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Constipação

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FACULDADES INTEGRADAS APARÍCIO CARVALHO 
CONSTIPAÇÃO
VILHENA
2019
Fernanda Santos de Morais
Cassia Caroline 
CONSTIPAÇÃO
Trabalho apresentado a disciplina de Saúde do Adulto II do curso Bacharel em Enfermagem das Faculdades Integradas Aparício Carvalho como requisito á obtenção de nota parcial do bimestre.
Orientado pela professora Paula Muzzi
Vilhena-RO
2019
Constipação Intestinal
Nos últimos anos, devido à elevada prevalência, a constipação intestinal vem sendo considerada um problema de saúde pública. Essa patologia faz parte das doenças funcionais que acometem o intestino, causando repercussões negativas sobre a qualidade de vida. Diferentes abordagens e medicamentosas têm sido propostas para sua prevenção e Tratamento (Garcia et al., 2016)
Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da constipação intestinal. Idade, sexo feminino, baixo nível socioeconômico, baixa escolaridade, dieta inadequada, disfunções endócrinas e metabólicas, inatividade física, distúrbios psiquiátricos, uso de medicamentos, causas idiopáticas, além do estilo de vida dos países industrializados são alguns desses fatores (FAIGEL, 2002; GALLEGOS-OROZCO et al., 2012).
Não existe uma definição de abrangência universal para constipação. Fundamentando-se nas queixas dos pacientes, ela pode ser referida como fezes endurecidas, esforço excessivo no ato evacuatório, evacuações infrequentes, sensação de evacuação incompleta e ate mesmo demora excessiva no toalete. Considera-se normal a frequência de evacuação de, no mínimo, três vezes por semana (Geral et al., 2013).
O estilo de vida representa um dos principais fatores associados ao aparecimento de doenças, doenças essas que podem ser chamadas de “doenças da civilização”, sendo a constipação intestinal parte deste grupo (BRASIL, 2004; JAIME et al., 2009).
Para a manutenção da vida é necessário manter o equilíbrio homeostático do organismo suprindo as necessidades humanas básicas, uma delas é a eliminação intestinal. A eliminação de resíduos e substâncias tóxicas é tão importante quanto a ingestão e digestão de alimentos pelo sistema digestório (NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSIS ASSOCIATION, 2009).
Nos últimos anos, devido à sua elevada prevalência, a constipação intestinal vem sendo considerada um problema de saúde pública (DEL CIAMPO et al., 2006). 
Um método internacionalmente reconhecido para diagnosticar a constipação intestinal fundamenta-se nos critérios de Roma III, composto por seis sintomas: 1. Menos de três evacuações por semana; 2.esforço ao evacuar; 3.presença de fezes endurecidas ou fragmentadas; 4.sensação de evacuação incompleta; 5. Sensação de obstrução ou interrupção da evacuação; 6. Manobras manuais para facilitar as evacuações (MISZPUTEN, 2008). 
A constipação intestinal pode ser classificada em aguda quando ocorrem mudanças em hábitos alimentares, diminuição de atividade física, ou uso de medicamentos em pós-operatório. A normalidade é restabelecida espontaneamente, após a cessação dos fatores desencadeantes. Pode também ser classificada em constipação crônica, sendo essa subdividida em funcional e orgânica (LEÃO, 1998)
Com menos de 4 semanas definindo um quadro agudo e mais de 12 semanas, um quadro crônico (Brand, 2017).
Fisiopatologia
As principais funções do colo são absorver água e eletrólitos e conduzir as fezes desde o intestino delgado até o sigmoide, onde são armazenadas antes das evacuações. Após as refeições podem ocorrer contrações colônias de grande amplitude, denominadas reflexo gastro-cólico, que se propagam a partir do sigmoide proximal em direção a sua porção terminal, empurrando a massa fecal para o interior do reto. O reflexo da defecação se inicia com a chegada do bolo fecal na ampola retal, gerando a dilatação do reto e, consequentemente, estimulando os receptores sensíveis ao estiramento localizados na região. A partir destes receptores é determinado o relaxamento do esfíncter anal interno, processo conhecido como reflexo reto anal. Com isso, é permitido que o conteúdo retal seja percebido de modo discriminado para gases, líquidos ou fezes pastosas. Neste momento, o indivíduo pode decidir pela contração voluntária do esfíncter externo até chegar ao local apropriado para defecar (GOMES, 2009).
