inervação: nervo tibial L5 – S1 Ação: planti-flexão e inversão do pé LOJA PÓSTERO LATERAL Fibular longo Origem: cabeça e 2/3 superiores da diáfise da fíbula e côndilo lateral da tíbia Inserção: 5° metatarso e 3° cuneiforme Inervação: nervo fibular superficial L4 -S1 Ação: planti-flexão e eversão do pé. Fibular curto Origem: 2/3 distais da diáfise da fíbulaInserção: 5° metatarso Inervação: nervo fibular superficial L4 - S1 Ação: planti-flexão e eversão do pé. Limitação dos movimentos do tornozelo na: Dorsiflexão Contato ósseo – talus/ calcâneo/ tíbia (região anterior) Cápsula posterior Tendão de calcâneo Lig. calcâneofibular Tensão nos mm. posteriores Flexão plantar Contato ósseo – talus/ calcâneo/ tíbia (região posterior) Cápsula anterior Lig. Talofibular anterior Tensão mm. anteriores Estabilidade do tornozelo MEDIAL Ligamento deltóide: tibiotalar anterior, tibiocalcaneo (tibiotalar posterior),tibionavicular LATERAL Ligamento tibiofibular posterior Ligamento talofibular posterior Ligamento talofibular anterior Ligamento calcaneofibular Mecanismos de estabilização do tornozelo Estabilização passiva Mantidas pelas estruturas ósseas, capsulo-ligamentares e membranas sinoviais Estabilização ativa Dada pelos tendões e seus respectivos músculos, onde fornecem estabilização através da contração muscular Causas potenciais da instabilidade funcional do tornozelo Déficit da força muscular Atraso no tempo de reação Função alterada do nervo fibular longo Déficit de contrapeso Déficit na detecção da posição do membro Redução na angulação de dorsi-flexão do tornozelo Fraqueza do músculo fibular longo Desequilíbrio da força muscular (inversores/eversores do pé) Pé Com semelhança igual à mão, o pé é uma estrutura formada por múltiplos ossos e com numerosas articulações O ossos e as articulações do pé constituem um alicerce de apoio para o corpo ereto, se adaptam ao terreno irregular e absorvem choques. HALL (2005) O pé é a extremidade dos membros distal dos animais terrestres que assenta no solo. No homem e outros bípedes, o termo se aplica apenas à parte final das extremidades inferiores. O pé se divide-se em 3 partes: Tarso: a parte superior, que liga com os ossos da perna Metatarso: a parte mediana do pé Dedos: o número básico é de 5 dedos que normalmente se encontram virados para a parte do ante pé Existem ainda outros termos para designar vulgarmente algumas partes do pé: "Planta do pé“: é a parte do pé dos bípedes que assenta no solo Formada pelo calcâneo e pela face inferior dos ossos metatarsais e das falanges e é coberta por pele mais espessa do que no resto do corpo Calcanhar: é a expressão vulgar para o osso calcâneo Tornozelo: é a articulação do pé com a perna. Principais funções do pé: Suporte de peso Controle e estabilização da perna Ajustamento a superfícies irregulares Amortecimento de choques ao andar,correr, saltar, etc. Operação de máquinas Articulações do tornozelo e do pé Anatomia Retropé Articulação tibiofibular inferior (distal): articulação do tipo fibroso ou sindesmose. A posição de repouso é a flexão plantar e a posição de aproximação máxima é a dorsiflexão máxima; Articulação talocrural (tornozelo): articulação sinovial uniaxial de dobradiça. A posição de repouso é 10° de flexão plantar entre inversão e eversão e a posição de aproximação máxima é a dorsiflexão máxima. Articulação subtalar (talocalcânea): articulação sinovial com 3 graus de liberdade. A posição de repouso é entre os extremos da amplitude de movimento e a posição de aproximação máxima ocorre na supinação. Mediopé Articulação mediotársica ou mediotarsais (articulação transversa do pé) Articulação entre o ossos navicular e o cubóide Muito pouco movimento ocorre nessa articulação Pronação e supinação, são os movimentos entre o “pé posterior” e o “pé anterior”, e são considerados movimentos triplanares. Posição de repouso: a meio caminho entre os extremos da amplitude de movimento. Posição de aproximação máxima: supinação. Articulação talocalcaneonavicular Articulação cuneonavicular Articulação cuboideonavicular Articulação intercuneiformes Articulação cuneocubóidea Ariculação calcaneocubóidea LIPPERT (2006) Antepé Articulações tarsometatarsicas ou tarsometatarsais: são articulações sinoviais planas não axiais Com o formato do ossos e os ligamentos restritivos permitem apenas movimentos de deslizamentos Permitem o pé funcionar como uma unidade semi-rígida Posição de repouso: a meio caminho entre os extremos da amplitude de movimento. Posição de aproximação máxima: supinação; Articulações intermetatársicas ou intermetatarsais: são