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Disciplina: Introdução ao Pensamento Geográfico Aula 6: A Geografia Tradicional: Alfred Rettner e Richard Hartshorne Apresentação A geografia racionalista surgiu no início do século XX e procurou dar conta do saber geográfico com uma ênfase maior para o raciocínio dedutivo, constituindo-se em um terceiro caminho, alternativo ao determinismo e ao possibilismo geográficos. Dois autores se destacaram nessa época — o alemão Alfred Hettner e o norte-americano Richard Hartshorne. Hettner se preocupava com a natureza do conhecimento geográfico e tentava romper com a dicotomia existente entre a geografia física e a geografia humana. Para ele, a Geografia é uma ciência do espaço que estuda “a diferenciação das áreas” e deve dar explicações sobre a diversidade da paisagem terrestre. Hartshorne introduziu esse pensamento nos Estados Unidos, propondo uma articulação entre a geografia regional e a geografia geral. Nesta aula, estudaremos o rico acervo empírico e as técnicas desenvolvidas por esses autores que possibilitaram um avanço na elaboração de conceitos e críticas e estimularam a transição entre a Geografia Tradicional e a sua renovação. Objetivos Descrever o contexto histórico do surgimento da geografia racional e do método regional; Identificar as principais proposições geográficas do pensamento de Alfred Rettner; Reconhecer as principais contribuições geográficas de Richard Hartshorne. A geografia racional e o método regional A geografia racional se estabeleceu no âmbito do pensamento tradicional dessa disciplina no final do século XIX e início do século XX. Esta escola teve como base o neokantismo , e procurou transmitir o saber geográfico com uma ênfase maior no raciocínio dedutivo , criando um terceiro caminho, alternativo ao determinismo e ao possibilismo que, até então, dominavam a Geografia. O neokantismo surgiu em oposição ao idealismo e a todo tipo de metafísica e, sobretudo, significou a afirmação da Filosofia como reflexão crítica dos valores universais, posição em confronto aberto com o positivismo do século XIX, que havia menosprezado a Filosofia, considerando-a um saber inútil. Os adeptos do neokantismo têm como foco de suas preocupações a cultura, a ciência e o homem, cujo destino vinha sendo modificado por uma avassaladora expansão da técnica. Viveu-se, no período, a passagem de fase da primeira para a da segunda revolução industrial, com um conjunto de transformações que pressionaram as relações existentes entre a Filosofia e a ciência, exigindo a resposta reflexiva da epistemologia e do método. Conforme Lencione (1999), a ideia de uma natureza inviolável da qual o homem fazia parte foi eliminada. Essa exterioridade traduziu-se na concepção da natureza como coisa, como objeto manipulável. Pensar o mundo como um todo orgânico, como um organismo vivo, buscando- se apreender os processos espontâneos, cedeu lugar a pensá-lo, mais e mais, como uma estrutura inorgânica e mecânica, com dispositivos naturais e artificiais — estes últimos, produtos da intervenção humana por meio de instrumentos técnicos. A questão central é a excessiva fragmentação que atingiu a ciência na virada do século, em parte como decorrência do efeito da ampla divisão do trabalho trazida pela escala técnica da segunda revolução industrial sobre o 1 2 file:///W:/2018.2/introducao_ao_pensamento_geografico__GON950/aula6.html file:///W:/2018.2/introducao_ao_pensamento_geografico__GON950/aula6.html pensamento científico. Significava encontrar no mundo da razão a categoria da universalidade capaz de resgatar para o pensamento, o mínimo da unidade discursiva perdida. A solução positivista, de unificar o pensamento, da natureza à sociedade e ao homem, a partir das leis físicas, foi rejeitada pelos alemães, que optaram pela solução do entendimento kantiano, operando-se um movimento de retorno a Kant. O debate entre os neokantianos é o caminho para a formalização do entendimento do mundo em termos duplos e distintos: O das ciências nomotéticas Aplicáveis aos fenômenos regidos por leis gerais, ou seja, os fenômenos da natureza. O das ciências idiográficas Aplicáveis aos fenômenos individualizados, isto é, os fenômenos do homem. Na Geografia, o problema da excessiva fragmentação é mais