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8 Nicole Joseane Felipe Maia¹ Maria Seni de Albuquerque Arnold² RESUMO Palavras-chave: 1. INTRODUÇÃO 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3. MATERIAIS E MÉTODOS FONTE: Disponível em: <https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-avanca-na-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia/39822>. Acesso em: 1 dez. 2019. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5. CONCLUSÃO Na parte final das conclusões, é interessante apontar possíveis aprofundamentos sobre o tema estudado, bem como possíveis interações com outros temas, abordagens metodológicas, materiais, aplicações e sugerir ao leitor do seu trabalho possíveis encaminhamentos para pesquisas futuras. Exemplifica-se a sugestão de realização de pesquisas futuras com a indicação de realização de estudo bibliométrico sobre os trabalhos publicados na JOIA e na Revista Maiêutica. A partir da estrutura básica deste trabalho, permite-se aos acadêmicos da UNIASSELVI desenvolver seus artigos científicos com mais discernimento sobre estrutura básica cobrada na Instituição. Ao submeter o seu artigo para revistas ou eventos externos, é importante verificar e adequar o trabalho às regras e às formatações solicitadas. REFERÊNCIAS ZEPPONE, Rosemeire; A conferência mundial de educação para todos e a declaração de Salamanca: alguns apontamentos. Rev. Educação Especial, Santa Maria, v. 24, n. 41, p. 363-376, set./dez. 2011. Disponível em:< file:///D:/Documentos/SALAMANCA.pdf> Acesso em: 15 nov. 2019 CASTILHO, Ricardo. Direitos Humanos. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. Disponível em:< https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=E9RiDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT3&dq=direitos+humanos&ots=jl7AVhrpaq&sig=QHIoUaq-EJhIJhMCCmc9brYcRnI#v=onepage&q&f=true> Acesso em: 13 nov. 2019. BREITENBATCH, Fabiane Vanessa; HONNEF, Claúcia; COSTAS, Fabiane Adela Tonetto; Educação inclusiva: as implicações das traduções e das interpretações da Declaração de Salamanca no Brasil, Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, vol. 24, núm. 91, abril-jun, 2016,pp.359-379.Disponível em:< https://www.redalyc.org/pdf/3995/399545789006.pdf> Acesso em: 10 nov. 2019. RIBEIRO, Gláucia Albertasse Faria; GUIMARÃES, Luiza Angélica Paschoeto. DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR: A Questão da Obrigatoriedade do Ensino. Episteme Transversalis, [S.l.], v. 10, n. 2, ago. 2019. Disponível em:< http://revista.ugb.edu.br/ojs302/index.php/episteme/article/view/1337> Acesso em: 13 nov. 2019. MACEDO, Patrícia Cardoso. CARVALHO, Letícia Teixeira. PLETSCH, Márcia Denise. ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: uma breve análise das atuais políticas de inclusão. PLETSCH, M. D. & DMASCENO, A. Educação Especial e Inclusão Escolar: reflexões sobre o fazer pedagógico. 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POLÍTICAS DE INCLUSÃO E DIREITOS HUMANOS Este trabalho tem como objetivo apresentar reflexões sobre as políticas de inclusão, e os direitos humanos. As quais uma delas regulamenta o atendimento das pessoas com necessidades especiais nas redes de ensino regular, a outra envolve questões de dignidade humana, questões administrativas e legislativas. Inicialmente, são apresentadas as políticas de inclusão nas escolas, afirmando que todos os indivíduos de uma sociedade tem direitos a educação, juntamente com um conjunto de leis e documentos oficiais que visa a especificar as ações inclusivas. Em um segundo momento, os direitos humanos, que conscientizaram a sociedade em relação a medidas protetivas, que foram sendo elaboradas e implantadas. Uma delas é a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a qual normatiza uma série de leis que descrevem a questão da dignidade humana. E por fim, será analisado como a sociedade pode contribuir para que as políticas de inclusão e medidas de proteção, os direitos humanos sejam executados corretamente. Políticas de Inclusão. Ações Inclusivas. Medidas de Proteção. As políticas de inclusão são discursos que desfrutam de práticas que constituem os objetos de quais falam. Acentuamos que “prática” não significa a atividade de um sujeito, mas, designa regras que submetem os sujeitos. Nesse sentido, as políticas públicas funcionam como um ensejo para que ordens sociais sejam criadas e mantidas e para que outras práticas e verdades sejam deliberadas. As políticas públicas analisadas legislam sobre a inclusão escolar, salientando a questão de igualdade e utilizando-se de argumentos pautados nos direitos humanos, na superação de desigualdades e no respeito à diferença. Os direitos humanos são o direito próprio que está pertencente na vida do cidadão. Nessa caminhada é possível compreendermos que cada ser humano pode usufruir de seus direitos, independente de raça, cor, religião, sexo, etnias, deficiências e entre outros. Primeiramente falaremos sobre as políticas de inclusão e como elas propõem acessibilidade nas escolas de ensino regular para pessoas com necessidades especiais. Logo em seguida, analisaremos como os direitos