articulações sinoviais planas. HALL (2005) 53 LIPPERT (2006) Antepé Articulações metatarsofalângeanas: são articulações sinoviais condilóides com 2 graus de liberdade. Posição de repouso: a meio caminho entre os extremos da amplitude de movimento. Articulações interfalângeanas proximais e distais: são articulações em dobradiça sinoviais com um grau de liberdade. Posição de repouso: ligeira flexão. Posição de aproximação máxima: extensão completa. Articulações do pé Graus de mobilidade Arcos plantares São arcos formados pelos pontos de apoio do pé, são importantes para a distribuição de peso de forma adequada na planta do pé Há 3 importantes arcos plantares Arco longitudinal medial Arco longitudinal lateral Arco transverso Arco longitudinal medial Arco longitudinal lateral Arco transverso Érica Verderi - 2005 Plano ou chato É a diminuição do arco plantar e está sempre associado a um talus valgus. Provoca rotação medial dos eixos tibiais e femorais e, consequentemente, a tendência a um joelho valgo (angulado medialmente), direcionando as patelas para o sentido medial. http://www.sapatariasaovicente.com.br Pé plano Érica Verderi - 2005 : O pé plano pode ser: Congênito Proveniente da hereditariedade Acentuada frouxidão de ligamentos; Articulações mediotársica e subastragaliana são hipermóveis; Tendão calcâneo curto Adquirida É consequência de desequilíbrios musculares, postural ou estático Peso excessivo Fadiga muscular Uso de calçados inadequados Maus hábitos da marcha. Alterações provocadas Um braço de alavanca sobre a dupla torção colo/cabeça femoral, apoio exagerado sobre a parte posterior do acetábulo ocorrendo uma flexão anterior do ilíaco. O sacro é levado a flexão, aumentando o ângulo sacral. Hiperlordose lombar com projeção de L3 p/ frente assim como o abdômem. Compensação da hiperlordose com uma hipercifose dorsal e hiperlordose cervical. O pé plano pode aumentar as cargas nas extremidades inferiores como um todo, o que resulta em aumento da rotação interna da perna. Consequências Modificação do padrão de trabalho biomecânico da musculatura da coxa, de forma que a perna, o joelho e o quadril ficam sujeitos a mais sobrecarga. Essa pode ser a causa de lesões por excesso de uso ou outras condições dolorosas nessas áreas. Lesões do Esporte – Prevenção e tratamento – Lars Peterson – Per Renström - 2002 Pé cavo Aumento do arco longitudinal, sua origem ainda não é definida. O pé cavo acompanha de um tálus varo provocando a rotação externa dos eixos tibiais e femorais, assim como tendência ao genu varum e hiperpressão patelar. Pé cavo: cruzamento dos ossos metatarsais I e V O pé plano pode ser: Congênitas Doença paralítica; Doenças neurológicas Adiquirida Deformidades da coluna Desequilíbrios posturais e musculares no período de crescimento; Devem ser tratados paralelamente a causa, para que os exercícios possam apresentar resultados, quando aplicados Alterações provocadas Insuficiência de cobertura das cabeças femorais. Braço de alavanca sobre a dupla colo-cabeça e pressão anterior sobre o acetábulo. Esta pressão levará a extensão do ilíaco Extensão do sacro, dorso plano e nádegas planas. Consequências Um pé cavo é relativamente inflexível e tem uma amplitude de movimento articular limitada. É quase sempre combinado com uma musculatura rígida da panturrilha e uma aponeurose plantar rígida. Pode-se desenvolver dedo em martelo (os dedos ficam fletidos, não podendo ser estendidos – endireitados). O hálux fica voltado para baixo, o que quase sempre leva a formação de calos dolorosos. Dor causada por esforço prolongado. Pés cavos geralmente não toleram muito bem corridas de longa distância.Pé normal, pé reto A impressão do pé deve mostrar 5 áreas de dedos do pé, uma área anterior e uma posterior de planta do pé com uma faixa de ligação entre as duas áreas da planta. A carga principal do pé normal se faz sentir medialmente no calcâneo e na cabeça do osso metatársico I. Atlas de Anatomia humana – Aparelho de movimento I – W. Khale. H Leonhardt. W. Platzer - 2000 Impressões do pé a- pé plano d- pé cavo b- pé transverso plano e- pé cavo acentuado c- pé normal O futebol apresenta características próprias que propiciam lesões traumato-ortopédicas. Por outro lado, temos na literatura que alterações posturais como genovaro ou valgo, curvas lordóticas ou escolióticas estruturadas, discrepâncias verdadeiras no comprimento dos membros, quadris com anteroversão ou retroversão, exagerado genu recurvatum e tipo anormal do pé aumentam o risco de lesões no esporte (GOULD III, 1993). Curiosidades Pé egípicio: cerca de 69% da população