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AULA 1 – REVISÃO HEMATOLOGIA PARTE I Composição do sangue Capa leucocitária “Buffy-Coat” • Plaquetas (hemostasia e reparo tecidual) • Leucócitos -> neutrófilos, monócitos, eosinófilos, linfócitos e basófilos Soro x Plasma • Soro -> não contém fibrinogênio (coagula) • Plasma -> com fibrinogênio (não coagula) Eritrócitos • São chamados também de hemácias, células vermelhas ou RBC • Rico em O2 • Função: Transporte de O2 dos pulmões aos tecidos e CO2 dos tecidos para os pulmões e conduzir hemoglobina. Hemoglobina • Proteína conjugada o 96% de proteínas (globina) o 4% de grupo prostético de coloração vermelha chamado HEME (ferro + grupamento porfirinico) • Molécula: Tetrâmero (2 cadeias α + 2 cadeias β) Hematopoiese Vida embrionária -> saco vitelínico – início da formação vascular No decorrer do desenvolvimento fetal -> fígado, baço e medula óssea 2ª metade do desenvolvimento do feto -> M.O. e órgãos linfoides periféricos Após o nascimento -> somente na M.O. Inicialmente -> M.O. e todos os ossos Com a idade -> M.O. dos ossos chatos e epífises dos ossos longos Formação dos eritrócitos • Eritrogênese -> resulta na formação de eritrócitos maduros • Ocorre na M.O. a partir de uma Célula pluripotencial (steam cell) que se prolifera e diferencia-se em unidade formadora de colônia • Eritropoietina -> fator de crescimento primário envolvido na proliferação e diferenciação da unidade formadora de colônia (steam cell) *ver esquema de formação de eritrócitos Maturação do eritrócito • Núcleo eritrocitário é expulso no decorrer do processo de desenvolvimento e fagocitado por macrófagos locais • Rubriblasto -> prorubricito -> rubricito -> metarrubricio -> perde seu núcleo -> reticulócito (maior e com – hemoglobina) -> eritrócito (côncavo e sem núcleo) Reticulócitos • Células imaturas que possuem organelas e RNA • Policromasia no esfregaço sanguíneo • Permanecem na M.O. por 2-3 dias antes de entrar para a circulação • Maturação: 24 – 48h • Policromasia x contagem o Quantificar resposta regenerativa • Cães e gatos respondem vigorosamente com reticulocitose no sangue durante a anemia regenerativa • Contagem: indicativo da atividade efetiva da eritropoiese medular • Acima do valor de referência indica REGENERAÇÃO o IPR > 2 indica resposta regenerativa adequada Steam Cell • Duração e sobrevivência desconhecidas • Chance de auto replicação ou diferenciação -> igual • Manutenção da hematopoiese • Sob demanda -> células imaturas podem ser liberadas • Célula pluripotente -> Cél. Unipotente -> mielóide, megacariocítica ou eritróide Regulação da eritropoiese • Eritropoietina é produzida pelos rins • Função o Induzir diferenciação dos progenitores eritroides o Estimular mitose celular eritroides o Reduzir tempo de maturação o Aumentar liberação de reticulócitos e eritrócitos jovens na circulação • Estrógenos influenciam negativamente a eritropoietina • Hipóxia tecidual desencadeia a produção de eritropoietina • Substratos + importantes na divisão celular e na maturação o Cobalamina o Ácido fólico B9 o Ferro o Cobre o Piridoxina B6 • Deficiência destes fatores causa anemia • Sobrevida eritrocitária (dias) -> Cão 100 – 115 dias e gato 73 dias Como ocorre a destruição eritrocitária • Fisiológico o Fagocitose por macrófagos o Lise intravascular com liberação de hemoglobina • Qualquer mudança na característica das células pode ativar a destruição fagocitária por macrófagos o que ocorre no baço e fígado • A morte eritrocitária é balanceada por produção e liberação de reticulócitos e células maduras da M.O. para a circulação AULA 2 – ANEMIAS Condição de decréscimo na massa eritrocitária total corporal. Exame Clínico • Mucosas -> avaliar se tem alguma alteração • Taquipneia • Intolerância ao exercício • Síncope • Intolerância ao frio • Transtorno alimentar • Sinais cardiovasculares -> taquicardia, sopro sistólico • Procurar evidencias de sangramentos Causas • Diminuição na massa eritrocitária (anemia) • Diminuição na perfusão periférica Classificação • Massa total de Hemácias • Morfológica • Etiológica • Baseada na resposta medular Classificação – Massa Total de Hemácias • Absoluta • Relativa Classificação – Morfológica (índices hematimétricos) • VCM = Volume corpuscular médio o TAMANHO - Normo, macro e microcítica o Unidade: fentolitros (fL) o Hematócrito x 10 / eritrócitos • Macrocitose – Possíveis causas de aumento o Reticulose o Metarrubricio o Def. de fatores de multiplicação (vit. B12, folato, niacina e cobalto) o Raça (poodle) o Prenhêz • Microcitose – possíveis causas de diminuição o Def. de ferro o Def. de piridoxina (Vit. B6) o Raça (Akita) • CHMC = Concentração de hemoglobina corpuscular média o COR – Normocrômica, hipocrômica e “hipercrômica” o Unidade: Porcentagem o Não há como aumentar a capacidade eritrocitária o Hemoglobina x 100 / hematócrito • Hipocromia – possíveis causa de diminuição o Reticulose o Def. de ferro o Idade • “Hipercromia” – possíveis causa de “aumento” o Esferocitose (Anemia hemolítica imunomediada) o Icterícia, hemólise (intravascular ou erro na coleta) o Lipemia (hemólise in vitro) o Corpúsculo de Heinz (intoxicação por cebola) RDW • Amplitude de distribuição do tamanho de eritrócitos. Mensura anisocitose eritrocitária (diferença de tamanho) • 1 curva pequena – RDW normal • 1 curvas grande – RDW aumentado (ex.: anemia regenerativa) • 2 curvas – RDW aumentado (dupla população, ex.: anemia ferropriva em tratamento) Avaliação morfológica • Corpúsculo de Lentz (cinomose) • Corpúsculos de Howell-Jolly (anemia hemolítica) • Corpúsculo de Heinz (intoxicação) • Parasitas • Toxicidade • Agregação plaquetária • Metarrubrícito (eritrócito nucleado) Proteínas plasmáticas totais (PPT) • Correlação entre: o Contagem de eritrócitos o Hemoglobina o Hematócrito o Volemia o Ex.: Em casos de desidratação (hemoconcentração) ▪ Policitemia relativa ▪ Mascarar anemia Classificação – Etiológica • Diminuição na produção • Destruição acelerada • Hemorragia (aguda ou crônica) Classificação – Baseada na resposta medular • Regenerativa • Semi regenerativa • Arregenerativa ANEMIA REGENERATIVA Causa extra medular (hemólise ou perda) • Hemorragia em 48 – 96 horas (resposta medular) o Trauma, tumor ulcerado, desordens hemostáticas... o Identificar causa da hemorragia ▪ Ferimento externo (estancar) ▪ Defeito hemostático (identificar e iniciar tratamento especifico) o Hemorragia crônica (TGI) o Suporte: fluido agressiva (colóides ou cristalóides) transfusão • Hemólise o Eritropoiese aumenta 4-8x + que o normal o Hemólise intra ou extravascular o Hemoglobinemia + hemoglobinúria = intravascular (eritrócitos lisados por anticorpos, fármacos, toxinas, trauma) -> hematócrito vermelho o Icterícia + bilirrubinúria = extravascular (eritrócitos destruídos pelo SMF (sistema monocítico fagocitário)) -> hematócrito amarelo Causas da hemólise -> primária AHIM (ANEMIA HEMOLÍTICA IMUNOMEDIADA) o Primária, idiopática, autoimune o Principal: cães o Gatos (testar) o Qualquer sexo, idade o Adultos de meia idade (mais frequente) o Raças: Cocker, poodle, old english, sheepdog, maltês, collies (predispostos) o > em fêmeas (não comprovado) Sinais clinicos • Moderado a severo o Letargia, fraqueza, mucosas pálidas ou icterícia, sopro anêmico • Resposta compensatória o Taquipneia (aceleração da respiração), taquicardia (aceleração do coração) • Sinais inflamatórios o Pirexia (febre), anorexia, linfadenopatia • Espleno e hepatomegalia • Petéquias, sufusões (síndrome de Evans)• Hematúria • Tromboembolismo (Trombose -> lesão endotelial, hipercoagulação e fluxo anormal de sangue) • CID (coagulação intravascular disseminada) • Hemograma o Anemia moderada a severa o Anisocitose e policromasia o Leucocitose por neutrofilia ou não o Linfocitose em felinos o Trombocitopenia (diminuição de plaquetas) o Esferocitose/aglutinação o PPT normal ou alta o Hemoglobinemia, bilirrubinemia o Teste de coombs ou antiglobulina direta o Outros exames ▪ Bioquímicos -> bilirrubina, alt, fa, creatinina, uréia e lactato ▪ Urinálise -> bilirrubinúria, hemoglobinúria (sangue no plasma) ▪ Coagulorama -> TP e TTPa, fibrinogênio • Reticulocitose -> muito regenerativa • Piro prognóstico -> lactato, uréia, desvio a esquerda e Petéquias Tratamento • Imunossupressores e Quimioterápicos o Prednisona -> 2-4 mg/kg/dia VO ou dexametasona -> 0,1-0,2 mg/kg/dia IV o Azatioprina -> 2 mg/kg/dia VO o Micodenolato de mofetila -> 10-30 mg/kg SID (1x dia) ou BID (2x dia) o Ciclofosfamida -> (50mg/m2 em dias intercalados) o GATOS: Clorambucil -> 20mg/ m2 a cada 2 semanas o Danazol -> 5mg/kg VO 2-3x dia o Ciclosporina -> 5 mg/kg SID ou BID o Imunoglobulina intravenosa humana -> 0,5-1,5 g/kg por 4-12h IV (muito cara deixar em últimos casos) • Anticoagulantes e antitrombóticos o Heparina -> 75-100 U/kg 3-4x por dia SC o Aspirina -> 0,5 mg/kg a cada 24-48h o Clopidogrel ->10mg/kg 24h e manutenção com 2mg/kg SID • Protetores gástricos • Fluidoterapia • Esplenectomia (últimos casos) • Transfusão -> hemoglobina < 5g/dL* = transfusão com sangue menos incompatível o Máximo 20ml/kg/dia Causas da hemólise -> secundária (imunomediada ou mecânica) • Dano mecânico aos eritrócitos • Isoeritrólise neonatal • Babesia canis • Rangelia vitalli • Mycoplasma haemofelis • Defeitos enzimáticos r morfológicos eritrocitário • Corpúsculos de Heinz • Fármacos (penicilina, cefalosporina) • Outros... Tratar causa primária Retirar fator desencadeante Pode necessitar imunossupressão Características da anemia regenerativa • Anemia macrocítica