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HEMATOLOGIA 
HEMATOPOIESE 
É a formação das células do sangue na medula óssea (na infância está presente em todos os 
ossos, mas que com o crescimento vai ficando restrita ao esqueleto axial). A célula tronco se 
chama stem cell hematopoiética, uma célula tronco com número pequeno (as mais imaturas 
na hierarquia de diferenciação para células sanguíneas) marcada por iminocitoquimica pelo 
cluster 34 (CD34), além disso ela tem a capacidade de se auto-renovar (mantém constante a 
concentração celular). À medida que recebe estímulos externos (interleucinas, eritropoetina, 
trombopoetina, fator de necrose tumoral...) se diferencia nas linhagens mieloide (que formara 
as colônias eritróide, megacarioblasitica, eosinófililica, basófilica e monócitica) e linfóide 
(LT, LB e plasmócitos). 
 
EMagCFU – Unidade formadora de colônia megacariócito 
GM-CFU- Unidade formadora de colônia mocitica granulocitica 
*desvio para esquerda é a presença de células imaturas de neutrófilos, os bastonetes 
ERITROPOIESE 
A célula tronco hematopoiética receberá um estimulo para a formação mieloide comum, e se 
estimulada pela eritropoetina seguirá pela unidade formadora de colônia eritroblastica, 
produzindo então a proteína a glicoforina. Um único percursor pode formar até 1000 células 
eritrocíticas por mitose, levando em torno de 6 dias para amadurecer e formar a proteína 
hemoglobina, posteriormente expulsa o núcleo formando o reticulócito e terminando o 
amadurecimento no sangue periférico. Uma vez produzida circula por 120 dias e é 
catabolizada. 
Para avaliar a eritropoiese se procuram as unidades de formação eritróide que se apresentam 
histologicamente por ilhas de eritoblastos. 
 
MACROFAGRO CENTRAL COM CÉLULAS ERITROCITCAS EM VOLTA (DIVERSOS ESTÁGIOS DE 
MATURAÇÃO - DESDE MAIS IMATUROS COM NUCLEO E CROMATINA MAIS FROUXO, ATÉ CELÚLAS COM 
NÚCLEO PICNICO E EXPULSANDO NUCLEOS FORMANDO ERITROBLASTOS). 
 
A. PROERITROBLASTO BASÓFILO - imaturo, célula de volume elevado, relação 
núcleo citoplasma elevada, citoplasma pequeno eosinofíico; cromatina frouxa e sem 
nucléolos (capaz de fazer muitas divisões celulares). 
B. ERITOBLASTO POLICRROMATÓFILO - a medida que vai se dividindo e 
formando novas células o citoplasma vai amadurecendo ficando cada vez mais 
basofílico; se vê um núcleo mais condensado, condensando a cromatina. 
C. ERITOBLASTO ORTOCROMATICO - formação de um citoplasma totalmente 
basofilico, núcleo totalmente condensado (não é mais capaz de fazer a divisão celular) 
D. ERITOBLASTO ORTOCROMATICO - expulsa o núcleo picnico, se tornando o que 
se chama de reticulócito. 
Reticulócitos: são “hemácias” recém formadas e ainda tem organelas eosinofilicas em seu 
citoplasma (usa-se o azul de cresil para vê-los e quantificar a quantidade de células formadas 
diariamente), normal é ser 0,5-1,5% de reticulócitos/dia. 
 
