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Raquel Rodrigues ORTODONTIA 14/09/19 Ortodontia preventiva (interceptiva): forças extra-orais AEB (segura crescimento da maxila) e máscara de tração reversa (estimula crescimento da maxila) Disjuntor (ortopedia/fixa-sutura palatina expandida rapidamente com reposição do osso, fechando espaço; em casos de insuficiência maxilar/mordida cruzada, fazendo voltar IC para justaposição) e expansor (ortodontia/removível – expande dente para mordida cruzada) Mentoneira: tração extra-oral para diminuir/alterar crescimento mandibular. Mandíbula tem crescimento endocondral, por isso caiu em desuso. Grade palatina: mordida aberta anterior, impede paciente de chupar dedo. Mantenedores de espaço fixos: mantém espaço após perda prematura de decíduos Arco lingual: mantém perímetro da arcada, usada na dentição mista. Arco soldado em bandas nos 1°molares Ortodontia corretiva Aparelho fixo: componentes – braquete, botão, gancho, batentes, piquitos, tubos simples de colagem com gancho, simples de soldagem e duplo de colagem com ganchom, anel (usado apenas nos dois últimos molares atualmente) o Elástico intra-arco (mesma arcada) e interarco (atravessa as duas arcadas), e extrabucal, elástico em cadeia, amarrilho. Extrabucais são comumente usados com AEB e aparelhos de proteção maxilar (máscaras de Petit e de Delaire) o Borracha interproximal: pericementite transitória, movimenta LP de uma vez Posicionamentos de elastik e amarrilha Componentes do bracket Etapas de colagem: 1. Limpar superfície 2. Ataque ácido 3. Aplicação de adesivo 4. Aplicação de resina na base do braquete 5. Polimerizar todos os ângulos do bracket Raquel Rodrigues Técnicas: o Edgewise: Bracket não tem informações Fios devem ser dobrados: multiloop Fio fará força se orientado (ele que movimenta) Máximo controle profissional Exige alto treinamento o StraightWire Brackets possuem informações: o fio passa dentro do bracket e ele movimenta Exige menos dobras Diversas técnicas com prescrições específicas: roth, MBT, capelloza o Autoligado (Self-ligating) Não precisa de elástico prendendo o fio na canaleta nem de amarrilhos devido existência e uma trava flexível - autoligado Menor atrito- desliza com facilidade- favorecendo algumas técnicas Grande potencial de expansão na arcada o Lingual Grande estética Técnica diversa da tradicional Necessidade de dobras Quebra com facilidade Desconforto Maior dificuldade operacional Difícil higienização o Alinhador Conforto, comodidade, estética Moldagem/escaneamento Alto preço Ortopedia Aparelhos removíveis a base de resina acrílica para alterar forças intrabucais e movimentos dos dentes e redirecionar crescimento Aparelhos fixos: pouco metal e é recoberto de acrílico Aparelhos removíveis: ortodônticos removíveis: sobre estrutura dentária ortopédicos mecânicos: alteração óssea pela alteração de forças (disjuntores maxilares, extrabucais e máscaras faciais) ortopédicos funcionais: passivos, ação da função muscular o AOM e AOF alteram padrão de crescimento Perguntas: 1) Qual diferença de ortopedia e ortodontia? Na ortopedia proporcionaliza as bases ósseas e a ortodontia realiza movimentação dentária. 2) Cite 3 vantagens e desvantagens do posicionamento de acessórios com resina e com anéis? Resinas: mais estéticas. 3) Por que não podemos usar um sistema adesivo de alta potência na colagem de acessórios ortodônticos? Alta aderência, possibilidade de fratura. 4) Defina elásticos interarcos, intra-arcos e extrabucais? intra-arcos são usados numa mesma arcada, inter- arcos atravessam as duas arcadas, o extra- bucal atua junto com dispositivos ortodônticos externos podendo ter efeito dentário ou esquelético. Raquel Rodrigues 5) Cite uma vantagem da técnica de straightwire e uma dos alinhadores? A primeira exige menos dobras e a segunda é mais estética. 6) É possível um tratamento completo só com ortopedia? 7) Aparelhos removíveis que movem dente são ortodontia ou ortopedia? Ortodontia 8) Qual diferença entre aparelhos ortopédicos mecânicos dos funcionais dos maxilares? Ortopédicos mecânicos usa alterações de forças de grande magnitude diretamente no osso, alterando-o. Funcional dos musculares mudam o osso pela ação muscular. Desenvolvimento da oclusão normal (21/08/19) Oclusão ideal Periodonto do canino é ideal para absorver forças oclusais, pois isso lateralidade – guia canina Transmissão de força para o LE do dente Na oclusão ideal, contatos posteriores simultâneos e bilaterais Obs: onde o côndilo é localizado? Parte mais superior e central da cavidade articular. RC: posição inicial do côndilo MIH: quantos toques posso fazer Se a variação entre RC e MIH for maior que 2mm: indicação de orto Obs: pacientes com desvio de côndilo – tratar em RC Oclusão fisiológica Estalo sem desconforto Leve desoclusão com conceitos prematuros Pequena diferença entre RC e MIH Oclusão patológica Presença de interferências oclusais entre RC e MIH – geram traumas Grande diferença entre RC e MIH – distal recebe muita carga porque perde o dente vizinho, mesializando e extruindo o antagonista. Nesse caso, o RC fica na distal e o MIH para ocorrer precisa deslocar para o lado oposto. OBS:A dentição permanente é o principal fator da rizólise (reabsorção das raízes dos decíduos). Osteoclastos e reações ácidas realizam a reabsorção. O desaparecimento do ligamento alveolodental, loja alveolar e raiz do decíduo o deixa preso apenas as aderências fibrosas da gengiva, o que facilita sua queda. Desenvolvimento Dentição decídua Pré-natal (odontogênese) o Período de calcificação (sequência de calcificação) IC 14ª 1°M 15ª IL 16ª C 17ª 2°M 18ª Raquel Rodrigues OBS: Fatores teratógenos (fumar, beber, medicamentos etc)- dependendo da época pode matar células que estão se dividindo; células dos meses iniciais podem formar sistemas inteiros. Se durante processo de calcificação, podem surgir manchas contínuas. OBS: Incisivo inferior decíduo: 1 ano para mineralização completa; 1° molar permanente: 6 anos para mineralização completa Pós-natal: o Sem dentes até o 6° mês de vida (período pré-dental) o Maxila e mandíbula são pequenas