Para a defecação, a posição ideal é a equivalente ao agachado, com contração da musculatura abdominal durante a inspiração, relaxamento do esfíncter externo do ânus e contração do músculo elevador do ânus que o mantêm corretamente posicionado além de tracioná-lo contra o bolo fecal. A coordenação desses mecanismos começa a ficar sob controle voluntário a partir do segundo ano de vida. Quando necessário, é possível tentar inibir a evacuação mediante a contração do esfíncter externo do ânus e da musculatura glútea, fazendo com que o bolo fecal retroceda do canal anal para a ampola retal (Boavontura Andro et al., 2000).
Se a vontade de evacuar for ignorada, a mucosa retal e a musculatura tornam-se insensíveis à presença de massa fecal, e, consequentemente, é necessário um grande estímulo para produzir o ímpeto peristáltico necessário para a defecação. O efeito inicial da retenção fecal é produzir irritabilidade do cólon, que, nesse ponto, frequentemente leva a um espasmo, sobretudo após as refeições, fazendo surgir dores no baixo e no médio abdome, tipo cólica. Se a tal processo perdurar por vários anos, o cólon gradativamente perde o tônus muscular e passa a não responder normalmente ao estímulo (GOMES, 2009).
A constipação pode ser causada por alterações primárias colorretais ou secundárias, ou, ainda, complicadas por múltiplas condições. A motilidade do intestino é afetada pela dieta, pelas lesões anatômicas, pelas condições neurológicas, pelos medicamentos, pelas toxinas, pelos níveis hormonais, pelas condições reumatológicas, pelos microrganismos e pelas condições psiquiátricas. (Brand, 2017).
Constipação Aguda
A constipação aguda se define habitualmente por uma lentidão do trânsito intestinal que vai gerar uma baixa da frequência de emissão de fezes que aparentam estar desidratadas. A pessoa afetada terá dificuldades de ir ao banheiro, ou simplesmente não irá. Devido à rapidez do início dos sintomas, a constipação aguda é causada por obstrução intestinal (Greger et al., 2010).
As causas mais comuns de obstrução intestinal incluem tumores, hérnias, aderências, condições inflamatórias e volvos que crescem rapidamente. Outras causas de constipação aguda incluem a adição de um novo medicamento (por exemplo, analgésico narcótico, antipsicótico, anticolinérgico, antiácido, anti-histamínico), mudança de exercício ou dieta (por exemplo, diminuição do nível de exercício, ingestão de fibra ou ingestão de líquidos), condições cutâneas dolorosas (por exemplo, fissuras anais, hemorroidas, abscessos anorretais, proctite) (Brand, 2017).
Constipação Crônica
Constipação intestinal crônica é problema muito comum, com definições variáveis entre profissionais da saúde e pacientes. Corresponde a frequência de evacuação inferior a três vezes por semana. Para os pacientes, constipação intestinal pode significar “sensação de evacuação incompleta”, dificuldade para expelir as fezes por duras ou secas (Mauro Batista de Morais, 2005).
No entanto, algumas causas específicas de constipação crônica incluem condições neurológicas (neuropatias, doença de Parkinson, paralisia cerebral, paraplegia), anormalidades endocrinológicas (hipotireoidismo, hiperparatireoidismo, diabetes melito), anormalidades hidroeletrolíticas (hipomagnesemia, hipercalcemia, hipocalemia), condições reumatológicas (por amiloidose, esclerodermia) e causas toxicológicas por exemplo, ferro, chumbo (Brand, 2017).
Em adultos - dificuldade de evacuação no mínimo 25% das vezes, com fezes ressequidas ou muito duras no mínimo 25% das vezes, sensação de evacuação incompleta no mínimo 25% das vezes, sensação de obstrução ano-retal ou bloqueio no mínimo 25% das vezes, manobras manuais para facilitar no mínimo 25% das vezes e menos de 3 evacuações por semana.