 
Eritrócitos ou hemácia: é um disco bicôncavo (tamanho e volume fixo) deformável 
(elásticas, capazes de passar nos capilares) com hemoglobinas inseridas na periferia cujas 
alterações na forma e dimensão são diagnósticos de diferentes anemias; tem uma vida média 
de 120 dias. 
Hemoglobina: complexa, formada por um tetrâmero com dois pares de cadeia polipeptídicas, 
α e não α (β, γ gama ou sigma), sendo a hemoglobina adulta HbA- α2β2 (mais comum), HbA2 
(alfa-2-sigma2), e a hemoglobina fetal α2γ2 (resta um pouco na infância). Cada cadeia de 
polipeptideo é ligada a um grupo proteico chamado de grupo M, e cada um deles vai se ligar 
a uma molécula de O2. 
Metabolismo: não faz respiração celular, mas precisa de ATP, então usa do metabolismo 
glicolítico (a glicose entra passivamente e é quebrada pela via glicolítica, fornecendo 2 ATP 
por molécula de glicose), mantendo a bomba de sódio e potássio funcional para atravessar 
diversas osmolaridades no organismo. *A vida média das hemácias é determinada pela 
viabilidade das enzimas da via glicolítica (6-fosfodesidrogenase). 
Catabolismo: é retirada de circulação pelo sistema reticulo-endotelial (células tipo 
macrofágicas) principalmente no baço (poupa vermelha, margeando os cordões de bilrat). À 
medida que vai sendo degradada o ferro volta para a circulação transportado pela tranferrina e 
é utilizado para produção de novas células vermelhas, e o grupo M é degradado e liberado pelo 
macrófago em forma de bilirrubina indireta (marcador de destruição). 
 
ANEMIA 
 Redução da capacidade de transportar oxigênio pelo sangue, consequentemente uma 
diminuição da quantidade de eritrócitos ou hemoglobina no sangue (mas pode ocorrer sem a 
diminuição desse número). 
Sintomas gerais de anemia: geralmente inespecíficos como cansaço, fadiga, palpitações, dor 
em membros inferiores (pobre relação entre os níveis de hemoglobina e a gravidade dos 
sintomas). Sintomas dependem de 3 fatores: 
• tempo de instalação - anemias de instalação muito agudas são extremamente 
sintomáticas, e anemias mais crônicas e demoradas apresentam menos sintomas. Isso 
acontece por conta dos mecanismos compensatórios (comuns na instalação crônica) 
como o aumento do trabalho cardíaco (principal – aumento da FC e do volume de sangue 
ejetado em cada sístole, tenta oxigenar os tecidos com um sangue com menos 
hemoglobina, tentando pela quantidade de sangue compensar esse défict), 
vasoconstrição periférica (mantendo a oxigenação dos órgãos vitais). 
• Idade - relacionada com a função cardiovascular, quanto mais jovem melhor os 
mecanismos de adaptação, então tendem a tolerar mais os sintomas do que um paciente 
mais idoso. 
• Função cardíaca - patologias preexistentes tendem a ter mais sintomatologia. 
*Nível da anemia – existem níveis incompatíveis com a vida (<3gramas tem déficit de 
oxigenação importante) / mas nem sempre (além desses casos) o nível de hemoglobina está 
associado aos sintomas. 
*”não se transfunde exames, se transfunde pessoas”, deve-se sempre avaliar o paciente e não 
o nível de hemoglobina somente. 
Principais sintomas e sinais relacionados à anemia 
SISTEMA CARDIOVASCULAR: taquicardia, palpitações (inicialmente aparecem aos 
esforços quando necessita de mais oxigenação), dispneia, sopro sistólico de ejeção (que pode 
ser audível em todos os focos, e tem relação com a diminuição da viscosidade do sangue), 
aumento da área cardíaca, hipertrofia ventricular (associado com o aumento de trabalho 
cardíaco) insuficiência cardíaca , ‘Cor Anemicus’ (em geral tem grande melhra com correção 
da anemia); 
SISTEMA VASCULAR: diminuição da temperatura cutânea, palidez cutânea, mucosa e 
conjuntival (que se deve pela vasoconstricção periférica); 
SISTEMA NERVOSO CENTRAL: fadiga, confusão mental, vertigem, depressão, distúrbio 
da função cognitiva (tendem a ser hipoativas pela diminuição da oxigenação como um todo – 
pacientes mais idosos perdem a função cognitiva / nas crianças pode ter um quadro contrário 
associado a hiperatividade / e a síndrome das pernas inquietas); 
SISTEMA GASTROINTESTINAL: anorexia e náuseas (digestão prejudicada, 
vasoconstricção de mucosas / diminuição crônica de apetite / sensação de plenitude); 
SISTEMA IMUNOLÓGICO: diminuição da função dos macrófagos e das células T (mais 
incomum). 
Nível médio de hemoglobina - GENÊRO, IDADE, RAÇA E ALTITUDE 
 A Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1958metas de hemoglobina específicas para o 
sexo de 12g / dL em mulheres e 13 g / dL em homens (um ponto de desvio padrão). Homens 
tem níveis mais altos que as mulheres por conta do hormonio testosterona, facilitador da 
funçaõ da eritropoetina (por conta disso pré-puberes e idosos tem níveis mais baixos como se 
fossem femininos). / Afrodescendentes tem uma condição menor de hemoglobina. / Quanto 
maior a altitude maior a quantidade de hemglobina. 
*Amostras de sengue em um tubo com anticoagulante, centrifugação e analise por contador. 
HEMOGLOBINA/ ERITRÓCITOS (células sem núcleo); 
HEMATOCRITO quantidade de células vermelhas ocupando o capilar(hematócrito = 
hemglobina x 3 ±2), pode haver uma hemoconcentração (se for alto, muita parte vermelha - 
dengue) ou hemodiluição (baixo, tem muito liquido – gestantes, hipotireidismo); 
VCM volume corpuscular médio (tamanho da célula) - normocitica entre 76 e 100, se abaixo 
microcitica, e se acima é macrocitica. 
 