agudo, em razão de sua quase absoluta redução, neste momento, à geografia física. Conforme Lencione (1999), soma-se aí uma pergunta clássica da disciplina — a Geografia é uma ciência voltada para os estudos gerais ou uma ciência dirigida a estudos particulares? Preocupado com a ameaça de dualidade na Geografia, Hettner argumentou que a Geografia não era uma ciência nomotética ou idiográfica . Era tanto uma como outra, uma vez que os estudos de geográficos, na maioria, estavam pautados na análise da diferenciação da superfície terrestre. Para ele, o estudo da diferenciação entre as diferentes áreas da superfície terrestre é o ponto central de preocupação da ciência geográfica. 3 4 file:///W:/2018.2/introducao_ao_pensamento_geografico__GON950/aula6.html file:///W:/2018.2/introducao_ao_pensamento_geografico__GON950/aula6.html Richard Harthsorne Richard Harthshorne desenvolveu o pensamento de Hettner. Para Harthshorne, a Geografia era, ao mesmo tempo, uma ciência da natureza e da sociedade. Por isso, afirmava que a Geografia devia compreender como os fenômenos se combinam em uma área da superfície terrestre. A Geografia é uma disciplina que procura “descrever e interpretar o caráter variável da terra, de lugar a lugar, como o mundo do homem”. A geografia de Alfred Hettner Alfred Hettner Alfred Hettner (1859-1941) nasceu em Dresden, na Saxônia, um Estado com certa distância política em relação à vizinha e poderosa Prússia. Ele foi uma expressão típica do seu tempo e lugar. Viveu o momento de auge da intelectualidade que pôs a cultura de referência alemã na vanguarda do pensamento europeu, nas décadas de 1920 e 1930, influindo na inteligência de todo o continente. O ano de seu nascimento é emblemático para a Ciência Geográfica moderna, não apenas em função do falecimento daqueles considerados fundadores da Geografia, Alexander von Humboldt e Carl Ritter, mas também pela publicação da grande obra de Charles Darwin, A Origem das Espécies, que dinamizou o pensar intelectual. Hettner tornou-se professor da Universidade de Heidelberg e publicou importantes obras entre 1890 e 1910, dentre as quais merece destaque o livro Die Geographie, ihre Geschichte, ihr Wesen und ihre Methoden (A Geografia: sua história, sua essência e seus métodos), cuja principal preocupação foi a reflexão epistemológica da Geografia. Para ele, a Geografia é uma ciência do espaço que estuda a diferenciação de áreas, ou seja, a ciência cujo objetivo é explicar “por que” e “em que” diferem as diversas partes da Terra. Segundo Hettner, o caráter singular das várias parcelas do espaço decorre da forma particular de inter- relação entre os fenômenos que existem nesses lugares, cabendo à Geografia o estudo dessas formas de inter-relação dos fenômenos na superfície terrestre. Com o estudo da diferenciação das áreas, a Geografia deve dar explicações sobre a diversidade das paisagens da superfície terrestre, a partir do entendimento das inter-relações entre os diferentes fenômenos presentes em um determinado lugar: FÍSICOS Clima, relevo, tipo de solo etc. HUMANOS Características da população, tipos de produção, infraestrutura etc. A preocupação fundamental era banir o dualismo da Geografia, o perigo de sua divisão em geografia física e geografia humana. Ao estudar simultaneamente, no mesmo espaço, fenômenos físicos e humanos, a Geografia conseguiria romper com esse dualismo. Em sua visão, a partir da análise dos elementos inter-relacionados, pode-se reconhecer as diferentes áreas da superfície terrestre, cabendo à Geografia descrever essas unidades espaciais e compará-las. A identificação de suas diferenciações é o que confere a identidade metodológica e científica da geografia. Conforme Lencione (1999), na concepção de Hettner,o estudo das diferenciações da superfície terrestre deveria conceber essa superfície como uma totalidade. Deveria, ainda, levar em consideração a totalidade dos aspectos da natureza e do homem em um determinado espaço da superfície terrestre, cujas características possuíssem uma coerência fisionômica e funcional que permitissem configurar uma individualidade espacial. Hettner chamou a atenção para o fato de que os recortes feitos na realidade são provenientes do exercício intelectual, não existindo em si mesmo. De acordo com ele, a