em relação ao complexo craniofacial o Processos alveolares cobertos pelos abaulamentos gengivais – vão segmentar e indicar local de desenvolvimento dos dentes o Mucosa gengival de cor rosa firmemente aderida o Espaço mesial anterior o Retrusão mandibular – passagem pelo canal vaginal – mamar funciona como aparelho funcional, jogando a mandíbula para frente 1) Período pré-dental: primeiros 6 meses de vida a. Lactação natural i. Movimentos rítmicos da mandíbula para frente e para cima ii. Realização de esforços musculares iii. Desenvolvimento muscular e ósseo iv. Resistência imunológica v. Sensação de euforia e amor 1. Ausência de estimulo de crescimento mandibular: desarmonia óssea e superalimentação (sobrecarga das funções estomacais) e baixa resistência imunológica. b. Dentes naturais i. Dentes natais: no nascimento (pérola de esmalte – exodontia/ dentição normal – manter) ii. Dentes neonatais: 1 mês de vida – geralmente de ordem normal iii. Dentes pré-irrompidos: 2-3 meses de vida – maioria de ordem normal 1. Estes três geralmente são incisivos com hipoplasia de esmalte 2. Alguns tem tendência familiar, não remover iv. A partir de 3 meses: dentição normal Cronologia e sequência OBS: se o dente de um lado nasce não tem problema não nascer do lado oposto, se dentro de 6 meses. OBS: sequência é mais importante, sofre modificações por diversos fatores. Fatores locais de não erupção: Cistos/hematoma de erupção – geralmente em molares superiores; raro ausência congênita, geralmente são ILSs, ICSs e 1°Msdecíduos. Cronologia de erupção: IC, IL, 1°M, C, 2°M (primeiro na mandíbula) IC IL 1°M C 2°M MAXILA 7 9 14 18 24 MANDÍBULA 8 7 12 16 20 Biogênese da dentição decídua o 1ª fase: erupção dos incisivos Primeira relação oclusal Movimento de abertura e fechamento da mandíbula Aprendizado da mastigação Guia incisal decídua Raquel Rodrigues Sobremordida exagerada Início do remodelamento da ATM Grandes excursões mandibulares o 2ª fase: erupção dos 1° molares 1ª levante da mordida Diminuição da sobremordida (topo) Definição da atm Movimentos de mastigação Aprendizado da deglutição madura o 3ª fase: erupção dos caninos Manutenção dos espaços primatas Guia canina Movimentos de lateralidade da mandíbula o 4ª fase: erupção dos segundos molares Chave de oclusão Definição do padrão mastigatório Maior estabilidade: oclusal, DV, sobremordida e sobressaliência e largura e comprimento dos arcos. Sinais e sintomas da erupção dentária Salivação excessiva I nflam ação genvi val D or Vômitos Febre e mal-estar Falta de apetite Irritabilidade Distúrbios gastro-intestinais Sono agitado Otite Características normais da dentição decídua 1. Forma dos arcos dentários: maioria trapezoidal, seguida da forma oval e cônica 2. Espaço primata: espaços na arcada superior e inferior na dentição decídua. Importante mecanismo compensatório de espaço para acomodação de dentes permanentes Superior: entre canino e incisivo lateral Inferior: entre canino e 1 molar decíduo 3. Arcos de baume Arco tipo I: ideal, espaços para permanentes sem apinhamentos Arco tipo II: sem espaços, vai ter apinhamento (se houver só espaço primata, ainda é tipo II) Raquel Rodrigues 4. Inclinação axial Por causa da ausência da inclinação, dentes encontram-se mais paralelos e desgastados. Dentes sem projeções o Overjet: sobressaliência – horizontal o Overbite: sobremordida – vertical 5. Relação distal dos segundos molares: dependendo do degrau formado na parte posterior do 2°M, sabemos a classe. As raízes e faces distais são guias de erupção para os 1°Ms Degrau mesial: relação terminal dos decíduos formando degrau mesial para a arcada mandibular; dente inferior está mais a frente. (CLASSE I) Degrau distal: Relação terminal dos molares decíduos formando um degrau distal para a arcada mandibular. Dente inferior mas atrás do superior. (CLASSE II) Plano vertical (plano terminal reto): faces distais dos 2Ms coincidentes (CLASSE III) 6. Classificação de Nola: mostra em que estágio de desenvolvimento está. 1. Qual importância de saber a época de calcificação de um elemento na vida uterina? Explica alteração no processo de formação do dente. 2. O que são dentes pré-irrompidos? Dentes que irrompem com 2-3 meses de nascido 3. Com aproximadamente quantos meses erupciona o 1° molar decíduo superior? 14 meses 4. O que é espaço primata? Espaço entre incisivo lateral e canino na arcada superior e de canino e primeiro molar decíduo inferior. 5. Defina Arcos de Baume? Qual tipo garante melhor possibilidade de bom alinhamento? Tipos de arcos que podem ser encontrados na dentição decídua. O com melhor possibilidade de alinhamento é o arco tipo I. Aula 28/08/19 Raquel Rodrigues Dentição mista 1ª fase (1° período transitório): entre 6-8 anos Irrompem os 1° molares permanentes o Inicio na vida uterina, começando a mineralização ao nascimento o 3° ano de vida: coroa toda calcificada o Risogênese completa aos nove anos o Guiados pelas faces distais e raiz do 2°MD o Se o superior erupcionar antes dos inferiores: muita chance de cruzamento Irrompem os incisivos o Local da coroa dos Cs definem espaço para IsP o Até 12 anos- sutura palatina mediana existe – possibilidade de afastar e alargar maxila – necessidade de usar aparelhos; se com mais de 20 anos de idade, ancoragem esquelética para romper sutura o Sutura mediana persiste o ILs permanentes servem de guia para os Cs permanentes, que tocam em suas raízes e deslocam pra distal. o Aumenta distancia inter-caninos: medida entre faces linguais dos caninos, na região cervical (cúspide à cúspide de caninos) – isso porque os caninos estão ocupando os espaços primatas (ILsP os empurram) o Quando ICs atingem plano oclusal, ILs irrompem o Quando molares e incisivos erupcionam, a fase acaba. Relação transversal definida, quando molares superiores estão mais pra vestibular que inferiores. Relação sagital ainda não definida (espaço livre de Nance ou Leeway Space) Espaço livre de Nance é a diferença entre a somatória das distancias MD do canino, 1° e 2° molares decíduos com a somatória das distancias MD do canino e 1° e 2° PMs. Na mandíbula é 1,7 cada lado e