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CENTRO UNIVERSITÁRIO DOUTOR LEÃO SAMPAIO
ANTROPOLOGIA JURÍDICA 
PROF. HERCÍLIO 
REFUGIADOS NO BRASIL DOS ÚLTIMOS 5 ANOS
NOTA AVP2 (AVALIAÇÃO PARCIAL)
Cely Anni Almeida Martins 
Juazeiro do Norte, Ce 
13 de Novembro de 2019
“As ações humanas, complexas por sua natureza, devem ser analisadas sob a ática de quem as pratica, dos estímulos internos e externos que as motivam e, também, de acordo com o contexto em que ocorrem.” – pág. 280 
7.1 IMPACTO DA VIOLENCIA SOBRE A SOCIEDADE
“A sociedade violenta desenvolve um aparato tecnológico, material e humano para lidar com a violência e, pouco a pouco, a manutenção e o desenvolvimento desse aparato incorporam-se a vida. Para ele destina-se substancial parcela dos orçamentos (por exemplo, o custo de segurança embutido no valor dos serviços bancários, no preço, dos alimentos, nos impostas etc.) públicos e privados.” Pág. 281 
“Não há como dissociar a delinqüência da opulência, pois todo ato de delinqüir contém urna expressão dela, ainda que indolor do ponto de vista , físico, invisível e simbólica. E significativo que a maior parte das ações destinadas a conte-la contemplem esse tipo de manifestação,” – pág. 281 
“Entretanto, a violência contra a ética ou contra a moral não perde seu estatuto porque não ocasiona fraturas em pessoas; ela provoca rupturas na frágil epiderme das crenças, dos valores, dos fundamentos da convivência social. Urna análise em profundidade - que foge ao escopo deste livro - revelaria que a violência física é o resultado indesejado da violência contra a ética e contra a moral.” – pág. 281 
“Em resumo, todo crime constitui um ato de violência contra a humanidade e assim deve ser encarado, ou não se caminha em direção a convivência pacífica, que não é urna utopia. (...) O fato de a violência contra a ética e contra a moral ocupar um espaço secundário nas preocupações dos gestores maiores da sociedade tem reflexos sociais e psicológicos que merecem profunda reflexão e, não apenas isso, ações objetivas.” – pág. 281
7.2 AGRESSIVIDADES E VIOLENCIA
“Segundo Mangini (2008, p. 95), "a agressividade traz em si algo de forca combativa, comportamento adaptativo e instinto de vida"; trata- -se, pois, de urna característica de personalidade, a medida que se manifesta no comportamento habitual do indivíduo. Verifica-se na pessoa (muitas vezes percebida como irritante, desagradável) que defende com grande ênfase seus interesses, que vai além do comportamento habitual, a ponto de intimidar os que com ela concorrem, contudo, sem transgredir, contudo, regras legais ou sociais e mantendo o respeito a integridade física e psíquica dos demais.” – pág. 282
Relato - Caso 7 .1 - Agressão no transito: Aguinaldo, o valente – pág. 283
“Não há como se tratar de agressividade e violência sem se levar em consideração o contexto social e cultural em que o ato se insere. O comportamento apenas "agressivo" em um contexto pode ser considerado "ato de violência" em outro e vice-versa. Em urna família onde tapas e gritos acompanham os argumentos, somente atos extremamente violentos serão percebidos como tais; em outra, onde palavras de carinho representam a tônica e gestos de afeto pontuam as interações, elevar a voz pode soar como despropositado e amedrontador.” – pág. 284 
“A importância de se diferenciar claramente agressividade e violência relaciona-se coma rádio da sociedade. O comportamento violento deve ser coibido, se possível preventivamente, porque seus efeitos serão presumivelmente deletérios a vista dos que o receberem; assim, compreende-se que se deva excluir do convívio social aquele que mata por prazer. A mesma preocupação não encontra justificativa quando se trata do indivíduo que pratica violência contra outro dentro de um contexto de construção, lenta e sistemática, de ódio recíproco, que se esgota na realização mesma do ato de violência (considerando-se, também, que outras pessoas da sociedade não correm o risco de ser igualmente vitimizadas ).” – pág. 285 
“A observação, ainda que não cientificamente sistematizada, sugere que esse comportamento não está, necessariamente, atrelado a característica de personalidade agressiva. Há pessoas vistas como agressivas que nunca se tornam violentas. Outras, aparentemente "dóceis", socialmente corretas, ciosas cumpridoras da lei, de repente cometem atos de violência jamais esperáveis. Portanto, é complexa a relação entre violência e personalidade, tudo indicando que diversos fatores individuais, sociais e culturais conduzem a sua prática.” – pág. 285 
7.3 COMPORTAMENTO AGRESSIVO: UMA VISÁO TEÓRICA
Pág. 286
a) Mecanismo de defesa inconsciente
Winnicott (1999, p. 102) sugere que a agressão pode ser percebida como reação a frustração, Na impossibilidade de ver realizado seu desejo, o psiquismo reage e desloca a energia para a agressividade.