caracteriza-se pelo 1° dedo ser maior que o 2° e os demais consequentemente (1°>2°>3>4°>5) Curiosidades Pé grego: cerca de 22% da população caracteriza-se pelo 2° dedo ser maior que o 1° e os demais são menores que o segundo (1°< 2°>3>4°>5) Curiosidades Pé romano ou quadrado: cerca de 9% da população caracteriza-se pelo 1° e 2° dedo serem do mesmo tamanho e os demais menores (1°=2°>3>4°>5) Movimentos dos dedos do pé Flexão Extensão Hiperextensão Abdução Adução Músculos do pé Região plantar medial Abdutor do hálux Flexor curto do hálux Adutor do hálux Região plantar lateral Abdutor do mínimo Flexor curto do mínimo Oponente do mínimo Região plantar média Flexor curto (plantar) dos dedos Quadrado plantar Lumbricais Interósseos plantares Interósseos dorsais Região dorsal Extensor curto dos dedos Extensor curto do hálux Região plantar medial Abdutor do hálux Inserção proximal: calcâneo Inserção distal: falange proximal do hálux Inervação: nervo plantar medial L5 – S1 Ação: flexão e abdução do hálux Flexor curto do hálux Inserção proximal: cubóide e cuneiforme lateral Inserção distal: falange proximal do hálux Inervação: nervo plantar medial e lateral L5 – S1 Ação: flexão da MF do hálux Adutor do hálux Inserção proximal: 2°, 3° e 4° metatarsais Inserção distal: falange proximal do hálux Inervação: nervo plantar lateral S2 – S3 Ação: adução do hálux Região Plantar Lateral Abdutor do mínimo Inserção proximal: calcâneo Inserção distal: falange proximal do 5° dedo Inervação: nervo plantar lateral S2 – S3 Ação: abdução do 5° dedo Flexor curto do mínimo Inserção proximal: cubóide Inserção distal: falange proximal do 5° dedo Inervação: nervo plantar lateral S2 – S3 Ação: flexão da MF do 5° dedo Oponente do dedo mínimo do pé Inserção proximal: cubóide Inserção distal: 5° metatarso Inervação: nervo plantar lateral Ação: Adução do 5° metatarso Região Plantar Medial Flexor curto (plantar) dos dedos Inserção proximal: calcâneo e aponeurose plantar Inserção distal: falange intermédia do 2° ao 5° dedos Inervação: nervo plantar medial L5 – S1 Ação: flexão da IFP e IFD do 2° ao 5° dedos Quadrado plantar Inserção proximal: calcâneo Inserção distal: tendões do flexor longo dos dedos Inervação: nervo plantar lateral S2 – S3 Ação: flexão da MF, IFP e IFD do 2° ao 5° dedos Lumbricais Inserção proximal: tendão do flexor longo dos dedos Inserção distal: tendão do extensor longo dos dedos e falange proximal do 2° ao 5° dedos Inervação: nervo plantar medial (2° e 3° dedos) nervo plantar lateral (4° e 5° dedos) L5 – S3 Ação: flexão da MF e propriocepção Interósseos plantares Inserção proximal: borda medial do 3° ao 5° metatarsos Inserção distal: borda medial das falanges proximais do 3° ao 5° dedos Inervação: nervo plantar lateral S2 – S3 Ação: aproximação (adução) dos dedos e flexão das MF Interósseos dorsais Inserção proximal: entre os ossos metatársicos Inserção distal: bases das falanges proximais do 2° ao 4° dedos e tendões dos extensores longos dos dedos Inervação: nervo plantar lateral S2 – S3 Ação: afastamento (abdução) dos dedos e flexão das MF 90 Região Dorsal Extensor curto dos dedos Inserção proximal: calcâneo Inserção distal: tendão do 2°, 3° e 4° extensor longo dos dedos Inervação: nervo fibular profundo L5 – S1 Ação: extensão do 2° ao 4° dedos Extensor curto do hálux Inserção Proximal: calcâneo Inserção Distal: falange proximal do hálux Inervação: nervo fibular profundo L5 – S1 Ação: extensão do hálux Fáscia plantar Cargas impostas ao pé As estruturas do pé estão interligadas anatomicamente, de forma que a carga se distribui de modo uniforme por sobre o pé durante a sustentação de peso. Cerca de 50% do peso corporal se distribuem através da articulação subtalar para o calcâneo. Os outros 50% restantes são transmitidos através das cabeças dos metatarsos. SAMMARCO e HOCKENBURY (2001) A cabeça do 1° metatarso sustenta 2 vezes a carga sustentada por cada uma das outras cabeças do metatarsos. SAMMARCO e HOCKENBURY (2001) Uma fator que influencia esse padrão de sobrecarga, porém, é a arquitetura do pé. Pé plano: arco relativamente plano tende a reduzir a carga sobre o ante pé. Pé cavo: arco relativamente alto aumente de maneira significativamente a carga imposta ao ante pé. WILLIAMS, McCLAY, HAMILL (2001), WILL, McCLAY, HAMILL, BUCHANAN (2001) Distribuição da pressão plantar - metatarsos Efeitos dos calçados de salto no tornozelo e pé Pressão na parte anterior do pé: Salto 1,9 cm – aumento de 22% Salto 5,0 cm – aumento de 57% Salto 8,3 cm – aumento de 76% Contratura do tendão de Aquiles e dorsiflexão limitada. Alterações na marcha.