maxila é 0,9. o O que causa aumento transversal do arco? Diastemas, vestibularização dos incisivos permanentes, aumento da largura intercaninos. o O que causa apinhamentos? Se não houver tamanhos diferentes entre dentições, arco de baume tipo 1, espaço primata, seguir ordem de erupção, aumento transversal, inclinação vestibular, espaço livre de nance adequado. o Esfoliação dos ID o Irrupção dos IP 2ª fase (período intertransitório): entre 8-10 anos, não há mudança intraoral, apenas alterações ósseas vistas radiograficamente 3ª fase (2° período transitório): entre 10-12 anos canino e 1° e 2° PM irrompem, quando o 2°M erupcionar acaba o período. A distal do 1°M reabsorve a parede dando espaço para o 2°M o O que pode interferir na erupção de C e PM? o Sem sequência favorável de erupção o Sem espaço para irromper em relação ao leeway space o Relação entre molares não é normal, precisa ocupar espaço o O 2°M irrompe geralmente depois de todos os outros dentes, se for depois do 2°PM por exemplo pode mesializar o 1°M. Primeiro o inferior e depois o superior. Dentição permanente Sucessores: aqueles que substituem os dentes decíduos (I, C e PM) Suplementares: erupção atrás da dentição decídua (molares) Quais fatores responsáveis pela erupção de dentes sucessores? Alongamento da raiz do permanente Reabsorção do decíduo Movimento do dente permanente no osso Crescimento em altura do processo alveolar IMS e IMI 6-7 anos ICS e ICI 6-7 anos Raquel Rodrigues Cronologia de erupção dos dentes permanentes Sequencia de erupção dos dentes permanentes (o mais importante) Maxila: 6, 1, 2, 4, 5, 3 Mandíbula: 6, 1, 2, 3, 4, 5 Crescimento dos ossos maxilares (04/09/19) Osteogênese – formação de tecido ósseo; parte do tecido conjuntivo o Ossificação endocondral: do tecido mesenquimal, formam-se células cartilaginosas; ocorre a partir da cartilagem hialina, que após algumas alterações formam-se cavidades na matriz; forma-se um arcabouço que protege formação de osso; as cavidades começam a ser invadidas por células diferenciadas osteoprogenitoras que vem do tec. conj, que viram osteoblastos e produzem matriz óssea sobre a cartilagem calcificada; osteoblastos aprisionados, sendo chamados de osteócitos; a forma cartilaginosa é substituída por osso. Promove produção contínua de osso em regiões especiais que tem muita compressão/ agressão (côndilo) o Intramembranoso: ocorre na membrana conjuntiva de revestimento, na qual células mesenquimáticas indiferenciadas se diferenciam em osteoblastos que sintetizam matriz osteóide, formando laminas ósseas irregulares que aos poucos se fundem, ocorrendo a calcificação e formação de tecido ósseo. Sem agressão (maxila). DEFINIÇÕES 1. Crescimento: quantitativo, aumento/diminuição de tamanho/tempo; processos biológicos nos quais a matéria viva se torna maior 2. Desenvolvimento: estágios mais complexos alcançados, o tecido se especializa, em direção à maturação (mudanças qualitativas com o amadurecimento/idade). Écrescimento+diferenciação (mudança de células/tecidos generalizados para especializados +deslocamento (Ex: mandíbula se desenvolve depois da mama e cresce) Mecanismos envolvidos no crescimento A. Remodelação Processo de aposição e reposição óssea - complexo crânio-facial: não cresce simplesmente como um todo Osso em diferentes regiões sofre aposição e reposição (exemplo, no corpo da mandíbula sofre reposição e no ramo aposição) – a partir daí há mudança de forma. Ocorre pelas forças musculares sobre o osso (exemplo: masseter faz força na base da mandíbula, rosto fica mais quadrado) Maxila e mandíbula B. Deslizamento Movimento de crescimento da parte aumentada do osso durante sua remodelação. Aposição e reposição de forma coordenada de superfícies opostas no mesmo osso em direção à aposição, gerando movimento de crescimento. ILS e ILI 7-8 anos CI 9-10 anos 1PMS 10 – 11 anos 1PMI 10,5-11,5 anos 2PMS 10,5-11,5 anos 2PMS 11-12 anos CS 11,5 – 12,5 anos Raquel Rodrigues C. Deslocamento (principal) Movimento do osso como unidade à medida que remodela . O osso é afastado da articulação, mas a remodelação de cada osso não permite que deixem de ter relação entre si. Primário: deslocamento associado ao aumento do próprio osso. Osso cresce com deposição óssea e “empurra” outro osso, indo para o lado oposto do crescimento; produz espaço, continuando à aumentar. Maxila (natureza da primaria) (MAXILA) Deposição óssea representada por “+”, em sentido base do crânio. O deslocamento é oposto. “Empurra a base do crânio e vai pro outro lado.” Cresce para cima e para trás e é deslocada para frente e para baixo. (MANDÍBULA) Côndilo cresce para cima e para trás, deslocando a mandíbula da fossa glenóide para baixo e para frente. Secundário: deslocamento associado ao aumento de outros ossos adjacentes; Base do crânio empurra maxila ao crescer. (natureza da secundária) D. Relocação Mudança relativa de posição: apenas ocorre na mandíbula Tendo deposição de uma região e aposição em outra em volta de uma estrutura óssea (ou não, como o caso do pino metálico/implante). Essa estrutura sofre relocação, não se move, mas o osso ao seu redor sim. Maxila Direção de aposição para cima e para trás Deslocamento primário Se fosse endocondral e houvesse sobreposição da maxila, aparelho não iria tracioná-la. Mandíbula Cabeça da mandíbula é tecido cartilaginoso – crescimento endocondral Corpo da mandíbula – crescimento intramembranoso Perda dentária leva a perda alveolar – inserção do dente controlada por fatores intrínsecos osteogênicos e cartilaginosos É acostumada a receber tensão enquanto cresce. Não é impedido de crescer por aparelhos que seguram a mandíbula. CLASSIFICAÇÃO DÁ MÁ OCLUSÃO Oclusão ideal Oclusão morfológica Oclusão funcional Oclusão estética O que é maloclusão? Qualquer desvio da oclusão normal Classificação – ato efeito de classificar, distribuir em classes Qual objetivo da classificação? Melhor comunicação entre profissionais e reunir grande numero de casos em pequeno numero de grupos, com características semelhantes. Sistema de classificação de Angle – dentição permanente Quais os princípios básicos? 