b) Descarga de energia psíquica 
Winnicott também sugere que a agressividade constitui urna fonte de energia do indivíduo; a intenção de realizar algo manifesta-se de maneira mais ou menos violenta.
c) Fenômeno da percepção
O indivíduo proveniente de um meio onde tais comportamentos são corriqueiros percebe-os como normais e desejáveis; não os discrimina de outros igualmente adequados [Casos 1.1, 2.5, 7.1].
d) Condicionamento operante por reforce positivo
A criança recebe um poderoso condicionamento operante por reforce positivo; incorpora-o ao seu repertório; generaliza o comportamento e, com o tempo, aprende a refiná-lo. Por generalização do comportamento, desenvolve novas estratégias que, na ausência de limites, poderão evoluir para a prática de gestos de agressividade mais elaborados, até chegar a violência que se integrará ao seu repertório [Casos 1.1, 2.5, 2.6].
e) Aprendizagem pela observação de modelos
A observação dos comportamentos dos modelos tem muito a ver com os resultados aventados pela Figura 7.1. A criança e o adolescente aprendem o que é considerado mera agressividade ou violência com seus modelos: pais, colegas de escala, ídolos da adolescência.
Pág. 290 
 h) Expectativas
Esta breve visão teórica (outros enfoques poderiam ser empregados) encentra-se longe de esgotar as possibilidades. Todas as perspectivas podem ser integradas de maneira sistêmica, incorporando elementos altamente instigadores, como os momentos do ciclo vital, as fronteiras entre sistemas e subsistemas e tantas outras que a evolução do pensamento social e psicológico revela.
7.4 VIOLENCIA NA FAMÍLIA
7.4.1 Violência psicológica e violência física
“A violência psicológica é aquela por meio da qual a capacidade da vítima de se opor a qualquer violência reduz-se gradativamente, ao mesmo tempo em que ela se torna predisposta a outros tipos de violência. Conti (2008, p. 166) observa que a violência psicológica é facilitada por estratégias diversas empregadas pelo agressor, tais como o uso de substancias.” – pág. 291
“Os sofrimentos físicos, incluindo-se aqui os de natureza sexual, entretanto, atraem as maiores atenções por motivos históricos e socioculturais (ainda que suas conseqüências, muitas vezes, nem de longe se aproximem da extensão e da gravidade daquelas resultantes do sofrimento psíquico).” – pág. 291
“ Isso acontece, também, porque os sofrimentos físicos produzem achados que extrapolam o âmbito do privado, para se expor a sociedade, seja quando do registro de Boletins de Ocorrência, seja pelo diagnóstico clínico no atendimento de clínicas e postas de saúde, quando não há como ocultar, do médico, as evidencias. Ainda assim, os casos de violência familiar são subnotificados as autoridades e desvirtuados nos consultórios de saúde, quando o hematoma proveniente da agressão transforma-se em sinal de urna queda despretensiosa.” Pág. 291
“A violência familiar, praticada do pai contra a mãe e vice-versa, tem características especiais quando dirigida para as crianças e adolescentes, o que será visto logo adiante. A violência praticada, entretanto, entre os cônjuges transmite aos filhos urna aprendizagem geral sobre os métodos de exercê-la e desenvolve urna percepçãode que tais comportamentos são válidos como forma de relacionamento interpessoal - afinal, não possuem outras referencias. Por assimilação dos comportamentos dos modelos, serão por eles internalizados e praticarão, no futuro, a violência que aprenderam com os país.” – pág. 291