hipocrômica com retículose • Anemia + PPT baixa = hemorragia externa • Anemia + PPT alta = destruição ANEMIA SEMI REGENERATIVA Deficiência ou hemorragia crônica Anemia microcítica hipocrômica pensar em HEMORRAGIA CRÔNICA – procurar causa Deficiência de ferro • Achados laboratoriais o Anemia MICROCÍTICA (hipo ou Normocrômica) o RDW alto -> geralmente o Presença de queratócitos o Hipocromasia o Trombocitose (50%) o Hipoproteinemia o Reticulócitos pouco aumentados (IPR <2) • Histórico e sinais clinicos o Crescimento retardado em filhotes o Pica o Intolerância ao exercício o Perda de peso o Fraqueza o Letargia o Melena, sangramento, parasitismo (?) • Tratamento o Corrigir/evitar perdas o Transfusão de CH (concentrado de hemácias) apenas em PACIENTE CRÍTICO o Corrigir doença base ▪ Sulfato ferroso VO 15mg/kg cada 8-12h ▪ Ferro dextran IM 10mg/kg cão -> 50mg/kg gato cada 3-4 sem. (DOR) ▪ Gluconato de ferro sucrose, ferro dextran IV (reações adversas: hipotensão, taquipneia... 10mg/kg cada 3 semanas) Suplementação de ferro apenas em caso de ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO ANEMIA ARREGENERATIVA Causa MEDULAR -> Fármacos, infecção, destruição imunomediada, leucemia Causa EXTRA MEDULAR -> hipotireoidismo, DRC, ADI, ADC • Hemorragia aguda (48-96H) • Distúrbios na M.O. (diminuição da produção de eritrócitos – aplasia, leucemias) o Drogas (estrógeno, fenilbutazona, quimioterápicos) o Agentes infecciosos (FeLV, erliquiose, leishmaniose, parvo) o Aplasia eritróide pura o Leucemias/neoplasias • Diminuição dos fatores da eritropoiese – extra medular o Doença renal crônica (DRC) o Anemia da doença endócrina (ADE) o Anemia da doença inflamatória (ADI) ▪ Anemia da doença Crônica (ADR) • Anemia endócrina Anemia Arregenerativa sem causa aparente? Puncionar medula óssea Anemia da doença renal crônica • Multifatorial • Diminuição da síntese de eritropoietina é principal causa • DRC -> condição inflamatória (anemia da doença inflamatória) • Diminui eritropoietina, sobrevivência de eritrócitos, disponibilidade de ferro Anemia da doença inflamatória • Anemia da doença crônica • Mais comum na veterinária • Condições inflamatórias, degenerativas e neoplásicas • Geralmente: HT > 20% em cães HT > 17% em gatos Diferenciar ADI e anemia por def. de ferro • Sequestro de ferro no fígado, baço e medula • Liberação de hepcidina o Em casos de inflamação ela TRANCA a ferroportina • Deficiência funcional de ferro ADI x Deficiência de ferro Deficiência de ferro ADI Baixa [ ] de ferro Baixa [ ] de ferro Ferritina baixa Ferritina alta Capacidade de armazenamento de ferro baixa Capacidade de armazenamento total de ferro normal ou alta Baixa % de saturação Baixa % de saturação Tratamento • Corrigir doença base, não adianta suplementar • Anti-inflamatório + antimicrobiano + ferro POLICITEMIA OU ERITROCITOSE ERITROCITOSE Eritrocitose Relativa • Desidratação, contração esplênica • HEMATÓCRITO ELEVADO: Desidratação, PPT alta, hematócrito retorna ao normal após fluido terapia Eritrocitose absoluta • Primária = “Vera” • Secundária = Hipóxia ou aumento autônomo de eritropoietina • HEMATÓCRITO ELEVADO: Sem sinais de desidratação, PPT normais POLICITEMIA ABSOLUTA • Primária ou Vera -> M.O. produzindo de forma autônoma • Secundária -> M.O. respondendo -> Secreção anormal de eritropoietina ou hipóxia Sinais clinicos • Mucosas hiperêmicas Tratamento • Diminuir viscosidade sanguínea o Flebotomias (2-5 ml/kg) o Infundir volume equivalente de solução salina o Hidroxiuréia 30mg/kg VO SID por 7-10 dias o Reavaliar hemograma min 1x/mês o Aumentar tempo AULA 3 – REVISÃO HEMATOLOGIA PARTE II Leucócitos -> células brancas ou WBC. Leucocitoses e leucopenias • POLIMORFONUCLEARES ou granulócitos -> neutrófilo, eosinófilo e basófilo • MONOPOLINUCLEADO ou agranulóicito -> linfócito e monócito Granulopoiese – regulação • Complexo conjunto de citocinas e fatores de crescimento o Interleucinas, citocinas e TNF Neutrófilos -> na circulação possui transito UNIDIRECIONAL (M.O. -> tecidos) • Funções o 1ª linha de defesa o Fagocitose de bactérias • Reações inflamatórias o Aumenta marginalização e diapedese • Diapedese: Rolamento -> Adesão -> diapedese -> fagocitose -> autodestruição (com bactéria em seu interior) Eosinófilos -> Adesão e ativação semelhante a neutrófilos. Fagocitose • Atividade PARASITICIDA o Defesa contra helmintos (IgE) o Interação com mastócitos e linfócitos • Participam na regulação alérgica e resposta aguda inflamatória o Podem causar dano tecidual o Possuem histaminase que inativa histamina livre Basófilos e Mastócitos • Produção o Basófilos e mastócitos dividem um precursor comum na medula, mas um NÃO deriva do outro. o Os mastócitos se desenvolvem e podem proliferar nos tecidos o Basofilia e eosinofilia podem