1. Maxila é fica à base do crânio e por isso não sofre variação 2. 1MS permanente é o dente mais estável da arcada humana DESLIZAMENTO Deslocamento primário em C e secundário em B DESLIZAMENTO Raquel Rodrigues 3. Mandíbula deve ocupar uma posição antero-posterior normal em relação à base do crânio OBS: baseado nas relações antero-posteriores dos maxilares um com o outro O que é a chave de oclusão? Cúspide MV do 1°MS oclui no sulco MV do 1°M inferior Classificação 1. Normoclusão (classe I): ocorre apenas a chave de oclusão, sem problemas a mais 2. Maloclusão de classe I: chave de oclusão + problemas (diastema, apinhamento, agenesia, má posição dentária, mordida aberta). Perfil reto, problema dental. OBS: uso de barra transpalatina em dentes com transposição; batente é para mordida profunda, usado para abri-la. 3. Maloclusão de classe II: cúspide MV superior à frente do sulco MV inferior (relação distal) a. Divisão 1ª: projeções, IS com lábioversão extrema i. Subdivisão direita e esquerda b. Divisão 2ª: lateral projetado e IC retro-inclinado i. Subdivisão direita e esquerda ii. OBS: quando o músculo perioral é forte, os dentes não projetam; na 1ª divisão, exige que os músculos se adaptem a excessiva sobressaliência, músculo mentoniano hiperativo para elevar orbicular dos lábios e selar os lábios (perfil retrognático); na 2ª divisão, o perfil é mais normal. 4. Maloclusão de classe III: cúspide MV superior atrás do sulco MV inferior (relação mesial) a. Subdivisão direita e esquerda OBS: dentes retro-inclinam e apinham; presença de mordida aberta anterior, em que inferiores traspassam os superiores (prognatismo mandibular); se a causa for falta de desenvolvimento da maxilar possibilidade de usar máscara de tração reversa; Quais vantagens da classificação de Angle? Simples, fácil compreensão e comunicação, prática e didática Quais limitações da classificação de Angle? Exclusivamente dentária, 1°MS permanentem podem mudar de posição, ignora alterações verticais e transversais, não tem severidade e complexidade classificada, estática no conceito Variações verticais Sobremordida exagerada: sobreposição exagerada de incisivos, quando atinge tecido mole/saída das estruturas de suporte Mordida aberta: ausência localizada de oclusão Variações transversais Mordida cruzada: relação V-L anormal; o Bucal ou vestibular: quando a cúspide lingual dos dentes posteriores superiores ocluem comple e vertibularmente as cúspides bucais inferiores. o Lingual ou palatina: comum quando as cúspides bucais de alguns dentes posteriores maxilares ocluem lingualmente com as cúspides bucais dos inferiores Classificação de canino Raquel Rodrigues Classe I - Ponta do canino superior entre 1PMI e C (pode coincidir com molar classe I) Classe II – ponta do canino superior à frente do 1PMI e CI (pode coincidir com molar classe II) Classe III – ponta do canino superior atrás do 1PMI e CI (pode coincidir com molar classe III) FATORES ETIOLÓGICOS DA MALOCLUSÃO Intrínsecos Número: Supranumerário, extranumerário, agenesias (ausência congênita de dentes - hipodontia é a ausência de 1-6 dentes, oligodontia de mais de 6 dentes e anodontia é ausência total) Tamanho: Macrodontia (localizada, relativa e generalizada), microdontia (localizada e generalizada) Forma: geminação (contagem de dentes normal, coroa chanfrada e uma só raiz com canais e câmara separados), fusão (reparável ausência de um dente na contagem dos dentes, dois dentes unidos com duas raízes) e concrescência (fusão pelo cemento depois de ter completada a raiz), dilaceração, raiz supranumerária, Hipercementose. Freios, bridas, mucosas e problemas de tecido mole: macroglossia Perda prematura de decíduo: por cárie, DP ou trauma; quando um decíduo é perdido antes do sucessor permanente ter começado a erupção (coroa completa e inicio da raiz – 7 de nola) o osso vai ser reposto acima do dente, retardando a erupção do permanente; perda do 1M decíduo da maxila bloqueia canino permanente; perda do 2M decíduo da maxila impacta o 2PM molar; 1M da mandíbula causa má erupção do 2PM, significando que a maioria das perdas de espaço são por causa mesialização dos molares mas pode ocorrer a migração distal do canino. A perda do canino decíduo pode levar ao espaçamento permanente dos anteriores. Na mandíbula, a perda do canino pode levar a inclinação dos incisivos se tiver uma função anormal do m. mentoniano. A perda dos 2Ms decíduos levam ao movimento pra frente do 1M permanente e a distalização do canino; altera a linha média dos incisivos; na mandíbula o 2PM fica impactado. Retenção prolongadado decíduo: leva ao deslocamento do germe do permanente; pode significar ausência do sucessor; anquilose ou deficiências de reabsorção radícula. Erupção tardia: se em um número restrito de dentes, é um problema. Via de erupção anormal: transposição Anquilose Cárie/restauração Extrínsecos Equação de Dockrell: exposição do desenvolvimento de todas as deformidavia de erupção anormaldes dentofaciais. Uma causa original atua por certo tempo sobre um local, produzindo um resultado. CAUSA PERÍODO TECIDO EFEITOS Hereditariedade Traumatismo Enfermidades Desnutrição Contínuo/intermitente Fase etária Dentes Ossos Tecidos Disfunção Má oclusão Displasia SUCÇÃO DIGITAL CONTÚNUO DENTES/OSSOS DA FACE MORDIDA ABERTA 1. HEREDITARIEDADE a. Racial b. Tipo facial hereditário: braquicéfalo (face curta),dolicéfalo (face longa), mesocéfalo (face equilibrada) c. Influencia hereditária: classe III é dominante geneticamente; mulheres tendem a ser classe II. 2. DEFORMIDADES CONGÊNITAS a. Fissura lábio-palatina: má coalescência dos tecidos (falha da fusão dos processos faciais), que leva ao contato de osso cortical com dente que leva reabsorção Raquel Rodrigues b. Fissuras raras da face c. Querubismo d. Displasia ectodérmica e. Síndrome de Crouzon 3. MEIO AMBIENTE a. Fatores pré-natais e lesões de parto i. Uso de fórceps durante o parto/pressão intrauterina – hipoplasia de mandíbula ii. Trauma ou defeito de desenvolvimento mandibular - Inibição do crescimento mandibular iii. Joelho/perna podem pressionar muito a face - Assimetria do crescimento da mandíbula ou retarda crescimento mandibular iv. Agentes teratogênicos b. Fatores pós-natais i. Fratura maxilar/dente ii. Queimadura iii. Tetraciclina em época de calcificação 4. METABOLISMO a. Disfunções endrocrinas: podem causar hipoplasia de esmalte (pré-natal), retardamento de suturas, erupção e reabsorção de decíduos, sensibilidade periodontal (todas pós-natal) b. Disfunção nas glândulas paratireoides: realiza metabolismo de cálcio e fósforo, afeta mineralização radicular e da coroa dental. 