7.4.2 O assédio moral na família
“O assédio moral é urna modalidade de sofrimento psicológico por meio da qual um dos c6njuges provoca profundo dano ao outro, a ponto de lhe desencadear doenças físicas e psíquicas graves e prejudicar-lhe o desempenho no trabalho, no lazer e no cumprimento de suas atribuições no lar. Fiorelli, Fiorelli e Malhadas (2007), em Assédio moral: urna abordagem multidisciplinar, mostram de que maneira as ações de assédio moral podem se tornar urna estratégia para a provocação da separação.” – pág. 292
7.4.3 Violência contra o idoso – pág. 292
A violência pode ser canalizada contra urna pessoa da família - senda comum, neste caso, o idoso, particularmente na forma de negligencia e violência psicológica. Para isso contribuí:
• o estresse de cuidar por longo tempo de pessoa física e psicologicamente dependente;
• o custo econômico de prever esses cuidados e a medicação que os acompanha;
• a falta de perspectiva de término desse período de dedicação;
• a colocação em segundo plano de projetos familiares; 
• a dificuldade para manter urna vida conjugal regular, pela interferência do próprio idoso ou pelas exigências que o cuidado requer; 
• o surgimento de conflitos comuns ou mais integrantes das famílias (por exemplo, criança ou adolescente) que se vê preterido pelas atenções parentais.
7.4.4 Infância e violência doméstica
Desenvolvimento - Conseqüências da violência para a criança 
“O dano psicológico acentua-se pelo caráter paradoxal dos castigos. Não há relação entre ato e sofrimento; a herança recebe a violência sem ter emitido comportamentos que a justificassem; essa mensagem paradoxal, extensamente estudada por Bateson e sua equipe, na Universidade de Palo Alto, Califórnia (estudo do duplo vínculo), conduz a danos cerebrais gravíssimos, que incluem a psicose e outros transtornos profundamente incapacitantes (confronte-se os estudos de Watzlawick, Beavin e Jackson, em sua clássica obra, 1973). A criança apanha quando faz e quando não faz. Não há saída.” – pág. 297
 Diante as informações entregues pelo livro fichado, é do presente estudo, que existe uma construção do comportamento violente, o qual pode se formar de vários fatores. Mas de inicio é valido ressaltar que existe duas bases para agressão, biológica, aquela que é realizada por um impulso agressivo, e as violências sociais, está é a que é aprendida. A violência pode vir de fatores ambientais ( clima, espaço ), como também por fatores pessoais ( padrão comportamento, gênero). Existem fatores sociais que impactam, como efeito das armas, provocação direta do individuo, família e normas sociais como um dos mais comuns. 
A naturalização da violência de afirmar como uma naturalidade desde o inicio ate as normas, por exemplo na educação da criança, como discutido a idéia de que repreender educa, como a “palmatória” era forma educativa com as crianças por maus comportamentos. A forma de usar da violência/agressão como forma de educação é além de antiga, a forma que pode trazer danos a vida do individuo. Em casos mais extremos de violência com a criança ou adolescente em casa, pode fazer com que a vitima passe o seu sentimento adiante como alguém fora de casa, por exemplo o bulyling, que pode ser o caso de um individuo que sofre algum tipo de repreensão dentro de casa e se colocando a qualquer custo ver outro passar por algo pelo menos semelhante ao que esta vivenciando.