ocorrer simultaneamente devido a interação dos dois tipos de células • Funções o A degranulação de mastócitos por inflamações pode expulsar parasitas e recrutar eosinófilos para auxiliar o Os mastócitos estão envolvidos em várias reações inflamatórias não- parasitárias o Reações alérgica Monócitos (macrófagos quando vão para os tecidos) • Monoblasto -> promonócito -> monócito -> macrófago (tecido) • Transformação o Aumenta 5-10x o tamanho o Aumenta o nº de grânulos (lisossomos) e mitocôndrias o Aumenta a capacidade de fagocitose • Funções o Transformação em célula tecidual o Fagocitose (protozoário e fungos) o Ação microbicida o Regulação da resposta imune o Remoçãode debris celulares o Efeito citotóxico contra células tumorais o Regulação da inflamação o Reparo tecidual Linfócitos -> Linfócitos B e T possuem a mesma morfologia no sangue • Cerca de 50-75% T • 20-35% B • Células natural killer (NK) -> linfócitos grandes e granulares (5-10%) Funções • Imunidade celular (Linfócitos T) o Rejeição tecidual o Hipersensibilidade tardia • Imunidade humoral (Linfócitos B e Plasmócitos) o Atividade citotóxica o Regulação e vigilância imune Linfopoiese • Produção fetal ocorre na M.O. • Pós-natal -> baço, linfonodos e tecidos linfoides • Recirculação constante Vida média AULA 4 – LEUCÓCITOS E INTERPRETAÇÃO DO LEUCOGRAMA FILIA ou OSE -> Aumento PENI -> Diminuição Pacitopenia -> Menor de todas as linhagens Bicitopenia -> Menor de 2 linhagens de células Células mais maduras são liberadas primeiro LEUCOCITOSE • FISIOLÓGICO = Resposta as catecolaminas e aos glicocorticoides • REATIVA = Inflamação • PROLIFERATIVA = neoplasia LEUCOCITOSE FISIOLÓGICA Adrenalina (excitação, medo, exercício) • Principal -> Neutrofilia + Linfocitose • Resolução em 30mn • Neutrófilos -> demarginalização • Linfócitos -> bloqueio para tecidos linfoides e/ou mobilização para o ducto torácico Cortisol • Endógeno -> gestação, parto, estresse severo, HAC • Exógeno (glicocorticoides ou ACTH) • Neutrofilia + linfopenia + monocitose (cães) + eosinopenia • Raramente: desvio a esquerda • Pico em 4-8h após aplicação, resolve em 24h • Animais sob tratamento (>10dias): 2-3 dias LEUCOCITOSE INFLAMATÓRIA Inflamação aguda • Leucocitose com desvio a esquerda, neste caso a demanda tecidual EXCEDE a capacidade da M.O. • Não esquecer dos corticoides endógenos Inflamação crônica • Duração: dias a semanas • Há expansão dos pool’s mitóticos e pós mitótico para atender a demanda • Leucocitose + neutrofilia • Desvio a esquerda leve ou ausente LEUCOCITOSE PROLIFERATIVA Resulta de uma mudança neoplásica • Processos MALIGNOS • A resposta medular é DESORDENADA NEUTROFILIA Fisiológica (pseudoneutrofilia) • + frequente em animais jovens (ADRENALINA) o Causas: medo, excitação, exercício intenso o Acompanhada de Linfocitose (principalmente felinos) Induzida por corticosteroide • Endógeno ou exógeno • Aumento da liberação dos neutrófilos e diminuição da migração para o tecido • Em geral, sem desvio a esquerda e acompanhada de linfopenia, eosinopenia e monocitose (=leucograma de estresse) Inflamatória • Contagem varia de acordo com a intensidade do processo inflamatório • Processos inflamatórios de moderada a longa duração podem não produzir desvio a esquerda, pois a produção acaba se equilibrando com o uso • Mudanças tóxicas podem estar presentes • Produção acelerada de neutrófilos devido a demanda tecidual • Neutrofilia com desvio à esquerda -> resposta clássica a inflamação Desvio a direita -> células velhas • Neutrófilos segmentados • Neutrófilos hipersegmentados (corticoide, inflamação crônica) Desvio a esquerda -> células jovens • Metamielócito • Bastonetes Reações leucemóides • Neutrofilia significativa (50.000 a 100.000 uL/sangue • Neutrofilia extrema (>100,000 uL) o Processos benignos o Resposta medular ordenada Processos inflamatórios localizados estimulam uma resposta neutrofílica maior que processos generalizados • Exemplos: Piometrite, peritonite, AHIM NEUTRPENIA • Diminuição da produção infiltração/fármacos) o Distúrbios linfoproliferativos o Quimioterapia, estrógeno, fenilbutazona • Doença infecciosa o Parvovirus o Retrovírus felinos • Sequestro no pool marginal o Choque • Demanda tecidual aguda o Peritonite o Pneumonia por aspiração o Salmonelose o Piotórax • Distúrbios imunomediados • Inflamação super aguda o Leucopenia + neutropenia (1-3h) devido a marginalização e distribuição para tecidos • Histórico detalhado (vacina, medicação), Exame clínico (Foco séptico), Sorologia, PCR, Medula Exclusão de outras causas.... Pensar em NEUTROPENIA RESPONSIVA A CORTICÓIDES Devido à grande capacidade de reserva de precursores dos neutrófilos da M.O., somente um extenso e severo dano resulta em neutropenia Paciente sob risco de sepse • Sulfa-trimetropin 