5. DEFICIENCIA NUTRICIONAL a. V itamina A: afeta ameloblastos (esmalte) b. V itamina C: afeta matriz de colágeno (dentina) – hipomineralização e manchamento 6. H ÁBITOS a. S ucção digital ( e as não nutritivas/hábitos de sucção): geralmente associadas à distoclusão (classe II), mordida aberta, mordida cruzada e mordida profunda b. Respiração bucal: geralmente associado ao palato mais atresiados e à classe III i. Face adenoideana: rosto longo, olhos caídos, olheiras, lábios hipotônicos c. Amamentação articifical: apenas depois de 6 meses, afeta respiração, sucção, deglutição (movimentos reflexos) i. Não exige sucção forte, não exercita musculatura perioral, peristaltismo lingual, ingestão de grande quantidade de ar, menos nutritiva, ausência de contato materno. OBS: dependem da intensidade, duração e frequência. 7. POSTURA a. Geralmente associada à respiração bucal – cansaço, respirar pela boca faz o organismo trabalhar mais – dificuldades em esportes 8. ACIDENTES E TRAUMAS a. Danos no decíduo com consequência no permanente: perda prematura do decíduo antes do permanente erupcionar, faz o osso ser reposto acima do dente permanente, retardando erupção Análise facial Quais os exames ortodônticos para formar um diagnóstico? Anamnese, exame clínico, análise fotográfica, analise cefalométrica, radiografias, análise de modelos e análise funcional. O que contem na documentação ortodôntica? Raquel Rodrigues Fotos extrabucais e intrabucais; modelos de gesso superior e inferior, radiografia panorâmica e periapicais; teleradiografia lateral, escaneamento intra-oral e cone beam. Fotografia ortodôntica: alinhador modificado e espelhos para tomada oclusal e afastadores para tomada lateral. Foto extrabucal: A foto frontal visa capturar terços faciais e o tipo facial (meso, dolico ou braquifacial); possibilita visualizar e alterar terço inferior, a proporção das linhas verticais ( linha média extra oral, linha canto do olho-asa do nariz e linha pupilar- canto da boca) Foto lateral direita: visa capturar ângulos (nasolabial – relação base do nariz-lábio de 90-110°, avaliando proporção do lábio/nariz; pode ser agudo, obtuso e reto) e linhas (linha S de Steiner, que é a relação do meio da base do nariz com a ponta do mento; pode ser protruído, retruido ou normal, avaliando a projeção do lábio e perfil (reto, côncavo ou convexo); ângulo de convexidade 165°-175° é o reto. Sorriso: visa capturar linha média dentária, exposição da gengiva e corredores bucais. Fotos intrabucais: Frontal: visa capturar linha média das arcadas, sobremordida, corredores bucais, condições gerais gengivais e mordidas cruzadas Lateral direita e esquerda: visa capturar sobressaliência, relação anteroposterior (ANGLE) e oclusão geral Oclusal: visa capturar forma do arco, atresias e expansões e alinhamento e nivelamento Modelos de gesso Detecta discrepâncias entre os dentes e encaixes sem interferência de saliva e tecidos moldes Radiografia Maior quantidade de informação pela menor quantidade de radiação Radiografia carpal permite estabelecer etapa de desenvolvimento ósseo do individuo Cone Beam: relação de dentes impactados com outras estruturas, grau de reabsorção radicular e vias aéreas superiores (apneia obstrutiva) Escaneamento intra oral Raquel Rodrigues Análise de Modelos O que permite avaliar um bom modelo de gesso? Apinhamento, processo alveolar, vista oclusal, forma das abóbodas palatinas, má posição dental, relação oclusal intra arcos e inter arcos. No caso da dentição mista, permite avaliar a quantidade de espaço disponível para o permanente. A mista depende de três fatores: tamanho do dente, perímetro e alterações esperadas no arco. 1. Primeiro molar permanente Controla o espaço, tendendo a mesialização após perda do 2°M decíduo (reduz cerca de 5mm do perímetro), é necessário ajustar a oclusão pelo perímetro (uso de arco lingual). O espaço livre de nance é responsável pela mesialização do molar permanente, relacionado aos degraus que guiarão a chave de oclusão (oclusão dos permanentes). Degrau reto: classe II ou I; degrau mesial: classe I ou III; degrau distal: classe II. 2. Erupção de caninos e pré-molares Espaço livre de nance ([C+D+E] – [3-4-5] = +) responsável pelo encaixe dos molares, alinhamento dos incisivos e resolução do apinhamento. Relembrando: Espaço livre de Nance é a diferença entre a somatória das distancias MD do canino, 1° e 2° molares decíduos com a somatória das distancias MD do canino e 1° e 2° PMs. Na mandíbula é 1,7 cada lado e maxila é 0,9. 3. Perda precoce de decíduo: É perda precoce no oitavo estágio de nolla (sucessor não atingiu 2/3 da raiz formada), sendo necessário uso de aparelho ortodôntico (banda alça/transpalatina) para manter espaço e não haver apinhamento. Overjet mesial da mordida: ao perder 2°MD, o 1°MP mesializa, perdendo espaço. Perda precoce do dente decíduo: com a perda precoce, uma quantidade de osso fica sobre o dente. A cada 1mm de osso acrescenta 4-5 meses para erupção do elemento a. Dentição mista: Criação de um túnel de erupção que a acelera se estiver entre o 7° e 8 estágio de nola e retarda se menos que ½ da está formada. 4. Etiologia da discrepância de espaços: a. Discrepância ósteo-dentária: origem hereditária b. Perda de espaço: por perda prematura de decíduo (cárie; geralmente posteriores, mesialisando 1°MP); cárie em decíduo (causa mais comum da perda de perímetro; princ..2° molares; prevenção e diagnóstico precoce são necessários); agenesia; erupção ectópica; malformação dentária; ou sequência de erupção desfavorável. Na dentadura decídua, em relação a perímetro, o arco tipo I é desejável. Na permanente depende do índice de irregularidade,curva de spee e simetria. 