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Ano 2018 Partes e Procuradores. I- Capacidade para ser parte; II- Capacidade de estar em juízo. Representação e Assistência; III - Capacidade postulatória. Jus postulandi; IV- Mandato: tácito e expresso. Representação por advogado; V- Substituição processual; V- Sucessão processual. VI- Litisconsórcio; VII-Assistência Judiciária Gratuita e Gratuidade de Justiça: VIII- Honorários Advocatícios. IX. Intervenção de terceiros. a)Capacidade para ser parte: relacionada à personalidade civil, à aquisição de direitos e obrigações. (CCB) Adquirda com a personalidade. b)Capacidade para estar em Juízo (AD PROCESSUM): relacionada à capacidade civil, ou seja, à possibilidade de realizar atos na órbita civil e, por óbvio, em processos judiciais. c)Capacidade para praticar atos em Juízo (postulatória): intimamente relacionada à atuação do Advogado (art. 133 da CRFB/88), ou seja, somente o Advogado possui tal espécie de capacidade (VER IUS POSTULANDI) Capacidade CAPACIDADE Capacidade processual: É a capacidade para estar em Juízo, ou seja, ad processum para praticar todos os atos da vida civil (art. 70 do CPC). Art. 70, CPC: Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar em juízo. CAPACIDADE PROCESSUAL (estar em Juízo ) È inerente a toda pessoa que ajuíza uma ação ou se defende em Juízo. Essa capacidade, sem representação ou assistência, é conferida aos maiores de 18 anos (art. 793, CLT): Art. 793 - A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou curador nomeado em Juízo. -16 anos = Representado; + 16 – 18 = Assistido § 2º - Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato Neste caso a CLT permite que seja enviado um empregado que pertença à mesma profissão para avisar ao Juízo a fim de evitar o arquivamento. Diz o art. 843, § 2º CLT: CAPACIDADE PROCESSUAL (estar em Juízo ) Impossibilidade do Empregado comparecer em audiência Capacidade Postulatória È a faculdade de requerer e praticar atos processuais em juízo. No Juízo Trabalhista não é necessário estar representado por advogado, salvo em casos especiais, podendo a parte praticar os atos sem advogado. È o que denominamos de Jus Postulandi e que vem consagrado no artigo 791, CLT e segundo jurisprudência do TST somente se aplica às Varas e aos TRT´s: Art. 791 - Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Exceções ao Direito de Postular em causa própria (S. 425, TST) A) Ação Rescisória; B) Ação Cautelar; C) Mandado Segurança D) Recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho CAPACIDADE POSTULATÓRIA CAPACIDADE POSTULATÓRIA SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. Art. 791, CLT § 3o A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada. A parte tem o dever de juntar procuração, porém a representação estará regularizada, quando o advogado acompanhar a parte em audiência e requerer verbalmente que se consigne em ata a sua constituição : OJ 52 SDI I TST: A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato. A REPRESENTAÇÃO DO EMPREGADOR EM JUÍZO O empregador, caso não queira comparecer em Juízo, poderá enviar alguém para representá-lo em audiência. Essa pessoa é denominada de Preposto. Vejamos a CLT: Preposto (Representação voluntária) Art. 843, CLT § 1º. O empregador pode se fazer substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento dos fatos, e cujas declarações obrigarão o preponente . § 3º , CLT. O preposto a que se refere o § 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte reclamada.” (NR) Súmula nº 377 do TST PREPOSTO. EXIGÊNCIA DA CONDIÇÃO DE EMPREGADO Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. Inteligência do art. 843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Esta Súmula do TST está em confronto com o art. 843, p. 3º da CLT: Art. 843, § 3º , CLT. O preposto a que se refere o § 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte reclamada.” (NR) GRATUIDADE DE JUSTIÇA È o direito da parte ficar isenta de pagar custas, taxas, emolumentos e despesas com o processo, requerida pela parte ou pelo advogado com poderes, ou ainda, deferida de ofício pelo Órgãos da Justiça do Trabalho. Art. 790 § 3º, CLT. É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do regime geral de previdência social. § 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo.” (NR) As pessoas jurídicas também possuem direito à gratuidade de justiça nos termos do art. 98 do CPC: Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. GRATUIDADE DE JUSTIÇA 269. JUSTIÇA GRATUITA. REQUERIMENTO DE ISENÇÃO DE DESPESAS PROCESSUAIS. MOMENTO OPORTUNO. I - O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição, desde que, na fase recursal, seja o requerimento formulado no prazo alusivo ao recurso; II – Indeferido o requerimento de justiça gratuita formulado na fase recursal, cumpre ao relator fixar prazo para que o recorrente efetue o preparo (art. 99, § 7º, do CPC de 2015). Súmula nº 463 do TST .ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. COMPROVAÇÃO . I – A partir de 26.06.2017, para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa natural, basta a declaração de hipossuficiência econômica firmada pela parte ou por seu advogado, desde que munido de procuração com poderes específicos para esse fim (art. 105 do CPC de 2015); II – No caso de pessoa jurídica, não basta a mera declaração: é necessária a demonstração cabal de impossibilidade de a parte arcar com as despesas do processo. Este inciso está em confronto com a Reforma Trabalhista, art.790, p 4º. da CLT? Art. 790 § 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo.” (NR) 1. Conceito: A Assistência Judiciária consiste no benefício concedido ao necessitado de utilizar os serviços jurídicos de um advogado do Sindicato sem custos. 2. Sindicato de Classe: A Assistência judiciária tem previsão legal nos artigos 14 e 18 da Lei 5584/70, tendo o Sindicato da categoria a qual pertence o empregado, filiado ou não a ele, o dever de ofertar advogado para a causa sem que sejam cobrados honorários advocatícios. Art. 18. A assistência judiciária, nos termos da presente lei, será prestada ao trabalhador ainda que não seja associado do respectivo Sindicato Obs: O art. 16 da Lei5584/70 foi revogado. IV. DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIADA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA V- DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOSDOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A palavra honorário deriva do latim honorárius, e sua radical honor significa, em português, honra. Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, é a “remuneração pecuniária de serviços prestados (por aqueles que têm profissão liberal. 3º ARBITRAMENTO JUDICIAL: Quando advogado e cliente não estipulam um valor de forma prévia e discordam deste posteriormente, caberá ao juiz definir um valor . 2º SUCUMBENCIAIS : “(...) correspondem a um desfalque patrimonial que teve de ser suportado pelo demandante para alcançar a tutela jurisdicional de seu direito”. (JÚNIOR, 2015, p.320). Os honorários sucumbenciais pertencem ao advogado, e não a parte, conforme art. 23 da lei 8906/1994.13 1º CONVENCIONAIS: ajustados previamente entre o advogado e seu cliente. A lei 8906/9410 - (Estatuto da OAB, artigo 22) , estabelece a seguinte classificação dos honorários: DOS HONORÁRIOS ASSISTENCIAIS Em 4/10/2018, a lei 13.725, revogou o art. 16, da lei 5.584/70, que assim dispunha: “Os honorários do advogado pagos pelo vencido reverterão em favor do sindicato assistente.” A lei 13.725/18 também trouxe alterações ao Estatuto da Advocacia e a OAB (lei 8.906/94), mais precisamente ao seu art. 22, ao qual restaram acrescidos mais dois incisos, in verbis: Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência. § 6º O disposto neste artigo aplica-se aos honorários assistenciais, compreendidos como os fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe em substituição processual, sem prejuízo aos honorários convencionais. § 7º Os honorários convencionados com entidades de classe para atuação em substituição processual poderão prever a faculdade de indicar os beneficiários que, ao optarem por adquirir os direitos, assumirão as obrigações decorrentes do contrato originário a partir do momento em que este foi celebrado, sem a necessidade de mais formalidades.” (NR) https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho https://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI293116,61044-Nova+alteracao+nos+honorarios+assistenciais+na+Justica+do+Trabalho DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Os honorários, sejam os contratuais ou sucumbenciais, possuem natureza alimentar. É norma de direito material ou Processual? O STF reconheceu a natureza alimentar (S. Vinculante 47) S.V. 47- Os honorários advocatícios incluídos na condenação ou destacados do montante principal devido ao credor consubstanciam verba de natureza alimentar cuja satisfação ocorrerá com a expedição de precatório ou requisição de pequeno valor, observada ordem especial restrita aos créditos dessa natureza. NATUREZA JURÍDICA DOS HONORÁRIOS Em Dissertação de mestrado Oliveira aponta: (Oliveira, Vanessa Dias, 2019), in Honorários Após a reforma trabalhista no âmbito do TRT da 1ª Região) detectou: “Com o advento da lei no 13467/2017 a jurisprudência majoritária entende que os honorários sucumbenciais possuem natureza tanto material quanto processual. Possui natureza processual, tratando-se de norma que disciplina o procedimento judicial, sendo instrumento para a realização do direito material e previsto no artigo 85, §14 do CPC15. É material, visto que é o direito material que prevê a possibilidade ao advogado do recebimento deste honorário, cuja previsão está no artigo 22 do Estatuto da advocacia e da OAB. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Os honorários sucumbenciais na Justiça do Trabalho foram inseridos pela Reforma Trabalhista no artigo 791-A da CLT. Antes ficava limitada às hipóteses da S. 219 do TST e IN 27 do TST: HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAS Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. (Incluído pela Lei no 13.467, de 2017)§ 1o Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato e sua categoria § 3o Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários. § 5o São devidos honorários de sucumbência na reconvenção DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS Estabelece a CLT os critérios para se deferir de 5% a 15% aos advogados: Art. 791-A: § 2o Ao fixar os honorários, o juízo observará: I - o grau de zelo do profissional II - o lugar de prestação do serviço; III - a natureza e a importância da causa; IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS § 4o Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAS - O BENEFICIÁRIO DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA O parágrafo 4º do art. 791- A da CLT estabelece: Agora, diferentemente de como ocorria, a mera sucumbência é capaz de gerar a obrigação do pagamento desses honorários, bem como ao empregado também poderá recair a condenação em tais honorários, ainda que beneficiário da JG. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A JURISPRUDÊNCIA SOBRE O PAR. 4º do art. 791-A CLT: Enunciado No. 99 da ANAMATRA: O juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca (art. 791-a, par.3o, da clt) apenas em caso de indeferimento total do pedido específico. o acolhimento do pedido, com quantificação inferior ao postulado, não caracteriza sucumbência parcial, pois a verba postulada restou acolhida. quando o legislador mencionou "sucumbência parcial", referiu-se ao acolhimento de parte dos pedidos formulados na petição inicial. PROCESSO nº 0100533-44.2018.5.01.0531 (...)o desembargador e relator Gustavo Tadeu Alkmim avaliou ser incabível a cobrança dos honorários advocatícios à parte autora beneficiária da gratuidade de justiça. O primeiro aspecto, observado pelo magistrado, “diz respeito ao efeito primordial dagratuidade de justiça - que implica em dispensar a parte de arcar com as despesas processuais. (...) O magistrado reforçou, ainda, que a assistência judiciária gratuita e a justiça gratuita são direitos fundamentais, inseridos no inciso LXXIV do art. 5º da Constituição, e têm como pressuposto o amplo acesso à Justiça de todo e qualquer cidadão. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A JURISPRUDÊNCIA SOBRE O PAR. 4º do art. 791-A CLT . Neste caso o empregado obteve ação procedente em parte: .....Todavia, suspendo à exigibilidade de seus pagamentos, pois a reclamante é beneficiária da gratuidade de justiça e, ainda que tenha aqui logrado êxito parcial quanto às parcelas que postulou, tal fato não elimina sua condição de juridicamente miserável e, portanto, incapaz de assumir tal ônus sem prejuízo de seu sustento e de sua família. As parcelas aqui postuladas são todas de caráter alimentar, com pouca ou nenhuma controvérsia sobre serem devidas. Entender que ainda assim seria possível deduzir delas honorários em favor da parte contrária, seria o mesmo que admitir que o direito de ação estaria sujeita a prejuízo do sustento do empregado, caso não fosse bem-sucedido na demonstração dos direitos que buscou judicialmente. Seria o mesmo que negar-lhe acesso à Justiça, violando, assim, o disposto nos incisos XXXIV e XXXV do art. 5o da Constituição Federal. HONORÁRIOS PERICIAIS Quando um ou mais pedidos necessitar de prova técnica a sua realização será deferida pelo Juiz, cabendo a parte sucumbente no objeto da prova pagar os honorários do Perito. S. 457 do TST não deve ser mais aplicável. Atualmente a CLT estabelece: Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita. § 1o Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. § 2o O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais. § 3o O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias. § 4o Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo. HONORÁRIOS PERICIAIS Súmula nº 457 do TST. HONORÁRIOS PERICIAIS. BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA. RESPONSABILIDADE DA UNIÃO PELO PAGAMENTO. RESOLUÇÃO Nº 66/2010 DO CSJT. OBSERVÂNCIA. A União é responsável pelo pagamento dos honorários de perito quando a parte sucumbente no objeto da perícia for beneficiária da assistência judiciária gratuita, observado o procedimento disposto nos arts. 1º, 2º e 5º da Resolução n.