humanos contribuem para estas pessoas, para que sejam tratadas de forma digna e humana. E conseguinte, como este trabalho contribuirá para o entendimento como uma base de conhecimento sobre os direitos humanos e as políticas de inclusão, para com as pessoas com necessidades especiais. “Inclusão social” e “educação inclusiva” são expressões que receberam importância no discurso de divergentes político-ideológicas nos últimos anos. É exatamente um diagnóstico de produção de “exclusão social” que tem justificado a necessidade de propor políticas que contemplem a “inclusão social”, ou políticas de inclusão. Sendo, então, pontuada por um conjunto de leis e documentos oficiais que dispõe-se a relacionar as ações inclusivas. As práticas, no entanto, esbarram tanto nos conflitos e tensões produzidos pelas condições sociais gerais, como nas propriedades dos sistemas educacionais. A linguagem fala das práticas e ela própria é produto de práticas, assim como o nosso pensamento, o que torna impossível dissociar teoria de prática, pois “a teoria já é uma prática” (Veiga-Neto, 2003, p. 23). A nossa diversidade seja ela diferenças culturais, étnicas, sociais, religiosas, de gênero, enfim diversidade humana, está tomando uma notoriedade grande, sendo destacada como uma condição imprescindível para se entender como aprendemos e como compreendemos o mundo e a nós mesmos. Diante disso, as escolas não podem continuar ignorando o que sucede em volta delas, nem anulando ou discriminando as diferenças nos processos pelos quais forma e instrui o aluno. E muito menos desdenhar que aprender resulta ser capaz de expressar, dos mais variados modos, o que sabemos, e demanda representar o mundo a partir de nossas origens, de nossos valores e sentimentos. As escolas inclusivas visam um modo de organização do sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos, sendo estruturado em função dessas necessidades. A inclusão requer uma mudança na perspectiva educacional, pois não atinge somente os alunos com deficiências e os que apresentam dificuldades de aprender, mas todos os demais, para que conquistem sucesso na corrente educativa geral. É necessário também oferecercondições estruturais e de trabalho, assim como conhecimentos sobre as diferentes estratégias pedagógicas aos professores, para que consigam usar com esses alunos, como por exemplo, braile, software de comunicação alternativa e tantos outros recursos tecnológicos existentes que se quer chegam a ser usados nas escolas públicas. Nesse contexto foram realizados dois eventos importantes em nível internacional que influenciaram a produção e implementação de políticas de universalização da educação básica e de inclusão escolar em nosso país, a saber: Declaração de Educação Para Todos (1990) e Declaração de Salamanca (1994). A Constituição Federal de 1988 (Brasil, 1988) e as Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei n. 9.394/96 (Brasil, 1996) – estabelecem que a educação é direito de todos e que as pessoas com necessidades educacionais especiais devem ter atendimento educacional “preferencialmente na rede regular de ensino”, garantindo atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. A legislação, ao mesmo tempo em que ampara a possibilidade de acesso à escola comum, não define obrigatoriedade e até admite a possibilidade de escolarização que não seja na escola regular. Na trajetória da sociedade a constituição exige respeito aos direitos humanos. Neste cenário é possível analisar que embora os direitos humanos são conquistados quando implementados na sua integralidade, no entanto, esses direitos podem até ser garantidos por leis, porém com dificuldades de serem reconhecidos na prática. Para a realização dos direitos humanos em todo o mundo, o papel desempenhado pelas agências especializadas da Nação Unidas tem sido importante. O desenvolvimento dos direitos humanos não param, não estagnam. Estão vivos, e importa que todos os dias deve-se encontrar formas de enfrentar os novos desafios que colocam a sua realização. Os direitos garantidos legislativamente possibilitam que os sujeitos se insiram de maneira gradativa e universal a todas as possibilidades das políticas públicas. A legislação vigente cauciona uma série de proteções e relações de direito, decorrendo uma série de documentos nacionais e acordos internacionais que garantem essa proteção em relação aos direitos humanos. A Constituição Federal traz consigo novas leis que complementam e consolidam direitos sociais já conjecturados. “Para efeito puramente didático, a expressão direitos humanos tem sido utilizada pela doutrina para identificar, na ordem internacional, os direitos inerentes à pessoa humana.” (CASTILHO, 2018, p. 41) A Declaração de Salamanca (1994) assume que: “[...] as políticas educacionais de todo o mundo fracassaram no sentido de estender a todas as suas crianças a educação obrigatória e de que é preciso modificar tanto as políticas quanto as práticas escolares sedimentadas na perspectiva da homogeneidade do alunado” (BUENO, 2006, p. 16). Zeppone (2011) aponta que na Declaração de Salamanca possui diretrizes de ação nos planos