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UNIVERSIDADE DE UBERABA 
PLANEJAMENTO E DESENHO URBANO V 
FLÁVIA LETÍCIA CAMPELO 
 
HALL, Peter G. Cidades do amanhã. 1995. Editora Perspectiva. 
 Este livro foi escrito por Peter Geoffrey Hall, um urbanista e geógrafo inglês, que 
influenciou o pensamento urbano ocidental do século XX, principalmente em metrópoles 
importantes como Londres. Hall destacou-se pela inovação no planejamento urbano, 
pelas suas reflexões sobre as mudanças nas cidades e a criação de cidades-jardins como 
cidades menores. Será analisado o capítulo 5 do livro (A cidade na região – Edimburgo, 
Nova York e Londres entre 1900 a 1940). 
O autor inicia o capítulo informando que a origem da cidade regional é norte-
americana e que o planejamento regional iniciou-se com Patrick Geddes, um biólogo que 
estudou outras áreas do conhecimento além de sua formação. Geddes, por sua vez, dizia 
que o planejamento regional deve começar com o levantamento dos recursos de uma 
determinada região natural, das respostas que o homem dá a ela e das complexidades 
resultantes da paisagem cultural. Para Geddes, cabia à região fornecer a base para 
reconstrução total da vida social e política, e o planejamento regional seria como uma 
parte da reconstrução social. Os municípios em expansão desperdiçavam recursos e 
energias, minimizavam a qualidade de vida, produzia desemprego, aumentava as doenças, 
vícios, a depressão e induziam ao crime. Para solucionar esses problemas, a cidade 
deveria parar de crescer apenas industrialmente e começar a crescer “botanicamente”, ou 
seja, fazer com que a população tenha qualidade de vida através de paisagens e aromas 
provenientes da vegetação. 
 Em 1923, é criada a Regional Planning Association of America (RPAA) - liderada 
por Lewis Mumford (um jornalista-sociólogo), que consistia em um pequeno grupo 
heterogêneo, que não passava de 21 membros. Segundo a organização, o 
desenvolvimento deveria visar o aumento da produção, a independência econômica 
regional e a ampla reconstrução de áreas deterioradas. Ao mesmo tempo, desenvolvia-se 
o Plano Regional de Nova York, que tinha como principal fundador, Thomas Adams - 
um arquiteto inglês que teve grande influencia no planejamento urbano britânico. O Plano 
Regional era voltado para “homens de negócios”, e defendia o zoneamento como 
estratégia para que cada indivíduo arcasse com suas despesas. O plano de Nova York 
desenvolveu-se graças a uma Associação do Plano Regional liderada pela elite, enquanto 
os ideais de Mumford ficaram no papel. 
 Já em 1933, com o surgimento do planejamento New Deal – uma proposta que 
corria comprometido com os ideais da RPAA. A política do New Deal sobre 
planejamento regional, significou mais uma multiplicação de papéis do que a realização 
de ações. 
 Após a leitura deste capítulo do livro de Peter Hall, concluí que o planejamento 
urbano, seja ele para pequenas cidades ou grandes metrópoles, vem sendo discutido e 
estudado há muitos anos e ainda assim, é uma área do conhecimento que necessita de 
especialistas, não só relacionados ao urbanismo para solução de diversos problemas, 
como questões sociais e de qualidade de vida, por exemplo. Situações como adoecimento 
da população, crime e vícios eram faladas na década de 20 e ainda hoje as grandes 
metrópoles concentram a maior parte de casos de pessoas com depressão, ansiedade, 
problemas respiratórios, entre outros transtornos causados pelo crescimento exagerado 
das cidades. Onde o refúgio muitas vezes é encontrado em áreas verdes, parques e cidades 
do interior dos estados. Sendo que, a parte que mais sofre com o fato de ter que deslocar 
grandes distâncias, tem que utilizar por muitas vezes mais de um meio de transporte para 
chegar ao trabalho/casa, é a classe baixa (trabalhadora), e pela frágil situação econômica 
não possui recursos para investir em momentos de lazer e encontrar um descanso longe 
do movimento acelerado das grandes cidades. O autor nos mostra que quem tinha maior 
poder aquisitivo influenciava no planejamento urbano, e infelizmente isso ainda ocorre e 
as pessoas mais carentes continuam sem qualidade de vida e sem previsão de melhora. 
Em minha opinião, este livro é direcionado à urbanistas ou estudiosos da área para que 
possam elaborar e/ou obter embasamento teórico relativo ao planejamento estratégico, 
para que talvez assim consigam melhorar a infraestrutura das cidades não só para uma 
pequena parcela da população, mas pensando em todos aqueles que irão habitá-las.

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