determinação de quais devem ser os fenômenos selecionados para a análise, decorre da observação e da seleção feitas pelo pesquisador. A geografia de Richard Hartshorne Richard Hartshorne (1899-1992) foi um geógrafo norte-americano muito conhecido pela ampla difusão de suas principais obras: A Natureza da Geografia, publicado em 1939 e Questões sobre a Natureza da Geografia, publicado em 1959, que, de acordo com Rodrigues (2008), revisa as posições publicadas vinte anos antes e apresenta o conteúdo final da obra do autor. Para Moraes (1983), esta obra representa a última tentativa de conferir à Geografia Tradicional uma versão mais moderna, mantendo-lhe a essência de busca de um conhecimento unitário. Hartshorne lecionou na Universidade de Wisconsin e foi o grande responsável pela sistematização e difusão da epistemologia da Geografia em seu país. Leitor e seguidor dos ideais do geógrafo alemão Alfred Hettner, traduziu para o inglês várias das obras deste autor. De acordo com Moraes (1983), para Hartshorne, as ciências se definiriam por métodos próprios e não pelos seus objetos singulares. Em sua concepção, a individualidade e a autoridade da Geografia seriam decorrentes de sua forma específica de analisar a realidade. A ciência geográfica possui um método específico de trabalhar com o real em sua complexidade, analisando fenômenos variados, estudados por outras ciências. A singularidade da Geografia diante das outras ciências, consiste em analisar as inter-relações entre os fenômenos de forma sintética. O estudo das inter- relações entre os fenômenos só teria importância na medida em que ajudassem a desvendar o caráter variável das diferentes áreas da superfície terrestre, visto que a Geografia seria um estudo da variação de áreas. A área, na concepção de Hartshorne, seria uma parcela da superfície terrestre, diferenciada pelo observador, que a delimita e a distingue das demais, a partir da observação dos dados escolhidos para serem analisados. Ou seja, a área é construída idealmente pelo pesquisador durante o processo de investigação. Segundo Moraes (1983), na visão de Hartshorne, uma área possui múltiplos fenômenos integrados, e é uma fonte inesgotável de inter-relações. Portanto, caberia ao investigador selecionar os elementos mais significativos, a fim de analisá-los, buscando suas integrações. A partir da análise integrada entre os fenômenos humanos e os fenômenos físicos, Hartshorne apresentou duas formas de estudos em Geografia: Geografia regional De acordo com Moraes (1983), a geografia idiográfica ou regional se preocuparia em fazer uma análise singular (de um só lugar) e unitária (tentando apreender as características de vários elementos), o que conduziria a um conhecimento bastante profundo de um determinado local. Exemplo O pesquisador seleciona dois ou mais fenômenos (clima, produção agrícola, tecnologia disponível), observa-os na área escolhida, analisa suas inter-relações; seleciona outros fenômenos (topografia, estrutura fundiária, relações de trabalho), observa-os, relaciona-os; repete várias vezes esse procedimento, para abarcar o maior número de fenômenos. A geografia regional marca a proposição de que as análises específicas permitem um conhecimento mais profundo da realidade local, uma vez que toma como objeto de estudo a integração dos fenômenos físicos e humanos presentes em uma unidade de área. Geografia geral Segundo Moraes (1983), a geografia nomotética ou geral, deveria ser generalizadora e parcial, para integrar alguns poucos fenômenos. No estudo nomotético, o pesquisador pararia na primeira integração, e a reproduziria em outros lugares, com o mesmo conjunto de fenômenos e as mesmas inter- relações, no intuito de perceber os padrões de variação dos fenômenos tratados e fazer a comparação entre as diversas áreas do planeta. A geografia geral seria dedicada à investigação de fenômenos em seus aspectos mais gerais, sem partir de sua manifestação específica nas áreas, para fornecer uma classificação dos elementos que compõem a totalidade da crosta terrestre. A geografia nomotética ou geral possibilitou análises centradas em um conjunto articulado de temas: A geografia do petróleo e a discussão dos fenômenos associados a este recurso em uma escala mundial Os estudos sobre as monoculturas, como