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CREATINOQUINASE - MB
BOA VISTA - RR
2019
HALEXSANY KRYSTINNE DE SOUZA LIMA
LETÍCIA VIEIRA COSTA DE MOURA
RUTE HELEN DE SOUZA SILVA
CREATINOQUINASE - MB
Trabalho realizado com objetivo de obtenção de nota parcial na disciplina de _, orientado pelo professor Sebastião Salazar do Curso de Bacharel em Farmácia da Faculdade Cathedral.
BOA VISTA - RR
2019
SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO	4
2.	INFARTO AGUDO DE MIORCÀDIO	5
2.1.	CONCEITO	5
2.2.	MARCADORES BIOQUIMICOS	5
2.3.	MARCADORES CARDÍACOS	5
2.4.	CREATINOQUINASE	5
2.5.	AMOSTRAS	6
2.6.	INFLUENCIAS PRE ANALITICAS	6
2.7.	METODOLOGIA	6
2.8.	VALORES DE REFERENCIAS	7
2.9.	EQUIPAMENTOS	7
3.	CONCLUSÃO	8
4.	REFERÊNCIAS	9
1. INTRODUÇÃO
CKMB é uma das 3 formas em que a enzima CK (creatinoquinase) é encontrada no sangue: CKMM, CKBB e CKMB. A isoenzima MB é um marcador utilizado na prática médica para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM) e miocardites, pois está presente principalmente no músculo cardíaco. Quando há suspeita de lesão aguda do miocárdio, a dosagem dessa enzima é feita por três vezes dentro das primeiras 12 h do início dos sintomas; no caso de os três exames estarem com valores dentro da normalidade, o infarto pode ser descartado.
Com base nisso, este trabalho tem por objetivo apresentar de maneira mais aprofundada a cerca do CKMB bem como s metodologia do exame.ç
2. INFARTO AGUDO DE MIORCÀDIO
2.1. CONCEITO
O termo infarto do miocárdio significa basicamente a morte de cardiomiócitos causada por isquemia prolongada. Em geral, essa isquemia é causada por trombose e/ou vasoespasmo sobre uma placa aterosclerótica. O processo migra do subendocárdio para o subepicárdio. A maior parte dos eventos é causada por ruptura súbita e formação de trombo sobre placas vulneráveis, inflamadas, ricas em lipídios e com capa fibrosa delgada. (PESARO,2004)
2.2. MARCADORES BIOQUIMICOS
Vários biomarcadores têm sido utilizados para auxiliar no diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM), estratificação de risco, escolha do tratamento adequado e predição de eventos. (MIRANDA, 2014)
2.3. MARCADORES CARDÍACOS 
São escolhidos da seguinte forma: (KEMP, 2004)
Grande Sensibilidade – abundante no tecido cardíaco.
Grande especificidade – ausente e em tecidos não cardíacos.
					 não detectado no sangue do indivíduo
Liberação: rápida liberação para diagnóstico precoce.
		 grande meia-vida no sangue para diagnóstico tardio.
Método de análise – custo efetivo
				 curta duração de execução
				 preciso.
Clínica – capacidade de influenciar na terapia e melhorar prognóstico.
		 validade para estudos clínicos.
