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Estudo de caso - ibuprofeno O advil ( ibuprofeno) , é um fármaco anti-inflamatório não esteroides utilizado para tratamentos de dor , febre e inflamação. Administrados por via oral , este medicamento passa por processos de absorção , distribuição, metabolismo e eliminação , etapas da farmacocinetica que fará o fármaco obter sua eficácia . Na etapa de absorção , após ser administrado , o ibuprofeno é parcialmente absorvido no estômago, mas é no intestino delgado no qual se tem sua elevação completá , com a biodisponibilidade acima de 80 % na forma ativa. O fármaco se liga a proteínas plasmaticas, principalmente a albumina destruindo -se pelo tecido Após ser absorvido e injetado na corrente sanguínea, o ibuprofeno irá distribuir-se para os líquidos extra e intracelulares. A velocidade e extensão depende do fluxo sanguíneo tecidual, propriedades física - química deste medicamento , as características da membrana na qual será transportada e sua ligação a proteínas plasmaticas e teciduais A biotransformação e a excreção ocorrem simultaneamente com a distribuição, tornando o processo dinâmico e complexo. Depois de o fármaco entrar nos tecidos, a taxa de distribuição para o líquido intersticial é determinada principalmente por perfusão. Para os tecidos com baixa perfusão (p. ex., músculo e gordura), a distribuição é muito baixa, em especial se o tecido tiver alta afinidade para o fármaco. Depois de distribuído o ibuprofeno passa pelo processo de biotransformação , que são reações químicas mediadas por enzimas específicas do citocromo P-49. Este processo ocorre principalmente no fígado , pois ele é o órgão metabolizador que ajuda a inativar o fármaco para assim este ser excretado do organismo . O ibuprofeno já inativado passa pela última etapa a farmacocinetica , a exceção . O fármaco liga-se em proteínas plasmaticas e sofrem passagem para dentro dos túmulos glomerulos. Nos túbulos renais dos néfrons, as drogas ainda podem sofrer reabsorção passiva e voltar para a corrente sanguínea, envolvendo transportadores de membrana presentes nas células epiteliais renais. Neste processo, moléculas de ácidos e bases fracas não ionizadas sofrem a reabsorção, ao passo que as moléculas no estado ionizado são passíveis à eliminação A meia-vida (tempo gasto para que a concentração plasmática ou a quantidade original de um fármaco no organismo se reduza à metade) de eliminação é de aproximadamente 2 horas, sua metabolização é predominantemente hepática e sua excreção renal é rápida e completa, com metabólitos (produto do metabolismo de uma determinada molécula ou substância) inativos. A vida meia de eliminação em indivíduos saudáveis e pessoas com doença hepática e renal é de 1,8 horas a 3,5 horas. 1 a 10% é excretado na forma inalterada e cerca de 14% na forma conjugada. Não foi observada farmacocinética de acumulação. A excreção é virtualmente completa 24 horas após a última dose. Há evidências de que o ibuprofeno aparece no leite materno em concentrações muito baixas.