º 66/2010 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT. Esta Súmula deverá ser interpretada de acordo com o artigo 790-B, PAR. 4º. CLT. § 4o Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo. HONORÁRIOS DO INTÉRPRETE Art. 819 - O depoimento das partes e testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feito por meio de intérprete nomeado pelo juiz ou presidente. § 1º - Proceder-se-á da forma indicada neste artigo, quando se tratar de surdo-mudo, ou de mudo que não saiba escrever. § NR 2º As despesas decorrentes do disposto neste artigo correrão por conta da parte sucumbente, salvo se beneficiária de justiça gratuita. Quando ocorrer a necessidade de ouvir testemunhas que não souberem falar a língua portuguesa ou for surdo-mudo ou apenas mudo que não saiba escrever, o juiz indicará um intérprete nos termos do art. 819, p. 2º da CLT: 1. Como regra as partes que estão litigando em juízo, são os sujeitos da relação jurídica material controvertida. E quando o detentor desse direito material ingressa em juízo em face do devedor desse obrigação, temos a chamada legitimação ordinária. 2. A legitimação extraordinária ocorre quando alguém, em nome próprio, pleiteia direito alheio quando autorizado pelo ordenamento jurídico. Estabelece o art. 18 do CPC: Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. 3. Assim, podemos dizer que o Sindicato, na esfera processual do trabalho, é o substituto processual da categoria por disposição do ordenamento jurídico nos seguintes casos: 1. 2. Art. 8,III, CF - Direitos Individuais homogêneos ou Coletivos da Categoria; Art. 195, § 2º da CLT – Reclamação de Adicionais de Periculosidade e Insalubridade; 3. Art. 872, § único da CLT – ação de cumprimento de sentença normativa Da Substituição Processual Quanto ao momento da formação, o litisconsórcio pode ser: Inicial: é aquele que surge no início do processo, na constituição da relação processual. Ex.: o autor demanda vários réus, vários autores demandam um réu ou vários réus. Ulterior: é aquele que surge no curso do processo, depois de constituída a relação processual ou pela junção de duas ou mais distintas relações processuais. Quanto à sentença a ser proferida: Unitário: quando o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todos os litisconsortes. Simples: quando a decisão possa não ser uniforme para todos os litisconsortes. LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO (ou INDISPENSÁVEL) É aquele que se dá na ação que somente pode ser intentada pró ou contra duas ou mais pessoas, seja por disposição de lei, seja em razão da natureza da relação jurídica material posta em juízo – artigo 114. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO É aquele que, para se formar, depende da vontade das partes. A vontade das partes, porém, não é arbitrária: condição é que o litisconsórcio, para ser admitido, incida em casos especificados no artigo 113, que prevê as fontes do litisconsórcio. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS LITIGANTES • Cada litisconsorte é parte distinta dos demais em relação aos adversários. É o chamado princípio da autonomia dos coligantes expresso no artigo 117 do CPC, salvo no unitário. Do litisconsórcio 2. Da Assistência - Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou mais pessoas, o terceiro juridicamente interessado em que a sentença seja favorável a uma delas poderá intervir no processo para assisti-la.” Da Assistência simples. - Art. 121. O assistente simples atuará como auxiliar da parte principal, exercerá os mesmos poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido.” Da Assistência Litisconsorcial -Art. 124. Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente sempre que a sentença influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. 3. Da Denunciação da Lide Art. 125. É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes: I – ao alienante imediato, no processo relativo à coisa cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da evicção lhe resultam; II – àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem for vencido no processo.” 4. Do Chamamento ao Processo Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: I – do afiançado, na ação em que o fiador for réu; II – dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles; III – dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o pagamento da dívida comum.” 1.Conceito: Dá-se a intervenção de terceiros quando alguém ingressa como parte ou coadjuvante da parte em processo pendente. Terceiro (que deve ser juridicamente interessado) significa estranho à relação processual estabelecida entre o autor e réu. Segundo Leone Pereira, "o tema intervenção de terceiros é um dos mais complexos e controvertidos da ciência processual.“ Além do amicus curiae temos segundo o novo CPC: Intervenção de Terceiros 5. Da Desconsideração da Personalidade Jurídica e inversa: Como se trata de uma nova figura de intervenção de terceiros,por opção didática iremos tratá-la neste slide específico. cesso de conhec i mento, no cumpr i mento Intervenção de Terceiros Art. 855-A. Aplica-se ao processo do trabalho o incidente de desconsideração da personalidade jurídica previsto nos arts. 133 a 137 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 - Código de Processo Civil. § 1º Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente: I - na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 desta Consolidação; II - na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo; III - cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal. § 2º A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar de que trata o art. 301 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).’ O IDPJ PROVIMENTO CGJT Nº 1, DE 8 DE FEVEREIRO DE 2019. Dispõe sobre o recebimento e o processamento do Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) das sociedades empresariais, nos termos do artigo 855-A da CLT. RESOLVE: Art. 1º Não sendo requerida na petição inicial, a desconsideração da personalidade jurídica prevista no artigo 855-A da CLT será processada como incidente processual, tramitando nos próprios autos do Processo Judicial Eletrônico em que foi suscitada, vedada sua autuação como processo autônomo. Parágrafo único. As disposições deste Provimento aplicam-se à desconsideração da personalidade jurídica processada nas unidades de primeiro e segundo graus da Justiça do Trabalho. Art. 2º A instauração do incidente suspenderá o processo, sem prejuízo de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar de que trata o artigo 301 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). Art. 3º Instaurado o incidente, a parte contrária e os requeridos serão notificados para se manifestar e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. Parágrafo único. Havendo necessidade de prova oral, o juiz designará audiência para sua coleta. O IDPJ PROVIMENTO CGJT Nº 1, DE 8 DE FEVEREIRO DE 2019. Dispõe sobre o recebimento e o processamento do Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) das sociedades empresariais, nos termos do artigo 855-A da CLT. Art. 4º Concluída a instrução, o incidente será resolvido por decisão interlocutória, da qual serão as partes e demais requeridos intimados. Parágrafo único. Da decisão proferida: I - na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do artigo 893 da CLT; II - na fase de execução, cabe agravo de petição, em 8 (oito) dias, independentemente de garantia do juízo. (...) CADERNO EXERCÍCIO SEMANA 3 CASO CONCRETO Caio sofreu acidente do trabalho em julho de 2003, razão pela qual ajuizou ação de indenização por danos morais e patrimoniais contra sua empregadora, perante a Justiça comum, que possuía competência para processar e julgar a ação na época. Ocorre que, com a Emenda Constitucional (EC) 45, de 8/12/2004, a referida ação foi enviada para a Justiça do Trabalho, ainda na fase de instrução probatória, com laudo médico pericial que concluiu que Caio sofreu sequelas graves que o tornaram incapaz para a mesma função que exercia. O réu esta inconformado, tendo em vista que acredita que a Justiça Comum é preventa e competente neste caso concreto. Analisando a legislação em vigor, responda, justificadamente, qual a Justiça competente em razão da matéria para julgar esta demanda? CADERNO EXERCÍCIO SEMANA 3 QUESTÃO OBJETIVA João foi admitido nos quadros funcionais da empresa X Ltda. em 08.12.2017, para exercer a função de operador de produção, tendo sua CTPS assinada no prazo previsto pela legislação trabalhista, além de a empresa ter obedecido aos demais comandos legais para que João se tornasse beneficiário da Previdência Social. No dia 05.04.2019, João sofreu acidente de trabalho ao operar uma máquina por ausência de manutenção por parte de sua empregadora. João ficou com o seu braço direito sequelado. Imediatamente, ajuizou reclamação trabalhista junto a uma das varas do trabalho do local da prestação de serviços, postulando indenização por danos morais em desfavor da empresa X Ltda. Sobre esse caso, assinale a alternativa CORRETA. a)A Justiça do Trabalho é incompetente para processar e julgar a demanda, pois a teor do § 3º c/c o inciso I do Art. 109 da Constituição Federal, compete à Justiça Comum estadual apreciar e julgar as ações de natureza acidentária. b)A Justiça do Trabalho é incompetente para processar e julgar a demanda, pois a teor do § 3º c/c o inciso I do Art. 109 da Constituição Federal, compete à Justiça Comum Federal apreciar e julgar as ações de natureza acidentária. c)A Justiça do Trabalho é incompetente para processar e julgar a demanda, pois a Súmula Vinculante 22, oriunda do Supremo Tribunal Federal, confere competência à Justiça Comum Estadual para processar e julgar demandas dessa natureza. d)A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar a demanda, ainda que houvesse pedido cumulado de danos morais com o de benefício previdenciário, pois ambos eram decorrentes de relação jurídica de emprego. e)A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar a demanda somente em relação ao pedido de danos morais, por força do que dispõe a Súmula Vinculante 22, oriunda do Supremo Tribunal Federal.