É do nosso conhecimento que existe vários tipos de violência, como posto acima um dos exemplos estão entre outros a violência contra o idoso e violência contra mulher. Em relação a construção dos motivos violentos estão, as características da vitima que pode ser por ser: mulher, criança, idoso, gay, negro, etc., entre outros caracteres pode ser pelo local onde se ocorre a violência, os objetivos, as violações as normas por ser motivação, ou o que pratica o ato podendo está a serviço e usar como justificativa, por exemplo um policial ou vigilante ao presenciar atos ilícitos e estando ao seu entendimento que por ser agente da lei vai esta assim protegido pelos normas, e acaba esquecendo que ainda assim existe o outro indivíduo da relação(vitima). 
 
CAP. 8 – PSICOLOGIA E DIREITO CIVIL
Pericia psicológica e assistência técnica; formação e rompimento de vínculo familiar; casamento e separação; paternidade e reconhecimento de filhos; interdição e sucessões; adoção; - pág. 309 
“Em todos eles, é de grande relevância a consideração de fatores emocionais e outros aspectos psicológicos que afetam os envolvidos nos conflitos. São inúmeras as situações em que as questões de natureza psicológica acabam sendo determinantes para as decisões, tanto do ponto de vista estritamente legal, como sob a ótica do bem-estar dos envolvidos.” – pág. 309
“No campo do direito de família, são reconhecidas as contribuições da psicologia jurídica, propiciando maior compreensão da personalidade dos atores envolvidos, do desenvolvimento da dinâmica familiar e social, dos novas contornos e arranjos familiares - que nem sempre tem como referencia a família nuclear e tradicional.” – pág. 310
“E neste campo que as representações sociais dos aspectos mais íntimos se expressam. Nele emergem situações envolvendo conflitos que não conseguem solução no âmbito individual. Evidencia-se um sistema de valores e relacionamentos que implica em conflitos e disputas (separações, divórcios, dissolução de união estável, violência doméstica, guarda de filhos, entre outros) que, esgotadas as possibilidades de pacificação pelas partes, necessitam do judiciário e, muitas vezes, de urna atuação interdisciplinar, para chegar a algum tipo de solução, Caberá ao profissional do Direito, especialmente ao advogado, a delicada tarefa de transpor os sentimentos pessoais das partes para a linguagem jurídica, de modo que a queixa inicial, carregada de emoção, possa caber na técnica processual.” – pág. 310
8.3 PROCESSOS DE FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DO VÍNCULO FAMILIAR
“Com a inserção cada vez maior da mulher no mercado de trabalho e a assunção de responsabilidades familiares (no aporte material e emocional) tendo de ser compartilhada pelo casal, é possível afirmar que os papéis de cada membro familiar não têm contornos nítidos e bem definidos, sendo função da família como um todo zelar por seus integrantes.” – pág. 314
“O casal ignora as próprias motivações e recorre a mecanismos de defesa, como racionalização e projeção, para lidar com os conflitos. Constroem, assim, urna relação menos genuína; ao apontarem as dificuldades, eclodem os conflitos que levam a angústia e a separação.” – pág. 317
8.4 CASAMENTO E SEPARAÇÃO
“Utiliza-se o termo separação para indicar processos de rompimento de vínculo familiar; em sentido lato, refere-se as modalidades jurídicas de separação, divórcio e dissolução de união estável.” – Pág. 317
“O poder familiar compreende a criação e educação dos filhos segundo parâmetros ditados por aquele núcleo familiar, bem como representá-los ou assisti-los, conforme sua idade, nos a tos da vida civil. A legislação ainda especifica que o pai ou a mãe que constituí nova relação conjugal não perde o poder sobre seus filhos, devendo exercê-lo sem interferência do novo parceiro(a).” – pág. 317
“Relações conjugais trazem momentos de maturidade e imaturidade, de felicidade e prazer, mas também momentos de crise e incertezas, que não se restringem ao relacionamento dual, tem reflexos na pessoa dos filhos e, muitas vezes, na produtividade de cada um dos envolvidos.” – pág. 319