HCM hemoglobina corpuscular média (determina quantidade de hemoglobina) - quanto mais 
heglobina mais corada é a célula, quanto menor o HCM maior a hipocromia. 
 
CHCM concentração de hemoglobina corpuscular média (altera pouco, determina a 
distribuição da hemoglobina na célula) - alterado pela esferocitose. 
 
*EM CONTADORES MAIS NOVOS 
CONTAGEM DE RETICULÓCITOS 
RDW variação do tamanho dos eritrocitos (quantos % tem tamanhos e volumes diferentes, 
variação da amplitude das células, quanto maior o RDW maior o índice de aniso ou 
poiquilocitose / muitas vezes não necessita, mas em casos de alterações e presença de anemias 
se decreve essas alterações - anisositose (tamanho) e poquilocitose (formas diferentes) 
graduando ambos de + a ++++). 
 
 
ERITROPOIESE ANORMAL OU PROLEMAS NA HEMOGLOBINA: anemias são 
problemas na produção (hipoproliferativa, reticulócitos vão estar diminuídos) ou consumo 
(hemolíticas, retirada precoce do sangue periférico, vai ter um aumento no reticulócito). 
Fisiopatologia das Anemias 
1) Deficiência na produção de eritrócitos: 
Distúrbio da proliferação e diferenciação das células primordiais: anemia aplástica, aplasia 
eritróide pura, anemia da insuficiência renal, endocrinopatias. 
Distúrbio da proliferação e maturação dos eritroblastos: 
• Síntese Defeituosa de DNA: Deficiência de B12 e/ou ácido fólico; 
• Síntese defeituosa de Hemoglobinas; 
• Síntese deficiente de HEME: deficiência de ferro; 
• Síntese deficiente de Globinas: talassemias; 
• Mecanismos múltiplos: anemia sideroblásticas, das infecções crônicas e mieloftísica. 
2) Aumento velocidade de destruição (Anemias Hemolíticas): 
Anormalidades intrínsecas dos eritrócitos 
Hereditárias 
• Distúrbios da membrana: defeitos do citoesqueleto (esferocitose e eliptocitose), 
distúrbio da síntese de lipídeos (aumento seletivo da lecitina). 
• Defeito enzimático: enzimas glicolíticas (deficiência de piruvato-quinase e hexose) , 
enzimas da derivação da hexose (monofosfato - G6PD); 
• Distúrbios da síntese de hemoglobinas: síntese deficiente de globinas (síndromes 
talassemicas) síntese de Globinas estruturalmente anormais (anemia falciforme, 
hemoglobinas instáveis). 
Adquiridas 
• Defeito da membrana (hemoglubinúria pradoxística noturna) 
Extrínsecas 
• Mediadas por Anticorpos: Isso – hemoaglutininas (reações transfusionais, DHRN), 
auto-anticorpos (primário ou secundário como no LES, doenças linfoproliferativas, 
micoplasma, LUES); 
• Traumatismo Mecânico dos Eritrócitos: Anemia hemolítica microangiopática: CIVD 
e PTT - Anemia hemolítica traumática cardíaca; 
• Infecções: malária; 
• Lesões Químicas: intoxicação por chumbo 
• Seqüestro no Sistema mononuclear fagocítico: hiperesplenismo 
 