15mg/kg VO 12-12h • Enrofloxacina 3ng/kg VO 12 ou 24h Paciente com febre • Ampicilina 20mg/kg IV 8-8h + Enrofloxacina 5mg/kg 24-24h LINFOCITOSE • Adrenalina (fisiológica) • Fase de crescimento (+ ativ. Imunogênica) • Vacinação • Fase de recuperação de várias doenças • Estimulo antigênico prolongado (leishmaniose) • Leucemia linfocítica • Linfoma LINFOPENIA • Fase aguda da inflamação • Infecção viral (Parvovirus, FeLV, FIV, cinomose, hepatite infecciosa canina) • Quimioterapia, imunossupressão • Quilotórax (acúmulo de linfa no tórax) • Corticosteroides MONOCITOSE • Estimulo inflamatório, neoplásico, degenerativo • Doenças inflamatórias (Piometrite, abcessos, peritonite, osteomielite...) • Trauma, necrose • Leucemia monocítica (RARO) • Cães -> excesso de corticosteroides (leucograma de estresse) Encontrar foco inflamatório/infeccioso EOSINOFILIA • Parasitismo • Associado a distúrbios de órgãos ricos em eosinófilos • Condições alérgicas (mediada por IgE) o Eosinófilos neutralizam histamina circulante – ATOPIA, DAPP • Neoplasias: linfoma, mastocitoma • Leucemia eosinofilica é RARA • Síndrome hipereosinofilica idiopática (SHEI) EOSINOPENIA • Sem significado clinico • Corticosteroides o Inibe liberação da medula óssea o Sequestro nos tecidos BASOFILIA • Alergias (resposta imediata ou tardia) e parasitismo o Repostas alérgicas o Ectoparasitos: pulgas e carrapatos o Nematódeos gastrointestinais o Parasitas vasculares • Geralmente acompanhada de eosinofilia • Leucemia basofilica primária é RARA AULA 5 – DISTURBIOS DA HEMOSTASIA Conjunto de eventos fisiológicos e bioquímicos que permitem que o sangue se mantenha fluido dentro do vaso, sem coagular (trombose) nem extravasar (hemorragia) Lesão -> Hemostasia 1ª -> Hemostasia 2ª -> H. Hemostasia 3ª Hemostasia primária • Vasos, plaquetas, fatores de adesão/agregação Hemostasia Secundária • Fatores de coagulação Hemostasia terciária • Anticoagulação e fibrinólise HEMOSTASIA PRIMÁRIA Lesão vascular -> vasoconstrição local -> exposição do colágeno -> adesão e agregação plaquetária -> liberação de mediadores HEMOSTASIA SECUNDÁRIA • Fatores de coagulação • Reação em cascata o Intrínseca, extrínseca e comum • Formação da fibrina e estabilização do tampão plaquetário Cascata de coagulação • Fatores intrínsecos o VIII, IX XI XII (não é 12... é 11,98) • Fatores extrínsecos o III e VII • Fatores comuns o I, II, V e X HEMOSTASIA TERCIÁRIA Fibrinólise ABORDAGEM DO PACIENTE HEMORRÁGICO • Anamnese o Tipo de sangramento o Idade, raça e sexo o Ninhada: mortalidade? Outros irmãos? o Vacinado recentemente o Contato com tóxicos, medicações o Ectoparasitas o Doença primária o Trauma, pátio • Abordagem intensiva • Minimizar hemorragias iatrogênicas • Agulhas de menor calibre possível • Pressão por minutos • Repouso, confinamento HEMOSTASIA Avaliação laboratorial do paciente hemorrágico Indicações • Obvias • Cirurgia em pacientes com distúrbios associados a tendência hemorrágica (hemangiossarcoma, correção shunt, CID, doença hepática) • Cuidado na coleta da amostra • Processo rápido HEMORRAGIA PRIMÁRIA Sinais clinicos • Petéquias • Equimoses • Sangramento imediato e espontâneo • Lesões múltiplas • Hemorragia de pele e mucosas (melena, epistaxe) Trompocitopenia, trombocitopatia e lesão vascular Testes laboratoriais • Contagem de plaquetas• Punção de M.O. • TSMO (tempo de sangramento da mucosa oral) o Cão -> até 5min o Gato -> até 3min Distúrbios • Alterações vasculares (processo inflamatório, imunomediado) • Anormalidades quantitativas e qualitativas das plaquetas • Doença de von Willebrand Anormalidades QUANTITATIVAS das plaquetas Trombocitopenia • Pseudotrombocitopenia (mais comum) • Diminuição na produção (leucemia, drogas doença infecciosa) • Aumento do consumo ou perda (CID, hemorragia severa) • Aumento da destruição (agentes infecciosos, neoplasia, imunomediado) • Sequestro (organomegalia, neoplasia, endotoxemia) Trombocitopenia imunomediada • Raro em felinos • Normalmente contagens baixas • Fêmeas caninas de meia idade • Excluir doenças transmitidas por carrapatos e fármacos Tratamento • Prednisona 2-4mg/kg/dia • PROTEGER TGI (famotidina, omeprazol) • Resposta em 24-96h normalmente • Baixar dose com cautela e monitoramento hematológico NÃO HOUVE RESPOSTA OU QUADRO MUITO GRAVE • Ciclofosfamida dose única de remissão IV/VO 200-300mg/m2 • Vincristina 0,5mg/m2 • Azatioprina 50mg/m2 VO cada 24-48h manutenção • Imunoglobulina IV humana 0,5mg/kg • Esplenectomia... maybe Trombocitose • Reativa (doença crônica, deficiência de ferro, hiperadrenocorticismo, neoplasias, desordens do TGI) • Transitória (contração esplênica) • Maligna (leucemia granulocítica megacariocítica) Anormalidades QUALITATIVAS das plaquetas Trombocitopatia adquiridas • Alterações funcionais