1. Curva de Spee: é a curvatura do plano oclusal dos caninos e da cúspide V do 1°PM até a cúspide V do último molar. Inclina os II para vestibular, aumentando o perímetro. Ideal estar relativamente curva, tendendo para distal. É uma curva compensatória da Raquel Rodrigues mastigação. Pacientes normais tentem a ser mais planos; se com sobremordida evidente, a curva é maior. c. Obstáculos de erupção 5. Discrepância de modelos – cálculo Soma do perímetro do arco menos a soma da largura mésio-distal dos elementos. Espaço presente (EP)- Espaço requerido (ER); o EP é o comprimento da base óssea/perímetro; ER são as distâncias MD dos elementos a partir da distal do 2PM até distal do 2PM do lado oposto. Se igual a zero significa espaço crítico com possibilidade de apinhamento. Se maior que 0 há excesso de espaço (diastema). Se menor, tem apinhamento. Cálculo LONGO de Moyers para dentadura mista EP-ER: (A + B + C + D) – (largura MD dos 4 incisivos do arco analisado + 2 x diâmetro dos C e PMs) O diâmetro dos caninos e PMs superiores e inferiores é visto na tabela de Moyers SEMPRE através da medida os IFs à 75%, pois geralmente tem maior precisão de valor. Cálculo CURTO de Moyers para dentadura mista (menos preciso) Somar diâmetro dos IF e dividir por 2 Somar 10,5 para predizer PM e C inferiores e 11 para superiores 6. Métodos para análise de espaço Fio de latão: para obter o EP deve contornar o centro das coroas dos dentes, da mesial do 1°MP a mesial do 1°MP do lado oposto; esticá-lo sobre uma régua e medir o valor final em milímetros. No caso da mista, 4 molares e incisivos precisam se permanentes para análise da discrepância de modelo. Medição: consiste em dividir o arco (de 1°PM a 1°PM) em quatro partes, sendo do elemento 47 ao 37: de distal 2°PM (ou mesial de 1°MP) até mesial do 1°PM; distal do canino à mesial do incisivo central; de mesial do incisivo central a distal do canino; e da mesial do 1PM até distal do 2°PM (ou mesial do 1°MP). 7. Interpretação dos resultados da discrepância de modelo Discrepância positiva quando EP>ER: diastema; é discrepância negativa quando EP<ER: apinhamento; é zona neutra/nula quando EP=ER: possibilidade de apinhamento Excesso de espaço: observar se há agenesias (pode manter o espaço ou tentar fechá-lo), presença de dente pequeno em arco normal. Espaço adequado: ter em mente o tipo de arco que precisa estar manifestado na dentadura decídua (1), o canino tende a ter um movimento distal, incisivos permanentes são mais vestibularizados que decíduos e espaço livre de Nance; Falta de espaço: pode ter discrepância do tamanho dos dentes, aberração de forma, retenção prolongada de decíduos, trauma, perda precoce de decíduo (perda precoce do canino decíduo, erupcionando o lateral permanente, tomando espaço do canino, havendo também estimulo de risólise do canino pela proximidade com lateral) e extração (pela perda de canino e erupção precoce de IL, gerando grave apinhamento dos IP) TRATAMENTO Quantidade de apinhamento: APINHAMENTO (DM NEGATIVA) Tratamento inicialmente indicado -1 à -3 Projeção com aparelho/desgaste/correção espontânea -4 à -6 Projeção com aparelho/desgaste/correção espontânea Mais de -7 Exodontias Quando é retirada a contenção ocorre apinhamento pela força labial pela invasão do espaço. Raquel Rodrigues Considerar o espaço livre de Nance, pois indica também que ainda haverá espaço. Como fazer o controle de espaço? Para diastemas, acompanhar o desenvolvimento da oclusão e manter espaço; em caso de zona neutra (nulo), supervisionar o espaço (acompanhar por 6 meses); se houver apinhamento, recuperar espaço ou extrair dentes (geralmente PMs; analisar o perfil e posição dos incisivos) Como recuperar espaço? Maxila: expansor e aparelho ortopédico Mandíbula: arco lingual, expansor, placa lábio ativa (Lip bumper), aparelho ortopédico Qual aparelho usar na perda de algum elemento decíduo precoce? Incisivos: placa com dente de acrílico (mais estética que funcional) Caninos: Arco lingual (amplo espectro) Molares: banda alça e coroa alça (não evita extrusão); placa de dente de acrílico (removível); mantenedor de espaço colado (quebra fácil); barra transpalatina (amplo espectro). Raquel Rodrigues Qual diferença de banda alça para coroa alça? Banda alça é usada para salvar espaço e coroa salva e restaura. Quais sãos as razões para intervir em caso de excesso de espaço nas arcadas? Se houver migrações Quais razões para tratamento na primeira dentição? remover obstáculos de crescimento dos dentes e face e manter/restauração função. O que tratar na primeira dentição? Mordidas cruzadas, perda de espaço, retenção indevida dos ID, mal posicionamento que impede boa oclusão ou fechamento mandibular adequado; hábitos que podem alterar crescimento ou prejudicar função; pode tratar mordida aberta por sucção; Quais Contraindicações de tratamento na primeira dentição? Se não souber se os resultados serão mantidos, se um melhor resultado puder ser obtido em outra época e imaturidade social da criança. Quais razões para tratamento na segunda dentição? Qualquer caso, visto que é a melhor época pra guiar oclusão e parar a maloclusão, desde que não impeça o crescimento normal do dente e se não puder tratar na dentição permanente (para eliminar sintomas logo cedo e não tornar-se mais séria). Quais condições tratar na segunda dentição? Fechar espaço/recuperar; mau posicionamento dos dentes; supranumerários que afetam a oclusão; mordida cruzada; maloclusão por hábitos deletérios; oligodontia; diastema anterior se indicado; neutroclusão com muita prostração dentária superior (quando os anteriores superiores estão em lábioversão); distoclusões (CII funcional, dental e esquelético; CIII se possível; dentes muito largos; problemas na base apical. Problemas verticais e transversos Na mordida, transverso é uma mordida cruzada enquanto em vertical tem-se a mordida aberta ou profunda. Existe a Síndrome de Brodie, que se encaixa no plano transverso, na qual dentes superiores passam totalmente por vestibular e os inferiores totalmente por lingual, provavelmente