regional e internacional, afirmando que a coadjuvação internacional entre organizações e ONGs, regionais e inter-regionais podem exercer um papel muito significativo incitamento para as escolas integradoras. Podendo então unificar seus esforços. É necessário que haja coerência e completividade entre as organizações que auxiliam neste campo. É notável que no sistemas em que se encontram estruturados historicamente, não apresentam conjunturas para a efetivação de tais princípios e também procuram concretizar uma visão de ajuda extra escolar e não de enfatizar a indispensabilidade de alteração dos sistemas para que a educação tenha outras características. As instituições integradoras, devem acompanhar as necessidades das crianças adaptando os programas, e não o contrário. Zeppone (2011, p.370), afirma que as escolas têm de “[...]oferecer opções curriculares que se adaptem às crianças com capacidades e interesses diferentes.” Os métodos devem ser reavaliados, e integrados no processo educativo comum, mantendo o professor e o aluno informados do grau de desenvolvimento alcançado, para identificar as dificuldades e ajudar os alunos a superá-las. A responsabilidade não é somente do professor, o que constitui um avanço significativo, como é proposto na Declaração de Salamanca, já que “toda escola deve ser uma comunidade coletivamente responsável pelo êxito ou o fracasso de cada aluno” (ESPANHA, 1994, p.35). Os educadores, e não cada professor, terá de aquinhoar a responsabilidade do ensino lecionado a criança com necessidades especiais. Os professores, mesmo depois de terem distribuído “desempenham um papel decisivo como gestores do processo educativo, ao dar apoio a crianças com a utilização dos recursos disponíveis tanto na classe como fora dela” (ESPANHA, 1994, p. 35). A inclusão escolar se expôs como tema de conferências internacionais, especificamente a Conferência Mundial de Educação para Todos, cometida em 1990 em Jomtien (Tailândia), e a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e qualidade, cometida em 1994 em Salamanca(Espanha) com a coadjuvação da UNESCO. 92 governos e 25 organizações internacionais aprovaram nessa última uma Declaração tendo como princípio fundamental o “dever das escolas de acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras” (Brasil, 1997, p. 17). Analisando o trabalho de Mazzotta e D’Antino (2010) entende-se que: Quanto mais desconhecidas e supostamente distantes forem as condições individuais e sociais das pessoas com deficiência, maiores serão as possibilidades de instauração do medo nos relacionamentos interpessoais. A proximidade de uns com os outros e a sua interação viabilizam a afirmação do outro como sujeito, e é esse o ponto fundamental da necessidade e importância da inclusão social para todos. A atual consciência de parte da população sobre a ampla e complexa questão da inclusão social tem sido geradora de crescente número de estudos e ações, cada um a seu modo, atuando em diferentes frentes com diversos recursos. Juntamente com outros artigos, foi realizada a pesquisa, onde foi compreendido a importância dos direitos humanos e das políticas de inclusão quando estas auxiliam no entendimento dos direitos e deveres da sociedade, para com as pessoas com algum tipo de dificuldade ou deficiência. Entendemos que as instituições contribuem também, acompanhando as necessidades conforme cada pessoa, e as adaptando aos programas de inclusão. � A imagem acima mostra que pode haver inclusão social das pessoas com deficiência, para que possam usufruir de lugares e ambientes que pessoas que não possuem nenhuma dificuldade usam. Como visto, foi possível analisar que no dia a dia é mais difícil ver nas instituições, adaptações curriculares, para auxiliar as pessoas com necessidades especiais. Sem essas adaptações, os alunos tem dificuldades de serem incluídos nas atividades da escola, sem que possam desenvolver suas habilidades sejam elas motoras, cognitivas ou sensoriais. A falta de acessibilidade também não contribui para que eles se sintam incluídos na sociedade, ainda existe falta de conhecimento em relação a inclusão social, acessibilidade, os direitos humanos por mais que sejam leis que contribuem para o bem da sociedade, para que haja uma interação entre todos, para que não sejam ignoradas ou discriminadas as diferenças entre nossa sociedade. As políticas de inclusão tem como objetivo garantir efetividade, eficiência, eficácia, relevância e produtividade aos processos pedagógicos, na sociedade e nas escolas. Essas práticas devem ocorrer nas escolas, a partir dos lemas “educação para todos” e “todos na escola”. Tais práticas, buscam repensar, transformar e promover uma escola inclusiva, a partir de determinadas aprendizagens, buscando uma instituição de qualidade, que respeite as diferenças, e de forma eficiente. Levando em consideração a dignidade humana, atribuída pelos DireitosHumanos, que defende o direito à vida, ir e vir. 1 Nicole Joseane Felipe Maia 2 Maria Seni de Albuquerque Arnold Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Educação Especial (FLX0362) – Prática do Módulo IV - 03/11/2019