adquiridas • Processos infecciosos, tóxicos ou metabólicos (doença renal com uremia, disproteinemia ou mieloma múltiplo) • AINES (AAC, ibuprofeno, indometacina, penicilinas, fenilbutazona) Trombocitopatia hereditárias Doença de von Willebrand (adesão) • Fator vW -> glicoproteína multinumérica produzida por megacariócitos e células endoteliais que facilita na adesão da plaqueta ao colágenos e vaso sanguíneo, a agregação plaquetária e, no plasma se associa com o fator VIII estabilizando-o Sinais clínicos • Sangramento de mucosas • Raras Petéquias e equimose • Identificação pós-cirúrgica ou traumática • Perda dentária, estro • Mortalidade perinatal e aborto Exames e resultados esperados confirmatórios • TP -> Normal • TTPA -> Normal ou prolongado • TSMO -> prolongado • Contagem de plaqueta -> normal • Quantificação do FvW Tratamento • Plasma fresco congelado • Crioprecipitado 1un para 10kg • Tipo I -> acetato de desmopressina (DDVAP) 1 μg/kg SC pré cirúrgico • Agentes hemostáticos tópicos (fibrina, colágeno e metacrilato) • Proibir acasalamento Coagulopatias propriamente ditas • Deficiência de fator de coagulação • Deficiência de vitamina K Sinais clinicos • Colapso, intolerância ao exercício • Dispneia, distensão abdominal • Claudicação, massas HEMOSTASIA SECUNDÁRIA Sinais clínicos • Sufusões • Hematomas • Hemorragia em músculos, articulações, cavidades • Sangramento tardio e localizado • Geralmente induzido Coagulopatia adquirida ou hereditária, consumo excessivo Testes laboratoriais • Tempo de protrombina (TP) • Tempo de tromboplastina tecidual ativada (TTPA) • Tempo de trombina (TT) • Fibrinogênio Deficiência congênita de fator de coagulação HEMOFILIA • Deficiência do fator VIII (A) • Deficiência do fator IX (B) • Ligada ao cromossomo x • Animais jovens e machos • Formação “espontânea” de hematomas, podem ser relatados como inchaços ou tumores • Sangramento prolongado do cordão umbilical após nascimento, natimortos e abortos na ninhada Sinais clinicos • Hematoma • Hemartrose • Sangramento do TGI • Sangramento localizado Exames e resultados confirmatórios esperados • TP -> normal • TTPA -> prolongado • TSMO -> normal • Contagem de plaquetas -> normal Tratamento • Transfusão com plasma fresco congelado (PFC) • Transfusão de crioprecipitado • Prevenção e suporte • Proibir acasalamento Deficiência adquirida • Deficiências de sais biliares no intestino o Colestase obstrutiva o Doença intestinal infiltrativa • Doença hepático • Ingestão de rodenticidas o Cumarínicos, indanedionas, outros Ingestão de rodenticidas – antagonistas da vitamina K Sinais clinicos • Hemorragias intracavitárias • Tosse, dor torácica e dispneia/distensão abdominal • Áreas de fricção (axila e virilha) • Hematúria, hematêmese • Anemia e Hipoproteinemia • Sinais neurológicos, morte por sangramento SNC Exames e resultados confirmatórios esperados • TP -> prolongado • TTPA -> prolongado • TSMO -> normal ou prolongado • Contagem de plaquetas -> normal ou baixo Tratamento • Até 2h -> induzir êmese • Carvão ativado -> poucas horas depois • Período prolongado o Sangue total (ST) ou plasma fresco congelado (PFC) o Vit. k1 VO (Heinz) 5mg/kg em refeição gordurosa e depois 2,5 mg/kg divididos a cada 8-12h o SC dose inicial 5mg/kg e depois de 8- 8h, 2,5 mg/kg a cada 8-12h o IM -> hematomas • Monitorar coagulograma (8h,24h,48h) HEMOSTASIA TERCIÁRIA Sinais clinicos • Coagulação intravascular disseminada (CID) • Trombose o Áreas de hipóxia -> rins, coração, fígado e pulmões Estímulos excessivos, liberação de substância, ativadores de coagulação Testes laboratoriais • Dímeros-D • Produto de degradação da fibrina (PDF’s) Trombose • Síndrome nefrótica • Enteropatia grave • Miocardiopatias • AHIM • Hiperadrenocorticismo o Corticosteroides inibem a Fibrinólise Sinais clinicos • Depende da causa primária • Inespecíficos • Dor local e inchaço Exames e resultados confirmatórios esperados • TP e TTPA -> normal • TSMO e contagem de plaquetas -> normal ou aumentado • Dímeros-D -> alto • Ressonância e tomografia Tratamento • Drogas antitrombóticas e anticoagulantes o Aspirina 10mg/kg VO BID o Heparina sódica com fator da antitrombina 200 UI/KG IV inicial e depois SC a cada 6-8h de 2-4dias TRATAR CAUSA PRIMÁRIA COAGULAÇÃO INTRVASCULAR DISSEMINADA (CID) • Processo secundário • Viremia ou endotoxemia o Aumento contato, ativa sistema intrínseco • Trauma, necrose ou hemólise intravascular o Aumento da tromboplastina tecidual, ativa sistema extrínseco • Coagulopatia de consumo • Ocorre trombose + hemorragia Sinais clinicos • Petéquias, equimoses • Sangramento espontâneo e profuso • Hematúria • Fezes com sangue • Decorrentes de anemias e de trombose de órgãos • Associado a causa primária Exames e resultados confirmatórios esperados • TP -> prolongado • TTPA -> prolongado • Contagem de plaquetas -> discretamente baixa ou baixa • Fibrinogênio -> baixo • PDFs -> aumentados • Dímeros-D -> alto Tratamento • Eliminar a causa primária • Interromper a CID o Hemocomponetes (plasma fresco e concentrado de hemácias se necessário) • Heparina o Mini dose 5-10 ui/kg SC cada 8h o Dose intermediária 300-500 ui/kg cada 8h ou alta 750-1000 ui/kg cada 8h • Manter perfusão de órgãos parenquimatosos o Fluido agressiva • Prevenir complicações secundária o Oxigênio, antiarrítmicos, antimicrobianos... AULA 6 – HEMOTERAPIA TIPAGEM SANGUÍNEA FELINOS Tipos -> A, B e AB Tipo A é de longe o tipo mais prevalente em felinos, mas entre certas raças puras, o Tipo B é mais frequência. Doações e combinações Tipo A x Tipo A • Vida média entre 29-39 dias • Sem reação transfusional Tipo B x Tipo A • Vida média de 2 dias • Sinais clinicos leves, baixo título de anticorpos naturais ANTI-B que geralmente apresentam • Reação muitas vezes não aparente – o hematócrito do receptor diminui até os níveis pré-transfusionais rapidamente = benefício transitório. Pode resultar na indução de aumento do título de anticorpos anti-B no futuro = Reaçãotransfusional aguda severa. Tipo A x Tipo B • Vida média de 1-3horas • Rápida destruição do sangue tipo A • Sinais clinicos severos Tipo AB • NÃO EXISTE DOADOR UNIVERSAL, pequena quantidade do sangue errado pode levar o animal á morte • O tipo AB podem receber qualquer um dos tipos (preferencialmente A ou AB), por isso são considerados RECEPTORES UNIVERSAIS • Anticorpos anti-A de doadores do tipo B, podem reagir com antígenos do tipo B de gatos AB • Escolher doador A Isoeritrólise neonatal • Filhotes do tipo A (ou AB) mamam o colostro de uma fêmea do tipo B • Aloanticorpos no colostro = hemólise e morte em poucos dias TIPAGEM SANGUÍNEA CANINOS Sistema DEA • 5grupos (6 determinantes antigênicos) DEA 1 (subgrupos 1.1 e 1.2) DEA 3 - DEA 4 - DEA 5 - DEA 7 DEA 1.1 -> mais reativo DEA 4 -> menos reativo - “doador universal” • Outros grupos foram descritos (mais de 12), mas ainda não estão padronizados internacionalmente e não há anti-soro para sua determinação • Novos antígenos o Dal em cães da raça Dálmata o Dálmata incompatível com 55 doadores, apenas compatível com 4 outros dálmatas • Tipagem sanguínea de cães no Brasil somente através de importação e pesquisa o Tipagem DEA1.1 (kit) • Teste de compatibilidade ou prova cruzada • Escolha dos doadores -> consenso para triagem de doadores felinos e caninos DOADORES FELINOS • Clinicamente saudáveis • Idade entre 1 a 8 anos • Peso acima de 4 kg • Vacinas e vermífugos em dia • Tutor -> questionário e termo de consentimento • Comportamento dócil (animais acostumados a manipulação para evitar estresse) e que não tenha acesso a rua • Livre de doenças infecciosas • Parâmetros bioquímicos e hematológicos dentro dos valores de referência para a espécie felina (Ht > 35%) • Intervalo de 90-120 dias entre doações • Máximo a ser doado 11-13 ml/kg • Coletar 11-13 ml/kg • Ajustar anticoagulante Quetamina + midazolan Propofol / Isoflurano Reposição -> solução fisiológica Tipo de coleta • Sistema aberto -> não pode ser armazenado. Transfundir na hora • Sistema fechado -> pode ser refrigerado. Duração de 3 a 5min DOADORES CANINOS • Cães clinicamente saudáveis • 1 a 8 anos • Peso > 28kg • Tutor -> questionário e termo de consentimento • Comportamento dócil – animais acostumados a manipulação para evitar estresse • Disponibilidade para realizar mais de uma doação ao longo do ano • Livre de doenças infecciosas • Parâmetros bioquímicos e hematológicos dentro dos valores de referência para a espécie canina (Ht > 40%) • Intervalo de 90-120 dias entre doações • Volume de sangue a ser doado em cada etapa é de 450 mL • Máximo a ser doado 16-18mL/kg Tipo de sistema -> SEMPRE sistema fechado SANGUE TOTAL E HEMOCOMPONETES Processamento dos hemocomponentes • Coleta da bolsa • Centrifugação transferência do plasma • Adicionar solução aditiva ao CH • Armazenar a 1 a 6ºC ST e CE • Plaquetas manter temperatura de 22 a 24ºC • Congelar plasma (-20ºC) Sangue total (fresco x refrigerado) • Estocagem: fresco ou refrigerado 1-6ºC, se interrompido por mais de 30 min.... utilizar em dentro de 24h • Indicações: hemorragia aguda (anemia com hipovolemia) • Volume a ser transfundido: 10-22 ml/kg a cada 24h Concentrado de eritrócitos (CE) • Estocagem: Refrigerado 1-6ºC • Indicações: anemia sem hipovolemia ou anemia hemorrágica aguda com administração de plasma/Fluidoterapia • Volume a ser transfundido: 10-15 ml/kg a cada 12-24h Plasma fresco congelado • Distúrbios de hemostasia secundária o Doença de vW o Hemofilias o Hemorragia devido á intoxicação por antagonistas da vit. K Plasma fresco congelado (PFC) • Banho-maria (protegido): 