a geografia do café ou do cacau Os estudos sobre a geografia da pesca. A importância do pensamento de Hartshorne, entre outros aspectos, está em realizar uma nova interpretação da Geografia e proporcionar a elaboração de bases teórico-conceituais que instruíram o pensamento geográfico posterior, com destaque para a linha de pensamento que mais tarde veio a ser conhecida por Nova Geografia. Segundo Moraes (1993), a geografia racionalista proposta por Alfred Rettner e Richard Hartshorne marcam o encerramento das proposições da Geografia Tradicional, finalizando um ciclo que teve sua unidade dada pela aceitação de certos princípios gerais, tidos como verdadeiros: 1 A Geografia é uma ciência empírica, pautada na observação. 2 A Geografia é uma ciência de síntese que reúne os estudos realizados pelas outras disciplinas. 3 A Geografia é uma ciência de contato entre o domínio da natureza e o domínio do homem. A Geografia Tradicional deixou uma ciência elaborada, com um conjunto de conhecimentos sistematizados, o que possibilitou a consolidação de uma ciência autônoma, com um rico acervo empírico. No contexto da Geografia Tradicional foram elaborados importantes conceitos da disciplina, utilizados e discutidos nos dias atuais, como: território, região, habitat, paisagem, área, entre outros. Segunda metade do século XX De acordo com Rodrigues (2008), o mundo experimentou várias transformações nos campos da política, da economia, da filosofia e da tecnologia, entre outras, que atingiram a ciência geográfica, criando um processo de renovação e mudança. Anos 1950 A crise da Geografia Tradicional e os movimentos de renovação a ela associados começam a se manifestar, com um desenvolvimento acelerado, levando ao seu declínio. Anos 1970 A Geografia Tradicional encontrava-se praticamente extinta e a Geografia, a partir de então, partiria para novos caminhos. Entre as razões apontadas para tentar explicar tal crise, Moraes (1993) destaca os seguintes processos: Primeiro Em primeiro lugar, a base social que engendrara os fundamentos e as formulações da Geografia Tradicional se alterou, exigindo a reflexão dos avanços do modo de produção capitalista, da ação do Estado na ordenação e regulação da vida econômica e, consequentemente, do planejamento territorial. Segundo Em segundo lugar, os processos sociais tornaram-se mais complexos, com o aumento da urbanização e o aparecimento das megalópoles, a mecanização da atividade agrícola e o surgimento das multinacionais, articulando o espaço por meio de fluxos globalizados. Terceiro Em terceiro lugar, o desenvolvimento das ciências e do pensamento filosófico ultrapassara os postulados positivistas, a realidade tornara-se mais complexa, exigindo uma atualização dos instrumentais da pesquisa e o abandono do positivismo clássico. Nas próximas aulas, abordaremos o movimento de renovação, com as principais escolas do pensamento geográfico, surgidas a partir da crise da Geografia Tradicional. Atividade 1. Apresente, sinteticamente, o pensamento desenvolvido por Alfred Hettner e Richard Hartshorne. 2. O debate entre os neokantianos os encaminhará para a formalização do entendimentodo mundo em termos duplos e distintos: o das ciências nomotéticas e o das ciências ideográficas. Sobre o pensamento neokantiano e sua influência na Geografia, é correto afirmar: a) As ciências idiográficas são aplicáveis aos fenômenos regidos por leis gerais, ou seja, os fenômenos da natureza. b) As ciências nomotéticas referem-se àquelas que se preocupam com os fenômenos individualizados, isto é, os fenômenos do homem. c) A geografia racionalista, com base no neokantismo, constituiu-se em um terceiro caminho, alternativo ao determinismo e ao possibilismo. d) O neokantismo surgiu para fortalecer o idealismo e todo tipo de metafísica. O neokantismo significou a afirmação da Filosofia como reflexão crítica dos valores universais, posição em estreita concordância com o positivismo do século XIX. 3. Sobre o pensamento de Hettner, não é correto afirmar: a) A essência da Geografia se encontrava na sua vertente corológica, ou seja, no estudo regional. b) O estudo das diferenciações da superfície terrestre deveria conceber essa superfície como uma realidade fragmentada. c) O caráter singular das várias parcelas do espaço decorre da forma particular de inter-relação entre os fenômenos que existem nesses lugares. d) O objetivo da Geografia deveria ser o de realizar a diferenciação de áreas. e) Cabe à Geografia avaliar as características gerais e específicas de uma determinada área, a fim de entender o seu espaço dentro de sua singularidade. 