3) Perda Aguda de Sangue. 
__________________________________________________________________________ 
ANEMIA MACROCÍTICA 
ANEMIAS DEVIDO DIMINUIÇÃODA ERITROPOESE (HIPOPROLIFERATIVA) 
VCM > 100 
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA - Há um comprometimento da síntese DNA celular, as 
células ficam grandes, mas com núcleo imaturo. Há também uma hemoglobinização 
aumentada no citoplasma, portanto uma assincronia núcleo- citoplasmática.*Impossibilidade 
de produzir as bases nitrogenadas, entra na fase S se preparando para fazer mitose, mas não 
tem substratos suficientes. Enquanto isso a hemoglobina vai sendo formada no citoplasma 
(assincronia), e fica pronta muito mais rápido que a mitose, e expulsa o núcleo muito imaturo 
ficando com uma célula grande (gegeneração megalobásticas). 
As causas são a deficiência de Folato e/ou Cobalamina (tecido hematopoiético tem um turn 
over muito rápido então será o primeiro a sentir essas deficiências). 
Sangue periférico: anemia - redução do hematócrito, VCM elevado, pancitopenia periférica 
(aplasia periférica) - “hemograma megaloblástico” 
• Anisocitose; 
• Macrócitos ovais; 
• Leucopenia (porque também necessita de vitm B12); 
• Neutrófilos hiperssegmentados (leucócitos começam a expandir a cromatina e como 
falta substrato fica frouxa, e o neutrófilo fica com mais de 4 segmentações, o chamado 
pleocariocito); 
• Trombocitopenia; 
• Contagem de reticulócitos baixa. 
Medula Óssea: 
• Hipercelular; 
• Presença de Megaloblastos (predomínio de percursores eritrocíticos); 
• Pan-eritropoese; 
DESERITROPOIESE – medula hipercelular com sangue citopenico (diferença entre o 
sangue periférico e medula). 
 
A- MEGALOBLASTO Imaturo (grande com cromatina frouxa, bem eosinofilico, cromatina 
megaloblastica) 
C- Eritoblasto ortocromático (cromatina também megaloblastica) 
B- célula já quase expulsando o núcleo com uma forma grande 
 
 
 
MEGALOBLASTO - é uma célula que ainda não condensou sua cromatina (por deficiencia 
na síntese de DNA) mas já possui alta concentração de Hb no citoplasma, portanto é uma 
célula bem aumentada que dará origem a eritrócitos proporcionalmente grandes. 
 