30-37ºC por 30min • Volume a ser transfundido: 6 a 10 ml/kg a cada 8-12h Criosobrenadante • Composição: Albumina, imunoglobulinas, outros fatores • Volume a ser transfundido: 6 a 10 ml/kg a cada 8-12h • Banho-maria (protegido): 30-37ºC por 30min • Hipoalbuminemia o 22,5 ml/kg para elevar o nível de albumina em 5g/l o Custo elevado o Risco de reações transfusionais Crioprecipitado • Composição: fator VIII (7), XIII (13), fibrinogênio e fator de vW • Volume 10ª 20ml • Volume a ser transfundido: 1 unidade para cada 10kg a cada 4-12h Concentrado de plaquetas (CP) • Estocagem: agitação constante a temperatura ambiente por 3 a 5 dias • Indicação: trombocitopenia e trombocitopatias • Eficaz em trombocitopenias causadas por redução da produção (leucemias, aplasias de medula) • MENOS EFICAZ nas causadas por AUMENTO DE CONSUMO (CID), SEQUETRO (ESPLENOMEGALIA) e DESTRUIÇÃO (TIM) • Volume a ser transfundido 1 unidade para cada 10kg a cada 8-12h • Gatilho transfusional o ~15.000 plaq/ul o ~50.000 plaq/ul (pré-cirúrgico) Custo elevado para ter um banco de sangue • Etapas o Mãos de obra especializada o Material de divulgação o Transporte o Processamento, armazenamento e envio de sangue o Controle de qualidade • Testes de triagem o Avaliação do doador (material de consumo e permanente) o Sorologia o PCR o Retestar a cada 6 meses Antes da administração • Tem diagnóstico? • Questionou-se quanto as demais terapêuticas? • Considerou a relação risco benefício? Quando transfundir? • Transfundir somente o necessário • Avaliar risco benefício do ato transfusional • A transfusão sanguínea não é um procedimento isento de riscos • É de responsabilidade médica, devendo ser realizada somente quando houver respaldo clínico e cientifico que a justifique A administração • Decida qual produto do sangue é o mais indicado para o paciente • Verificar sinais vitais (FR, FC, TR) do receptor • O aquecimento do paciente pode causar HEMÓLISE, acarretando a graves danos ao paciente e podendo leva-lo a óbito Doentes renais, cardiopatas ou com AHIM -> velocidade de transfusão mais lenta, friccionar bolsas de sangue em 4 (25ml/h) Reações transfusionais • Não monitoramento dos pacientes durante o período de transfusão • Relutância em relatar reações transfusionais anteriores • Morbidade e mortalidade atribuídas a doença adjacente e não as reações transfusionais Reações transfusionais hemolíticas agudas Sinais clinicos • Inespecíficos o Febre, taquicardia, sialorréia, fraqueza, depressão, tremores musculares, vocalização, vômito, dispneia, hipotensão, convulsão, IRA, CID, morte • Específicos o Hemoglobinúria e hemoglobinemia • Diagnóstico o Confirmar tipo sanguíneo o Realizar novamente prova cruzada o Descartar a possibilidade de erro no armazenamento, na infusão ou contaminação da bolsa • Interromper imediatamente a transfusão e reverter o quadro clinico estabelecido • Administração maciça do fluido intravenoso o Hipotensão, hipoperfusão renal • Sonda urinária para controle de fluidoterapia e da hemoglobinúria o Em média 1 a 2ml/kg de volume urinário) • Glicocorticoides, furosemida, dopamina e heparina Reações transfusionais hemolíticas tardias Hemólise extra vascular (~3 a 5 dias após a transfusão) • Sinais clinicos o Diminuição do Ht e aumento dos níveis séricos de bilirrubina podem indicar a ocorrência de hemólise o Deve-se tomar cuidado para diferenciar de outras doenças subjacentes como a anemia hemolítica imunomediada, babesiose, rangeliose ou micoplasmose Reações transfusionais de hipersensibilidade aguda • Associadas com transfusão de plasma ou produtos • Maior parte suave o Eritema, urticária e prurido (autolimitantes ou tratados facilmente) • Iniciam entre 1 a 45 min após o início da transfusão • Podem ser graves o Hipotensão, taquicardia, broncoconstrição, vômito e diarreia • O diagnóstico é basicamente clinico e não cursa com febre • Tratamento o Anti-histamínico (difenidramina) e anti-inflamatório (dexametasona)O resultado depende do diagnóstico rápido e início de tratamento precoce. O paciente deve ser monitorado constantemente Reações transfusionais não hemolíticas febris • Associadas aos leucócitos – CITOCINAS • Elevação de 1ºC ou mais na temperatura corpórea • FEBRE é o sinal mais comum • Tremores e vômitos também podem estar presentes • Lesão pulmonar e choque já foram descritos • Tratamento o Tradicionalmente a transfusão é interrompida ou retardada temporariamente o Tratar sinais clinicos que advêm dessa reação – antipiréticos, AINEs Reações transfusionais não imunológicas • Agudas o Distúrbios eletrolíticos (hipocalcemia, hiperamonemia, hipofosfatemia e acidose) o Embolia (ar ou coágulo) o Contaminação do sangue (sepse) o Hipotermia, hipervolemia • Tardias o Transmissão de enfermidades o Hemossiderose