2.4. CREATINOQUINASE
A CK-total é enzima reguladora da produção e uso do fosfato de alta energia nos tecidos contráteis. É composta de subunidades B (brain) e M (muscle) que se combinam formando a CK-MM (muscular), CK-BB (cerebral) e CK-MB (miocárdica). A especificidade da CK-total é baixa para lesões do músculo cardíaco, diferente da CK-MB, que é encontrada predominantemente no músculo cardíaco. (MIRANDA, 2014)
	Enquanto na dosagem de CK-MB determina-se a atividade enzimática, o teste de CK-MB massa detecta sua concentração, independentemente de sua atividade, incluindo enzimas ativas e inativas, o que torna o teste de CK-MB massa mais sensível e confiável que os testes de CK-MB atividade. (MIRANDA, 2014)
A CKMB massa é o marcador bioquímico de escolha para o infarto do miocárdio peri-operatório durante as primeiras 48 horas após o início da dor. As concentrações de CKMB também têm sido utilizadas para avaliar a extensão do IAM e a ocorrência de um novo infarto
2.5. AMOSTRAS
Soro ou plasma colhido com Heparina ou EDTA. A amostra é estável por 2 dias entre 15 e 30°C, 7 dias entre 2 e 8°C, e 1 ano a -20°C . Não usar amostra hemolisada (BULA REAGENTE BIOCLIN)
Amostras hemolisadas não são adequadas porque contém níveis elevados de adenilato quinase, ATP, e glico6fosfato, capazes de produzir resultados falsamente elevados. (BULA REAGENTE LABTEST)
2.6. INFLUENCIAS PRE ANALITICAS
A atividade da CK-MB pode aumentar até 6% em 2 a 26 horas após grandes cirurgias. O exercício físico vigoroso sem ocorrência concomitante de IAM, produz elevação da CK-MB. Nesses casos, a CK-MB apresenta um pico após 12h. (BULA REAGENTE LABTEST)
2.7. METODOLOGIA
O processo envolve a medida da atividade de CK na presença de um anticorpo contra a fração M. Este anticorpo inibe completamente a atividade do CK-MM e a fração M do CK-MB, sem, entretanto, afetar a atividade da subunidade B do CK-MB e do CK-BB. Partindo-se da premissa que o dímero BB praticamente inexiste no sangue periférico, a atividade enzimática residual encontrada será correspondente a apenas à fração B do CK-MB. Como a fração M e a fração B possuem atividades semelhantes, temos que a atividade de CK-MB corresponde ao valor encontrado multiplicado por dois. (LABTEST)
2.8. VALORES DE REFERENCIAS
O nível de CK-MB começa a aumentar dentro de 3-6 horas após o inicio do IAM, atinge valor máximo dentro de 12- 24 horas e normaliza-se em 24-48 horas, com pico médio de 16 vezes o valor normal, com sensitividade e especificidade maior que 97% nas primeiras 48 horas. (LOZOVOY, 2008)
2.9. EQUIPAMENTOS
Os equipamentos utilizados são BS200 e reagentes, Biocal Bioclin, Biocontrol N e Biocontrol P Bioclin.
3. CONCLUSÃO
CK-MB é uma forma da enzima que está particularmente presente no músculo cardíaco. Enquanto um valor total de CK alto indicará que existe algum dano muscular, um elevado CK-MB é mais específico, indica que ocorreu danos no músculo do coração.
	Entretanto, os marcadores são a expressão bioquímica da lesão das fibras cardíacas, mas não indicam a etiologia do processo.
	O teste de CK-MB ajuda a fazer o diagnóstico com relação ao infarto agudo do miocárdio e também apresenta papel fundamental no monitoramento da terapia trombolítica.
4. REFERÊNCIAS
PESARO, AEP; et al. Infarto agudo do miocárdio miocárdio - síndrome coronariana aguda com supradesnível do segmento ST. Rev Assoc Med Bras 2004; 50(2): 214-20
KEMP, et al. Biochemical markers of myocardial injury.BR J.ANAESTH, Volume 93, 2004. 63-73
LOZOVOY, Marcell Alysson Batisti; PRIESNITZ, Julio Cesar; SILVA, Samira Abgdala. Infarto agudo do miocárdio: aspectos clínicos e laboratoriais. Interbio v.2 n.1 2008.
MIRANDA, Marciano Robson de; LIMA, Luciana Moreira. Marcadores bioquímicos do infarto agudo do miocárdio. Rev Med Minas Gerais 2014; 24(1): 98-105
TOTAL, C. K. Diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. Disponível em: Disponível em: <https://labtest.com.br/wp-content/uploads/2016/09/FLD_INFOTEC_INFARTOAGUDO_LABTEST_21X30_DIGITAL1.pdf)>;
Sites:
https://labtestsonline.org.br/tests/ck-mb
https://www.bioclin.com.br/sitebioclin/wordpress/wp-content/uploads/arquivos/instrucoes/INSTRUCOES_CK_MB_UV.pdf

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