4. Sobre o pensamento de Hartshorne, é correto afirmar: a) Defendia que a Geografia deveria se preocupar em entender como os fenômenos se combinam na superfície terrestre, separando completamente os elementos naturais e humanos. b) Só é possível distinguir as características específicas dos lugares, pois não existem condições gerais que integrem os fenômenos e interliguem as diferentes localidades. c) Os marcos divisórios entre áreas decorre somente das descontinuidades que são produzidas, e pouco importa o grau de integração dos fenômenos. d) Chamou a atenção para o fato de que o raciocínio deve estar limitado à ideia de contiguidade regional, pois as regiões não podem se apresentar de forma descontínua. e) A Geografia deveria ser entendida como a ciência que estuda os diversos aspectos da superfície terrestre, a partir do critério da diferenciação de áreas. Notas Neokantismo Ou neocriticismo é uma corrente filosófica desenvolvida principalmente na Alemanha, a partir de meados do século XIX até os anos 1920. Preconizou o retorno aos princípios de Immanuel Kant, opondo-se ao idealismo e a todo tipo de metafísica, colocando-se, também, contra o cientificismo positivista e sua visão absoluta da ciência. Raciocínio dedutivo Ou método dedutivo é um tipo de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinada premissa. Sua base é racionalista e pressupõe que apenas a razão pode conduzir ao conhecimento verdadeiro. Assim, a 1 2 ideia por trás do método dedutivo é ter um princípio reconhecido como verdadeiro e inquestionável, ou seja, uma premissa maior, a partir da qual o pesquisador estabelece relações com uma proposição particular, a premissa menor. Ambas são comparadas para, a partir de raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe, ou conclusão. Nomotético Em relação às humanidades como um todo, nomotético pode ser usado no sentido de capaz de estabelecer a lei, ter a capacidade de postular sentido durador. Corresponde à Geografia Geral que, por meio da análise dos fenômenos gerais do globo terrestre, busca identificar as relações existentes entre esses fenômenos e o reconhecimento de suas generalizações e leis gerais de funcionamento. Idiográfico Que considera os fatos individualmente, analisando as características particulares e individuais. No caso da Geografia, corresponde à Geografia Regional que, por meio da análise idiográfica, permite uma análise mais profunda e um maior o conhecimento de realidade local. Referências ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia: ciência da sociedade. Recife: Editora Universitária/ UFPE, 2006. DANTAS, Aldo; MEDEIROS, Tássia Hortência de Lima. Introdução à ciência geográfica. Natal: EDUFRN, 2011. LENCIONE, Sandra. Região e Geografia. São Paulo: EDUSP, 1999. MORAES, Antônio Carlos Roberto. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: HUCITEC, 1983. MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. São Paulo: Brasiliense, 1985. SANTOS, Vera Maria dos. História do pensamento geográfico. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2009. RODRIGUES, Auro de Jesus. Geografia: introdução à ciência geográfica. São Paulo: Avercamp, 2008. 3 4 Próximos Passos As principais características da Geografia Teorético-Quantitativa; A utilização de modelos matemático-estatísticos para a análise espacial. Explore mais Pesquise na internet sites, vídeos e artigos relacionados ao conteúdo visto. Em caso de dúvidas, converse com seu professor online por meio dos recursos disponíveis no ambiente de aprendizagem. Leia os textos: Leia o artigo Raciocínio dedutivo <https://www.infoescola.com/filosofia/raciocinio-dedutivo/> . Leia o artigo A influência do neokantismo e do positivismo lógico no estudo regional <http://pseudovazio.blogspot.com.br/2015/08/a- influencia-do-neokantismo-e-do.html> . https://www.infoescola.com/filosofia/raciocinio-dedutivo/ http://pseudovazio.blogspot.com.br/2015/08/a-influencia-do-neokantismo-e-do.html