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 (Cobalamina) - presente nos alimentos e origem 
animal, como carne, ovos e leite. 
• REDUÇÃO DA INGESTA - dietas deficientes, veganas, vegetarianas; 
• COMPROMETIMENTO DE ABSORÇÃO- gastrectomia, gastrite atrófica, uma atrofia 
da mucosa do estômago, como uso de medicações como o omeprazol, infecções por 
hpilori e anemia perniciosa (absorção de vitamina B12 depende de um estômago integro 
com células parietais funcionantes, há a necessidade do fator intrínseco); 
• ESTADO DE MÁ ABSORÇÃO - doenças intestinais difusas (colites, dç celíaca, chron, 
RCU), superinfecção parasitaria e/ou bacterianas (consomem muita vitamina B12); 
• AUMENTO DO CONSUMO Gestação (faz muita mitose e precisa de vitamina B12), 
hipertireoidismo e câncer disseminado; 
*população idosa tem uma deficiência de ingesta por dieta para colesterol, intolerâncias 
associadas a um déficit crônico de absorção. 
As células parietais do estômago produzem o fator intrínseco (FI) que se liga a vitamina 
B12 adquirida através da ingesta de alimentos, formando um complexo estável só assim e 
possibilitando que ela se ligue ao receptor da mucosa ileal (R) e seja absorvida e 
internalizada. Depois disso ela se liga ao transportador, a transcobalamina (TCII), e é enviada 
aos principais locais de mitose, entre ele principalmente a medula óssea (para produção 
sanguínea, são as que mais consomem esse substrato), uma outra porção para o tecido epitelial 
e também outra parte armazenada no fígado. Lembrar que a vitamina B12 é hidrossolúvel, 
sendo assim o estoque é pequeno, e a ingestão em grande quantidade é liberada na urina. 
ANEMIA PERNICIOSA 
• Falha na secreção de fator intrínseco pela mucosa gástrica; 
• Doença auto imune, com destruição das células secretoras de ácido e pepsina do 
estômago (um certo grau de gastrite atrófica pela destruição autoimune); 
• Predisposição hereditária; 
• Atrofia gástrica e acloridria, gera 2x maior risco de câncer gástrico. 
• Diagnostica pelo anticorpo contra célula parietal além da gastrite atrófica, é uma doença 
dentro da anemia megaloblástica. 
 
ACHADOS CLÍNICOS DA DEFICIENCIA DA VITAMINA B12 
• Sintomas da anemia + anormalidades neurológicas; 
• Inicialmente alterações no hemograma, mas posteriormente sintomas neurológicos, pela 
deficiência da produção da mielina (células de shuamm produzem constantemente 
mielina e precisam de vitaminas B12 E B6); 
• À medida que falta a vitamina a mielina diminuí, causando uma manifestação clínica 
chamada distesia, um distúrbio de sensibilidade com característica principalmente de 
formigamento, mas também sensação de queimação e “pés mortos” (começa nas plantas 
dos pés e ascende pelos membros);• Distúrbio neurológico - irreversível, parestesias dos dedos e artelhos, se não tratado 
evolui para ataxia espástica, devido desmielinizarão do cordão posterior e lateral da 
medula espinal (a longo prazo pode comprometer a marcha); 
• Pode ocorrer demência ou estado psicótico (pode se associar a deficiência de vitamina 
B6, a tiamina, e causar uma desmielinizarão mais intensa com perca da substancia 
branca - podendo levar a um estado de demência, a psicose de Korsakoff, porém é um 
quadro mais raro). 
LABORATÓRIO 
• Níveis reduzidos de cobalamina sérica (200-900, abaixo de 300 uma carência e merece 
reposição, principalmente na geriatria e na pediatria, e abaixo de 200 é uma deficiência 
grave); 
• Dosagem homocisteína (se acumulam na deficiência de B12 /produtos intermediários 
entre a homocisteína em metionina / hiperhomocisteinemia explicita uma deficiência 
mais prolongada) - índice usado para acompanhar o tratamento (está de acordo se 
houver normalização desses níveis); 
• Dosagem de ácido metilmalônico (um metabólito intermediário que também se acumula 
nesse caso, mas se usa mais nas deficiências de metilfolatotransferase); 
• Teste de Schilling- determina a absorção de cobalamina, medindo-se a radioatividade 
urinária após ingesta de dose de cobalamina radioativa (teste + significa que houve a 
absorção e então a mucosa e o fator intrínseco estão íntegros). 
TRATAMENTO 
Cianocobalamina ou hidroxicobalamina 1000 g IM /dia - 2 semanas; 
Manter semanalmente até que o ht seja normal; 
Controle - mensalmente durante toda a vida. 
Reticulocitose - dias 3 a 5. Hb normaliza em 1 a 2 meses (acompanha para ver a resposta 
terapeutica, mas a melhor maniera de acompanhar a terapeutica é dosar a homocisteina); 
*Se for de caráter desabsortivo não adianta dar via oral pois não tem mucosa intrínseca, então 
o uso nesse caso é intramuscular (não tem via parenteral). 
*Nunca dar vitamina do complexo B para pessoas com tumor, se não estaremos “alimentando” 
a neoplasia.

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