por excesso de largura maxilar ou de atresia mandibular. Classificação da mordida cruzada Quanto à região: unitária, unilateral (mais prevalente) ou bilateral (neste caso a maxila não desenvolveu-se corretamente, seu crescimento é intramembranoso, significando que estímulos podem interromper seu desenvolvimento e crescimento. Uma criança que realiza sucção digital, apresentará um palato profundo, ogivóide, fazendo com que a maxila fique mais curta ao invés de alongar-se no plano transversal). Quanto a localização: anteriores e posterior . Quanto à etiologia: funcional, dentária ou esquelética o Funcional o Dentária anterior e posterior: na anterior, grupo de dentes anteriores são cruzados; na posterior um único dente posterior maxilar por lingual em relação à mandíbula o Esquelética anterior e posterior: não há base óssea que permita oclusão ideal; na anterior o SNB aumentado e SNA diminuído; na posterior, um grupo de dentes passa por lingual. M. C. FUNCIONAL: posterior ou anterior; acomodação funcional à interferência oclusal, com desvio funcional da mandíbula; ao ocluir em RC, há um contato prematuro que leva ao desvio para MIH. Observar o desvio da linha medida e ponto de contato da vestibular superior na lingual inferior. Ao deixar a MCF, a maxila, por seu crescimento ser intramembranoso, será impedida de crescer corretamente, desenvolvendo M.C. Esquelética. Diagnóstico diferencial: A forma de diferenciar a M. C. Funcional da Verdadeira (dentária/esquelética) é observar, em RC, a coincidência de linhas médias e presença de contato prematuro; em MIH, a mandíbula desvia para o lado cruzado e há desvio na linha média inferior, indicando M. C. F. O tratamento consisteem ajuste oclusal por desgaste. Raquel Rodrigues M. C. ANTERIOR DENTÁRIA: unitária, ocorre devido a via alterada de erupção, inclinação de um ou mais dentes, não afetando forma e tamanho do osso basal; Diagnóstico Diferencial: palato-versão dos IS; lábio-versão dos II; ou ainda a combinação de ambos. Tratamento: Espátula de madeira: como requisito precisa ter espaço, não pode ter trespasse vertical (fase de erupção) e tem que haver risogênese incompleta (pelo menos estágio 9 de nolla). Como vantagem tem-se o baixo custo e rapidez; como desvantagem está a colaboração do paciente, costuma ser muito doloroso levando à desistência de uso pela criança; indicado para o paciente com dente erupcionando cruzado extremamente colaborador; como usar: pela mordida persistente na espátula, movendo o dente palato-vertido. Plano inclinado fixo: como requisito, tem que ter espaço, sobremordida normal e classe I de molar; como vantagem tem-se a fácil confecção, ser efetivo, correção é rápida e é indolor (quase indolor); como desvantagem está o desconforto, estética, fonação e função prejudicada e mordida ligeiramente aberta; indicado em angulação de 45° por 21 dias, na fase de erupção; como usar: realizar força deslizante num plano de acrílico de 45° entre os dentes superiores e inferiores, vestibularizando o dente cruzado à medida que morde a placa. Quanto mais dentes inferiores sob a placa, mais ancoragem e menos efeito nos dentes inferiores. Placa com mola digital: como requisito, ter MCA dentária; como vantagem tem-se a possibilidade de ser usado em jovens e adultos, baixo custo, fácil confecção e o dente pode estar com risogênese completa; desvantagem: depende da colaboração porque é doloroso à medida que o dente movimenta e interfere na mastigação; limitações: movimento dentário apenas de inclinação; indicado para pacientes com elemento cruzado unitário. Como usar: a mola é confeccionada para inclinar os dentes, uma extremidade é aderida ao acrílico e outra ao dente; ao ativar, força inclinação do dente. M. C. ANTERIOR ESQUELÉTICA: É diagnosticada por telerradiografia de perfil; nela, observar três ângulos: o IMPA, que se aumentado significa que o incisivo está projetado (MCD) juntamente como ponto 1.NB, SNB aumentado indica classe III mandibular (MCE) e ANB para saber se a relação maxilo-mandibular é classe III (ANB diminuído); exame clíncio; histórico familiar (CIII é genética dominante) e análise de modelos. OBS: Ao observar o plano vertical, ver se o SNA está diminuído e SNB aumentado ou uma combinação de ambos. Tratamento: apenas o Tracionamento maxilar que como requisito precisa haver SNA menor que 80° apresentando classe III maxilar e ter cruzamento anterior de maxila em crescimento. Como usar: 16 horas por dia; com força acima de 500g (forças ortopédicas são sempre acima de 500g) objetivando um overjet de 2-3mm; e usar contenção noturna por 1 ano. Como vantagem é um tratamento esquelético, resolve o problema de crescimento; desvantagem: o uso de 16h por dia; limitação: deve tirar para comer e pode ter irritação de pele pelo contato constante OBS: atualmente, tem três tipos no mercado: hyckham, petit e delaire. A punica variação entre elas é a estética, possuindo o mesmo mecanismo/função. Raquel Rodrigues M. C. POSTERIOR DENTÁRIA: visível que a cúspide de um dente posterior está palatinizado, seja por via alterada de erupção ou inclinação localizada de um ou mais dentes sem afetar tamanho e forma do osso basal. Está relacionada a síndromes, traumas, problemas de desenvolvimento, hábitos de respiração errada e deletérios. Diagnóstico: Clínico. O DD consiste em observar o palato do paciente que deve ser proporcional (grande). Na esquelética, a largura é menor. Medir com uma régua a largura da maxila e mandíbula; se for igual tem tendência a ser mordida cruzada, dentes inferiores estão lingualizados e superiores vestibularizados; se menor, já é mordida cruzada; se maior, mordida normal. Tratamento: Aparelhos de expansão dento-alveolar – expansor - (ativa com 2-3 voltas). O Quad Helix é um aparelho para superiores que tem mais força lateral na expansão da maxila. M. C. POSTERIOR ESQUELÉTICA: ocorre por discrepância na estrutura da mandíbula/maxila; é alteração de crescimento/morfologia leva ao crescimento assimétrico do maxilar levando a deficiência hormônica nas larguras das bases ósseas DD: da esquelética e dentária é a largura palatina, na