“Esta comunhão plena pode estar eivada de interesses pessoais, conscientes ou não (conforme se apontou a respeito da colusão). Os direitos e deveres não intemalizados satisfatoriamente pelas partes, além das implicações emocionais e práticas, podem resultarem situações altamente prejudiciais, como a violência doméstica.” – pág. 320
“A reforma do Código Civil cuidou de regulamentar a prática nas situações em que as relações familiares não se constituem de forma unicamente contratual formal e por um núcleo formado exclusivamente por pai, mãe e filhos como unidade indissolúvel, suportada até algumas décadas.” – pág. 321
“Os modelos de família multiplicam-se: monoparentais, recasados com filhos de ambos os cônjuges, recasados com apenas filhos de um dos cônjuges, ambos os cônjuges divorciados, apenas um deles divorciados, "cada um na sua casa" , retorno a casa dos pais etc.” – pág. 322 
 Mediante ao casos estudados por bacharéis do direito o divorcio é com certeza um dos casos civis mais comuns que afetam individuo fora da relação, do vinculo emocional entre duas pessoas, independente do gênero. Esses indivíduos a parte podendo ser filhos ou qualquer familiar ou individuo próximo, que possa ter envolvimento e chegando a sofrer com o processo de rompimento do vinculo. 
A idéia da busca pelo judiciário por alguma solução mágica de divorcio é irrelevante, já que o jurista devendo não estar emocionalmente ligado a relação conjugal será completamente imparcial a divisão para com as partes, e avaliando a questão dos dependente das partes, se for o caso. Nesse caso, o fim da relação conjugal causa fatores que afetam o psicológico de qualquer um relacionado emocionalmente a relação, por exemplo, o impacto causado aos filhos, os dramas afetivos emocionais, e como mais comum a disputa de poder na relação, geralmente em questões e moveis e imóveis, e cabendo ao jurista mediador tentar resolver por conciliação a partes a melhor forma para quaisquer deles.
CAP. 9 – PSICOLOGIA E DIREITO PENAL
“Para se atingir esse objeto, o Direito necessita deparar-se com a oposição ao desejável, isto é, a situação em que acorre exatamente o contrário do que se preconiza. Assim, é extremamente relevante para o Direito que alguém mate alguém, porque aí ele pode funcionar e mostrar que funciona; entretanto, também é extremamente relevante para o direito que as pessoas habitualmente não se matem; que haja urna previsibilidade bastante plausível de que as pessoas possam sair de suas casas sem urna alta probabilidade de serem assaltadas, martas, estupradas. O Direito, contudo, não pode garantir que isso não vá acorrer; se ele existe, é porque isso pode acorrer, porém, com pouca probabilidade.” – pág. 345 
“O controle social pode ser formal, representado pelas instituições estatais, desde a investigação até a execução da pena, ou informal, o controle presente na sociedade, que muitas vezes clama pela repressão e o endurecimento do controle formal.” – pág. 348 
Pág. 348 
9.2.1 O fenômeno delitivo
O estudo do fenômeno delitivo tem apresentado diversas classificações ao longo da história, ora tratando-o como manifestação individual, ora social, ou, ainda, conjugando-se ambos os fatores.
Nesta classificação, associa-se a origem do comportamento criminoso a dois tipos de fatores: as forcas do meio e as forcas intrapsíquicas. 
• mesocriminoso: atuação anti-social por forca das injunções do meio exterior, como se o indivíduo fosse mero agente passivo; por exemplo, o silvícola; 
• mesocriminoso preponderante: maior preponderância de fatores ambientais; 
• mesobiocriminoso: determinantes tanto ambientais, quanto biológicos; 
• biocriminoso preponderante: portador de anomalia biológica insuficiente para levá-lo ao crime, mas capaz de tomá-lo vulnerável a urna situação exterior, respondendo a ela com facilidade; 
• biocriminoso puro : atua em virtude de incitações endógenas, como ocorre em algumas perturbações mentais.
