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Disciplina:
	Currículo e Didática na Educação dos Surdos (LBR103)
	Avaliação:
	Avaliação Final (Discursiva) - Individual Semipresencial ( peso.:4,00)
	
	
	Nota da Prova:
	8,30
	
	
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	1.
	Por se tratar de caminhos educacionais, o currículo não é apenas um campo meramente técnico ou sistemático, mas um instrumento flexível e crítico, que é permeado por questões sociopolítico-econômicas. A história do currículo é importante, não deve tampouco cair na armadilha do despreparo com os processos de seleção e organização do currículo dos surdos. Sendo assim, o currículo é uma forma de organizar o ensino para sistematizar o processo de ensino e aprendizagem. Disserte sobre os pontos importantes na formalização do currículo escolar dos surdos.
	Resposta Esperada:
Uma história do currículo não deve tampouco cair na armadilha de ver o processo de seleção e organização do conhecimento escolar como um inocente processo epistemológico em que acadêmicos, cientistas e educadores desinteressados e imparciais determinam, por dedução lógica e filosófica, aquilo que melhor convém ensinar às crianças, aos jovens e adultos. O processo de fabricação do currículo não é um processo lógico, mas um processo social, no qual convivem lado a lado com fatores lógicos, epistemológicos, intelectuais, determinantes sociais menos ?nobres? e menos ?formais?, tais como interesses, rituais, conflitos simbólicos e culturais, necessidades de legitimação e de controle, propósitos de dominação dirigidos por fatores ligados à classe, à raça, ao gênero. O currículo não é constituído de conhecimentos válidos, mas de conhecimentos considerados socialmente válidos. Nesse sentido, o currículo é polissêmico, histórico, representando a síntese e a seleção de conhecimentos e valores que caracterizarão o processo social e cultural que estará presente e organizado no trabalho pedagógico. Ao longo da história ocorreram muitos desdobramentos sobre a educação de pessoas surdas. Estas pessoas eram marginalizadas pela sociedade e, muitas vezes, isoladas em asilos, em função da sua deficiência ou anormalidade. O que percebemos é que ainda hoje este público não se encontra totalmente assistido pela sociedade. Ainda estamos em um processo de rupturas sobre este atendimento.
	2.
	É interessante perceber a reação das pessoas quando ouvem falar em cultura surda. Os surdos têm cultura? Geralmente, isso acontece porque pensam que os surdos vivem isolados e, para sua integração à sociedade, é preciso acompanhar o universalismo vigente, ou seja, que eles sigam o padrão normalizador da sociedade, que eles sejam modelados a partir da representação hegemônica que é a cultura ouvintista. Partindo desse pressuposto, existe uma comunidade surda, uma cultura, que nela está inserida pessoas com deficiência auditiva, ou seja, os surdos. Disserte sobre a cultura surda.
	Resposta Esperada:
É urgente repensar as metodologias e práticas atuais na educação de surdos. Os alunos surdos em sala de aula estão sendo prejudicados de forma significativa. Como sua cultura não é respeitada, a exclusão ocorre já nos jogos e brincadeiras propostas, como é o caso do jogo de batata passa passa e do tão famoso telefone sem fio. A falta de informação no que diz respeito à produção dos surdos no teatro, brinquedo, poesia, literatura em língua de sinais e ainda à tecnologia são aspectos responsáveis pela negação da existência da cultura surda.
O conceito de cultura é transmitido e sentido de várias formas. Desde a teoria moderna, muito se fala de cultura. A cultura é um campo conflitivo, resultado de muita luta entre diferentes grupos sociais. A cultura é uma ferramenta de transformação, de percepção à forma de ver diferente, não mais de homogeneidade, mas de vida social constitutiva de jeitos de ser, de fazer, de compreender e de explicar. No contexto da surdez, cultura representa identidade, ou uma forma diferente de entender o mundo que a identifica. A cultura surda é transmitida de surdo para surdo ao longo das gerações.
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