esquelética a largura é menor que a dentárias Tratamento: uso do disjuntor: a disjunção palatina faz força pesada, abrindo a sutura palatina mediana, desarticulando as suturas crânio-maxilares. Ocorre a abertura do diastema inter-incisal e da sutura palatina mediana (vista na radiografia oclusal de maxila). Em cerca de três meses, as fibras transceptais unem novamente; indicado para paciente EM CRESCIMENTO (até uns 12-13 anos, o disjuntor acima da idade pode causar uma necrose), para atresia maxilar associada ou não a mordida cruzada posterior, associada a uma compensação dento-alveolar com inclinação dentária pra vestibular, para reduzir apinhamento, malocusões de classe I relacionada a hábitos bucais não deletérios como sucção e preparar para ortopedia funcional dos maxilares (antes do tracionamento da maxila). Como usar: amarrar um fio dental no ativador e dar 2/4 de voltas pela manhã e 2/4 para a noite. Cada volta são 0,25mm de abertura. A contenção é com o próprio aparelho por 4-6 meses para retorno ao ortodontista (tempo para formação óssea ao longo da abertura), e depois usar aparelho removível por 6 meses. Aparelho é mantido passivo na cavidade bucal por 3 meses. Limitações: em crianças e jovens a interdigitação da sutura palatina é menos complexa, possibilitando a disjunção; alterações na mucosa palatina; em adultos e adolescentes a recidiva é maior e mais instável. OBS: assim que identificada, a MCE precisa ser tratada, porque atrasa o desenvolvimento maxilar. Disjunção cirúrgica: em pacientes adultos, com sutura palatina fusionada. Pode ser realizada a corticotomia bucal ou a cirurgia combinada. PROBLEMAS VERTICAIS São as variações dos terços faciais, da relação lábios, língua e dentes, oclusais (de etiologia intrínseca) e cefalométrica (ângulos verticais). Pacientes com mordida aberta não conseguem fazer lateralidade ou anteriorização (guia anterior). O ângulo goníaco fica entre o corpo e ângulo da mandíbula e varia de 130 +/- 7°. Relação ideal de lábios e incisivo: observar na telerradiografia lateral a proporção do incisivo e estômio, sendo que o incisivo precisa estar 4mm expostos. No overbite ideal, sem alterações, o incisivo inferior também está na altura do estômio, que juntamente com lábio e língua tenha distribuição de vetores com os incisivos parados. Essa correta relação garante estética, função e estabilidade. Raquel Rodrigues MORDIDA PROFUNDA: trespasse vertical profundo maior que 2mm. Normalmente, o paciente é braquicéfalo. Tem maior nível de exposição gengival durante a fala/sorriso (maior que 2mm, para mulheres até 4mm); os lábios se relacionam. Até 2mm de exposição dos IS em repouso é o aceitável e pouca exposição de II, pois rejuvenesce. Formas de avaliar a exposição do incisivo em repouso – nível de exposição da gengiva no sorriso, relação dos lábios com incisivos superiores, inclinação do plano oclusal e curva de spee. Tratamento: aparelho fixo MORDIDA ABERTA ANTERIOR: trespasse vertical negativo, havendo alteração estética, fonética, psicológicas e funcionais. Quanto a região: Simples: canino a canino Composta: até pré-molares Infantil: atinge molar Quanto ao tamanho: mínima, moderada ou severa Dentária ou esquelética DENTÁRIA Tratamento: modificamento funcional da pessoa (hábito de chupar dedo), uso de grade palatina, esporão, camuflagem ortodôntica com extração de 4 dentes e intrusão de posteriores(aparelho fixo) Grade palatina: passivo, não deixa a língua sair nem a língua entrar; superior e inferior (depende da altura da língua do paciente; idealmente ela precisa ficar na papila incisiva (IS), mas algumas pessoas tem postura alta da língua vista através de um filtro da radiografia, fazendo força direta nos IS, os tornando levemente projetados; postura horizontal bate no IS e II, projetando os ambos incisivos; projeção baixa, projeta inferior, levando a uma MC dentária; e uma postura muito baixa, relacionada a MC posterior dentária pois ela não faz pressão no palato, não permitindo seu desenvolvimento, se tornando curta. Esporão: altera percepção sensorial, pois tem pontas ativas que quando a língua encosta geram estímulos que produzem um efeito sináptico, interpretando que a língua não deve mais ficar naquele local. ESQUELÉTICA: Ramo da mandíbula curto e o ângulo goníaco é aberto, tendo muita variação no ângulo SnGoGn e eixo Y de crescimento (aumentados) Tratamento: Ortognática, aparelho fixo ou camuflagem ortodôntico Cefalometria Pontos cefalométricos S – no meio da sela túrcica Na – entreregi ossos nasal e frontal Or – região mais inferior do contorno da órbita A de downs – região mais profunda da concavidade maxilar B de downs – região mais profunda da sínfise anterior da mandíbula Gn – região mais anterior da mandíbula Me – região mais inferior da sínfise mandibular Go – interseção da base com ramo da mandíbula Po – região mais superior anterior do meato acústico externo Construção dos Planos Na–S = base do crânio Go-Gn e Go-Me= base mandibular Raquel Rodrigues Na-A: liga násio e maxila Na-B: liga násio e mandíbula Po-Or (plano de Frankfurt): representa posição horizontal da cabeça em relação ao solo. Medidas sagitais SNA: relação anteroposteriores da base do crânio e maxila. 82+/-2; se aumentado CLASSE II e se diminuído CLASSE III. SNB: relação anteroposterior da base do crânio e mandíbula. 80+/-2; se aumentado CLASSE III e se diminuído CLASSE II. ANB: relação anteroposterior da maxila e mandíbula. 2+/-2; Se aumentado CLASSE II e se diminuído CLASSE III. Medidas dentárias Impa: inclinação do II em relação a base mandibular. 87. 1.NB: inclinação do II em relação ao plano NB. 25 1.NA: inclinação do IS em relação ao plano NA. 22 Interpretação: valores aumentados significam incisivos projetados, e diminuídos são retroinclinados Medidas verticais SnGoGn: relaciona crescimento e proporção vertical e base do crânio com mandíbula. 32+/-2. Eixo Y de crescimento: relaciona crescimento e proporção vertical do plano de Frankfurt com a mandíbula. 59+/- 5 Interpretação: Ângulos dentro da variação significam mesocéfalo; se aumentados, dolicocéfalo; e se diminuídos, braquicéfalo.