“A vítima participa direta ou indiretamente do comportamento delitivo por meio dos próprios comportamentos, conforme estudado anteriormente. Não basta, em muitas situações, o desejo ou a expectativa do que pratica o delito, mas, também, é necessária a participação da vítima para promover a motivação imediata ou para desencadear o comportamento, seja pelo favorecimento simples, seja pelo proporcionar a expectativa favorável de sucesso, seja pelo despertar de urna emoção,”- pág. 350
“Os mecanismos de desestímulo e controle tem influencia direta e determinante sobre as perspectivas de sucesso e sobre as expectativas quanto as conseqüências do comportamento. Eles afetam, diretamente, a percepdio do potencial delinqüente e combinam-se com todos os elementos anteriores, intra e extra psíquicos.” – pág.350 
“A grande questão aí colocada refere-se a busca de análise e discussão das "causas" do comportamento criminoso, dos motivos pelos quais as pessoas cometem crimes, dos fatores associados a conduta criminosa. Pois bem, observa-se a esse respeito urna evolução do pensamento criminológico, que vai de urna concepção causalista, passa pela multifatorial e chega, por fim, a urna concepção crítica.” – pág. 350 
“[...] o conceito e a noção de que buscar exclusivamente no indivíduo que cometeu o crime a resposta para este ato significa restringir a um universo individual aquilo que se encontra em constante movimento, em constante interação: o comportamento humano.” – pág. 351 
9.2.2 Hipóteses – pág. 352 
a) O crime como resultado da privação
Do ponto de vista das teorias que privilegiam a percepdio, demonstra- -se que a privação tem antes um efeito relativo do que absoluto. Tratam-se, aqui, da relação figura e fundo.
b) O crime como produto do meio
Ver-se, aqui, a delinqüência como o resultado inexorável do microssocial. Nega-se ao indivíduo o livre-arbítrio e a possibilidade de percorrer um caminho diferente daquele dos seus pares.
9.3 AS MODALIDADES DE CRIME
“A conduta humana é tipificada como crime a partir da ilicitude e materialidade do fato. Antes, porém, da realização do delito, esta ação percorre um caminho subjetivo que vai da leve sugestão interna ou desejo a intenção, decisão e o efetivo cometimento, o qual, não encontrando resistências internas e/ ou externas, eclode para o social.” – pág. 356
“O sistema de crenças coloca justificativas para os comportamentos que escapam a normalidade social. São situações de extrema gravidade, em geral envolvendo grupo significativo de pessoas que se apóiam mutuamente, em suas ações, em tomo de motivos relacionados com suas crenças, O denominador comum é a aderência a valores ou códigos de seus próprios grupos.” – pág. 356
· o delito culposo, que consiste na prática de ato voluntário, porém, com resultados involuntários; - pág. 357
· o delito doloso, em que ocorre ato voluntário com resultado esperado. – pág. 357
 Diante aos fotos estudados, o direito com seus vários ramos, em especial a este capitulo o direito penal, que rege normas de cunho doloso e culposo entre varias outras espécies do gênero. A psicologia jurídica auxilia o direito penal ao estudo da mente humana, como o comportamento do agente e os fatores associados a causa do ato ilícito.
Os conflitos vivenciados pelo individuo que venha praticar ato de delituoso são inúmeros. O agente por exemplo pode ter baixo nível de escolaridade, como é a maioria dos casos dos jovem das periferias do Rio de Janeiro. Fatores como estes podem transformar problemas de necessidades diárias, como a falta do alimento, fazendo o agente praticar furto ou roubo. 
A evolução de cada pensamento e a saúde mental de cada indivíduo é relativa as formas de como cada um lidar com os problemas. Outro fator comum é a questão da religiosidade, que leva ao agente praticar atos reprováveis, sendo que ele acredita esta certo ao realizar qualquer conduta justificada por sua crença. No Brasil por ser um estado laico, não julga diante a religião, mais em certos países como na índia ainda são prezados costumes violentos que justificam como crença e respeito a religiosidade.

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